POVO DE ARUANDA

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Posts de abril \28\UTC 2011

KALBELIA, A DANÇA DOS CIGANOS DO DESERTO DO THAR

Publicado por Administrador em abril 28, 2011

Escrito por RUI PEDRO FONSECA em 2010-01-26 18:10:55

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O deserto do Thar estende-se pelo território da Índia e Paquistão. A poucos quilómetros da fronteira entre estes dois países e depois de termos saído há algumas horas de Jaisalmer no Rajastão, começam as maiores dunas do deserto. Bem perto está a fronteira com o Paquistão, mas devido ao conflito entre estes dois países não e possível atravessar aqui a fronteira.

No deserto do Thar podemos apreciar uma das mais sensuais danças do Rajastão.

Kalbelia é o nome desta forma de dança representada pela tribo cigana com o mesmo nome. Estas danças são parte integral da cultura desta comunidade.

A principal ocupação desta tribo era no passado a captura e comercialização de cobras e do seu veneno. Numa representação da sua rotina diária estas danças assimilaram os movimentos deste animal. Esta tribo, seguidora da religião hindu, é também conhecida como Sapera ou Jogira. O maior número desta população pode ser encontrado nos distritos indianos de Pali, seguido de Ajmer, Chittorgarh e Udaipur.

A música é tarefa dos homens, exímios intérpretes de instrumentos como o Pungi, Dufli, Beer, Khanjain, Morchang, Khuralio ou do Dholak. As danças são na maioria dos casos interpretadas pelas mulheres, que usam vestidos pretos e vermelhos escuros. O espectáculo de dança tem várias partes combinando diferentes acrobacias que requerem enorme flexibilidade e perícia. As executantes fazem várias demonstrações do seu talento dançando sobre espadas, pregos ou vidros, sempre com enormes objectos na sua cabeça, que demonstram o seu equilíbrio, fluidez e concentração.

As danças Kalbelia são hoje mundialmente conhecidas, é uma forma de celebração de momentos de alegria desta comunidade cigana partilhados por quem visita o deserto do Thar, no estado indiano do Rajastão.

Os ciganos ou Romani, também conhecidos como Roma, são um grupo étnico da Europa, cujas raízes vêm da Índia. Evidências genéticas e a linguística, são fortes indicadores de que os Roma teriam vindo no século 11 do subcontinente indiano. Uma das teorias acerca das suas origens, indica que teriam vindo do Rajastão e migrado depois para o Punjab por volta do ano 250 a.C. Nessa altura a interacção com os Rajputs e com os Jats terá sido muito intensa. A sua migração para o Ocidente terá acontecido entre os anos 500 d.C. a 1000 d.C.

Fontes: Fotos e Texto retirados do site Rádio Clube Monsanto

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REFORMA ESPIRITUAL

Publicado por Administrador em abril 27, 2011

Escrito por Clecio Carlos Gomes

Existe uma série de ações que devemos ter ao longo de nossa encarnação, a fim de processar nossa reforma individual e purificar nossos sentimentos. Porém, devemos ter em mente que isso deve ocorrer em nosso pensamento e coração, promovendo a mudança de hábitos e comportamentos e, conseqüentemente, de nossa relação com o meio. Não devemos mudar pela simples imposição do meio, sem senti-la, porque será uma mudança forçada que objetiva resultados e benefícios próprios. A reforma pessoal visa mudar o eu na relação com o meio, promovendo evolução e não ganhos pessoais

Para que isso aconteça, temos que desenvolver nosso conhecimento sobre aquilo que objetivamos mudar. Atuar como médium é seguir toda uma filosofia espírita, trabalhar com uma ciência bem delimitada e nos religarmos a Deus sob a ótica da reencarnação. Tudo isso possui teorias que elucidam e nos fazem compreender a realidade dos fatos. Allan Kardec é o grande precursor desse arcabouço prático-teórico que explica ao mundo a realidade espiritual. Suas obras são a base sólida do Espiritismo no Planeta, mas não é apenas a esse autor que devemos declinar nosso interesse e motivação. Encontramos hoje em muitos autores espíritas e espiritualistas em geral, sejam eles encarnados ou desencarnados, fontes vivas de luz e de novos caminhos necessários ao crescimento dos povos. Entre eles poderíamos citar Francisco Cândido Xavier e colaboradores, Ramatís, José Lacerda de Azevedo, entre muitos outros. O conhecimento espírita é como um botão de rosa que vem se abrindo ao mundo, revelando a cada despertar novas verdades. Por isso, não podemos considerar que nossa ciência se restrinja às informações de Kardec, apesar de seu valor e importância indescritíveis. A humanidade e o pensamento vigente evoluem e necessitam de novas técnicas e saberes.

DA TEORIA À PRÁTICA

Adquirindo novas informações, devemos processá-las e começar a transformá-las em ações efetivas de mudança em nosso dia-a-dia, principalmente no que concerne aos ensinamentos e ao amor cristão, pois esse é o ensinamento de todos os ensinamentos, hoje e sempre. E isso não deve acontecer apenas entre as paredes dos centros espíritas. O primeiro lugar de exercício desse processo é o nosso lar. Se junto de nossos pais, irmãos, maridos, esposas, filhos e seres ligados diretamente não semearmos o respeito, a fraternidade e a caridade, não será com nossos desafetos e irmãos mais distantes que teremos facilidade de consegui-lo. A grande família cósmica e a grande regeneração planetária acontecerão a partir da transformação das partes que a compõem, e a família é esse micronúcleo que eclode e dissemina o senso comum na sociedade.

Harmonizando nosso lar e direcionando nossas intenções à família, devemos olhar também para nossa atividade profissional. Não existem profissões com maior ou menor dignidade e nem pessoas mais ou menos capazes. O que há em nossas vidas são reencontros que visam resgatar e nos lançar mais próximos da Luz. Nosso ambiente de trabalho é o local em que passamos a maior parte de nossa encarnação e onde mantemos os reencontros mais constantes e repetitivos. Não será nos queixando e lamentando que alcançaremos com êxito nosso intento. Todos nós estaremos ali reunidos pelo mesmo padrão vibratório e pelas mesmas identificações. Se percebemos diferente, levemos todos junto conosco. Trabalhar é a essência de nossa encarnação, é transformar.

Nossa libertação dos vícios comportamentais é o próximo passo. Julgar, falar demais, criticar, mentir, omitir, ser indiferente e alheio, entre outros, são comportamentos danosos a nós e aos outros e devem ser exercitados, a fim de reduzi-los e até eliminá-los. Geralmente nossas atitudes são muito mais perigosas ao espírito do que os vícios químicos. Não que estes não sejam relevantes, muito pelo contrário, são de intensidade proporcional, entretanto, muitas vezes são mais valorizados do que os outros. Obviamente que a alimentação compulsiva, o fumo, as bebidas de álcool e qualquer outro tipo de substância psicoativa, lesam tanto nosso corpo físico quando os espirituais, mas devemos lembrar que vício é vício e existem infinitas formas de danos.

Sermos resignados sem passividade e apatia é outra forma de desenvolvimento individual. Aceitar nossa condição, lutando por um mundo e uma evolução pessoal maior e vendo o que nos acontece é o melhor para cada um e uma benção generosa de Deus.

