POVO DE ARUANDA

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Posts de março \31\UTC 2011

ÁTILA NUNES CONSEGUE APROVAR DELEGACIA DE CRIMES CONTRA INTOLERANCIA NO RJ

Publicado por Administrador em março 31, 2011

O Rio de Janeiro criará uma delegacia especializada em investigação de atos violentos e discriminatórios por racismo, intolerância religiosa e demais manifestações de preconceito.

A criação da delegacia especializada foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio, que recuperou um projeto de lei de 2008 que tinha sido vetado. Os deputados derrubaram o veto, transformando em lei o projeto de autoria do deputado Átila Nunes.

O projeto teve votos contrários da bancada evangélica. Alguns deputados afirmaram que “a proposta do Átila Nunes fará com que pastores sejam impedidos de externarem suas opiniões sobre práticas demoníacas, porque poderão ser enquadrados pela nova delegacia”. O projeto que data de 2008 só se tornou lei agora, porque os deputados evangélicos tentaram de todas as formas criar obstáculos para a tramitação do projeto. Para eles, “é um cerceamento da liberdade de se poder criticar a macumbaria e outras formas de manifestações ditas religiosas”, numa clara crítica aos cultos afro-brasileiros.

A nova delegacia estará dedicada a registrar, investigar e adotar todos os procedimentos policiais aplicáveis nos casos de racismo e intolerância religiosa nos quais ocorra violência ou discriminação da vítima. Também oferecerá aos cidadãos um telefone gratuito para receber denúncias de agressões ou atos discriminatórios

“O Rio de Janeiro, apesar de ser tão liberal, é o estado que mais registra casos de discriminação e preconceito racial, religioso e por condição socioeconômica ou procedência nacional”, afirmou o deputado Átila Nunes, autor da proposta vitoriosa. Segundo o deputado, denúncias de racismo são registradas a cada 15 dias nas delegacias do Rio de Janeiro. Átila Nunes, afirmou que a frequência com que esses crimes ocorrem no estado justificam a criação de uma delegacia especializada. Ele citou ainda os casos de ofensas a obesos.

Átila disse que a ideia partiu de seu filho, Átila Nunes Neto, que chamou atenção para a necessidade do Rio de Janeiro ter uma delegacia especializada para crimes contra intolerancia, em razáo da quantidade de casos registrados, que incluem até depredaçoes de centros umbandistas.

Caberá à delegacia registrar, investigar, abrir inquérito e adotar os demais procedimentos policiais nos casos que envolvam violência ou discriminação. De acordo com a proposta, a delegacia deverá disponibilizar atendimento telefônico gratuito para receber denúncias

ÍNTEGRA DO PROJETO DE LEI Nº 1609/2008 QUE CRIA A DELEGACIA DE CRIMES RACIAIS E DELITOS DE INTOLERANCIA – DECRADI

Autor: Deputado Átila Nunes

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RESOLVE:

Art. 1º – Fica criada a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância – DECRADI, com a finalidade de combater todos os crimes praticados contra pessoas, entidades ou patrimônios públicos ou privados, cuja motivação seja o preconceito ou a intolerância.

Art. 2º – Compete à DECRADI, registrar, investigar, abrir inquérito e adotar os demais procedimentos policiais necessários, nos casos que envolvam violência ou discriminação contra as pessoas, objetivando a efetiva aplicação da Legislação em vigor e assegurar os direitos de todos os cidadãos, independente de cor, raça ou credo religioso.

Art. 3º – A DECRADI disponibilizará uma linha telefônica 0800 com o objetivo de receber denúncias e informações sobre discriminação ou desrespeito à cidadania ou qualquer outro tipo de agressão.

Art. 4º – As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão por conta do Orçamento do Estado, que fica autorizado a abrir crédito suplementar.

Art. 5º – Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 10 de Junho de 2008.

DEPUTADO ÁTILA NUNES


JUSTIFICATIVA

A luz dos últimos acontecimentos amplamente divulgados na mídia falada, escrita e televisionada, que demonstram ser grande o preconceito e a intolerância, seja racial, religiosa ou de cor, com fatos, onde a violência e o desrespeito contra as pessoas tem sido a causa principal de atos de vandalismo, agressões físicas e verbais.

Toda imprensa noticiou recentemente a perseguição religiosa sofrida pelos umbandistas, sendo expulsos das comunidades por membros do tráfico de drogas ou templos umbandistas sendo invadidos e depredados por seguidores de outras religiões.

