POVO DE ARUANDA

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Posts de junho \29\UTC 2011

OGUM MARÊ – EDENIR COSTA DOS SANTOS

Publicado por Administrador em junho 29, 2011

Ogum Marê e a releitura da Revolta da Chibata

O escritor carioca Edenir Costa dos Santos nos remeteu um livro, impresso pela Editora Biblioteca 24 horas. É suboficial da reserva da Marinha, pesquisador da cultura afro-brasileira, graduado em Letras. Sua obra “Ogum Marê” foi escrita em alusão à participação afro-descendente na formação da Marinha Brasileira e ao centenário da revolta dos marinheiros em 1910, segundo seu ponto de vista, sob a influência dos Orixás.

A Revolta da Chibata foi um importante movimento social ocorrido, no início do século XX, na cidade do Rio de Janeiro. Começou no dia 22 de novembro de 1910, porque nessa época, os marinheiros eram cruelmente castigados As faltas graves eram punidas com 25 chibatadas (chicotadas). Esta situação gerou uma intensa revolta entre os marinheiros. O estopim da revolta ocorreu quando o marinheiro Marcelino Rodrigues foi castigado não com 25 mas com 250 chibatadas.

O interessante deste livro é que mostra vários pequenos detalhes diferentes da versão oficial, como as causas destes castigos, entre outras coisas que estão ao longo da obra.

O fato foi que o motim se agravou, houve morte do comandante do navio. Embora isento de culpa, João Cândido, tornou-se o líder desta revolta, ganhando a alcunha de “Almirante Negro”. O livro vai narrando em espiral a trajetória deste homem, com informações para nós inéditas, e muito interessantes.

Após a anistia obtida pelos revoltosos, houve um retrocesso de posicionamento e o presidente resolver aprisionar os marinheiros rebelados, inclusive enviando muitos para o Amazonas, onde precisavam de braços, trabalho quase escravo, para a coleta da borracha, muito importante naquela época. Esta história está obscura, mas aparece com fluidez no relato do livro, pontuado todo o tempo, com a inserção dos Orixás influindo cada momento ocorrido neste episódio.

Mais não podemos relatar sob risco de perder-se a novidade. O autor faz uma conexão com este episódio, o papel do negro nos primeiros tempos da Marinha do Brasil.

O negro recém alforriado da condição de escravidão, ainda muito mal tratado e em condições subhumanas. Daí, ele evoca a presença dos Orixás junto aos afro descendentes influenciando nas decisões e no girar da roda do Destino.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

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SALVE XANGÔ!

Publicado por Administrador em junho 23, 2011

Acostumamo-nos a definir Xangô como o Orixá da Justiça. Este conceito sempre nos pareceu bastante limitado, pois se ateria basicamente à resolução das injustiças.

Encontramos outra definição: “XANGÔ É O SER EXISTENTE que coordena toda a Lei Karmânica; é ainda, o Dirigente das Almas, o Senhor da Balança Universal, que afere nosso estado espiritual.” Tal definição nos trouxe também estranhamento, pois não vemos Xangô como Ser, mas como uma das Forças do contexto cósmico. Aceitamos que ele tem relação com a Lei cármica, embora se considere que o carma é colhido pelo que semeamos e pode ser compensado, através de atos regenerativos, mas não suprimido, mesmo por ordens superiores. Cada um tem que responder pelo que semeou.

Quanto ao epíteto de Dirigente das Almas, devemos nos aprofundar mais, pois pelo que se sabe, o Reino das Almas pertence ao Sr. Omulu e por outro lado aprende-se que Xangô tem aversão à morte, embora ligado à Iansã, que tem forte ligação com mesma.

É necessário um estudo mais aprofundado sobre estas observações. Afirmam alguns que o filho de Xangô não suporta a aproximação de eguns. Como poderia então um, filho de Xangô trabalhar num terreiro, se mesmo suas mais evoluídas entidades são, na verdade eguns? Sendo uma forma de evolução o médium trabalhar para a caridade, e nisto reside muitas vezes participar junto à Espiritualidade Superior, de trabalhos de desobssessão, seria um entrave ao desenvolvimento mediúnico de um filho de Xangô. Temos então de nos aprofundar nos estudos para compreender mais estas argumentações, para podermos discutir baseados em fundamentos.

