POVO DE ARUANDA

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TRIBUTO AOS NÁUFRAGOS DE LAMPEDUSA

Posted by Administrador em outubro 23, 2013


rose
Não resta a dúvida que estamos num momento no planeta onde há muito sofrimento e ranger de dentes. Sem querer fazer apologias apocalípticas, prefiro pensar que temos maior acesso às notícias do mundo.

Gostaria que estas notícias fossem mais frequentemente de alegrias e surpresas boas, mas vejo uma economia mundial periclitante, um descaso ambiental enorme, apesar dos esforços de muitos para novas soluções sustentáveis.

Mas o pior cenário é mesmo o ser humano, quando temos notícia que há mercadores de vidas, estes coiotes como ocorrem na fronteira do México com os Estados Unidos, que cobram caríssimo para a entrada ilegal daqueles que sonham achar um horizonte perdido paradisíaco.

Lampedusa fica ao sul da Itália, e tem sido cenário constante de tristezas, pelo imenso número de naufrágios de barcos de refugiados da áfrica, lapidada por doenças, guerras, fome e miséria. São chamados de navios negreiros e não ficam aquém daqueles que outrora carregavam os irmãos africanos para sua terrível sina de escravidão. Além das parcas condições sanitárias, invariavelmente estas embarcações não conseguem chegar intactas às costas de Lampedusa, e com o passar dos anos milhares afundaram naquela região do Mediterrâneo. Os abrigos estão lotados, as autoridades locais não sabem mais o que fazer com os mortos, e com os vivos.

O problema dos que sobrevivem, é achar a dificuldade de aceitação e regularização de sua condição de refugiados. A Europa alega que já tem seus problemas e é verdade. Mas se formos ver pelo prisma espiritual, não será a hora dos europeus resgatarem suas dívidas de lutas e conquistas, feitas a ferro e sangue durante milhares de anos? Não seria o momento de reflexão de ver que é a hora de resgatar suas dívidas morais com a humanidade?

O Brasil não fica atrás, pois foi o berço de belicosidades em seus primeiros dias de descobrimento, onde os índios foram regularmente massacrados, a medida que as estradas e bandeiras avançavam território adentro, na busca de esmeraldas, diamantes, ouro. De início, europeus, depois foram os filhos da terra que se apossaram de tudo, e já acumulando suas dívidas cármicas com o comércio insensato dos escravos.

Acreditamos em vidas passadas, acreditamos que há uma Lei Maior de Causa e Efeito, e todas as dificuldades ocorrem porque não conseguimos ver, lembrar ou admitir que no passado muitas transgressões foram cometidas. E é sempre tempo de recomeçar, aproveitando para estender a mão, não praguejar pelas dificuldades, e ter consciência que a partir de agora, vivendo dentro das regras morais poderemos superar nossas faltas, sair da condição de pedintes espirituais para guerreiros do Bem no combate das Sombras.

Temos no Brasil bons exemplos. Em geral os imigrantes são bem recebidos. Os numerosos refugiados do Haiti estão sendo absorvidos em frentes de trabalho em várias regiões do Brasil. E agora o governo federal declarou que receberá refugiados de outro local que vem sofrendo barbaramente que é a Síria.

Por isso tudo, vamos elevar nossos pensamentos em uma oração por estes que tanto tem sofrido, transformando nossas atribulações diárias em migalhas. Vamos agradecer ao protetor espiritual de nosso país, Ismael, pela oportunidade de aqui estarmos, sempre nas lutas, mas em condições infinitamente melhores que nossos irmãos de outras terras. Quem acreditar, agradeça à fraternidade Branca, de Sábios do Oriente, que estão no Astral esclarecendo silenciosamente os dirigentes do planeta, e por pior que pareça, com certeza, está melhor , pois grande é a pressão trevosa para que nossa terra não evolua como é o seu destino.

Vamos reverenciar todos os dias nossos Orixás, as Forças Poderosas que regem os Tronos Sagrados, pedindo Proteção, Elucidação, Força, Equilíbrio e Fé, para superar nossas batalhas pessoais e conseguirmos ainda dar as mãos aqueles que se encontram desvalidos.

Lembro-me neste momento apenas de duas frases que podem ser nossas diretrizes diárias:

Amar ao próximo como a si mesmo (Jesus Cristo)

Fora da caridade não há salvação (Alan Kardec)

Frases curtas, mas de enorme reverberação em nossos espíritos, que devem ser profundamente examinadas em todos os seus aspectos, pois tenham a certeza, todos os dias nos é desafiado para fugir destes preceitos. Da mesma forma, aqueles que nos regem também nos ensinam que ser bom, não é dobrar a cerviz, ser manso não é levar chibatadas injustas. Há que se pensar muito para se chegar às respostas e aos caminhos onde nossas ações não contradigam nossos pensamentos. Se conseguirmos mantê-los firmes em nossa alma, teremos então, vencido.

