POVO DE ARUANDA

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Posts de 12 janeiro, 2012

MAGOS NEGROS

Publicado por Administrador em janeiro 12, 2012

Ninguem se iluda. Todos somos Luz e Sombra. Qualquer um pode, de acordo com circunstâncias propícias, viver toda uma vida de bondade, generosidade, desde que não seja desafiado em seus pontos fracos.

Por outro lado, alguém com alto senso de Justiça e pensamentos humanísticos, pode passar provas das quais suas atitudes o mergulharão em um mundo de subversão e violência.

Há aqueles que nada querem, nada pensam, passam pela vida como se estivessem dormindo, sem ousar nenhuma atitude em referência ao Bem ou o Mal. Estes, geralmente são deixados quietos, tanto por um lado quanto por outro. Ficam como em estado de latência, e um dia, mais cedo ou mais tarde, serão obrigados a sair da letargia.

A filosofia milenar taoísta preconiza que o equilíbrio está no Yin e Yang, Sombra e Luz, e onde um termina começa o outro. Não é questão de evolução, e sim de ver com outras lentes. Está muito cristalizado dentro de todos, que fazendo coisas boas, se torna bonzinho, ninguém quer saber de ter sido mago negro. Todos acham que são reencarnação de reis, rainhas, santos, mártires e heróis. Haja herói para tanto espírito reencarnante…

Em “A Gênese” , escrito por Allan Kardec, encontramos que “Tal qual ocorreu com a estrutura física da Terra, a evolução moral tem caminhado gradualmente, sem processos descontínuos”

Já Emmanuel, no livro “O Consolador”, comunicou psicograficamente a Chico Xavier, que “dentre os mundos inferiores, a Terra pertence à categoria dos de expiações e provas, porque existe a predominância do mal sobre o bem. Aqui, o homem leva uma vida cheia de vicissitudes por ser ainda imperfeito, havendo para seus habitantes, mais momentos de infelicidades do que de alegrias”.

Alguns dizem que os Magos Negros, são seres proscritos do Sistema Capela, onde seus habitantes altamente evoluídos, conduziram o planeta a um nível mais elevado, de regeneração e benesses. Isto foi há centenas de milhares de anos. Nosso planeta está chegando num momento assim atualmente. Os espíritos que eram recalcitrantes e não aceitaram a evolução, foram impedidos e reencarnar ali, sendo projetados para planetas menos evoluídos, alguns vieram parar no nosso planeta. Dotados de grande poder intelectual e mental, recusaram-se a tomar o corpo físico rudimentar dos habitantes da Terra daquelas longínquas eras, e se mantiveram na espiritualidade. Como fugir às Leis naturais têm um preço, “venderam” sua alma, preferindo, ao invés do caminho de evolução através das provas e reencarnações, o acumular poder à custa de outros, e em vez de subirem aos cumes da Luz, desceram aos abismos das trevas.

Na realidade, qualquer que seja sua origem, os Magos Negros são como os vampiros das história de terror, que ficam na escuridão, sobrevivendo artificialmente a partir da captação de energia de outros, que lhe caem nas armadilhas. Neste momento, sua sociedade do mal está em estado caótico, pois para tudo tem um limite, e o planeta está na iminência de trocar seu “status” vibratório, e não irá mais comportar seres como estes. Da mesma forma, estão extenuados e suas energias estão em pane pela longevidade, não conseguem mais se manter ilusoriamente jovens , formosos e carismáticos. Se formos observar a Terra, há caldeirões de atrocidades o lado de atuações cada vez mais altruístas de seus habitantes. Inequivocamente estamos evoluindo, por mais que eles queiram nos manter na ilusão da Escuridão.

Magos contra Magos. Muitos estão se reencontrando e passaram por tormentos sem fim para finalmente se elevarem como espíritos luminosos. Temos exemplos muito perto de nós, umbandista. Vamos conhecer as histórias dos pretos e pretas velhas, dos caboclos, do povo do Oriente e exus. Todos são exímios desmanchadores de magia negra, porque sabem do que se trata, conheceram e se redimiram com louvor. E é nessa água bendita onde navegam nossos guias, são nas histórias que eles nos trazem quando acalmamos nossas mentes para ouvi-los, que vamos encontrar as chaves, que nos fará também guerreiros do Bem, mantendo em equilíbrio a Luz e a Sombra. Deixando-a quieta e acorrentada a seus próprios degraus evolutivos. Não há porque ficarmos infinitamente nas mesmas expiações, nos mesmos erros e sofrimentos. Temos de mudar, como os guias mudaram, e seremos donos de nossos destinos, e Mago Negro algum, poderá enfim, lançar sua deletéria influência sobre nós. Mas o preço da liberdade sempre foi, e sempre será, a eterna vigilância, e podemos acrescentar a profunda Fé e confiança na Proteção Maior.

Ultimamente, o escritor Robson Pinheiro tem dedicado quase a totalidade de seus livros a denunciar, esclarecer e combater a ação dos Magos Negros, ou dragões, como alguns chamam. Outros autores os têm citado, como no livro “Libertação”, ditado por André Luiz a Chico Xavier. Também outros como Rubens Saraceni., Roger Bottini Paranhos, Roger Feraudy.