Foi observado que a interação entre Omulu e Xangô é uma realidade, ao contrário do que se pensa, se considerarmos as qualidades de Xangô Abomi e Xangô Aganju, que são representantes de Xangô na Linha das Almas. DE autor desconhecido, tiramos um parágrafo que nos pareceu muito coerente sob este aspecto: “Alguns médiuns têm em sua coroa a vibração de mais de um Orixá e podem ter fortemente Xangô (Pai de cabeça), porém traços de Omulu. Dessa forma, pode, por exemplo, ter seu Caboclo vibrando na linha de Xangô e seu Preto Velho na linha de Omulu.”

Enquanto meditamos, vamos refletir sobre o conhecido ponto abaixo:

“Ele é Xangô das Almas
ele é feito nas Almas
Ele é Xangô das Almas
ele é feito nas AlmasOh Almas, oh minhas almas
seu Agodô que venha nos valer
Oh Almas, oh minhas almas
seu Agodô que venha nos valer’

E quanto a ser Senhor da Balança Universal que afere nosso estado espiritual, pesquisando mais um pouco, podemos observar que o anjo São Miguel, conhecido por ser o portador da balança, é conhecido como o arcanjo tutor de Xangô. São Miguel Arcanjo se eternizou na epopéia onde enfrenta Lúcifer, que narra a queda dos espíritos do reino virginal (mas isto é uma outra história…)

Já Pai Rubens Saraceni mostra uma visão muito interessante. Pois ele coloca Xangô como aquele que administra o equilíbrio cósmico. Ele tanto é o ponto de equilíbrio que dá sustentação à estrutura atômica de um átomo, como é a força que dá estabilidade ao Universo e a tudo o que nele existe, seja animado ou inanimado. Ele possui e doa uma qualidade equilibradora, que faculta ao homem equilíbrio, juízo, racionalidade.

Explica-nos ainda o Pai Rubens: “Observem que o equilíbrio proporcionado por Xangô não se limita só a um aspecto de nossa vida, já que ele, enquanto qualidade equilibradora, está em todos. Xangô é o Trono de Deus gerador e irradiador do fator equilibrador, mas o limitamos quando deixamos de recorrer a ele para ajudar-nos em todos os aspectos e só o fazemos para anular demanda ou impor a Justiça Divina na vida dos seres desequilibrados.”

No entanto, o aspecto da Justiça não deve ser nunca esquecido, lembrando que tudo tem seu polo positivo e seu polo negativo. É sobre esta linha de força espiritual que se agrupam todos os espíritos que coordenam a lei de causa e efeito, decorrente da lei cármica como alicerce do mundo, e se manifestam na forma de caboclos, pretos velhos, boiadeiros, entre outros. O polo negativo do cumprimento da justiça de Xangô pertence ao legado dos Exus e Pomba Giras de Lei.

Na linha da Justiça, Xangô tem conexão com Iansã. lansã é seu aspecto móvel e Xangô é seu aspecto assentado ou imutável, pois ela atua na transformação dos seres através de seus magnetismos negativos. lansã aplica a Lei nos campos da Justiça e é extremamente ativa. Uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-Lei e, com um de seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência, para, só então, redirecioná-lo numa outra linha de evolução, que o aquietará e facilitará sua caminhada pela linha reta da evolução.

Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação. Na cachoeira, junto com Oxum, nos purifica, nos energiza, nos dá vida, vigor, saúde e inteligência.

Os Setes Chefes de Legião da Vibração Espiritual de Xangô:

• Caboclo Xangô Pedra-Branca (intermediário para Oxalá)
• Caboclo Xangô Agodô (intermediário para Oxossi)
• Caboclo Xangô Sete Montanhas (intermediário para Ogum)
• Caboclo Xangô Sete Cachoeiras (intermediário para Yori)
• Caboclo Xangô Pedra-Preta (intermediário para Yorimá)
• Caboclo Xangô Sete Pedreiras (intermediário para Yemanjá)

Na Umbanda Carismática há outros atributos ramificados de Xangô:



XANGÔ KAÔ – É o principal e mais cultuado como dirigente desta linha. Também conhecido como Xangô Velho. Vibra na cor marrom escuro, simbolizando a pedra antiga na qual foi assentada a justiça, evidenciando a sabedoria. Ele atua na pedreira sobre a qual está assentado o campo florido que recebe as obrigações de Oxalá.

