POVO DE ARUANDA

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Posts Tagged ‘PRETO VELHO’

VOVOZINHOS E VOVOZINHAS

Posted by Administrador em maio 13, 2014


 

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Em sua missão de nos confortar, ensinar, proteger, que Sua Luz brilhe cada vez mais, que Sua elevação os conduza às mais altas Esferas Estelares.

Somos tão gratos por seu carinho, seu abraço apertado, sua risada sincera…Pelos puxões de orelha, pelas orientações certeiras, por este amor desvelado…

Meu bom Preto-velho, minha boa Preta Velha, quanta generosidade a nos ensinar, vindo aqui nesta ambiência pesada, quando já adquiriram a leveza do desprendimento, já pagaram cada centil moral de dívidas cármicas, já ultrapassaram as fronteiras reencarnatórias, e aqui chegam porque ainda não conseguimos andar sozinhos, e bondosamente acorrem em nosso auxílio.pva

O sofrimento atroz da escravidão não lhes tirou a brandura, a fé, a compaixão. Pelo contrário, burilou mais e mais seu poder de superação, mas também fortaleceu seus princípios de retidão e respeito ao próximo, os princípios de certo e errado, as atitudes de lisura em todos os momentos.

Suas palavras meigas trazem muitas vezes a direção para nossos pensamentos turvos, nunca nos impondo nada, mas apenas sugerindo os melhores caminhos.

Da mesma forma singela, desfazem as demandas, descarregam as imantações deletérias, neutraliza a perfídia e maus pensamentos, e só com um toque nos traz a sensação de quietude, de serenidade, de Paz.
Nossos problemas devem ser resolvidos por nós mesmos, mas com um olhar seu, Vovô e Vovó queridos, tudo parece mais fácil, conseguimos ter mais alento para prosseguir.

Que sejamos dignos de perceber sua branda presença, e escutar seus sábios conselhos em nosso dia a dia, aprendendo esta arte de buscar a prata da pureza, as pedras preciosas da solidariedade e o ouro do Amor sem fronteiras.

Obrigada Vovôzinho e Vovózinha da Umbanda, obrigada por trazer sua Luz e sua Sabedoria até nós. Que o Pai Oxalá esteja convosco em todo e qualquer lugar, e que Zambi os mantenha sob Sua Proteção por todos os caminhos!
Saravá Pretos Velhos da Umbanda, Saravá Yorimá Abençoado!
Adorei as Almas!!!

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

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OS DEZ MILHÕES DE ACESSOS

Posted by Administrador em março 5, 2012


Aquele pequeno contador ao lado direito da primeira página deste blog, poderia estar registrando apenas números, mas sempre soube que ali estavam pessoas. Quando atingiu a marca de dez milhões de acessos, resolvi expressar o que sinto, que é muito mais do que júbilo pelo sucesso numérico.

Cada número representa alguém do outro lado do monitor, e é com um puro sentimento de fraternidade que imagino as pessoas em seus lares, em seus trabalhos, nas horas de lazer, de solidão, de estudo, ou mesmo desespero. Alguns acessando de vez em quando, outros, frequentemente, achando quem sabe, algum alento nas palavras.

Mas é com humildade que sinto a presença de cada irmão e irmã, pois sei muito bem que sou e serei apenas um instrumento para divulgação a serviço dos orixás, assim como há outros inúmeros divulgadores, que espero cada vez mais que se multipliquem.

Nossa tarefa nada mais é que colocar pequenos tijolos, na esperança de ajudar a pavimentar esta estrada bendita, para que outros tenham uma travessia mais suave, através do conhecimento e reflexão sobre as coisas espirituais.

O estudo deve ser suave, constante, e nossas mentes devem sempre estar alertas, livres de preconceitos, prontas para absorver mais dos ensinamentos sagrados, que nos mostrarão desde a resolução dos assuntos cotidianos até a cautela necessária para superar as provas e expiações.

Dez milhões de acessos nos deixa jubilosos, mas não penso em mim, e sim nos queridos caboclos , nos amorosos pretos velhos, nas amadas crianças da coroa de cada um, que por afinidade no momento de cada leitura, terão oportunidade de estreitar os laços com o médium leitor, criando talvez situações favoráveis, para que naquele momento, possam intuir conselhos, amortecer mágoas, dar coragem para recomeços e mesmo favorece escolhas.

Talvez seja necessário esclarecer que não sou fanático, mas acredito profunda e firmemente nos fundamentos que regem a Umbanda, e me empenho e me empenharei para divulgá-la. Respeito qualquer crença, acredito que cada um tem seu caminho.

Acredito também que não há mal algum em ser simpatizante de várias crenças, enquanto se procura seu caminho, mas uma vez se assumindo a condição de umbandista, que cada um exerça sua mediunidade a favor do bem da Humanidade, permita que seus guias se manifestem e trabalhem da forma diligente que os caracteriza.

O que eu sonho, irmãos e irmãs, é que cada um melhore suas existências, consiga encontrar seu caminho, qualquer que seja, aprenda a refletir e viver seu dia a dia com total consciência, seus atos dirigidos por sua própria vontade, e caminhem em direção à Luz, não importando as intempéries, resistindo, sobrevivendo, ultrapassando as agruras e sofrimentos, e prosseguindo sempre, sentindo o prazer dos raios de Sol ao amanhecer , e à Paz e silêncio do espetáculo maravilhoso de cada alvorecer, sentindo-se vivo, filho de Zambi, e ciente de ser um caminhante nesta estrada cósmica.

Que as luzes de Aruanda iluminem os seus passos. Não me ufano de pertencer à Aruanda, mas sim, acredito que os espíritos benditos que me guiam me acenam os caminhos, me amparam nas quedas, e me permitem prosseguir sempre.

Obrigada, irmãos e irmãs, que todos sejam abençoados pelas Forças Maiores, e vamos seguir adiante, com a Umbanda ecoando em nossas almas.

Saravá!

