CAREQUINHA – GEORGE SAVALLA GOMES



Cartunista J.Neves – Jorge Luis Neves Ferreira

CAREQUINHA, UM DOS HERÓIS PIONEIROS DA TELEVISÃO BRASILEIRA

A Televisão Brasileira já tem mais de 50 anos de vida. Muitos programas, desenhos e séries foram exibidos no decorrer das décadas, nas mais variadas estações de tevê de nosso imenso país. Muitas lembranças ficaram no nosso consciente de pessoas que, como eu, tiveram o prazer de pertencer a primeira geração de telespectadores, em seus respectivos Estados. Era a chamada “Era de Ouro da Televisão Mundial” (década de 60), tempo em que os pais podiam assistir tevê ao lado de seus filhos, sem que houvesse perigo de “agressão” com programas, filmes e novelas, colocados em horários impróprios, com grande teor de violência, lascívia, linguajar chulo e, muitas vezes, incutindo a inversão de valores. Os programas infantis daquela época tinham muitas vezes a preocupação de fornecer um conteúdo edificante.

Cada um de nós teve um referencial que incentivou a entrar em contato com o fascinante mundo da televisão. Eu quero nesta matéria apresentar o meu referencial, que aliás, também é de muita gente. Essa pessoa é um dos pioneiros da Televisão Brasileira e ponto de partida de minha caminhada para conhecer os clássicos desenhos e séries de tevê, como Os Flintstones, Jonny Quest, Os Três Patetas, Thunderbirds, Perdidos no Espaço, Viagem ao Fundo do Mar, Jornada nas Estrelas, National Kid, Chaves, Arquivo X, Bonanza, O Fugitivo, Além da Imaginação, O Vigilante Rodoviário e muitos outros.

ANOS HERÓICOS DA TELEVISÃO BRASILEIRA

Em 18 de setembro de 1950 é inaugurada a primeira estação de televisão do Brasil, a TV Tupi de São Paulo, pertencente à grande cadeia jornalística Diários e Emissoras Associados, de Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello. Quatro meses depois, em 1951, é instalada a TV Tupi carioca e com ela veio o programa “Variedades Tupi”, mudado depois para o “Circo Bombril”, que ficou no ar por 16 anos. Foi apresentado por um dos mais famosos palhaços brasileiros, que marcou três gerações: Carequinha.

Este foi o começo do palhaço Carequinha no veículo de comunicação que lhe trouxe a consagração nacional. “Fui o pioneiro na televisão”, conta o intérprete do Carequinha. “Principalmente porque inventei um nova escola de palhaços. Até então as pessoas riam da desgraça do palhaço que apanhavam como ele só. Não gostava disso e virei o herói da história. Os outros se davam mal. Mas o Carequinha não”, completa.
Apesar de heróis das histórias, Carequinha sofria com os primórdios da televisão brasileira. “Trabalhar a primeira vez na tevê foi difícil. Só tinha uma câmera e não havia auditório. Muito menos o video-tape. Se errasse, estava errado mesmo. No primeiro dia de trabalho, eu disse para o diretor que estava acostumado a trabalhar com o público e precisava daquela resposta imediata do riso e do aplauso do público. Então, no programa seguinte, arranjamos umas cadeiras e colocamos umas 30 ou 40 e pais. Desta forma, fui o primeiro a fazer um programa de auditório na televisão. Eu que inventei botar crianças dentro da tevê”, afirma Carequinha.

Muitos desenhos foram lançados em seus programas como Patrulha Estelar, Pirata do Espaço, Emergência + 4, Viagem Fantástica, Calvin e o Coronel, Viagem ao Centro da Terra, Fantasma do Espaço (agora conhecido por seu título original, Space Ghost), além do programa americano em forma de série “O Circo”, na TV Difusora de Porto Alegre, nas tardes de sábado.

O palhaço que encantou gerações é considerado o primeiro artista circense a ter um programa na televisão brasileira. Hábil negociador, alavancou a sua veia artística combinando talento e marketing. Nessa época de pioneirismo, Assis Chateaubriand, amigo do palhaço, costumava conversar com ele e dizia: “Você é um bom menino, trabalha bem!”. Chateaubrinad habitualmente assistia ao “Circo Bombril” ao vivo no estúdio que ficava na Avenida Venezuela, Rio de Janeiro.

Além do “Circo Bombril”, Carequinha fez para a TV Tupi – RJ os programas “Boliche Royal”, “Teatrinho do Carequinha” e a “Escolinha do Carequinha”.

NASCE UM PALHAÇO


Numa noite de 18 de julho de 1915, na cidade de Rio Bonito, Estado do Rio de Janeiro, a aramista e trapezista Elisa Savalla, durante uma apresentação noturna no Circo Peruano, sente as primeiras dores do parto. O seu marido, Lázaro Gomes, em pleno picadeiro, pede para ela descer do arame. Assim, num barraco de circo, nasce George Savalla Gomes, mais conhecido como Carequinha. Logo após o parto, seguindo uma bela tradição circense, ele recebe dos artistas os primeiros dos muitos aplausos, que se tornariam uma constante em sua vida.

O pai, que largou a batina pela atriz circense, morreu quando Carequinha tinha dois anos. Sua mãe casou-se novamente, com Ozório Portilho. Aos cinco anos, na cidade de Carangola (MG), sua família trabalhava no Circo Peruano, que era de seu avô José Rosa Savalla. Certo dia, o padrasto Ozório, após alguns ensaios, colocou uma careca no pequeno menino e disse: “Hoje você vai entrar (no picadeiro) carequinha”, e, profético, determinou que “de agora em diante você será o Carequinha”. Naquela ocasião, havia um palhaço chamado Careca e não podiam existir dois palhaços com nomes iguais. Então, dos cinco anos em diante ele nunca mais deixou de ser o Carequinha. Devidamente batizado, o contato com o público foi imediato e pouco a pouco transformou seu caminho em sinônimo de alegria.

CIRCOS

Foram muitas viagens pelo Brasil, com o Circo Peruano, da família Savalla. Depois o Circo Ocidental (comprado pelo padrasto), sendo palhaço oficial do circo aos 12 anos, o Atlântico e o Olimecha, até chegar no Rio de Janeiro o Circo Alemão Sarrazani, em 1951. Eles desejavam ter alguns palhaços brasileiros em cena e Carequinha e o companheiro Fred tornaram-se então uns dos raros palhaços do Brasil, contratados por um circo estrangeiro. O circo era uma bola de alumínio, uma coisa extraordinária para o veterano palhaço que nunca tinha visto aquilo. O circo ficou três meses defronte à Central do Brasil e depois, com Carequinha e Fred, foi para São Paulo. Os dois palhaços ficaram quatro meses e meio nesse espetáculo. Naquela época, o circo também era teatro, como relembra o palhaço: “Eu era o galã, rapaz novo. Fazia o palhaço na primeira parte e depois o galã das peças. O circo tinha palco, a primeira parte era no picadeiro e a segunda no palco, levava aqueles dramalhões”. Foi na segunda parte que Carequinha conheceu o grande companheiro Fred, um alfaiate que nas horas vagas trabalhava em teatros dos subúrbios carioca.

Depois, radicado na cidade de São Gonçalo, Rio de Janeiro, Carequinha optou por apresentar-se fora do circo, na qual as apresentações eram diárias. Carequinha gostava de fazer três, quatro, cinco apresentações por semana. Então, se limitou a fazer shows de aniversários, clubes e viagens para o interior do país. Ele representou o Brasil por quatro vezes no exterior, ganhando uma medalha de ouro na Itália como o “Palhaço Moderno do Mundo”. O recebimento da medalha ocorreu na Cidade de Campione D’itália, credenciado ao concurso pela Superintendência do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro, para representar o Brasil no I Festival Internacional de Clow, realizado nos dias 13 e 14 de dezembro de 1964, disputando com palhaços de 20 países. Também esteve em Portugal, na América do Norte duas vezes, na Argentina e no Reino Unido.

