AS “MANCIAS”, UMA A UMA


Despropositados, absurdos as vezes, surpreendentes e sempre misteriosos, os métodos utilizados pelo homem, para conhecer o futuro, possuem o denominador comum de sua eficácia. Saiba por que?
A Bíblia nos oferece exemplos para tudo que desejemos conhecer. Seus personagens também praticaram as mancias e um desses clássicos é José, o penúltimo filho de Jacó, que salvou aos egípcios dos sete anos de fome através de artes adivinhatórias.

Eis algumas delas:

Abacomancia. Predição do futuro com base nas combinações obtidas pelas operações realizadas em um ábaco.

Actinomancia. Adivinhação por meio das irradiações estelares.

Acutomancia. Arte adivinhatória por meio de agulhas ou alfinetes, interpretando as caprichosas formas que se desenham, ao atirá-las sobre um recipiente com água pluvial.

Aeromancia. Servia-se dos movimentos de ventos, fixando-se no formato das nuvens, o deslocamento dos cometas, as formações espectrais e outros fenômenos escassamente visíveis à olho nu. Não se tratava unicamente de um mero prognóstico do tempo, senão provavelmente de um verdadeiro sistema adivinhatório, que deu origem a atual Astrologia.

Alectoromancia. Meio de adivinhação por aves, geralmente uma galinha totalmente preta ou um galo de briga inteiramente branco, que recolhendo grãos ou pedrinhas de um círculo formado por letras, ia compondo grafismos que o vidente interpretava. Uma segunda fórmula, muito mais pesada, era recitar continuamente o abecedário e compor a predição com base nas letras que coincidiam com o canto do galo. Assim se procediam também nas profecias que se realizavam observando a pedras formadas no fígado dos galos.

Aleuromancia. Trata-se dos modernos biscoitos da sorte, nos que vai incluído um horóscopo previamente introduzido ao acaso na massa. Coloca-se um objeto de tamanho pequeno dentro de um bolo que proporcionaria boa ou má sorte, conforme o caso, a quem o encontrasse.

Alfitomancia. Outro método parecido, consistindo em ingerir certas massas elaboradas ao mesmo tempo em que se realizam determinadas e obscuras invocações mágicas, que provocarão uma má digestão a quem não tiver a consciência tranqüila.

Alquimia. Trata principalmente da transmutação de metais mais ou menos pobres em ouro e prata. Contudo, aparece neste capítulo pelos seus esforços na ansiada busca da pedra filosofal, que entre outras de suas propriedades, era o elixir da juventude eterna.

Antracomancia. Antiga adivinhação pelo exame do carvão incandescente.

Antropomancia. Uma forma antiga e afortunadamente, esperemos, desaparecida, que consistia em arrumar tudo com base em sacrifícios humanos, para acalmar os deuses, espíritos malignos, e ao mesmo tempo, livrar-se de algum cidadão inconveniente. Era de vital importância a leitura do coração, do sacrificado, para decifrar o futuro.

Apantomancia. Trata de tirar conclusões a partir de encontros fortuitos com animais ou coisas que se apresentam inesperadamente aos olhos. Isto abrange desde as superstições normais contra gatos pretos, até formas e cidades; em virtude de avistar uma águia sustentando em seu bico uma serpente viva, que hoje constitui o escudo mexicano e que em sua época, serviu para determinar o local em que se fundou a Cidade do México.
As manifestações mais favoráveis eram as borboletas portadoras de saúde e felicidade e os grilos, símbolos de boa sorte, ao contrário das plumas de pavão real, as mais funestas, afora o gato, eram as pombas brancas que entravam em uma casa e as ratazanas que saíam, presságio de morte na moradia. O canto do galo em pleno dia pressagia uma agradável visita próxima.

Aquileomancia. Seu nome provém das cinqüenta varetas de aquilégia que são utilizadas neste jogo, que é uma variação da primitiva forma de rabdomancia (adivinhação por meio de varinha mágica; rabdoscopia).

Aracnomancia. Adivinhação através da teia de seda que a aranha vai tecendo.

Aritmomancia ou arimomancia. É uma forma arcaica da Numerologia, baseada em números e no valor das letras, inventada pelos caldeus que a legaram aos gregos.

Aruspicação. Adivinhação do futuro mediante o exame das entranhas das vítimas (animais mortos). Foi uma das maiores artes no tempo dos Etruscos, que souberam conseguir um posto nas cortes romanas. Nada se fazia sem consultá-los e seus conselhos sempre eram baseados também em todo tipo de fenômeno atmosférico. Os Arúspices utilizavam um estranho e complicado ritual pseudocientífico que contrastava com a simplicidade dos primitivos augures Etruscos, que se limitavam a solicitar uma resposta positiva ou negativa dos deuses mediante o vôo ascendente ou descendente dos pássaros.

