POVO DE ARUANDA

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Posts de dezembro \31\UTC 2011

2012!

Publicado por Administrador em dezembro 31, 2011

Estamos às portas do novo ano!

Os minutos giram sem parar, como sempre fizeram. É o Tempo, que sempre passa. É o momento de refletirmos sobre como vamos arrumar as gavetas de nossa mente, o que temos de guardar, o que vamos nos desapegar.

É a oportunidade de deixarmos ele, o Tempo, curar as dores inevitáveis, e amortecer aquelas que custam a sarar.

Ir construindo novos arco íris, para termos tesouros a buscar ao final. E também recolher aqueles que semeamos durante o ano que está terminando. E se nos sentirmos pobres com que obtivemos, pensar como vamos fazer para que a colheita seja mais abundante neste próximo.

Escrevo sobre a riqueza de imagens boas na mente, poesias que escrevemos em nossas vidas, encontros e diálogos, viagens e entretenimentos, trabalho que deu prazer de trabalhar, problemas que tivemos força de superar, os dias descortinados com vontade, noites amigas e restauradoras. Se não tivemos estas pequenas e grandes aquisições, que sejam então devidamente providenciadas para esse novo tempo.

Penso em agradecer ao grande Pai as oportunidades, muitas, onde Ele permitiu que eu vivesse, pela saúde minha e dos meus, a possibilidade de estar aqui, neste momento, no silencio das horas, fazendo esta reflexão com grande gratidão em meu coração. Agradeço cada raio de Sol, cada estrela no céu, cada gota de chuva, as rajadas de vento. Também os passos marcados pelo meu caminho, mesmo os tropeços e as quedas, os dias cinzentos que todo mundo tem.

Espero que cada um veja o novo ano como um livro novinho que lhe é entregue para escrever, onde possa escolher os personagens que quiser que participem junto, que venha também com uma borracha para apagar rapidamente os erros, e ter a clareza para reescrevê-los. Registrar não tudo atabalhoadamente, ou como se a vida fosse um vale de lágrimas, mas cuidadosamente como um artesão tendo cuidadosamente as mais belas inspirações.. Em cada página, no alto para lembrar, as palavras : Perdão, Respeito , Otimismo e Gratidão, e no pé da página, por via das dúvidas: Proteção, Esperança, Paciência, Fé. E aí, ir escrevendo, devagar e laboriosamente uns dias, outros, rápida e cheio de motivação. Evitar escrever nos dias de raiva e desassossego, deixando a poeira baixar e ver a melhor forma de ficar de bem com a Vida, para não estragar as sementes que havia programado de plantar.

Que a passagem do ano, não seja como para muitos, um momento nebuloso de tanto álcool, comida, e barulho que não dá nem sequer para escutar a alma. Mas um registro consciente da mente, que se caminhou mais um tempo nesta Terra, a grande Mãe que acolhe e renasce, parte de um Grande Sistema, suspenso no nada, que gira e gira e vai continuar girando, nos livrando do Caos, com seu equilíbrio, com suas estações, com seus dias e noites, que nos dão ( ou deveriam dar) conforto.

Que deixemos o dia 31 para isso, em vez de embotarmo-nos com palavras vãs, nos fazendo esquecer dos tesouros no fim do arco íris, sejamos introspectivos, embora mantendo a alegria e a leveza, dividindo a serenidade e a paz. E elevando o espírito, partilhar o pensamento enviando boas vibrações para aqueles que enfim, não chegaram tão bem assim, estão nos hospitais, nos frontes de guerra, nas dificuldades financeiras, não estão em muita condição de pensar tanta coisa bonita. Vamos lembrar, que mais temos quanto mais dividimos, e começar antecipadamente a semear para o próximo ano, plantinhas de solidariedade e altruísmo.

Então amigos, que 2012 seja o ano da Vida, Vida edificante, Plena, Verdadeira.

Sejam Felizes, e que Deus abençoe a todos nós!

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

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DEUS NÃO CRIOU O UNIVERSO

Publicado por Administrador em dezembro 27, 2011

Revista Espiritismo e Ciência- no 91- Mythos Editora- pg. 12/13 dez.2011

“A causa primeira de todas as coisas será sempre desconhecida. Negar que Deus tenha criado o Universo não significa negar a existência do Universo, e menos ainda de Deus”

José Reis Chaves

A nossa evolução em busca de Deus ou da verdade é uma jornada que tem começo, mas não tem fim. Devemos caminhar sempre na direção da perfeição de Deus, mas jamais vamos chegar lá, pois a perfeição de deus é infinita, enquanto a nossa é finita. Ela será, um dia, semelhante à de Deus, mas jamais igual à Sua. Jesus aconselhou-nos para que sejamos perfeitos como o nosso Pai celestial. Mas isso é uma força de expressão. Ele quer dizer que devemos imitar o Pai, que não faz acepção de pessoas e que faz vir o sol e a chuva para todos, assim como faz a terra produzir alimentos para justos e injustos.