Faz-se necessário criar uma delegacia especializada para o atendimento desses casos, tendo em vista o aumento contínuo das ocorrências de crimes, cada vez mais violentos e graves, que merecem todo o amparo por parte do Poder Público, para cumprir o que determina os incisos VI e VIII do art. 5º Constituição Federal, garantindo-se assim o direito a liberdade, a vida e a segurança.

Pelo exposto, conto com o apoio dos meus pares na aprovação do presente projeto.

 

Enviado por Alexandre Cumino

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Juliana Paes falando da nossa Religião

Publicado por Administrador em março 24, 2011

Boa Tarde irmãos,

abaixo é o vídeo da Juliana Paes que nosso irmão Alexandre Cumino enviou a vários irmãos, o que é interessante é que os pais da Juliana estavam viajando e a Mãe da Juliana estava grávida dela, passando pela cidade de Rio Bonito – RJ, a mãe dela entrou em trabalho de parto, daí a nossa amada Juliana nasceu na cidade que eu moro, ou seja, Rio Bonito – RJ.

É emocionante ouvir o que a Juliana fala sobre a Umbanda no vídeo abaixo, e o Arlindo Cruz que puxou um ponto para os Caboclos no programa.

Pedrinha Miudinha… Pedrinha de Aruanda Auêêê…

Juliana Paes dança funk no palco do Esquenta 


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Museu de Antropologia recebe exposição sobre Orixás

Publicado por Administrador em março 24, 2011

Visitantes conferem telas da exposição “A Benção dos Orixás de Terreiro” - Valter Pereira / PMJ

O Museu de Antropologia do Vale do Paraíba recebe até 20 de abril a exposição “A Benção dos Orixás de Terreiro”. A exposição é composta por oito telas de 17 orixás, com 2X2 metros cada, idealizadas pelo umbandista Sidney Lorca e pintadas pelo artista plástico Cláudio Koca.
“Na realidade, os orixás não têm rosto. Mas na exposição ganharam uma configuração humana”, comenta Lorca. Uma das telas apresenta Ossanha – orixá guardião das matas — que ganhou forma feminina. Segundo a crença umbandista, quando se entra na floresta para colher ervas que servem de medicamentos, pede-se licença a Ossanha. Ode, também denominado Oxossi na Umbanda, é retratado como guerreiro. E São Jorge, ou Ogum, aparece sem o tradicional cavalo e ao lado de uma divindade feminina.

Serviço – O Museu de Antropologia do Vale do Paraíba fica na rua XV de Novembro, 143, Centro – visitas de terça a sexta, das 9h às 18h, e sábado e domingo, das 11h às 17h – – entrada gratuita. Visitas podem ser agendadas no telefone (12) 3953-3574.

(Rosana Antunes)

Fonte: Portal Jacareí

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Pioneiros da Literatura Umbandista

Publicado por Administrador em março 23, 2011

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Por Alexandre Cumino

Nosso objetivo neste capítulo é tratar da literatura umbandista antiga e primeira, o que podemos chamar de fontes primárias na senda literária umbandista, o objetivo é resgatar a memória e a obra da primeira geração de autores umbandistas. Em sua maioria “ilustres desconhecidos” na Umbanda da atualidade. No entanto, alguns deles viriam a se tornar inspiração para uma segunda geração que nem sempre lhes dava os devidos créditos; suas idéias foram passadas adiante, copiadas, alteradas e remendadas.

Nos primórdios da Umbanda não tinha uma literatura própria, pois a religião nasceu da prática, para posteriormente identificar-se com certa  literatura que pudesse lhe valer uma identidade. Neste contexto os adeptos primeiros recorriam aos títulos espíritas e a Bíblia, com o tempo passaram a explorar, também, as religiões orientais, ocultismo, magia, esoterismo e espiritualismo em geral, o que pode ser observado no Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda.

Nas décadas de 1930 e 1940, a literatura umbandista surge de forma acanhada, da década de cinqüenta para frente podemos localizar uma produção literária abundante e variada, na forma de apresentar a religião em seus vários aspectos. Este crescimento e a pluralidade de filosofias umbandistas acompanham a expansão da religião por todos os estados, onde começam a surgir as Federações de Umbanda, criando mais ideologias e formas distintas de entender e praticar a autêntica e novíssima Religião Brasileira.

Surgiram neste período algumas editoras[1] dedicadas aos títulos de Umbanda, seu mercado se destinava a abastecer lojas de artigos religiosos, também em alta como reflexo do alto fluxo de pessoas participantes da modalidade mediúnica de terreiro, onde se consome enorme variedade de elementos ritualísticos; desde velas, colares e imagens até ossos, dentes e guizos de cascavel. Esta literatura não é levada a sério pelo mercado livreiro, devido ao estilo popular e a falta de citações bibliográficas, ficando claro o método que adotavam para seus escritos. No entanto virá ao encontro de uma necessidade de informação de determinado público, pouco exigente quanto a qualidade ortográfica ou intelectual de seus autores, o umbandista queria respostas para as questões do dia a dia. A procura literária não-intelectual também abrirá campo para os conhecidos livros de receitas, totalmente descompromissados com os valores de ética ou a imagem que passam da Umbanda.