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

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MAGOS NEGROS

Posted by Administrador em janeiro 12, 2012


Ninguem se iluda. Todos somos Luz e Sombra. Qualquer um pode, de acordo com circunstâncias propícias, viver toda uma vida de bondade, generosidade, desde que não seja desafiado em seus pontos fracos.

Por outro lado, alguém com alto senso de Justiça e pensamentos humanísticos, pode passar provas das quais suas atitudes o mergulharão em um mundo de subversão e violência.

Há aqueles que nada querem, nada pensam, passam pela vida como se estivessem dormindo, sem ousar nenhuma atitude em referência ao Bem ou o Mal. Estes, geralmente são deixados quietos, tanto por um lado quanto por outro. Ficam como em estado de latência, e um dia, mais cedo ou mais tarde, serão obrigados a sair da letargia.

A filosofia milenar taoísta preconiza que o equilíbrio está no Yin e Yang, Sombra e Luz, e onde um termina começa o outro. Não é questão de evolução, e sim de ver com outras lentes. Está muito cristalizado dentro de todos, que fazendo coisas boas, se torna bonzinho, ninguém quer saber de ter sido mago negro. Todos acham que são reencarnação de reis, rainhas, santos, mártires e heróis. Haja herói para tanto espírito reencarnante…

Em “A Gênese” , escrito por Allan Kardec, encontramos que “Tal qual ocorreu com a estrutura física da Terra, a evolução moral tem caminhado gradualmente, sem processos descontínuos”

Já Emmanuel, no livro “O Consolador”, comunicou psicograficamente a Chico Xavier, que “dentre os mundos inferiores, a Terra pertence à categoria dos de expiações e provas, porque existe a predominância do mal sobre o bem. Aqui, o homem leva uma vida cheia de vicissitudes por ser ainda imperfeito, havendo para seus habitantes, mais momentos de infelicidades do que de alegrias”.

Alguns dizem que os Magos Negros, são seres proscritos do Sistema Capela, onde seus habitantes altamente evoluídos, conduziram o planeta a um nível mais elevado, de regeneração e benesses. Isto foi há centenas de milhares de anos. Nosso planeta está chegando num momento assim atualmente. Os espíritos que eram recalcitrantes e não aceitaram a evolução, foram impedidos e reencarnar ali, sendo projetados para planetas menos evoluídos, alguns vieram parar no nosso planeta. Dotados de grande poder intelectual e mental, recusaram-se a tomar o corpo físico rudimentar dos habitantes da Terra daquelas longínquas eras, e se mantiveram na espiritualidade. Como fugir às Leis naturais têm um preço, “venderam” sua alma, preferindo, ao invés do caminho de evolução através das provas e reencarnações, o acumular poder à custa de outros, e em vez de subirem aos cumes da Luz, desceram aos abismos das trevas.

Na realidade, qualquer que seja sua origem, os Magos Negros são como os vampiros das história de terror, que ficam na escuridão, sobrevivendo artificialmente a partir da captação de energia de outros, que lhe caem nas armadilhas. Neste momento, sua sociedade do mal está em estado caótico, pois para tudo tem um limite, e o planeta está na iminência de trocar seu “status” vibratório, e não irá mais comportar seres como estes. Da mesma forma, estão extenuados e suas energias estão em pane pela longevidade, não conseguem mais se manter ilusoriamente jovens , formosos e carismáticos. Se formos observar a Terra, há caldeirões de atrocidades o lado de atuações cada vez mais altruístas de seus habitantes. Inequivocamente estamos evoluindo, por mais que eles queiram nos manter na ilusão da Escuridão.

Magos contra Magos. Muitos estão se reencontrando e passaram por tormentos sem fim para finalmente se elevarem como espíritos luminosos. Temos exemplos muito perto de nós, umbandista. Vamos conhecer as histórias dos pretos e pretas velhas, dos caboclos, do povo do Oriente e exus. Todos são exímios desmanchadores de magia negra, porque sabem do que se trata, conheceram e se redimiram com louvor. E é nessa água bendita onde navegam nossos guias, são nas histórias que eles nos trazem quando acalmamos nossas mentes para ouvi-los, que vamos encontrar as chaves, que nos fará também guerreiros do Bem, mantendo em equilíbrio a Luz e a Sombra. Deixando-a quieta e acorrentada a seus próprios degraus evolutivos. Não há porque ficarmos infinitamente nas mesmas expiações, nos mesmos erros e sofrimentos. Temos de mudar, como os guias mudaram, e seremos donos de nossos destinos, e Mago Negro algum, poderá enfim, lançar sua deletéria influência sobre nós. Mas o preço da liberdade sempre foi, e sempre será, a eterna vigilância, e podemos acrescentar a profunda Fé e confiança na Proteção Maior.

Ultimamente, o escritor Robson Pinheiro tem dedicado quase a totalidade de seus livros a denunciar, esclarecer e combater a ação dos Magos Negros, ou dragões, como alguns chamam. Outros autores os têm citado, como no livro “Libertação”, ditado por André Luiz a Chico Xavier. Também outros como Rubens Saraceni., Roger Bottini Paranhos, Roger Feraudy.

Vejamos algumas passagens de livros de Robson Pinheiro:

1) “Entidades cuja vibração se afina a tais interesses egoístas estabelecem ligação mais intensa com seus médiuns, os magos negros, a fim de vampirizar suas energias. É comum observar, em casos assim, processos de simbiose espiritual. Os parceiros do conluio tenebroso passam a vibrar em conjunto, alimentando-se um do outro durante longos períodos, até que o elemento dor os desperte e coloque limites nos desregramentos e abusos cometidos”

Livro “Aruanda”

2) …”— O que os magos negros pretendem com os espíritas e umbandistas, especificamente?