O nosso conhecimento sobre Deus será, realmente, sempre incompleto. Quem tenta definir Deus é ignorante. Paulo ensinou que Deus é desconhecido (Atos17,23). À pergunta de Kardec “Que é Deus?”, os espíritos responderam: “Deus é a Inteligência Suprema e causa Primeira de todas as coisas”. Observe-se que Kardec não perguntou “quem”, mas “que”, pois Deus não é gente, já que Ele nos transcende. E a resposta é sensata, pois é sem pormenores de Deus.

O famoso físico inglês Stephen Hawking com seu livro “ O Grande Projeto” (The Grand Design), afirma que Deus não criou o Universo e que o Big Bang foi apenas uma consequência da lei da gravidade. Hawking, que é membro da Academia de Ciências do Vaticano, irrita-se quando alguém o toma por ateu. Ele é agnóstico. Esse termo é, às vezes, visto indevidamente como sinônimo de ateu. Mas agnóstico é quem não conhece Deus, ignora o que seja Deus. Geralmente, o agnóstico é, pois, alheio às questões sobre Deus. Vimos que Deus, para Paulo, era também desconhecido, como o era para os gregos, aos quais ele anunciava esse Deus ignoto. Seria São Paulo também meio agnóstico?

Ensinou Santo Agostinho que Deus cria as coisas em estado potencial (em forma de semente), o que de algum modo favorece a teoria da chamada “criação expontânea”. Hawking nega, como vimos, que o universo tenha sido criado por Deus, porque o Big Bang – teoria criada em 1935 pelo astrofísico jesuíta belga Le Maïtre -, é um consequência da Lei da gravidade.

Isso nos leva à pergunta: O que criou a lei da gravidade? Ela é efeito de outra coisa, como o próprio Big Bang é também efeito de outra. Para acontecer a explosão (energia acumulada?), existiu algo que a provocou, como para haver a lei da gravidade tem de haver corpos maiores em peso e massa para atraírem os menores para si, o que é também condizente com a força centrípeta.

Para a origem do universo, Hawking fala de causa imediata e não da causa primeira de todas as coisas de Kardec; não do único Ser Incontingente de São Tomás de Aquino; não do Deus desconhecido de Paulo; não do “Único dos orientais, do qual nada pode ser dito”, causa primeira essa a qual jamais ninguém chegará.

Negar que Deus criou o universo não significa negar a existência do universo e menos ainda de Deus. A hipótese de que Deus não criou o universo foi aceita também por Aristóteles e pelo filósofo materialista árabe Averrois. Aliás, Deus tem os seus espíritos auxiliares que, trabalhando para Ele, criam também (Hebreus 12,9). E São Tomás de Aquino igualmente aceitou essa hipótese de Aristóteles, Averrois e, agora, de Hawking, dizendo que o universo pode ter existido com Deus desde todas as eternidades.

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A IMPORTÂNCIA DO AMOR-PRÓPRIO

Publicado por Administrador em dezembro 26, 2011

Revista Espiritismo e Ciência- no 91- Mythos Editora- pg. 24-28 dez.2011


“O amor-próprio saudável é fundamental para os relacionamentos humanos, em particular as parcerias afetivas”

Rogério Coelho

“(…) O amor-próprio dá a exata dimensão do que se é, de como se encontra e de quanto se necessita realizar.” Joanna de Ângelis (Divaldo Franco.Garimpos de Amor, LEAL, 2003,capítulo 19).

Se o nosso psiquismo fosse uma empresa comercial, o “ego” seria o pior gerente que poderíamos contratar para administrá-la, e o “self” seria o mais bem indicado.

Os grandes psicoterapeutas aconselham seus clientes a prestarem mais atenção à ancestral sabedoria grega sintetizada no célebre axioma “conhece-te a ti mesmo”, tão propalado por Sócrates há dois mil e quinhentos anos.

Eles mostram também a imperiosa necessidade de se expandir as funções mais importantes da inteligência lógica, emocional e multifocal para, entre outras coisas, desenvolver a qualidade de vida, concretizar sonhos, conquistar acalentados objetivos; enfim, para “navegar” no ignoto e tão proceloso oceano da emoção com segurança e, consequentemente, superar os percalços ambientais, reescrevendo, assim, a própria história com as tintas fortes das decisões seguras e inabaláveis. Assim, quem desejar ser feliz, tranquilo e sábio, deverá aprender a proteger sua emoção e governar a si mesmo.

Outra providência saudável e útil é nos reposicionarmos adequadamente face aos nossos erros e fracassos. Em vez de nos descoroçoarmos com eles, devemos transformá-los em degraus de ascensão, considerando-os simplesmente lastros de experiências.