Jesus, luz em nossas almas

Esse sem dúvida é um caminho de muita dificuldade para seres tão imperfeitos como nós. A melhor forma de conseguir um intento proveitoso é não esquecermos que, para ocorrer tudo isso, devemos estar sempre ao lado de Jesus e de nosso Pai, elevando nossos pensamentos, nossos corações e buscando nosso desdobramento espiritual para junto dos espíritos instrutores, que já estão em lugares um pouco mais elevados do que estamos hoje.

Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 09.

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NA IRRADIAÇÃO DE OGUM

Publicado por Administrador em abril 23, 2011

Os atributos dos Orixás representam as maiores qualidades que se espera que um Ser Humano alcance após muitas dificuldades. Representam o ideal desejado do que conseguimos compreender de Perfeição.

Também cada Orixá contém em seu arquétipo, a representação das Forças da Natureza que nos cercam, de modo que o(a) umbandista acaba vivendo 24 horas no entendimento das ações e reações derivadas destas forças e dos seus prórpios atos. Sem que se torne fanático, ele(a) vai aprendendo a caminhar pela Terra dentro de uma compreensão especial, fruto do conhecimento da atuação destas Forças sobre si. É uma forma entre muitas, de auto-conhecimento e conhecimento do Planeta onde habita e interage.

Quando pensamos em emanação das Forças da Natureza, devemos observar que a mesma vem sendo relatada desde o início dos tempos. Quando o homem descobriu o fogo, ele começou a adorá-lo como Força Mágica, um deus. O mesmo ocorria com os raios, as enchentes, os eclipses.No Egito, nos segredos dos templos, os mistérios remontavam ao Poder do Fogo, dos Metais, do Ar e da Água, movidos, junto ao desenvolvimento do poder mental, mas muitas vezes, ao longo dos séculos, foram envenenados pela violência e barbárie dos rituais.

Da bela Grécia chega até nós a Mitologia com a personificação destas Forças Mágicas, do Poder do Mar ( Poseidon), das Matas (Demeter), do Fogo (Hefesto), do Ar (Hermes), e o Poder Supremo (Zeus), entre outros.

Na Mitologia Nórdica, há Odim, o deus Supremo, Thor, senhor da Lei com seu machado (Xangô); Freija, deusa do amor (Oxum), Heimdall com características parecidas com Oxóssi, Loki se identifica com Exu, e Ogum e Odim com muitas emanações semelhantes. Estes pensamentos se coadunam com os de Rubens Saraceni no livro “Gênese Divina da Umbanda Sagrada”, embora anteriores à sua leitura, mas esta coincidência vem de encontro á uma reflexão que a Verdade sempre aparece, mesmo se caminhos diversos são trilhados.

E da antiquíssima África, onde sabemos que foram encontrados os resquícios dos primeiros da raça humana, cita o autor Omolubá,em seu livro – “Orixás- os Mitos e a Religião na Vida Contemporânea” – que o conhecimento que nos vêm sobre Ogum, vem da tradição africana Yorubá., onde em tempos muito, muito antigos, o retrato da entidade pujante, esbelta, destemida, valente e belicosa por natureza. Ligado ao ofício da guerra, no seu lazer voltado à caça. E em qualquer tempo, artesão primoroso de armas, ligado aos metais.

Além disso considerado um exímio cavaleiro, vencedor de demandas, manipulando encantamentos e sortilégios,é o vencedor do Rito e da Magia.

Na evolução do mundo, Ogum inspirou a descoberta da forja, bigorna, martelo, enxada, faca, torquês, espada, facão e lança, além das couraças protetoras.

Conta a lenda, segundo Omolubá, que “quando na matinata surgem os primeiros raios de sol,. vê-se em todas as direções e horizontes da Terra, a magnífica, telúrica e resplandescente imagem de Ogum montado em seu fogoso corcel, a insuflar muita coragem e muito ânimo para a batalha do dia-a-dia, pois o que importa é seguir sempre em frente e vencer!”

A energia de Ogum é emanada do astral até nós do plano encarnado, e sentida por seus seguidores, infundindo-lhes grande otimismo., entusiasmo, esperança, firmeza e alegria. Ogum favorece a ordem e disciplina nos relacionamentos, seja na família, trabalho e/ou vida social. Esta ordem também chega aos pensamentos e sentimentos, de maneira que aquele sob sua vibração, consegue seguir uma vida reta e digna.

Não se deve associar Ogum à violência, quando se fala que ele rege a guerra. Pois no plano espiritual, a guerra mais difícil a ser conquistada, é aquela sobre si mesmo, contra as más tendências, contra o orgulho, prepotência, soberba, ganância, falsidade, egocentrismo, apego, ignorância e medo. Ele ensina o autoconhecimento, de modo que se possa viver plenamente e sem máscaras, ultrapassando todos os conflitos, mantendo sua crença e sua verdade, sem humilhar e sem sofrer.

Ogum pode ser severo, até violento com seus filhos, mas Ogum é o cavaleiro do Amor, fazendo os mesmos superarem suas fraquezas, ceifando dúvidas, pendengas e inseguranças. Ogum é sentimento vibrante, não fogo da paixão que se apaga e se transforma em cinzas, mas o Fogo Renovador que tempera as almas e as faz inquebrantáveis, e cada um deveria buscar este conhecimento como quem busca a Pedra Filosofal dos antigos alquimistas.

Entretanto, enquanto os filhos de Ogum não manifestam a plenitude de sua influência benéfica, quando em desequilíbrio, demonstram indisciplina, arrogância, ciúmes exagerados, teimosia, egocentrismo, violência. Sofrem muito, até compreenderem como deve ser sua conduta correta.

No livro “Gênese Divina da Umbanda Sagrada” , de Rubem Saraceni cita:


“ Ogum é sinônimo de Luz Maior, Ordenação Divina e retidão em todos os sentidos.
Ogum é a Ordenação Divina em si mesmo: ele ordena a Fé, o Amor, o Conhecimento, a Justiça, a Evolução ea Criação. Por isso está em todas as outras qualidades divinas.
Ogum é a força que ordena tudo e todos, e tanto está presente na estrutura de um átomo como em qulquer parte do Universo.”


Orixá não é divindade, pois na Umbanda cremos num único Deus. A Umbanda não é politeísta, portanto, Orixá é potência de Luz emanada de Deus, que chamamos de Zambi. Portanto, Ogum não é um deus, mas uma manifestação Divina, que ordena e abre todos os caminhos. É impressionante a Força de transmutação que pode exercer.

A realidade de cada um é única, mas pode e influencia de fato os que estão ao redor. Esta força modificadora e mágica, que faz mover, que tira de um estado inerte para a ação, forçando a roda da vida a nova rotação, enriquece com novas experiências, novas oportunidades, novas portas e janelas em outros cenários, capacitando os viajores, usando a vestimenta carnal para obter novas respostas, atingir novos patamares, superar velhas quizilas e enfrentar e desmanchar qualquer demanda. Este, é Ogum.

Ogum é muito querido e cultuado no Brasil. Neste nosso pais, perdeu, todavia, os atributos de protetor da agricultura e da caça, que passaram a ser identificados exclusivamente com Oxóssi, e tornou-se conhecido sobretudo como Senhor da guerra, sendo sincretizado na Bahia com Santo Antônio de Pádua e nos outros Estados, especialmente o Rio de Janeiro, com São Jorge.