Vejamos algumas passagens de livros de Robson Pinheiro:

1) “Entidades cuja vibração se afina a tais interesses egoístas estabelecem ligação mais intensa com seus médiuns, os magos negros, a fim de vampirizar suas energias. É comum observar, em casos assim, processos de simbiose espiritual. Os parceiros do conluio tenebroso passam a vibrar em conjunto, alimentando-se um do outro durante longos períodos, até que o elemento dor os desperte e coloque limites nos desregramentos e abusos cometidos”

Livro “Aruanda”

2) …”— O que os magos negros pretendem com os espíritas e umbandistas, especificamente?

— Como já infiltraram seus agentes e suas idéias escabrosas entre aqueles que se julgam os únicos representantes legítimos do Cordeiro, os líderes religiosos e fiéis tomados pelo fanatismo, agora pretendem investir em novo núcleo. Os chamados médiuns, os chefes de terreiro e os dirigentes espíritas oferecem solo fértil nos quais semear tais pesquisas, pois também trazem elementos ambíguos e espinhosos, que poderão ser enfocados pelos magos negros. Por exemplo, podemos citar o desejo de aparecer, a busca pelo aplauso e pelo reconhecimento público, ou ainda a vontade de sobrepujar o outro na destreza para lidar com as forças sutis da natureza, no exercício de um pretenso poder, outorgado pela própria megalomania e pela vaidade. Para alcançar êxito nessa etapa inicial de sedução, os magos apresentam às suas futuras cobaias propostas subjacentes, aumentando a importância desses fatores na mente das pessoas. A sede egocêntrica ganha relevo. Quando elas vislumbram a possibilidade de atingir os objetivos que almejam, então cedem voluntariamente à ação dos magos negros, que se disfarçam em mentores e mestres de reconhecida autoridade moral. Dessa forma, são conduzidas a esta cidade (abordando a estrutura encontrada no plano astral), onde se transformam em cobaias de experiências mentais e emocionais…”

Livro “Legião – Um olhar sobre o reino das sombras”

3)…”— Sabe, meus filhos, a compreensão do ser humano e da realidade que cria em torno de si é rica e elaborada, inclusive no que se refere às questões mais simples do seu cotidiano. Imagine quando levamos em conta seus dilemas e os conceitos esdrúxulos que advém de experiências dramáticas, vivenciadas nos dois planos de existência.

— Sendo assim, no que concerne à fase fetichista e sobre esse estágio de aprendizado, é possível notar que os espíritos consorciados aos magos negros, já naquela época (Atlântida, Lemúria, Babilônia e Caldéia) bastante distante do conhecimento iniciático, efetivamente introduziram sacrifícios humanos e de animais em suas práticas. Visavam não apenas à condensação da força mental, mas também formavam campos magnéticos de baixíssima frequência, desprezando por completo o ensino espiritual. Davam início à magia negra mais primitiva e vulgar, que descambaria de vez, mais tarde, na chamada feitiçaria. Nesse conluio com as entidades das trevas, homens e espíritos desavisados se transformaram em instrumentos das forças do abismo. É um período que, cronologicamente, encontra seu ápice na Idade Média; felizmente, logo depois, é suplantado por idéias mais humanas e sadias, muito embora os efeitos de conchavos do gênero ainda perdurem nos dias atuais, em processos obsessivos gravíssimos.

Livro “Legião – Um olhar sobre o reino das sombras”

Para não nos estendermos muito, ainda Robson Pinheiro , no livro “Senhores da Escuridão”, mostra como Pai João de Aruanda destrói toda a empáfia e poderio do mago negro da região trevosa onde ele e os guardiões se encontravam. Transfigurando-se na verdadeira entidade de Luz que é, rapidamente colocou correr a criatura.

Que me perdoem os espíritas, mas hoje em dia parece que os obsidiados todos são considerados culpados de terríveis crimes. Porém, atualmente, ninguém está imune em algum momento de fiar sob o jugo das poderosas armadilhas que o submundo espiritual pode articular. Principalmente aqueles que mais estão em evidencia na luta contra as trevas, são os mais atacados. Temos que realmente nos revestirmos de Caridade e Amor e compreender que há mecanismo pelo qual só se livra com auxílio externo, e para isso aí estão as giras e os guias trabalham sem cessar.Vamos falar um pouco dos instrumentos tão bem manipulados pelos magos negros:

FASCINAÇÃO

A vítima não acredita que está sob efeito de qualquer força negativa, e assim fica muito difícil d reconhecê-la. . Na verdade, algumas vezes, ela julga que é a única que não está obsedada, enquanto todos à sua volta estariam.

O espírito obsessor vai se inserindo discretamente e ganhando espaço na vida do obsedado; como uma planta daninha, vai se enraizando, plantando desconfianças e medos, manias e desejos, até o ponto em que se instala definitivamente. A pessoa estará de tal forma envolvida que quase se forma uma simbiose psíquica que, caso se concretize, tornará ainda mais complexa a situação. Por vezes esta obsessão provoca a perda da razão, e mesmo à esquizofrenia.