Dissemos inicialmente que o “ego seria o pior gerente de nosso psiquismo e o “self” o melhor, porque aquele é superficial, sem balizas de segurança, enquanto este está sedimentado nas mais profundas anfractuosidades do ser, nas regiões do “arquivo” onde está “guardada” nossa memória profunda, nosso acervo de experiências arrebanhado durante todo o percurso palingenésico já percorrido. È nessa região abissal de nós mesmos que se localiza “o Reino de Deus”, na qual devemos plantar as raízes da nossa individualidade e da nossa personalidade, a fim de bem gerenciarmos nossa própria vida e, consequentemente, nossa vida de relação.

No amplo cardápio de recursos com os quais nos abastecemos para nossa caminhada evolutiva a fim de promovermos nossa emancipação da infância espiritual, na qual ainda estagiamos, surge um elemento muito especial e importante: o amor próprio sabiamente dimensionado.

Segundo a nobre mentora Joanna de Ângelis ( em “Garimpo de Amor”), “(…)Literalmente, pode-se definir o amor-próprio como sendo aquele que o indivíduo devota a si mesmo, a forma ideal de buscar a renovação interior, de progredir moram e emocionalmente, de construir o edifício das realizações que aformoseiam o caráter e o plenificam em profundidade. Ele é conquistado através de um grande silêncio, a fim de que se possa auscultar o íntimo, de modo a ouvir as mensagens que nele se encontram adormecidas e que irão despertando suavemente, apresentando o seu magnífico sentido por promanar de Deus. Sem esse valioso contributo, perde o significado essencial que é dirigido ao Si profundo, resvalando para as conturbadas manifestações do “ego”, que se apossa das aspirações de beleza e de harmonia, transformando-as em imposições angustiantes que ferem os sentimentos dos outros, em razão do exagerado narcisismo de que se revestem.

O autoamor é a mais promissora de ampliar a capacidade do afeto, direcionando-o para outras formas de vida, para outras pessoas. (…) O amor a si mesmo, proposto por Jesus, é um convite sem retoques à dignidade pessoal, ao reto cumprimento dos deveres em relação aos anelos íntimos que se estendem aos sentimentos do próximo. (…) O amor-próprio saudável é fundamental para os relacionamentos humanos, em particular nas parcerias afetivas, no matrimônio ou não, quando direcionado para o processo de autoiluminação.

Não predominando esse propósito, ei-lo manifestando-se como competitividade, em que um pretende se sobrepor ao outro. Essa infeliz conduta responde pelos desastres nos relacionamentos por faltar compreensão em torno do diálogo que não pretende vencer o opositor e sim esclarecê-lo, encontrando um caminho ideal por onde ambos transitem sem agressão nem domínio de espaço, no qual se movimentem em busca de suas realizações, sem que haja prejuízo de natureza alguma para qualquer um deles.

(…) Induzido ao autoaprimoramento, o Espírito torna-se tolerante para com as defecções do seu próximo, embora não concordando com essas atitudes infelizes; não se transforma em julgador de ninguém, porque conhece as dificuldades com as quais se defronta nesse embate de autocrescimento que não cessa. A sua visão de mundo é mais abrangente, mais rica de compaixão, mais enternecedora. Os seus sentimentos se fortalecem, não se submetendo às imposições infantis e doentias das pessoas amadas. Esse enriquecimento opera o milagre de paz interior por compreender que, mesmo não amado, tem o dever de amar e, embora ignorado em relação às próprias conquistas, cumpre-lhe preservar o amor a si próprio.

Quando é humilhado, não se sente diminuído; exaltado, não acredita na superioridade pessoa; perseguido, não teme aa ninguém ou situação aflitiva qualquer; bajulado, não acredita na lisonja mentirosa. O amor-próprio dá a exata dimensão que se é, como se encontra e de quanto se necessita realizar a fim de alcançar o objetivo da harmonia.

Preserva o teu amor-próprio da habilidade mefítica do “ego”, não te estremunhando com as pessoas que, de uma ou de outra forma, não te atribuem a consideração que supões merecer. O teu valor moral não pode ser medido ou compreendido por outrem que não esteja em nível de idêntica percepção. Com o amor-próprio acima de suspeitas infundadas, conquista as paisagens íntimas e sai no rumo do Infinito”.

Joanna de Ângelis ainda afirma (Divaldo Franco,”Filho de Deus”,LEAL, 1995, cap. 5, parágrafo 7): “(…) O essencial á vida é a sabedoria para conduzi-la a fim de conseguires não apenas coisas, senão lograres a plenitude e a abundância que o teu direito de herdeiro de Deus põe à tua disposição. Se adquires a maioridade espiritual, seguirás a caminhada evolutiva utilizando-te e felicitando-te com todos os tesouros da Criação “.

