UMBANDA PRIMITIVA


Houve um tempo em que a Umbanda não tinha líderes, faculdades, conselhos e apenas duas ou três federações que tentavam dar o mínimo de organização e consultoria jurídica aos terreiros filiados, mesmo porque houve, como se sabe, grande perseguição e repressão Estatal aos seus adeptos, assim como os do Candomblé.

Entre as décadas de 1950 – 1970, houve o que chamo, no que pese a perseguição policial, de “Época de Ouro” da Umbanda, onde a religião tinha milhares de adeptos, suas músicas eram ouvidas nas rádios e não raramente podiamos assistir nomes como W.W. da Matta e Silva, Tancredo da Silva Pnto, dentre outros, expondo suas opiniões e pontos de vista em colunas diárias (ou semanais) em jornais e revistas de grande circulação.
A extinta TV TUPI, muitas vezes apontou suas câmeras para as personalidade citadas, assim como sempre abria espaço em sua programação para Chico Xavier e outros baluarte espíritas, sendo que sempre tais programas eram acompanhados de grande audiência.

Na música, tivemos vários artistas, dos quais destaco Ronnie Von e Clara Nunes, que gravaram músicas inspiradas em canções de Terreiro, quando não eram os próprio pontos de Raiz que ganhavam novos arranjos.

No que pese algumas históricas contendas doutrinárias, em especial envolvendo Matta e Silva e Tancredo da Silva Pinto, que trocavam algumas “farpas” não somente através de seus artigos em jornais e revistas, mas também em seus livros, havia uma relativa paz entre os praticantes e ninguém se preocupava por demais com os ritos e doutrinas praticados neste ou naquele Terreiro.

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