Existe uma passagem da história do Brasil onde se denota a grande fé a Ogum como Senhor da guerra. Cabe lembrar que os negros constituíam maioria entre os soldados e marinheiros que lutaram na Guerra do Paraguai. As tropas jamais deixaram de invocar a proteção de Ogum, seja diretamente ao orixá, seja na forma de São Jorge, o que talvez explique algumas expressões presentes nos pontos cantados, como Ogum jurou bandeira nos campos do Humaitá. A hipótese se torna ainda mais forte quando lembramos que Humaitá é o nome de uma localidade onde ocorreu uma das mais importantes batalhas daquela guerra, sendo ao mesmo tempo o nome atribuído à região do mundo invisível – o orum – que se acredita seja a morada de Ogum.

Temos no mes de abril , exatamente no dia 23, as homenagens ao Orixá Ogum. Os falangeiros de Ogum são:

• Ogum Beira-Mar
• Ogum Megê
• Ogum Sete Ondas
• Ogum Sete Espadas
• Ogum Iara
• Ogum Matinata
• Ogum Rompe-Mato

Estas falanges possuem plêiades de espíritos evoluídos e em diversos estados de evolução, que estão representados pelos caboclos de pena, pelos caboclos de couro ou boiadeiros, pelos pretos velhos, crianças e exus.

E alguns ainda consideram Ogum como a 4ª linha dentro da Umbanda,com as seguintes Legiões:

Ogum de Lei - traz consigo a vibração pura de Ogum e trabalha para todo o planeta. É a própria Lei regendo os reajustes cármicos. Suas oferendas podem ser feitas em qualquer lugar do mundo, acrescida de uma vela oferecida ao tempo.

Ogum Beira-Mar
- aliada ao Povo do Mar. Na areia do mar é conhecido como Beira-Mar e nas ondas é Ogum Sete Ondas. Suas cores são vermelha e branca. Atua na ronda da Calunga Grande (mar, oceano) e no reino de lemanjá. As oferendas são feitas na areia molhada, sobre um pano branco com bordas vermelhas.

Ogum Megê
– conexão com o Povo Megê (africanos). Sua falange trabalha na Calunga Pequena (cemitério), na calçada que o cerca, diretamente com as almas. Suas cores são branca e vermelha e suas oferendas devem ser feitas em volta do cemitério.

Ogum Naruê
– trabalha basicamente no des¬manche da magia negra, dentro da Linha das Almas, exercendo seu domínio sobre as almas quimbandeiras. Suas cores são branca e vermelha e aceita suas oferendas dentro do cemitério ou na mata, em locais consagrados para esses rituais.

Ogum Matinata
- defende os campos onde são feitas as oferendas para Oxalá, bastante comuns em colinas floridas. Não há muitos médiuns que conseguem tê-lo como Guia, pois é bastante difícil de incor¬porar. Suas cores são branca e vermelha, predominando mais o branco. Suas oferendas devem ser entregues em campos com muitas flores. Apesar de guardar as oferendas de Oxalá, não vibra diretamente com o mesmo.


Ogum Iara
– Povo dos Rios. Esta é a falange que trabalha nos rios, lagos e cachoeiras, grande colaborador de Oxum. Suas cores são branca e vermelha e também, algumas vezes, verde e vermelho, simbolizando a mata. Suas oferendas devem ser feitas em rios, lagos e cachoeiras.

Ogum Rompe Mato
- ligado a Oxóssi e ao Povo das Matas. Esta falange costuma trabalhar cruzada com Oxossi, nas matas e nas pedreiras, onde também é conhecido como Ogum das Pedreiras, trabalhando cruzado com Xangô. Suas cores são branca e vermelha, algumas vezes verde e vermelho, combinando com o branco. As oferendas para Ogum Rompe-Mato devem ser feitas na entrada da mata; Ogum das Pedreiras recebe suas oferendas em volta de uma pedreira.

Ogum Nagô
– Junto ao Povo de ganga ( nagô)

Ogum Malei
– Da linha Malei ( Povo de Exu)

No livro “ Umbanda de todos nós”, Matta e Silva relata que a Linha de Ogum apresenta 42 Orixás Chefes de Falange, como intermediários para as demais Linhas, um pouco diferente do acima descrito, mas que vale a pena estudar e desenvolver o pensamento e fazer comparações, até chegar a um entendimento comum. São eles:
a- Ogum de Lei;
b- as entidades com nome de Ogum Yara, intermediárias para a Linha de Yemanjá;
c- as entidades com nome de Ogum Megê, intermediárias para a linha de Yori;
d – as entidades que tomam o nome de Ogum Rompe Mato, intermediárias para a Linha Oxóssi;
e- as entidades que tomam o nome de Ogum de Malê, intermediários parra Yorimá
f- as entidade que tomam o nome de Ogum Beira-Mar, intermediários de Xangõ
g- as entidades que tomam o nome de Ogum Matinata, que são intemediários parta a Linhade Oxalá.

Senhor dos limites, sempre está na frente abrindo a passagem para os demais Orixás. Razão esta que se explica nos rituais de Umbanda sua saudação em primeiro lugar (entre os orixás, já que a primeira saudação deve ser a de Exu).

Ogum exerce um papel fundamental na Umbanda, comandando os Caboclos, os Exus e as Pombogiras, faz a guarda dos locais sagrados e dos médiuns de Umbanda. São eles que vão na frente para proteger e zelar pelas caravanas, pelo espíritos em missões de resgate e de trabalho.

Teremos Ogum no limite do mar e terra, do campo santo e do profano, na entrada da mata, na beira dos rios e cachoeiras, e assim por diante. Isso também explica a razão de Ogum estar relacionado às estradas, aos caminhos.

Sendo vencedor de demandas, sendo um Orixá próximo aos trabalhos de Exu, deve dominar e manipular a magia. Isso também dá a Ogum uma relação íntima com os elementais. O Senhor Exu Tranca Ruas é o correspondente negativo na Vibração Espiritual de Ogum. Há ainda uma classificação que se encontra na Apostila da Sociedade Mata Verde que é a seguinte:

Exu Sete Chaves
- intermediário para Ogum na Vibração Espiritual de Oxalá

Exu Nanguê
– intermediário para Ogum na Vibração Espiritual de Yemanjá

Exu Toquinho
– intermediário para Ogum na Vibração Espiritual de Ibeji

Exu Meia-Noite
– intermediário para Ogum na Vibração Espiritual de Xangô

Exu Pemba
- intermediário para Ogum na Vibração Espiritual de Oxossi

Exu do Lodo
- intermediário para Ogum na Vibração Espiritual deYorimá

Ogum vibra na Umbanda e na Quimbanda, lutando contra o Mal, e a linha de Ogum na Quimbanda chama-se Linha do Cemitério.

Para finalizar, gostaria de pontuar uma certa controvérsia, onde em muitos centros se divulga que o guia de Ogum incorporado em seu cavalo não gira. Discordo, pois frequentemente vejo Caboclos de Ogum girarem, descarregando o aparelho (cavalo) ou consulentes, ou na corrente . Sem querer de modo algum provocar polêmica deixo ainda alguns lindos pontos de Ogum que reforçam meu pensamento.


