O MAGNETISMO E AS LINHAS DE TRABALHO DA UMBANDA


Existem sete tipos de magnetismos, que são planetários e multidimensionais, e que são as sete individualizações do Regente Planetário, que é em si mesmo uma individualização de Deus, adaptada à Sua criação neste ponto do Seu Universo divino ( de Deus).

Nominamos esta individualização de Deus como divino Trono das Sete Encruzilhadas, pois ele reúne em si mesmo os sete aspectos (vibrações e essências) divinos (de Deus).

Destas sete individualizações, surgiram sete irradiações, que são os sete Tronos que formam a Coroa Divina ou o primeiro nível vibratório do divino Trono das Sete Encruzilhadas. E também surgiram a sete telas planetárias multidimensionais onde tudo o que acontece é refletido e chega ao “conhecimento” do ” Logos” planetário.

· As sete telas são sete vibrações magnéticas

· Os sete Tronos são as sete irradiações energéticas essenciais

As telas e os Tronos têm o mesmo nome, pois as telas são as refletoras do Trono das Sete Encruzilhadas, e os Tronos são os seus irradiadores para o primeiro nível ou nível essencial.

Então temos:

Tela Cristalina Trono Cristalino Tela da Religiosidade Trono da Fé

Tela Mineral Trono Mineral Tela da Concepção Trono do Amor

Tela Vegetal Trono Vegetal Tela do Raciocínio Trono do Conhecimento

Tela ígnea Trono Ígneo Tela da Razão Trono da Justiça

Tela Eólica Trono Eólico Tela da Ordenação Trono da Lei

Tela Telúrica Trono Telúrico Tela do Saber Trono da Evolução

Tela Aquática Trono Aquático Tela da Criatividade Trono da Geração

Estes Tronos projetam-se e dão origem a dois novos pólos magnéticos que são ocupados por divindades irradiadoras de suas qualidades essenciais.

+ PÓLO POSITIVO

Então temos:

Trono Essencial

IRRADIAÇÃO NEUTRA

– PÓLO NEGATIVO

O Trono projeta-se vibratoriamente e faz surgir dois pólos magnéticos já diferenciados em pólos: positivo e negativo, mas mantém uma irradiação neutra ou essencial, que traz em si qualidades essenciais do Trono que as irradiou.

Observem que o pólo positivo e o pólo negativo formam uma linha de forças eletromagnéticas que cruzam a irradiação neutra do Trono que originou o surgimento da linha que eles pontificam, pois estão assentados nos dois pólos regentes dela.

Esta projeção é a base de onde surgiu o símbolo sagrado “triangular”.

Com isto em mente, saibam que a hierarquia divina que rege o planeta e as suas dimensões começa com o divino Trono das Sete Encruzilhadas, tem nos sete Tronos Essenciais o seu primeiro padrão e nível vibratório, ou sua coroa divina regente, e tem nos Tronos assentados nos dois pólos de cada uma das sete irradiações o seu terceiro nível ou padrão vibratório.

Os Tronos assentados nos pólos deste terceiro nível já são diferenciados e os identificamos como masculino e femininos; positivos e negativos; ativos e passivos; universais e cósmicos; irradiações contínuas e irradiações alternadas, etc.

Estes novos Tronos, na Umbanda, nós os nominamos de “Orixás Naturais” (de natureza), pois já são diferenciados em sua natureza, qualidades, atributos e atribuições.

Mas nem todos são conhecidos porque não foram humanizados, isto é, não tiverem seus nomes divinos adaptados à forma humana que usamos para identificar uma divindade.

Os nomes dos Tronos não são aleatoriamente porque são mantrânicos, ou seja, são mantras ativadores de seus magnetismos, suas irradiações, suas energias, suas qualidades, seus atributos e suas atribuições… e de suas vibrações, que ressoam nas telas planetárias, dando início a atuações que só cessarão quando cessarem as causas da ação que os invocou.

Logo, estão certos os rabinos quando recomendam que não pronunciem em vão o nome de Deus.

Nós, os mestres da Luz, sabemos quais são os nomes dos Tronos e como pronunciá-los. Mas nos limitamos a escrever alguns, já deste terceiro nível vibratório e não ensinamos suas pronúncias mantrânicas, ou seus mantras, pois são proibidos. E se às vezes escrevemos alguns é porque fomos instruídos a tanto por quem de direito, certo?

Saibam que as sete projeções criam 14 pólos magnéticos que se projetam e criam novos pólos, em numero de 49 pólos positivos e 49 pólos negativos, criando o quarto nível vibratório, que é o nível dos Tronos Intermediários.

Este quarto nível projeta-se e surge o quinto nível vibratório. Este quinto nível é o dos Tronos Intermediadores.

Este quinto nível projeta-se e surge o sexto nível vibratório, cujo magnetismo é o mais próximo do nosso, que saem os orixás individuais dos médiuns, tanto os da Umbanda quanto os do Candomblé.

