POVO DE ARUANDA

ANUNCIE AQUI! povodearuanda@povodearuanda.com.br

Posts de julho \29\UTC 2011

Abençoe-nos Nanã!!!!!!

Publicado por Administrador em julho 29, 2011

Alex de Oxóssi – Rio Bonito – RJ

Querida Nanã!

Quantas vezes, no interior de minha mente, transportei-me para a sua morada, às margens de um lago profundo e calmo, e ali refresquei meus pés cansados e meu coração dolorido……..

Quantas e quantas vezes fiquei horas fitando o reflexo da Lua em suas águas imóveis, procurando respostas, sondando o indecifrável…

E, em algum momento de abençoada conexão, senti o seu amparo, a sua materna influência, o frescor do barro a moldar novos caminhos em meu espírito…

Nunca dissestes que seria fácil e muitas vezes o renascimento para novas verdades requer esforço quase sobrehumano…

Também através de ti estive nas fronteiras dos mundos, através seu filho Obaluaiê, que mostra muitas passagens e tenho de passar por cada uma nesse grande aprendizado…

Senhora que é condutora de cada um pela vida, que pode ser pacificadora, que acalenta minhas lágrimas, mas faz valer meu prórpio caminho…

Salve a Sua Luz, Salve a Sua Sabedoria e Acolhimento! Acompanha os passos, inspire os pensamentos, prencha a alma com a intuição e a Fé!

E que eu seja sempre digno de sua presença e sua manifestação, através dos tarefeiros de sua linha de trabalho.

Que sempre eu seja sensível às suas vibrações, pronto para trabalhar nas lides do Bem e da Caridade.

Sempre que estiver confuso e perdido, preso e oprimido por idéias erradas, ou teimando por caminhos rígidos e estéreis, envie a sua chuva sagrada e criadora, para lavar minha alma e renovar minhas atitudes, e dar-me uma nova visão sobre as escolhas a fazer.

Esteja sempre conosco, e por minha vez, sempre estarei conectado a ti!


Saluba, Nanã!!!

Alex de Oxóssi – Rio Bonito – RJ

Enviado em ORIXÁS, UMBANDA | Deixar um comentário »

OS SIOUX NA LUZ DIVINA

Publicado por Administrador em julho 29, 2011

Alex de Oxóssi – Rio Bonito – RJ

Os índios de maneira geral, sejam do Hemisfério Norte ou Sul, possuem forte tradição anímica, isto é, acreditam na existência da alma e no mundo dos espíritos.

Lá e cá, foram destruídos sistemáticamente pelo “homem civilizado”, mas eram eles quem detinham o Poder sobre as Forças da Natureza, o repeito ao equilíbrio ecológico, a convivência pacífica com os animais, o cultivar da tolerância e boa vontade entre os seus.

O índio Lakota, das tribos Sioux, hoje estão quase extintos, vivendo na miséria e no alcoolismo, sem cultura própria, local para morar, lutando para manter sua dignidade.

Mas na Espiritualidade, espíritos Sioux se identificaram com as falanges umbandistas dos caboclos, e se juntaram a eles, agregando fundamentos xamânicos de sua cultura, tal como os animais sagrados com que trabalham, como o lobo, a águia e a pantera, da mesma forma que nas falanges de índios brasileiros, eles chegam em terra muitas vezes com sucuris, cobras corais e jibóias, além de onças e gaviões.

Os índios sioux gostam de trabalhar com pedras e cristais. Usam ainda penas do poder para limpeza das auras. O tambor, substituído pelo atabaque, é o veículo de viagem a outros mundos. E para eles o instrumento que faz a comunicação entre a Terra e o Céu.Gostam de montanhas, de florestas, de cachoeiras e do silêncio.

O heyokah é um xamã sioux especial, pois tem reações estranhas, comportamento bizarro, embora possua grande poder. Ele ensina por caminhos tortuosos, manifesta comportamentos contrários, para induzir à reflexão e preparar cada um a ter pensamentos próprios e se fortalecerem para momentos difíceis. Aparece com roupas ao contrário, monta seu cavalo de tras para frente, inverte a ordem das coisas. Mas esta aparente loucura abriga um significado, é um ensinamento , para se ver que tudo tem um outro lado, e que nem todos os caminhos para se alcançar a vitória são iguais.

Oração Lakota (Sioux)

Wakan Tanka, Grande Mistério
Ensina-me a confiar
Em meu coração,
Em minha mente,
Em minha intuição,
Em minha sabedoria interna,
Nos sentidos do meu corpo,
Nas bençãos do meu Espírito,
Ensina-me a confiar nessas coisas
Para que eu possa entrar no meu Espaço Sagrado
E amar muito além do medo
E assim caminhar na beleza
Com o passo do glorioso Sol.

Para os Lakota (Sioux) o Espaço Sagrado é o espaço entre o inspirar e o expirar (estar vivo e pleno aqui e agora). Caminhar na beleza é ter o céu (espiritualidade) e a terra (físico) em harmonia. Wakan Tanka é o Grande Espírito.


Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

Literatura consultada

http://www.xamanismo.com.br/Teia/SubTeia1192610740It003

http://tilesexperts.com/wordpress/os-maias/xamanismo-e-consciencia/

http://www.vozdoselementos.com.br/xamanismo/instrumentos-de-poder

Enviado em UMBANDA | Deixar um comentário »

SALVE NANÃ!!!

Publicado por Administrador em julho 26, 2011

Nanã é um Orixá feminino e segundo a tradição, seria mãe de Omulu. É também um Orixá ligado à terra e mais especificamente ao barro, à lama, ou seja , a mistura da terra à água.

Daí já se pode entrever seu significado. Segundo a tradição Yoruba, o barro é o material original do qual o ser humano foi modelado e que no final da vida do ser humano deve novamente ser devolvido à terra.

Ela é mãe e morte ao mesmo tempo, em um ciclo no qual a vida é possibilitada e renovada pela morte. Ao ser lama, ela é mãe da mãe. Por ser Orixá da lama, Nanã também é relacionada com a fertilidade, com a agricultura e com as colheitas. A terra é invocada, na tradição Yoruba, sempre como testemunha de juramentos feitos ou de alianças secretras. Vemos em sua dança representar o gesto de pilar o grão ou de amassar o inhame. Propicia a abundância e a prosperidade.

Ainda como divindade da criação, Nanã está associada igualmente à idéia de maternidade e dança, embalando em seus braços uma criança, representada pelo ibirí que ela segura na mão direita. O ibiri é um tipo de cetro, constituído de ramos de palha da costa, isto é de nervuras de palmeira ou de atóri reunidos por uma tira de pano azul claro onde estão costurados búzios, e cuja ponta é recurvada.

Nanã não se irrita facilmente, porém quando ofendida, é implacável e incapaz de recuar. Dizem que ela é rabugenta, como certas pessoas idosas. Sem vaidade, pouco feminina, é uma mulher sem atrativos, de idade indefinida, velha antes do tempo. Falta-lhe fantasia e é incapaz de amar com paixão, mas pode ser carinhosa. Por medo de amar, de ser abandonada e de sofrer ela dedica sua vida ao trabalho, à vocação, à ambição social. Pode deixar-se dominar pelo egoísmo, o espírito de ganância, o interesse, avareza. Para outros ela é boa e sábia, maternal com a avó, indulgente e tolerante. Ela serve de mediadora entre os homens e seu terrível (para alguns) filho Omulu ao qual transmite os pedidos dos fiéis. É extremamente trabalhadora, gosta de ordem, de limpeza, exigindo de todos, boas maneiras.

Naná é um Orixá muito discreto, e que gosta de se esconder, por esta razão suas filhas podem ter um caráter completamente diferente do dela. Ninguem desconfiaria que são filhas de Nanã, algumas delas vaidosas e dengosas, mais parecem filhas de Oxum.

AS QUALIDADES DE NANÃ

IYÁBAHIN –
é uma das qualidades mais temidas (o Orixá da varíola), que veio do Daomé, uma qualidade que usa o vermelho. Iyábahin representa um tipo de mulher sem beleza e sem graça, pesada, desajeitada e que aparenta mais a sua idade. Ligada à terra ela apresenta traço comum, com Oduduwá, é rabugenta, vingativa e implacável em rigorosos princípios morais, guardiã severa dos bons costumes, zela em partcular pela honestidade e o respeito pela palavra dada.

Extraordinariamente trabalhadora e eficiente, mas é intolerante e invejosa. A prosperidade alheia é para ela é uma provocação. Não suporta o luxo, o ócio, a vaidade. Seus hábitos são austeros, despojados, e ela não admite brincadeiras. Geralmente não gosta de homens, representa o tipo da viúva ou desquitada, que trabalhou a vida inteira para educar os filhos. É um tipo autoritário, agressivo e dominador.

OPARÁ -
veio do Ketu. É a mãe de Omulu, ligada à terra, temida, agressiva. Constitui um tipo bastante parecido com Iyabahin.