— Como já infiltraram seus agentes e suas idéias escabrosas entre aqueles que se julgam os únicos representantes legítimos do Cordeiro, os líderes religiosos e fiéis tomados pelo fanatismo, agora pretendem investir em novo núcleo. Os chamados médiuns, os chefes de terreiro e os dirigentes espíritas oferecem solo fértil nos quais semear tais pesquisas, pois também trazem elementos ambíguos e espinhosos, que poderão ser enfocados pelos magos negros. Por exemplo, podemos citar o desejo de aparecer, a busca pelo aplauso e pelo reconhecimento público, ou ainda a vontade de sobrepujar o outro na destreza para lidar com as forças sutis da natureza, no exercício de um pretenso poder, outorgado pela própria megalomania e pela vaidade. Para alcançar êxito nessa etapa inicial de sedução, os magos apresentam às suas futuras cobaias propostas subjacentes, aumentando a importância desses fatores na mente das pessoas. A sede egocêntrica ganha relevo. Quando elas vislumbram a possibilidade de atingir os objetivos que almejam, então cedem voluntariamente à ação dos magos negros, que se disfarçam em mentores e mestres de reconhecida autoridade moral. Dessa forma, são conduzidas a esta cidade (abordando a estrutura encontrada no plano astral), onde se transformam em cobaias de experiências mentais e emocionais…”

Livro “Legião – Um olhar sobre o reino das sombras”

3)…”— Sabe, meus filhos, a compreensão do ser humano e da realidade que cria em torno de si é rica e elaborada, inclusive no que se refere às questões mais simples do seu cotidiano. Imagine quando levamos em conta seus dilemas e os conceitos esdrúxulos que advém de experiências dramáticas, vivenciadas nos dois planos de existência.

— Sendo assim, no que concerne à fase fetichista e sobre esse estágio de aprendizado, é possível notar que os espíritos consorciados aos magos negros, já naquela época (Atlântida, Lemúria, Babilônia e Caldéia) bastante distante do conhecimento iniciático, efetivamente introduziram sacrifícios humanos e de animais em suas práticas. Visavam não apenas à condensação da força mental, mas também formavam campos magnéticos de baixíssima frequência, desprezando por completo o ensino espiritual. Davam início à magia negra mais primitiva e vulgar, que descambaria de vez, mais tarde, na chamada feitiçaria. Nesse conluio com as entidades das trevas, homens e espíritos desavisados se transformaram em instrumentos das forças do abismo. É um período que, cronologicamente, encontra seu ápice na Idade Média; felizmente, logo depois, é suplantado por idéias mais humanas e sadias, muito embora os efeitos de conchavos do gênero ainda perdurem nos dias atuais, em processos obsessivos gravíssimos.

Livro “Legião – Um olhar sobre o reino das sombras”

Para não nos estendermos muito, ainda Robson Pinheiro , no livro “Senhores da Escuridão”, mostra como Pai João de Aruanda destrói toda a empáfia e poderio do mago negro da região trevosa onde ele e os guardiões se encontravam. Transfigurando-se na verdadeira entidade de Luz que é, rapidamente colocou correr a criatura.

Que me perdoem os espíritas, mas hoje em dia parece que os obsidiados todos são considerados culpados de terríveis crimes. Porém, atualmente, ninguém está imune em algum momento de fiar sob o jugo das poderosas armadilhas que o submundo espiritual pode articular. Principalmente aqueles que mais estão em evidencia na luta contra as trevas, são os mais atacados. Temos que realmente nos revestirmos de Caridade e Amor e compreender que há mecanismo pelo qual só se livra com auxílio externo, e para isso aí estão as giras e os guias trabalham sem cessar.Vamos falar um pouco dos instrumentos tão bem manipulados pelos magos negros:

FASCINAÇÃO

A vítima não acredita que está sob efeito de qualquer força negativa, e assim fica muito difícil d reconhecê-la. . Na verdade, algumas vezes, ela julga que é a única que não está obsedada, enquanto todos à sua volta estariam.

O espírito obsessor vai se inserindo discretamente e ganhando espaço na vida do obsedado; como uma planta daninha, vai se enraizando, plantando desconfianças e medos, manias e desejos, até o ponto em que se instala definitivamente. A pessoa estará de tal forma envolvida que quase se forma uma simbiose psíquica que, caso se concretize, tornará ainda mais complexa a situação. Por vezes esta obsessão provoca a perda da razão, e mesmo à esquizofrenia.

SUBJUGAÇÃO

A vítima encarnada está sob domínio completo de uma força desencarnada. Quando esse tipo de obsessão ocorre, vemos a pessoa apática como se estivesse sonâmbula, tendo vontades que estão em desacordo com sua personalidade, e até afastando pessoas próximas que a critiquem ou que questionem suas “novas” atitudes.

A sua cura exige uma mudança vibracional no obsedado, o que envolve uma grande disciplina moral e muito estudo, além do auxílio de entidades de Luz que transformem o obsessor, ou o removam dali até que ele também se recupere e regenere.

AUTO-OBSESSÃO

Os magos negros ainda podem induzir a pessoa, através de seus sentimentos de culpa e baixa auto estima a achar que jamais poderão receber a Luz Divina, e não encontram objetivo em nada. Em grande parte das vezes, infligem a si mesmos os mais diversos castigos e, mesmo quando recebem a ajuda de outros espíritos e das almas iluminadas, eles argumentam que seus crimes são imperdoáveis e anseiam por “castigos” que possam “purificá-los”. Vivem acreditando que são indignos de qualquer perdão, e se não forem auxiliados, podem chegar inclusive ao suicídio.

A prática da magia negra é explicada, à luz da doutrina espírita pelo Livro dos Espíritos em suas questões 549 e 550, sob o título de “Pactos”, de 551 a 556, sob o de “Poder Oculto, Talismâs e Feiticeiros”, e 557 “Bençãos e Maldições”. Ali se ensina que as ações de espíritos voltados para o mal sobre as pessoas podem ser impedidas, caso a pessoa objeto dessas ações invocar, em sua proteção, a ação de espíritos voltados para o bem. Ensina, ainda, que para que uma pessoa tenha a ajuda de espíritos voltados para o bem, ela deverá manter-se em harmonia com eles, envolvendo-se, em todas as suas atividades e práticas, com pensamentos nobres e sempre procurando auxiliar aos necessitados.