Falange do Caboclo Akuan

“Sêo Akuan é um caboclo guerreiro
Ele vem na falange de Ogum (bis)
Ele olha por todos os seus filhos,
Meu Pai (bis)
Ele não esquece nenhum ( bis)
Ele gira com o sol e com a lua
Ele gira com a terra e com o mar
Ele vem com sua falange, meu Pai
Pra firmar o seu jacutá (bis)”

Ogum Beira Rio

“Beira Rio, Beira Rio, Beira Mar
O que se ganha de Ogum
Só Ogum pode tirar ( bis)
Seu Ogum de Ronda
Ele vem girar
Vem trazendo folhas
Pra descarregar”

Saudação ao Seu Ogum de Ronda

“Quem está de ronda é São Jorge
Meu Pai me diz aonde é
Quem está de ronda é São Jorge
Salvai os filhos de fé
Quem está de ronda é São Jorge
Meu Pai me diz aonde é
Quem está de ronda é São Jorge
Jesus, Maria e José
Quem está de ronda é São Jorge
Deixa São Jorge rondar
São Jorge é guerreiro
Que manda na terra e manda no mar
Saravá meu Pai ( bis)
Girar é bom ( bis)
Girar é bom
É bom girar”

ALGUMAS INFORMAÇÕES SOBRE OGUM:

Dia da semana - terça-feira
Cor – Vermelha
Ervas - espada de São Jorge, folha de jabuticaba, tansagem, lança de Ogum, folha de mangueira, folha de aroeira, folha de salgueiro-chorão, pata-de-vaca, folha de mangueira, abre caminho, beldroega, carqueja, losna, língua-de-vaca, peregum (dracena com raios vermelhos). Folhas de coqueiro(mariô), casca de alho, casca de cebola, menta, mostarda, samambaia, mostarda, guiné, alcachofra, aspargo, arruda, jurubebam romã, comigo-ninguém-pode, porangaba, cravo branco/vermelho, folhas de coqueiro, azaléia.
Amaci – água de mina, guaco, arnica, funcho, hortelã, cravos vermelho/branco
Cor das Guias e Velas – vermelha, vermelha e branca
Saudação – OGUNHÊ!
Planeta Regente - Marte

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

Fontes pesquisadas:
Matta e Silva, W.W. de. Umbanda de todos nós
Omolubá – Orixás- os Mitos e a Religião na Vida Contemporânea –
Revista Espiritual de Umbanda nº 08
Saraceni, Rubens – Gênese Divina da Umbanda Sagrada
Sociedade Espiritualista Mata Verde- Apostila Curso de Umbanda- cap. 30
Comunidade Povo de Aruanda
Site Constelar
Site Centro Espiritualista Caboclo Pery
Blog Magia das Sete Lineas
Pontos Retirados do Fortune City

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POESIA PARA OGUM BEIRA-MAR

Publicado por Administrador em abril 21, 2011

Paulo Lourenço

Vem vindo ao longe um cavalo branco,
correndo na areia bem junto do mar.
Cavalgando em cima, vem um belo guerreiro.
Salve meu pai! É Ogum beira-mar.

Vem me dar força, vem me dar fé,
e com sua espada me dá protecção.
Mãe Iemanjá sua estrela me guie,
e pai Oxalá me dê sua mão.

Levai-me consigo em seu cavalo,
Ogum beira-mar, meu pai valente.
A si meu pai entrego meu fado,
na minha vida estais sempre presente.

Protege seu filho meu pai amado,
me mostre sempre o melhor caminho.
Em troca eu ajudo seus filhos perdidos,
pois sei que consigo não estou sózinho.

Salve Ogum beira-mar!

Obs: Poema dedicado e escrito para Pai Pedro de Ogum pela data comemorativa de seu aniversário em 14
de Novembro de 2007
Retirado do Livro Orixás em Poesia – Autor Paulo Lourenço

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POESIA PARA OGUM

Publicado por Administrador em abril 21, 2011

Paulo Lourenço

Lá do horizonte vem um cavalo branco,
saltando ribeiros, cruzando caminhos.
É meu pai Ogum que lá vem.
É para si meu pai que agora canto.
Vem nos dizer que não estamos sozinhos,
vem nos dizer que há sempre alguém,
e para quem merece estende seu manto.

Senhor meu pai, dono da espada,
senhor do ferro, senhor da lei.
O mal treme só de ouvir seu nome.
Vós que vigias cada estrada errada,
protecção eu peço, senhor meu rei.
Se estiver a meu lado o demónio some,
e não mais terei de ter medo de nada.

Meu pai Ogum, meu pai guerreiro,
leve-me consigo em sua viagem.
Levai-me a ver o outro lado do véu.
Saravá meu pai pelo mundo inteiro,
a papá Ogum eu presto homenagem,
que nossos espiritos se elevem ao céu,
seja esta a mensagem em todo o terreiro.

Almada, 16 de Janeiro de 2006

Retirado do Livro Orixás em Poesia – Autor Paulo Lourenço

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O SEXTO SENTIDO SENSORIAL

Publicado por Administrador em abril 14, 2011

Reflexões acerca da Mediunidade e sua real natureza

Por Rodrigo Queiroz

Todo aquele que nasce num corpo sadio traz consigo cinco sentidos sensoriais que chamamos de básicos: audição, visão, tato, olfato e paladar. É natural ao ser humano muitas vezes não dar tanta atenção à complexidade desses sensores, talvez porque sejam comuns a todos e são estimulados e vivenciados desde que nascemos.

A criança

Aos pais mais atentos, é possível perceber o processo de maturação destes sensores no indivíduo. A criança nasce com a visão muito turva, que vai “clareando” ou “amadurecendo” num prazo de até seis meses, após este período é que a criança realmente enxerga o mundo a sua volta. O tato é mais sensível pela boca, por isso é que a criança até seus dois anos terá o hábito de levar tudo à boca, pois é a partir da sensibilidade oral que a criança percebe, diferencia e processa texturas, formatos, consistências, bem como o paladar.

O adulto

Bem, para nós já adultos, andar e correr é algo “automático”, não precisamos de esforços e cálculos, entretanto observe uma criança no início da aprendizagem, há medo, calcula-se bem um ou dois passos, é preciso ter algumas certezas, algo a se apegar para não cair, dar três ou quatro passos, por algum período é um desafio incrível e a sensação de satisfação e superação ao atingir o objetivo, que normalmente é sair do braço da mãe e andar quatro passos aos braços do pai, é impagável.

O assunto

Toda esta introdução é para que possamos refletir sobre a Mediunidade como mais um sentido sensorial com o qual todos nascem, reservando suas particularidades e especificidades, a Mediunidade está para todos e é um sensor como os acima citados, porém este “sexto sentido” vem à luz do indivíduo mais tardiamente, comumente na adolescência, sem regras; pode acontecer já na maturidade bem como em tenra infância.

Já superamos o período histórico em que a Mediunidade fora tratada como histeria, loucura ou possessão demoníaca.

Quando a Mediunidade se apresenta num meio familiar em que o ambiente é de espiritualistas, tudo será mais fácil, entretanto cabem algumas considerações em todas as circunstâncias.

Vemos a Mediunidade ser tratada ao longo dos tempos como um “dom supremo”, coisa de gente “super dotada espiritualmente”, fantástico, seres superiores e coisa do tipo, há também aqueles que tratam a Mediunidade como uma castigo, uma penitência, um karma, uma dívida…

A fantasia…

Respeito a credulidade alheia, mas desculpe… Mediunidade não é nenhuma das opções acima, tampouco se trata de coisa de mutantes, X-men, super herói, nada disso. Todavia, justamente por estas proposições acerca da Mediunidade é que quando ela desabrocha num ambiente sem estudo e condução coerente acaba por dar vazão a uma fértil criatividade ilusória perigosa para a vida social e espiritual do indivíduo. É assim que vemos “incorporações” do cavalo de Ogum relinchando no meio do terreiro, vemos o corcunda de notre dame na linha de exus, caboclo cego, preto velho paralítico e tantas outras aberrações comportamentais…

Mediunidade enfim…

Retomando a ideia da Mediunidade como um sentido sensorial como os demais básicos, a Mediunidade deve ser observada com seriedade e bom senso.