OBAYÁ –é um Orixá ligado à água, à lama, aos pântanos, é a qualidade de Nanã que usa contas de cristal e veio do País Bariba. Obayá constitui, como a precedente, um tipo de mulher desprovido de encantos, austera, velha por temperamento independentemente de sua idade cronológica. É fechada, introvertida e calma. Lenta para irritar-se, e mais lenta ainda para perdoar e esquecer. Leal e honesta, não tolera imoralidade, mentira nem traição. Sabe guardar segredos e odeia indiscrição. Não tem vida sexual ou amorosa. Mas é um tipo simpático e mais meigo que Iyábahin, é maternal, carinhosa, sábia, mãe e avó generosa e devotada. Ama profundamente as crianças e é boa educadora.

AJAOSI –
(guardiã da esquerda) é uma Nanã guerreira e agressiva que veio de Ifé, e confunde-se com Obá. É uma divindade das águas doces e que se veste de azul. Também representa um tipo de mulher sem beleza e sem juventude, trabalhadora e combativa séria, perseverante, sem vaidade, boa cozinheira, boa educadora, uma tia ou avó eficiente e prestativa, mas severa. Situa-se a meio caminho entre a rigidez de Iyábahin e a meiguice de Obayá.

AJAPÁ –
(guardiã da mata) é um Orixá bastante temido, ligado à lama e à morte, que veio de Savé. Veste-se de azul e branco, usa uma coroa de búzios. Ajapá é associada às profundezas da terra, aos mistérios da morte e do renascimento. Destaca-se como enfermeira, cuida dos velhos e dos doentes, toma conta de moribundos. Nela predominam a razão, a providência, a economia, a tendencia a adquirir e acumular bens.

BURUKU –
também é chamada OLUWAIYE (senhora da terra), ou OLOWÒ (senhora do dinheiro), ou ainda OLUSEGBE. Este orixá veio de Alomey, ligada a água doce dos pântanos, usa um ibirí azul. É uma das qualidades mais conhecidas de Nanã, bastante semelhante a Ajaosi, o tipo que ela representa é de uma mulher boa, simples, discreta, sem vaidade, maternal e generosa, mas severa e pouco paciente.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ BURUKU

Não tem senso de humor, o que a faz valorizar demais pequenos incidentes e transformar pequenos problemas em grandes dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande capacidade de compreensão do ser humano, como se fôsse muito mais velha do que sua própria existência. Por causa desse fator, o perdão aos que erram e o consolo para quem está sofrendo é uma habilidade natural.

Nanã, através de seus filhos de santo, vive voltada para a comunidade, sempre tentando realizar as vontades e necessidades dos outros. Às vezes, porém , exige atenção e respeito que julga devido mas não obtidos dos que a cercam. Não consegue entender como as pessoas cometem certos enganos triviais, como optam por certas saídas que para um filho de Nanã são evidentemente inadequadas. È o tipo de pessoa que não consegue compreender direito as opiniões alheias nem aceitar que nem todos pensem da mesma forma que ela.

Pierre Verger costumava destacar o lado doce de Nanã: é o arquétipo das pessoas que agem com calma e benevolência, dignidade e gentileza. Das pessoas lentas nos cumprimentos de seus trabalhos e que julgam ter a eternidade pela frente, para acabar com seus afazeres. Elas gostam de crianças e educam-nas talvez com excesso de doçura emansidão, pois possuem tendências a se comportar com a indulgênciadas avós. Agem com segurança e majestade. Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça.

LENDAS DE NANÃ

1ª Lenda

A mais significativa, sem dúvida, é a que fala de Oxalá se disfarçando para retirar dela o poder sobre os eguns e consequentemente o poder de deusa suprema de uma localidade que explicamuito bem a dominação da nação (matriarcal) do Daomé (criadora de Nanã) pela cultura patriarcal dos iorubas, dos quais Oxalá é o principal representante.

2ª lenda

Esta cita Nanã como uma mãe terrível que abandonou os filhos de Oxumaré, por nascer com forma de cobra, e Omulú por ser defeituoso. Esta narrativa transfere para Yemanjá a função de cuidar de Omulu: a mãe do panteão iorubá foi quem recolheu um dos filhos da cultura daomeana, mostrando que os dominadores aceitavam os mitos dos dominados, ao mesmo tempo em que destronavam a figura que os ameaçava, a mãe e pai de todos. Nanã mostrada a partir de então como uma megera sem poderes.

3ª lenda

Nanã era rainha de um povo e tinha poder sobre os mortos. Para roubar esse poder, Oxalá casou com ela, mas não ligava para a mulher. Então Nanã fez um feitiço para ter um filho. Tudo aconteceu como ela queria mas, por causa do feitiço, o filho Omulu nasceu todo deformado. Horrorizada, Nanã jogou-o no mar para que morresse. Como castigo pela crueldade, quando Nanã engravidou de novo, Orunmilá disse que o filho seria lindo mas se afastaria dela para correr mundo. E nasceu Oxumaré, que durante seis meses vive no céu como o arco-íris, e nos outros seis é uma cobra que se arrasta no chão.

4ª lenda

Na aldeia chefiada por Nanã, quando alguem cometia um crime, era amarrado a uma árvore e então Nanã chamava os Eguns para assustá-lo.

Ambicionando esse poder, Oxalá foi visitar Nanã e deu-lhe uma poção que fêz com que ela se apaixonasse por ele. Nanã dividia o reino com ele, mas proibiu sua entrada no Jardim dos Eguns. Mas Oxalá espionou-a e aprendeu o ritual de invocação dos mortos. Depois, disfarçando-se de mulher com as roupas de Nanã, foi ao jardim e ordenou aos Eguns que obedecesse, “ ao homem que vivia com ela” (ele mesmo). Quando Nanã descobriu o golpe quis reagir, mas como estava apaixonada, acabou aceitando o poder com o marido. Hoje no Culto aos Egungun só os homens são iniciados para chamar os eguns.

5ª lenda

Certa vez, os Orixás se reuniram e começaram a discutir qual deles seria o mais importante. A maioria apontava Ogun, considerando que ele é o Orixá do ferro, que deu à humanidade o conhecimento sobre o preparo e uso das armas de guerra, dos instrumentos para agricultura, caça e pesca, e das facas para uso doméstico e ritual. Somente Nanã discordou e, para provar que Ogum não é tão importante assim, torceu com as próprias mãos os animais destinados ao sacrifício em seu ritual. É por isso que os sacrifícios para Nanã não podem ser feitos com instrumentos de metal.

MITOLOGIA DOS ORIXÁS

1) Nanã formece a lama para a modelagem do homem

Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o Orixá tentou vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu.

Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. Depedra, a tentativa ainda foi pior.

Fêz fogo e o homem se consumiu. Tentou o azeite, água e até vinho de palma, e nada.

Foi então que Nanã Buruquê veio em seu socorro.

Apontou para o fundo do lago com seu ibiri, seu cetro e arma, e de lá retirou uma porção de lama.

Nanã deu a porção de lama a Oxalá, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as aguas , que é Nanã.

2) Nanã tem um flho com Oxalufã

Nanã era considerada grande justiceira. Qualquer problema que ocorresse, todos a procuravam para ser a juíza das causas. Mas sua imparciabilidade era duvidosa. Os homens temiam a justiça de Nanã, pois se dizia que Nanã só castigava os homens e premiava as mulheres.

Nanã tinha um jardim com um quarto para os eguns que eram comandados por elas. Se alguma mulher reclamava do marido, Nanã mandava prendê-lo.

Batia a parede chamando os eguns. Os eguns assustavam e puiam o marido. Só depois Nanã o libertava.

Ogum foi reclamar a Ifá sobre o que ocorria. Segundo Exu, conhecido como bisbilhoteiro, Nanã queria dizimar os homens.

Os Orixás reunidos resolveram dar um amor para Nanã, para que ela se acalmasse e os deixassem em paz.

O Orixás enviaram Oxalufã nessa missão. Chegando à casa de Nanã, Oxalufã foi servido com ricos alimentos. Mas o velho pediu-lhe que fizesse um suco de igbins, de caracóis. Oxalufã, muito sábio, fez Nanã beber com ele o suco. Nanã bebeu dormiu era, a água que acalma. Assim Nanã foi se acalmando.

Cada dia que passava, Nanã se afeiçoava mais a Oxalufã. Pouco a pouco Nanã foi cedendo aos pedidos de Oxalufã. Mas até então Nanã não havia mostrado a ele o seu jardim.

Um dia, uma mulher queixosa do marido procurou Nanã, e ela, aconsehada por Oxalufã, quis ouvir ambos os cônjuges, não só a mulher, mas também o seu marido.

Nanã tinha se acalmado. Mostrou de vez todo o seu reino à Oxalufã. Mostrou tambem como comandava os eguns. Oxalufã observou tudo.

Um dia, quando Nanã se ausentou de casa, Oxalufã vestiu-se de mulher e foi com os eguns. Com a voz mansa como a da velha, Oxalufã ordenou aos eguns que dali em diante eles atenderiam aos peidos do homem que vivia na casa dela.

