POVO DE ARUANDA

ANUNCIE AQUI! povodearuanda@povodearuanda.com.br

Posts de 10 dezembro, 2010

A PAZ POSSÍVEL

Publicado por Administrador em dezembro 10, 2010

Sonhamos um dia viver em Paz, muitas vezes idealizando um lugar paradisíaco, como nas descrições bíblicas. Sempre procuramos nos despedir dos amigos, no dia a dia, em cartas, e-mails, chats, desejando Paz….

Na realidade, nosso presente é cercado por notícias escabrosas, de crimes, acidentes enormes, somos envolvidos subitamente em discussões, quer sejam religiosas, ideológicas, políticas, relativas a trabalho, e mesmo situações corriqueiras, e na maioria das vezes nem sabemos quem começou. Neste momento, o mundo de modo geral, e o Rio de Janeiro em especial, passa por momentos críticos, de guerra real, como se fosse uma 3ª edição do filme tropa de Elite….Só que o pavor é real, o choro das crianças é real, a adrenalina dos soldados é real, o suor de medo dos bandidos é real. Uma situação de guerra visando a Paz. Uma situação limite para algo além do limite.

A Vila Cruzeiro no século XIX era o Quilombo da Penha, pois um padre da Igreja Nossa Senhora da Penha permitiu que ali ficassem escravos refugiados. Ao longo deste século e inicio do século XX, já como Vila Cruzeiro, ficou famosa pela capoeira, candomblé e rodas se samba. Naturalmente eram perseguidos pela polícia e mal vistos pelas famílias de “bem”. Na verdade, foi ali que nas festas da Igreja da Penha ficou muito conhecida a barraca de uma grande candomblecista , a Tia Ciata. Durante meio século era ali que começava o carnaval, dos bons tempo, da alegria espalhada e descontraída do carioca. Mas agora, aí está, como uma mancha negra sobre a região. Será a ambiência das dores antigas que favorece? Ódios mal resolvidos, retornos e carmas a serem ressarcidos?

Já o Morro do Alemão, de onde se espalha o Complexo do mesmo nome com quase duas dezenas de favelas, começou vamos de uma derrocada ecológica, quando um polonês ( chamado de alemão) refugiado da 2ª Guerra Mundial, comprou uma fazenda , grande parte do morro, e na década de 50 resolveu vender os lotes, que rapidamente foram tomados e aleatoriamente construídos. Urbanisticamente o Morro do Alemão teria que ser todo reconstruído, pelas inúmeras valas abertas, ruas estreitas e irregulares e casas construídas precariamente. Que miasmas terão se acumulado, que vibração tão nefanda ocorre naquele local que já foi um Parque de Conservação, com inúmeras nascentes de água límpida? A construção de industrias e algo terrivelmente poluente como um Curtume, o Curtume Carioca , e posteriormente a construção da Avenida Brasil, traçaram o destino desta região.

Sonhamos e imploramos que haja Paz, ali, neste local de tanta dor e medo, como em muitos e muitos locais semelhantes ao longo do Mundo, lugares que talvez nem sonhemos, mas que há como um portão para o umbral. Pensemos por exemplo no Haiti, o que é aquilo? Nós, que acreditamos em algo mais, sabemos que são encontros do passado, são recrudescências de antigas marcas, para quem acredita, os chamados carmas coletivos.

Pedimos tanto pela Paz, mas temos enormes dificuldades de preservar a nossa, como se ela só fosse possível num futuro distante. Lutamos arduamente contra dificuldades com colegas de trabalho que querem competir conosco, ou nos prejudicar, com familiares que não nos aceitam, com injustiças que sofremos sem entender, desonestidades ao nosso redor, sentimentos menos bons, que captamos dos mais diferentes lugares, e até mesmo de quem não esperamos, além dos nossos próprios, que precisam a todo instante passar por um crivo severo.

Como trazer a Paz para nosso coração e como podemos emitir essa Paz ao nosso redor?

Não dá para esperarmos por condições adequadas, pois elas podem nunca acontecer.

Então temos de encontrar nosso centro, nos conectar ao mesmo tempo com nosso emocional, nosso intelectual e à ambiência a nossa volta. Estar de prontidão, mas sem expectativa, sem anseios que tumultuam o íntimo. Temos de ficar numa posição privilegiada em relação ao mundo, não uma atitude superior, mas de forma a compreender e ter uma visão mais abrangente, de modo a antecipar eventos que poderiam perturbar a Paz nas nossas redondezas.

E cultivar o verdadeiro Amor no coração, sacrificando às vezes parte dos nossos sonhos, em vez de lutar por eles, se eles estiverem sonegando espaço do sonho dos outros, e exercitar a Paz Possivel, com aqueles que nos são caros, aqueles que o Mundo Maior colocar em nosso caminho.

Podemos prosseguir com nossos ideais e nossos destinos, falando com a palavra mansa, olhando com os olhos atentos, manifestar nossas convicções, defender as nossas afirmações interiores, sem cometer um só pensamento desarmonioso. Essa maestria tem de ser alcançada, nos recônditos de nossas almas, nas conversar com nosso Eu Interior, e com nossos guias e espíritos protetores, e sobretudo, não usarmos, nem para nós mesmos a 1a pessoa do singular, mas sempre um pensamento plural.