Embora houvesse grande variedade de títulos era comum que os dirigentes espirituais, Sacerdotes de Umbanda, proibissem a leitura para os médiuns e freqüentadores de seus templos, com justificativas variadas. Diziam que “era para não fazer confusão”, “para não desaprender”, “porque não era a hora ainda de estudar aquelas informações” ou “porque médium não tinha que saber nada, quem tinha que saber das coisas eram os guias espirituais”.

As contradições entre uma obra e outra criavam dificuldades de entendimento intelectual na religião, o que pode-se verificar nos textos apresentados no Primeiro Congresso de Umbanda e comprovar durante a leitura deste capitulo.Esta polêmica foi fator crucial para a literatura de umbanda ter surgido muito rápido na década de cinqüenta e na mesma velocidade perder completamente  interesse do público, depois da década de setenta. Nos anos oitenta ainda se encontravam livros “antigos”, mas na década de noventa os mesmos passam a ser raridades garimpadas por umbandistas, colecionadores e pesquisadores, nos sebos que sempre reservam um cantinho para estes títulos tão disputados e escassos.


[1] Entre as primeiras editoras que impulsionaram as publicações de Umbanda, citamos Editora Espiritualista, Editora Eco, Edições Fontoura, Livraria Olímpia e Organização Simões Editora, entre outras.

Esta é uma grande razão para seu resgate histórico, pois as novas gerações não tiveram contato com fontes primárias desta literatura. Vamos acompanhar estes registros históricos da produção de conhecimentos internos na Umbanda.

Antes de apresentar os autores é necessário ainda uma breve reflexão sobre Zélio de Moraes e a literatura de Umbanda:

Zélio de Moraes não escreveu nada sobre a Umbanda, o que temos são reportagens e transcrições de alguns dos pronunciamentos dele e do Caboclo das Sete Encruzilhadas, a maioria deste material foi coletado por Lilia Ribeiro – dirigente da TULEF e responsável pelo Jornal Macaia – uma parte do mesmo nos chegou por meio de Pai Ronaldo Linares e Mãe Maria de Omulu, Sacerdotisa da Casa Branca de Oxalá.[1]

Jornal Macaia – Imagem cedida por Mãe Maria de Omulu

Zélio preparou médiuns para expandir e dar continuidade a sua obra e estes por sua vez nos legaram depoimentos sobre o Pai da Umbanda[2] e a forma como aprenderam a religião em seu berço material, nos braços acolhedores de Nossa Senhora da Piedade.

Faço questão de citar aqui, em primeiro plano, alguns destes senhores que são testemunhas vivas e autores de relatos importantes que devem constar nos anais desta História da Umbanda, são eles:

Leal de Souza, Capitão Pessoa, João Severino Ramos e Ronaldo Linares, que conviveram com Zélio de Moraes, este ultimo tornou-se seu maior divulgador no Estado de São Paulo, relatando suas histórias. Pai Ronaldo é considerado, ainda, por Zilméia de Moraes Cunha, a pessoa que melhor pode falar sobre seu Pai, o saudoso e querido Zélio Fernandino de Moraes.

Entre os pesquisadores da obra de Zélio, além dos citados, destaca-se Jota Alves de Oliveira, colaborador do Jornal de Umbanda e autor dos títulos:

Evangelho de Umbanda

Umbanda Cristã e Brasileira

A continuidade da obra mediúnica de Zélio de Moraes está sob o comando de sua família que mantém até os dias de hoje a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade em franca atividade. O comando da Tenda passou por Zélia e Zilméia e hoje encontra-se seguro e ativo na espiritualidade e mediunidade de sua neta, Lygia de Moraes Cunha, filha carnal de Zilméia de Moraes Cunha.


IMPORTANTE:

Amados irmãos,toda semana irei falar aqui sobre um autor de Umbanda, irei começar com os Pioneiros na nossa Literatura e melhor lugar para esta pesquisa é no livro “História da Umbanda” de Alexandre Cumino, Ed. Madras (www.madras.com.br), Capítulo 6, pp. 219 – 282. Neste livro há um farto material a respeito, com toda certeza irei precisar de mais material e quem quiser nos enviar esteja a vontade para envio em nosso e-mail povodearuanda@povodearuanda.com.br

Quem quiser copiar os textos que irei colocar aqui esteja a vontade, mas nunca esqueça de mencionar o autor, o livro e principalmente colocar a imagem do livro do nosso irmão, assim estaremos dando créditos e valor a quem fez por merecer.