Em certa ocasião, enquanto viajava de avião para Florianópolis, o diretor de um show passou um rádio para o avião em que se encontrava Carequinha pedindo que ele descesse maquiado. Haviam cerca de três mil pessoas no aeroporto aguardando para vê-lo. Neste dia, ele recebeu a chave da cidade num carro do Corpo de Bombeiro e foi até o centro da cidade para o primeiro show numa praça que estava lotada. A mesma receptividade ocorreu em Porto Alegre e Portugal.

O PALHAÇO DOS PRESIDENTES


Carequinha recebeu um convite do Presidente Getúlio Vargas para apresentar o circo do Carequinha para seus filhos no Palácio do Catete. A partir disso, Carequinha passou a ser considerado o Palhaço dos Presidentes. Os seus shows eram quase que obrigatórios para todos os presidentes da República, desde de Getúlio Vargas passando por JK e incluindo os Generais do governo militar.
Ele tomou parte da inauguração da Praça dos Três Poderes, na então recém criada Brasília (1960), convidado pelo amigo Juscelino Kubitschek.

Durante suas viagens de trabalho, Carequinha encontrou tempo para namorar e casar-se. “O Circo Ocidental foi a Poços de Caldas (MG) em 1940. Lá eu me casei e depois voltamos para São Gonçalo. Minha esposa Elpídia, era professora e gostou do Carequinha. Eu bem que lhe contei como era a minha vida. Mesmo assim ela decidiu se casar comigo”, revela.

Carequinha também tinha tempo para os estudos e cursou até o 3o ano da faculdade de Direito. Desde criança, sua mãe o matriculava na escola de cada cidade por onde o circo passava. Assim foi sua vida escolar.

SUAS MÚSICAS:

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CAREQUINHA – 90 anos de espetáculo
12/07/2005

O maior palhaço brasileiro, George Savala Gomes, o Carequinha, lança este mês pela EMI Music um divertido álbum que comemora seus 90 anos de vida e 85 de carreira!

Nascido numa barraca de circo em 18 de julho de 1915, na cidade de Rio Bonito – RJ, Gomes começou a atuar aos cinco anos de idade, já sob o nome pelo qual seria conhecido no futuro, Carequinha.

O encantador palhaço ganhou diversos prêmios e representou o Brasil inúmeras vezes no exterior. Também é um dos primeiros artistas de TV brasileiros e fez sucesso nas extintas TVs Tupi, Excelsior e Manchete.

Ainda hoje, 85 anos depois de sua primeira apresentação circense, Carequinha continua conquistando o público Brasil afora. Sua agenda está fechada até dezembro com shows em todo Brasil, incluindo as lonas culturais no Rio de Janeiro, onde divulgará o CD Carequinha 90 Anos de Espetáculo. “Só vou parar quando eu morrer e se isso acontecer num picadeiro ou palco ficarei feliz”, confessa.

(…)

REPERTÓRIO:

O bom menino
Rock do ratinho
pout-porri – Nesta rua tem um bosque/ Atirei o pau no gato
Parabéns Parabéns
Tá muito bom
Canção da criança
Pout-porri – Ciranda cirandinha/ Onde está a Margarida/ Carneirinho Carneirão
Menino legal
Pout-pourri – A canoa virou/ O Cravo brigou com a Rosa
Mãe-ie
Marcha do carrapato
Minha burrinha
Lá vem Papai Noel
Pout-pourri – Marcha Soldado/Escravos de Jó/Peixe vivo.
Faixa Bônus Karaokê – Parabéns Parabéns

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CAREQUINHA – O Amiguinho das Crianças
Direção Artistica – Paulo Rocco
Produção e Direção Musical – Paulo Tito
Tecnico de Som – Denaldo
Foto Mafra
Layout – Joselito
CLP 11498

01 A Praça (Carlos Imperial)
02 A Quadrilha da Criança (Laurentino de Azevedo e Carequinha)
03 Yê-Yê Yê Baiano (Paulo Tito)
04 Papai do Céu (Irany de Oliveira e Altamiro Carrilho)
05 Fusquinha (Carequinha e Laurentino de Azevedo)
06 Bode do Yê-yê-yê (Laurentino de Azevedo e Carequinha)
07 Mãe-ê (Celso Castro e Oswaldo Nunes)
08 O Serão do Papai (Amancio Cardoso)
09 Subi na Mangueira (Carequinha)
10 Pai-Ê (Laurentino de Azevedo e Carequinha)
11 Saci Pererê (Laurentino de Azevedo )
12 A Banda (Chico Buarque de Holanda)

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OS GRANDES SUCESSOS DO CAREQUINHA
Com Altamiro Carrilho e Sua Bandinha
Coral Infantil Irany de Oliveira
Produção de Milton Falão
Capa – Sergio Malta – 61
solp – 40276

01 – Rock do Ratinho (Cyro de Souza)
02 – História de Gago (Irany de Oliveira e Altamiro Carrilho)
03 – Parabéns! Parabéns! (Irany de Oliveira e Altamiro Carrilho)
04 – Menino Legal (adaptação do Fox “Domingo de Sol”, de Rutinaldo e Vicente Amar)
05 – Valsa da Mãe Preta (Gomes Filho e Carequinha)
06 – O Bom Menino (Irany de Oliveira e Altamiro Carrilho)
07 – Escolinha do Carequinha (Irany de Oliveira e Altamiro Carrilho)
08 – Canção da Primeira Comunhao (Alonso Galvão e André Luiz)
09 – Canção da Criança (Francisco Alves e Renné Bittencourt)
10 – Alma de Palhaço (Carequinha e Fred)

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DISCOS E RÁDIO


O rádio estava em sua Época de Ouro. Carequinha integrou o elenco do Programa Barbosa Júnior, na Rádio Mayrink Veiga ( RJ ), e do show de variedades de César de Alencar, na Rádio Nacional ( RJ ). Trabalhou ao lado de cantores como Francisco Alves, Emilinha Borba e Ângela Maria.

As músicas interpretadas por Carequinha, Fanzóca do Rádio ( brincadeira com as fãs de Emilinha Borba ) e A Burrinha foram as mais tocadas nos carnavais de 1958 e 1960, respectivamente. Além das marchinhas carnavalescas, Ele gravou várias músicas infantis, muitas acompanhado pelo flautista Altamiro Carrilho e sua bandinha.

O flautista francês, Pierre Rampal, que nos anos 70 era considerado quase unanimemente o mais técnico flautista do mundo, revelou para o grande violinista Raphael Rabello quando soube que Altamiro era brasileiro , “ É o maior sopro entre todos os flautistas que conheci “.

Em 1962, com Carrilho, Carequinha gravou O Bom Menino ( “O Bom Menino não Faz Pipi Na Cama/ O Bom Menino não Faz Mal-criação/ O Bom Menino Vai Sempre a Escola….” ) que vendeu 2 milhões e 500 mil cópias. Ele foi o primeira a gravar a música de roda “ Atirei o Pau no Gato “ , além de outras velhas cantigas infantis.

O jornal Folha de São Paulo publicou certa vez que Carequinha foi o primeiro a gravar um rock infantil no Brasil: O Rock do Ratinho. No início da década de 80, Carequinha, juntamente com Pelé, participou do primeiro disco de Xuxa Meneghel: O Clube da Criança.

