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Posts de outubro \25\UTC 2010

Porque Caboclos e Pretos Velhos?

Publicado por Administrador em outubro 25, 2010


Lilia Ribeiro

Uma das incógnitas que ainda perduram, na Umbanda, é a verdadeira natureza dos Caboclos e Pretos-Velhos.

Várias opiniões formaram-se a respeito dessas entidades que, através de uma linguagem simples, emitem, por vezes, conceitos que revelam o pensamento erudito de um mestre.

No decorrer de vários anos de convivência com os nossos Velhos e Caboclos, observando-lhes os trabalhos, auscultando opiniões sobre os problemas da vida terrena, notamos que o grau de conhecimento, de evolução varia muito.

Encontramos Pretos Velhos aparentemente apegados aos bens materiais, fazendo questão do “tôco” e do “pito” que não cedem a ninguém, aborrecendo-se com facilidade, reagindo como simples criaturas humanas.

Outros, porém, revelam no procedimento e nas palavras, no acatamento à disciplina imposta necessariamente pela direção espiritual dos trabalhos, a luz espiritual adquirida.

Uns e outros referem-se às senzalas, à vida passada na escravidão ou nas aldeias.

Se o freqüentador assíduo dos terreiros não procurasse o guia apenas para lhe expor as dificuldades da vida terrena, buscando somente o conselho para a solução mais fácil dos seus problemas materiais, teria ocasião de receber ensinamentos preciosos sobre a vida futura, as reencarnações, a necessidade de vencer, com o próprio esforço, a passagem difícil que se lhe apresenta e que será mais um grau conquistado na escola da vida.

Dizia José Álvares Pessoa que a Umbanda é, talvez, a única religião que se preocupa com os problemas materiais do homem.

Não por ser um culto materializado. Pelo contrário: percebendo como o ser humano premido pelas dificuldades que o seu próprio Carma conduz, se afasta do criador, quando a enfermidade, a falta de recursos financeiros, a desarmonia no lar se tornam mais poderosos que a sua crença, os dirigentes espirituais do nosso planeta organizaram um movimento destinado a dar ao homem o conforto, o conselho, a ajuda através dos quais poderá ser, ainda uma vez, reconduzido aos caminhos da fé.

Criaram-se legiões de missionários e para que mais facilmente fossem aceitos e compreendidos pelas classes menos favorecidas, assumiram a feição ainda mais simples, apresentando-se como escravos ou nativos.

Mas terão sido realmente, todos eles, pretos ou índios?

Sabemos que a pobreza e a humanidade não afluem na escala espiritual; a história da nossa pátria evidencia a lealdade, o caráter do índio brasileiro, o valor de muitos escravos.

Sabemos, igualmente que não existem fronteiras, no mundo astral.

Logo, não é de crer que haja um plano exclusivo para caboclos e pretos escravos.
Preferimos, portanto, adotar o conceito de muitos espiritualistas, entre os quais o acima citado J. A. Pessoa:
os guias participam desse movimento de socorro ao homem encarnado, neste final do segundo milênio e se apresentam como Caboclos e Pretos Velhos, nem sempre tiveram a última passagem na terra como escravos ou índios; alguns, possivelmente, nunca o foram. Assumiram essa personalidade como distintivo da missão que viriam a desempenhar.

Uns contam como viveram, há 200 anos ou há pouco mais de meio século, nos engenhos ou nas aldeias indígenas. Outros abstêm-se de qualquer referência à sua passagem na vida terrena. Pacientemente, dão atenção às queixas, ao relato dos pequenos problemas de rotina da nossa vida, aconselhando, animando, esclarecendo, conforme a necessidade de quem lhes fala.

Ensinam a mensagem do Evangelho, o perdão, o amor ao próximo, mostram como é necessário dar para receber, perdoar para ser perdoado, corrigir as falhas, dominar os sentimentos de vingança, de inveja, para adquirir luz.

E através desse trabalho humilde, incompreendido, ainda, por muitos, vão prosseguindo na missão de reconduzir o homem ao caminho que o levará a Deus.

Sua origem, não importa.

Se o Caboclo viveu como um cacique de uma tribo ou como iniciado de uma seita oriental, não interessa no momento.

Se o Velho foi escravo ou jovem médico, ou se foi mestre na magia, também não faz diferença.