SUBJUGAÇÃO

A vítima encarnada está sob domínio completo de uma força desencarnada. Quando esse tipo de obsessão ocorre, vemos a pessoa apática como se estivesse sonâmbula, tendo vontades que estão em desacordo com sua personalidade, e até afastando pessoas próximas que a critiquem ou que questionem suas “novas” atitudes.

A sua cura exige uma mudança vibracional no obsedado, o que envolve uma grande disciplina moral e muito estudo, além do auxílio de entidades de Luz que transformem o obsessor, ou o removam dali até que ele também se recupere e regenere.

AUTO-OBSESSÃO

Os magos negros ainda podem induzir a pessoa, através de seus sentimentos de culpa e baixa auto estima a achar que jamais poderão receber a Luz Divina, e não encontram objetivo em nada. Em grande parte das vezes, infligem a si mesmos os mais diversos castigos e, mesmo quando recebem a ajuda de outros espíritos e das almas iluminadas, eles argumentam que seus crimes são imperdoáveis e anseiam por “castigos” que possam “purificá-los”. Vivem acreditando que são indignos de qualquer perdão, e se não forem auxiliados, podem chegar inclusive ao suicídio.

A prática da magia negra é explicada, à luz da doutrina espírita pelo Livro dos Espíritos em suas questões 549 e 550, sob o título de “Pactos”, de 551 a 556, sob o de “Poder Oculto, Talismâs e Feiticeiros”, e 557 “Bençãos e Maldições”. Ali se ensina que as ações de espíritos voltados para o mal sobre as pessoas podem ser impedidas, caso a pessoa objeto dessas ações invocar, em sua proteção, a ação de espíritos voltados para o bem. Ensina, ainda, que para que uma pessoa tenha a ajuda de espíritos voltados para o bem, ela deverá manter-se em harmonia com eles, envolvendo-se, em todas as suas atividades e práticas, com pensamentos nobres e sempre procurando auxiliar aos necessitados.

Alguns espíritas erram ao achar que é só querer que se livra da obsessão. O médium altamente treinado, consegue…mas a sofisticação das obsessões só faz crescer. Hoje em dia não existem mais obsessões simples. Em geral são complexas, agravadas pela instalação de aparelhos na região para-cervical (no corpo fluídico). Porém, as condições predisponentes são realmente dadas pela própria pessoa, que é ignorante ou ignora voluntariamente a Lei de Causa e Efeito, e usa seu arbítrio erroneamente, ou nem ao menos exercita durante a vida seu direito de escolhas. Geralmente não é quem erra muito quem mais fica sob o jugo dos magos negros, mas quem se deixa levar, quem não se esforça para evoluir, e não compreende que suas dificuldades, na verdade são lições que ainda precisam ser aprendidas, exercitadas, restauradas. Preferem o lugar de vítimas, ou seguem o “deixa a vida me levar” ao pé da letra, ou pior, fazem escambo com a escuridão em troca de benefícios próprios.

Gostaria de enfatizar algumas palavras já conhecidas, mas que cabem muito bem neste contexto:

“Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?
(questão 932 do Livro dos Espíritos)

Responde o Espírito da Verdade: “Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”

E termino com uma frase de Pai João de Aruanda no prefácio de “Sabedoria de Preto Velho”, psicografado por Robson Pinheiro : “União sem fusão… distinção sem separação.” Assim seremos Livres, seremos Fortes, seremos Unidos em todas as religiões, sem cair na mistificação e no Poder da Escuridão.


Alex de Oxóssi

Rio Bonito – RJ

FONTES CONSULTADAS:
Kardec, Allan.- O Livro do Espíritos -
Oliveira, Wanderley- Os Dragões – pelo espírito Maria Modesto Cravo. Ed. Dufaux
Pinheiro, Robson- Aruanda- espírito Ângelo Inácio- pag.36 Editora Casa dos Espíritos
Pinheiro, Robson- Legião - Um olhar sobre o reino das sombras. espírito Ângelo Inácio- pag.277 e 331- Editora Casa dos Espíritos
Pinheiro, Robson – Sabedoria de Preto Velho- espírito Pai João de Aruanda- Introdução- Editora Casa dos Espíritos

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DESLIGAMENTO DO CORDÂO DE PRATA – MORTE DO CORPO FÍSICO

Publicado por Administrador em janeiro 12, 2012

Comentamos anteriormente sobre o cordão de prata, o cordão de ouro, as ligações entre o corpo material e o perispírito ou psicossoma, e do perispírito com o próprio espírito, também chamado corpo mental.