Ao todo ele gravou 27 LP’s e 184 compactos, mas poucos sabem que ele foi um seresteiro.

CINEMA

A partir de 1956, Carequinha participou do ciclo mais popular do cinema brasileiro a Chanchada. O diretor J. B. Tanko o escolheu por sua grande habilidade em saltos e cambalhotas sem precisar recorrer ao uso de dublês, para inaugurar o primeiro longa – metragem dos Estúdios Herbert Richers. O filme era Sai de Baixo. A produção também contava com o companheiro Fred, outro palhaço, famoso parceiro de Carequinha, além de Adelaide Chiozzo, Renato Restier e Costinha. As filmagens desta comédia sobre pára-quedistas do Exército sofreram dificuldades devido aos limitados recursos da época. O filme foi rodado com uma única câmera e quase não havia pessoal de apoio. Po isso, Carequinha teve que fazer ele mesmo a bainha descosida de sua calça. “ Tínhamos uma única câmera operada por Eurico Richers, aquele homem é um verdadeiro herói. O som guia era muito fraco e com isso tínhamos que dubla-lo todo “. Por ironia, um dos principais problemas técnicos do filme, o som, tornou-se a razão de ser dos Estúdios Herbert Richers, que se transformaram em uma casa de dublagem. Apesar disso, o filme foi um grande sucesso. “ Eu estive em Belém do Pará e para entrar no cinema foi o maior sacrifício para assistir o filme “. É o seu filme favorito do Carequinha.

Ainda pela Herbert Richers, Carequinha estrelou os filmes Com Água na Boca ( 1957 ), Com Jeito Vai (1956), Metido a Bacana ( 1957 ), Sherlock de Araque ( 1958 ), mais É de Chuá ! (1957 ), pela Cinedistri e para a Atlântida, o filme dirigido por Carlos Manga e produzido por Cyll Farney, O Palhaço o que é ? ( 1959 )

Ficha Técnica dos filmes protagonizados por Carequinha:

Sai de Baixo, 1956, dirigido por J. B. Tanko. Com Carequinha, Fred, Norma Brum, Paulo Monte, Adelaide Chiozzo, Renato Restier, Costinha e Ivon Curi. Produções Cinematográficas Herbert Richers S. A.

Com Jeito Vai, 1956, dirigido por J. B. Tanko. Com Carequinha, Fred, Grande Otelo, Renato Restier, Roberto Duval, Anilza Leoni, Costinha, Procopinho. Produções Cinematográficas Herbert Richers S. A.

Com Água na Boca, 1957, dirigido por J. B. Tanko. Com Carequinha, Fred, Alberto Perez, Anilza Leoni, Renato Restier, Costinha, Madame Lou, Procopinho, Adalgisa Colombo. Produções Cinematográficas Herbert Richers S. A .

Sherlock de Araque, 1958, dirigido por Victor Lima. Com Carequinha, Fred, Costinha, Wilson Grey, Maurício Sherman, Joyce de Oliveira, Celeneh Costa, Carlos Imperial, Calipso Rock. Produções Cinematográficas Herbert Richers.

O Palhaço, o que é ?, 1959, dirigido por Carlos Manga. Com Carequinha, Fred, Sônia Mamede, Meio Quilo. Atlântida Cinematográfica Ltda.

O INICIO DA ERA XUXA

Em 1983, ocorreu o grande retorno do Carequinha , agora acompanhado pelo palhaço anão Rolinha, na recém inaugurada Rede Manchete, com O Circo Alegre, em rede nacional. Essa época marca o começo do polêmico reinado infantil das “ loiras “, iniciado por Xuxa, que foi treinada pelo Carequinha para apresentar-se diante de um público. Estas aulas foram ministradas na Escola Nacional do Circo, no Rio de Janeiro.

Assim falou o diretor do Circo Alegre, Maurício Sherman, para o palhaço: “ Careca, vamos fazer uma coisa, eu não quero fazer só circo. Vamos intermediar. Nós vamos colocar cantores que irão trabalhar as suas músicas de graça ( *para publicidade, como foi o caso dos Paralamas do Sucesso ). E você traz uns dois números de circo e faz aqueles negócios que você faz “.

O Circo Alegre tinha a assistência da ajudante Paulinha e das professoras da Escola de Dança Sininho de Ouro, de Niterói. Na TV Manchete, ele gravava um programa de 8 horas por dia para uma semana inteira e a empresária Marlene Mattos era a sua assessora. Após 2 anos e meio de Circo Alegre, com a saída de Carequinha, as características fundamentais do seu programa foram incorporados pelo de Xuxa, O Clube da Criança. “ Eu inventei essas brincadeiras com crianças, tão comuns hoje nos programas infantis. Eu pegava as crianças para dar cambalhota, rodar bambolê, calçar sapatos, vestir paletó primeiro, brincadeiras com maçã e furar bolas “.

Curiosidade: o primeiro desenho apresentado por Xuxa foi A Turma do Abobrinha, no dia da inauguração da Rede Manchete.

Pioneiro dos programas infantis, Carequinha tem uma opinião muito definida sobre a programação infantil atual. “ Antigamente, a televisão tinha uma censura era muito forte, não podia nem falar ‘safado’ . Uma vez falei ‘safado’ no meu programa e fui advertido pela Censura Federal. , porque, como eles disseram, meu programa era familiar. No meu programa não se ouvia falar de imoralidade, era feito de família para família. Com o tempo começaram a aparecer palavreados mais fortes e a Censura deixando, deixando, mas eu continuei o meu programa do mesmo jeito como me apresento até hoje. Agora descambaram, a televisão não era mais aquela que o Carequinha ensinava as crianças a respeitar a mamãe, o papai e o professor. Eu me sinto mal quando vejo esses programas com violência, que ensinam a criança a dar tiro, a brigar, desrespeitar a mamãe e o papai. Não se entende mais quem é o filho, a mãe e o pai, é uma coisa que ninguém se entende, é uma coisa que não deveria ser; a criança nasce criança. Mas agora, ela é levada para a imoralidade, para matar, para brigar, responder mal “.

MARKETING

Carequinha também entrou para a história da publicidade na TV ao participar do anúncio do Supermercado Casas da Banha cantando o jingle: “ Vou dançar o tcha tcha tcha, Casas da Banha. A alegria vem de lá, Casas das Banhas. Também vou aproveitar, Casas da Banha. É lá que eu quero comprar “. A canção e as ofertas da semana ditas pelo palhaço eram acompanhadas pelos porquinhos que dançavam na tela. Esse jingle fez um enorme sucesso e, além de servir de referência nas escolas de marketing, foi mencionado no programa Intervalo, da TV E, quando abordava a história dos jingles nos comerciais de televisão.

Em 1994 foi lançado pelo cartunista Jorge Neves a tira em quadrinhos do Carequinha que é sempre acompanhado pelo personagem anão Pancinha. As tiras O Palhaço Carequinha são publicadas pelo Jornal O Fluminense, de Niterói – RJ.

Também na década de 90, o artesão Genecy de Oliveira conseguiu entrar em contato com o seu ídolo de infância que apreciava escutar na Rádio Difusora de São Fidélis – RJ, sua cidade natal. Um certo dia, Carequinha foi convidado a inaugurar uma famosa loja em São Gonçalo e Genecy compareceu com o seu artesanato. Na época ele confeccionou um cacho de banana e alguns macaquinhos que ofereceu para serem distribuídos ao público. O palhaço encantado com o artesanato quis saber quem era o autor e assim era feito o contato entre fã e ídolo.