Astragalomancia ou Astragiromancia. Predição por meio de ossos que se lançavam ao ar e cujos presságios dependiam da forma em que caíam. Hoje persiste o uso do osso (astrágalo), que vem substituído por objetos mais comuns, como caixas de fósforos, dados, etc.

Astromancia. Arte de adivinhar por meio dos astros

Augúrio. É um sistema tão antigo quanto o homem, baseado na observação do vôo das aves. Em Roma, o primeiro plano da adivinhação foi disputado com os arúspices e como já dissemos, nada era feito sem contar com seus prévios conselhos. Em inúmeras ocasiões, viram-se obrigados a fantasiar suas visões, por receio aos despóticos Césares, que continuamente colocavam em perigo suas vidas. César escutou de um deles, pouco antes de morrer, a célebre frase de que se cuidasse dos Idos de Março.

Austromancia ou Eólomancia. Baseada na direção das nuvens e do vento.

Axinomancia. Adivinhação por meio do desgaste e formas que, ao fundir-se, toma o azeviche. Foi particularmente empregada na Galícia.

Axiomancia. Adivinhação por meio de um machado. Era utilizada para saber a direção em que tinham fugido os ladrões, inimigos e outros malfeitores, mediante a observação das vibrações de um machado cravado em um tronco e, sobretudo, pelo sentido de seu cabo.

Belomancia. Parecida com a anterior, mas utilizando flechas e observando seu vôo e a forma como ficavam cravadas.

Bibliomancia. É uma forma de adivinhação particularmente erudita, ainda que por isso, não menos infalível. Trata-se de adivinhar o futuro por meio do uso de palavras, frases ou versículos extraídos ao acaso de um livro. Houve épocas em que eram extraordinariamente populares as consultas realizadas à Bíblia (Sortes Sanctorum) e à Eneida (Sortes Virgilianae), pelo método de ajustar as condutas ao sentido do primeiro verso que aparecesse em uma página aberta ao acaso destes textos. Vários Concílios se ocuparam em condenar o uso das Escrituras para estes fins. Outra forma adivinhatória que mais bem é um Juízo de Deus, era a chamada prova da Bíblia, consistindo em sustentar este livro e uma chave apoiada em seus cantos, com a ponta dos dedos e que cairia ao ser pronunciado o nome do culpado pelo crime que se investigasse, fosse qual fosse a natureza deste.

Botanomancia ou Agromancia. Predição do tempo e futuras colheitas por meio da observação das cinzas de ramos e folhas de árvores. Historicamente a cinza sempre se utilizou como oferenda aos deuses para que outorgassem grandes frutos da terra.

Bumpologia. É uma forma de Frenologia que consiste em estudar os inchaços, protuberâncias e saliências (bump em inglês) da cabeça do consultante e que foi popular na Grã-Bretanha do século XIX.

Capnomancia. Caim já havia compreendido que algo não ia bem quando a fumaça de seus sacrifícios não se elevava como a de seu irmão. E o matou. A fumaça sempre foi condutora de presságios, que serão tanto favoráveis quanto mais reta e longa for sua elevação. A fumaça que se ergue em linha reta promete bom tempo, piorando em razão de sua inclinação.

Cartomancia. Por meio dos baralhos, especialmente usando o Tarô e dentro de suas variantes, o de Marselha.

Ceromancia. Foi um dos métodos de adivinhação que mais êxito conquistou na antiguidade, especialmente na Idade Média. Consiste na interpretação das caprichosas formas que a cera derretida de uma vela toma ao cair em um recipiente com água.

Claraudiência e clarividência. Literalmente significam ouvir e ver com clareza, ainda que melhor se referem a formas de conhecimentos impossíveis à maioria dos mortais, obtidos por poderes parapsicológicos. Antigamente eram a base dos oráculos e hoje, constituem o fundamento da parapsicologia.

Cleromancia. Foi muito comum na Grécia clássica, especialmente em Delfos. É um sistema semelhante ao da adivinhação por meio de dados, ainda que muito freqüentemente são empregados outros objetos, como pedras de cores variadas, às quais eram outorgadas determinadas cores e significados.

Clidomancia e cleifomancia. Muito semelhante à rabdomancia, serve-se de uma chave suspensa em um cordão que vai oferecendo respostas segundo suas oscilações.