William Shakespeare exalta a sensibilidade como ferramenta auxiliar de identificação íntima do nosso status quo evolutivo, uma vez que ela nos proporciona um posto de observação elevado para dimensionarmos se estamos sendo “grandes” ou “pequenos” nas aquisições das virtudes e nos cerceamentos de tudo que não é desejável em nosso caráter, bem como nos enseja o dimensionamento do melhor modo de proceder na vida da relação de maneira harmoniosa. Atentemos, pois ao pensamento shakespeariano, em sua página intitulada “Como se mede uma pessoa”:

“Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento: Ela é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravada e espontaneamente; é pequena para você, quando só pensa em si mesma, quando se comporta de maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento que teria de demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o respeito, o carinho, o zelo e até mesmo o amor”.

Uma pessoa é gigante para você, quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você, quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do o outro, quando age, não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma; é pequena, quando se desvia do assunto e quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande; uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia se ínfimo. É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas agigantam-se e encolhem-se aos nossos olhos. Mas o nosso julgamento deve ser feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande: é a sua sensibilidade sem tamanho”.

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DIA FELIZ E DE PAZ PARA UM GRANDE ANIVERSARIANTE!

Publicado por Administrador em dezembro 21, 2011

Mais um final de ano aproximando-se velozmente. As notícias continuam nos jornais, os problemas nacionais e internacionais lá estão, os engarrafamentos, e um burburinho meio diferente do dia a dia, por toda parte.

Caminho pelas calçadas, olhando os detalhes, os enfeites, os brilhos e estrelas, muito verde e vermelho natalino, mas o melhor, as pessoas mais propensas a parar um pouco, trocar um dedo de prosa, rir de algo engraçado sem ficar a cada minuto olhando o relógio.

É a magia no ar, a magia que inunda o mundo cristão inteiro nesta data. È a grande vitória do Mestre Jesus, ao conseguir, ao menos uma vez por ano, que as pessoas pensem mais nos outros, desejem o bem de verdade, perdoem muitas coisas, e fiquem com vontade de presentear, de fazer um artesanato, telefonar, ou pelo menos pensar naqueles que lhe são caros, naqueles a quem ama e convive, naqueles que estão distantes, e até com quem tiveram algum contratempo, mas agora querem tudo esquecer.

Uns pensam em saborear as rabanadas, outros os bolinhos de bacalhau, o pernil, chester, as nozes.. Há aqueles que gostam de fazer tudo em casa, outros que encomendam com antecedência para não ter trabalho…

É muito comum também juntar a família e cada um levar uma coisa. Têm os agregados de última hora, uns que contam piadas, que capricham nas histórias do ano, outros choram um pouquinho, emocionados com alguma lembrança, ou pela oportunidade de estarem todos reunidos, mas o clima é de renovar os sonhos, ter esperanças para os empreendimentos, buscar soluções e atitudes, enfim, a magia do Natal aumenta o otimismo de todos e inspira Força, Boa Vontade e Esperança!

O Natal é, antes de tudo, a data de Jesus, o grande aniversariante, que nos protege e nos dá exemplo de ser Feliz. É também a porta que antecede um novo ano que ainda está em branco, onde iremos traçar os passos de nossa caminhada, sem pararmos, e escrevermos linhas de superação, reinícios, vitórias, encontros, descobertas, tempo para vivermos.

Que cada um utilize seu tempo para ser Feliz, olhar ao redor e fazer algo pelo Mundo, cultivar a sensibilidade no coração e desenvolver muitas coisas boas para si e pelos outros. Que cada um desenvolva a capacidade de perdoar para ampliar a leveza dos vôos, tenha sempre um “plano B”, em caso de necessidade, e realize muito, construa muito, concretize tudo o que sonhar.

Desejo ainda, sinceramente, que todos tenham discernimento, bom senso, equilíbrio, força em todos os momentos, capacidade de superação, e mantenham sempre antenados em boas vibrações e na solução de todos os problemas.

Um Natal muito especial para todos os leitores e amigos, com meu muito obrigado, de coração. E um 2012 construído com Fé, com Energia e muita Proteção!


Alex de Oxóssi

Rio Bonito – RJ

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DESVIOS DE CONDUTA, LEI DE CAUSA E EFEITO, E A CRENÇA NO MUNDO ESPIRITUAL

Publicado por Administrador em dezembro 15, 2011

Vamos falar ao longo deste singelo texto da opinião de espíritas e umbandistas sobre esta questão, e de nosso humilde ponto de vista. Iniciando com o renomado espírita Richard Simonetti, sobre a corrupção que existe na vida publica e privada de nosso povo, ele ressalta que a corrupção está no cerne da Humanidade, manifestação do egoísmo que caracteriza os habitantes de nosso planeta e em geral de uma preocupação exacerbada com o próprio bem estar, transferindo as necessidades ilusórias para a avidez de se obter patrimônios materiais, onde facilmente as ações vão em direção da desonestidade.

A corrupção ocorre em todo lugar e temos verificado isso com freqüência nas primeiras páginas dos jornais. O maior problema em relação ao nosso país, é que instalou-se no plano físico, onde vivemos cotidianamente, uma cultura de impunidade.