Alguns espíritas erram ao achar que é só querer que se livra da obsessão. O médium altamente treinado, consegue…mas a sofisticação das obsessões só faz crescer. Hoje em dia não existem mais obsessões simples. Em geral são complexas, agravadas pela instalação de aparelhos na região para-cervical (no corpo fluídico). Porém, as condições predisponentes são realmente dadas pela própria pessoa, que é ignorante ou ignora voluntariamente a Lei de Causa e Efeito, e usa seu arbítrio erroneamente, ou nem ao menos exercita durante a vida seu direito de escolhas. Geralmente não é quem erra muito quem mais fica sob o jugo dos magos negros, mas quem se deixa levar, quem não se esforça para evoluir, e não compreende que suas dificuldades, na verdade são lições que ainda precisam ser aprendidas, exercitadas, restauradas. Preferem o lugar de vítimas, ou seguem o “deixa a vida me levar” ao pé da letra, ou pior, fazem escambo com a escuridão em troca de benefícios próprios.

Gostaria de enfatizar algumas palavras já conhecidas, mas que cabem muito bem neste contexto:

“Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?
(questão 932 do Livro dos Espíritos)

Responde o Espírito da Verdade: “Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”

E termino com uma frase de Pai João de Aruanda no prefácio de “Sabedoria de Preto Velho”, psicografado por Robson Pinheiro : “União sem fusão… distinção sem separação.” Assim seremos Livres, seremos Fortes, seremos Unidos em todas as religiões, sem cair na mistificação e no Poder da Escuridão.


Alex de Oxóssi

Rio Bonito – RJ

FONTES CONSULTADAS:
Kardec, Allan.- O Livro do Espíritos -
Oliveira, Wanderley- Os Dragões – pelo espírito Maria Modesto Cravo. Ed. Dufaux
Pinheiro, Robson- Aruanda- espírito Ângelo Inácio- pag.36 Editora Casa dos Espíritos
Pinheiro, Robson- Legião - Um olhar sobre o reino das sombras. espírito Ângelo Inácio- pag.277 e 331- Editora Casa dos Espíritos
Pinheiro, Robson – Sabedoria de Preto Velho- espírito Pai João de Aruanda- Introdução- Editora Casa dos Espíritos

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VIBRAÇÕES DE PRETO VELHO

Posted by Administrador em outubro 7, 2010


Quando falamos em Preto Velho, nos vem à mente quatro palavras básicas: calma, sabedoria, humildade e caridade.

Voltando no tempo, durante o período colonial brasileiro, as grandes potencias européias da época subjugaram e escravizaram negros vindos de diversas nações africanas, transformando-os em mercadorias, seres sem alma, apenas objetos de venda de trabalho.

Nesse mercado, os traficantes negreiros costumavam se utilizar de maneiras diversas para conseguir arrebanhar sua “mercadoria”: chegavam surpreendendo a todos na tribo, separavam, é claro, sempre os mais jovens e fortes. Costumavam buscar os negros nas regiões Oeste, Centro-Oeste, Nordeste e Sul da África. Trocavam por outras mercadorias, como espelhos, facas e bebidas, os que eram cativos oriundos de tribos vencidas em guerra e trazendo como escravos os que eram vencidos.

No Brasil, em principio os escravos negros chegaram pelo Nordeste; mais tarde, também pelo Rio de Janeiro. Os primeiros a chegarem foram os Bantos, Cabindos, Sudaneses, Iorubas, Minas e Malés.

Para a África, o trafico negreiro custou caro: em quatro séculos foram escravizados e mortos cerca de 75 MILHÕES de pessoas, basicamente a parte mais selecionada da população.

Esses negros, que foram brutalmente arrancados de sua terra, separados de suas famílias, passando por terríveis privações, trabalharam quase que ininterruptamente nas grandes fazendas de açúcar da colônia. O trabalho era tão árduo, que um negro escravo no Brasil não chegava a durar dez anos.

Em troca de tanto esforço, nada recebiam, a não serem trapos para se vestir e pão para comer, quando não eram terrivelmente açoitados nos troncos pelas tentativas de fuga e insubordinação aos senhores. Muitas vezes, reagiam a tudo suicidando-se, evitando a reprodução, matando feitores, capitães-do-mato e senhores de engenho.

O que restava ao negro africano escravo no Brasil era sua fé, e era em seus cultos que ela resistia, como um ritual de liberdade, protesto a reação contra a opressão do branco. As danças e cânticos eram a única forma que tinham para extravasar e aliviar a dor da escravidão.

Mas, apesar de toda a revolta, havia também os que se adaptavam mais facilmente à nova situação. Esses recebiam tratamento diferenciado e exerciam tarefas como reprodutores, caldeireiros ou carpinteiros. Também trabalhavam na Casa Grande, eram os chamados “escravos domésticos”. Outros, ainda, conquistavam a alforria através de seus senhores ou das leis (Sexagenário, Ventre Livre e Lei Áurea). Com isso, foram pouco a pouco conseguindo envelhecer e constituir seu culto aos Orixás e antepassados, tornando-se referencia para mais jovens, ensinando-lhes os costumes da Mãe África. Assim, através do sincretismo, conseguiram preservar sua cultura e religião.

ATUAÇÃO DOS PRETOS VELHOS

Esses são os Pretos Velhos da Umbanda, que em suas giras nos terreiros representam a força, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referencia para aqueles que os procuram, curando, ensinando e educando, aos encarnados e desencarnados necessitados de luz e de um caminho a trilhar.

Um Preto Velho representa a humildade, jamais demonstrando qualquer tipo de sentimento de vingança contra as atrocidades e humilhações sofridas no passado. Pretos Velhos ajudam a todos, independente de cor, sexo ou religião.