XANGÔ ALAFIM – ECHÊ – Esta legião trabalha nas pedras solitárias dos caminhos ou das matas que servem de assento a viajantes ou caçadores cansados, como que os convidando à meditação que leva à sabedoria na busca de soluções para os impasses da vida. Suas vibrações auxiliam oradores, intelectuais, juristas e juízes, pois defendem integralmente a pureza moral. Suas oferendas são realizadas nas pedras solitárias.

XANGÔ ALUFAM – Esta legião trabalha nas pedras dos rios, dos mares, cachoeiras, lagos e fontes. Xangô Alufam é considerado o protetor dos pescadores e responsável pela diretriz dos desencarnados, pois possuem as chaves do céu, simbolizando a água e a pedra. Suas oferendas são realizadas em todas as pedras que estejam em contato com a água.

XANGÔ AGODÔ – Legião dos caboclos que trabalham nas pedras e que estão dentro dos rios, nos seixos rolados, nas pedras iniciáticas e na pedra batismal. Suas oferendas são realizadas nas pedras dos rios.

XANGÔ AGANJÚ – Esta legião trabalha na pedra da cachoeira, simbolizando a harmonia entre o amor e a justiça. Ou entre a esposa Oxum e o marido Xangô, ou ainda a harmonia conjugal, que abençoa a família. Suas oferendas são realizadas na pedra da cachoeira, incluindo uma vela azul escuro ou rosa para Oxum.

XANGÔ ABOMI – É a legião de caboclos que trabalham nas montanhas de pedra ou cadeias de montanhas interligadas, serras, etc. Sua força é muito solicitada nas horas de aflição, quando se perde algo, além de proteger o casamento. Quando se pede a proteção para o casamento, assenta-se uma vela azul claro oferecida a Yemanjá.

XANGO DJACUTÁ – É a legião mais conhecida como a do Deus Trovão e Senhor dos Raios, Coriscos e Meteoritos. Djacutá também significa pedra. É o comandante dos caboclos que trabalham na pedra do raio, simbolizando a justiça que vem do alto, ou seja, a justiça cósmica que vem do Deus Criador. Sua força é muito solicitada nas horas de aflição causadas por injustiças provocadas por outras pessoas, assentando-se uma vela branca oferecida ao Orixá Tempo

E os caboclos de Xangô são entidades que trabalham nas numerosas falanges, algumas delas representadas pelos nomes abaixo:

Araúna, Caboclo do Sol, Cajá, Caramuru, Cobra Coral, Girassol, Goitacaz, Guará, Guaraná, Janguar, Juparã, Mirim, Sete Cachoeiras, Sete Caminhos, Sete Estrelas, Sete Luas, Sete Montanhas, Sete Pedreiras, Tupi, Treme Terra, Sultão das Matas, Pedra Preta, Cachoeirinha, Urubatão, Urubatão da Guia, Ubiratan, etc.

Encontramos no blog do Templo Umbandista Estrela Dourada as seguintes informações:

SÃO AS SEGUINTES AS FALANGES DE XANGÔ:

1. Falange de Iansã – chefiada por Santa Bárbara

2. Falange do Caboclo do Sol e da Lua – chefiada pela mesma entidade

3. Falange do Caboclo dos Ventos – chefiada pela mesma entidade

4. Falange do Caboclo das Cachoeiras – chefiada pela mesma entidade

5. Falange do Caboclo Treme-Terra – chefiada pela mesma entidade

6. Falange do Caboclo da Pedra Branca – chefiada pela mesma entidade

7. Falange dos Pretos Velhos – chefiada por Quenguelê.

SÃO AS SEGUINTES AS LEGIÕES DE XANGÔ:

1.Legião do Caboclo Ventania

2.Legião do Caboclo das Cachoeiras

3.Legião do Caboclo 7 Montanhas

4.Legião do Caboclo Pedra Branca

5.Legião do Caboclo Cobra Coral

6. Povo de Quenguelê

Os Caboclos de Xangô se entrosam no Corpo Astral de maneira semibrusca, refletindo-se em arrancos no físico; suas vibrações atingem logo o consciente do aparelho (médium), forçando-o do tórax a cabeça, em movimentos de meia rotação e pela insuflação de suas veias do pescoço, com aceleração pronunciada do ritmo cardíaco, na respiração ofegante, até normalizarem seu domínio físico.