Segundo Dante, em “A Divina Comédia”, para os adeptos do princípio do dinheiro, qualquer “não” se torna um “sim”, mas irão parar numa vala de piche fervente, no inferno, atormentados por demônios perversos.

Também Allan Kardec, em “O Céu e o Inferno”, refere-se aos espíritos que comprometidos com o erro, o vício, o crime, a desonestidade na sua vida encarnada, manifestaram-se mediúnicamente relatando seus tormentos morais, suas consciências ferventes, e reunidos, pela Lei da afinidade de acordo com a natureza de seus crimes, em tenebrosos vales de sofrimento.

No “Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap.XX, item 21 há o seguinte comentário:

“Há casos nos quais é útil revelar o mal do outro? Essa questão é muito delicada, e aqui é preciso fazer um chamado à caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só a ela prejudicam, não há utilidade alguma em fazê-las conhecidas. Mas se elas podem causar prejuízo a outros, é preferível o interesse da maioria ao interesse de um só. Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode ser um dever; pois antes caia um homem que vários sejam feitos suas vítimas ou logrados por ele. Nesse caso, é preciso pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes (São Luiz. Paris, 1860).”

Nossa participação pessoal como cidadãos, não irá interferir em nossos pensamentos ou convicções religiosas. O que não podemos é ainda nos imobilizarmos em concepções de isenção de atitudes, o “andar por cima dos muros”, pois isso bloqueará nossa evolução pessoal.

Desde que entendamos que tudo em nós deve caminhar dentro do equilíbrio, e que somos indivíduos e livres, mergulhados num Universo de diversidades, e SEMPRE responsáveis por nossas ações, podemos e devemos estar todo o tempo observando o que se passa ao redor, enquanto por outro lado, sempre atentos ao burilamento de nossas almas, no processo evolutivo de cada um.

Vamos ao “O Livro dos Espíritos” , questão 781 a:

O que pensar dos homens que tentam deter a marcha do progresso e fazem com que a humanidade retroceda?
- Pobres seres- serão arrastados pela torrente que pretendem deter”.

Em nossa sociedade, certos indivíduos públicos e privados criaram o hábito, para não dizer, vício, de manipularem e controlarem a mídia, subverterem o sentido de moral e induzirem a corrupção nos invigilantes.

É muito diverso ter Moral e ser moralista. Moralista hoje, tornou-se uma palavra aplicada a quem muito critica e não vê seus próprios erros, atirando pedras e preconceitos.

Quem tem a noção de Moral, por outro lado, não fraqueja diante da corrupção, não se encanta com facilidades suspeitas, não aceita conivências, tornando-se muitas vezes marginalizados, apontados como bobos.

Porém, o maior problema do corrupto, é que a corrupção invade sua vida, enredando-o, saindo do plano do lucro fácil para a quebra das relações interpessoais e familiares, arrastando a todos, ou provocando a própria derrocada física, intelectual e sobretudo, espiritual. Atitudes anti-éticas invadirão seu modo de ser, atraindo apenas os iguais, afastando cada vez mais as atitudes saudáveis e que apontam para o Bem , à Liberdade e à Felicidade.

Espiritualmente falando, corrupto e corrompido estão no mesmo patamar dos necessitados de evolução. Estão comprometidos e à mercê de forças malévolas e invisíveis daqueles que só semeiam discórdias e misérias da alma.

Na questão 919 de “O Livro dos Espíritos”, poderemos observar que com base nos ensinamento do Mestre Jesus, a perfeição moral só se alcança com a prática do Bem, sacrificando-se o interesse pessoal em prol do semelhante, de modo desinteressado, e sem esperar recompensas. Na verdade, é justamente a atitude desinteressada, aquela que movimenta positivamente a Lei de Causa e Efeito.

Quando trazemos a ética para o campo religioso, lembramos do artigo “Umbanda: entre a Cruz e a Encruzilhada”, de Lins Nogueira Negrão(1994), onde há conceitos com os quais subscrevo e outros não,, mas traz à luz com desenvoltura, o descompasso entre o ideal e a necessidade, isto é frente as dificuldades de se manter um terreiro funcionando, com todas as despesas decorrentes, impostos, e outras, por um lado, e a prática da caridade do outro. Separar o comércio religioso da administração necessária dos gatos mínimos de manutenção, e dos meios para isto, que no meu ver, poderia ser por contribuições voluntárias, em espécie ou de artigos, como velas, fósforos, produtos de limpeza, na arrumação da casa, limpeza dos jardins e dependências, assim como pequenas mensalidades dos associados da casa, médiuns e assistentes que quisessem contribuir, cursos, bazares, chás em prol da casa, etc.

O autor (Negrão,1994) ainda alerta para a questão das práticas como desfazer demandas. Cobrança e debanda, segundo ele, quando indiscriminadas, podem conduzir ao malefício, pólo antagônico do benefício e negador do ideal da caridade.