Craniomancia. Arte de adivinhar as inclinações morais e intelectuais das pessoas pela observação de seus crânios.

Crimomancia. É uma curiosa forma de determinar quem é o culpável de qualquer delito cometido. Em uma panela tampada são postas algumas pérolas que começarão a saltar e agitar-se com a aproximação do delinqüente.

Criptomancia. Interpretação das formas obtidas no cozimento da massa de farinha da cevada, confeitada pelas mãos do consultante, que parece, influir decisivamente no formato.

Cristalomancia. Baseada na observação de um cristal, um pedaço de gelo ou, um espelho que recebe os raios lunares. É o pai da tão traída Bola de Cristal.

Crivomancia. Também inspirado na rabdomancia, utilizando uma peneira em vez de chave ou pêndulo.

Cromniomancia ou Cristalomancia. Nos deparamos com a Bola de Cristal. Ainda que qualquer objeto translúcido também possa servir, como um copo de água, uma garrafa, etc., mas não há dúvida de que a bola de cristal é muito mais eficiente, pelo menos dentre estes. Há quem diga que se trata de uma forma de auto-hipnose; outros, que serve apenas como rememorizador e que portanto, só é útil para reviver o passado. Os que a utilizam afirmam que não vêem uma cena completa, como uma imagem de televisão a cores, senão a uma série de símbolos, marcas, reflexos e figuras parciais, das quais, vão extraindo suas interpretações.

Dactilomancia. Novamente outro sistema semelhante à rabdomancia utilizando, neste caso, um anel, preferivelmente de ouro.

Dafnomancia. É um antigo sistema que utilizavam as pitonisas gregas, colocando alguns ramos de louro dobre o fogo e interpretando o som que produziam ao queimar-se. Sabe-se que quanto mais claros e ruidosos fossem os estalidos, melhores eram os augúrios.

Demonomancia. É uma variação da bruxaria e da chamada Magia Negra, consistindo na invocação dos demônios para que revelem com seus escuros poderes os segredos que nos rodeiam.

Dendromancia. Foi a forma preferida pelos druidas celtas, utilizando fórmulas arcanas, baseadas fundamentalmente nas propriedades de certos arbustos, sobretudo, o agárico e o carvalho.

Enomancia. Quando o vinho era vinho, provavelmente poderia nos revelar uma infinidade de segredos. Hoje, esta forma de augúrio fica lamentavelmente submersa no campo da hidromancia (arte de adivinhar por meio da água).

Escapulomancia. Adivinhação por meio dos ossos do tronco humano, especialmente a formação das clavículas e do esterno, que está vigente na Polinésia, atualmente. Supostamente o destino humano esta gravado nos ossos do tórax.

Espadomancia. Interpretação dos vestígios que restam nas cinzas e na fuligem, após queimar pertences do consultante.

Espatulomancia. Adivinhação pelos ossos dos animais.

Esticomancia. Sistema rudimentar que consiste em agir conforme a indicação da página de um livro qualquer aberto ao acaso. Deve-se ressaltar que, ainda parecendo absurdo, houve momentos da história que causou frenesi. Algo parecido eram os sorteios romanos, particularmente em moda nos tempos de Cícero. Eram tabelinhas que levavam gravadas uma frase e após serem convenientemente embaralhadas, uma criança sacava uma, cuja mensagem determinava a forma de agir. Este baralho rudimentar pode ter provocado inúmeras mudanças na história.

Estolisomancia. É uma curiosa variação da fisiognomonia (arte de conhecer o caráter das pessoas pelos traços fisionômicos), só que nesta não se contempla o perfil humano, mas sim, a maneira de vestir e outras características pessoais do consultante. A outra única forma de adivinhação em relação com o vestuário que é conhecida, está relatada nos Tantras Vedas, que adivinha por meio dos rasgos produzidos na vestimenta pelas ratazanas e ratos.

Filodoromancia. Consiste em golpear as pétalas de rosas (muito usado na época dos sibaritas, povo da antiga cidade grega de Síbaris – Itália) contra a mão e determinar o êxito da operação que se vá realizar, pelo ruído produzido.

Fisiognomonia. Conhecimento do caráter de uma pessoa, baseado pela configuração de sua face. Dedicaremos à ela um capítulo especial, para desenvolvê-la mais a fundo.

Frenologia. Derivada da anterior, partindo do formato cranial.

Gastromancia. Não e nem mais nem menos que a ventriloquia aplicada ao campo da adivinhação. Durante muito tempo acreditou-se que os ventríloquos eram seres anormais, com um diabo dentro do corpo. Impossível imaginar o que se pode fazer com um diabo totalmente controlado.