Emitem não um urro histérico alucinado que traduzem como “KA-Ô”, acentuando as sílabas, e sim uma espécie de som silvado, da garganta para os lábios, que parece externar o ruído de uma cachoeira ou de um surdo trovejar… Não gostam de falar muito.

Seus pontos cantados são sérias invocações, de imagens fortes e podem ser cantados em vozes baixas.

Seus pontos de pemba ou sinais riscados fixam o mistério da Flecha, Chave e da Raiz.
No norte do Brasil diversos cultos que atendem pelo nome de Xangô. No Nordeste, mais especificamente em Pernambuco e Alagoas, a prática do candomblé recebeu o nome genérico de Xangô, talvez porque naquelas regiões existissem muitos filhos de Xangô entre os negros que vieram trazidos de África. Na mesma linha de uso impróprio, pode-se encontrar a expressão Xangô de Caboclo, que se refere obviamente ao que chamamos de Candomblé de Caboclo.

Na África, se uma casa é atingida por um raio, o seu proprietário paga altas multas aos sacerdotes de Xangô, pois se considera que ele incorreu na cólera do Deus. Logo depois os sacerdotes vão revirar os escombros e cavar o solo em busca das pedras-de-raio formadas pelo relâmpago. Pois seu axé está concentrado genericamente nas pedras, mas, principalmente naquelas resultantes da destruição provocada pelos raios, sendo o Meteorito é seu axé máximo.

OS FILHOS DE XANGÔ

Xangô, o Deus da Justiça, Senhor das pedreiras, exerce uma influência muito forte em seu filho. Todos os Orixás,
evidentemente, são justos, e transmitem este sentimento aos seus filhos. Entretanto, em Xangô, a Justiça deixa de ser uma virtude, para passar uma obsessão, o que faz de seu filho um sofredor, principalmente porque o parâmetro da Justiça é o seu julgamento, e não o da Justiça Divina, quase sempre diferente do nosso, muito terra. Esta análise é muito importante.

O filho de Xangô apresenta um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero. Sua fisionomia, mesmo a jovem, apresenta uma velhice precoce, sem lhe tirar, em absoluto, a beleza ou a alegria. Tem comportamento medido. É incapaz de dar um passo maior que a perna e todas as suas atitudes e resoluções baseiam-se na segurança e chão firme que gosta de pisar. É tímido no contato, mas assume facilmente o poder do mando.

É eterno conselheiro, e não gosta de ser contrariado, podendo facilmente sair da serenidade para a violência, mas tudo medido, calculado e esquematizado. Acalma-se com a mesma facilidade quando sua opinião é aceita. Não guarda rancor. A discrição faz de seus vestuários um modelo tradicional.

Quando o filho de Xangô consegue equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o Julgamento Divino, cuja sentença não nos é permitido conhecer, torna-se uma pessoa admirável.

Xangô é pesado, íntegro, indivisível, irremovível; com tudo isso, é evidente que um certo autoritarismo faça parte da sua figura e das lendas sobre suas determinações e desígnios, coisa que não é questionada pela maior parte de seus filhos, quando inquiridos.

Suas decisões são sempre consideradas sábias, ponderadas, hábeis e corretas. Ele é o Orixá que decide sobre o bem e o mal. Xangô é um Orixá de fogo, filho de Oxalá com Iemanjá. Há forte ligação de Xangô e as pedras, as pedreiras, o raio e o trovão.

O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrário de lhe prejudicar, só lhe traz benefícios. O grande defeito dele é julgar os outros. Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legítimo representante do Homem Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira. Por falar em pedreira, adora colecionar pedras.

As pedras de Xangô:

Abaixo um estudo feito sobre as pedras que JASPE VERMELHA – Não é pedra ou vegetal, é um esqueleto remanescente de organismo marinho. Silencia as emoções, alivia as preocupações. O seu uso eleva as vibrações para melhor sintonia com a natureza e as forças criativas. Boa para qualquer problema ósseo, revigora coração e concentração. Energia: receptiva. Planeta: Vênus. Elemento: água, éter. Objetivo: cura, paz, sabedoria, sintonia com a natureza. Chacras: esplênico.