E sua volta, Nanã foi surpreendida com a afirmação de Oxalufã, que ele também mandaria nos eguns. Mesmo contrariada, Nanã acatou o dito, pois estava enamorada do velho, queria ter com ele um filho. Mas Oxalufã disse à Nanã que não poderiam ter um filho, pois ambos tinham o mesmo sangue.

Nanã estava inconformada e não aceitou o interdito. Preparou uma comida contendo um pó mágico e fez com que Oxalufã adormecesse. Aproveitando-se do sono de Oxalufã, Nanã deitou-se com ele e engravidou. Quando acordou, Oxalufã ficou muito contrariado. Não podia mais confiar em Nanã, pois ela se aproveitara de seu sono.

E Oxalufã abandonou Nanã, indo viver com Yemanjá.

Dia da semana: terça-feira
Elemento: água de lagoas e manguezais
Pedra: ametista
Saudação: saluba

COMIDAS PARA NANÃ

500g. de quirerinha branca – 01 côco – azeite de oliva
Modo de preparo: Cozinhe a quirerinha com bastante água para que ela fique meio “papa”, tempere com oliva, coloque em uma tigela de louça, descasque , rale o côco com ele cubra a quirerinha.

Farofa de pipoca com amendoim, berinjela, batata doce com mel.

Pudim – amolecer o pão transformando-o em uma pasta, em seguida, junta-se cravo e canela, mais camarão seco. Mistura-se tudo e coloca-se em uma tigela. Cortar couve em tiras bem finas e fritar no dendê. Colocar nas bordas do prato para enfeitar.

Sarapatel – para o sarapatel de Nanã , limpa-se e pica-se os miúdos de porco. Passa-se bastante limão e coloca-se a cozinhar. Prepara-se um tempero com limão, coentro, salsa, cebolinha pimenta-do-reino, cominho, louro e acrescenta-se aos miúdos deixando tudo cozinhar.

Mingau – o mingau para Nanã é preparado com creme de arroz, leite de coco. Depois de pronto colocar em uma tigela e acrescentar uma laranja lima.

Aberém – coloque farinha de milho branca a ferver em banho maria sempre mexendo para não embolar . Fazer bolinhos e colocar em folhas de bananeira. Amarrar e servir em tigela branca.

Acassá – deixa-se o milho branco com água em alguidar novo.
Sem qualquer resíduo até amolecer. Ralando-se depois.
Passa-se numa peneira fina ficando ao cabo de algum tempo a massa no fundo do vaso. Isto pronto escoa-se a água , deitando-se a massa no fogo , com outra água , até cozinhar em ponto grosso, retirando-se com uma colher de madeira pequenas porções que são envolvidas em folhas de bananeira depois de rápido aquecimento no fogo.

Bobó ou Ipete –inhame descascado e cozido,cortado em fatias , fervido em seguida no azeite -de-dendê com camarão ralado , cebola , pimenta malagueta.

Buenguê –cozinhar cangica branca e quando estiver amolecida adoçar com mel. Servir em tigela branca.

Efó – corta-se a erva conhecida por ” língua de vaca ” ou mostarda, pondo ao fogo para ferver com pouca água , feito isto escoa-se e coloca-se de novo na mesma vasilha com cebola , pimenta-malagueta seca , camarões secos e sal . Botar azeite-de-dendê depois de tudo ralado.

Ejá – bastante coentro e cebola, rala-se tudo com sal, até tornar-se pasta em seguida põe-se limão espremido. Bastante peixe e azeite -de-dendê.

Ejá funfun – tempere postas de peixe de água doce com sal , suco de limão e alho esprimido.reserve por melo menos 1 hora.Em uma panela , refogue cebola , óleo de urucum e duas colheres de azeite doce.Reserve.Numa panela de barro untada, com uma colher de azeite, fore a metade da medida da cebola refogada com óleo de urucum e o azeite e metade de tomate picado. Acrescente as postas de peixe sem coloca-las uma por cima da outra.Cubra com o restante de cebola refogada e com o tomate e acrescente o coentro e sal a gosto.Leve a panela tampada ao fogo aproximadamente 25 minutos.
Sacudindo de quando em vez para não grudar os engredientes

Jacicou – cozinha-se camarão com todos os temperos, isto é ,cebola , coentro, tomate , pimentão , sal e azeite Quando amolecer e estiver caldo grosso, com o auxilio do machucador, esmaga-se o camarão. Mistura-se com arroz cozido e farinha de goma até os dedos ficarem limpos. Forma-se bolos que são fritos de preferência no azeite-de-dendê.

Olelé – é feito da mesma massa do acará, temperado com cebola , camarão seco e dendê , depois da massa pronta, o abará é enrolado na folha de bananeira para cozinhar no vapor.

Zoró – ensopa-se o camarão com ervas. Temperar com azeite-de-dendê, salsa, coentro, cebola, cebolinha, e pimenta, tudo bem raladinho.

ERVAS DE NANÃ

Agapanto: É um vegetal pertencente a Oxalá, Nanã e a Obaluaê. O branco é de Oxalá e o lilás é da deusa das chuvas e do orixá das endemias e das epidemias. É também aplicado como ornamento em pejis, e banhos dos filhos destes orixás. Não possui uso na medicina popular.

Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixá Nanã, Oxum, Oxumar6e, Iansã e Iemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Angelim-Amargoso – Morcegueira: Pertence a Nanã e Exu. Muito usada em carpintaria, por ser madeira de lei. Folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã. As cascas dizem respeito a Exu; elas são aplicadas em banhos fortes de descarrego, com o propósito de destruir os fluidos negativos.

Assa-Peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori dos filhos do orixá das chuvas. Na medicina popular ela é aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope. Utilizada como hemostático.
Avenca: Vegetal delicadíssimo e mimoso. Tem emprego nas obrigações de cabeça e nos abô embora ela mereça ser economizada em face de sua delicadeza para ornamento. A medicina popular indica as folhas para debelar catarros brônquios e tosses.

Cedrinho: Este vegetal possui muitas variedades, todas elas pertencentes a deusa das chuvas. Sua aplicação é total na liturgia dos cultos afro-brasileiros. Empregado nas obrigações de cabeça, nos abô, banhos de corpo inteiro e nos de purificação. Excelente abô de ori, tonificador da aura. Em seu uso caseiro combate as disenterias, suas folhas em cozimento em banhos ou chá curam hérnias. É tônico febril rebeldes.

Cipreste: Aplicada nas obrigações de cabeça e nos banhos de purificação e descarrego. A medicina popular indica banhos desta erva para tratar feridas e o chá para curar úlceras.

Gervão: Além de ser folha sagrada de Nanã, também é Xangô. Sem aplicação nas obrigações rituais. A medicina caseira a indica no tratamento das doenças do fígado, levando suas folhas em cozimento adicionando juntamente raízes de erva-tostão. O chá do gervão também debela as doenças dos rins.

Manacá: Seu uso ritualístico se limita aos banhos de descarrego. Muito empregada na magia amorosa. Nesse sentido, ela é usada em banhos misturada com girassol e mil-homens. O chá de suas raízes é utilizado pela medicina caseira para facilitar o fluxo menstrual.

Quaresma – Quaresmeira: Esta arboreta tem aplicação em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação dos filhos da deusa das chuvas. Durante o ritual toda a planta é aproveitada, exceto a raiz. A medicina caseira a indica nos males renais e da bexiga, em chá.

Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta erva resolve males do estômago, tumores e abscessos. Internamente é usado o chá, nos tumores aplica-se as folhas socadas.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

LITERATURA CONSULTADA:

O Mundo Místico dos Orixás- Ed. Minuano .Ano I no. 4

http://wwwcasabrancadeoxala.blogspot.com/2008/12/ervas-de-nan.html

http://catiacmam-catiacmam.blogspot.com/2009/04/comida-do-orixa-nana-pudim-amolecer-o.html

Enviado em ORIXÁS, UMBANDA | Deixar um comentário »