A Paz Possível que cada um de nós possa conseguir, pode não ser a Paz Perfeita, mas será aquela que nos manterá de pé, em todos os vendavais, sem agravarmos nossos carmas e aquela que conseguirá secar algumas lágrimas , levar alguns abraços , formar alguns sorrisos, ou mesmo evitar que se cometa qualquer ato que infelicite o próximo. Isto já será o alento de cada coração que tenta glorificar a condição humana como manifestação física de evolução do espírito, e cujas intenções reverberam em todos os planos vibratórios.

Alex de Oxóssi

Enviado em UMBANDA | Deixar um comentário »

“NEM TUDO É SHOW”

Publicado por Administrador em dezembro 10, 2010

Queridos irmãos,

agora pouco estava ouvindo o programa FALA UMBANDA com nosso irmão MARCO da ASSEMA e lá percebi um comentário sobre algumas pessoas que vão em alguns terreiros e fazem shows, discordei sobre o fato, pois não é bem assim com todos, nem tudo é show, talvez ele esteja acostumado em ver estes shows, mas em outros terreiros nem sempre é show.

Lembremos que no Espiritismo os passes são dados por médiuns e não por médiuns incorporados, na Umbanda a maioria dos passes são dados por espíritos incorporados, diferente do Espiritismo. Na Umbanda trabalhamos com Falanges de Trabalho e nestas nem sempre temos espíritos na mesma evolução, entendemos ainda que determinados espíritos aproximam-se destas Falanges sem nem mesmo trabalharem na Lei ou ainda seguirem o que a mais baixa evolução desta Falange transmuta. Então é muito perigoso dizer que este ou aquele, nesta ou naquela Casa não deveria aparecer por se tratar de um passe no ser encarnado e não no espírito, entidade, guia, muito complicado afirmar tal fato baseando apenas no que percebemos em nossas Casas, devemos perceber sim nossas Casas não fechando os olhos para a espiritualidade, se afirmarmos tal fato estamos fechando os olhos para os ataques eminentes em nossas giras.

Povo de Umbanda acha que porteira segura é tudo e não é bem assim, nossos corações e mentes seguram alguma coisa, mas a egregora é mais latente neste momento, achar isso ou aquilo confiando em nossas porteiras e no que pensamos conhecer é abrir a guarda para qualquer marginal astral. Eu já vi egun usar nome de diversas entidades e não afirmo que isso não aconteceu nas Casas que já fui filho, ou que não vai acontecer na Casa que serei filho ou ainda na Casa se algum dia eu comandar, estamos propícios a estes, e nem sempre são os marginais astrais que chegam em um passe.

VAMOS IMAGINAR…

Determinada pessoa está em uma gira de Preto Velho e toma um passe de um espírito que se diz ser de Aruanda e esta deveria trabalhar com um Preto Velho de Aruanda e por algum motivo ou ainda até medo ou vergonha não aceita ser um médium. Este Preto Velho neste passe não irá manifestar? Marco amo a ASSEMA, tenho muito respeito por todos desta Casa e principalmente por você, mas eu discordo totalmente de você quando diz que este tipo de manifestação pode ser ou é um SHOW.

Irmão muito cuidado ao avistar seu quintal, pois no mesmo bairro, cidade, estado, país, existe outros quintais, além de tudo isso é perceber também a mediunidade, pois é bem mais ampla que nossos quintais, perceber ainda a sabedoria dos espíritos, conheço diversas pessoas que até posso lhe enviar nomes de alguns nomes de Curitiba que hoje estão na ASSEMA que recebiam Entidades até mesmo na rua ou ainda poderiam receber, no trabalho e em outros locais e não é SHOW, eu chamo de mediunidade aflorada (descontrolada). Mediunidade aflorada? Mas não seria termo do espiritismo? Sim, talvez, mas eu prefiro dizer termo da espiritualidade e nada mais.

Marco nem tudo é SHOW, e nem tudo é critica ou ainda porrada, pancada como disseram lá na rádio se ouço a rádio é por lhe respeitar, eu tenho diversas sobre Umbanda para ouvir, mas prefiro sempre onde você está, pois gosto do que falas, mas no calor de um programa eu reconheço sim que erramos, sou diretor de um programa de rádio e este existia bem antes de eu nascer, o programa foi criado pelo meu pai a 45 anos atrás, mas falar em microfone é bem complicado para mim, neste programa não existe religião, apenas musicas bem antiga, meu pai não é um bom locutor, é apenas um ótimo comunicador, mas eu sempre trabalho nos bastidores e ele sempre afirmar que sou diretor do programa que ele nada faria sem a minha ajuda e eu apenas digo nem existiria o programa se fosse por minha iniciativa. Marco precisamos de bengalas, mas as bengalas não movimentam só, elas nem mesmos seriam bengalas. Entenda como quiser apenas estou lhe repassando o que a espiritualidade me repassa, um dia talvez terei a chance de falar outras coisas diretamente ou amplamente. Microfone? Nunca…rs. Prefiro escrever com meu português porco.

O Link deste post será enviado ao Marco da ASSEMA e este post será aberto a comentários e que nosso irmão deixe o comentário aqui.

Enviado em UMBANDA | Etiquetado: | 8 Comentários »

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 618 other followers