Não se cobra pela fé, nem pelos recursos mediúnicos. Não se deve dar valor monetário a partir das potencialidades de um espírito ou do médium que lhe empresta o aparelho físico. Não devem ser subvertidos os valores. A mediunidade, seja em qualquer religião, é um sacerdócio, onde não pode haver falta de convicção, separativismo, preconceito, desejo consciente ou inconsciente de recompensas, presentes ou mesmo apenas homenagens.

Repetimos incansavelmente:

“Daí de graça o que recebeste de graça”

O médium de Umbanda não deve nunca desejar enriquecer a custa de sua mediunidade ou prevalecer-se dela para invocar espíritos, o que fatalmente o levará à mistificação. Deve tratar igualmente ricos e pobres e desta forma, naturalmente nunca estará desamparado do auxílio das entidades amorosas que lhe sustentam e guiam.

Gostaria ainda de expressar que acredito, que não apenas o dirigente de um terreiro de Umbanda seja considerado um sacerdote. Pode até assim ser chamado, mas o mediunato já é por si um sacerdócio, e o médium mais acanhado, se plenamente acordado para a responsabilidade de sua missão, também o estará exercendo, e desta forma poderemos lembrar das palavras de Pai Rubens Saraceni no “Jornal Nacional de Umbanda”, no 21 : deve-se ser bom ouvinte, bom confidente, além de saber falar, ouvir, refletir, tendo o dever de somente emitir orientações corretas.

Ainda frisa que não compete ao dirigente, (ou qualquer médium que esteja consultando, quer seja incorporado ou por intuição), atribuir problemas ou dificuldades dos consulentes que chegam às religiões de origem que porventura sigam, mas sim é seu dever receber a todos como irmãos em Deus, que estão necessitando auxílio espiritual e aos quais deve-se auxiliar com Amor e Fraternidade, sem nada pedir ou exigir em troca.

Podemos finalizar, não atirando pedras, mas ainda relembrando as palavras do Mestre Jesus:

«A cada um segundo as suas obras»
«A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória».

 

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

FONTES CONSULTADAS:

http://udesp.org.br/

http://www.avozdoespiritismo.com.br/

http://www.fflch.usp.br/sociologia/temposocial/pdf/vol05n12/Umbanda.pdf

http://www.mataverde.org/blog/archives/315

http://issuu.com/hakanaa/docs/jornal_21

http://www.kardec.com/litgratuita/lesp_br.pdf

http://www.kardec.com/litgratuita/ceu_br.pdf

http://www.kardec.com/litgratuita/evan_br.pdf

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O BOM MÉDIUM

Publicado por Administrador em dezembro 14, 2011

Estudar a mediunidade, estudar incansavelmente sobre espiritualidade, desenvolver técnicas de meditação para auto-conhecimento, faz parte do caminho de cada um para obter mais conhecimento, mais experiência, viver melhor e com mais abrangência, e sobretudo ser útil, ativo em sua plenitude de ser humano.

A mediunidade é dom inato, e entendemos que ela se manifesta em qualquer classe social, e não tem limites quanto à escala moral que a pessoa se encontre. Se os bons espíritos fossem esperar para dar seus recados através das pessoas próximas da perfeição, levariam séculos de mensagem para mensagem. São muito verdadeiras as palavras de Jesus, segundo o evangelho de Mateus no Novo Testamento: “ Não são os que gozam saúde que precisam de médico”.

Porém, ao estudar estas palavras sob o pensamento de Allan Kardec, no capítulo XXIV do seu livro “O Evangelho segundo o Espiritismo”, percebemos uma certa contradição, cujas palavras precisam ser analisadas e que nos levaram a proveitosas reflexões.

Vamos tentar compreender suas palavras:

“Se só aos mais dignos fosse concedida a faculdade de comunicar com os Espíritos, quem ousaria pretendê-la? Onde, ao demais, o limite entre a dignidade e a indignidade? A mediunidade é conferida sem distinção, a fim de que os Espíritos possam trazer a luz a todas as camadas, a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico; aos retos, para os fortificar no bem, aos viciosos para os corrigir. Não são estes últimos os doentes que necessitam de médico? Por que Deus, que não quer a morte do pecador, o privaria do socorro que o pode arrancar ao lameiro? Os bons Espíritos lhe vêm em auxílio e seus conselhos, dados diretamente, são de natureza a impressioná-lo de modo mais vivo, do que se os recebesse indiretamente. Deus, em sua bondade, para lhe poupar o trabalho de ir buscá-la longe, nas mãos lhe coloca a luz.”