 

Alex de Oxóssi

Rio Bonito – RJ

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A UMBANDA DE JESUS

Posted by Administrador em agosto 28, 2008


Sete Encruzilhadas, o Caboclo que anunciou o surgimento da Religião de Umbanda em 1908, declarou que Jesus seria o Mestre a ser seguido pelos umbandistas. Controvérsias à parte, já que alguns não aceitam suas palavras como base para uma vida espiritual sadia, Jesus é o modelo mais perfeito escolhido para ser o espelho dos médiuns e demais seguidores da Umbanda. Não há outro Médium vivido entre os homens que tenha subtraído toda a autoridade do Grande Mestre da Judéia em se tratando de vida mediúnica sadia e correta.

Jesus, o Médium, em nenhum momento fez alarde de sua missão na Terra. Sendo detentor de tanta autoridade, jamais exigiu que os homens se subjugassem a Ele. Jamais impôs sua condição de Ser Iluminado a fim de obter prestígio perante os grandes e diante dos pequenos. Suas palavras, cheias de autoridade, jamais foram autoritárias. Pelo contrário, tinham uma meiguice e uma simplicidade que encantavam os pequenos e incomodavam alguns que se achavam grandes.

Em sua trajetória mediúnica na Terra, Jesus aguardou o momento certo para agir em favor da caridade. Seu primeiro ato caritativo, no casamento de Caná, foi precedido de uma oração feita pela mãe que, aflita, intercedeu pelos noivos e seus pais. Jesus podia muito bem ter feito a transformação do vinho antes mesmo de Maria lhe pedir com tanta veemência, mas aguardou a hora certa. Não se precipitou, mas foi paciente para esperar que o tempo definisse o momento propício.

O médiuns de Umbanda, tanto os que estão iniciando quanto aqueles que já militam na fé, precisam ser menos apressados em ser úteis no trabalho espiritual da caridade. O tempo urge, mas não se precipita. Há médiuns que desejam ou querem tanto ser utilizados como aparelhos dos Caboclos e Pretos Velhos que não se preocupam com o próprio aprimoramento ou com o tempo certo para tal trabalho. Avançam apressadamente para os terreiros, colocando roupas brancas – ou coloridas, como queiram -, enchendo os pescoços de guias sem fundamentos e “incorporando” alguma Entidade.

Esquecem-se que incorporar qualquer Entidade não é o principal. Essa faculdade é apenas uma das muitas tarefas a desempenhar durante toda a vida. O início de tudo é a mudança que deve ocorrer dentro de cada um. Assim como foi a transformação que Jesus realizou em Caná, quando a água dos jarros ganhou cor, sabor e essência de vinho.

Apressadamente, muitos médiuns estão servindo fel aos que comparecem às bodas que são realizadas cotidianamente nos Terreiros de Umbanda. Em nome da “vontade” de trabalhar ou “receber” Caboclo – como se isso fosse um verdadeiro milagre – estão sendo depositários de uma bebida amargosa, fétida e intragável, quando incorporam sem o devido preparo espiritual e logo realizam consultas e receitam banhos, garrafadas e obrigações sem fim aos convidados da festa chamada Gira. Não atinam para o fato de que eles próprios são os jarros que devem conter a verdadeira bebida espiritual servirá para alegrar os corações necessitados que foram chamados a participar do evento. E, como se isso não bastasse, logo depois das primeiras incorporações, já que tomam para si o título de “mestre divino”.

Satisfeitos de sua capacidade mediúnica de incorporar e de falar em nome dos Pretos Velhos e dos Caboclos, logo sobem num pedestal ilusório e passam a encenar o quadro do Sermão da Montanha.

Olham do alto para os irmãos, tal como o humilde Jesus, e orgulhosos iniciam uma pantomima que supostamente pretende ensinar aos fracos e oprimidos da última hora. Baseados em sua pouca experiência e sem a devida mudança de pensamentos, hábitos e desejos, levantam-se de peito inflado e voz autoritária sobre os menos favorecidos como verdadeiros “mestres da Galiléia”.

Jesus, o exemplo apontado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, não foi um médium dessa estirpe. Ao contrário, desde moço, encheu-se de sabedoria, discernimento, autoridade e virtude para depois transmitir as novas da salvação aos homens de sua época e os dos dias atuais. Não teve como base seus pensamentos e suas experiências, mas sim nas Palavras Sagradas dos Profetas.

Jesus não teve olhos para os reinos do mundo. Como médium poderia servir-se de sua condição para angariar respeito e poder diante dos magistrados, sacerdotes e senhores da Judéia, mas rejeitou os oferecimentos políticos, mundanos e passageiros, para continuar humildemente sua missão na Terra.

Jesus não se intitulou “mestre”, mas Filho. Não se arvorou como “doutor”, mas apresentou-se como Aprendiz diante do Templo. Não subiu num trono para ser rei, mas encurvou-se como “Servo” aos pés dos discípulos.