Acostumado a produzir dinossauros, Mickeys, Minies e muitos bichinhos de pano e espuma, Genecy decidiu confeccionar um boneco com a cara do palhaço, numa homenagem imediatamente aceita por Carequinha, que fez algumas sugestões sobre cores e padrões a serem usados em sua réplica. A única exigência do homem George Savalla Gomes foi o boneco usar as calças vermelhas. As modificações ficaram para a camisa e a gravata. Eis o produto de maior vendagem na Barraquinha do Genecy, no Campo de São Bento, Niterói.

HOMENAGENS

Carequinha é Cidadão Honorário em dez Estados brasileiros e em inúmeras cidades do país. Foi agraciado com as Medalhas Tiradentes e Pedro Ernesto, Cidadão Benemérito do Estado do Rio de Janeiro. É nome de praça em Rio Bonito, inaugurada com a presença do mesmo. O prefeito de Rio Bonito disse no evento: – “ Eu vou inaugurar “. “ Mas não pode, ele está vivo “- comentaram. Diz o prefeito: – “ Mas aqui em meu Município quem manda sou eu. Quero prestar uma homenagem ao filho da terra vivo. Uma homenagem depois de morto não me interessa. Se tem alguém que quer lhe prestar uma homenagem, eu peço a todo mundo, preste enquanto o Carequinha está vivo. Esta praça tem o seu nome, Carequinha ( no momento em que ele chegava )! “.

O palhaço ainda empresta o seu nome a um serviço de Rádio Amador, a sala de teatro do Colégio Municipal Ernani Faria , a um Cineclube do Colégio Estadual Ministro José de Moura e Silva, e um parque do SESI chamado Carecolândia, todos localizados em solo gonçalense.

Em 1991, o palhaço foi homenageado, juntamente com Dercy Gonçalves, pela Escola de Samba Unidos do Viradouro em seu primeiro desfile no Grupo Principal e pela Escola de Samba Acadêmicos do Beltrão ( Niterói ), com enredo Carequinha, O Palhaço Herói. No ano seguinte, pela União da Ilha do Governador; em 1996 pela Mocidade da Trindade ( São Gonçalo ), com enredo O Mundo Maravilhoso do Palhaço Carequinha.

Por curiosidade, o famoso jogador “Careca”, da Seleção Brasileira de Futebol, tinha esse apelido por ser fã do famoso palhaço.

ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO

Em abril de 2001, Carequinha estréia, a convite de Chico Anysio, na Escolinha do Professor Raimundo, Rede Globo, no horário vespertino. Durante a ” aula “, Carequinha fica sossegadamente no fundo da sala até ser indagado pelo Professor Raimundo. Ao ser chamado a atenção, Carequinha se levanta sob os aplauso dos colegas de sala, reverência ao que o palhaço representa à cultura brasileira, começando a cantar canções como ” Ai, ai, ai, carrapato não tem pai,…… ” , sempre acompanhado pela turma. Com todo o desembaraço proporcionado pelos 80 anos de vida artística fala uma breve piada e executa a peça do dia enfocando que continua sendo um palhaço para poder enfrentar como todo o brasileiro comum as vicissitudes que a vida oferece como por exemplo, de ainda estar lutando para obter a sua aposentadoria. Vemos aí o Carequinha utilizando a arte do rir, do entretenimento, para apresentar os problemas sociais existentes. Em cada aparição do Carequinha, além de nos divertimos, somos levados a fazer uma pequena reflexão do nosso cotidiano. No final da parte do Carequinha o professor Raimundo coloca um nariz de palhaço e fala: ” É isso que eles querem que sejamos “.

NA MIDIA

01/03/2001. Último Segundo, IG.

COMERCIANTES HOMENAGEIAM PALHAÇO CAREQUINHA NO ANIVERSÁRIO DO RIO

Carequinha tem 85 anos de idade e 80 de atividade circense. Ele recebeu o título e a faixa de “o mais carioca do Rio” e um trófeu de um metro de altura oferecidos pela Sarca.

RIO – O aniversário do Rio de Janeiro começou a ser comemorado com missa solene na Igreja de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, na Tijuca, celebrada a partir das 10h pelo bispo auxiliar, Dom Rafael Cifuentes, e que reuniu centenas de pessoas.

Em seguida, no pátio da igreja, teve início a festa promovida pela Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências (Sarca).

Os comerciantes levaram para o local um bolo com 4,36 metros, em homenagem aos 436 anos de fundação da cidade. O palhaço Carequinha cortou a primeira fatia do bolo, que depois foi distribuído ao público.

Carequinha tem 85 anos de idade e 80 de atividade circense e está se despedindo da vida artística. Ele recebeu o título e a faixa de “o mais carioca do Rio” e um trófeu de um metro de altura oferecidos pela Sarca.

02/03/2001. Jornal O Dia

Aniversário

Carequinha corta o bolo na festa da cidade O bispo auxiliar do Rio de Janeiro, Dom João Corso, celebrou ontem a tradicional missa das 10h na Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca, para comemorar os 436 anos da cidade, e pediu paz para o Rio. “Sou paulistano, estou há cinco anos no Rio, e acho que é uma cidade abençoada, autêntica e sincera”, disse Dom João. O pedido foi repetido pelas gêmeas Dafne e Daniele Piantanida, que completaram 22 anos ontem.

A Sociedade de Amigos da Rua da Carioca e Adjacências (Sarca), fez uma festa para comemorar a data. O bolo, de 436 centímetros de comprimento e 120 centímetros de largura, homenageava o palhaço George Savalla Gomes, o Carequinha, que recebeu o título de “O mais carioca do Rio”. “Estou muito emocionado. Sou apaixonado pelo Rio”, disse Carequinha, aos 85 anos.

A missa foi prestigiada pelas autoridades da cidade. Entre os presentes estavam o vice-prefeito e secretário municipal de Desenvolvimento Social, Marco Antônio de Moura Vales, representando o prefeito Cesar Maia, e o secretário de Transportes, Luiz Paulo Corrêa da Rocha.

9/4/2001 – Jornal Extra/RJ
Uma vida de travessuras

Palhaço mais antigo do Brasil, Carequinha comemora seus 85 anos com papel na “Escolinha”.

Com apenas 5 anos, Carequinha já tinha intimidade com o picadeiro. Agora, com 85, ele é o palhaço mais conhecido do Brasil. – e o mais antigo em atividade. Fugindo à regra, a festa não é no circo, mas na televisão. Carequinha está de volta à tela na “Escolinha do Professor Raimundo” com o bordão “Tá certo ou não tá?”.

– Sou veterano. Quando a Tupi entrou no ar, há 50 anos, eu estava lá – lembra ele, que estava fora do vídeo desde “O Circo do Carequinha”, da extinta Rede Manchete.

Carequinha, ou George Savalla Gomes, seu nome de batismo, mora em S. Gonçalo há 65 anos. Mesmo sofrendo assédio da criançada, ele faz questão de ir à padaria todas as manhãs:

– Sou tão conhecido que já pisei num rabo de cachorro e ele latiu: “Carequinha!”

A diversão do palhaço é ver os jogos do Vasco na TV:

– Não sou fanático mas me divirto muito.

Carequinha é filho de uma equilibrista e nasceu sob a lona do Circo Irmãos Savalla. ele é o patriarca da família de 5 filhos, 4 netos e 3 bisnetos, mas ninguém seguiu a profissão.

– Vida de palhaço é difícil. Não é fácil fazer todos os dias – desabafa.

Chico Anysio é um velho fã

O Convite para participar da “Escolinha”, partiu de Chico Anysio, um velho fã.