Verificamos no nosso dia a dia dentro da casa espírita, e dentro do terreiro de Umbanda, que a grande maioria chega pela Dor, através de manifestações desequilibradas da mediunidade, sob a forma de obssessões mais ou menos graves, as quais prejudicam ao vida do consulente, a ponto de lhe roubar a saúde, as condições de trabalho e convívio social e com sua própria família. Muitos médiuns começaram desta forma, despertando das faculdades através daqueles entes desencarnados que o assediavam, implacavelmente, a partir de vinganças de vidas passadas, ou através das vibrações que nesta vida a pessoa estivesse atraindo para si. Uma vez esclarecida e chamada à disciplina do trabalho mediúnico, tornaram-se novas pessoas, administrando sua vida e seus passos, e em contrapartida tornando-se assíduos participantes das reuniões mediúnicas, sempre prontos a trabalhar. A partir destas primeiras experiências sofridas, aprenderam a identificar as armadilhas do animismo e dos falsos depoimentos e conselhos de espíritos perturbadores, o que os tornam mais aptos e mais fortes de ultrapassar os transtornos. Realmente cumpre-se a sabedoria de Jesus, não são os que gozam de Saúde espiritual que precisam da providência abençoada dos espíritos guias e orientadores.

“A mediunidade não implica necessariamente relações habituais com os Espíritos superiores. E apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dúctil aos Espíritos, em geral. O bom médium, pois, não é aquele que comunica facilmente, mas aquele que é simpático aos bons Espíritos e somente deles tem assistência. Unicamente neste sentido é que a excelência das qualidades morais se torna onipotente sobre a mediunidade.”

Nesta passagem de Allan Kardec, tive o cuidado de ir até a edição em francês, e com ajuda dos dicionários da rede verifiquei que a tradução está perfeita. Porém, algo destoa da afirmação de Kardec: O bom médium, pois, não é aquele que comunica facilmente, mas aquele que é simpático aos bons Espíritos e somente deles tem assistência

Para nós, médiuns de Umbanda, é necessário sim, estreita correlação com o guia, uma comunicação fácil, fluente e profunda, pois o guia utiliza de nossos instrumento físico. Diferente do médium espírita, onde a comunicação se dá quase apenas mentalmente. Para nós é uma verdadeira armadilha achar que somente Espiritos bons e evoluídos estarão se comunicando, mesmo com todas nossas boas intenções e disciplina . Aí que eu acho a contradição: Porque não são os sãos que precisam de médico. Nas páginas do “O Livro dos Médiuns” e na “Revista Espírita” estão recheados de relatos de espíritos sofredores e são estes quem aparecem no nosso dia a dia, quer pedindo ajuda, quer querendo nos atrapalhar, quer atrapalhando com um objetivo, quer porque já estão subjugados sob a ação de aparelhos obsediantes colocados pelos espíritos realmente trevosos. Acreditamos sim, que na nossa intenção sincera, teremos auxílio dos nossos guias, dos espíritos amigos e familiares, de muitos e muitos espíritos que irão simpatizando com nossa conduta e na tentativa de corrigirmos nossas falhas, e que estarão ao lado nos intuindo e ajudando. Serão espíritos em evolução que já distinguem o Bem do Mal, já compreendem a Lei de Ação e Reação, mas espírito BOM, não significa espírito de LUZ, no sentido de PERFEIÇÂO. Talvez, o grande Mestre de Lion também tivesse esta aguda percepção, e tenha utilizado com maestria o termo “Bons espíritos”, pois ele mesmo afirma que a mediunidade não implica necessariamente relações habituais com os espíritos superiores.

È necessário então ler com cuidado, e compreender cada termo, cada palavra, para não colocar entendimentos errados na escrita de Allan Kardec. De acordo com “O Livro dos Espíritos”, temos os espíritos bons, ou de 2ª classe: Suas qualidades e poderes para fazer o bem dependem do seu grau de adiantamento;

 Uns são avançados em ciência, outros em sabedoria e bondade;
 Os mais adiantados aliam o saber às qualidades morais;
 Compreendem Deus e o infinito e já gozam da felicidade dos bons;
 São felizes pelo bem que fizerem e pelo mal que impedem;
 Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme e fazem o bem pelo bem.

São Espíritos Bons ou de 2ª Ordem:

Espíritos benévolos; Espíritos de ciência; Espíritos de sabedoria; Espíritos superiores

Creio que esta divisão por ordens tem criado barreiras de preconceitos dentro da Casa Espírita, pois muitos temem e não permitem em hipótese alguma que espíritos da 3ª ordem ou inferiores se manifestem. O problema é que em muitas obssessões, o espíritos obssessor força uma acalmia, e uma grane ilusão que é um espírito superior, quando o que faz é criar uma situação séria e perigosa de dependência e subjugação.

Além disso, levam para o mundo espiritual as convenções sociais do dia a dia, não admitindo uma vestimenta fluídica de indígena,preto velho, um Zé Pilintra, considerando-os pouco evoluídos porque escolheram se manifestar assim.