CORNALINA – Acalma a raiva, o ciúme, a inveja, o ódio e a depressão. Promove paz e harmonia. Boa para ser usada por pessoas que são envergonhadas e tímidas. Abre o chacra cardíaco. Energia: projetiva. Planeta: Sol. Signo: Leão. Elemento: fogo. Objetivo: proteção, coragem e paz. Chacras: esplênico, plexo solar.

CITRINO – É uma forma de quartzo. Boa para desintoxicar o intestino. Amplia o pensamento, pode ser usada na meditação para rejuvenescer o físico e eliminar formas tóxicas de pensamento. Tendências auto destrutivas como suicídio são substituídas por autoconfiança. Aumenta o contato com o seu Eu Superior e o alinhamento entre todos os corpos energéticos. Energia: projetiva. Planeta: Sol. Elemento: fogo. Objetivo: cura, comunicação, consciência psíquica. Chacras: esplênico, coronário.

ÁGATA DE FOGO – Cura principal: influência todo sistema endócrino. Estimula as células da memória. Racionaliza e conduz à harmonia. Energia: projetiva. Elemento: fogo.

OLHO DE TIGRE – Atrai pessoas solidárias e bens materiais. Centraliza energias e focaliza à mente e dá sorte.

CALCITA LARANJA – calcita laranja apresenta-se, usualmente, em cristais, ou em agregados de grânulos grossos ou finos. Trata-se de um carbono de cálcio. JASPE VERMELHA É um mineral comum e bastante disseminado na crosta da terra. Ocorre como massas rochosas sedimentares denominadas calcários sendo às vezes o único mineral presente nestas rochas. Seu nome provém da palavra latina Calx, significando cal queimada e sua cor laranja deve-se a inclusões de óxido de ferro.É a pedra da virilidade e correspondente ao segundo chakra.

A pedra de Xangô para estar viva, tem que estar com limo, lodosa, pois que seca ela morrerá, por essa razão, deve-se manter o OTÁ de Xangô, sempre imerso n’água, acrescentando sempre, não trocar a água.

EDUN ARÁ, A PEDRA-DO-RAIO

As pedras-do-raio – edun ará dos iorubanos – são fetiches de Xangô, imantados com a força da divindade.

Acredita-se que essa pedra-do-raio, também chamada pedra-de-santa-bárbara, cai do céu durante as tempestades, conduzida pelas faíscas elétricas, penetrando no chão a uma profundidade de sete braças e só subindo à superfície após sete anos.

Quem consegue encontrar uma dessas pedras terá em mãos talismã dos mais valiosos, que proporciona todas as venturas.

As pedras-do-raio são, na realidade, achados arqueológicos da era neolítica – machados, martelos e fragmentos de artefatos de pedra polida, aos quais se atribuía uma origem meteorológica.

Divindade dos meteoritos, na litolatria de Xangô, observou Nina Rodrigues, “se confundem os casos de adoração dos penhascos e grandes pedras dos campos e estradas”.

CARACTERÍSTICAS RELACIONADAS A XANGÔ

Cor Marrom e Amarelo para Xangô Puro e Amarelo e Lilás para Xangô do Oriente
Fio de Contas Marrons e Amarelas para Xangô Puro e Amarelas e Lilases para Xangô do Oriente
Ervas Saião, Morangueiro, Musgo da Pedreira, Quebra Pedra, Elevante,  Para raio, Saião
Símbolo Machado de duas Laminas, o Oxé
Pontos da Natureza Pedreira
Flores Palmas Amarelas e Lilases, Monsenhor Amarelo, Monsenhor Lilás, Violetas Lilases e Saudades
Essências Melão e Lilás Para Xangô do Oriente, Morango Para Xangô Puro
Pedras Ametista Para Xangô do Oriente e Olho de Tigre Para Xangô Puro
Metal Estanho e Molibdênio
Saúde Fígado e vesícula
Planeta Júpiter
Dia da Semana Quarta-Feira
Elemento Fogo
Saudação Kaô Cabecile (Opanixé ô Kaô)
Bebida Cerveja Preta
Animais Tartaruga, Carneiro
Comidas Agebô,  Amalá
Data Comemorativa 30 de Setembro
Sincretismo: São Judas Tadeu, São Jerônimo.
Fonte: Curso de Umbanda – As Sete Linhas- Sociedade Espiritualista Mata Verde

Os machados de duplo corte, que significam a alma em busca de equilíbrio são também o símbolo da imparcialidade; A balança que significa a justiça de Oxalá;

A estrela de seis pontas, associada com a sabedoria de Salomão e representando o equilíbrio entre o céu e a terra, a água e o fogo, o homem e a mulher, ou seja, representa o equilíbrio universal. Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de machados, como a seguir:

Oferendas para Xangô: velas brancas, vermelhas e marrom; cerveja escura, vinho tinto doce e licor de ambrósia; flores diversas, tudo depositado em uma cachoeira, montanha ou pedreira.