Em sua totalidade, não se pode afirmar que as entidades que se apresentam nas giras são os mesmos Pretos Velhos escravos. Muitos passaram por ciclos reencarnatórios e podem ter sido em suas vidas anteriores médicos ou filósofos, ricos ou pobres, e, para cumprir sua missão espiritual e ajudar aos necessitados, escolheram incorporar a forma de Pretos Velhos. Outros, nem negros foram, mas também escolheram essa forma de apresentação.(grifo nosso)

Muitos podem estar perguntando: “Mas então os Pretos Velhos não Pretos Velhos?”. A explicação é simples: todo espírito que já alcançou determinado grau de evolução tem a capacidade de descer sob qualquer forma passada, pois é energia pura, a forma é apenas uma conseqüência da missão que vem cumprir na Terra. Podem também, em locais diferentes, se apresentarem como médicos, Caboclos ou até Exu, depende do trabalho a que vêm realizar. Em alguns casos, se tiverem autorização, eles mesmos nos dizem quem são.

MENSAGENS DE PRETO VELHO

A principal cararacterística de um Preto Velho é a de conselheiro; para alguns, são como psicólogos, amigos e confidentes, para outros, são os que lutam contra o mal com suas mirongas, banhos de ervas, pontos riscados, sempre protegidos pelos Exus de Lei.

A figura de um Preto Velho representa a paciência e a calma que todos sempre devemos ter para evoluir espiritualmente, essa é a sua principal mensagem.

Certas pessoa costumam procurar um Preto Velho apenas para resolver problemas materiais, usando os trabalhos na Umbanda para beneficio próprio, esquecendo de ajudar ao próximo. Quanto a isso, esses maravilhosos Espíritos de Luz deixam sempre uma importante lição, a de que essas pessoas, preocupadas apenas consigo próprias, são escravas do próprio egoísmo, mas sempre procuram ajudá-las brincando de “pedir obrigações”. Mas em meio a essas pessoas, sempre haverá os que podem ser aproveitados, que em pouco tempo vestirão suas roupas brancas, descalçarão seus pés e farão parte dos trabalhos de caridade do terreiro. Essa é a sabedoria do Preto Velho, saber lapidar o que há de bom em cada um de nós.

Pretos Velhos levam a força de Zambi a todos que buscam aprender a encontrar sua fé, sem julgar ou colocar pecado em ninguém, mostrando que somente o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo, poderá mudar sua vida e seu processo de ciclos reencarnatórios, aliviando os sofrimentos cármicos e elevando o espírito. Assim fortalecem a todos espiritualmente, aliviando o peso do fardo de cada um, e cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente, de acordo com a forma de encarar os acontecimentos de sua vida: “Cada um colhe o que plantou. Se plantares vento, colherás tempestade. Mas, se entender que lutando poderá transformar seu sofrimento em alegria, verá que deve tomar consciência de seu passado, aprendendo com os erros, galgando o crescimento e a felicidade futura. Nunca seja egoísta, sempre passe aos outros aquilo que aprende. Tudo que receber de graça, deverá dar também de graça. Só na fé, no amor e na caridade, poderá encontrar seu caminho interior, a luz e Deus” (Pai Cipriano)

APRESENTAÇÃO DA ENTIDADE

O termo “Velho, Vovô e Vovó, são usados para mostrar sua experiência, pois, quando pensamos em alguém mais velho, entendemos que este já viveu muito mais tempo do que nós, com coisas para nos passar e historias para nos contar através de sua longa experiência. No mundo espiritual isso é bastante parecido, e a característica da entidade Preto Velho é sempre o conselho.

Suas vestes são bem simples e não necessitam de muitos apetrechos para trabalhar, apenas da concentração e atenção de seu médium durante a consulta. Costumam usar cachimbo, lenços, toalhas e algumas vezes fumo de corda ou cigarro de palha.

Sua incorporação não necessita de dançar ou pular muito. A vibração começa com um “peso” nas costas, fazendo com que o médium incline o corpo para frente, sempre com os pés bem fixos no chão. Andam apenas para as saudações ao Atabaque, Conga e Babalorixá. Atendem sentados praticando sua caridade. Raras às vezes alguns mantêm-se em pé.

Sua simplicidade se manifesta em sua maneira de ser e de falar, sempre usando um vocabulário simples. A maneira carregada com que falam é para mostrar que são bastante antigos.

A Linha de Preto Velho possui suas características gerais, mas cada médium tem uma coroa diferente, determinando as diferenças entre os Pretos Velhos.

As diferenças ocorrem porque cada Preto Velho trabalha em nome de um Orixá, utilizando a essência de cada força da natureza em sua atividade. Essas diferenças são facilmente percebidas na forma de incorporação.

Retirado da Revista Espiritual de Umbanda (Edição Especial 1 Editora Escala)- Pesquisa e texto: Virgínia Rodrigues

Referencias Bibliográficas:

- Portal Guardiões da Luz
– Luz da Fraternidade
Revista USP nº 28 – As Religiões Negras do Brasil
– As Religiões Negras do Brasil

Grafite sobre papel de Lima Peres

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SOBRE O IBGE

Posted by Administrador em julho 27, 2010


ETIENE SALES

“…Atualmente a Umbanda surge como um fenômeno social de maior importância, dado se “mysteriu” (conjunto de doutrinas e cerimônias religiosas que só eram conhecidas e praticadas pelos iniciados. Objeto de fé ou dogma religioso que é impenetrável à razão humana, sendo somente explicado pela). Ninguém sabe quantos são os umbandistas na realidade. No censo de 2000 foram levantados que existem (declarados) 432.001 umbandistas no país. Porém, em contato com o Sr. Pedro Miranda, presidente da UEUB ( uma das Federações de Umbanda da Cidade do Rio de Janeiro) nos foi informado que existem associados a essa federação cerca de 5500 terreiros. Se formos fazer uma especulação e multiplicarmos por 30, levando em consideração que trinta poderia ser a média de médiuns de cada terreiro de Umbanda, teríamos em torno de 165.000 pessoas só em uma federação da cidade do Rio de Janeiro (existem cerca de 5 Federações, só na Cidade do Rio de Janeiro). Então, a conclusão que poderíamos chegar, é que existem muito mais umbandistas do que foi declarado no censo de 2000.