O que vale, agora, é apenas a missão a ser cumprida, em benefício da humanidade, para que o Brasil, futuro centro de difusão do Evangelho, esteja melhor preparado para o advento do III Milênio. (grifo nosso)

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BANHOS RITUALISTICOS

Publicado por Administrador em outubro 24, 2010

Acreditamos que todos os seres estão sob a vibração Original de um destes Orixás, como estamos em evolução, encarnamos diversas vezes em todas as vibrações, mas como saber qual é o Orixá que rege nossa atual encarnação ? Debaixo de qual Vibração Original estamos ?

• Através do signo

• Que se divide em quatro forças básicas:

Signos do FOGO : Áries , Leão e Sagitário
Signos do AR : Gêmeos, Libra e Aquário
Signos da ÁGUA : Câncer, Escorpião e Peixes
Signos da TERRA : Touro, Virgem e Capricórnio
Fogo e Ar = São considerados signos positivos
Água e Terra = São considerados signos negativos

 Isso por questão de polaridade (+ -) , e não por ser bom ou não

Fogo = elemento Radiante
Ar = elemento Expansivo
Água = elemento Fluente
Terra = elemento Coesivo

Os banhos ritualísticos de uma maneira geral são rituais, onde utilizamos determinados elementos da natureza, de maneira ordenada e com conhecimento de causa, com o intuito de troca energética entre o indivíduo e a natureza, a fim de fornecer-lhe equilíbrio energético e mental.

Estes banhos prestam-se para limpar as energias negativas, livrar as pessoas de influências negativas, reequilibrar a pessoa, aumentar a capacidade receptiva do aparelho mediúnico, já que os chacras serão desobstruídos, enfim, tem grande importância na manutenção dos corpos.

Embora o banho utiliza-se de elementos materiais, que serão jogados sobre o corpo físico, a contraparte etérica será depositada sobre os chacras, corpo astral e aura que receberão diretamente o prana ou éter vital, bem como a parte astral dos elementos densos.

Não somente os médiuns ativos na Umbanda devem tomar determinados banhos, mas todos nós, em geral, podemos usá-los.

Temos algumas categorias de banhos :

BANHOS de ELEVAÇÃO OU LITURGICO

 São utilizados só por médiuns iniciados (pois esse banho movimenta certas energias de ordem psíquica, podendo trazer sérios distúrbios se o médiuns não estiver pronto).

 Esse banho liga o médium com o seu próprio interior, fazendo-o elevar-se a níveis superiores, com isso cria um forte elo de ligação com seus mentores.

 Em todos os banhos, onde se usam as ervas, devemos nos preocupar com alguns detalhes :

1. A colheita deve ser feita em fases lunares positivas, devido à abundância de prana.

2. Antes de colhermos as ervas, toquemos levemente a terra, para que descarreguemos nossas mãos de qualquer carga negativa, que é levada para o solo.

3. Não utilizar ferramentas metálicas para colher, dê preferência em usar as próprias mãos, já que o metal faz com que diminua o poder energético das ervas.

4. Normalmente usamos folhas, flores, frutos, pequenos caules, cascas, sementes e raízes para os banhos, embora dificilmente usamos as raízes de uma planta, pois estaríamos matando-a.

5. Colocar as ervas colhidas em sacos plásticos, já que são elementos isolantes, pois até chegarmos em casa, estaremos passando por vários ambientes

6. Lavar as ervas em água limpa e corrente

7. Os banhos ritualísticos devem ser feitos com ervas frescas, isto é, não se demorar muito para usá-las, pois o prana contido nelas, vai se dispersando e perde-se o efeito do banho

8. A quantidade de ervas, que irão compor o banho , são 1 ou 3 ou 5 ou 7 ervas

Preparo do Banho :

 Escolher 3,5,ou 7 ervas solares (p/ esse banho SÓ ERVAS DE ORIXALÁ).

 Colhendo-as verdes, na lua Nova ou Crescente, na hora planetária (9:00 a 12:00 h).