Xangô é sincretizado com as imagens de São Francisco de Assis, São Jerônimo, São João Batista e São Pedro.

Na Umbanda chamada de cruzada e no Candomblé, cultua-se Xangô-Airá, velho e alquebrado, veste-se de branco com barras vermelhas. Não come azeite, pois tem pacto com Oxalá. Identificado com São Pedro, forma cada vez mais rara nos candomblés.

Xangô de Ouro, um adolescente vestido de cores variadas, é São João Menino. Não “desce” mais, porque deixaram de ser encontradas as ervas necessárias, nos ritos de iniciação, para a “entrada na cabeça” desse orixá. Um Xangô banido pela destruição ecológica.

Xangô Ogodô dança com um ochê em cada mão e o próprio nome é referência ao machado duplo, pois ogodô significa “que corta dos dois lados”.

Em Recife cultuam dois Xangôs principais: Xangô-Velho, identificado com São Jerônimo, cuja festa é a 30 de setembro, e Xangô-Moço (Ani-Xangô), sincretizado com Saõ João e celebrado a 24 de junho. Dos seus símbolos e insígnias, o machado duplo ou “muleta” e o pilão são conservados no peji, de onde podem sair em determinados rituais. Jamais é retirado, no entanto, o”corisco” ou itá ou otá (pedra-do-raio), que permanece guardado num alguidar (oberá). Xangô é tão popular em Pernambuco, que o nome passou a designar terreiros e, ainda mais extensamente, todas as seitas afro-brasileiras.

Entre as várias formas de Xangô citam Xangô Dadá, em Porto Alegre identificado com São João Batista e que no seu dia, 24 de junho, não “baixa” porque, com a queima de fogos que o festejam, ele iria incendiar o mundo.

Cozinha ritualística


Caruru

Afervente o camarão seco, descasque-o e passe na máquina de moer. Descasque o amendoim torrado, o alho e a cebola e passe também na máquina de moer. Misture todos esses ingredientes moídos e refogue-os no dendê, até que comecem a dourar. Junte os quiabos lavados, secos e cortados em rodelinhas bem finas. Misture com uma colher de pau e junte um pouco de água e de dendê em quantidade bastante para cozinhar o quiabo. Se precisar, ponha mais água e dendê enquanto cozinha. Prove e tempere com sal a gosto.
Mexa o caruru com colher de pau durante todo o tempo que cozinha. Quando o quiabo estiver cozido, junte os camarões frescos cozidos e o peixe frito (este em lascas grandes), dê mais uma fervura e sirva, bem quente.

Agebô

Corte os quiabos em rodelas bem fininhas em uma Gamela, e vá batendo eles como se estivesse ajuntando eles com as mãos, até que crie uma liga bem Homogênea.

Rabada

Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de cebola dendê, separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas,
junte a rabada cozida. Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela, coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo.

Xangô divide com Iansã a Machada da Justiça. Vejam o ponto:

Raio da manhã, vai e clareia.
Quando o sol levanta para clarear,
seus raios refletem a coroa de Oyá.

E rasgando o céu, trovão serpenteia,
Pra saudar o rei de todas as pedreiras.
Pra saudar o rei de todas as pedreiras.

Eparrei Iansã, Eparrei Oyá,
Caô cabecilê caô Xangô

Força da machada faz o julgamento
Corta a injustica com seu barra vento
Xangô manda na razão, Iansã nos sentimentos.
Xangô manda na razão, Iansã nos sentimentos.

Eparrei Yansã, Eparrei Oyá,
Caô cabecilê caô Xangô.