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COMEÇA AMANHÃ – CURSO TERAPIA COM CRISTAIS – (ON-LINE)

Publicado por Administrador em março 23, 2011

Saudações irmã(o), salve!

O tão esperado curso de TERAPIA COM CRISTAIS, Módulo I, está com data confirmada e formando turma para a plataforma UMBANDA EAD.

Abaixo segue o cronograma de estudos, o “cartaz virtual” e um texto sobre Cristal e Quartzo Fumê de autoria dos ministrantes.

DATA DE INÍCIO:
24/03

INVESTIMENTO:
Taxa única 45,00

MATRICULA:
http://www.ica.org.br/terapia-com-cristais-i/

UMBANDA EAD
Ensino SEM Distância!

CRONOGRAMA DO CURSO:

AULA 01:
- Introdução e Apresentação;
- Classificação e formação das pedras e cristais;

AULA 02:
- Entrando em contato com os cristais;
- Propriedades de algumas pedras;

AULA 03:
- Adquirindo seu cristal pessoal;
- Energizando e programando o cristal;
- Rituais de Consagração;

AULA 04:
- Uso das pedras e cristais no dia-a-dia;
- Técnicas terapêuticas e de cura;
- Pode energético e Elixir de Cristais.

Texto

CRISTAL E QUARTZO FUMÊ

Por Joyce Muzy

Segue algumas informações sobre as propriedades terapêuticas do Cristal (ou quartzo branco) – pedra associada ao nosso Pai Oxalá; e do Quartzo Fumê – uma das pedras correspondentes ao trono feminino da Fé, nossa mãe Oyá.

O Cristal – É uma das pedras mais conhecidas e é considerado um dos mais poderosos agentes de cura e amplificador de energia. Também conhecido como o “avô” do reino mineral, concentra em si inúmeras propriedades terapêuticas, pois vibra o branco, que é a união de todas as cores. Através dele podemos purificar e equilibrar nossos centros vitais e elevar nossas energias, trabalhando em todos os níveis do nosso ser. Podemos utilizar o cristal nos momentos em que nos sentimos sem energia ou quando nos sentimos desconectados da espiritualidade.
Se você ainda não tem nenhuma pedra, esta é a indicada para ser a primeira. Quando adquirir um cristal, trate-o com respeito. Observe-o com atenção, medite sobre sua forma, tonalidade, textura. Dessa forma, você irá se familiarizando com a vibração da pedra e cada vez mais se beneficiará das propriedades. Os cristais são considerados grandes mestres, mas precisamos estar atentos aos seus ensinamentos, que ocorrem de maneira intuitiva.
Para se beneficiar de suas propriedades, coloque um cristal em uma jarra com água e deixe-a na luz do sol da manhã por aproximadamente 3 horas. Tome essa água no decorrer do dia e esteja atento à sutil atuação do cristal.

Quartzo Fumê – É uma pedra protetora, no entanto, diferente de outras pedras que repelem as energias negativas, o quartzo fumê transborda luz, pois contém a maior capacidade de força de luz na cor preta, criando, dessa forma, um escudo protetor luminoso a quem a utiliza sabiamente.
A sua propriedade terapêutica é capaz de aumentar a tolerância ao estresse. Alivia o medo, a depressão e promove a calma.
Essa pedra nos ensina a deixar para trás qualquer coisa que não nos sirva mais, tais como situações ou sentimentos que nos prendem, dificultando a capacidade de concretizarmos nossas ideias.
Nos ajuda na aceitação do corpo físico e da natureza sexual, aumentando a virilidade. Ao contrário de algumas pedras que trazem à tona padrões negativos reprimidos, o quartzo fumê tende a dissolver essas energias ao encontrá-las.
É capaz de atuar na nossa natureza egocêntrica, estimulando atitudes e hábitos positivos.

Algumas das muitas formas de utilizá-la:
- Colocando-a em baixo do travesseiro.
- Sentando-se em silêncio, segure-a por alguns minutos.
- Para proteção de energias negativas, carregando-a com você; por exemplo como um pingente.

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SARAVÁ GUERREIRAS DE ARUANDA!

Publicado por Administrador em março 8, 2011

Amados Irmãos,

hoje temos muito o que comemorar que é o Dia Internacional da Mulher, falar sobre a importância da mulher na vida do homem, na sociedade e nas religiões, é algo que muitos já o fizeram, falar da Umbanda sem lembrar a importância da mulher em nossa religião é pura vaidade masculina. Falta de preparo espiritual, falta de humildade e puro machismo.