Mas onde eles estão?

Em 2001 auxiliei os pesquisadores que estavam fazendo a compilação dos dados do censo de 2000 do IBGE, no item religião.

Ao indagar “Qual a sua religião”, o IBGE recebeu cerca de 35 mil respostas diferentes que buriladas resultaram em 5000…

Os pesquisadores estavam um pouco confusos, pois estavam encontrando respostas estranhas no item destinado a declaração de religião, principalmente em relação a Umbanda, ao Espiritismo e a outras religiões. Foram encontradas respostas para “Qual é a sua religião” como:

Espírita Umbandista;
Espírita Cristão;
Umbandista Cristão;
Umbandista Espírita;
Católico Umbandista;
Católico Espírita.

Como tudo na vida, mesmo na pesquisa, se acha uma maneira de resolver os problemas, foi o que aconteceu em relação ao censo de 2000. Porém, as declarações encontradas revelaram mais do que o tradicional sincretismo, muito badalado pelos sociólogos e antropólogos ao longo do tempo. Revelam que muitas pessoas se consideram membros, ou parte, de mais de uma religião ao mesmo tempo, evidenciando um fenômeno em que o sincretismo é só uma vertente, ou mesmo um sintoma. Podemos dizer que é um fenômeno de dupla religiosidade, pois as pessoas que se declaram como membros de duas religiões, por exemplo, como Espírita Umbandista, vivendo ao mesmo tempo duas realidades religiosas diferentes (com alguns pontos doutrinários em comum, mas muitos outros totalmente divergentes), porém, em sua manifestação de espiritualidade, em sua prática religiosa, se transformam em uma só manifestação de fé.

“Em uma pesquisa realizada pelo CERIS – Centro de Estatística Religiosa e
Investigações Sociais – nas seis maiores regiões metropolitanas brasileiras,
cerca de 25% dos entrevistados disseram freqüentar mais de uma religião e cerca
de metade deles (12,5% do total) o fazem sempre. O Censo não considera esses
fenômenos de dupla (ou mais…) religiões, de mistura de várias religiões.
Dificilmente um sociólogo ou um antropólogo reduzirá os adeptos de Umbanda
e Candomblé, em todo o Brasil, a pouco mais de 570.000 indivíduos (0,33% da
população), como faz o Censo 2000. Certamente há muitas pessoas freqüentando
estes cultos, ao menos ocasionalmente, mas que não se declaram umbandistas”.
(Pe . Alberto Antoniazzi, “As religiões do Brasil segundo o censo 2000” In
Rever, número 2-2003-pp. 75-80, ISSN 1677-1222).

Talvez aí esteja a resposta à pergunta que fizemos anteriormente: Onde estão os Umbandistas? Escondidos atrás de outras religiões como o Catolicismo e o Espiritismo. Em que a pessoa por ignorância, medo (do preconceito pessoal ou social), ou por se acharem mais Católicas ou Espíritas, do que Umbandistas, declarando como membros dessas religiões (ou misturam essas religiões com o ser Umbandista), mas que, no final das contas, têm suas vivências religiosas dentro dos terreiros de Umbanda.

De uma certa maneira, é o que constatamos em uma pequena pesquisa realizada com os médiuns do Centro espírita São João Batista, no ano de 2002, em decorrência do que notamos nas compilações iniciais do censo de 2000.

Embora o universo pesquisado fosse pequeno, 45 médiuns do centro, o resultado foi muito interessante, mostrando um reflexo do que havia acontecido no censo de 2000.

Ao perguntarmos aos médiuns do Centro Espírita São João Batista qual era a sua religião, obtivemos as seguintes respostas:

Espírita- 12
Católico e Umbandista- 10
Católico Espírita – 1
Espírita Umbandista – 7
Umbandista – 15

Dos 45 médiuns do Centro, apenas 15 médiuns (33% do total) se declararam umbandistas, ou seja, 30 médiuns (67% do total) não se acham Umbandistas ou colocaram a Umbanda como uma religião secundária em sua crença.

Não nos cabe tentar esgotar ou aprofundar esse assunto em nosso trabalho, mas deixamos registrado que o mesmo merece ser pesquisado com maior profundidade.

Em 2007, uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Folha publicada em um caderno especial na edição da Folha de 06 de maio, verificou que o número de Umbandistas estaria em torno de 1% da população brasileira. Algo entre 2 milhões e 2,1 milhões de pessoas. Algo bem maior do que a pesquisa realizada no senso de 2000.

Ou houve um aumento significativo do número de Umbandistas, ou uma parte dos Umbandistas começou a assumir sua religião, e a não mais se declarar como católicos ou espíritas.

Talvez a realidade atrás desses novos números seja uma soma de fatores, tais como: a difusão de informações através da Internet (sites, blogs, listas de discussão, chats e outros mecanismos de comunicação existentes na Internet) que começou a romper inúmeros tabus e preconceito entre os Umbandistas; um aumento no número de autores umbandistas que começaram a publicar seus livros; um maior contato entre as Federações de Umbanda, através de palestras, encontros e ritos públicos (giras) de confraternização; a criação da primeira Faculdade de Teologia Umbandista – FTU – trazendo para o meio acadêmico uma nova discussão sobre a realidade da Umbanda, enquanto religião plural e com embasamento teológico; a criação do CONUB, com o propósito de minimizar e de se fazer reconhecer o respeito e a diversidade existente entre as várias ramificações ou escolas filo-doutrinárias que existem dentro da religião de Umbanda.

Esses fatores mostram que a Umbanda começa a se estruturar dentro do respeito a sua pluralidade de cultos, doutrinas e ritos, e que os Umbandistas caminham para uma visão de união da diversidade.