Guardião da paz, Xangô justiceiro.
Explendo de luz, Iansã guerreira.
É Xangô que traz as pedras, Iansã as corredeiras.
É Xangô que traz as pedras, Iansã as corredeiras.

Ervas de Xangô


Alex de Oxóssi

Rio Bonito – RJ

FONTES DE PESQUISA:

http://xango.sites.uol.com.br/orixas.html

http://thiagobertozzi.blogspot.com/2011/03/xango.html

http://www.angelfire.com/de2/umbanda/xango.html

http://www.ogumhorusra.com.br/exibir_flagrante3.php?id=10

http://www.escoladeumbanda.kit.net/Xango.htm

http://umbandadejesus.blogspot.com/2010/06/pedras-de-xango.html

http://www.umbandacarismatica.org.br/xango.php

http://cethrio.vilabol.uol.com.br/modelos/arqs_orixas/arqs_orixas7.htm

http://tendadexango.blogspot.com/2008/03/linha-ou-vibrao-de-xang.html

http://temploumbandistaestreladourada.blogspot.com/2009/06/sarava-pai-xango_10.html

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A CHAMA DE XANGÔ NA UMBANDA

Publicado por Administrador em junho 21, 2011

A CHAMA DE XANGÔ NA UMBANDA – WILSON DE XANGÔ

A Gravadora Atabaque’s Records lançou em abril de 2008:
Série Centenário da Umbanda
(Volume 1)

Este trabalho fonográfico integra a “série Sentenário de Umbanda”, volume 1, um resgate cultural e audiográfico dos cânticos sagrados, entoados ao longo de um século de história no Brasil e no mundo, a comemorar-se dia 15 de novembro de 2008.

O CD “A Chama De xangô Na Umbanda”, tem como intérprete principal, o Ogã e Alabê Wilson de Xangô, da Tenda de Caridade Umbandista Pai Oxalá, dirigida pela Líder Espiritual Mãe Domitilde de Iansã, em São Paulo, SP.
A Umbanda, religião legitimamente brasileira, por haver nascido e florescido em solo brasilis, e, ao mesmo tempo,mundial, posto que sua doutrina contempla manifestações transcendentais do globo inteiro, por seu caráter universal, havendo seus eflúvios de “Amor e Paz”, sido espargidos por nossos guias espirituais: “Orixás”, “Exus Guardiões”, “Caboclos”, “Pretos Velhos”, “Erês” e “Encantados”,através de nossos irmãos umbandistas, a centenas de países ao redor de todo o “Planeta Azul”.

(Por Wilson de Xangô)

Créditos

Ogã Intérprete: Wilson de Xangô

Corimbeiros:

Cesar de Ogum
Ricardo de Oxossi
Edson de Xangô
Alcides de Oxalá
Mauricio de Xangô
Fernando de Ogum
Alexandre de Oxossi
Rede de Xangô
Ricardo de Ogum
Valter de Oxalá: Agogô e Afoxés
Coro de Responsório
Isabelde Iemanjá
Cesar de Ogum
Ricardo de Oxossi
Edson de Xangô
Alcides de Oxalá
Mauricio de Xangô
Fernando de Ogum
Alexandre de Oxossi
Rede de Xangô
Ricardo de Ogum

01 – ORAÇÃO A PAI XANGÔ



02 – APONGO-DEUS


03 – XANGÔ SETE PEDREIRAS


04 – VIVO NA COROA DE ZAMBI


05 – XANGÔ MORREU COM A IDADE


06 – MACHADINHA DO CABO DE OURO


07 – DIZEM QUE XANGÔ MORA NA PEDREIRA


08 – XANGÔ É REI NAGÔ


09 – XANGÔ É FORTE COMO UM LEÃO


10 – XANGÔ, MEU PAI, DEIXE ESSA PEDREIRA AÍ


11 – SENTADO NA PEDREIRA DE XANGÔ


12 – XANGÔ É CORISCO


13 – XANGÔ É O TATA


14 – VALEI-ME MEU PAI XANGÔ


15 – O ZAZE QUE VEM DE ANGOLA


16 – XANGÔ É REI DOS ASTROS


17 – XANGÔ VAI PRA MINA DO OURO


18 – RELÓGIO DE XANGÔ


19 – XANGÔ – (POPOURRI)


20 – MAIS UM ADEUS, ALELUIA, ADEUS (SUBIDA DE XANGÔ)


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