Assim deve ser a Umbanda praticada por aqueles que se acham estupendos por incorporarem uma Entidade de Luz. Esse deve ser o retrato daqueles que batem no peito e dizem que são “médiuns”.

A Umbanda que Jesus praticou foi simples, sem estardalhaços, sem holofotes, sem soberba, mas cheia de doçura como o vinho e de palavras vivas como as da Montanha.


Deus Salve a Umbanda!

Julio Cezar Gomes Pinto

Casa de Caridade Santo Antônio de Pádua

Projeto Umbanda Cem

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Oferendas aos Orixás

Posted by Administrador em julho 29, 2008


por João B.G.Fernandes

A consciência dos filhos ainda não pode conceber o que “é” Umbanda, e muitos não compreendem seus arcanos secretos. Poucos filhos na Terra têm a exata compreensão e entendimento desta Senhora da Face Velada e não conseguem encontrar palavras para interpretar o que eles percebem ou intuem através das suas faculdades medianímicas.

Daí a dificuldade de explicar o Sagrado, o Ombhandhum milenar, renascido através do Caboclo das Sete Encruzilhadas pela mediunidade de seu protegido, o filho Zélio, nas terras da Santa Cruz.

Mas se a grande maioria dos filhos ainda não sabe o que “é” Umbanda, já é tempo de saber o que a Umbanda “não é!”. Umbanda não é culto a Orixá. Umbanda é culto á caridade. Umbanda cultua o amor, a humildade, a simplicidade, o respeito a natureza, o respeito ao semelhante, a alegria de servir, de sentir-se privilegiado em poder estender a mão em nome da fraternidade, de olhar o universo com reverência e falar com o Pai Supremo com profunda veneração!

O Orixá, que nós muito respeitamos, Senhor da Luz Primaz, esta energia cósmica e Onipresente, não necessita culto. Eles são o que são com ou sem o reconhecimento dos filhos de fé! São como a luz do sol, que muito embora desponte no horizonte em seu carrilhão de fogo quando ainda muitas criaturas ainda dormem, nem por isso brilha menos na sua magestosa apoteose de luz!

A Umbanda desceu ao plano físico por ordem dos Orixás, para que a humanidade, compreendendo Sua existência, reverenciasse o Criador dos Mundos, O Senhor dos Universos, Deus, Nosso Pai Celestial. A Umbanda se fez presente através da força dos Senhores Solares como uma benção em favor das ignorâncias estagnadas, intelectualizadas, que hipertrofiam seus cérebros com conhecimentos e esvaziam seus corações de sentimentos mais dignos! As forças gigantescas do universo, os Portentosos Senhores do carma, não necessitam ser cultuados, bastando que Os respeitem através do amor incondicional ao próximo e que representem este amor, não acendendo velas em seus santuários nem com oferendas em seus congás; mas que Os reverenciem na luz interior de seus próprios corações, reeducados no serviço ao próximo e na comunhão de todos no sentido da elevação da consciência através dos ensinamentos dos Grandes senhores Avatares que já estiveram aqui neste mundo, como Moisés, Krishna, Buda, Zoroastro, Jesus…Todos, como grandes estrelas descidas dos céus, trouxeram, cada um a seu tempo, verdadeiras pérolas do conhecimento da Sagrada Árvore da Vida Eterna mas a humanidade, em sua pequenez de alma e gigantismo de egos, traduziu e ensinou as escrituras de acordo com sua limitada compreensão, degenerando o verdadeiro conhecimento que andou por caminhos escusos, fomentando desprezíveis defecções na mensagem que deveria ser a maior herança para a humanidade.

Assim é que este “nego véio”, sem o palavreado simples da senzala, vem pedir aos filhos de terreiro, que, se não podem ou não conseguem ainda compreender a Umbanda, que deixem o tempo, Mestre por excelência, trazer o conhecimento no momento certo, quando a consciência dos filhos estiverem mais maduras. Por ora, se quiserem de boa vontade realizar a Vontade do Pai Supremo, e agradar aos Orixás, que verguem para baixo seus narizes, quase sempre empinados e olhem para os irmãos infelizes que sem poderem acreditar em Deus de estômagos vazios e corpos nus, necessitam urgentemente acreditar nos homens, na palavra dos filhos de fé, no carinho da compaixão tal qual Jesus vos exemplificou. Isso trará mais esperança nos homens e maior compreensão de Deus e de Sua Justiça. A luz não pode ficar embaixo do alqueire, filhos meus, assim como também o discernimento e a coerência.

A Umbanda não é circo! Não é lugar para shows populares nem de mágicas ilusórias. A Umbanda é Sagrada, Orixá é Sagrado como também é Sagrado o filho de Deus que caminha por este mundo debaixo de provações e que necessita da compaixão e do carinho de seus irmãos de jornada. Pai véio vai embora, Aruanda chama, a lua já vai alta no céu, a sineta bateu. Mas “véio” volta outra vez pra falar de coração a coração.