Trataremos agora do desligamento do corpo físico, isto é, o processo da morte. E há um trecho no livro “Obreiros da Vida Eterna” do espírito André Luiz e psicografado por Francisco C. Xavier, que esclarece magistralmente:

Obreiros da Vida Eterna, Capítulo XIII:

“…Ordenou Jerônimo que me conservasse vigilante, de mãos coladas à fronte do enfermo, passando, logo após, ao serviço complexo e silencioso de magnetização. Em primeiro lugar, insensibilizou inteiramente o vago, para facilitar o desligamento nas vísceras. A seguir, utilizando passes longitudinais, isolou todo o sistema nervoso simpático, neutralizando, mais tarde, as fibras inibidoras no cérebro

….

E porque eu indagasse, tímido, por onde iríamos começar, explicou-me o orientador:

- Segundo você sabe, há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma:

o centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações fisiológicas; o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no tórax, e o centro mental, mais importante por excelência, situado no cérebro.

Aconselhando-me cautela na ministração de energias magnéticas à mente do moribundo, começou a operar sobre o plexo solar, desatando laços que localizavam forças físicas. Com espanto, notei que certa porção de substância leitosa extravasava do umbigo, pairando em torno. Esticaram-se os membros inferiores, com sintomas de esfriamento

….

Jerônimo, com passes concentrados sobre o tórax, relaxou os elos que mantinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre determinado ponto do coração, que passou a funcionar como bomba mecânica, desreguladamente. Nova cota de substância desprendia-se do corpo, do epigástrio à garganta, mas reparei que todos os músculos trabalhavam fortemente contra a partida da alma, opondo-se à libertação das forças motrizes, em esforço desesperado, ocasionando angustiosa aflição ao paciente. O campo físico oferecia-nos resistência, insistindo pela retenção do senhor espiritual.

O Assistente estabeleceu reduzido tempo de descanso, mas volveu a intervir no cérebro. Era a última etapa. Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa romboidal (no cérebro), Jerônimo quebrou alguma coisa que não pude perceber com minúcias e brilhante chama violeta-dourada desligou-se da região craniana, absorvendo, instantaneamente, a vasta porção de substância leitosa já exteriorizada. Quis fitar a brilhante luz, mas confesso que era difícil fixá-la, com rigor. Em breves instantes, porém, notei que as forças em exame eram dotadas de movimento plasticizante. A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em desencarnação, constituindo-se, após ela, todo o corpo perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço. E, à medida que o novo organismo ressurgia ao nosso olhar, a luz violeta-dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer de todo, como se representasse o conjunto dos princípios superiores da personalidade, momentaneamente recolhidos a um único ponto, espraiando-se, em seguida, através de todos os escaninhos do organismo perispirítico, assegurando, desse modo, a coesão dos diferentes átomos, das novas dimensões vibratórias.

"A fossa romboidal ou rombóide fica a nível do 4º ventrículo, corresponde mais ou menos a inserção da cabeça ao pescoço, a “ para-nuca”

Dimas-desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas-cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado, semelhante a sutil elástico, entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo liberto.

Para os nossos amigos encarnados, Dimas morrera, inteiramente. Para nós outros, porém, a operação era ainda incompleta. O Assistente deliberou que o cordão fluídico deveria permanecer até ao dia imediato, considerando as necessidades do “morto”, ainda imperfeitamente preparado para desenlace mais rápido.”

Raríssimos espíritos encarnados tem a capacidade de auto-desligamento, ou seja, de desligar os laços que o prendem ao corpo físico. No Brasil, cita-se o caso do grande médium Eurípedes Barsanulfo. Aliás, este grande educador, médium das primeiras horas do Espiritismo brasileiro, que alem de farmacêutico, mantinha em Minas Gerais uma escola nos moldes daquela que educara Allan Kardec, cujo professor foi nada menos que Pestallozzi. Seu desencarne ocorreu com apenas trinta e oito anos, vitima da gripe espanhola, após ter exaustivamente ajudado a todos também acometidos. Diz-se que ele não precisou de ajudar para libertar seus laços perispirituais, e logo estaria participando de comunicações Estranhamente, em sincronia ao ano 1918, também desencarnaram: a médium Italiana Eusápia Palladino, primeira médium de efeitos físicos a ser submetida a experiências por cientistas, Alexandre Aksakof, César Lombroso, Charles Richet, Enrico Morselli dentre outros exponentes da época, como se tivessem sido chamados a um só tempo, em missão para o astral.

A grande maioria precisa de ajuda e amparo, pois o processo de desligamento é difícil para nós, que ainda estamos ligados “vibratoriamente” ao planeta.

Por esse motivo existe na espiritualidade equipes especializadas no desligamento. Elas realizam suas tarefas de acordo com o merecimento dos espíritos que estão desencarnando. Se considerarmos sob a ótica da Umbanda, vamos observar o admirável trabalho dos Exus e Pombogiras na tarefa de proteção, notadamente as falanges ligadas ao Sr. Exu Caveira, e as Linhas do Cemitério, as das Almas, que rendem respeito ao Orixá Omulu/Obaluaiê.

Quando o espírito é merecedor de auxílio durante seu desencarne, aqueles espíritos que tem a tarefa de auxílio nesta área realizam as seguintes tarefas:

• Preparação – O ambiente doméstico, os familiares e o próprio espírito que desencarnará em breve recebem visitas quase que diárias para auxílio magnético e preparação. Alguns recebem uma aparente melhora para consumação das sua últimas tarefas e para o último contato com os que lhe são queridos.