– Ele é um dos maiores palhaços do Brasil – elogia.

Carequinha, que assinou contrato até o fim do ano, faz a própria maquiagem.

– Não faria sentido alguém me maquiar agora – argumenta.

O Palhaço acha que a criança está diferente.

– Criança de hoje só quer ver mulher pelada – desabafa Carequinha, que foi destaque no desfile da Unidos do Porto da Pedra deste ano.

CARNAVAL 2002

Carequinha, o Imperador da Alegria

O palhaço Carequinha saiu este ano, 2002, na Marques de Sapucaí pela Unidos do Porto da Pedra e Mocidade Independente Padre MIguel. Devido à ligação com o enredo “Serra acima, rumo à terra dos coroados “( sobre a cidade de Petrópolis), Carequinha que é de São Gonçalo, sairá como o Imperador da Alegria.

Em 1991, onze anos atrás, Carequinha foi homenageado pela Escola de Samba Acadêmicos do Beltrão (Niterói, RJ). Eis a reportagem da época realizada pelo jornal O Fluminense:

Cerca de 800 sambistas estarão na avenida homenageando Carequinha no enredo da Escola de Samba Acadêmicos do Beltrão. Eles estarão distribuídos por 12 alas e em cinco carros alegóricos que retratam a trajetória do palhaço nascido em Rio Bonito. Representando mágicos, oito garotos de 10 anos compõem as comissão de frente. Segundo a presidente da escola, Ana da Silva, eles representam a sobrevivência. As baianas vem vestidas de colhedoras de laranja, típicas da cidade natal do homenageado. Os destaques da escola são Dernira, Glória e Belinha, que usarão roupas confeccionadas com espelho, no enredo Carequinha, O Palhaço Herói.

” Joga as pipocas pra cima alô, alô
Garotada, está chegando o Carequinha
Amigo da criançada
Foi em Rio Bonito, onde George Savalla
Nasceu, Savalla Gomes entrou no
Mundo do circo, com a sua peruquinha
Aos cinco anos o palhaço apareceu
Virou manchete no jornal e televisão
Animando a criançada
E o nosso coração
E partiu para Itália, onde se consagrou
O cidadão gonçalense
E o título o palhaço conquistou
Um bom menino não faz pipi na cama
um bom menino não faz malcriação
E obedece sempre a mamãezinha
E aí vem a verde e rosa, apresentando
O Carequinha

Alô, Alô Mocidade
Boa Noite Niterói
O Beltrão, vem apresentando
O palhaço nosso herói.”

Palhaço Carequinha recebe homenagem póstuma de senadores


Os senadores prestaram ontem homenagem a George Savalla Gomes, o palhaço Carequinha, que faleceu na última terça-feira em São Gonçalo (RJ), aos 90 anos. Por iniciativa da senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) e do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), foram encaminhados à Mesa dois requerimentos de votos de pesar pela morte do artista, que divertiu principalmente as gerações dos anos 50 e 60 e gravou 26 discos.

Heloísa lembrou que Carequinha foi o primeiro artista circense na TV brasileira e precedeu a todos nos programas de auditório. Suplicy traçou uma breve biografia de Carequinha, lembrando que seu sucesso o levou a ser condecorado na Itália como o “palhaço nº 1 do mundo”.

Em apartes, Demostenes Torres (PFL-GO) lamentou a morte do artista e Paulo Paim (PT-RS) elogiou Carequinha. Alvaro Dias (PSDB-PR), no exercício da pre-sidência da Mesa, Flávio Arns (PT-PR) e José Jorge (PFL-PE) também se associaram à homenagem ao artista.
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Senador(es) Relacionado(s):

Alvaro Dias
Demostenes Torres
Eduardo Suplicy
Flávio Arns
Heloísa Helena
José Jorge
Paulo Paim

Carequinha 90 anos de espetáculo
por Vários autores

Folha de São Paulo
06.04.2006

Sérgio Rangel
Da Sucursal do Rio

Morre, aos 90 anos, o palhaço Carequinha

George Savalla Gomes, o palhaço Carequinha, foi um dos artistas circenses mais famosos do país, atuando na TV e no rádio

George Savalla Gomes, o Carequinha, 90, um dos palhaços de circo mais famosos do país, morreu na manhã de ontem em sua casa em São Gonçalo (25 km do Rio). Ele passou mal durante a madrugada, com fortes dores no peito e falta de ar. Foi medicado, mas não resistiu.

Desde o ano passado, o palhaço estava com a saúde debilitada em razão de problemas cardíacos. Em outubro, ficou internado quase um mês com pneumonia. Segundo o médico Fernando Medeiros, que cuidava de Carequinha, ele teve morte súbita.
Carequinha foi o primeiro ator circense a fazer sucesso na televisão brasileira. Gravou 27 discos, 186 compactos e participou de filmes da era da chanchada.

Ele nasceu no circo numa noite de 18 de julho de 1915, em Rio Bonito (a 54 km do Rio). Carequinha era filho dos trapezistas Elisa Savalla e Lázaro Gomes. Elisa sentiu as primeiras contrações durante uma apresentação no Circo Peruano, de seu avô. Aos cinco anos, na cidade de Carangola, Minas Gerais, Carequinha estreou no picadeiro, quando o padrasto Ozório, após alguns ensaios, colocou uma careca no pequeno menino e deu o nome ao seu personagem.

Em 1938, aos 23 anos, Carequinha apareceu como cantor na Rádio Mayrink Veiga, no Rio. Depois, atuou na Rádio Nacional. Nessa época, trabalhou com artistas como Francisco Alves, Emilinha Borba e Ângela Maria.

“Inventei uma nova escola de palhaços. Até então as pessoas riam da desgraça do palhaço que apanhava como ele só. Não gostava disso e virei o herói da história. Os outros se davam mal. Mas o Carequinha não”, dizia o palhaço, que estudou até o terceiro ano da faculdade de Direito.

Em 1951, ele passou a trabalhar na então recém-inaugurada TV Tupi. tornado-se pioneiro artista de circo na televisão brasileira.

Em 1957, Carequinha começou a obter sucesso em sua carreira musical. Seus principais êxitos foram a valsa “Saudade de Papai Noel”, de Altamiro Carrilho, a marcha “Parabéns! Parabéns!”, do mesmo Carrilho e de Irani de Oliveira, que se tornou um verdadeiro hino dos aniversários infantis, e o fox “O Bom Menino”, clássico do cancioneiro infantil.

Carequinha era conhecido como o palhaço dos presidentes. Apresentou-se para Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, passando pelos generais do governo militar. Ele recebeu condecoração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Em 1964, ganhou a medalha Palhaço Moderno do Mundo, na Itália, disputando com palhaços de 20 países. Fez shows em Portugal, nos EUA, na Argentina e no Reino Unido. Nos anos 80, apresentou por quase três anos um programa infantil na extinta Manchete. No ano passado, fez uma das últimas aparições na TV ao participar da minissérie “Hoje é Dia de Maria”, da TV Globo.
Carequinha morava em São Gonçalo desde 1937. “Gosto daqui. E, além do mais, moro perto do cemitério. Quando eu morrer não vou dar trabalho a ninguém. Vou a pé para lá”, brincava. O corpo de Carequinha seria enterrado com roupa de palhaço ontem à tarde no cemitério de São Miguel.

Análise

Carequinha foi mais que engraçado
Hugo Possolo
Especial para a Folha

A alegria de assistir a um palhaço na infância, ao se transformar em lembrança, ganha ares nostálgicos. É o chavão do palhaço desolado tirando a maquiagem. De fato, não é nada fácil dar a cara a tapas, expor-se só para que os outros se divirtam. A dignidade dos palhaços é meio avessa, de quem se sente bem sendo absolutamente ridículo.