Saravá Umbanda!
Pai João do Congo.

Nota do editor:

Queremos deixar claro que não somos contra ou menosprezamos aqueles que expressam sua espiritualidade através de oferendas aos Orixás, desde que de forma saudável e digna. Todos têm o livre arbítrio para acender velas ou fazer oferendas, de acordo com sua afinidade espiritual e os princípios da manipulação energética (magia) nos quais se orienta.

O que foi proposto pelo autor, no artigo acima, é que o umbandista tenha consciência que a maior oferenda a Deus (e aos Orixás) é o amor no coração e a paz na consciência, revertidos em favor ao próximo através da caridade. Isso vale mais do que mil velas acesas ou toneladas de frutas…

Os espíritos que orientaram Allan Kardec, na codificação espírita, não foram contra as oferendas, mas também quiseram demonstrar que o equilíbrio interior e a prece do coração são mais importantes a Deus. Vejamos o Livro III, capítulo 2 de O Livro dos Espíritos (Lei de adoração):

“653 – A verdadeira adoração necessita de adorações exteriores?

A verdadeira adoração é a do coração. Em todas as vossas ações, pensai sempre que o Senhor vos observa.

653-a – A adoração exterior é útil?

Sim, se não for um vão simulacro. É sempre útil dar um bom exemplo, mas os que fazem só por afetação e amor próprio, e cuja conduta desmente sua aparente piedade dão um exemplo antes mau do que bom e fazem mais mal do que supõem.

654 Deus dá preferência aos que O adoram desse ou daquele modo?

Deus prefere os que O adoram verdadeiramente com o coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, àqueles que acreditam honrá-lo por cerimônias que não os tornam melhores para com seus semelhantes. Todos os homens são irmãos e filhos de Deus; Ele chama parasi todos que seguem Suas leis, qualquer que seja a forma em que se exprimam.
Quem tem apenas a piedade aparente é hipócrita; aquele em que a adoração é apenas fingimento e presunção, em contradição com sua conduta, dá um mau exemplo.

Aquele que faz da adoração do Cristo uma profissão e que é orgulhoso, invejoso e ciumento, que é duro e implacável para com os outros, ou ambicioso pelos bens deste mundo, eu vos digo que a religião está nos seus lábios e não no coração. Deus, que vê tudo, dirá: aquele que conhece a verdade é cem vezes mais culpado do mal que faz do que o ignorante selvagem que vive isolado e será tratado desse modo no dia da justiça. Se um cego vos derruba ao passar, o desculpareis; se é um homem que vê claramente, vos queixareis e tendes razão. Não pergunteis, portanto, se há uma forma de adoração mais conveniente, porque isso seria perguntar se é mais agradável a Deus ser adorado antes em uma língua do que em outra. Eu vos digo ainda mais uma vez: os cânticos apenas chegam a Ele pela porta do coração”.

(…)

Paz e Luz!
Victor Rebelo

Revista Cristã de Espiritismo

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REENCARNAÇÃO x BÍBLIA

Posted by Administrador em junho 7, 2008


(…)

Se você acreditar que morreu se apaga e continua a ser espírita de que corrente for, no mínimo “há uma leve (10.000 Toneladas.) incoerência” no modo de ver as coisas à sua própria volta, porque, se morreu se apaga, que espíritos são esses que falam através dos outros e talvez de você mesmo(a)? Não vai me dizer que você que está nos lendo agora tem aquela mentalidade retrógrada que o faz pensar que do “outro lado” só existe Deus e o Diabo?” Você pegou o livro errado, amigo(a) ! Você ainda deve estar acreditando que a humanidade surgiu de Adão e Eva que tiveram dois filhos HOMENS (nenhuma mulher que pudesse dar continuidade à raça), e que um matou o outro, ficando nesse caso apenas um HOMEM ! Interessante nessa história é que, depois de matar o irmão, Caim saiu pelo mundo, encontrou uma mulher e com ela teve filhos. Se Deus não havia criado mais ninguém, de onde saiu essa mulher ?

MISTÉRIO…!

Eu confesso minha ignorância nesse aspecto, até porque não foi explicado qual era o aspecto físico de Adão e Eva. Não sei se eram brancos, pretos, ou tinham os olhinhos meio fechados como nossos irmãos chineses, japoneses, ou se tinham aspecto indígena.
Mas isso não importa. Tenho certeza de que você encontrará respostas para essas pequenas(?) dúvidas em outros livros. Nesse não !

Quanto à Reencarnação, ela deveria ser crença obrigatória (ainda que não estivesse provada) para todos os que professam a crença em um Deus de Amor como era o caso de Jesus (ou não era ?).

