UMBANDISTAS, GRAÇAS A DEUS


Inconcebível. Assim podemos definir o comportamento de alguns umbandistas, ou ditos umbandistas, no tocante a certos hábitos e posturas que denigrem a si, como membros de um segmento religioso que são, e mais grave, maculam o SAGRADO NOME DA UMBANDA.

Do que se trata? Trata-se de um assunto muito sério e que merece especial atenção de
dirigentes, médiuns e assistentes que compõe este maravilhoso corpo religioso nominado UMBANDA.

É que, movidos por ignorância, descriminação e preconceito em relação a nossa religião, sempre fomos vistos pelos inimigos do Umbanda como macumbeiros, termo pejorativo utilizado para desqualificar as nossas práticas religiosas.

E a situação se agrava na medida em que alguns integrantes de nossa religião, quando
vítimas de tal impropério, ao invés de reagirem, repudiarem e repelirem esta investida maléfica, acabam silenciando, ou pior, absorvendo a ofensa como algo natural, achando graça e rindo da estampa negativa que lhes colam na testa.

E você, amigo leitor, pensa que para por aí? Não, não para! Porque infelizmente temos maus umbandistas dentro da religião. Dissociados das verdadeiras bases e diretrizes da Umbanda, e num misto de irresponsabilidade e falta de consciência religiosa, quando indagados sobre qual religião professam, respondem da seguinte forma: “Ah! Sou macumbeiro”, ou ainda em dias de sessão de no terreiro, quando exclamam: “Hoje vou à macumba”.

Para estes que assim agem vai o devido esclarecimento, necessário para que não mais incorram neste lamentável equívoco.

1. Macumba é um termo utilizado por determinada etnia africana para designar certo tipo de árvore em torno da qual se desenvolviam certas práticas religiosas;

2. Da madeira da árvore retro citada eram confeccionados instrumentos de percussão semelhantes ao atabaque e ao reco-reco, também nominados de macumba;

3. No final do século XIX e início do século XX, o termo macumba foi associado a qualquer prática religiosa de origem africana onde houvesse o uso de instrumentos de percussão, e que tivesse como finalidade à prática da magia para fins negativos;

4. A Umbanda, nada tendo a ver com tal quadro, passou a sofrer os efeitos deletérios de tal ofensa, fato que teve co-causas à omissão das ditas elites Umbandistas em dar ao Movimento Umbandista os devidos esclarecimentos doutrinários e os instrumentos básicos de defesa ante a eventuais ataques;

5. Que por conta de falta de preparo de alguns (ou muitos) dirigentes Umbandistas e da ausência de interesse de médiuns e assistentes em se esclarecerem acerca da religião que seguem, tal ofensa ainda se faz presente.

Irmão umbandista de fato e de direito, analise as informações aqui contidas. Se estiver de acordo com seu conteúdo junte-se a nós nesta grande missão de orientação aos nossos irmãos menos informados, no tocante a explicar-lhes sobre os inconvenientes em se intitularem macumbeiros; da ofensa em serem rotulados pelo mesmo nome; e os prejuízos que tais fatos trazem a nossa crística Umbanda.

Como verdadeiro filho de Umbanda que é, dê um pouco de luz aos seus irmãos de fé. Diga-lhes com muito orgulho: Somos Umbandistas, graças a Deus !!

Saravá Umbanda !!!

Dimas Basílio
Templo Espiritualista Sol e Esperança
Templo Espitualista Anita Zippin