Desenvolver a Mediunidade é um processo natural, importante e necessário a todos. Entenda o sentido de desenvolver a Mediunidade como um processo de conhecimento, aceitação, exercício e maturação do sentido.

Ilustrando o conceito…

Sempre costumo comparar o seguinte: eu tenho minha audição em perfeito funcionamento, também tenho um paladar funcionando etc. Mas meu ouvido não é como o de um músico estudioso, treinado e disciplinado. Quando ouço uma música, simplesmente ouço o conjunto dos instrumentos que embalam minha audição, entretanto um músico percebe as notas musicais, os vários instrumentos e até pode indicar o que está ou não afinado ou no compasso ideal. Eu não sei tocar instrumento algum e, portanto, jamais, nesta condição, poderei escutar uma música e reproduzi-la em qualquer instrumento. Posso mudar isso, estudando música e instrumento, me dedicando, exercitando e praticando muito, daqui alguns anos poderei estar apto a isso, mas já que me coloquei como exemplo, neste caso me falta também talento (risos).

O que quero dizer é que audição todos temos, porém alguns exercitam mais este sentido, apuram a capacidade de ouvir e lidar com os sons.

Nem melhor, nem pior…

Por isso não existe Mediunidade melhor ou pior, superior ou inferior. Existe sim a Mediunidade no indivíduo, este pode ou não amadurecê-la, pode ou não entendê-la e pode ou não praticá-la conscientemente.

Tirar a Mediunidade do foco da sobrenaturalidade penso que seja o principal caminho para iniciar um relacionamento maduro com este sentido, que precisa de cuidados importantes. Faz parte do nosso organismo.

Exercite…

Se os músculos não forem exercitados, poderão atrofiar e gerar graves doenças e limitações ao corpo. Com a Mediunidade também, se não for exercitada no mínimo se mantém estacionada.

Há quem diga “Faz trinta anos que sou médium”, no entanto faz vinte anos que não pratico!?!

Trinta anos de Mediunidade mal praticada não valem cinco anos de uma Mediunidade ativa, praticada com estudo e bom senso.

O tempo determina muita coisa na Mediunidade, como o músculo, você não define um músculo indo à academia uma vez por mês por meia hora. Se não houver disciplina, rotina e cuidados, esqueça braços, peitorais e abdômen definidos. De modo que a vivência disciplinada e o exercício rotineiro da Mediunidade permitem que a cada dia de prática mediúnica este sentido se fortaleça, amadureça, amplie e alinhe. É com o tempo também que o médium vai criando estabilidade vibratória, confiança e autonomia mediúnica.

Afinal de contas…

A Mediunidade é algo mais natural do que pensamos, são muitos os tipos de Mediunidade, você não terá a Mediunidade que quer, mas a que te pertence, então procure conhecê-la e faça dela o melhor uso possível.

Pense nisso:

Mediunidade não é angelical e nem maligna, o uso que você fará dela é que determinará sua utilidade!

Grande abraço!

(www.rodrigoqueiroz.blog.br)

 

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UMBANDA QUE PARI UMBANDAS

Publicado por Administrador em abril 11, 2011

Pablo Araujo de Carvalho

Em um século de Umbanda, ainda persistimos na vã tentativa de um padrão ou uma liturgia pré-definida para a religião de Umbanda, onde alguns conceitos se complementam e outros anulam-se completamente.

Sabemos que a Umbanda por tratar-se de uma religião, vai adaptando-se ao seu tempo e amoldando-se em acordo com a necessidade e cultura dos seus fiéis. Esse processo de renovação é continuo, pois caso contrário, a religião cai no ostracismo, pois já não passa a atender a uma grande gama de seus fiéis e suas necessidades intimas outrora sanadas pela sua religião, deixando de estimula-lo a voltar-se a Deus, pois todas as religiões são meios de nos voltarmos a Ele O Criador de Tudo e Todos.

A Umbanda destaca-se como uma religião impar, justamente por agregar em torno de si diversas formas de culto não se apegando assim a uma liturgia ou dogma que restringe e poda o seu crescimento.

Hoje muito já se fala de Umbanda e muito se falara daqui a um milênio de existência de Umbanda, pois naturalmente ela se renova em cada templo vivo de Deus que são os médiuns por qual os oráculos e as vontades dos Orixás manifestam-se.

Médiuns templos vivos de Deus, eis o mistério pelo qual a Umbanda não possui uma liturgia estável ou um dogma fixo.

A Religião de Umbanda pariu varias umbandas todas Sagradas filhas diletas do UM, pois temos : Umbanda Branca, Pura, Traçada, Cruzada, Divina, Esotérica, Iniciática,. Evangelizada, Omolocô, Umbanda Branca de Demanda, Umbanda Cristã, Umbanda de Caboclo, Umbanda de Mesa, Umbanda Mista, etc, A lista é grande e muito se cogitou, muito se falou, muito se digladiou por uma denominação ou modelo que mais falasse ao coração ou a percepção ou ao bom senso dos Umbandistas.

Pois bem, nada conseguimos nesse aspecto, pois é justamente a diversidade que torna a religião mais rica.
O que é a Umbanda?

A Umbanda é paz e amor. É um mundo cheio de luz. É a força que nos dá vida e a grandeza nos conduz. Esta explicito no maravilhoso Hino da Umbanda o que ela é em si mesma. Umbanda é a manifestação do espírito para prática da caridade pura, gratuita e sem que haja o proselitismo. Umbanda é culto aos Orixás da Natureza, pois somos unânimes em dizer que todo templo de Umbanda reúne esses conceitos básicos.

Porem não há uma liturgia pré-definida na Umbanda, pois cada médium é um templo em si e desperta de forma individual as forças sagradas que traz em seu intimo onde imprime a sua própria dinâmica, segundo as Divindades-Orixás que o regem e, assim que assume uma liderança natural de sacerdote e passa a desenvolver seus filhos em seu templo, toda a dinâmica e doutrina será em acordo com as forças espirituais que manifesta-se através do sacerdote dirigente do templo. Então se temos um sacerdote cujas forças são regidas por Oxalá e Iemanjá, esse templo assim como sua dinâmica e doutrina será totalmente passiva onde os trabalhos ocorrem com uma tranqüilidade e paz muito grande. Porem se o sacerdote for regido por Ogum e Iansã, esse templo assim como sua dinâmica e doutrina será totalmente ativa, onde os trabalhos ocorreram com uma agilidade, movimentação e rigidez provenientes desses orixás.

No primeiro exemplo onde o sacerdote é regido por Oxalá e Iemanjá, o trabalho realizado ali pode denominar-se desde que assim seja determinado pelo guia chefe do terreiro, de uma Umbanda com um novo qualificativo ou sobrenome como por exemplo:Umbanda Cristã devido a passividade reinante nos trabalhos.

Porem no segundo exemplo onde o sacerdote é regido por. Ogum e Iansã, o trabalho realizado ali pode denominar-se desde que assim seja determinado pelo guia chefe do terreiro, de uma Umbanda com um novo qualificativo ou sobrenome como por exemplo: Umbanda de Lei e Demanda devido a atividade e a regência direta desse Orixás de Lei reinante nos trabalhos.