Analisando bem iremos perceber que a palavra Umbanda é feminina, é a grande Mãe que abraça todos seus filhos, mesmo o meu Word (burro) cismar que é uma palavra masculina, este programa também é machista (rs), eu já o configurei para aceitar a palavra Umbanda como uma palavra feminina e nós homens deveríamos nos configurar todos os nossos “programas” e entender a importância da mulher em nossas vidas. A Umbanda ama todos os seus filhos não importando o sexo, apenas por amor, aquele amor de mãe, aquele amor da mulher que dedica seus filhos sem importar qual foi seu sexo de nascimento.

O que seria do Portal, Blog, Grupo, Comunidade Povo de Aruanda e outros espaços que criei aqui na internet sem as mulheres de nossa religião? Em todos estes espaços criados eu tive e tenho a ajuda de diversas mulheres, eu nunca poderia esquecer estas mulheres que fazem jus à Aruanda, que fazem jus à Umbanda, que por amor à nossa religião fazem de tudo para auxiliar o estudo aos irmãos de Umbanda, sem nem mesmo dedicarem determinada coisa para as mulheres, elas fazem para todos e em nome da Umbanda. São as Guerreiras de Aruanda, eu fui agraciado por algumas destas Guerreiras desde o meu inicio da caminhada espiritual, eu não irei citar nomes, apenas agradecer a todas e afirmar que sem estas Guerreiras você não estaria lendo o que aqui escrevo.

Eu resolvi neste dia trazer a todos o texto abaixo em homenagem a todas as mulheres, ninguém melhor e mais injustiçada que foi pela história machista da humanidade, que Mãe Maria para nos levar a mão na consciência de nossos erros como seres nascidos de um ventre de uma mulher. Eu sinceramente ainda não me sinto preparado para escrever sobre esta Grande Mulher que chamamos por Mãe Maria, então trouxe um texto que achei na Revista Espiritismo e Ciência – Numero 38 – Mythos Editora.

Obrigado Guerreiras de Aruanda, obrigado filhas da Mãe Umbanda, que Oxalá proteja a todas nesta data e nos demais 364 dias deste e de muitos outros anos. Que Zambi possa dar a cada uma de vocês um dia melhor!

Saravá Umbanda!

Saravá Guerreiras de Aruanda!

Alex de Oxossi
Rio Bonito – RJ

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MÃE MARIA


A presença de Mãe Maria se faz sentir cada vez mais fortemente entre nós, seja por meio de um resgate histórico da atuação das mulheres em nosso planeta, seja pela atuação da mãe de Cristo a partir do plano espiritual.



Por Rosana Felipozzi

A história nos conta capítulos de um cristianismo escrito pelos homens. Mas, e as mulheres? Onde estão os relatos de suas vidas?

Até hoje, desconhecemos muitos acontecimentos envolvendo grandes mulheres que acompanharam, viveram e atuaram brilhantemente durante a passagem de Jesus na Terra. Se houve um tempo em que não era interessante saber o que essas histórias podem nos revelar, em nossos dias podemos sondar, pesquisar e até contar livremente aquilo que ficou oculto, por ser tão importante.

Alguns poderão perguntar: “Mas por que deveríamos nos ater especificamente à vida das mulheres? A questão feminina ou das diferenças sexuais teriam relevância diante da espiritualidade?”

Porém, ocorre que em nossa condição humana somos regidos pela Lei de Causa e Efeito e, a cada encarnação, ainda estamos cumprindo nossos compromissos num programa bem elaborado no qual a escolha sexual é uma das grandes alavancas para a conquista evolutiva.

Em “O Livro dos Espíritos”, no no capitulo IV , Pluraridade das Existências, nas questões 200 a 202, Kardec nos responde sobre o sexo dos espíritos. Esta é realmente, uma questão bastante delicada e polêmica porque grande parte da humanidade está inserida nessa condição; ora encarnando no sexo masculino, ora no feminino. No entanto, há uma certa negligência com relação ao assunto, talvez provocada por crenças bastante vívidas em nós, mas que não condizem com os ensinamentos fornecidos pelos espíritos a Kardec, ou mesmo por total falta de observação da própria realidade enquanto espíritos.

Para muitos, a crença num Deus/Pai masculino é entendida ao pé da letra e não como uma força superior, a inteligência suprema, causa de todas as coisas. Sendo Deus a causa, não está sujeito aos efeitos, pois comanda as leis que nos regem.

As questões do masculino e feminino somente deveram interessar a todos nós, espíritos encarnados, pois necessitamos integrar esses dons.