Geloscopia. Consiste em conhecer o passado, presente e futuro de uma pessoa, mediante o estudo de seu riso.

Genetliologia. É um ramo da Astrologia, baseando-se em certos cálculos posicionais dos astros ao nascimento do indivíduo e que inevitavelmente assinalarão o transcorrer de sua vida.

Geomancia. É um nome que tem sido utilizado para designar a qualquer indivíduo que tivesse algo a ver com a natureza e particularmente com a terra. Em certos momentos, geomântico era sinônimo de vidente. Contudo há duas maneiras de revelação que recebem este nome preferentemente. Uma, por meio de figuras caprichosas no solo ou por meio de pontos ao acaso, e a outra, que seria melhor considerada como parte da Cartomancia, a daqueles que pretendem conectar com os pontos vitais da terra por intermédio de baralhos.

Giromancia. Método estonteante, especialmente praticado pelos árabes do deserto, que possivelmente não tinham nenhuma forma melhor de perder o tempo e que consistia em escrever o alfabeto em um amplo círculo no chão (na areia) e depois, começar a dar voltas ao redor deste, até ficarem totalmente desorientados e tombarem de um lado para outro. Um observador anotava as letras que o aturdido consultante se aproximava e fazia-se uma profecia como tivessem sido obtidas de uma forma muito brilhante.

Grafologia. Interpretação do caráter de uma pessoa por meio dos caracteres próprios de sua escrita.

Halomancia. O sal foi, é, e seguirá sendo, fonte de infinitas crenças. Como mancia, supõe-se adivinhar o que representam as formas que se desenham ao derramá-lo sobre uma superfície seca e lisa. Como complemento ao que se escreve sobre as figuras do chá, perfeitamente aplicável ao sal, diremos que quando lançado por cima do ombro, fará com que o desejo formulado, neste instante, se cumpra.

Hariolomancia. Arte de adivinhar por meio de ídolos

Hepatomancia. Meio de adivinhar o futuro, observando a configuração do fígado das vítimas sacrificadas (animais) e que foi empregado pelos babilônios, para descobrir o que lhes deparava o amanhã.

Heteromancia. Outra forma de desvendar o destino baseado na contemplação do vôo das aves.

Hidromancia. Baseia-se no estudo das correntes, fluxo e cor das águas. Posteriormente foi empregada para obter respostas a perguntas concretas, atirando uma pedra e contando o número de ondas que formava ao cair na água. Segundo este método, o numero ímpar era favorável. Do leito do rio, passou-se à um recipiente, e sua observação foi precursora da bola de cristal.

Hieromancia ou hieroscopia. Novamente a inspeção das entranhas (de animais), que tanta influência teve ao longo da história nos acontecimentos humanos.

Hipomancia. Consistia em determinar os acontecimentos fixando-se nos relinchos e patear dos cavalos.

Horoscopia. Arte de elaborar horóscopos e que já explicamos. Lembremo-nos que meia população norte-americana, desperta-se lendo seu horóscopo e por nada do mundo faria algo que o contrariasse.

Ictiomancia. Consiste em estudar o movimento, a cor, a maneira de se alimentar e a constituição interna dos peixes.

Lampadomancia. Sistema baseado nos raios e trovões. Foi muito popular, ainda que muitos de seus postulados se tenham demonstrado errados. Por exemplo, não é verdade que nunca caiam dois em um mesmo local, crença que deu origem às cidades, pensando-se que, onde havia caído um, se estaria a salvo no futuro. Também se pensou que, caso relampejasse antes do florescer das árvores e plantas, a primavera seria tardia. Um curso prático, completo desta e outras mancias relativas à Natureza, podia ser encontrado em antigos almanaques.

Lecanomancia. Arte de adivinhar o futuro, mediante o ruído que produzia uma quantidade de pedras preciosas ao cair em uma bacia que, freqüentemente, estava cheia de água.

Libanomancia. É uma forma a mais de averiguar o que a fumaça nos diz através de seu percurso, desta vez, a produzida ao se queimar incenso.

Licnomancia. Adivinhação baseada nas figuras refletidas pela luz e sombra de velas ou tochas.

Litomancia. Augúrio que se realiza lançando uma série de pedras, preferivelmente preciosas, ainda que também sirvam simples contas coloridas, sobre uma superfície lisa e constatando depois, a cor que mais é refletida pela luz. O azul, equivale a boa sorte imediata; o verde, a realização de um desejo esperado há muito tempo; o vermelho, é símbolo de felicidade no amor ou no matrimônio; o amarelo, é presságio de desastres e traições; a púrpura, vaticina um período dominado pela tristeza; o negro e o cinza, são portadores de desgraças e infortúnios.