É muita pretensão nossa acharmos que esses Sobrenomes ou qualidades agregados na Umbanda foram criados aleatoriamente e não tenha passado pelo crivo ou a ciência de um guia chefe de Umbanda, pois todos esses são detentores de graus de luz e aptos a darem um sobrenome ou uma qualidade à liturgia ali desenvolvida pelos guias chefes de terreiros.

É definitivamente verdadeiro que a Umbanda é Uma religião Brasileira, Fundada por Um espírito chamado Caboclo Das Sete Encruzilhadas através de seu também fundador encarnado Pai Zélio de Morais. É dogma fundamental e inalterável conforme as palavras ditas pelo fundador da Umbanda O senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas que “Todas as Entidades serão ouvidas e nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos àqueles que souberem menos, e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai”

É dogma fundamental e inalterável que “Umbanda é a manifestação do espírito para pratica da caridade pura, gratuita e sem o recurso do proselitismo”

É dogma fundamental e inalterável que “Umbanda é o Culto a Deus, por meio dos Orixás que são manifestadores de Suas Qualidades Divinas”

À parte disso, na Umbanda não há um dogma ou uma liturgia que define uma regra estabelecida para pratica-la, pois, cada médium manifesta uma natureza intima e individual no qual herdamos de Deus nosso Divino Criador, e a Umbanda que é o culto à natureza, manifesta-se a partir dessa natureza ou dna divino que herdamos de Deus individualmente.

Por isso a existência de varias Umbandas na Umbanda, todas sagradas e detentoras de direitos divinos de manifestarem-se com esses nomes, pois é a manifestação de Deus a partir do individual existente no Todo.

Assim como Deus nos gerou a sua imagem e semelhança e nos dotou individualmente com uma particularidade única que só existe em nós, assim também é a Umbanda que gerou tantas outras umbandas e as dotou individualmente com uma particularidade única existente somente nessas umbandas.

Minhas reverências as Umbandas: Umbanda Branca, Pura, Traçada, Cruzada, Divina, Esotérica, Iniciática,. Evangelizada, Omolocô, Umbanda Branca de Demanda, Umbanda Cristã, Umbanda de Caboclo, Umbanda de Mesa, Umbanda Mista, Umbanda de Lei, Umbanda Renovada, etc Todas ao meu ver Sagradas, pois todas sem exceção foram a manifestação da vontade das forças espirituais, naturais, divinas, guias e protetores daqueles sacerdotes que assim à denominaram e expandiram seus cultos movidos por uma vontade maior.

Sarava a Umbanda essa parteira divina, que ao gerar suas filhas também denominadas de Umbanda e batizadas pelos guias-chefes com um sobrenome identificador de seu campo de ação, também exercem de forma digna a pratica da caridade pura e gratuita.

Minhas reverências aos Sacerdotes Baluartes que dedicaram suas vidas a expansão do culto e cujo intimo com toda a certeza foi movido pelo amor em tornar a Umbanda uma Grande Via Evolucionista.

Minhas reverências à todos aqueles que na particularidade do seus lares feitos templos de Umbanda em um dia especifico da semana, onde arrastavam o sofá e transformavam a cômoda em conga e no anonimato de suas casas incorporavam seus guias para fazerem a caridade pura e gratuita ajudaram a engrandecer a Umbanda e expandi-la como religião de massa.

Sarava a Umbanda, Sarava as Umbandas.

Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
UMBANDA QUE PARI UMBANDAS publicado 15/02/2011 por Pablo Araujo de Carvalho em http://www.webartigos.com
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/59311/1/UMBANDA-QUE-PARI-UMBANDAS/pagina1.html#ixzz1JDl01QZ2

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Pioneiros da Literatura Umbandista (2)

Publicado por Administrador em abril 9, 2011

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Por Alexandre Cumino

Primeiros Autores Umbandistas

Leal de Souza

A literatura de Umbanda surge de forma tardia, os primeiros textos são de 1924, no Jornal A Noite, onde Antônio Eliezer Leal de Souza, conhecido apenas como Leal de Souza ainda professando o kardecismo, relata suas experiências com os espíritos. Em busca de matérias e encontros com o espiritismo prático depara-se com trabalhos de Umbanda e acaba chegando a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade. Participou, como repórter, de uma sessão em que o Caboclo das Sete Encruzilhadas e Pai Antônio curaram um rapaz considerado “louco”. Em 1925 todas as reportagens são organizadas em um livro chamado No Mundo dos Espíritos, o primeiro livro publicado a relatar trabalhos práticos de Umbanda, entre outros.

Leal de Souza, jornalista e poeta parnasiano, já era escritor consagrado com mais quatro títulos publicados, até então: Bosque Sagrado, 1917; A Mulher na Poesia Brasileira, 1918; A Romaria da Saudade, 1919 e Canções Revolucionárias, 1923. Passaria trabalhar na Umbanda com Zélio de Moraes, aceitando a missão de dirigir a Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição, fundada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Em 1933 publica o primeiro titulo de Umbanda, O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda. Além de todas as suas qualidades intelectuais, agora médium de Umbanda e Dirigente Espiritual, Sacerdote de Umbanda, torna-se “O Pioneiro” na literatura umbandista. O Primeiro Autor Umbandista apresenta agora uma coletânia de reportagens feitas para o Jornal Diário de Noticias, organizadas e publicadas em formato de livro.

Como já sabemos não faltam qualidades a Leal de Souza, tanto intelectuais quanto mediúnicas, sua obra prima (O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda) é escrita com tanta clareza, indo direto as questões essenciais da religião, que ainda nos dias de hoje é muito atual e de leitura fundamental a todos os umbandistas e/ou pesquisadores.

Já aqui, no primeiro titulo umbandista, está presente o conceito de Sete Linhas de Umbanda, marcando para sempre a importância deste conceito no entendimento das faixas em que atuam os Orixás e Mentores da Religião. Para Leal de Souza Sete Linhas de Umbanda são as sete divisões da Linha Branca de Umbanda nesta ordem:

1. Oxalá – Jesus – Nosso Senhor do Bomfim, cor branca

2. Ogun – São Jorge, cor vermelha

3. Euxoce (Oxossi) – São Sebastião, cor verde

4. Xangô – São Jerônimo, cor roxa

5. Nhá-San (Iansã) – Santa Bárbara, cor amarela

6. Amanjar (Iemanjá) – Virgem Maria – Nossa Senhora da Conceição, cor azul

7. Santo ou Linha das Almas, considerada uma linha transversal não possui sincretismo com santo e nem cor que a identifique.

Além destas linhas há a Linha Negra (Linha de Exu) em oposição a Linha Branca de Umbanda, representada pela cor preta de Exu, relaciona-se com as demais linhas mediando pela Linha de Santo. [1]

Comenta ainda no Cap. III, As Subdivisões do Espiritismo, pg.12, que:

O espiritismo de linha compreende, pelo menos, 99 subdivisões, ou linhas, que são as que eu tenho conhecimento , nem todas, porém, praticadas à beira da Guanabara.

Conta-se, finalmente, a Linha Branca de Umbanda, com suas sete secções [...]

Não havia literatura umbandista anterior a esta obra, como material de consulta, portanto concluo que este livro relata o entendimento de Leal de Souza sobre a obra de Zélio de Moraes, sua única fonte pratica e teórica umbandista. Apenas não podemos desprezar a formação anterior, espírita, espiritualista e intelectual de Leal de Souza como um filtro para o seu entendimento e apresentação da Boa Nova Umbandista.