Uma nova caminhada se mostra diante dos umbandistas, que não é a imposição doutrinária ou a unificação de cultos, como foi o objetivo do primeiro Congresso de Umbanda (1941), e que só motivou o conflito e a dispersão das pessoas. Mas, sim, uma nova visão de sustentação da religião, respeitando e entendendo sua diversidade, na busca concreta de alcançar objetivos comuns, que não passam mais pelas diferenças doutrinárias, mas por iniciativas que possam agregar a busca de uma união de interesses voltados, cada vez mais no sentido de melhorar a condição dos seres humanos e da nossa sociedade como um todo.

Do livro “Umbanda de Preto Velho” – Etiene Sales de Oliveira- pag. 60-63

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Preto-velho por quê?

Posted by Administrador em maio 13, 2010


Robson Pinheiro

Alguém perguntou por que o espírito João Cobú se manifestava assim, como um preto-velho, sentado no chão, com as pernas de lado, a voz potente e forte, tão diferente do médium de que se utilizava. Argumentava que não era necessário a nenhum espírito apresentar-se daquele modo; não havia motivos para esta caricatura tão rudimentar, arcaica talvez, própria de religiões apegadas a rituais e maneirismos pueris, segundo defendia.

Pai João ouvia atento.

Por que motivo escolher a aparência de um ancião se ele era espírito, e espírito não é idoso nem jovem é apenas espírito. Após alguns instantes em silêncio, Pai João disse:

— Meu filho, pelo que eu saiba o espírito já esclarecido pode se apresentar da forma que desejar para estar com os filhos da Terra. Cada um escolhe a vestimenta que mais lhe agradar. Não há por aí espíritos que se mostram como irmãs de caridade, padres, orientais, médicos e tantos outros? Por que o preconceito contra o velho ou a vovó? Será apenas porque a gente se apresenta como negro, ex-escravo? Isso por acaso desmerece a mensagem que trazemos? Por que não repelir espíritos que se manifestem como freiras, indianos ou doutores? Por acaso meu filho pensa que do lado de cá da vida só há diploma de médicos e eclesiásticos?

Pai João prosseguia:

— O problema, meu filho, é que velho não dá ibope para os médiuns e donos de centro. Mas, se além da visão do ancião e do linguajar singelo, a gente se mostra negro, aí sim: o preconceito de meus filhos fala ainda mais alto… Não há alforria que resolva; o preconceito é cativeiro pior que a escravidão. Negro, velho e, ainda por cima, morto… Nego acha que isso incomoda por causa do orgulho e do desejo que vocês têm de enquadrar tudo dentro dos padrões brancos, vamos dizer. Se é assim, meu filho, aceita o conselho de nego: vá procurar espíritos superiores, de médicos,
padres e irmãs de caridade, e deixa nego trabalhar quietinho, falando com simplicidade para aqueles que não entendem linguagem complicada.

Deixa nego trabalhar, cantou Pai João.

Na fazenda do nosso Pai, que é Deus, tem lugar para todos. Cada um faça como pode e sente que é correto, pois nem Jesus, nem Kardec deixaram escrito algum dizendo que espírito deve manifestar-se deste ou daquele jeito. João Cobú faz como sabe, trabalhando com alma e coração Quem souber fazer melhor, faça; ele respeita. Enquanto isso, os pais-velhos continuam pedindo ao Senhor que os deixe trabalhar, apenas trabalhar.

Retirado do Livro Sabedoria de Preto VelhoRobson Pinheiro

Outros Livros do Robson Pinheiro (clique)

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HOMENAGEM A PRETO VELHO

Posted by Administrador em maio 12, 2010


POEMA LIBERDADE

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TAMBORES DO CONGO

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13 DE MAIO

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PAI JOÃO DE MINAS

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PROGRAMA MELODIAS DE TERREIRO – RÁDIO METROPOLITANA AM 1090
De 2a à 6a feira, entre 23h e 24h com Átila Nunes Filho e Átila Nunes Neto
Ouça pela internet: http://www.radiomelodiasdeterreiro.com.br 24 horas no ar com reprises às 10h, 14h e 18h
Central telefônica 24h: (021) 2461-0055 atilanunes@emdefesadaumbanda.com.br

IMPORTANTE: Quer os audios para vocês tocarem em seus Terreiros envie e-mail para povodearuanda@povodearuanda.com.br e envie seu nome completo e endereço de seu Terreiro, assim iremos repassar ao Programa Melodias de Terreiros para mencionarem o nome de seu Terreiro e que lá estão escutando o Programa e a homenagem acima que eu postei. Eu terei a satisfação em lhes enviar os audios.

ESTÁ SAINDO DO FORNO – O audio do Ponto de Pai Benedito de que trabalha na minha Coroa…

Salve os Pretos Velhos…

Adorei as Almas!!!

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VIBRAÇÕES DE PRETO VELHO

Posted by Administrador em maio 1, 2010


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66 ANOS DE INCORPORAÇÃO EM SEU MÉDIUM: ZÉLIO DE MORAES

Posted by Administrador em abril 28, 2010



T.U.L.E.F. – Acreditamos que o texto acima seja da irmã LÍLIA RIBEIRO, se Zélio desencarnou em 1975 este texto no mínimo é de 1974.

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Faz Caridade Fio!

Posted by Administrador em março 25, 2008


Negro Ambrósio em 18/09/2007
por Mãe Luzia Nascimento
Dirigente do Centro Espiritualista Luz de Aruanda

Faz caridade fio, faz caridade fio!

Assim era as fala do negro Ambrósio através do aparelho mediúnico que lhe servia de canal para fazer proseador.

Não era a primeira que aquele consulente ouvia esse conselho do Pai Velho, já havia se passados oito meses desde o primeiro dia que aquele senhor tinha adentrado ao terreiro, passando a fazer parte da assistência, sempre voltando ao negro Ambrósio para tirar suas duvidas.

Naquele dia ele estava decidido. Iria perguntar ao Velho porque toda vez que falava com ele escutava o mesmo conselho? Será que como espírito não estava vendo que ele já estava fazendo sua parte?