Dessa dignidade esquisita é que viveu George Savalla Gomes, o palhaço Carequinha. Certamente, ele preferiria que o jornal fosse ocupado pela estréia de um novo espetáculo que pela notícia de seu falecimento. E isso não é uma piada. Carequinha mostrou que tão importante quanto ser engraçado é lutar pela arte circense.

Infelizmente, o circo é tratado com mero entretenimento superficial, coisa do povão e, para os mais medíocres, algo populista. Carequinha, junto a Arrelia, Torresmo e Piolin, simbolizam como essa arte tem valor simbólico inegável.
Basta perguntar para alguém mais velho e lá na memória estará guardado o nome de Carequinha. Foi um dos primeiros a levar a diversão circense para a TV, uma espécie de Trapalhões de sua época, quando atuava com Fred, Zumbi e Meio Quilo. Também lançou diversos discos (na época LPs). Um certo tom moralista, que resvalava na idéia de educar as crianças do Brasil, fez o sucesso de canções que ensinavam que “o bom menino não faz pipi na cama”. Afirmava na TV que era um defensor da arte circense.
Carequinha usou fama e prestígio e foi fundamental para que se efetivasse a Escola Nacional de Circo, em 1982, ainda hoje a única federal e gratuita.

Uma das cenas mais comoventes que já vi no cinema é a encenação do enterro de um palhaço, feita por Fellini em “Os Palhaços”. Lembro dela e sempre desconfio um pouco de quem escreve sobre quem acaba de morrer. Como não confio muito em mim, escondi-me atrás da maquiagem de palhaço para revelar a imensa tristeza pela perda de um ídolo. Mas, nada de choro, a não ser que esguiche na platéia.

Carequinha, cá entre nós, no alto do céu feito de lona, sua estrela sempre figurou. Agora habitará numa constelação em forma de circo. Pode partir com a tranqüilidade de que a comicidade, aparentemente tão efêmera, irá perdurar. Anjos do picadeiro, palhaços do futuro, besteirólogos, jogadores de quintal, mínimos, intrépidos e anônimos pedem passagem para brincar no picadeiro.

Folha de São Paulo
8 de abril de 2006

Carlos Heitor Cony

Carequinha, o bom

RIO DE JANEIRO – No último domingo, minha filha que mora em Roma fez anos. Usando os recursos da internet, minha outra filha e eu a despertamos ao som de Carequinha cantando a musiquinha da infância das duas: “Parabéns! Parabéns!”. Foi uma choradeira só. Veio tudo de volta, toda a infância delas, o tempo mais gostoso de minha mocidade, tempo em que um palhaço ainda nos comovia -ao contrário de certos palhaços de hoje, que nos fazem chorar.

A voz dele, propositadamente rachada, que não o impediu de emplacar um sucesso na marchinha de Miguel Gustavo, “Ela é Fã da Emilinha”, campeã de um Carnaval dos anos mais antigos do passado.

Carequinha foi logomarca e trilha musical do início esforçado de nossa televisão. Pulara do circo, habitat natural de um palhaço, para o grande circo eletrônico ainda em preto-e-branco, uma televisão ingênua como ele e na qual fazia a ligação do passado com o presente, trazendo sua máscara, seus tombos, sua boca enorme e vermelha escondendo a nostalgia disfarçada dos palhaços -“e enquanto o lábio trêmulo gargalha, dentro do peito o coração soluça”, segundo o soneto famoso.

Certa vez, despojado de suas vestes litúrgicas de picadeiro, ele cantou ao violão uma música de sua autoria. Era a herança dos palhaços que ele cantava, o apelo da multidão que pede riso e alegria, e a alma ferida lá dentro, olhando a platéia que o exige e aplaude, sem ver que seus olhos estão molhados. Nada mais triste do que o olhar de um palhaço mal protegido pelo alvaiade cor de luar.

Crianças daquela época, crianças de três gerações, acompanhavam aquelas cambalhotas segurando o chapéu, terminando-as com o chapéu na cabeça. O palhaço-herói, o palhaço-ícone de um mundo que poderia ser, roque roque do ratinho, o bom menino não faz xixi na cama -um mundo que se vai com ele. Ano que vem, minhas filhas e eu novamente tocaremos o seu parabéns com mais emoção e saudade.

Repercussão

Renato Aragão, comediante

Carequinha foi um mito. Saiu do picadeiro e foi para o cinema, a música. Alegrou gerações e ficará eterno

Carlos Manga, dirigiu Carequinha na TV e no filme “O Palhaço, O Que É?” (1960)
Como é um palhaço? Carinhoso, meigo, simples, romântico, engraçado, leve. Carequinha era isso. Passou a vida fazendo as crianças sorrirem, e cumpriu muito bem sua missão

Roger Avanzi, o palhaço Picolino II, do Circo Nerino
O circo está de luto. Do Carequinha a gente só tem que falar bem das grandes coisas que ele fez na profissão, além de ter sido um pai de família exemplar. Em casa, tenho uma foto em que aparecemos eu, o Arrelia, o Torresmo, o Chicharrão, o Piolin e o Carequinha. Batizei a foto de “Éramos Seis”.

Verônica Tamaoki, autora do livro “Circo Nerino”
É o fim de uma época. Carequinha era um dos últimos palhaços tradicionais de circo, acrobático. Para mim era particularmente importante porque foi o palhaço da minha infância. Pessoalmente era um homem típico de sua geração, sempre muito bem vestido e educado, um “gentleman”

Erminia Silva, pesquisadora de história do circo
Carequinha era a representação do que significa o artista circense e a própria linguagem do circo na história cultural do Brasil. Vindo de uma família circense tradicional, ele teve uma formação completa sob a lona. E se inseriu nas várias expressões de sua arte: gravou disco, fez rádio e televisão etc. Sua trajetória de vida é a expressão de sua importância

Cláudio Thebas, o palhaço Olímpio, autor de livros infantis
Tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente em 2002. Ele era uma pessoa cheia de energia, com muito orgulho de sua carreira. Na despedida, perguntei a ele como sair de São Gonçalo, onde ele vivia. Ele disse que logo na esquina ficava o cemitério, tão perto que iria para lá andando quando morresse. Até a morte ele encarava como palhaço.

JUIZ DE FORA – 5/4/2006 – 10:40

Prefeito decreta luto oficial de três dias pela morte de Carequinha

O prefeito Alberto Bejani decretou luto oficial de três dias pela morte de George Savalla Gomes, o Palhaço Carequinha, aos 90 anos. Ele morreu nesta quarta-feira, em sua casa, em São Gonçalo, no Rio, após passar mal durante a madrugada, com dores no peito. Uma ambulância foi chamada, mas quando os paramédicos chegaram ele já havia morrido.

Consternado com a morte, o prefeito Alberto Bejani, que é sobrinho de Carequinha, sintetizou: “morreu a alegria do Brasil”. Ele lembrou que Juiz de Fora prestou a última homenagem a Carequinha com o desfile do Bloco do Beco, na sexta-feira de Carnaval, que teve como enredo “Homenagem ao Palhaço Carequinha. Um beijo no coração!”. Carequinha esteve presente ao desfile e recebeu de perto o carinho do povo de Juiz de Fora que o saudou pelas ruas da cidade. “Ele mereceu cada homenagem por toda a alegria que trouxe ao povo brasileiro em quatro gerações”, acrescentou Bejani.