No mesmo livro constam textos sobre Zélio de Moraes, Caboclo Sete Encruzilhadas e sobre três das tendas fundadas até então (Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora da Guia). Veja no anexo Leal de Souza outros textos de sua obra. 


[1] Veja no anexo Leal de Souza o Capitulo XVIII do Primeiro Livro da Umbanda, com o título As Sete Linhas Brancas.


IMPORTANTE:

Amados irmãos, 

toda semana irei falar aqui sobre um autor de Umbanda, irei começar com os Pioneiros na nossa Literatura e melhor lugar para esta pesquisa é no livro “História da Umbanda” de Alexandre Cumino, Ed. Madras (www.madras.com.br), Capítulo 6, pp. 219 – 282. Neste livro há um farto material a respeito, com toda certeza irei precisar de mais material e quem quiser nos enviar esteja a vontade para envio em nosso e-mail povodearuanda@povodearuanda.com.br.

Quem quiser copiar os textos que irei colocar aqui esteja a vontade, mas nunca esqueça de mencionar o autor, o livro e principalmente colocar a imagem do livro do nosso irmão, assim estaremos dando créditos e valor a quem fez por merecer.

- Pioneiros da Literatura Umbandista (1)

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OGUM E O EVANGELHO DE JESUS

Publicado por Administrador em abril 6, 2011

Norberto Peixoto

Ogum é a vontade, os caminhos abertos, a energia propulsora da conquista, o impulso da ação, da
vontade, o poder da fé, a força inicial para que haja a transformação. É o ponto de partida, aquele que está à frente. É a vida em sua plenitude, a vitalidade ferrosa contida no sangue que corre nas veias, a manutenção da vida, a generosidade e a docilidade, a franqueza, a elegância e a liderança.

A energia oriunda da vibração de Ogum pode ser percebida claramente nestas palavras de Jesus:
“A tua fé te curou” (como a imposição das mãos, Ele acionou o poder da vontade de mudar de atitudes e pensamentos).

“Pedi e recebereis! Buscai e achareis! Porque todo aquele que pede,recebe!” , demonstrando que Deus nos dotou de inteligência e capacidade para que superemos nossas dificuldades, recomendando-nos o trabalho, a atividade e o esforço próprio.

Precisamos aprender a pedir, pois costumamos exigir soluções rápidas e eficazes para problemas de ordem material.

Estamos sempre correndo contra o relógio e perdidos entre compromissos assumidos, os quais muitas vezes extrapolam nossa capacidade de cumprir.

Esquecemos de cuidar de nossos sentimentos, de ir ao encontro do que nos realiza e nos dá satisfação interior, das coisas simples da vida.

Se acreditamos em reencarnação, então sabemos que tudo aqui é transitório, que estamos na Terra para evoluir em espírito, para superar a nós mesmos.

O “pedir”, colocado aqui, é no sentido de “receber” da Providência Divina o ânimo, a coragem, as boas idéias, a fim de que possamos crescer e adquirir a paciência necessária para lidar com as nossas imperfeições e com as dos outros.

Cada problema contém em si próprio a solução. Tudo está certo como está, pois tudo tem o seu tempo para mudar, crescer e amadurecer.

Aquilo que não nos cabe resolver “agora”, confiemos em Deus, pois quando estivermos prontos para compreender, tudo se resolverá. Devemos dar o melhor de nós, com ânimo, entusiasmo e confiança, agradecendo a oportunidade da vida.

Ogum representa, portanto, o caminho que precisamos percorrer, aquele caminho solitário para vencer os dragões internos que, na verdade, é o espírito em busca de si mesmo; percorrer o caminho de volta à unicidade com o Pai.

(Fonte: Umbanda Pé no Chão, pelo Espírito Ramatis – Médium: Norberto Peixoto).

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São Jorge e a Lua

Publicado por Administrador em abril 5, 2011

José Maria Acquaviva

O dia 23 de abril é consagrado a São Jorge, que é símbolo do Espírito Santo de Deus simbolismo esse que remete ao Cristo e a todos os avatares.

São Jorge seria nesta representação símbolo do Eu Divino a tocar a fera (“toca”, não a fere) inconsciente justo no que há de divino nela e que ainda se encontra em estado latente, simbolizado pelo “fogo” do dragão e pela língua – que é vermelha.

Os elementos que autorizam esta interpretação são:

• A CAPA que lhe cai dos ombros é vermelha, cor que representa a consciência (pela passagem do verde do vegetal para o vermelho do animal), e que é símbolo: do “fogo do espírito” santo (cf. “línguas de fogo” do Pentecoste, por isso que, nesta data, na Igreja Católica, os Altares são normalmente enfeitados de “vermelho”), do “enxofre dos alquimistas”, que tinge o mercúrio sem perder sua qualidade, da mesma forma que a uva ou a tinta misturada ao álcool ou à água os tingem; do “vinho-tinto” que, sendo o álcool o “fogo líquido”, reforça a representação do Espírito Santo, do Espírito Consciente, do Eu Divino, do Cristo, razão por que é muito usado na eucaristia e nas oferendas ritualísticas das religiões afro-brasileiras, como oferta ao que há de mais sagrado em Deus e em nós.);

• O CAVALO BRANCO
que monta é símbolo do subconsciente (melhor denominado de Eu-básico) já dominado pelas práticas espirituais e imaculado (branco), por ter sido purificado pelo fogo do Eu Divino (por este motivo, nas religiões afro-brasileiras, não raro as entidades que se manifestam, ao referirem-se aos seus médiuns o chamam de “cavalo” e São Francisco, ao referir-se ao corpo físico com seus desejos o chamava de “burrinho”. O subconsciente que já faz a prece, que leva a água (energia vital acumulada pelo devoto) ao Cristo (Eu Divino, aumakua, Deus interior) que a transformará em vinho espiritual (energia superior, mana-loa). Daí o costume de, brincando para não passar o sentido oculto, os africanistas lembrarem sempre de “dar o gole do santo” de tudo o que bebem, ou seja, “praticarem a lembrança de Deus constantemente com o envio das preces e carinhos ao nosso Pai Celestial”).

Ainda quanto às bebidas, a champanhe e cidras que estouram e jorram da garrafa são de si por si símbolo da prece, vez que fazem com que a “água ou vinho” (mana) sejam elevados aos céus, para que voltem como “vinho celestial”, como o “mel”, como “mana-loa”, ambrosia, como “chuva de bênçãos”.