Diante desse grau de consciência, podemos desenvolver melhor os dons e atributos feminino necessários a um espírito encarnado num corpo de mulher, o mesmo ocorrendo com os homens.

Pouco compreendemos as relações existentes entre a sexualidade e a espiritualidade, o sagrado, o profano, o que foi ocultado daquilo que é real e verdadeiro sobre esses assuntos. Talvez, ao repensarmos essas questões sob uma óptica mais profunda, estejamos também ampliando nosso entendimento sobre as relações humanas, sociais, religiosas e até mesmo políticas.

Entender o amor de uma forma mais pura e o que o refinamento e a pureza espiritual porém verdadeiramente proporcionar às nossas personalidades, também ajudará a minimizar as diferenças de gênero, cor ou qualquer outro fator restritivo, possivelmente aproximando-nos pela observação, aceitação e vivência dessas diferenças.

Sem abandonarmos os preconceitos que há muito não condizem com a necessidade evolutiva da Terra, não seremos capazes de decidir pelo amor.

A imagem de Maria como uma grande mulher,
a representante máxima dos dons e atributos femininos – dos quais conhecemos apenas uma parte – precisa ser resgatada, e seu papel, revisto. Se desejarmos ardentemente a nossa evolução e a do planeta, podemos começar por uma reflexão sobre a “escolhida” para ser a mãe de um grande ser de luz, aquele que nos ensinou o caminho do amor. Provavelmente, nós nos surpreendemos, pois há muito mais a ser conhecido sobre ela.

Rever a vida de Maria e todo o ensinamento contido em suas atuações poderá trazer à tona tudo o que nos foi subtraído por séculos a respeito do sagrado feminino.

Será que, ao conhecimento melhor sua vida, não a estaremos tornando mais humana, mais próxima, onde certamente ela gostaria de estar?

Uma boa sugestão de leitura sobre alguns aspectos da vida de Maria e seu trabalho na espiritualidade, é o livro “Maria – Mãe de Jesus” (FAE Editora). A começar pela capa, exibindo retrato de Maria – ditado pelo mentor espiritual Emmanuel ao fotógrafo Vicente avelã, através do médium Chico Xavier – todo o conteúdo nos aponta passagens desconhecidas de sua volta ou conhecida por muito poucos.

Os textos e mensagens reunidos pelo organizador Edison Carneiro são psicografias feitas por Chico Xavier; algumas informações foram extraídas do livro “Memórias de um Suicida” , de Yvonne A. Pereira; e ainda alguns relatos coletados no “Evangelho de Lucas”- considerado pelos espíritos como textos que, apesar das inúmeras traduções e transcrições, chegaram ao nosso tempo com uma parcela mínima de erros e distorções.

A maioria das descrições da vida de Maria, verdadeiros quadros verbais, são de autoria do espírito Humberto de Campos, alguns, do espírito Emmanuel, além de poemas de outros espíritos.

Logo em suas primeiras páginas lemos que “Maria é um dos espíritos mais puros que foram dados à humanidade conhecer”

Assim, seria interessante entender o que Kardec, no “Livro dos Espíritos” , nos informa a respeito da ordem a que pertencem os espíritos puros e quais são suas características. No livro segundo, em “Mundo espírita ou dos espíritos”, cap I, ele diz que os espíritos puros fazem parte da primeira ordem dos espíritos e têm como caracteres gerais a superioridade intelectual e moral absoluta, em relação aos espíritos das outras ordens, não sofrendo mais nenhuma influência da matéria.

Pertencem à primeira classe – classe única – na qual os espíritos percorrem todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria, havendo atingido a soma das perfeições de que é susceptível a criatura. Não tendo mais provas nem expiações a sofre, não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, vivem a vida eterna, que desfrutam no seio de deus. Gozam de uma felicidade inalterável, porque não estão sujeitos ás necessidades ou vicissitudes da vida material. Essa felicidade ressalta Kardec, não é a de uma ociosidade monótona, vivida em contemplação perpétua. Eles são mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para a manutenção da harmonia universal. Dirigem a todos os espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoar e determinam suas missões. Assistem os homens nas suas angústias, incitam-nos ao bem e ajudam-no a expiar suas faltas.

Kardec também nos clareia o entendimento afirmando que os espíritos puros são por nós designados pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins, e podemos nos comunicar com eles, porém sem a presunção de tê-los constantemente sob nossas ordens.

Um período histórico bastante interessante
e do qual praticamente não temos notícia por fontes oficiais, é aquele após a separação dos discípulos, ao se dispersarem por lugares diferentes para a difusão das mensagens de Cristo, ou melhor, da Boa Nova.

