E aquele Médium…


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Conta a história que um médium muito dedicado a umbanda, estudioso profundo, sempre com sede do saber, sempre querendo ajudar, enfim exemplos para muitos, e motivo de inveja para outros, o destino o levou a seguir a religião não como fanatismo, mas parece que se criou um elo entre o astral e ele, devargazinho ele foi desgostando de seu trabalho para sobrevivência, mas trabalhava afinal era seu ganha pão, não ele não tinha intenção de comandar um terreiro, absolutamente não, tornou-se um líder natural em seu terreiro, não aceitou nenhum cargo, dizia apenas que queria ser médium, e assim foi por muitos anos, ele era melancólico, parecia que esta vida nada mais lhe interessava, mas a vida material continua, por mais que se esmerava começou a relaxar em seu serviço, mas manteve a classe e mesmo aquilo sendo um peso, ele sabia que parar não podia, mas sua vontade era meditar, viajar a lugares onde poderia colher mais informações sobre a umbanda e ocultismo enfim tudo que estivesse ligado ao espiritual.

Uma tristeza se abateu naquele humilde médium, já não era mais o mesmo no campo profissional onde era considerado doutor em sua profissão, sim doutor, pois entendia muito e a muitos ajudava com seus conhecimentos, não tinha medo de ensinar.
Era filho de Oxossi, portanto como arquétipo o conhecimento, mas também um guerreiro responsável pelo sustento da família e pelo sustento espiritual de muitos, era um caçador de almas.

Mas a vida perdeu a graça, ele não soube dividir o dia-a-dia material com o espiritual e entregou-se a própria sorte da vida.

Cansado e abatido pelas injustiças não consigo próprio, mas com seus irmãos não propriamente os de terreiro mas com seus irmãos encarnados e desencarnados, quanto aos desencarnados entendeu a situação, mas quanto aos encarnados não muito, mas entendeu que tudo era desígnio de Deus e aceitou resignadamente.

E aquele médium sereno acreditava, buscava forças e procurava conciliar as duas vidas a espiritual e a material, mas foi incapaz digamos assim e foi derrotado.

Algo se abateu sobre ele, ele presenteia o fim carnal, fez alguns ajustes em sua vida, tentou consertar alguns erros, trabalhou o dia normal, mas sempre triste, mas semblante lúcido, chegou em casa, tomou aquele banho, jantou, beijou esposa e filhos, deitou-se, pensou e pensou, não conseguia pegar no sono, mas precisa descansar, afinal o dia seguinte o esperava, desceu a escadaria de sua casa, tomou um copo d”água, fumou um cigarro, tragou profundamente, pediu perdão a Deus, aos Orixás e a seus guias e voltou para cama e dormiu, só que não acordou para a vida material.

E aquele médium partiu da vida de muitos, até seus “pseudos” inimigos se entristeceram, mas assim foi.

E aquele médium paira na mente de quem o conheceu e paira sobre aqueles que o amava, aquele médium fez história, aquele médium partiu para eternidade em busca de novas encarnações e novos desafios, sempre teve como privilégio ser general ora de cavalaria, ora de infantaria, sempre um general….. talvez sua missão, pois sempre teve que tomar duras decisões, sempre, sempre lutando contra os inimigos, deve estar guerreando pelo espaço em favor de muitos.

E aquele médium se foi deixando rastros de luzes por onde passou.

E aquele médium se achava o mais desprezível entre os médiuns, mas Deus lhe deu uma missão que não terminou, e ele voltou a encarnar e agora é um grande líder como não poderia deixar de ser, mas simplesmente pede a todos, me deixem ser apenas um simples médium.

Axé

Pelo Irmão Silvio, postado na Comunidade Guerreiros de Aruanda(Orkut), 03/11/2007.

Uma ideia sobre “E aquele Médium…

  1. Anônimo

    Todos queremos ser somente um simples médium, e todos nos tornamos guerreieos, mas também cansamos em lutar tanto pelo sustento da vida, e sempre desanimamos

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