O PAPEL DAS CORES NO MUNDO EXTRA- FÍSICO

Publicado por Administrador em julho 19, 2011

Emanamos sempre energias. Os sensitivos conseguem perceber as cores de nossos chacras. Os que não são perceptivos para coisas extras-físicas, mas que possuem bom poder de observção, irão analisar as cores de nossa roupa, objetos que utilizamos, etc., influindo em muitos campos interelacionais de maneira consciente, mas na maioria das vezes inconsciente. Há porém quem explore estas nuances, estimando que nossas atitudes e preferências se refletirão em nosso ambiente de trabalho. Quase todos os executivos de grandes empresas atuamente, são hábeis na percepção da leitura corporal, e aí se baseiam nas reuniões de admissão de colaboradores, análise de performance de funcionários antigos, etc. Deste modo conseguem “adivinhar” o interesse, o cansaço, o enfado, a raiva, a insegurança, tudo através de expressões corporais que vem de dentro e se manifestam no corpo. Por outro lado, nós somos o que pensamos e construímos uma ambiência mental ao nosso redor, a partir da irradiação dos pensamentos bons ou menos bons. E por sua vez, sabemos que os pensamentos nascem da inteligência, que é atributo espiritual. Há os sensitivos que percebem estas nuances de nossa personalidade, que se refletem como cores enamando de nossas auras. Na Umbanda, há uma relação das cores e os orixás, de modo que as pessoas podem ter preferências por cores que não por acaso, são as do seu Pai ou Mãe de cabeça. Com algumas variações regionais, a cor branca se relaciona ao Pai Oxalá, Pretos Velhos e Almas. A cor azul é correlacionada com Oxum , e às vezes com Iemanjá. Marrom para Xangô, Verde para Oxóssi, vermelho para Ogum, rosa para as crianças, roxo para Nanã, branco e preto para Omulu e Pretos Velhos, preto e vermelho para os Exus. Quanto aos nossos centros vitais ou chacras, o primeiro, que se chama chacra básico ou raiz, emana a luz vermelha. O segundo ou umbilical, tem cor laranja. O Plexo Solar, a luz amarela. O chacra cardíado tem a cor verde, mas tambem a cor rosa. O quinto chacra ou laríngeo possui cor azul clara, o sexto ou frontal, o azul índigo e o sétimo ou coronário apresenta a cor violeta. Estas cores serão da aura de uma pessoa, de acordo com qual chacra estiver pulsando mais. Mesmo que não consigamos ver as auras uns dos outros, de algum modo captamos suas emissões de energia, que irão nos cativar e atrair, ou produzir profundo desagrado e nos afastar. As cores tambem fazem parte de um tipo de onda de energia, que permanece vibrando nos tratamentos terapeuticos de diferentes doenças físicas e sobretudo do estudo. A emissão de uma determinada cor a partir de uma ordem mental de alguem que tem forte poder eletromagnético, pode ser altamente curativa. Não é à toa que estudiosos chamam o uso das cores como elemento terapêutico, denominando esta técnica de “Cura Quântica”.Ao mentalizarmos positivamente uma cor, intuitivamente estaremos utilizando as propriedades daquela cor. Voltando à nossa Umbanda, por exemplo, Ogum, tem o vermelho como cor representante. O vermelho remete à atividade, impulsividade, coragem, vitalidade, mas num sentido negativo pode induzir cólera intempestiva. Os filhos de Ogum possuem tambem estas características, e devem se esforçar para aprimorar as qualidades e evitar o lado negativo. O verde de Oxóssi, sempre nós dará a idéia de Cura, desfazer processos inflamatórios, circulatórios, doenças somáticas. O verde claro emana uma energia de limpeza, enquanto que o verde mais fechado tem forte ação anti inflamatória, regeneradora e antisseptica. E vemos que no grande panorama Cósmico, os caminhos se encontram, e as informações chegam a quem busca, de forma harmoniosa e complementar. Aprendemos que Oxóssi pertence às matas verdes e exerce na Linha de Umbanda o poder de Cura e Proteção. O tom violeta é sedativo dos nervos motores, do sistema linfático, ajuda na recuperação de inflamações. O violeta (roxo) é a cor relacionada à Nanã, Iabá que se move lentamente, mora nas nascentes e locais lodosos ( que podemos comparar à linfa). Tem ação calmante sobre sue filhos. O azul, relacionado à Oxum e tambem à Iemanjá, traz a propriedades de renovação, superação, equilíbrio, limpeza. Tambem Tribuem a cor dourada à Oxum. Não é uma cor natural, mas sim, sobrenatural. Aparece sempre como símbolo da realeza ou referente ao mundo mágico. É princípio e fim da alquimia e da pedra filosofal, sendo sinônimo de riqueza, poder. O rosa é a cor do amor incondicional, da compaixão e ajuda a expressar os sentimentos. Não por acaso compartilha com o verde a cor do chacra cardíaco. Já o branco contém em si todas as cores, com todas as suas propriedades, e não é por acaso que o branco é atribuído ao nosso Pai Oxalá. Cor da clareza, pureza e iluminação. Cor da inocência, verdade e integridade. Cor que irradia luz. O branco contém todas as cores e as destaca. Cor do chacra coronário, junto do viotela.

A utilização terapêutica das cores, chamada Cromoterapia, está intimamente ligada ao antigo Egito assim como a própria Medicina. O vínculo da Medicina ao Egito data de 2800 a.C. com IMHOTEP, considerado o Pai Universal da Medicina, pois foi ele quem escreveu os primeiros livros de Medicina, em rolos de papiros. E também foi ele quem fundou a primeira Escola de Medicina. Séculos mais tarde, Hipócrates (460-377 a.C.), médico grego, esteve no Egito estudando a matéria Médica com os sacerdotes-médicos, durante três anos. De retorno a Cós, sua cidade natal, fundou a primeira Escola de Medicina da Grécia e elaborou o Juramento Médico baseado nos escritos de Imhotep. Vamos listar abaixo as vibrações coloridas emanadas dos alimentos, e bem utilizadas nos trará sempre equilíbrio e saúde: Alimentos de cor vermelha, laranja e amarela têm efeito alcalino. Alimentos verdes não são nem ácidos nem alcalinos: são neutros. Alimentos de cor azul, índigo e violeta têm efeito ácido. Alimentos vermelhos: carne, todas as frutas de casca vermelha, todos os vegetais vermelhos, agrião, beterraba, repolho roxo, cerejas, pimentão vermelho, cebola, uvas, rabanete. Alimentos laranja: cenouras, laranjas, abóboras, milho, damascos, tangerinas e pêssegos. Alimentos amarelos: damascos, manteiga, gemas de ovos, cenouras, milho, toronja, manga, melão, tutano, frutas de casca amarela e hortaliças amarelas. Alimentos verdes: hortaliças verdes e frutas dessa cor. Alimentos azuis: a maioria das frutas azuiz, como as ameixas, mirtilos, peixe, vitela, aspargos e batatas. Alimentos índigo: são os mesmos descritos em alimentos azuis e alimentos violeta. Alimentos violeta: berinjelas, brócolis-vermelho, beterraba, uva moscatel, amoras pretas.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

Fontes: http://www.kalinkababuska.com.br/cromoterapia/marrom.php http://pt.scribd.com/doc/19137/capitulo40 http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/bem-estar-cromoterapia/cromoterapia-6.php http://www.cromoterapia.org.br/ Do site http://www.eusouluz.iet.pro.br/cromoterapia.htm trouxemos as cores dos alimentos propiciando a saúde Imagens: Google Imagens

Enviado em ORIXÁS, UMBANDA | Deixar um comentário »

LINHA E ARQUÉTIPO DAS GUARDIÃS POMBA GIRA

Publicado por Administrador em julho 16, 2011

Clique no Banner acima e será direcionado ao Site do Curso
Por Rodrigo Queiroz
Ditado por Sra. Maria Padilha

“Uma rosa cor de sangue, cintila em suas mãos,
Um sorriso que nas sombras não diz sim nem não,
Põe na boca cigarrilha e se acende um olhar,
Que nas Trevas sabe o bem e o mal pra quem quiser amar….”

- Olá moço! Salve!

- Minhas reverências Senhora!

- Moço coube a mim falar um pouco de nós, vamos lá?

- Vamos sim, pode começar!

- Como o companheiro Tranca Ruas já adiantou sobre nossos nomes simbólicos e condição do Grau de um espírito redimido na seara da evolução vou me preocupar em tratar de outras coisas, certo?

- Senhora, sou apenas a sua mão, está tudo certo, você conduz como queira.

- Então vamos do começo. O temo Pomba Gira é mal compreendido e também não falarei disso, você faz isso depois, pode ser?

- Tá certo Senhora, no final eu coloco uma nota.

- Ótimo!

- Senhora, já que tentarei escrever sobre o termo do “Orixá Pomba Gira” vamos falar da questão prática, ou seja, do surgimento de vocês mulheres na força de exu, também conhecidas como Exu Mulher.

- Ah moço, ainda tem essa, né? Exu Mulher já é demais. Seria o mesmo que dizer Rodrigo Mulher ou coisa parecida. Mas entendemos quando criaram este termo era apenas para tentar explicar algo que desconheciam e demoraria ainda um bom tempo para se ter ferramentas e bons argumentos para melhor explicar nossa “aparição” nos terreiros.

- Entendido… E como isso se dá?

- Antes de “aparecermos” nos terreiros de Umbanda já manifestávamos em alguns lugares que nos permitiam como em alguns Catimbós, Macumbas Cariocas, etc. Não usavam o termo Pomba Gira, mas sim Princesa, Madame e coisas do tipo. Estas aparições eram rariadas e ficava a cargo de médiuns mulheres que se abriam a nós, no entanto poucas o faziam.

- E porque isso?

- A sociedade em que você vive é patriarcal, logo extremamente machista, hoje um tanto mascarado pela evolução tecnológica e globalizado, mas são essencialmente machistas, tanto é que ainda chamam Deus de Pai, figura masculina e estrutura patriarcal.