No dia 31 de maio do ano passado, quando Juiz de Fora completou 155 anos, Carequinha também esteve presente na cidade para receber a medalha do Mérito Comendador Henrique Guilherme Fernando Halfeld, a maior distinção do município, com o qual foi homenageado. O prefeito Alberto Bejani afirmou, em janeiro deste ano durante o período de internação de Carequinha na Santa Casa de Misericórdia que, na ocasião do aniversário da cidade deste ano, ele iria passar uma semana se apresentando para as crianças das escolas municipais.

O prefeito Alberto Bejani embarcou para o Rio de Janeiro nesta quarta-feira, às 11h, para o velório de Carequinha em São Gonçalo. O corpo está sendo velado no Centro Cultural Joaquim Lavoura, na Avenida Kennedy, e o enterro será às 17h no Cemitério São Miguel.

Carequinha

George Savalla Gomes nasceu no dia 18 de julho de 1915, em Rio Bonito (RJ). Sua mãe, Elisa Savalla, e o pai, Lázaro Gomes, eram trapezistas. Ela estava em cena no placo quando sentiu as dores do parto. Carequinha nasceu no Circo Peruano, que era de propriedade de seu avô, José Rosa Savalla. O pai morreu dois anos depois e foi o seu padrasto, Ozório Portilho, que o levou ao picadeiro pela primeira vez quando tinha cinco anos. Ali mesmo colocou uma peruca de careca no menino e lhe deu o nome artístico de Palhaço Carequinha.

Carequinha cresceu nos picadeiros, mas levou seus shows para muito além deles. Representou o Brasil quatro vezes no exterior. Venceu o concurso na Itália de palhaço mais moderno do mundo, representando o Brasil no 1º Festival Internacional de Clowns. Na televisão, Carequinha também foi pioneiro, sendo o primeiro palhaço a ter um programa na TV Tupi, em 1951. O Circo Bombril ficou no ar por 16 anos. Nos anos 80, foi apresentador de um programa infantil na TV Manchete.

Carequinha gravou 26 discos e suas músicas tornaram-se muito populares. Seus maiores sucessos foram “O bom menino”, “A marcha do carrapato” e “Parabéns parabéns”. Fez também sucesso com tradicionais canções de roda, como “Escravos de Jó”, “Ciranda cirandinha”, “Carneirinho carneirão” e “O cravo brigou com a rosa”.

*Outras informações com a Secretaria de Comunicação e Qualidade pelo telefone 3690-7374.

REQUERIMENTO Nº 382, DE 2006

Com fulcro no inciso I, do artigo 221, do Regimento Interno do Senado Federal e de acordo com as tradições da Casa, requeiro apresentação de condolências à família pelo falecimento de George Savalla Comes, o palhaço Carequinha.

Justificação

Carequinha marcou o picadeiro não só pela arte e carisma, mas por transmitir valores éticos e morais a três gerações de brasileiros. Pioneiro, comandou uma atração por 16 anos na TV Tupi e foi o primeiro artista circense a fazer sucesso na televisão e a criar um formato de programa de auditório para crianças que até hoje faz sucesso. Gravou 26 discos, participou de .lmes e, mais uma vez demonstrando estar à frente, colocou sua marca nos mais variados produtos infantis, o que somente veio a acontecer com outros artistas depois da primeira metade do século passado.

A carreira de Carequinha no circo estava escrita desde seu nascimento. Os pais, Elisa Savalla e Lázaro Gomes, eram trapezistas do Circo Peruano, de seu avô, pai de sua mãe. Por coincidência ou premonição, ele nasceu no picadeiro, logo depois de uma apresentação de sua mãe. Com 5 anos, Carequinha estreou como palhaço, já com este nome, dado por seu padrasto, Ozório Portilho, também artista circense. A seguir vieram atuações em diversos circos brasileiros
e internacionais.

Ser palhaço, para Carequinha, era realmente um privilégio. Numa entrevista para televisão, na década de 60, contou que uma pessoa começou a brigar com ele e o chamou de palhaço. Sua resposta foi imediata:

“Tem razão”. Sou palhaço e com muita honra. “E o melhor do Brasil “.

Pela perda irreparável desse ser humano exemplar, requeiro a esse Plenário a apresentação de com dolências à família, sua esposa Elpídia Teixeira Gomes e os filhos Tyrone, Wellington, Marlene e Sílvia.

Sala das Sessões, 6 de abril de 2006.

REQUERIMENTO Nº 383, DE 2006

Requeiro, nos termos dos artigos 218, inciso VII e 221 do Regimento Interno inserção em ata de voto de pesar pelo falecimento de George Savalla Gomes, o palhaço Carequinha, nesta quarta – feira de infarto, e apresentação de condolências a sua esposa Elpídia Teixeira Comes, a aos filhos, Tyrone, Wellington, Marlene e Sílvia Cristina; aos netos e bisnetos.

Justiicação

George Savalla Comes, o palhaço Carequinha, morreu aos 90 anos, na manhã desta quarta-feira, após sentir falta de ar e dores no peito durante a madrugada. Ele estava em casa, em São Gonçalo, na região Metropolitana do Rio de Janeiro, e seria internado para exames no Hospital das Clínicas da cidade, que fica em frente à residência.

Filho da trapezista Elisa Savalla, Carequinha nasceu dentro de um circo na cidade de Rio Bonito, no Rio de Janeiro. Logo após o parto, seguindo a tradição circense, recebeu os primeiros aplausos dos artistas, o que se tornaria uma constante em sua vida. Aos cinco anos de idade, já em Minas Gerais onde sua família trabalhava no Circo Peruano, recebeu uma careca de presente do avô dando origem ao famoso apelido.

O palhaço mais querido do Brasil teve uma carreira de muito sucesso.
Na época de ouro do rádio, integrou o elenco do “Programa Barbosa Júnior”, na Rádio Mayrink Veiga e do show de César de Alencar, na Rádio Nacional. Neste período trabalhou com nomes como Francisco Alves, Emilinha Borba e Ângela Maria.

Em 1964 recebeu a medalha Palhaço Moderno do Mundo, na Cidade de Campione D’Itália, disputando com palhaços de 20 países. Esteve em Portugal, nos EUA, na Argentina e no Reino Unido.

Carequinha gravou várias músicas infantis acompanhado pelo .autista Altamiro Carrilho e sua bandinha.

No início da década de 80 marcou presença no primeiro disco da apresentadora Xuxa. No cinema protagonizou diversos .lmes entre eles, “Sai de Baixo” (1956), “Sherlock de Araque” (1958) e “É de Chuá!” (1957).

Na TV esteve presente no infantil “O Circo Alegre” em 1983, na extinta Rede Manchete, sob o comando da diretora Marlene Matos. Em 2001, a convite de Chico Anísio integrou o elenco fixo da “Escolinha do Professor Raimundo”, na Rede Globo, no horário vespertino. Sua última aparição em televisão foi na série Hoje é dia de Maria, onde representava um palhaço. Ou ele mesmo.

A partir do convite de Getúlio Vargas para se apresentar no Palácio do Catete, Carequinha passou
a ser considerado o Palhaço dos Presidentes. Os seus shows eram quase que obrigatórios para todos os presidentes da República, desde Getúlio Vargas passando por JK incluindo os Generais do governo militar. O palhaço participou da inauguração da Praça dos Três Poderes, na então recém criada Brasília em 1960, convidado pelo amigo Juscelino Kubitschek.

Ser palhaço, para Carequinha, era realmente um privilégio. Numa entrevista para a televisão, na
década de 60, ele contou uma história bem peculiar sobre a profissão. Disse que uma pessoa começou a brigar com ele e o chamou de palhaço. Sua resposta foi imediata:

– Tem razão. Sou palhaço e com muito honra. E o melhor do Brasil.