Afinal de contas, se o Deus de Amor que Jesus apregoava era (e deve continuar sendo) um Deus que ama sua criação, como se explica o nascimento de cegos, tetraplégicos, portadores da Síndrome de Douwn e outras anomalias congênitas ? Será que um Deus de Amor CRIA PROPOSITALMENTE esses seres ? Mas acaso não é ele também um Deus da perfeição? Já pensou que esses seres teriam que carregar suas deficiências “criadas por Deus” (que Deus?) até o tal “Julgamento Final”, sem terem uma chance de, como você e eu, poderem caminhar livremente por onde escolherem ou raciocinarem claramente ou até mesmo enxergarem ?

Que Deus de Amor seria esse se não permitisse que um filho seu pudesse voltar outras vezes e desfrutar do mesmo potencial de todos os outros ? Ou será que você acredita que esses não sejam filhos de Deus e sim do Diabo ? Cuidado porque amanhã você poderá ser levado a acreditar que deve extirpar o diabo da face da Terra e querer começar pelos “seus filhos”, heim !”

Para casos como esses só há uma explicação que não ponha em dúvida esse Amor Divino – A Reencarnação (isso se você acredita mesmo em Deus). Além do mais as pesquisas no campo da Hipnose têm revelado descobertas importantes em relação a isso.

Nenhum membro honesto, seja de que seita ou religião for, pode estar alienado em relação às pesquisas científicas no campo da paranormalidade ou da indução de estados alterados da consciência.

Não se pode fechar os olhos e fingir que o sol não existe a não ser que o intuito seja o de permanecer no obscurantismo da própria insensatez. Afinal de contas, nesse campo, praticamente tudo o que o espiritismo sempre apregoou está sendo provado.

Lentamente, é claro, mas provado !

Mas tem que ser muito lentamente mesmo, sabe por que ? Já pensou se amanhã alguém ligado às pesquisas viesse a público e começasse a despejar provas contundentes sobre por exemplo :

• A vida após a morte;

• A reencarnação;

• A possibilidade de contato visual com espíritos através de aparelhos de laboratório;

• A interação energética entre os seres e o próprio planeta em que habitam;

• E outras “coisinhas mais”?

Mesmo nos dias de hoje seria considerado um herege, seria excomungado e no mínimo, para alguns mais fanáticos, ainda que pudesse provar cientificamente. : Um inimigo de Deus.

Querendo ou não, Umbandistas, Kardecistas e membros de outros grupos religiosos, deveriam ler O NOVO TESTAMENTO, onde se pode focalizar várias passagens em que o próprio Jesus se referia (entendesse quem pudesse, como aliás era seu modo de ensinar) ao retorno do espírito à matéria.

Em Mateus XVII : 10 – 13 e Marcos XVIII : 10 – 12, há a seguinte passagem :

“E os discípulos lhe perguntaram dizendo: Pois por que dizem os escribas que importa vir Elias primeiro ?

Mas ele, respondendo lhes disse : Elias certamente há de vir e restabelecerá todas as coisas; digo-vos, porém, que Elias já veio, e eles não o conheceram, antes fizeram dele quanto quiseram. Assim também o filho de Homem há de padecer às suas mãos. Então compreenderam que de João Batista é que falara”.

A Igreja Católica, quando organizou os escritos durante o 5º Concílio Ecumênico por volta do ano 553, esqueceu de tornar esse texto um Apócrifo, assim como fez a outros testemunhos.

Há também uma outra passagem muito interessante, veja só:

Lucas XXI – 7 – E perguntaram-lhe dizendo: Mestre, quando serão, pois, estas coisas? E que sinal haverá quando isto estiver para acontecer?

8 – Disse então ele : Vede não vos enganem porque virão muitos em meu nome, dizendo : Sou eu, e o tempo está próximo; não vades portanto após eles.

9 – E, enquanto ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis. Porque é necessário que isto aconteça primeiro, mas o fim não será logo.

10- Então lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação e reino contra reino;

11- E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilência….

12- Mas antes de todas estas coisas lançarão mão de vós e vos perseguirão.
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20- Mas quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação.
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32- Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça.
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Observe que Jesus fala durante todo o tempo como se os ouvintes de então fossem presenciar suas profecias, e chega a dizer que: “esta geração não passará até que tudo aconteça”, o que inclui o seu retorno “numa nuvem, com poder e grande glória”.

Como isso ainda não aconteceu até hoje, fica difícil entender que ele esperasse que seus seguidores presenciassem os fatos, a não ser que estivessem reencarnados na ocasião.
Mas aí você poderia retrucar dizendo que Jesus não falava realmente aos seus contemporâneos, mas àqueles que viriam após e portanto outras pessoas e portanto outros filhos de Deus que não aqueles que ali estavam, certo ?