• Proteção – Existem vampiros, obsessores e equipes das trevas especializadas em “vampirizar” os recém-desencarnados. A equipe espiritual tem como tarefa proteger o corpo físico e etérico (até o desligamento total) e o espírito contra as investidas das trevas.

• Desligamento – já descrito acima.

• Encaminhamento – Os espíritos recém-desencarnados são auxiliados para o encaminhamento ao local onde serão amparados, seja um Posto de Socorro, uma Colônia Espiritual ou, infelizmente, deixados por sua conta,mas isso só acontece com os que não podem ser auxiliados, devido a grandes débitos ou apego em que se encontra. Como durante a vida encarnada, atrairá com seus pensamentos aquela realidade com a qual se afiniza.

No livro “Voltei” já em espírito, Bezerra de Menezes, em psicografia de Francisco C. Xavier, esclarece que na maioria dos casos, não seria possível libertar os desencarnados tão apressadamente, e que a rápida solução do problema liberatório dependeria, em grande parte, da vida mental e das idéias a que se liga o homem na experiência terrestre.

Até o rompimento do cordão de prata o espírito encontra-se como um balão cativo (palavras de Bezerra de Menezes), e fica mais suscetível à influência do ambiente onde se encontra, também menos consciente e fraco. Após o rompimento, ocorre um gradual aumento da consciência e fortalecimento.

Quanto à necessidade de existir guardiões na calunga pequena protegendo os recém desencarnados, é fato freqüente, descrito nos livros de Rubens Saraceni e Robson Pinheiro, entre outros. Criaturas trevosas rondam buscando meios de roubar os restos de ectoplasma que ainda persiste algumas horas após o desenlance. Este ectoplasma é o mesmo fluido vital que permeia corpo físico, ligando-o ao perispírito, e pode ter uma utillização incorreta. Felizmente os protetores na grande maioria das vezes conseguem impedir tais cometimentos.

Algumas pessoas, por estarem muito apegadas à matéria, levam às vezes quase 48 horas para finalizar seu processo de desligamento, daí ser o ideal, em caso de cremação, que ela ocorra após este período. Poderemos voltar a escrever sobre isso posteriormente.

No livro “Evolução em Dois Mundos”, André Luiz, espírito, em psicografia de nosso querido Chico e Waldo Vieira, fala da “Segunda Morte”, condição em que o espírito afundou tanto na lama de seus erros e vibrações inferiores, que perde a capacidade de manter seu perispirito, passando a ser um “ovóide”, ser com a mente atrofiada, sem vontade própria, que geralmente se torna prisioneiro de senhores da escuridão.

No entanto, autores de textos relacionados à Fraternidade Branca, também falam da “Segunda Morte”, num sentido mais elevado, onde o espírito, por seu grau evolutivo, perde o envoltório constituído pelo perispírito, que não deixa de ser um tipo de matéria, e se torna praticamente, só Luz. Seria a morte de qualquer resíduo de materialidade, para a ascensão.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

• Fontes consultadas:
Grupo PAS

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CORDÃO DE PRATA E FLUIDO VITAL

Publicado por Administrador em janeiro 12, 2012

Quem é adepto aos estudos espiritualistas, e sobretudo espíritas, sabe bem que pensar apenas em corpo e espírito é algo bem simplista. Os materialistas já sentem dificuldade de entender esta dualidade, e não conseguem supor que cada um é corpo e espírito o tempo todo, e não em momentos compartimentados.

Agora, para complicar um pouquinho, alguns convencionam que temos sete e até mais corpos astrais, numa subdivisão infinita entre o que é a matéria e o que é o espírito.

É importante esclarecer que no mundo das coisas invisíveis, assim como no mundo material, temos de fazer nossas escolhas de crenças e afinidades. Kardec nos trouxe a explicação trazida pelos espíritos, que entre o corpo físico e o espírito há um revestimento semi-material, que vai quintessenciando a medida do aperfeiçoamento do espírito, isto é sua libertação e evolução a partir das numerosas reencarnações pelas quais passa . Esse revestimento chama-se “Perispírito” e reveste o que se chama de duplo etérico, isto é, uma cópia dos órgãos no plano astral. No capítulo IV do “Evangelho segundo o Espiritismo”, o espírito São Luiz afirma que o próprio perispírito sofre transformações sucessivas, eterizando-se cada vez mais até a depuração completa que caracteriza os espíritos puros.

O perispírito está ligado ao duplo etérico e ao corpo, através do cordão de prata. O espírito quando se desdobra em viagens astrais, leva o seu perispírito e o cordão de prata, que enquanto o ser está vivo, nunca se desconecta do corpo material.

Há um outro cordão energético que liga o corpo astral ou etérico + perispírito ao corpo mental, que pertence ao espírito. E é no espírito onde existe a sede da inteligência e a personalidade única em todo o Universo.