Nessa ocasião, Maria se retirou para a cidade de Batanéia, onde alguns parentes mais próximos a esperavam com especial carinho.

Segundo Humberto de Campos, “para aquela mãe amorosa, cuja alma digna observa que o vinho generoso de Cana se transformou no vinagre do martírio, o tempo assinalava sempre uma saudade maior no mundo e uma esperança cada vez mais elevada no céu”.

“Sua vida era uma devoção incessante ao rosário imenso de saudade, ás lembranças mais queridas. Tudo que o passado feliz edificara em seu mundo interior revivia na tela de suas lembranças, com minúcias somente conhecidas do amor, que lhe alimentavam a seiva da vida”.

Após esse tempo passado em Batanéia, informa-nos Humberto de campos que Maria aceita o oferecimento feito por João, filho de Zebedeu, de irem morar em Éfeso ( cidade da Lídia , na costa ocidental da Ásia Menor).

João nunca esqueceu as observações que o Mestre lhe havia feito na cruz. Sua responsabilidade com respeito à Maria e o título de filiação recebido como prova das mais altas expressões de amor universal, sempre o acompanharam.

Humberto de Campos também relata que em Éfeso, as idéias cristãs ganhavam terreno, o que encheu de ânimo e entusiasmo tanto João quanto Maria.

Morando em Éfeso ambos firmaram uma associação de interesses espirituais. A casa de João, com a chegada de Maria, se transformou num ponto de assembléias adoráveis, nas quais as recordações do Messias eram cultuadas por espíritos humildes e sinceros. Enquanto Maria externava suas lembranças em sua choupana, que se tornou conhecida pelo nome de “Casa da Santíssima” , João pregava na cidade.

Durante sua permanência em Éfeso, Maria recebeu a visita de Paulo de Tarso. Emmanuel nos fala um pouco dessa visita: “Paulo visitou a mãe de Jesus na sua casinha singela, que dava para o mar. Impressionou-se fortemente com a humildade daquela criatura simples e amorosa, que mais se assemelhava a um anjo vestido de mulher.”

“Paulo de Tarso interessou-se pelas suas narrativas cariciosas, a respeito da noite do nascimento do Mestre, gravou no íntimo suas divinas impressões e prometeu voltar na primeira oportunidade, a fim de recolher os dados indispensáveis ao Evangelho que pretendia escrever para os cristãos do futuro”.

“Maria colocou-se à sua disposição, com grande alegria”.

“O projeto deste evangelho continuou a ser alimentado, mas dificultado pelas viagens constantes do apóstolo”.

“Estando preso na Cesaréia, Paulo resolveu encarregar Lucas da redação”.

Valendo-se das informações de Maria, a biografia de Jesus foi então escrita. Lucas, o médico amigo, se incumbiu de escrever o velho projeto de Paulo, satisfazendo-lhe integralmente o desejo, nos informa Emmanuel. Por isso o evangelho de Lucas é também conhecido como o “Evangelho de Maria”.

Retornando aos relatos de Humberto de Campos
temos:

“A Igreja de Éfeso exigia de João a mais alta expressão de sacrifício pessoal, pelo que, com o decorrer do tempo, quase sempre Maria estava só, quando a legião humilde dos necessitados descia o promontório desataviado, rumo aos lares mais confortados e felizes os dias, as semanas , os meses e ao anos passaram incessantes (…)”

“A velhice não lhe acarretara nem cansaços nem amarguras. A certeza da proteção divina lhe proporcionava ininterrupto consolo”.

Durante essa fase , Humberto de Campos nos revela que Maria, ao receber notícias de Roma, sobre as dolorosas perseguições impostas a todos os que fossem fiéis à doutrina, agora chamada de cristã, entregou-se às orações como de costume, pedindo a Deus por todos aqueles que se encontrassem em angústias, por amor de seu filho.

Enlevada em suas meditações, Maria viu se aproximar o vulto de um pedinte. Nesse momento, afirma Humberto de campos, Maria ouviu: “Minha mãe – exclamou o recém-chegado, como tantos outros que recorriam ao seu carinho – venho fazer-te companhia e receber a tua benção”.

Após convidá-lo a entrar e muito impressionada com aquela voz, sentiu-se emocionada e tocada por aquelas palavras. O hóspede anônimo lhe estendeu as mãos e falou : “Minha mãe , vem aos meus braços !”

Nesse instante, Maria fitou suas mãos e viu nelas as chagas, como as que seu filho revelava na cruz. Num ímpeto de amor, fez um movimento para se ajoelhar. Ele, porém, levantando-a, ajoelhou-se aos seus pés e, beijando suas mãos, lhe disse: “Sim, minha mãe, sou eu! Venho buscar-te, pois meu pai quer que sejas no meu reino a Rainha dos Anjos.”

