Mestre João da Luz – O Pajé do outro mundo


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Por Edmundo Pellizari

Minha madrinha espiritual, Dona Maria Tiana, me contou a história do velho Mestre João da Luz, também chamado de João de Casa Nova, por causa da cidade em que ele apareceu lá na Bahia.

Ele foi o fundador de uma Religião estranha e mágica, que foi conhecida como Linha de Jurá (Linhajurá) por volta de 1925.

Não se conhece seu verdadeiro nome, data de nascimento ou lugar preciso.

Os mais velhos diziam que Mestre João foi um caboclo que “caiu no mundo”, vagando pelo sertão e pelas matas do Norte, trabalhando e curando por vários arraiais, sem estabelecer-se em nenhum canto por muito tempo.

Segundo consta, ele era originário do Maranhão, de mãe índia e pai mulato.

Alto, magro, olhos puxados de caboclo, Mestre João jamais largava seu surrado chapéu de couro e o velho cachimbo.

Dormia no chão, comia pouco, não era dado a bebidas fortes e jejuava frequentemente.

Acordava bem cedo, se aprumava, enchia o pito com ervas de cheiro doce e soltava longas baforadas dizendo palavras que ninguém entendia. Depois tomava seu café e ia até a igreja mais próxima.

Homem de oração, João da Luz rezava durante horas sem mexer uma pestana sequer.


Retirado da Comunidade Sem Preconceitos Religiosos



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