AMOR


Quanto mais evoluídos os seres, mais sutis e sublimadas as manifestações do Amor.

No AMOR-EGOÍSMO, situamos paixões desvairadas, fruto exclusivo do incontido desejo de posse.

Dele participam almas inferiorizadas, cultivando sentimentos fortemente arraigados ás origens da vida, onde ainda , orientam-se “os processos da evolução”.

No AMOR- ELEVAÇÃO, identificamos amores santificantes na órbita conjugal e ainda, na maternidade, na filiação, na fraternidade legítima.

Orientando, embora pelo acendrado grau de devotamento, pelo espírito de renúncia, predomina, ainda, no AMOR- ELEVAÇÃO o amor às criaturas sobre o Amor a Deus, Suprema Realidade de todas as almas, ao atingirem o ápice da evolução.

Em seguida, temos o AMOR-SUBLIMAÇÃO. Atributo das almas angelicais, nele pairando, acima do amor às criaturas o Amor a Deus sobre toda as coisas.
Inteligências encarnadas ou desencarnadas, que respiram nesta faixa conceptual, nesse clima de maravilhosa ternura e profunda compreensão, sentem já as sublimadas emoções do amor puro.

Dominando inteiramente, as forças biológicas, que impulsionam os instintos, tais criaturas impregnam o Amor de cristalinidade e do perfume próprios das coisas celestes.

Informa-nos Emmanuel, que os “espíritos sublimados se atraem uns aos outros por laços de amor considerado inabordáveis a nós outros, seres em laboriosa escalada evolutiva e que compartilhamos das tendências e aspirações, dificuldades e provas do gênero humano.

No plano das transcendências, do qual estamos ainda bem distanciados, temos o AMOR UNIVERSAL, ou CÓSMICO.

O Cristo inundou o mundo, cenário de sua gloriosa missão desse Amor sem fronteiras.

Amor-Luz, Amor-Sabedoria.
Asseveram os Instrutores de Mais Alto que, por meio desse Amor, capaz de vencer os maiores obstáculos e superar as barreiras mais compactas, de dissipar as sombras mais densas, o Cristo “amansou a índole dos bárbaros e iluminou raças inteiras”.

Martins Peralva.
Texto de “O pensamento de Emmanuel”.