Lembramos que o simbolismo de Deus como Sol, como cor vermelha, e das bênçãos que ele concede a quem Lhe faz contato como “chuva”, “vinho”, “mel” etc. dá surgimento a símbolos aparentemente contraditórios, como o do Arcano XIX do Tarô, a carta do Sol, que, estranhamente para o profano, “emite raios solares e pingos de chuva”, no entanto este é o mesmo símbolo da “língua”, que lembra a “chama do fogo” e é “molhada” pela “saliva”, simbolismo este sempre muito enfatizado pelas curas realizadas por Jesus e que é repetida por alguns “caboclos” nas religiões afro-brasileiras (nosso Chico Xavier, na infância, foi obrigado pela madrasta a “lamber as feridas” do filho desta, maldade esta praticada pelo uso distorcido do simbolismo e insensibilidade de um ser cruel). O hábito de se usar colar, ou “fio de conta”, tanto profanamente como nas religiões – principalmente nas afro-brasileiras, é em suma o mesmo símbolo da prece, ou seja, as “forma-pensamento criadas pelo Eu racional do homem (o lado esquerdo do cérebro, o bom ladrão, ou Uhane) que estão simbolizadas pelas contas, o “fio” simboliza a ligação, o fio de ectoplasma, o fio interior que liga ao divino e o “pescoço” seria aí reforço do simbolismo do caminho ascensional (que é feito pelo filho, pelo “mau-ladrão”, o subconsciente, eu-básico, ou unihipili).da prece ao Pai (o Cristo entre o bom e o mau-ladrão; o Eu Divino entre o racional e o intuitivo, entre o lado esquerdo e direito do cérebro este é o motivo pelo qual se usam sementes que parecem com o “cérebro” nas religiões afro-brasileiras, como a “cola”, a “noz” etc.) . O uso de piercing na base do nariz tem também a mesma representação, pois o piercing simbolizaria aí a “ forma-pensamento” (“semente de mostarda”) do que se quer realizar e o nariz simbolizaria o caminho por onde flui o ar (o pneuma, o espírito santo, a resposta da prece) e por onde se chega até o “topo da cabeça” (ao Cristo, à abóboda celeste).

• A LANÇA, como tudo o que voa para determinado “alvo” (e “alvo” aí no sentido tanto de meta/objetivo, como de também de “branco”, de pureza, de “Luz”) representa o que vôa ou o caminho para a Misericórdia de Oxalá, de Jesus, de Buda e de todos os que se realizaram na Fonte Suprema, no Grande Arquiteto do Universo. Por vezes representada como tridente (com o mesmo significado além da lembrança dos três eus e das três forças correspondentes do homem), como símbolo de caminho para o divino, como tudo o que é cilíndrico, ou que representa a passagem de algo de um lugar para o outro (a subida e descida das preces; a subida da água e a descida do vinho, representada na carta XIV dos Arcanos Maiores do Tarô; na taça que pelo próprio formato “eleva a bebida” e contém o vinho; no canudo, associado ao cabelo que leva à cabeça, ao cipó que leva ao topo da árvore, ao céu (este é o símbolo da corda e da “cabaça” muito utilizado nos ritos primitivos e nas religiões afro-brasileiras, e representa a subida da prece, da água da cabaça, ao Pai pelo caminho espiritual, simbolizado pela “corda” ); ao “dedo” , coluna vertebral e do templo; ao “bambu” (muito utilizado nas religiões afro-brasileiras para oferendas de milho ou canjica, com o mesmo sentido da oração como anteriormente exposto quanto à vela) à “bengala” (aquilo que ajuda o homem a caminhar, a não cair, ou seja, o contato com o Alto pela oração), à “cana” (por onde desce o mel, a doçura da resposta da prece, o mana-loa dos kahunas); ao milho com suas sementes e cabelos; ao quiabo (símbolo perfeito da prece, com as sementes/formas pensamentos, embebidas na baba/força vital, mana acumulada e enviada ao Pai); e a tudo que possui fogo (Deus) ou luz na ponta (cachimbo, charuto, cigarro, vela, incenso, túnel etc O simbolismo é tão evidente que em um ponto se diz: “Ogum não devia beber, Ogum não devia fumar; mas a fumaça são as nuvens que passam, e a espuma a onda do mar”. “Nuvem” , por estar no “céu” , morada simbólica de Deus, é símbolo da benção que este envia; a “onda” , por sua vez, principalmente se lembrado que normalmente seqüências de onda fortes não ultrapassam 7, segundo os pescadores, representa uma “tentativa de se diferençar; de sair do mar da inconsciência”, ou seja, demonstram o princípio de atividade consciente no mar da inconsciência e a “espuma branca do mar” justo por ser “branca” remete ao mesmo significado do “fogo na boca do dragão” , ou seja, seja, representa o “DIVINO IMANENTE EM CADA SER”, ‘a “Bela Adormecida”, que tem de ser despertada por um ‘beijo´ (por um toque do divino, do “vermelho” dos lábios) por quem já conseguiu atravessar a mata verde da inconsciência e enfrentou o cipoal que o prende à ilusão e as feras que são as sombras interiores.

• O DRAGÃO
, por ser verde simboliza a inconsciência (no entanto, ele voa, ou seja, vai aos céus, a Deus), simbolismo este vindo do mundo vegetal, onde há imobilidade e pouca individuação (as folhas das árvores são todas quase iguais, sendo que, nesse ponto, a flor, como diz GOEHTE, é símbolo do esforço do mundo vegetal em se individuar, se diferençar). Na passagem do vegetal para o animal, há o ganho de mobilidade, de individuação, da capacidade de dizer Eu Sou, ganho de consciência, motivo pelo qual se afirma nas Igrejas Cristãs que o “SANGUE” de Jesus tem poder! O dragão também seria amedrontador, como nossas próprias sombras o são, o que é símbolo daquilo que nos dificulta o domínio de nós mesmos e o ganho de consciência (a luta simbólica do cavaleiro com o dragão). Tanto o verde do dragão, como o verde das matas, como o verde do mar simbolizam ora o inconsciente como um todo, ora apenas nosso subconsciente e nossas sombras. O “andar sobre as águas” (de Jesus, de São Pedro e de outros santos e Iogues) é andar sobre o “verde da inconsciência”, representa o término do processo de individuação, daquele que já domou os seus instintos e pode andar sem se perder no “mar do inconsciente”, tanto como o peixe e os “jangadeiros”, “marinheiros” e “navegadores” nomes de entidades adotados principalmente nas religiões brasileiras, bem como os de “índios e caboclos”, que são os que “sabem andar dentro do mata da inconsciência sem se perderem, porque moram lá.”. O simbolismo do verde, tão evidente no dragão, é rico e remete, pelo “mar” à “nau” (representado nas “naves” das Igrejas e na Mitra Epicospal que é um peixe com a boca aberta para o céu), a água do mar, por ser salgada ao choro, à lágrima, ao feminino, ao yin, à mãe, à lua e esta ao quarto crescente pisado pela Virgem da Conceição – que remete pelo formato novamente ao barco (daí os barcos oferecidos à Iemanjá e outras deusas ou representações do feminino).; (enquanto o sol remeteria ao Pai, ao dia, ao fogo, ao yang etc.).

O símbolo de São Jorge tocando a língua do dragão, como representação do processo de individuação, de tomada de consciência, sendo feita sob a supervisão de ser divino (São Jorge) é comum em várias religiões sob forma variada, pois que o TAO, por exemplo, representa justo isso, que em todo Yin existe em potencial o Yang e que em todo Yang existe em potencial o Yin; e também que em todo ser inconsciente está a consciência em estado potencial. Por este motivo, São Jorge, o guerreiro, Pai, Sol,Yang, consciência, está também na Lua/inconsciente como diz o ponto: “São Jorge está na lua…” e Ele é Ogum Beira-Mar ou Sete-Ondas, simbolo igual ao de Jesus à beira do lago de Genesaré olhando para este., o SerDivino que assiste nossa evolução.

Como a pedra bruta interior é também simbolizada pela pedreira que precisa ser trabalhada pelos pedreiros, com o cinzel da caridade e o malho da disciplina, há ponto para Ogum que diz: “Ogum, guarda a pedreira, mandado por Oxalá. Com a espada lança…

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