Não há dois espíritos iguais no Cosmo, assim como não há dois corpos físicos 100% idênticos, por mais que tentem. Mesmo os gêmeos mais perfeitos, os clones mais absolutos, possuirão espíritos únicos, personalidades próprias.

Mas estes termos todos, perispírito (ou psicossoma, como chama Emmanuel), duplo etérico, corpo astral, corpo mental, cordão de prata, cordão de ouro, mesmo a matéria, de onde vem? Aí, temos que consultar os escritos de Allan Kardec, que nos ensina sobre PRINCÍPIO VITAL ou FLUIDO VITAL, a origem disso tudo.

Vejamos:

FLUIDO UNIVERSAL

A) Questões 1 e 27 de «O LIVRO DOS ESPÍRITOS»


“Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, é a trindade Universal.”

“Deus é a inteligência suprema causa primária de todas as coisas.(q. 1 – LE)”

“O Espírito (Alma) é o princípio inteligente.”

“…Para que o Espírito possa exercer ação sobre a matéria tem que se juntar o fluido universal, pois, é ele que desempenha o papel intermediário entre o Espírito e a matéria grosseira.”

“…É lícito até certo ponto, classificar o fluido universal com o elemento material, porém, ele se distingue, deste por propriedades especiais. Este fluido deve ser considerado como sendo um elemento semimaterial, pois, está situado entre o Espírito e a matéria.”

“Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza; é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá. “

B) Na “Revista Espírita”, junho de 1858, publicada por Allan Kardec,o espírito São Luiz explica:


“O fluido universal é semi-material e é ele que faz a ligação entre o Espírito e a matéria. O fluido universal é o elemento do fluido elétrico, cujo efeito conhecemos. A substância etérea que existe entre os planetas e que os envolve é o fluido universal. Esse fluido possui o mesmo princípio em todos os planetas, é mais ou menos eterizado, conforme a natureza dos mundos. O fluido universal é a fonte da vida, porém, não é a fonte da inteligência, ele apenas anima a matéria.”

FLUIDO VITAL

Allan Kardec na Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita (O LIVRO DOS ESPÍRITOS) e em nota referindo-se as questões de 68 a 70 LE.

“O fluido vital é o mesmo que o fluido elétrico animalizado, designado, também, sob os nomes de fluido magnético, fluido nervoso, etc.

A quantidade de fluido vital não é fator absoluto para todos os seres orgânicos; varia segundo as espécies e, não é fator constante, seja no mesmo indivíduo, seja nos indivíduos da mesma espécie. Existem alguns que são, por assim dizer, saturados, enquanto outros dispõem apenas de uma quantidade suficiente; daí, para alguns, a vida é mais ativa, mais vibrante e, de certo modo superabundante.

A quantidade de fluido vital se esgota; pode a vir a ser insuficiente para manter a vida, se não renovado pela absorção e a assimilação das substâncias que o contém.

O fluido vital se transmite de um indivíduo para o outro. Aquele que tem o bastante, pode dá-lo aquele que tem pouco e, em certos casos restabelecer a vida prestes a se apagar. “
O assunto é fascinante e extenso, mas para não ficar cansativo, vamos finalizando, lembrando o espírito André Luiz, psicografado por Francisco C. Xavier, no livro “Entre a Terra e o Céu”, onde ele descreve o perispírito denominando-o “corpo astral” , formado por matéria rarefeita, “intimamente regido por sete centros que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células elétricas que podemos definir como um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado.

Wagner Borges relata que “cordão de prata” é um temo simbólico, tendo sua origem na Bíblia, em Eclesiastes 12: 6-8:

12:6
Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço,

12:7
E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

12:8
Vaidade de vaidades, diz o pregador, tudo é vaidade.

Porém não é um cordão, mas um conjunto de filamentos energéticos que se agregam formando visualmente ( para os médiuns videntes) um único cordão, que sempre nos traz de volta ao corpo físico. È impossível romper o cordão de prata. Ele somente se “desfaz” no momento do desencarne.

Há controvérsias quanto ao principal local onde o cordão de prata se fixa. Alguns citam o chacra umbilical, outros, que se acha profundamente enraizado ma glândula pineal. O mais provável é que ele se enraíza em um local chamado “paranuca”, na base do pescoço, de acordo com a sensação narrada por sensitivos em relação a esta região.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

Allan Kardec – O Livro dos Médiuns, questões 172 a 174 – Livraria Allan Kardec Editora

André Luiz/Francisco C. Xavier – Nosso Lar, capítulo 33 e pág 182 e cap 36 pgs 196 e 197- Federação Espírita Brasileira

André Luiz/Francisco C. Xavier – Os Mensageiros, pág. 250 – Federação Espírita Brasileira

André Luiz/Francisco C. Xavier – Nos Domínios da Mediunidade, pág. 98 – Federação Espírita Brasileira

André Luiz/Francisco C. Xavier – Mecanismos da Mediunidade, capítulo 21 e págs. 104 e 149 – Federação Espírita Brasileira

André Luiz/Francisco C. Xavier – Evolução em Dois Mundos, pág. 132 – Federação Espírita Brasileira