- Isso é verdade!

- E há um século atrás era muito pior e declarado este rebaixamento ao sexo feminino. Assim, aparecemos em peso nos terreiros na década de 60 nos juntando ao movimento feminista que neste país criou grande repercussão nesta época.

- Hummm, quer dizer que vocês vieram nos combater? (risos)

- Viemos combater a desigualdade moço, e continuamos fazendo.

- A Umbanda se mostra como um ponto de convergência para todos os meios menos favorecidos e oprimidos, não acha?

- É fato. Seu universalismo e sua meta é essa, por isso tem quem acredite que será a religião principal do futuro.

Continuando, por séculos a mulher era apenas coadjuvante existencial, sem muita importância, porém necessária e aquelas que tentaram mudar esta realidade foram mortas e ridicularizadas de alguma forma. Mas não ficarei aqui relembrando o passado, certo?

- Tudo bem.

- Esta realidade brutal se arrastou por séculos a fio e como já disse começou a mudar a realidade nos anos 60 aqui neste país. Quando aparecemos nos terreiros éramos o retrato de tudo aquilo que as mulheres sonhavam em ser, mas já tinham perdido a esperança. Também éramos tudo que os homens gostavam, mas combatiam covardemente.

- Não entendo. Temos notícias que vocês eram tratadas como ex-prostitutas, ex-marginais e ex-alguma coisa muito ruim e amoral.

- (gargalhada) Isso é o que tentaram dizer. Intriga dos covardes moço. (gargalhada)

- Então continue.

- Pois bem, nesta época, veja os retratos das mulheres nesta época. Eram opacas, pálidas, feias e amarguradas. A vaidade era abafada de todas as formas e sensualidade era algo que muitas vezes nem brotava no âmago da mulher. Um combate cruel contra a natureza.

E surge nós, mulheres independentes, firmes, alegres, risonhas, esbanjando sensualidade, sem papas na língua “afrontando” a covardia machista imperante. Confesso moço, viemos auxiliar a mulher para se livrarem deste cárcere emocional que viviam. Fomos muito combatidas, até hoje somos mas a luta já está mais fácil. Neste tempo não tachavam somente nós como seres amorais e todos adjetivos que possa imaginar, a médium caia na mesma vala. Se pra mulher incorporar uma pomba gira era um escândalo, imagine quando ocorria com um homem. Era raro, mas fazíamos questão de provocar estas situações.

No momento em que começamos aparecer nos terreiros e tudo isso foi cautelosamente pensado, nos preparamos e foi uma “invasão” coletiva, simultâneo. A médium que aparecia opaca no terreiro ao estar mediunizada por nós ficava linda, pois juntava sua sensualidade escondida com a nossa e aquela mulher virava um furacão. É certo que muitos casamentos acabaram por isso, porém muitos outros também foram salvos.

Nosso foco inicial era a mulher. Libertar o ser feminino do medo e da dependência foi e é nosso norte.
Fazemos a guarda do movimento feminista. Reconheça que muito se conquistou assim.

Tínhamos que provocar, por isso quando nos perguntavam se éramos “putas” respondíamos com uma sonora gargalhada. Se éramos “bruxas” a mesma resposta. E quando cantavam que “pomba gira é, mulher de sete maridos”, a provocação estava feita. Pois era a situação inversa, ou seja, não o homem podendo a poligamia, mas sim a mulher subjugando vários homens sob seu feminilismo e encanto.

- Interessante…

- Árduo moço, muito árduo. Desde então nosso trabalho foi crescendo e se manifestando de forma organizada igual ao trabalho dos exus, somos a outra parte de exu que usando este termo abriga os seres masculinos no grau Guardião de evolução e nós no termo Pomba Gira somos as mulheres no grau Guardiã de evolução.

- Quer dizer que o arquétipo de vocês também se baseia na milícia?

- Não, apenas representamos a mulher independente, capaz e livre. Somos como disse, aquilo que toda mulher busca ser e tudo aquilo que os homens gostam mas tem medo.

- É certo que existem algumas Pomba Giras que foram prostitutas e marginais.

- Sim é certo, como também existem Exus que foram a pior espécie de homens. Porém isto é um caso a parte.
O que fomos pouco importa, pois no geral, como todos os encarnados, somos espíritos humanos que sofreram sua queda e já lúcidos retomamos nosso caminho de evolução, assumindo um grau e campo de atuação sob a regência dos Orixás e guardando a esquerda dos encarnados.

- Senhora é verdade que vocês são especializadas em fazer amarrações?
(Grifo Nosso)
- Sim, da mesma forma que somos especializadas em transformar homens em gays (gargalhada). Brincadeira a parte moço, esta é mais uma colocação dos mal informados. Nós já estamos livres destes “vícios” emocionais e não praticamos nada fora do livre arbítrio que impera na criação Divina. Portanto, não somos amarradoras de nada e não decidimos sexualidade de ninguém. No entanto, somos especializadas em desfazer estas anomalias magísticas. (Grifo Nosso)

É isso moço, vamos parar por aqui e fica em síntese registrado que Pomba Gira são espíritos humanos femininos que estão num grau ao lado de exu e atuam principalmente no coração e na mente daqueles que de certa forma se permitem ficar acrisolados em suas próprias tormentas. Estimulamos o que o indivíduo tem de melhor, para que estes desejem ser melhores. Em nosso encanto e sensualidade mostramos que de tudo o que vale a pena é preservar a felicidade.(Grifo Nosso)

Fique em paz moço noutra oportunidade sentamos novamente.

- Muito obrigado senhora. Este é um assunto extenso e poderíamos fazer um livro com centenas de páginas, mas não é possível agora, então mais uma vez muito obrigado!

- Salve!

- Saravá Pomba Gira Maria Padilha.


Nota do Médium:
Por um tempo tive resistência quanto ao trabalho de Pomba Gira, meramente por falta de informação, hoje entendo o suficiente para perceber seu papel fundamental e insubstituível num terreiro. Ainda assim quando achei estar pronto para incorporar Dona Padilha me surpreendi por não estar, pois é, na ocasião comecei sentir meu corpo mudar e me assustei, bloqueei e de certa forma mantive um trauma, um tempo depois ela se manifestou sem usar o mesmo artifício de me levar sentir fisicamente sua estrutura. Consciente na incorporação vivi um misto de vergonha e encanto, vergonha por me ver requebrado e encantado por ter a oportunidade de aprender e sentir um pouco mais deste universo tão complicado que é o ser feminino.

Também pude por a prova que espírito algum muda nossa orientação sexual ou coisa do tipo.

Quanto ao termo Pomba Gira, muitas são as discussões. Alguns dizem ser Pomba – um símbolo da genital feminina (vulva) e Gira – o fato dela dançar girando no terreiro, ou seja, uma espécie de vulva girante, faceira e por aí vai. A meu ver é um tanto preconceituoso e sem nexo esta “tradução”. Outro ponto de vista muito provável é que Pomba Gira é uma variante de Bombojila, uma divindade africana não Yorubá equivalente a Exu que começou a ser cultuada no surgimento do Candomblé por conta da fusão dos Cultos de Nação em terras brasileiras. Como temos Exu representando os Guardiões na Umbanda teríamos que ter alguma referência para as Guardiãs, então resgataram Bombojila que num aportuguesamento forçado foi sofrendo variações fonéticas: Bombojila – Bumbojila – Bombo Gira – Pumbu Gira e Pomba Gira. Sabe com é leitor, isso é coisa de brasileiro! (risos).

Assentamento:

- 01 garrafa de boca larga de vidro (gatorade);
- champanhe;
- 01 tridente redondo;
- 01 pedra ágata de fogo;
- um botão de rosa vermelha;
- erva artemísia;
- mel;
- 01 vela 7 dias vermelho;
- 01 fita cetim vermelho fina 50cm;
- 01 cigarrilha;
- incenso de patchouly.

Preparo: coloque dois dedos de mel na garrafa, coloque a pedra, a erva e a rosa. Encha com a champanhe. Tampe (tampa de metal) e fure a tampa com o tridente que deverá ser fincado até tocar no mel e as pontas ficam pra fora. No meio da garrafa amarre a fita com sete nós. Acenda o incenso e a cigarrilha dando sete barofadas. Acenda a vela.

Toda semana acenda ao menos uma vela vermelha. Sempre que fizer esta firmeza semanal, pegue o charuto e dê três baforadas, concentrado nos pedidos e orações.

Troque os ingredientes trimestralmente(Grifo Nosso), podendo manter apenas a garrafa, a pedra e o tridente.

Mantenha fora de casa.
(Grifo Nosso)

Oração de assentamento:

“Divino Criador, Divinas Forças Naturais, Divinos Orixás, neste momento vos evoco e peço que imante este assentamento, consagre e o torne um portal por onde a força de Pomba Gira possa se manifestar, servindo de minha proteção e chave de acesso às Guardiãs de acordo com o meu merecimento. Peço que a força das Pomba Giras esteja presente e receba minhas vibrações.”