Esperou ansioso a sua vez. Aquela noite seria especial, seria diferente das outras, aquele encontro marcaria uma nova etapa no caminhar daquele senhor.

Como sempre fazia, mais por repetição do que mesmo por convicção, se ajoelhou diante do negro Ambrósio e foi dizendo:

- Benção vô Ambrósio, hoje venho lhe pedir uma explicação para melhor entender o que o senhor me diz.

- Oxalá te abençoe meu fio! Negro Ambrósio fica feliz com sua presença e gosta de fazer proseador com todos os fios que aqui vem.

- Meu vô, como o senhor mesmo sabe já faz algum tempo que venho a essa casa e falo com o senhor. Como já lhe disse não tenho uma situação financeira ruim, ao contrário, nunca tive problemas dessa ordem o que sempre me facilitou uma vida com fartura e bem-estar desde a infância.

- Certo meu fio, negro Ambrósio já tem cunhecimento de tudo isso que suncê falou.

- É meu vô, por essa razão gostaria de lhe perguntar porque o senhor toda vez que fala comigo me aconselha a fazer a caridade? O senhor não já sabe que faço isso todo mês entregando gêneros alimentícios aos que estão carentes? Além do que, na minha empresa mantenho uma creche para os filhos dos meus empregados para que assim possam trabalhar com mais tranqüilidade. Por isso gostaria que me explicasse o porquê desse conselho, dentro da minha consciência cumpro com meu compromisso.

- É verdade meu fio, tudo isso que suncê falou pra negro veio, faz parte de seu compromisso e fio cumpre direitinho sua parte. Porém fio esse compromisso faz parte de seu social. Suncê alimenta o corpo material que precisa de sustentação pra ficar de pé, pois se não for assim fio tem prejuízo, só que o fio também precisa distribuir o pão espiritual e assim fazer a caridade.

- Não entendi meu vô seja mais claro? Que caridade espiritual é essa?

- É a mesma que esse meu aparelhinho faz aqui no terreiro. Suncê precisa assumir sua condição de médium.

Espantado, disse o senhor: como é que é vô Ambrósio o senhor está me dizendo que tenho compromisso com a mediunidade na Umbanda é isso?

- É isso sim, meu fio. Suncê tem compromisso com essa banda.

Ante as muitas verdades que ele já tinha ouvido, nunca uma afirmação estava tanto a lhe remoer a alma. Como seria possível? Achava bonito a Umbanda, gostava do cheiro das ervas e do cachimbo dos vôs, mais daí então a ser médium era demais para ele.

Mesmo de forma acanhada buscando aparentar tranqüilidade aquele senhor disse ao vô:

- Meu vô acho que há um equívoco, pois nunca senti nada a respeito da mediunidade.

- Num sentiu porque se prende e que não quer dizer ou suncê acha que nego veio não vê o companheiro de Aruanda que lhe acompanha e que hoje está dando autorização pra fazer esse conversado? Meu fio diz que gosta do cheiro das ervas e desse terreiro – o que é uma verdade – mas o que fio não se vê é dobrando o corpo para prestar a caridade, deixando assim que seu Pai Preto também lhe traga lições para seu caminhar. Então meu fio, enquanto suncê não entender, nego veio vai continuar repetindo o conselho: faz caridade fio, faz caridade fio! Mesmo que tenha que arrepetir isso por muitas veis, pois água mole em pedra dura fio, tanto bate inté que fura. Olha fio! Eu tenho um compromisso moral com esse companheiro de Aruanda que te acompanha e te agaranto que não será de minha parte que não será cumprido. Pensa no que esse veio te falou e dispôs vem prosear novamente, pois o passo de veio é miudinho e devagarzinho, só tem uma coisa fio: o tempo corre e espero que suncê queira aproveitar enquanto tá desse lado de cá!

Aquele senhor se levantou da frente de negro Ambrósio sem dizer mais nenhuma palavra, seria preciso tempo para digerir tudo que ele tinha ouvido.

Oito meses se passaram depois daquela prosa, ninguém no terreiro tinha visto novamente aquele senhor na assistência.

Era 13 de maio, gira festiva de preto velho, os trabalhos tinham se iniciado. Negro Ambrósio olhava para a porteira do terreiro como se estivesse a esperar por alguém e assim cantarolava “acorda cedo meu fio, se com velho quer caminhar, olha que a estrada é longa e velho caminha devagar, é devagar, é devagarinho quem anda com preto velho nunca ficou no caminho”. Acostumados com a curimba os filhos da corrente repetiam os versos sem perceber que naquele dia a entonação estava mais dolente. Mais um filho de Zambi venceria uma etapa, mais um seria libertado.

E foi olhando para a porteira que negro Ambrósio viu aquele senhor adentrar no terreiro, com os olhos rasos d’água e de joelhos se postar assim dizendo: Vô Ambrósio se é verdade que tenho essa tal mediunidade aqui estou para aprender a fazer caridade, nesses 8 meses minha vida perdeu a alegria, relutei muito para chegar aqui novamente e não nego que fugi por vergonha se ainda houver tempo…

Aquele senhor nem chegou a ouvir a resposta do negro Ambrósio. Do seu lado já se encontrava um negro que de forma doce e amorosa assim falou: Meu fio a quanto tempo espero por esse momento, por esse reencontro. Vamos trabaiá meu fio nas bênçãos de Zambi e na fé de Oxalá!

Diante dos filhos daquela corrente, aquele homem branco, de olhos claros, quase translúcidos, alto, dava passagem nesse momento a mais um preto velho e foi curvando aquele corpo que se ouviu a voz da entidade assim dizer: Bendito e louvado sejam o nome de nosso Pai Oxalá! Saravá negro Ambrósio! Pai Joaquim das Almas se faz presente nesse Gongá!

- Saravá Pai Joaquim!

E daquele dia em diante mais um filho começava a sua caminhada. Mais um chegava a corrente da casa. Mais uma estrela passou a brilhar nos céus de Aruanda!

Saravá Preto!!!

Centro Espiritualista Caboclo Pery

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