Só que se você pensou assim, é porque não leu sua Bíblia corretamente, porque ele também diz : “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima”. E também diz : “Vigiai, pois em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que irão acontecer, e de estar em pé diante do Filho do Homem”.
Ora, para se olhar para cima e levantar a cabeça enquanto as profecias acontecem, é preciso que se esteja encarnado na matéria, ou vivo após ter morrido, pois morto e enterrado (ou dormindo aguardando a tal ressurreição como querem alguns) não enxerga, não pode orar nem vigiar em tempo algum (pelo menos deve ser o que acreditam aqueles que não crêem na reencarnação ou na vida pós-morte). E repare que a redenção só virá para estes que puderem seguir essas orientações, ou seja, que de alguma forma estejam VIVOS.

Sugere também Jesus, que poderão estar diante do Filho do Homem (reparem que ele não diz Deus) aqueles que passarem por essas provas a que ele se refere, orando e vigiando. O que será então de seus contemporâneos que, não terão essa oportunidade por estarem segundo alguns, MORTOS E ENTERRADOS, aguardando apenas serem julgados nos últimos dias? Ou será que seus contemporâneos e outros mais antes e após eles, também deveriam ter o privilégio de estarem vivos, encarnados ou não nesses momentos ?

O que será que ele quis dizer com : “não passará esta geração até que tudo aconteça”?

Se considerarmos geração como normalmente o fazemos, (descendência, filiação, linhagem etc.), veremos que após sua estada na Terra, várias gerações já se passaram e outras foram totalmente extintas. Mas se considerarmos, como naturalmente ele o fazia, que a geração a que se referia era a de espíritos que habitavam o plano Terra (encarnados e desencarnados), aí sim, começamos a entender até mesmo porque os costumes, os vícios, os fanatismos sociais e religiosos de outras épocas tendem a se repetir de tempos em tempos na matéria, ainda que disfarçados por outros nomes, acontecendo em outras regiões do planeta e com supostamente outros personagens.

Uma outra coisinha é preciso que fique bem clara.

Se cada vez que nasce uma criança é sinal de que Deus criou um novo ser, não lhe pareceria lógico que gerasse seres cada vez mais puros, mais perfeitos, mais condizentes com seus princípios e sua própria grandeza? Afinal de contas, esse trabalho ele já estaria
realizando há milhares de anos, antes mesmo da vinda de Jesus, o Cristo, e a tendência, até para nós que somos imperfeitos, é sempre de melhorarmos nossas obras cada vez que a repetimos.

E é isto o que você observa ?

São as crianças de hoje, mais puras e perfeitas que as de ontem (qualquer ontem) ?

São por acaso as crianças de hoje, pelo menos mais educadas que as de antes ?

Vou deixar esta para você pensar.

A Reencarnação, para os espíritos que freqüentam a Umbanda, é fator imprescindível para o aperfeiçoamento moral e intelectual do ente espiritual. Sem ela, em apenas uma passagem pelo que chamamos “vida” jamais teria o espírito condições de aprendizagem suficiente para sua evolução (você já pensou, por exemplo que os “homens das cavernas” e mesmo outros após eles, sequer tiveram a oportunidade de ler sobre Jesus ou outro qualquer líder religioso?

Como será que eles seriam julgados? Teriam chance de se defenderem sem mesmo terem aprendido a falar? Ou segundo alguns “iluminados(?)”: “Sem terem sequer ouvido “a palavra”?

Não podemos encarar a Reencarnação como fator de obrigatoriedade de um espírito vir para pagar suas dívidas ou seu Carma, como querem alguns. Isto acontece porque durante a passagem pela “vida” o espírito comete um sem número de sandices em virtude de má orientação, ou má índole. E a tal ponto que determinados espíritos chegam a viver toda uma vida em função das injunções cármicas que provocaram em existências anteriores, deixando muitas vezes de aproveitarem esse período para a própria elevação, a própria evolução – apenas sofrendo e quase sempre se revoltando com isso.

Mas o que é evolução? Quando um espírito evolui?

Na maioria das vezes, a evolução é confundida com progressão material, ou seja, se o ente consegue alcançar posições de destaque, títulos etc, durante sua vida, pensa-se que ele tenha evoluído.

Do ponto de vista material até pode ser, mas do ponto de vista espiritual, nem sempre, até porque como já dissemos, os títulos e posições que tiveram na vida, pouco importam.

Um espírito evolui realmente quando passa a ser capaz de amar a todas as criaturas de Deus. Se você compreender realmente o que é amar sem se perder pelos meandros do amor carnal a que todos estamos acostumados, já terá aí uma grande chave para sua evolução.

O difícil dessa lição é pô-la em prática! Falar que ama é até fácil, embora nem todos sejam capazes.

Mais difícil ainda é compreender que para “amar ao próximo como a ti mesmo”, é preciso antes que se entenda o que é amar a si mesmo.

Somente através de diversas vindas ao Plano Terra, um espírito começa a entender a profundidade que há nesse único mandamento deixado pelo mesmo Jesus quando disse :
“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a
vós, que também vós uns aos outros vos ameis”.