Ps.: Este é um assentamento universal para a linha de Pomba Gira, que pode ser consagrado a um Pomba Gira específica ou deixar aberto de forma universal.

Faça isto com fé e amor, terá ótimos resultado!

Fonte:
este texto faz parte da apostila que compõe o material de estudos do curso Arquétipos da Umbanda, desenvolvido e ministrado por Rodrigo Queiroz.

BLOG: http://www.rodrigoqueiroz.blogspot.com

Clique no Banner acima e será direcionado ao Site do Curso

Enviado em UMBANDA | Deixar um comentário »

Linhas de Trabalho na Umbanda e a identidade de um povo

Publicado por Administrador em julho 15, 2011

Por Rodrigo Queiroz

A Umbanda, por sua ampla diversidade e particularidade, é cercada de explorações conceituais, muitas vezes interpretada pela única e exclusiva vivência particular dos indivíduos, o que neste caso pode ser um perigo, uma vez que a Umbanda vivenciada no interior de um terreiro é apenas o fragmento da Umbanda manifestada num espaço terreno, restrita ao grupo onde ela se manifesta e vivenciada com as particularidades deste grupo.

No entanto, penso que o Umbandista no geral precisa separar o terreiro e as convicções internas daquilo que é Umbanda, no macro, numa visão global, pois o terreiro é de Umbanda, mas a Umbanda não é apenas o terreiro.

Neste sentido, diversos temas precisam ser consultados à espiritualidade de Umbanda, trazer ao meio aquilo que é ensinado pelo astral, compartilhado com o senso crítico, necessário para não criarmos fundamentalismos, numa religião ampla, maleável e em constante expansão…

Independentemente das teorias diversas sobre um ou outro assunto, o que é ou deverá ser comum aos terreiros é a presença das linhas de trabalho, reservadas, é claro, as particularidades internas. Ou seja, independentemente de minhas convicções, o Caboclo dentro do terreiro que frequento é a mesma essência manifestada em qualquer terreiro, Caboclo é Caboclo em qualquer lugar e pouco importa se num terreiro o Caboclo usa penacho, noutro usa uma fita ou noutro não usa nada; a forma, a particularidade, não é superior ou mais importante que a essência Caboclo. Assim para todas as outras linhas.

Há terreiros que trabalham com a linha de marinheiros, há terreiros que não. Há terreiros que manifestam ciganos, há terreiros que não. O fato de uma determinada linha não se manifestar no terreiro que frequento não significa que esta não exista e/ou que eu não preciso entendê-la.

A Umbanda é uma religião brasileira, por essência e fato registrado. Sua organização comprova isso. A maneira com que ela congrega a diversa cultura planetária numa realidade brasileira contemporânea adaptada nos leva à constatação desta ideia.

No astral se organizaram gradativamente linhas de trabalho espiritual baseadas no arquétipo do Brasil, do povo brasileiro, são grupos de espíritos que trazem consigo uma história evolutiva e graus de evolução semelhantes que se congregam pelo ideal vibratório e evolutivo da Umbanda Astral.

Brilhantemente, os Mestres da Luz, tutores do Ritual de Umbanda, fazem manifestar a cada Gira de Umbanda qualidades, especificidades, habilidades e saberes de um povo multicultural. Posso dizer que a vivência no interior de um terreiro durante alguns meses conduz o indivíduo a “viajar” por todo este imenso país e sua cultura.

Abaixo segue uma síntese desta organização do astral, que identifica a religião de Umbanda como uma religião Brasileira.

Linhas de Trabalho e os Arquétipos Sociais

Caboclo – apesar do nome, não retrata o “caboclo matuto”, mas espelha a identidade do indígena, morador primário desta pátria, cultuador da natureza que proporciona ao fiel umbandista uma profunda convergência à natureza, um olhar sensível ao que é natural e o desenvolvimento de uma consciência ecológica nativa, daquele que sabe que o ser humano é extensão e dependente da natureza, não o contrário. Proporciona ainda uma interação com o reino elemental e a cultura indígena.

Preto Velho –
arquétipo do ancião, “sobrevivente” do cativeiro, que superou a dura realidade da escravidão, desenvolvendo, portanto, a sabedoria pela vivência. Africanos catequizados, estes trazem à religião a crença e culto aos Orixás, divindades cultuadas na Nigéria; entretanto, a maneira como os Orixás são compreendidos e como os fiéis se relacionam com os mesmos é diferente do que ocorre na África ou mesmo nos cultos descendentes. Na Umbanda, por meio dos pretos velhos acontece o culto aos Orixás de maneira renovada e adaptada à realidade brasileira contemporânea. Sobretudo, os Pretos Velhos são o retrato de sabedoria, humildade e resignação.

Baianos –
uma “referência” ao início da descoberta do país, origem da colonização e de um povo que é a “cara do Brasil”. Entretanto, os Baianos surgem de maneira organizada como uma linha de trabalho efetiva a partir da década de 50 com a industrialização dos grandes centros, intensificam na década de 60 com a maior onda de migrações provenientes da grande seca que acometeu o nordeste brasileiro. A Linha de Baianos reflete o arquétipo do rural migrado e já adaptado à zona urbana, esta linha de trabalho vai servir de ponte para os migrantes através de sua semelhante identidade.

Boiadeiros –
arquétipo do “peão de boiadeiro”, do catingueiro, lampião. Espelha a qualidade do sertanejo e do agreste. Aparecem nos terreiros juntamente com os Baianos.

Marinheiros –
muitas vezes semelhantes aos Baianos, é o arquétipo do litorâneo, identidade daquele que sobrevive do mar e dos rios, como os ribeirinhos. Apresentam-se nesta Linha de Trabalho marinheiros de fato, pescadores, ribeirinhos, canoeiros. Conhecidos também como “Povo d’água” trabalham sob a vibração de Yemanjá.

Erês –
composto na sua maioria por encantados, são seres puros de outra dimensão e infantis. Naturalmente, é o arquétipo da criança para a criança, um meio do astral para interagir com os infantis encarnados no desenvolvimento de uma religiosidade de origem.

Ciganos –
confundidos com exus e pomba giras, trazem o arquétipo do nômade, daquele que transita por muitas culturas e é em si a síntese da mística planetária; surgem intensamente nos terreiros de Umbanda na década de 90 e frisam que não são da Umbanda, estão na Umbanda.

Malandros –
iconizados por Zé Pelintra, refletem o arquétipo da periferia e do “morro”, retratam a superação diante as dificuldades políticas e sociais. Estão ligados às causas sociais e da minoria, combatem as exclusões. Apesar de Zé Pelintra ser anterior à Umbanda, a Linha de Malandros aparece nos terreiros como uma linha de trabalho organizada na década de 2000 e ainda causa estranheza para muitos “tradicionalistas”.

Povo do Oriente –
no princípio o termo “povo do oriente” foi usado para designar todo aquele espírito que não se encaixava até então numa linha de trabalho já popularizada, uma exemplo é a linha dos ciganos, que por muito tempo foi considerado “povo do oriente”. Entretanto, a Linha de Trabalho do Oriente é composta pelo arquétipo e cultura Oriental e Asiática, encontramos nestas linhas monges, yogues, chineses, indianos, japoneses etc. Portanto, outra cultura e povo que contribui para o desenvolvimento desta cultura e país que é o Brasil.

Exu –
a linha dos guardiões, ou Exus na Umbanda sempre estiveram presentes na religião, por um período velado ou pouco público. Por muito tempo mal interpretado e sincretizado com o demônio católico. Nos dias atuais, exu tem sido mais compreendido e entendido como o Guardião do Templo, o Sentinela que é amigo e protetor, justo e ordenador, incorruptível e avesso a práticas que ferem o bom senso, caridade, amor e evolução. É o arquétipo militar, da polícia no astral, da guarda montada.

Pomba Gira – por um tempo entendida como “Exu Mulher”, esta linha de trabalho aparece intensamente nos terreiros na década de 60 juntamente com a expansão do movimento feminista no Brasil. Esta força espiritual intensifica a identidade feminina, mal interpretada em sua aparição quando foram consideradas mulheres “prostitutas” ou coisas semelhantes. O fato é que Pomba Gira, além de ser a Guardiã do Templo e da esquerda dos médiuns junto com Exu, trazem o arquétipo da mulher independente, “dona de si”, bem resolvida e autônoma. Características estas que vão confrontar com o machismo imperante na cultura brasileira principalmente na década de 60, ao mesmo tempo em que vão trazer um novo fôlego e autoestima às mulheres da Umbanda.

Exu Mirim –
como os Erês (crianças), são encantados e infantis da dimensão natural Exu. Estão assentados à esquerda dos médiuns e do ritual de Umbanda como guardiões da vibração do Orixá Exu. Não são delinquentes, meninos de rua ou “cheiradores de cola”, como equivocadamente foram interpretados nas suas primeiras aparições.