 Numa vasilha de louça branca ou ágata;

 Lavar bem as ervas antes;

 Lavar as mãos e limpar com álcool;

 Água de mina ou cachoeira (água pura);

 Luz de lamparina (com azeite de oliva ou amêndoas-doces) fica no centro do pentagrama , em louvor a Orixalá;

 Tábua ou toalha riscada c/ pemba

 Triturar as ervas com as mãos, debaixo de uma boa corrente mental, (com os pensamentos, os mais puros possíveis),

 Côa-se retirando os resto das folhas,

 Toma primeiro o banho de higienização física,

 Esse banho PASSA PELA CABEÇA,

 Ficar de costas para os cardeais OESTE ou LESTE, para absorção de energias;

 Respirar lenta e profundamente

 Não se enxugar por 3 minutos

 Melhor dia é DOMINGO

 Repetir esse banho sempre que houver necessidade.

BANHOS DE DESCARGAS OU DESIMPREGNAÇÃO

Popularmente conhecido como banhos de Descarrego, mas o correto é banho de descarga ou desimpregnação energética, é o banho mais comum e mais conhecido.

Estes banhos servem para livrar o indivíduo de cargas energéticas negativas. Conforme vivemos, vamos passando por vários ambientes, trocamos impressões com todo o tipo de indivíduo e como estamos num planeta atrasado em evolução espiritual, a predominância do mal e de energias negativas são abundantes. Toda esta egrégora formado por pensamentos, ações, vão criando larvas astrais, miasmas e todo a sorte de vírus espirituais que vão se aderindo ao aura das pessoas. Por mais que nos vigiemos, ora ou outra caímos com o nosso nível vibratório e imediatamente estamos entrando nesta egrégora. Se não nos cuidarmos, vamos adquirindo doenças, distúrbios e podemos até ser obsediados.

Há dois tipos de banhos de descarrego :

1) Banho de Sal Grosso

2) Banho de Descarrego com ervas

Banho de sal grosso

Este é o banho mais comumente utilizado, devido à sua simplicidade e eficiência. O elemento principal que é o sal grosso é excelente condutor elétrico e “absorve” muito bem os átomos eletricamente carregados de carga negativa, que chamamos de íons. Como, em tudo há a sua contraparte etérica, a função do sal é também tirar energias negativas aderidas no aura de uma pessoa. Então este banho é eficiente neste aspecto, já que a água em união como o sal, “lava” todo o aura, desmagnetizando-o negativamente.

O preparo deste banho é bem simples:

 Uma vasilha de louça branca ou ágata

 3 ”pedrinhas” de sal grosso em água morna ou fria.

 Este banho é feito do pescoço para baixo, não lavando os dois chacras superiores (coronal e frontal).

O porquê de não poder lavar os chacras superiores, está ligado ao fato de serem estes chacras ligados à coroa da pessoa, tendo que ser muito bem cuidada, já que é o elo de ligação, através da mediunidade, entre a pessoa e o plano astral superior.

 Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade.

 Pisar sobre carvão vegetal ou mineral, já que eles absorverão a carga negativa.

Este banho é apenas o banho introdutório para outros banhos ritualísticos, isto é, depois do banho de descarrego, faz-se necessário tomar um outro banho ritualístico, já que além das energias negativas, também se descarregou as energias positivas, ficando a pessoa desenergizada, que só é conseguido com outro tipo de banho.

 Este banho, não deve ser realizado de maneira intensiva (do tipo todos os dias ou uma vez por semana), pois ele realmente tira a energia do aura, deixando-o muito vulnerável. (grifo nosso)

 Pode usar a água do mar, no lugar da água e sal grosso.

 Pode ser feito em qualquer fase da lua

BANHO DE DESCARREGO COM ERVAS

Este banho é mais complexo e menos conhecido do que o de sal grosso. A função deste banho é a mesma que a do sal grosso, só que tem efeito mais duradouro e conseqüências maiores. Quando uma pessoa está ligada a uma obsessão e larvas astrais estão ligadas a ela, faz-se necessário um tratamento mais eficaz.

 Escolher 3,5,ou 7 ervas (da Vibração Original)

 Colhendo-as verdes, na lua Nova ou Crescente, na hora planetária (da Vibração Original)

 Lavar bem as ervas antes;

 Numa vasilha de louça branca ou ágata;

 Água FERVENTE sobre as ervas ;

 1 vela sobre o pentagrama , em louvor ao Orixá;

 Tábua ou toalha riscada c/ pemba

 Espera esfriar

 Toma primeiro o banho de higienização física,

 Esse banho NÃO PASSA PELA CABEÇA,é do pescoço p/ baixo,

 É NECESSÀRIO DEIXAR AS ERVAS (SEM TRITURAR) PASSAR PELO CORPO.