“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. (João 13 : 34 – 35)

E aí ? Será que um Pai que manda seu filho vir à Terra ensinar amor seria capaz de criar seres fisicamente incapacitados para terem a oportunidade de “existirem” ou “viverem” apenas uma vez? Será que morreu, acabou?

Há algum tempo atrás, (abril de 1996) em um debate pela Rede Manchete de Televisão cujo tema era a situação de duas meninas que nasceram com os corpos unidos, um dos debatedores, defendia a crença de que elas haviam nascido nesta situação devido a prováveis injunções cármicas adquiridas em encarnações passadas, o que foi compreendido por uma das debatedoras como se tivesse sido castigo de Deus, ao que ela retorquiu dizendo que: “aquele não seria por certo o seu Deus”.

O que não foi explicado é que resgate cármico não é castigo de Deus, mas ainda que fosse, a incauta debatedora esqueceu-se de que o Deus Bíblico, como é descrito no Antigo Testamento, por análise lógica era um deus vingativo que punia seus filhos com doenças e até mesmo extermínio de populações inteiras que “não rezavam segundo sua cartilha”, e que se ela era católica, evangélica ou seguia qualquer outra seita baseada nos preceitos bíblicos, estava automaticamente ligada a esse Deus. E ainda mais: Se esse Deus estava certo em seus atos, seria capaz de impor qualquer outro tipo de pagamento para as supostas dívidas dos humanos, até mesmo aquele a que ela se referia.

Voltaremos a falar sobre carma em outra parte deste livro, mas veja bem : Não espere ler aqui que Deus, ou o Pai, como Jesus o chamava, determina que alguém pague por suas dívidas com o famoso “olho por olho, dente por dente”.

Na verdade, o carma existe porque nós humanos o criamos e aceitamos em nosso subconsciente (só essa afirmação já seria matéria para um outro livro).

Apenas para atiçar seu raciocínio, pense em qual seria o carma a ser cumprido por um espírito que estivesse em sua primeira encarnação (sim, porque tem que haver uma primeira). Se você chegar à conclusão de que, por ser a primeira encarnação não deverá haver carma para este espírito, então concluirá que também não haverá sofrimento para ele, enquanto aqui na Terra, certo ?

Partindo daí eu lhe perguntaria : Qual o ser que ocupando lugar na matéria, sendo ele o mais puro dos mais puros dos seres, não sofreu, sofre e sofrerá todas as vicissitudes dos demais meros “pecadores”? Será que esse ser seria poupado, ou entraria no mesmo turbilhão que todos nós e se arriscaria a, aí sim, começar a colecionar atitudes que lhe gerassem o futuro carma, ou como alguns pensam, castigo de Deus ?

Umbanda Sem Medo vol. 1 capítulo 2 – Título do capítulo REENCARNAÇÃO – Cláudio Zeus

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OXALÁ

Posted by Administrador em maio 15, 2007


Orixá masculino, de origem Ioruba (nagô) bastante cultuado no Brasil, onde costuma ser considerado a divindade mais importante do panteão africano. Na África é cultuado com o nome de Obatalá. Quando porém os negros vieram para cá, como mão-de-obra escrava na agricultura, trouxeram consigo, além do nome do Orixá, uma outra forma de a ele se referirem, Orixalá, que significa, orixá dos orixás. Numa versão contraída, o nome que se acabou popularizando, é OXALÁ.

Esta relação de importância advém de a organização de divindades africanas ser uma maneira simbólica de se codificar as regras do comportamento. Nos preceitos, estão todas as matrizes básicas da organização familiar e tribal, das atitudes possíveis, dos diversos caminhos para uma mesma questão. Para um mesmo problema, orixás diferentes propõem respostas diferentes – e raramente há um acordo social no sentido de estabelecer uma das saídas como correta e a outra não. A jurisprudência africana nesse sentido prefere conviver com os opostos, estabelecendo, no máximo, que, perante um impasse, Ogum faz isso, Iansã faz aquilo, por exemplo.

Assim, Oxalá não tem mais poderes que os outros nem é hierarquicamente superior, mas merece o respeito de todos por representar o patriarca, o chefe da família. Cada membro da família tem suas funções e o direito de se inter-relacionar de igual para igual com todos os outros membros, o que as lendas dos Orixás confirmam através da independência que cada um mantém em relação aos outros. Oxalá, porém, é o que traz consigo a memória de outros tempos, as soluções já encontradas no passado para casos semelhantes, merecendo, portanto, o respeito de todos numa sociedade que cultuava ativamente seus ancestrais. Ele representa o conhecimento empírico, neste caso colocado acima do conhecimento especializado que cada Orixá pode apresentar: Ossâim, a liturgia; Oxóssi, a caça; Ogum, a metalurgia; Oxum, a maternidade; Iemanjá, a educação; Omolu, a medicina – e assim por diante.