Melanomancia. É a determinação do caráter e características subjetivas de um indivíduo, por seus sinais e manchas na pele.

Metoscopia. Também relacionada com a fisiognomonia, trata de adivinhar o destino pelas linhas da testa (estudo a ser tratado mais adiante).

Miomancia. As ratazanas e os ratos parecem haver tido sempre alguma influência com o futuro das pessoas. Os brâmanes já adivinhavam o futuro observando os buracos que estes roedores faziam nas roupas de seus consultantes, e na Idade Média, serviram como fornecedores de inúmeros indícios. Era sinal de boa sorte encontrar dois em uma só armadilha, e pressagiavam a morte do proprietário quando se lançavam em rataria para fora de sua casa.

Molibdomancia. Arte de adivinhação baseada nos ruídos e silvados emitidos pelo chumbo, durante seu processo de fundição Também se empregava chumbo fundido, do mesmo modo que a cera, derramando-o sobre a água e depois, interpretando o formato da gotas solidificadas.

Nefelomancia. É nada mais nada menos, que a interpretação das caprichosas formas que a nuvens apresentam.

Nigromancia ou necromancia. É a mancia preferida pelo ocultismo e a magia negra, reputada por estes como a única autêntica e verdadeira, por ser revelação direta do além e portanto, conhecedora de tudo que ocorreu no passado, ocorre no presente e ocorrerá no futuro. É ademais, a mais antiga de todas, com menção nos mais velhos livros que existem. Segundo o gregos, os mortos, acudiam ao cheiro do sangue recém derramado de uma criatura viva e Ulisses teve necessidade de matar para devolver a vida..

Numerologia. É extrair o significado dos números; conseqüentemente, se dermos valor numérico às coisas, poderemos desvendar os segredos de tudo que nos rodeia.

Oculomancia. Os olhos são o reflexo da alma, donde se mostram nossas intenções, desejos e vontades. Antes serviram para adivinhar o futuro. Hoje, começam a ser empregados pela medicina em um método especial que diagnostica o presente e o futuro de nossa saúde. Segundo os cientistas, nossa vida está impressa na retina e só falta alguém capaz de interpretá-la. Desenvolve-se hoje, pela ciência, o estudo da Iris, pois segundo os cientistas, ali está gravado tudo com respeito ao ser vivente.

Ofiomancia. Trata-se da arte de adivinhar pela observação de serpentes.

Onicomancia. É a predição do destino de uma pessoa observando suas unhas.

Oniromancia. Desde o bíblico José até os psiquiatras atuais, o sonho tem servido sempre para desentranhar nossos segredos mais ocultos.

Onomatomancia. Interpretação do destino de uma pessoa baseada no significado de seu nome. Também tem servido para os objetos e empresas.

Oomancia ou Ovomancia. Adivinhação por meio de ovos. Ao rompê-los, a casca deverá ser totalmente quebrada, caso contrário a má sorte cairá sobre quem o rompeu.

Ornitomancia ou Ornitoscopia. Outro tipo de predição pelo vôo e canto das aves.

Pegomancia. Novamente nos deparamos com o fogo. Elemento que tudo vence e tudo transforma. Aqui trata-se de submeter à sua função, uma série de objetos pessoais, que quanto mais demorem em se consumidos, tanto mais e melhores serão os augúrios.

Rabdomancia. Adivinhação por meio de varinha mágica; rabdoscopia.

Rapsodomancia. É deixar-se levar pelo que nos indique um verso qualquer, escolhido ao acaso, de um livro de poesias.

Sicomancia. É um meio de saber o que irá acontecer, que consiste em escrever o que desejamos saber ou qualquer tipo de consulta na folha ou córtex de uma árvore e esperar que estas se sequem.

Tefromancia. Arte de adivinhar acontecimentos, baseado nas cinzas produzidas pelos sacrifícios (de animais).

Tiromancia. Pelos orifícios, cor consistência, dureza de um determinado queijo, os gregos eram capazes de profetizar o que iria acontecer a um povo e até, a uma nação inteira.

Uromancia. É adivinhar pelo exame da urina. A este respeito se deveria dizer que os médicos tibetanos, no livro Damantari do ano 550 a.C, já expunham o princípio da vacina por extração da linfa das tetas da vitela, e eram respeitados em toda a Ásia por seus diagnósticos.

Bibliografia:
AS CIÊNCIAS PROIBIDAS
Edições Século Futuro