Descrições do Cordão de Prata (Instituto de Pesquisa Projeciológicas e Bioenergéticas)

Instituto de Pesquisa Projeciológicas e Bioenergéticas

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Algumas considerações sobre a cremação

Publicado por Administrador em janeiro 12, 2012

É interessante que o ritual de cremação existe há milhares de anos, em diferentes partes do mundo. Os gregos, os romanos, os tailandeses, indianos e grande parte dos orientais utilizam a cremação há muitos e muitos anos. Para as religiões do Oriente, queimar o cadáver é uma prática consagrada, pois o fogo tem uma função regeneradora, eliminando os defeitos da pessoa e libertando sua alma. No Ocidente, os gregos, por volta do 10 a.C., queimavam seus soldados mortos em batalha, para facilitar levá-los de volta a sua terra natal, aos seus familiares. Os nórdicos, que acreditavam assim libertar o Espírito de seu arcabouço físico e evitar que o desencarnado pudesse causar danos aos encarnados. A ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana), desde 1970, aceita a cremação e realiza todos os sacramentos aos cremados.

Alguns estudiosos do meio ambiente vêm denunciando a superlotação nos cemitérios. A má conservação destes pode gerar o necrochorume, um líquido formado a partir da decomposição dos corpos que podem conter resíduos perigosos, doenças infectocontagiosas, bactérias patogênicas, contaminando lençóis freáticos e o subsolo ao redor. Embora para alguns este tema seja chocante, há bastante lógica quando eles alegam o uso da cremação diminuiria os encargos básicos econômicos, como por exemplo: adquirir terreno para construir jazigo; a manutenção das tumbas; nas grandes capitais falta de espaço para construir cemitérios etc. Além disso, em cidades como São Paulo, por exemplo, enquanto o enterro mais simples fica em mais de R$ 200,00, o crematório publico cobra pouco mais de R$ 100,00.

Emmanuel, espírito, no livro “Caminhos de Volta”, psicografado por Chico Xavier, relata:

“De quando em quando, amigos da Terra nos inquirem com respeito aos resultados possíveis da cremação que tenhamos porventura experimentado após o afastamento do corpo denso.

E efetivamente o assunto se reveste de significação e proveito, pelas repercussões do processo crematório no plano espiritual.

Por muito se examine, no mundo, a presença da morte física, conferindo-se-lhe foros de igualdade em quaisquer circunstâncias, o óbito não é idêntico no caminho de todos. (grifo nosso)

…. Além da existência comum na Terra, nem todas as criaturas se observam imediatamente exoneradas da inquietação e do trauma, da ansiedade ou do apego exagerado a si próprias.

Temos companheiros que, na desencarnação pelo fogo se liberam de improviso de qualquer conexão com os recursos que usufruíram na experiência material. Entretanto, encontramos outros, em vasta maioria, que embora a lenta desencarnação progressiva que atravessaram, se reconhecem singularmente detidos nas impressões e laços da vida material, notadamente nas primeiras cinqüenta horas que se seguem à derradeira parada cardíaca no carro fisiológico. Fácil observar, em vista disso, que o período de espera, no espaço razoável de setenta e duas horas, entre o enrijecimento do corpo físico e a cremação respectiva, é tempo valioso para a generalidade de todos aqueles que se encontram em trânsito de uma vida para outra.( grifo nosso)

Obs.: Nos locais onde têm crematórios, há uma sala frigorífica onde pode ocorrer este período de espera.

Isso é compreensível porque se muitos irmãos dispensam semelhante cuidado, desde os primeiros instantes de silêncio no cérebro, outros, aos milhares, se observam vinculados aos tecidos inertes de que já se desvencilharam, no anseio, embora vão, de revivescê-los. À face do exposto, nós, os amigos desencarnados, nada poderíamos aventar fundamentalmente contra a cremação. No entanto, entendendo que os nossos amigos – os homens da Esfera Física – ainda não dispõem de instrumento para analisar os graus de extensão e de intensidade do relacionamento entre o espírito recém-desencarnado e os resíduos sólidos que lhes pertenceram no mundo, consideramos justo que se lhes rogue o citado período de repouso, a favor dos chamados mortos, em câmara fria que lhes conserve a dignidade da forma. Depois disso o sepultamento ou a cremação nada mais representam, para a alma, que a desagregação mais lenta ou mais rápida das estruturas entretecidas em agentes físicos, das quais se libertou.”

Emmanuel ainda em outro livro – “O Consolador”, questão 151, opina:

“Na cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o tônus vital, nas primeiras horas seqüentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material.”

