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CORDÃO DE PRATA E FLUIDO VITAL

Posted by Administrador em janeiro 12, 2012


Quem é adepto aos estudos espiritualistas, e sobretudo espíritas, sabe bem que pensar apenas em corpo e espírito é algo bem simplista. Os materialistas já sentem dificuldade de entender esta dualidade, e não conseguem supor que cada um é corpo e espírito o tempo todo, e não em momentos compartimentados.

Agora, para complicar um pouquinho, alguns convencionam que temos sete e até mais corpos astrais, numa subdivisão infinita entre o que é a matéria e o que é o espírito.

É importante esclarecer que no mundo das coisas invisíveis, assim como no mundo material, temos de fazer nossas escolhas de crenças e afinidades. Kardec nos trouxe a explicação trazida pelos espíritos, que entre o corpo físico e o espírito há um revestimento semi-material, que vai quintessenciando a medida do aperfeiçoamento do espírito, isto é sua libertação e evolução a partir das numerosas reencarnações pelas quais passa . Esse revestimento chama-se “Perispírito” e reveste o que se chama de duplo etérico, isto é, uma cópia dos órgãos no plano astral. No capítulo IV do “Evangelho segundo o Espiritismo”, o espírito São Luiz afirma que o próprio perispírito sofre transformações sucessivas, eterizando-se cada vez mais até a depuração completa que caracteriza os espíritos puros.

O perispírito está ligado ao duplo etérico e ao corpo, através do cordão de prata. O espírito quando se desdobra em viagens astrais, leva o seu perispírito e o cordão de prata, que enquanto o ser está vivo, nunca se desconecta do corpo material.

Há um outro cordão energético que liga o corpo astral ou etérico + perispírito ao corpo mental, que pertence ao espírito. E é no espírito onde existe a sede da inteligência e a personalidade única em todo o Universo.

Não há dois espíritos iguais no Cosmo, assim como não há dois corpos físicos 100% idênticos, por mais que tentem. Mesmo os gêmeos mais perfeitos, os clones mais absolutos, possuirão espíritos únicos, personalidades próprias.

Mas estes termos todos, perispírito (ou psicossoma, como chama Emmanuel), duplo etérico, corpo astral, corpo mental, cordão de prata, cordão de ouro, mesmo a matéria, de onde vem? Aí, temos que consultar os escritos de Allan Kardec, que nos ensina sobre PRINCÍPIO VITAL ou FLUIDO VITAL, a origem disso tudo.

Vejamos:

FLUIDO UNIVERSAL

A) Questões 1 e 27 de «O LIVRO DOS ESPÍRITOS»


“Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, é a trindade Universal.”

“Deus é a inteligência suprema causa primária de todas as coisas.(q. 1 – LE)”

“O Espírito (Alma) é o princípio inteligente.”

“…Para que o Espírito possa exercer ação sobre a matéria tem que se juntar o fluido universal, pois, é ele que desempenha o papel intermediário entre o Espírito e a matéria grosseira.”

“…É lícito até certo ponto, classificar o fluido universal com o elemento material, porém, ele se distingue, deste por propriedades especiais. Este fluido deve ser considerado como sendo um elemento semimaterial, pois, está situado entre o Espírito e a matéria.”

“Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza; é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá. “

B) Na “Revista Espírita”, junho de 1858, publicada por Allan Kardec,o espírito São Luiz explica:


“O fluido universal é semi-material e é ele que faz a ligação entre o Espírito e a matéria. O fluido universal é o elemento do fluido elétrico, cujo efeito conhecemos. A substância etérea que existe entre os planetas e que os envolve é o fluido universal. Esse fluido possui o mesmo princípio em todos os planetas, é mais ou menos eterizado, conforme a natureza dos mundos. O fluido universal é a fonte da vida, porém, não é a fonte da inteligência, ele apenas anima a matéria.”

FLUIDO VITAL

Allan Kardec na Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita (O LIVRO DOS ESPÍRITOS) e em nota referindo-se as questões de 68 a 70 LE.

“O fluido vital é o mesmo que o fluido elétrico animalizado, designado, também, sob os nomes de fluido magnético, fluido nervoso, etc.

A quantidade de fluido vital não é fator absoluto para todos os seres orgânicos; varia segundo as espécies e, não é fator constante, seja no mesmo indivíduo, seja nos indivíduos da mesma espécie. Existem alguns que são, por assim dizer, saturados, enquanto outros dispõem apenas de uma quantidade suficiente; daí, para alguns, a vida é mais ativa, mais vibrante e, de certo modo superabundante.

A quantidade de fluido vital se esgota; pode a vir a ser insuficiente para manter a vida, se não renovado pela absorção e a assimilação das substâncias que o contém.

O fluido vital se transmite de um indivíduo para o outro. Aquele que tem o bastante, pode dá-lo aquele que tem pouco e, em certos casos restabelecer a vida prestes a se apagar. “
O assunto é fascinante e extenso, mas para não ficar cansativo, vamos finalizando, lembrando o espírito André Luiz, psicografado por Francisco C. Xavier, no livro “Entre a Terra e o Céu”, onde ele descreve o perispírito denominando-o “corpo astral” , formado por matéria rarefeita, “intimamente regido por sete centros que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células elétricas que podemos definir como um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado.

Wagner Borges relata que “cordão de prata” é um temo simbólico, tendo sua origem na Bíblia, em Eclesiastes 12: 6-8:

12:6
Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço,

12:7
E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

12:8
Vaidade de vaidades, diz o pregador, tudo é vaidade.

Porém não é um cordão, mas um conjunto de filamentos energéticos que se agregam formando visualmente ( para os médiuns videntes) um único cordão, que sempre nos traz de volta ao corpo físico. È impossível romper o cordão de prata. Ele somente se “desfaz” no momento do desencarne.

Há controvérsias quanto ao principal local onde o cordão de prata se fixa. Alguns citam o chacra umbilical, outros, que se acha profundamente enraizado ma glândula pineal. O mais provável é que ele se enraíza em um local chamado “paranuca”, na base do pescoço, de acordo com a sensação narrada por sensitivos em relação a esta região.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

Allan Kardec – O Livro dos Médiuns, questões 172 a 174 – Livraria Allan Kardec Editora

André Luiz/Francisco C. Xavier – Nosso Lar, capítulo 33 e pág 182 e cap 36 pgs 196 e 197- Federação Espírita Brasileira

André Luiz/Francisco C. Xavier – Os Mensageiros, pág. 250 – Federação Espírita Brasileira

André Luiz/Francisco C. Xavier – Nos Domínios da Mediunidade, pág. 98 – Federação Espírita Brasileira

André Luiz/Francisco C. Xavier – Mecanismos da Mediunidade, capítulo 21 e págs. 104 e 149 – Federação Espírita Brasileira

André Luiz/Francisco C. Xavier – Evolução em Dois Mundos, pág. 132 – Federação Espírita Brasileira

Descrições do Cordão de Prata (Instituto de Pesquisa Projeciológicas e Bioenergéticas)

Instituto de Pesquisa Projeciológicas e Bioenergéticas

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