Rodrigo Queiroz é graduando em Filosofia, Sacerdote Umbandista, escritor, diretor fundador do Jornal Umbanda Sagrada, Presidente do Instituto Cultural Aruanda, Coordenador do colégio virtual Umbanda EAD.
Contato – rodrigo@ica.org.br / www.ica.org.br / www.rodrigoqueiroz.blog.br

Enviado em UMBANDA | Deixar um comentário »

Simbolos Sagrados da Umbanda- os Pontos Riscados

Publicado por Administrador em julho 13, 2011

O Ponto Riscado é utilizado nos trabalhos efetuados pelas entidades e também como identificador da mesma. A Pemba é um instrumento sagrado na Umbanda, pois nada se faz com segurança sem a grafia mágica do Ponto Riscado. Ao riscar seu ponto através do médium, a entidade estabelece o contato vibratório com as energias da Espiritualidade Superior.

A escrita mágica simbólica é tão antiga quanto a humanidade, e é um bem colocado à disposição da humanidade pelos Seres Espirituais Superiores, de que muitos tem se servido no decorrer dos séculos. Existem milhares de ondas vibratórias que formam telas infinitas, dasquais são retirados modelos de símbolos e signos mágicos que são riscados e ativados no plano material.

Os Guias Espirituais costumam trabalhar com espaços mágicos fechados ou circulares; assim, suas irradiações ficam contidas dentro do círculo e não interferem nos outros espaços mágicos riscados por outros guias dentro do mesmo espaço físico coletivo. Os Guias Espirituais de Umbanda, se servem de uma certa quantidade de símbolos e signos mágicos que aparentemente é limitada a algumas centenas apenas, pois pode-se encontrar em pontos riscados de diferentes entidades a reprodução de símbolos e signos idênticos.

O ponto riscado é, na verdade, o selo, o cartão de visitas, a identificação , o brasão e a bandeira da entidade. São verdadeiros códigos registrados e sediados ao mundo espiritual que identificam poderes, tipos de atividades, e os vínculos iniciáticos da falange. Quando traçados sem conhecimento, não projetam sua grafia luminosa e não passam de rabiscos. Ponto Riscado é magia, e, par se utilizar deles, é ncessário conhecimento.

Dependendo do trabalho a ser realizado ou cerimônia, pode-se utilizar tambem além do giz de pemba, a pólvora, oazeite, um ponteiro na areia ou até mesmo traçá-lo mentalmente, mas isso já requer muita prática.

SÍMBOLOS E SEUS SIGNIFICADOS NA MAGIA DA UMBANDA

Círculo – representa o Criados, o Universo, a Perfeição. È o símbolo da
eternidade.

Ponto – O Ser Supremo , a Origem.
Linha reta horizontal: o mundo material
Linha reta vertical : a alma humana em busca do retorno ao criador.
Duas linhas retas : o masculino e o feminino
Uma linha curva : a polaridade
Uma linha sinuosa: regeneração e vida
Dois traços curvos: as duas polaridades, positiva e negativa
Triângulo: Força Divina
Dois triângulos (estrela de 6 pontas) : todas as forças do Cosmo em equilíbrio
Quadrado : os quatro elementos: terra, fogo, agua e ar
Pentagrama: o Selo de Salomão: A Linha do Oriente, Oxalá, a Luz de Deus.
Tres estrelas representam as Almas e os Pretos Velhos.

Arco e Flecha: Força Espiritual, energia e potencia.

Espada: a alma em busca do criador, a luta, o trabalho, o guerreiro.

Coração: almas equilibradas, o amor.

A LEI DE PEMBA

A magia dos sinais na Umbanda possibilita seus próprios símbolos, que representam os Orixás, os Guias e Protetores, relacionados com os planetas, as forças elementares da Natureza e a Numerologia.

Essa grafia sagrada – os Pontos Riscados – identifica Guias e Protetores com seus nomes próprios, e representam tambem os canais energéticos mais sutis em nosso organismo material.

A Umbanda possui, portanto, seu conjunto de símbolos e sua grafia sagrada, denominada Lei de Pemba, e não precisa recorrer às simbologias de outras origens, podendo compor assim, seus próprios símbolos ou talismãs.

Na magia dos talismãs, o homem está relacionado ao Pentagrama, a estrela de cinco pontas que possui polaridade dupla: uma ponta ponta para cima (positivo) e a outra para baixo (negativa).

O pentagrama é um símbolo universal, representativo da raça humana –
é o ponto de junção entre o material e o imaterial.

Fonte: Matéria retirada da Revista Espírita de Umbanda ed. 6

Enviado em UMBANDA | Deixar um comentário »

Afro-Umbandistas farão encontro no Botafogo

Publicado por Administrador em julho 13, 2011

13 de julho de 2011

Jaraguá do Sul – A Comunidade Afro-Umbandista e o Superior Órgão Internacional de Umbanda e dos Cultos Afro realizam no sábado (16) solenidade no salão do Botafogo FC, reunindo umbandistas, candomblecistas e convidados. A confraternização marca os quatro anos da rádio web Voz dos Orixás e os 11 anos da Comunidade Afro-Umbandista de Jaraguá do Sul, presidida por Antônio Piasson.

A programação começa às 19h com o Hino Nacional e o Hino da Umbanda, seguida de homenagem em nome do amor, verdade e justiça a filiados do SOI e convidados pelos serviços prestados à umbanda e aos cultos afros.

Segue o jantar e depois o baile com a Banda Cassiana & Cia.

Participarão do evento representante de vários terreiros, tendas de umbanda de Jaraguá e de cidades vizinhas. O presidente administrativo do SOI, Amarildo Pêra, também deve estar presente no evento.

Fonte Foto e Texto: Jornal do Vale do Itapocu

Enviado em UMBANDA | Deixar um comentário »

O Aeróbus na Terra e a volitação no Mundo Espiritual

Publicado por Administrador em julho 13, 2011

Foi publicada em 2009 uma reportagem sobre uma versão ainda mais eficiente do trem bala, onde se lia: “Pode parecer coisa de filme de ficção, mas é o mais novo e revolucionário projeto do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no Rio de Janeiro. Engenheiros e projetistas do INT já começaram a trabalhar na fabricação do primeiro protótipo de trem urbano de levitação magnética. Batizado de Maglev Cobra, ele foi concebido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Aos especialistas do INT coube desenhar o trem e montar a carroceria desse revolucionário e ecologicamente correto meio de transporte do futuro próximo.O trem se locomoverá “flutuando” sobre os trilhos, num sistema semelhante ao que acontece quando tentamos aproximar as extremidades opostas de dois ímãs: elas se repelem. A propulsão do Maglev, que terá capacidade para 28 passageiros, será feita por meio de forças magnéticas atrativas e repulsivas, ativadas por supercondutores. O moderníssimo trem flutuante viajará a uma velocidade máxima de 30 Km/h. Pode parecer pouco, mas é um belíssimo início para um projeto tão ousado.”

Embora a idéia já seja conhecida desde a década de 60, há muito tempo já funcionando no Japão e mais recentemente na Europa, parece-nos que esta versão atual de Maglev, com adaptação no Brasil e chamando-se Magleve Cobra aproxima-se bastante do aerobus que é descrito pelos espíritos em vários livros psicografados.

A versão terrena, de acordo com os engenheiros da UFRJ, necessita de nitrogênio liquido para induzir a formação de energia eletromagnética, reagindo em uma placa de cerâmica supercondutora, que ao ser resfriada com nitrogênio líquido, produz o efeito de levitação sobre um imã de neodímio – um imã feito a partir de uma composição dos elementos químicos Neodímio (Nd), Ferro (Fe) e Boro(B). É um projeto que economizaria combustível, e principalmente não é poluente.

Na Colônia “Nosso Lar”, escrito em 1943, já André Luiz explicava sobre a utilização do aerobus como veículo dentro da colônia, e tambem nos espaços externos para outros locais, e mesmo no umbral, sendo que ele viveu esta experiência em 1930.

No mapa acima observa-se as construções principais, que são o Prédio da Governadoria ao centro, e os seis (6) Ministérios; sendo que os Ministérios de Regeneração, Auxílio, Comunicação e Esclarecimento estão ligados às atividades da esfera terrestre e os Ministérios de União Divina e Elevação estão ligadas ás Hierarquias Planetárias Superiores.

Da Governadoria, este Aerobus vai parando, de 3 em 3 Km, na alta velocidade que falamos acima, e leva 40 minutos até o Parque das Águas.

Voltando ao aeróbus, a descrição que nos chega é de um carro suspenso do solo a uma altura de cinco metros, do tipo funicular, em que o sistema de tração é por meio de cabos, como os teleféricos. Constituído de material muito flexível, é bem grande e parece ligado a fios invisíveis. Muito veloz, constituía-se o meio de locomoção mais usado na colônia “ Nosso Lar”.

A grande diferença entre o aerobus do mundo espiritual e o que do nosso planeta, é o combustível. Do lado de lá, quem o move é o fluido vital, que faz parte da energia cósmica que permeia todo o Universo.