Temos aqui algumas observações a fazer. No Brasil, a cremação é regulamentada por lei (Lei dos Registros Públicos nº 6015, de 31/12/1973, no artigo 77, parágrafo 2º). Só pode ser cremado quem em vida fez uma declaração registrada em cartório com este desejo. Assim, supõe-se que quem o fez, está se preparando para o desfecho com o devido desprendimento dos laços físicos. Ocorre, porém, que algumas pessoas sofrem de pânico ao pensar que poderão ficar presas sob a terra, e depois seus restos mortais serão consumidos por larvas e microrganismos, esquecendo-se que aquilo nada mais é do que uma capa, que está vazia de sensibilidade e alma há muito. Para estes, será bastante penoso ver, que somente sobraram cinzas daquele que fora um dia. Inevitável é que cada um terá de pensar sobre isso alguma hora, e preparar-se o mais adequadamente possível. Penso que o melhor preparo é vivendo, vivendo plenamente o dia a dia. Não loucamente como alguns citam, “como se não houvesse amanhã”, mas comedidamente, buscando a verdadeira fonte de felicidade em cada dia, mas não voláteis e ilusórios momentos de intensidade e sensação duvidosos.

Leon Denis , nos idos de 1905 ,na obra “O Problema do Ser, do Destino e da Dor,” já comentava que, ao consultar os Espíritos sobre a cremação de corpos, concluiu que em tese geral, a cremação provoca desprendimento mais rápido, mas brusco e violento, doloroso mesmo para a alma apegada à Terra por seus hábitos, gostos e paixões. Continuando o relato, ele escreveu:

“…É necessário certo arrebatamento psíquico, certo desapego antecipado dos laços materiais, para sofrer sem dilaceração a operação crematória. É o que se dá com a maior parte dos orientais, entre os quais está em uso a cremação. Em nossos países do Ocidente, em que o homem psíquico está pouco desenvolvido, pouco preparado para a morte, à inumação(enterro) deve ser preferida, posto que por vezes dê origem a erros deploráveis, por exemplo, o enterramento de pessoas em estado de letargia. Deve ser preferida, porque permite aos indivíduos apegados à matéria que o Espírito lhes saia lenta e gradualmente do corpo; mas, precisa ser rodeada de grandes precauções. As inumações são, entre nós, feitas com muita precipitação.”

Também o Irmão X no livro “Escultores de Almas”, psicografado por Chico Xavier nos adverte :

“…a atitude crematória é um tanto precipitado, podendo vir a ter conseqüências desagradáveis para o Espírito desencarnante: … morrer não é libertar-se facilmente. Para quem varou a existência na Terra entre abstinências e sacrifícios, a arte de dizer adeus é alguma coisa da felicidade ansiosamente saboreada pelo Espírito, mas para o comum dos mortais, afeitos aos comes e bebes de cada dia, para os senhores da posse física, para os campeões do conforto material e para os exemplares felizes do prazer humano, na mocidade ou na madureza, a cadaverização não é serviço de algumas horas. Demanda tempo, esforço, auxílio e boa vontade. Eis porque, se pudéssemos, pediríamos tempo para os mortos. Se a lei divina fornece um prazo de nove meses para que a alma possa nascer ou renascer no mundo com a dignidade necessária, e se a legislação humana já favorece os empregados com o benefício do aviso prévio, por que razão o morto deve ser reduzido a cinza com a carne ainda quente?”

Na Umbanda, alguns babalorixás são contra, considerando que o corpo deve ser devolvido à Natureza e à Nanã. Já Ramatis, dá a entender que os corpos inumados (enterrados) podem sofrer a ação vampirizadora de alguns espíritos que ficam em busca de restos de energia vital . Esta teoria eu questiono um pouco, primeiro porque há guardiões habilitados, sob a chefia do Pai Omulu, para que tal não aconteça. Por outro lado, como é necessário esperar alguns dias, nada impede que aquele espírito devedor, ao desencarnar seja perseguido mesmo nas câmaras frigoríficas de um crematório.

Outra corrente, baseada no que Chico Xavier falou há muito tempo,em entrevista ao “Pinga fogo”, ele afirmou que durante a cremação, que ocorre a 1.200 oC, pode haver dano do próprio perispírito, que é uma espécie de matéria quintessenciada.. Particularmente não concordo, exceto naqueles casos em que o desencarnado não conseguiu, por falta de méritos, auxilio das equipes espirituais especializadas em desligar o corpo físico dos envoltórios perispirituais e rompimento do cordão de prata. Neste caso ele sofrerá por tempo variado a impressão de deformação de sua forma perispiritual.

São idéias e afirmações suficientes para que façamos uma boa reflexão, e que cada um tire suas conclusões, sóbrias, equilibradas, vistas e um modo sereno e lúcido.

Que todos fiquem sob as bênçãos do Pai, e cada um tenha uma boa hora em todos os momentos, valorizando a Vida e sabendo que somos imortais.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

Fontes consultadas:
Simonetti, Richard.Quem tem Medo da Morte?. SP: editora CEAC, 1987.
Xavier, Francisco Cândido Caminhos de volta- ditado pelo espírito Emanuel
Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, ditado pelo Espírito Emmanuel, RJ: Ed. FEB 11 ª edição, 1985, pg 95.
Xavier, Francisco Cândido. Livro: Palavras de Emmanuel
Xavier, Francisco Cândido. Escultores de Almas. Ditado pelo espírito Irmão X
Cremação, uma visão Espírita – Jorge Hessen
Centro Espírita Ismael

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