Uma coisa é certa, estamos num mar de energias, e nossa ambiência não é das melhores, mesmo após milênios de reencarnações. Somos confrontados o tempo todo com espíritos conflitantes e mesmo maus. Principalmente se lutamos nas fileiras do Bem, seremos mais assaltados do que nunca pelos que ainda se equivocam com a ilusão criada pelos inimigos da Luz. Devemos estar atentos, mantendo a busca do conhecimento interno, não desenvolvendo problemas de consciência, apegos ao nosso passado de erros, aceitando como dádiva a benção de poder trabalhar no auxílio, e não mais como pedintes. Devemos cultivar a oração diária, a meditação, os bons pensamentos e a compreensão de si, antes de compreender os outros, ou julgá-los desnecessariamente.

Ser Bom Médium, é um bom mediador das coisas da terra, e das coisas do outro lado, mantendo-se sereno, firme, fervoroso, inabalável, mesmo consciente de suas falhas e tropeços.Não é aquele que procura ser excessivamente puro, casto e além de sua condição humana, mas o que tem a consciência de sua imperfeição, e prossegue, buscando a Paz e a Harmonia para si e para todos ao redor.


Alex de Oxóssi

Rio Bonito – RJ

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SWEDENBORG E O MUNDO DOS ESPÍRITOS ANTES DE ALLAN KARDEC

Publicado por Administrador em dezembro 14, 2011

Sabemos que os fenômenos espirituais existiram desde o início dos tempos. As Sagradas Escrituras estão repletas de depoimentos de profetas e fatos que provam a relação do homem com o Mundo Espiritual.

Muitos depoimentos de vidência, audiência, transes mediúnicos, obssessões, possessões, intuições, psicografias, psicofonia, sons e estalos ao redor, aparições e materializações, todo o tipo de comunicação com a vida extra-terrena.

Existiu um homem que é considerado o precursor de Allan Kardec e o Espiritismo, pois aproximou-se muito das idéias contidas no Espiritismo. Chamava-se Emanuel Von Swedenborg e viveu entre 1688 e 1772. Nascido em Estocolmo, percorreu muitas cidades durante sua vida, sendo um homem extremamente versátil. Esteve na Alemanha, França, Holanda e Inglaterra, ampliando seus conhecimentos em matemática, mecânica, astronomia geologia e mineralogia. Ainda tornou-se hábil em economia, especializando-se no mercado de importações e exportações. Além de sua língua pátria, sabia inglês, latim, grego e hebraico, que usou para estudar melhor as antigas escrituras e o Novo Testamento.

Desde muito jovem, tinha contato com o mundo espiritual, e logo iniciou estudou sobre a alma humana, de onde escreveu:

“… O mundo dos Espíritos, do céu e do inferno, abriu-se convincentemente para mim, e aí encontrei muitas pessoas de meu conhecimento e de todas as condições . Desde então, diariamente o Senhor abria os olhos de meu espírito para ver, perfeitamente desperto, o que se passava no outro mundo e para conversar, em plena consciência, com anjos e Espíritos.”

Nota-se em seus relatos, uma total ausência de preconceitos, já que lidava naturalmente tantos com os espíritos de escol como com os sofredores e mesmo espíritos malévolos, considerando isso uma condição da evolução espiritual. Afirmava não existirem anjos e demônios, mas sim seres humanos em diferentes graus de conhecimento. Não admitia a existência de penas eternas, o que colidia completamente com os dogmas católicos.

Desencarnando em 29 de março de 1772, em Londres, onde viveu muitos anos, apresentando sempre sua forte mediunidade, tornou-se 72 anos depois, mentor de outro importante médium americano, de nome Andrew Jackson Davis.

Nos Prolegômenos do livro “Evangelho segundo o Espiritismo” de Allan Kardec, seu nome alio figura como um dos que participou na equipe do Espírito da Verdade, contribuindo para a divulgação da Terceira Revelação junto aos homens. Lembrando que a grande primeira revelação foi através de Moisés e a segunda, a trazida pelo Mestre Jesus.

Hermínio Miranda, fez uma crítica à obra de Swedenborg, considerando seu valor, mas considerando que a partir de determinado momento tornou-se instrumento de espíritos mistificadores. Lembrando que embora uma grande espírita com importante acervo de obras espíritas, Herminio Miranda também combateu a nossa Umbanda, rotulando de forma genérica as manifestações dos guias de Umbanda como animismo.

Temos aqui voltarmos a refletir que animismo não é sinônimo de charlatanismo. E que no início do desenvolvimento mediúnico, muitas experiências são anímicas, reflexos de vivências passadas do espírito do próprio aparelho, num adestramento do que será seu trabalho de caridade no mundo espiritual. Assim conhecerá suas deficiências e suas necessidades de adequação e auto-conhecimento, para depois realmente entrar em contato com as entidades que lhe trarão mais informações, ou lhe pedirão ajuda, na trajetória normal de um médium de Umbanda. Estas idéias muitos se adequam na verdade, ao trabalho realizado por Swedenborg em sua jornada terrena, no longínquo hemisfério Norte.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

Fontes consultada:

Biblioteca Autores Espíritas Clássicos

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