Ou de onde é que vocês pensam que saem tantos Oguns de Lei, Oguns Beira-mar, Oxuns, Xangôs, Iansãs, Omulus, Oxalás, que regem os médiuns?

É certo que todo médium tem o seu “santo”. Mas estes santos entendam, são orixás que saem já do sexto nível vibratório das hierarquias divinas, que começam a surgir já no segundo nível vibratório. Sim quando o Trono da Fé irradiou-se, surgiram dois pólos diferenciados: um masculino e outro feminino; um irradiador e outro atrator; um positivo e outro negativo, etc.

E o mesmo aconteceu com os outros Tronos que, com suas irradiações, deram início ao surgimento de hierarquias distintas, mas voltadas para o mesmo objetivo: amparar a evolução dos seres, das criaturas e das espécies.

Saibam que estes orixás Intermediadores são os responsáveis pelas linhas de ação e de trabalho que atuam nos templos de Umbanda. ë através delas que os espíritos que se reintegraram às hierarquias se manifestam durante os trabalhos espirituais usando nomes simbólicos que identificam a qual linha estão agregados.

Muitos desses Tronos Intermediadores são espíritos já ascensionados e hoje retornam para acelerar a evolução espiritual dos seus afins que ainda não concluíram o estágio encarnacionista ou ainda estão muito ligados ao plano material.

Estes Tronos Intermediadores criaram suas hierarquias de ação e trabalho, algumas já com vários milênios de idade, para melhor atuarem no astral junto dos espíritos, e no plano material junto às pessoas espalhadas nas muitas religiões.

No astral estas linhas de ação e trabalho assumem o nome de “ordens”, e seus regentes ou diretores são os Orixás Intermediadores ou espíritos ascensionados que reassumiram seus graus de Tronos Intermediadores, os quais deixaram vagos quando encarnaram para, incorporados à corrente humana da evolução, auxiliarem seus afins no estágio humano da evolução.

Setenta por cento das linhas de ação e de trabalho do Ritual de Umbanda Sagrada são dirigidas por Tronos humanizados, ou seja, são Tronos que encarnaram, desenvolveram uma consciência e toda uma religiosidade humana e hoje estão aptos a entender o nosso comportamento, diferente, em vários aspectos, do comportamento dos seres encantados, que são seres que nunca encarnaram.

Os orixás Intermediários assentam estes Tronos humanizados à direita ou esquerda, abrem-lhes os mistérios dos regentes planetários e os religam com seus ancestrais. Depois os religam magnética, energética e vibratoriamente com um dos quatorze Orixás Naturais e este orixá os regerá através da irradiação vertical ou direta, direcionando-os, daí em diante, para onde o orixá intermediário que os assentou achar que são mais úteis aos espíritos humanos.

Saibam que estas ordens espirituais ou linhas de ação e de trabalho não são estáticas. Seu número nunca para de crescer, e sempre estão surgindo novas linhas dentro da Umbanda, pois as ordens astrais cresceram tanto no astral, que já têm condições de atuar também junto aos espíritos encarnados que lhes são afins, ou que a elas já pertenciam quando ainda viviam no astral aperfeiçoando seus conhecimentos. “Caboclo”, “Preto-velho”, “criança” e “exu”, dentro do ritual de Umbanda Sagrada , são graus simbólicos e indicam os campos de atuação dos espíritos.

· Caboclos atuam num campo

· Pretos-velhos atuam em outro campo

· Crianças atuam em outro mais

· Exu atua nos campos à esquerda dos médiuns

Por isso temos caboclos de Oxossi, Ogum, Xangô, Oxum, Yemanjá, etc.

Estes espíritos são regidos pelo mistério “Guardião da Lei” . Já os Pretos-velhos de Oxossi, Xangô, Yemanjá, Nanã, Obaluaiyê, Omulú e Oxalá são regidos pelo mistério “Ancião”. As crianças, de Oxum, Yemanjá, Iansã, Oxalá são regidas pelo mistério “Renovação”. Os exus de todos os orixás são regidos pelo mistério “Executor da Lei”.

No feminino, tudo se repete. Toda linha tem de ter bipolaridade em todos os sentidos, senão ela não é uma linha ativa, e sim passiva.

Elementos opostos criam todo um campo eletromagnético por onde fluem diversas energias que, aí sim, misturadas ou amalgamadas, fornecem as condições ideais para os seres irem se identificando com um ou outro elemento.

As linhas de Umbanda, em nível terra, nos mostram a perfeição do Criador em tudo o que cria, pois nas polarizações ou oposições vibratórias, energéticas, magnéticas, etc., os espíritos vão fortalecendo seus próprios magnetismos, vão ampliando sua capacidade individual e suas faculdades mentais, mas sempre balizados pelas
oposições vibratórias, etc., já que, se se afastarem muito de suas linhas, os choques os impelirão a retornar a elas, caso queiram se reequilibrar e retomar a evolução espiritual.