Se por este lado, Oxalá merece mais destaque, o considerá-lo superior aos outros (o que não está implícito como poder, mas sim merecimento de respeito ao título de Orixalá) veio da colonização européia. Os jesuítas tentavam introduzir os negros nos cultos católicos, passo considerado decisivo para os mentores e ideólogos que tentavam adaptá-los à sociedade onde eram obrigados a viver, baseada em códigos a eles completamente estranhos. A repressão pura e simples era muito eficiente nestes casos, mas não bastava. Eram constantes as revoltas. Em alguns casos, perceberam que o sincretismo era a melhor saída, e tentaram convencer os negros que seus Orixás também tinham espaço na cultura branca, que as entidades eram praticamente as mesmas, apenas com outros nomes.

Alguns escravos neles acreditaram. Outros se aproveitaram da quase obrigatoriedade da prática dos cultos católicos, para, ao realizá-los, efetivarem verdadeiros cultos de Umbanda, apenas mascarados pela religião oficial do colonizador. Esclarecida esta questão, não negamos as funções únicas e importantíssimas de Oxalá perante a mitologia ioruba.

É o princípio gerador em potencial, o responsável pela existência de todos os seres do céu e da terra. É o que permite a concepção no sentido masculino do termo. Sua cor é o branco, porque ela é a soma de todas as cores.

Por causa de Oxalá a cor branca esta associada ao candomblé e aos cultos afro-brasileiros em geral, e não importa qual o santo cultuado num terreiro, nem o Orixá de cabeça de cada filho de santo, é comum que se vistam de branco, prestando homenagem ao Pai de todos os Orixás e dos seres humanos.

Se essa mesma, gostar e quiser usar roupas com as cores do seu ELEDÁ (primeiro Orixá de cabeça) e dos seus AJUNTÓ (adjutores auxiliares do Orixá de cabeça) não terá problema algum, apenas dependendo da orientação da cúpula espiritual dirigente do terreiro.

Segundo as lendas, Oxalá é o pai de todos os Orixás, excetuando-se Logunedé, que é filho de Oxóssi e Oxum, e Iemanjá que tem uma filiação controvertida, sendo mais citados Odudua e Olokum como seus pais, mas efetivamente Oxalá nunca foi apontado como seu pai.

O seu campo de atuação preferencial é a religiosidade dos seres, aos quais ele envia o tempo todo suas vibrações estimuladoras da fé individual e suas irradiações geradoras de sentimentos de religiosidade.

Fé! Eis o que melhor define o Orixá Oxalá.

Sim, amamos irmãos na fé em Oxalá. O nosso amado Pai da Umbanda é o Orixá irradiador da fé em nível planetário e multidimensional.

Oxalá é sinônimo de fé. Ele é o Trono da Fé que, assentado na Coroa Divina, irradia a fé em todos os sentidos e a todos os seres.

Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. No Candomblé, Apresenta-se de duas maneiras: moço – chamado Oxaguiam, e velho – chamado Oxalufam. O símbolo do primeiro é uma idá (espada), o do segundo é uma espécie de cajado em metal, chamado ôpá xôrô. A cor de Oxaguiam é o branco levemente mesclado com azul, do de Oxalufam é somente branco. O dia consagrado para ambos é a sexta-feira. Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do Panteão Africano. É calmo, sereno, pacificador, é o criador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações.

A vibração de Oxalá habita em cada um de nós, e em toda parte de nosso corpo, porém velada pela nossa imperfeição, pelo nosso grau de evolução. É o Cristo interior, e, ao mesmo tempo, cósmico e universal; O que jamais deixou sem resposta ou sem consolo um só coração humano, cujo apelo chegasse até ele. O que procura, no seio da humanidade, homens capazes de ouvir a voz da sabedoria e que possam responder-lhe, quando pedir mensageiros para transmitir ao seu rebanho: “Estou aqui; enviai-Me”.

OXALÁ É JESUS ?

A imagem de Jesus Cristo é figura obrigatoriamente em lugar de honra em todos os Centros, Terreiros ou Tendas de Umbanda, em local elevado, geralmente destacada com iluminação intencionalmente preparada, de modo a conformar uma espécie de aura de luz difusa à sua volta. Homenageia-se Oxalá na representação daquele que foi o “filho dileto de Deus entre os homens”; entretanto, permanece, no íntimo desse sincretismo, a herança da tradição africana: “Jesus foi um enviado; foi carne, nasceu, viveu e morreu entre os homens”; Oxalá coexistiu com a formação do mundo; Oxalá já era antes de que Jesus o fosse.

Oxalá, assim como Jesus, proporciona aos filhos a melhor forma de praticar a caridade, isto é, dando com a direita para, com a esquerda, receberem na eternidade e assim poderem trilhar o caminho da luz que os conduzirá ao seu Divino Mestre.

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