Humberto de Campos nos diz que, após esse acontecimento, Maria cambaleou, querendo manifestar sua felicidade e agradecimento, mas seu corpo havia sido paralisado. Enquanto isso, aos seus ouvidos chegavam os ecos suaves da saudação do anjo.

No dia seguinte, dois portadores humildes desciam a Éfeso, de onde regressaram com João, para assistir os últimos instantes da Mãe Santíssima.

Quanto ao trabalho executado por Maria no plano espiritual, destacamos alguns trechos expostos no livro e que foram descritos pela médium Ynonne A. Pereira em “Memórias de um Suicida” , através do espírito Camilo Castelo Branco, destacado escritor português do século 19 que tendo cometido suicídio, foi socorrido amorosamente pela Legião dos Servos de Maria.

Segundo suas lembranças no Vale dos Suicidas
, Camilo descreve: “Uma região de muitas dores do plano espiritual que abriga aqueles que tentaram por fim à própria vida…”

Ele nos conta que o cenário desse vale é de criaturas disformes, tanto homens quanto mulheres, caracterizados pela alucinação. Uma povoação envolvida em densos véus de penumbras, gélida e asfixiante, onde se aglomeram os habitantes de além-túmulo. Porém, mesmo em lugar tão terrível, assevera Camilo, a misericórdia de Deus se manifesta. Periodicamente, recebiam a visita de uma singular caravana. Era como a inspeção de alguma associação caridosa.

Ele diz que esse grupo procurava aqueles entre os presentes cujos fluidos vitais, arrefecidos pela desintegração completa da matéria, permitissem locomoção para as camadas do invisível intermediário, ou de transição.

Senhoras faziam parte dessa caravana. Além delas, conta Camilo, um pequeno pelotão de lanceiros formava uma coluna, como batedores de caminhos, um cordão de isolamento contra quaisquer hostilidades que pudessem surgir. Um oficial comandante erguia uma flâmula na qual se lia em caracteres azul-celeste “Legião dos servos de Maria”.

Camilo afirma também que se passaram anos até que, finalmente, teve condições de ser socorrido e transferido para o Hospital Maria de Nazaré. Primeiramente, o comboio os encaminhou durante algum tempo, a um conjunto de muralhas, como as velhas fortificações medievais, até que parou em frente a um grande portão, que seria a entrada principal da Colônia Correcional.

Surpreso, tanto Camilo quantos seus companheiros entraram em uma cidade movimentada. Edifícios, ministérios públicos ou departamentos, casas residenciais bem como indivíduos – atarefados e uniformizados com longos aventais brancos, ostentando ao peito a cruz celeste com as iniciais LSM -, eram avistados.

Ao serem convidados a descer ao departamento de vigilância, continua Camilo, foram reconhecidos e matriculados pela direção como internos da Colônia. Daquele momento em diante, estariam sob a tutela direta de uma das mais importantes agremiações, pertencentes à legião chefiada pelo grande espírito Maria de Nazaré.

Nas viaturas, iguais a leves trenós ligeiros e confortáveis, puxados por cavalos e com capacidade para dez passageiros, foram levados ao departamento hospitalar. Novos letreiros indicavam, a direita, o manicômio, e a esquerda, o isolamento. Camilo e seus companheiros ingressaram pela entrada central, onde se podia ler: Hospital Maria de Nazaré.

Atravessaram imenso parque, colunas, arcadas, torres e terraços repletos de flores. Árvores frondosas e aves mansas entre outras tantas maravilhas que faziam parte dessa região.

Além do hospital, a legião dos filhos de Maria mantém também no plano espiritual outras instituições; uma delas é a Mansão da Esperança. Essa instituição é, na verdade, uma cidade universitária, segundo nos esclarece Camilo. É um local onde ciclos de estudos e aprendizagem são ensinados nas escolas.

Lá, ele recebeu ensinamentos de moral, filosofia, ciência, psicologia, pedagogia, cosmogonia e até um novo idioma, o qual será futuramente o idioma que estreitará as relações entre os homens e os espíritos.

Para finalizar Camilo nos informa que em todas essas instituições se reconhece o amor maternal de Maria. Nelas, não a encontraremos com freqüência em corpo espiritual, porque sua presença portentosa distrairia os obreiros de suas obrigações rotineiras. Mas a cada passo, em cada processo, nos menores detalhes, a sua influência e as suas orientações estão presentes.

 

Revista Espiritismo e Ciência – Numero 38 – Mythos Editora

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