As linhas de ação e de trabalho de Umbanda tem uma função excepcional justamente neste reequilíbrio das pessoas, pois os guias espirituais que atuam sob a irradiação dos seus regentes procuram reconduzir que os consulta de volta à sua linha de origem.

Eles instruem, esclarecem dúvidas, consolam os aflitos, devolvem a confiança aos descrentes e, quando recomendam ao consulente que faça uma oferenda a este ou àquele orixá, na verdade estão restabelecendo uma ligação ancestral ou recolocando o consulente sob a irradiação direta do seu regente ancestral.

Saibam que o Orixá Ancestral jamais deixa de irradiar a nenhum de seus filhos. Mas o filho que entra no ciclo reencarnacionista passa por um adormecimento mental e seu magnetismo original, que o mantém ligado ao seu ancestral, também é enfraquecido.

E isto acontece para beneficia-lo, pois só amortecendo a atração que sente pelo seu ancestral é que ele poderá ser atraído pelo magnetismo dos outros orixás com os quais desenvolverá novas faculdades, novos sentidos, novos dons e novos padrões ou tipos de magnetismos.

Saibam que no trabalho geral (consultas) todos os guias espirituais atuam visando amparar e acelerar a evolução dos espíritos e das pessoas que afluem aos centros de Umbanda nos dias de trabalho. Mas no trabalho individual, um guia difere do outro, pois atuam em diferentes campos vibratórios, energéticos e magnéticos.

Uma Cabocla do Mar não atua no mesmo campo de um Caboclo do Fogo ou das Matas. Não mesmo!

Caboclas do Mar são regidas pelo Trono da Geração, que atua na criatividade, na maternidade e no amparo à vida. Um Caboclo do Fogo é regido pelo Trono da Justiça, que atua no equilíbrio, na razão e na manutenção da estabilidade emocional. Um Caboclo das Matas é regido pelo Trono do Conhecimento, que atua no raciocínio, no estimulo ao aprendizado, no crescimento interior através do autoconhecimento.

Com isto esclarecido, então temos as maternais Caboclas do Mar, despertando o amor fraterno, paterno e materno em quem as consulta.

Temos os judiciosos Caboclos do Fogo aparando as arestas (imperfeições) e estimulando o senso de justiça e de equilíbrio em quem os consulta. Temos os doutrinadores Caboclos das Matas ensinando receitas, curando doenças, estimulando o aprendizado e orientando o raciocínio de quem os consulta.

Fraternidade, equilíbrio e aprendizado, eis o que estas três linhas de ação e de trabalho de Umbanda irradiam o tempo todo através dos espíritos que se integraram a elas para melhor auxiliarem a evolução de seus afins adormecidos na carne ou ainda menos evoluídos.

Cada linha de ação de trabalho de Umbanda responde por um nome simbólico que identifica qual é o Trono Ancestral que a rege, ou a quais ela está ligada.

Vamos a um exemplo: linha das Sete Pedreiras

O Próprio nome, Sete Pedreiras, já diz que ela atua nas Sete Linhas de Umbanda, ou nas sete vibrações originais, mas em nível de intermediário, pois temos tanto uma Iansã quanto um Xangô das Sete Pedreiras, etc.

Esta linha é regida pela quarta linha de Umbanda, que é a linha da Justiça, que é regida em seu pólo magnético passivo por Xangô e em seu pólo magnético ativo por Iansã.

Ele é masculino e passivo, ela é feminina e ativa.

Ele é fogo, ela é ar.

Ele é justiça, ela é a lei.

Ele se irradia em linha reta e em corrente contínua, ela se irradia em linha espiralada e em corrente alternada.

Nesta linha horizontal, pois é um nível vibratório, os caboclos são ativos e as caboclas são passivas. E o mesmo acontece na linha de nível negativo que lhe é oposta, onde os exus são ativos e as pombas-giras são passivas.

· Ativo = incorporante

· Passivo = não incorporante

Como o próprio nome diz que é “sete”, então tanto a orixá Iansã quanto o orixá Xangô Sete Pedreiras possuem orixás Intermediadores para as outras seis irradiações, vibrações e magnetismos. E com isto toda uma hierarquia nível intermediário se inicia e é sustentada por estes dois orixás, que são Tronos de quarto nível vibratório, mas que atuam em beneficio dos sete Tronos Planetários, que são as sete
individualizações do Trono das Sete Encruzilhadas.

(Texto extraído do livro “O Código de Umbanda” obra inspirada pelos Mestres de Luz: Sr Ogum Beira-Mar, Pai Benedito de Aruanda, Li-Mahi-An-Seri yê, Seiman Hamiser yê e Mestre Anaanda e psicografado por Rubens Saraceni.).

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