YORUBÁ – I







IABÁ – vd. Aborô.IÁBASSÉ – Especialista ritual encarregada do preparo das comidas votivas dos òrìsà.

IÁ-EFUN – Especialista ritual encarregada das pinturas corporais durante o período de iniciação. Embora esse título honorífico signifique literalmente “mãe-do-efun”, o ofício litúrgico não se limita às pinturas com o pigmento branco (efun). São também empregados: wájí e osùn, respectivamente as cores azul e vermelho.

IYÁ EGBÉ – Titulo honorífico importante na hierarquia dos terreiros que distingue sua portadora como “mãe-da-comunidade”.

IÁLAXÉ – Titulo honorifico geralmente ostentado pela própria mãe-de-santo, significando “mãe-do-axé” ou “zeladora-do-axé”.

IALORIXÁ – vd. 8abalorixá.

IAÔ – Termo que designa o noviço após a fase ritual da reclusão iniciatória. Em yorùbá significa “esposa mais jovem”.

IFÁ – Deus dos oráculos e da adivinhação. Senhor do destino. Há quem afirme ser sua representação a cabaça envolvida por uma trama de fios de búzios. Sua cor é o branco. Seu dia é a quinta-feira. Conhecido também como Òrúnmìlà, “somente-o-céu-sabe-quem-será-salvo”. Saudação – “Eèpààbàbá”.

IGBÁ ODÙ – Expressão yorubá que designa a cabaça ou o artefato litúrgico que contém no seu interior os elementos simbólicos e as substancias que tornam possível a existência individualizada.

IGBÁ-ORÍ – Expressão yorùbá que designa, no rito do borí, o recipiente em que vão sendo depositadas as substancias constitutivas e reveladoras da identidade do sacrificante. Literalmente significa “cabaça-da-cabeça”. Na liturgia dos candomblés é freqüentemente utilizada a forma ibá, com o mesmo sentido.

ÌGBÍN – Cadência rítmica lenta executada pela orquestra cerimonial em louvor a Òòsàálá. 0 termo designa também o molusco gasterópode terrestre, com concha univalva, corpo prolongado e tentáculos na cabeça. E o caracol também conhecido como “o boi de Òòsàálá” e sua oferenda predileta. Na linguagem corrente dos
candomblés é usual a forma ibí.

ÌJÈSÃ – vd. Nação.

IKÁ – vd. Dòbálé.

ÌKÓÒDÍDE – Pena vermelha do papagaio-da-costa (Psittacus eritacus, sp.). Simboliza o nascimento do novo filho-de-santo e, de um modo geral, a fecundidade.

ILÉ – vd. Casa-de-santo.

ILÉ-ÒRÌSÀ – Expressão yorùbá que designa a dependência de uma casa-de-santo onde se encontram depositadas as diferentes insígnias e objetos que compõem a representação emblemática de cada um dos òrìsà. É também conhecida a forma “quarto-de-santo” ou “casa-do-santo”.

INKICE – vd. Òrìsà.

IRMÃO-DE-AXÉ – Termo de referência que designa a relação de parentesco místico entre os membros de uma mesma casa-de-santo. Diz-se, também, irmão-de-santo.

IRMÃO-DE-BARCO – vd. Barco.

IRMÃO-DE-ESTEIRA – vd. Eni.

ÌYÁSAN – Divindade das tempestades e do Rio Niger, mulher de Ògún, e, depois, de Sòngó. Relacionada com os vendavais, os raios e os trovões. Sincretizada com Santa Bárbara. Seu dia da semana é a quarta-feira. Suas insígnias são a espada e o espanta-moscas de crinas de cavalo. Suas cores são o vermelho escuro e o marrom.
Considerada a mãe dos egún, que é a única a dominar. Saudação – “Eparrei !”


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