Para entender o que é fluido vital, vamos refletir numa afirmação:” A diferença entre uma árvore viva e um pedaço de madeira é justamente a presença do fluido vital na primeira e sua ausência na segunda.” Podemos utilizá-lo como veículo curativo, nas sessões espíritas e umbandistas onde há mediuns de cura, ou quando a Espiritualidade precisa que emanemos esse fluido ou energia vital através da concentração e da prece e os Espíritos Superiores captam e armazenam esta energia, e isso de modo algum pode ser considerado obssessão ou vampirismo, é uma situação de verdadeira e pura Caridade e Amor.

O fluido vital tambem é abundante na Natureza virgem, nas plantas e nas correntes de agua. Daí a necessidade de cada um despertar para proteger cada vez mais a Natureza, como nossos índios outrora respeitavam e zelavam.

No livro “Senhores da Escuridão”, de Robson Pinheiro, o autor espiritual relata sobre a presença do guardião Jamar, que tal como acontece na Umbanda, podemos compará-lo a um Exu Guardião de Lei, espírito com competência ehabilidade necessária para adentrar e sair incólume nas regiões trevosas, ciceroneando caravanas de grupos em missão de resgate, caravanas estas compostas de espíritos desencarnados aptos para estas incursões e tambem espíritos encarnados desdobrados, engajados na luta contra o Mal, necessários muitas vezes para a necessária doação ectoplasmática, que é outra forma diferenciada de fluido vital, muitas vezes para formar imagens holográficas que assustem os trevosos, se necessário, ou formem ideações materializadas de entes queridos de criaturas que já nenhuma esperança de resgate possuem, mas que através deste artifício em nome do Bem, conseguem se reconectar com a Luz e a Realidade, e iniciam seus passos no resgate necessário.

Embora na Umbanda a literatura não comente sobre a existência de aerobus, e sim sobre volitação, na verdade esta tecnologia da dimensão espiritual é uma economia energética, de forma que os espíritos encarnados em missão, possam se preservar mais e desgastarem-se menos.

A partir destas reflexões tambem podemos observar os fundamentos de nossos caboclos e pretos velhos quando “economizam “ a energia do médium utilizando o poder das ervas e da fumaça. Da mesma forma, tem sentido o aconselhamento para que o médium sempre se resguarde de pensamentos menosbons, de freqeuntar locais de energias pesadas, e se preparar com a prece e banhos antes de ir para as giras.

Também cientes que podem ser úteis durante o sono, devem se deitar respeitando a boa alimentação, procurar superar os percalços do dia, não guardando mágoas, ressentimentos, e entregando À Deus e aos Guias as suas preocupações, para que possa ser um instrumento útil da espiritualidade quando sair de seu estado de vigília física e reingressar pelo sono no Mundo Maior.

Sobre a volitação, trata-se da capacidade que o espírito tem, em certo nível de adiantamento, de se transportar para onde desejar, sempre sob a ação e o impulso da sua vontade e inteligência.

Em “Obreiros da Vida Eterna”, psicografado por Chico Xavier, ditado pelo espírito André Luis, mostra o domínio do espírito já instruído e habituado ao ambiente espiritual, da facilidade de volitar. Diz ele: ”Utilizávamos a volitação, prazerosos e felizes. Muito difícil descrever a sensação de leveza e alegria inerente a semelhante estado, após a permanência na escura região de que precedíamos. Fala-se, muitas vezes entre os encarnados, na possibilidade da criação do aparelho de vôo individual; todavia, ainda que se efetive a nova conquista, o peso do corpo físico, os cuidados exigidos pela máquina de propulsão e os riscos de viagem não podem, de modo algum, substituir a segurança e a tranqüilidade que nos enchem de tamanho bem-estar. Após a excursão normal, entre a Casa Transitória de Fabiano e a Crosta Terrestre, dentro de harmoniosas condições conservávamo-nos descansados e bem dispostos, operando muito facilmente a volitação, não obstante a densidade atmosférica.”

Quando nos referimos aos trabalhos mediúnicos nos terreiros de Umbanda, espíritos evoluídos da egrégora da casa têm permissão de levar os espíritos dos médiuns desdobrados, ajudando-os atraves de sua própria capacidade de volitação a chegarem espiritualmente aos locais de auxíluio. Ou são os guias do médium, que capacitados para tal, cumprem sua missão de Paz e Caridade deslocando-se para a moradia do consulente, seu local de trabalho, enfim, para os locais onde sua ajuda é solicitada.

Em relação às grandes descobertas de nosso planeta, contam os espíritos que sempre foram forjadas primeiramente nas colônias espirituais e depois se materializaram aqui. Infelizmente muitas idealizações são levadas a cabo e materializadas, mas não são obra dos agentes da Luz, mas sim os das sombras, trazendo discórdia e tristezas. Mas nenhuma folha cai sem o Pai estar atento. Se tais coisas ocorrem, é porque precisamos passar por tudo isso em noso necessário processo evolutivo. A dor, é poderosa Mestra, e assim, entre sofrimentos, idéias e sentimentos, a Humanidade vai caminhando e refletindo o lado de lá. Os mais descrentes, ao sair da ignorância, tem de admitir, mesmo com todo o Progresso, que algo ocorre além da limitada matéria.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

Fontes consultadas:

http://web.prover.com.br/nominato/9.htm

http://www.maglevcobra.com.br/2009/08/o-incrivel-trem-flutuante/

Pinheiro, R. Senhores da Escuridão. Pelo espírito Angelo Inácio. Editora Casa dos Espiritos, 2008
Xavier, F.C. Nosso Lar, pelo espírito André Luis.cap. 10, pp. 59 e 60.
Xavier, F.C. Obreiros da Vida Eterna, pelo espírito André Luis. Disponível em 7/7/2011 : http://www.institutochicoxavier.com/blog/?p=635

Enviado em ESPIRITISMO, UMBANDA | Deixar um comentário »

LUZ E SOMBRA

Publicado por Administrador em julho 12, 2011

Compara-se muito a Luz e a Escuridão, e sabe-se que a Escuridão é uma condição onde a Luz ainda não alcançou.

Se formos refletir no plano Espiritual, para alguém ser um espírito de Luz não significa andar somente na Luz. Pelo contrário, sua nobreza é ressaltada quando ele escolhe andar na escuridão, onde se desloca sem dificuldade, cumprindo seu caminho, que junto com todos os espíritos despertos age como a Flor de lótus, que é capaz de florir mesmo nos pântanos mais densos e poluídos.

A escuridão representa o limite extremo de um longo trajeto que a Luz faz em elipse até se esgotar. Quem estaciona nas regiões escuras sem ter alcançado livre acesso a outros planos, em algum momento perceberá quando uma pequena Luz o guia para caminhar. O espírito era simples ao ser criado.

À medida que sofre provas e experiências, vai evoluindo ou estaciona e vai marcando seu trajeto de Luz ou Escuridão.

Cada aspecto vai conquistando seu status luminoso, quanto mais luz, mais facilmente pode transitar em qualquer lugar, inclusive na escuridão, aonde certamente irá para resgatar e ensinar.

Já a Sombra, trata-se de outra coisa, cada um carrega sua sombra, independentemente de suas conquistas na Luz.

Basta prestar um pouco de atenção e se constatará que toda pessoa está acompanhada de sua sombra.

A sombra percorre silenciosa e pelo chão, rastejante, todo o trajeto de seu “proprietário”. Mental e emocionalmente, sabemos quem não somos sempre brilhantes e perfeitos, embora nossos esforços. A sombra é a contrapartida, é o lado obscuro que pode tomar conta de nossas atitudes.

Todos devem lembrar-se da história de Peter Pan, que perdeu sua sombra, mas fez de tudo para obtê-la de volta. Para haver autoconhecimento, é necessário assumir a sombra que cada um tem em si.

Há um termo que fala da “noite escura da alma”, quando alguém é colocado frente a frente com seus resgates e a sombra assim é ressaltada, a pessoa é colocada a prova, na verdade é o momento onde a sombra de cada um se descortina. E é o momento que aquele buscador deve decidir qual parte de si comandará seu destino: a Luz ou a Sombra.

Essas vivências não ocorrem com qualquer um.

Somente com aqueles que sabem que a trajetória terrena é uma oportunidade de aprendizagem única, de experiências que não se repetirá, tal como a água nunca banha duas vezes o mesmo leito, nem que o sol se levantará da mesma forma a cada madrugada.

Não são melhores ou piores, mas quem assim compreende pode ser considerado um iniciado. Na magia cósmica que transmuta incessantemente, movimento perpétuo aonde Luz e Sombra, em infinitas gradações vão permeando e impedindo que a escuridão prevaleça.

Parece história, romance ficcional, série de TV de sucesso, mas faz parte da realidade que quem sabe que o homem é dual, espírito e matéria, contracenando com Tempo, Espaço e Energia.


Alex de Oxóssi

Rio Bonito – RJ

Enviado em UMBANDA | Deixar um comentário »

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 587 other followers