O humorista Renato Aragão que também se considera um palhaço Disse que “Carequinha foi um artista de valor inestimável para o Brasil”. Através de seu jeito simples e alegre, marcou diversas gerações de brasileirinhos e brasileirinhos por intermédio de sua mensagem de educação e cortesia. “Mesmo aos 90 anos, Carequinha mantinha sua alma infantil e ingênua”.

Já o cartunista e autor Ziraldo ao lembrar que Carequinha se achava um predestinado e acreditava
que palhaço era uma raça, disse que Carequinha nasceu para isso e, junto com Fred, formou uma dupla adorada pela garotada.

No próximo dia 18, dia em que Carequinha completaria 91 anos, os artistas circenses que residem em São Gonçalo farão uma homenagem para ele na cidade.

Segundo o palhaço Biturinha (Augusto Gutierrez), companheiro de Carequinha a homenagem é mais do que justa. Afinal, ele foi o pai, o mestre, o exemplo, para muitos que assumiram a profissão de palhaço.

“Eu mesmo decidi seguir a carreira motivada por ele” afirma Biturinha.

Os picadeiros do Brasil vão ficar mais tristes a partir de agora. A ausência do palhaço das muitas gerações, o eterno “Bom Menino” como definiu Renato Aragão, vai deixar saudades.

Sala das Sessões, 6 de abril de 2006. – Senador

Eduardo Matarazzo Suplicy.

FOTOS


Carequinha comemorando os seus 50 anos de idade no Ginásio Caio Martins, Niterói. 1965.


O ator George Savalla Gomes, o Carequinha (centro), ao lado de Ângela Maria.


Carequinha exibindo a sua Medalha de Melhor Palhaço Moderno, ganho na Itália, 1964, acompanhado pelo mágico Miquey Baby (de turbante),Fred e do anão Meio Quilo.


As famosas cambalhotas.


Carequinha & Fred (esq).


Carequinha no filme “O Palhaço, O Que É”, 1959, na foto com Nancy Wanderley e Hamilton Ferreira


Palhaço Carequinha em jornal carioca.


Carequinha homenageado na Escola de Samba Porto da Pedra, São Gonçalo – RJ, 2003.


O ator George Savalla Gomes,o Carequinha, com o seu boneco confeccionado pelo
artesão Genecy de Oliveira, no Centro Cultural Joaquim Lavoura, São Gonçalo, RJ.


Show de Natal do Carequinha na APCEF/RJ.


Carequinha se apresentando no Jardim Botânico de Niterói – RJ, 2003


Palhaço Carequinha desfilando no Porto da Pedra em 2001.


Carequinha homenageado pela Escola de Samba Mocidade da Trindade, São Gonçalo, em 1996.


Carequinha no Shopping Cancun, Niterói – RJ, 2001


O ator George Savalla Gomes, o Carequinha, em sua casa.


Parque infantil George Savalla Gomes – o Palhaço Carequinha, localizado no Bairro Zé Garoto, São Gonçalo/RJ.


Fotonovela


Cartão Telefônico

MINHAS FONTES DE PESQUISA E FOTOS:

http://www.satiramorim.hpg.ig.com.br/
http://retrotv.uol.com.br/
http://www.emi.com.br/artista.asp?a=7570
http://www.circodocarequinha.kit.net/
http://www.senado.gov.br/jornal/
http://www.pindoramacircus.com.br
http://www.pjf.mg.gov.br
http://cantoencanto.blogspot.com/ (MP3)

FONTES CONSULTADAS PELOS SITES QUE PESQUISEI:

Entrevista do autor com George Savalla Gomes, 2000.

Artigos do Jornal O Fluminense, Niterói – RJ:

Jorge Luiz Brasil, 11/10/92

Pedro Argemiro Rodrigues, 19/09/93

Luiz Fernando Dias, 13/10/94

O Circo do Carequinha, de Homero Tomaz Guião Filho, Editora Belarmino de Mattos Ltda – Jornal O São Gonçalo, São Gonçalo – RJ, 1995.

Mensagem para os dirigentes e leitores da Revista TV Séries:

“Meus sinceros parabéns pela bonita revista e aconselho aos dirigentes e aos leitores que ensinem os seus filhos. Façam força para ensinarem os seus filhos a ainda respeitarem a mamãe, o papai e, àqueles que ainda estão estudando. Estudem, mas estudem com vontade, que vocês serão em muito em breve os dirigentes dessa pátria gloriosa que é ainda o nosso Brasil. TÁ CERTO OU NÃO TÁ?”.

Carequinha

IMPORTANTE:

Caros amigos deste blog esta é uma singela homenagem que faço a este ilustre Palhaço e magnifico ser humano, nã tenho a autorização de nenhum dos sites e fontes acima indicadas, mas deixo claro a todos os responsaveis pelos sites acima que eu apenas fiz uma homenagem, a quem quando era miudo a muito alegrou-me, eu tenho algumas fotos com o Carequinha, mas infelizmente não tenho scanner, mas acherei uma alma caridosa, para digitalizar estas fotos, assim poderei posta-las aqui, as vezes que este magnifico Artista esteve em nosso Municipio.

Rio Bonito, muito pecou com tão ilustre PESSOA, até mesmo a ultima homenagem que foi feita a este Artista, acabou-se, que era uma praça que levava seu nome, junto ao Mercado Municipal, que hoje está em reforma, já dizia a música “Sonhar não custa nada”, então vamos sonhar que o atual Prefeito faça uma homenagem ao Artista.

Por que acabou a praça?

Esta depois eu conto a vocês, pois envolve nomes, mas direi que foi por vaidade, que aquela praça não revitalizada, pois a alegação era que o Artista em uma entrevista a um jornal, disse algo que determinado Politico leu e não gostou, esqueceu este politico que nós de Rio Bonito, sempre tivemos o Artista como pessoa Ilustre de nosso Municipio, querendo ou não sempre estava nosso Municipio em evidência, quando a Mídia falava ou entrevistava ele.

Quem é o Politico?

Prefiro não mencionar o nome, mas garanto a todos que ainda está em atividade, um dia eu conto a vocês, pois presenciei o que foi dito dentro da Prefeitura de Rio Bonito.

ESTA MÚSICA FEZ PARTE DA MINHA INFÂNCIA:

“O bom menino não faz xixi na cama
O bom menino não faz malcriação
O bom menino vai sempre a escola
E na escola aprende sempre a lição
O bom menino respeita os mais velhos
O bom menino não bate na irmãzinha
Papai do céu protege o bem menino
Que obedece sempre, sempre a mamãezinha
Por isso eu peço a todas as crianças
Preste atenção para o conselho que eu vou dar
(falado)
Carequinha, não gosta de criança que faz Xixi na cama,
que desobedece os pais, que falta a escola,
que bate na irmãzinha. Tá certo ou não tá?
(cantado)
Eu obedeço sempre a mamãezinha
Então aceite os parabéns do Carequinha.”

<a

Uma ideia sobre “CAREQUINHA – GEORGE SAVALLA GOMES

  1. antonio wilson indalencio

    hoje aos meus 72 anos vejo umas crianças sem motivação para cantar este palhaço fez e ainda faz para aqueles que tiveram a oportunudade de ver e ouvilo a felicidade de ser criança,seria muito bom todas as escolas infantis ter seus cds e dvd,fitas de viedeo etc,ajudando as crianças a sofrer menos nestes dias em que a violencia impera em toda parte carequinha te adoro minhas muitas e muitas saudades beijo no teu coração antonio

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