 Ficar de frente para o cardeal SUL ;

 Respirar lenta e profundamente

 Não se enxugar por 3 minutos

 Melhor dia é (da Vibração Original) ver tabela

 Pisar sobre pequenos pedaços de carvão vegetal ou mineral( elemento carbono), já que eles absorverão a carga negativa

 Após o banho, manter-se molhado por alguns minutos (3 minutos) e enxugar-se sem esfregar a toalha sobre o corpo, apenas secando o excesso de umidade.

 Após o banho, é importante saber desfazer-se dos restos das ervas + os carvões. Aquilo que ficou sobre o nosso corpo, nós retiramos e juntamos com o que ficou no chão. Colocamos tudo num vidro (por ser isolante) e despachamos aquilo que é biodegradável, em água corrente. (sem o vidro é lógico).

BANHOS DE FIXAÇÃO OU RITUÁLISCO

 ESTE BANHO É SÓ PARA MÉDIUNS

 Visa precipitar sem maior abundância fluída etérico-físicos (aumentar, facilitar o contato , a ligação, com seu mentor ),

 Usa ervas da VIBRAÇÃO ORIGINAL + ERVAS DA VIBRAÇÂO ORIGINAL DA ENTIDADE ATUANTE, na proporção 2:1

 É preparado da mesma forma do banho de elevação

 Pode ser com água fervente ou dos sítios vibratórios (cachoeira,rio, mar, mina, etc)

Obs.: SE USAR ÁGUA FERVENTE, RETIRA AS ERVAS E DEPOSITA NUMA MATA, SE USAR ÁGUA DOS SITIOS VIBRATÓRIOS, COA ANTES E UTILIZA SOMENTE O SUMO.

 Pode ser fixado num pentagrama ou hexagrama

 Cardeal LESTE OU OESTE

 Não passar as ervas pelo corpo,

 Só do PESCOÇO para BAIXO,

 É bom utilizá-lo em dia de Adestramento Mediúnico

Este banho é usado para trabalhos ritualísticos e fechados ao público, onde se prestará a trabalhos de magia, iniciação ou consagração. Este banho é realizado apenas por quem é médium e irá realizar um trabalho aprofundado, onde tomará contato mais direto com as entidades elevadas. Este banho “abre” todos os chacras e a percepção mediúnica fica aguçadíssima.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Apesar do que tudo que aqui foi escrito, vale lembrar que o assunto pode ser aprofundado em vários aspectos.

 A intenção foi apenas demonstrar a importância que os banhos tem sobre todos nós, principalmente para aqueles que são umbandistas e praticam estes rituais. Além de criar nas mentes daqueles que sejam adeptos da Umbanda, a consciência de que não cultuamos uma religião fetichista, mas uma religião que sabe integrar o espírito com a própria natureza e indiretamente com Deus, com os Orixás e todo o plano astral, porque é isto que eles querem de nós, que sejamos libertos das amarras da matéria e nos voltemos a Eles de maneira mais natural possível.

 Ao colher as ervas para a preparação banho, sempre tenha em mente a necessidade de estar consciente sobre aquilo que está fazendo (Força da Ação Psíquica). Assim, colhas as ervas de modo consciente, pedido a autorização para colher aquela folha, pois “alguém” é responsável por aquela planta.

 Sempre colha as folhas em números ímpares e em ordem crescente: uma folha da primeira erva a ser colhida, três da segunda, cinco da terceira, e assim por diante. Caso tenha dificuldade em encontrar as ervas afins para os banhos, utilize-se apenas das ervas solares – as relativas a Orixalá.

IMPORTANTE :

• Não usar aqueles banhos preparados e vendidos em casas de artigos religiosos, já que normalmente as ervas já estão secas, não se sabe a procedência nem a qualidade das ervas, nem se sabe em que lua foi colhida, além de não ter serventia alguma, é apenas sugestivo o efeito.

• Alguns banhos são feitos com água fria e as plantas são maceradas com as próprias mãos e só depois, se for o caso, adicionar um pouco de água quente, para suportar a temperatura da água.

• Banhos feitos com água quente devem ser feitos por meio da abafação e não fervimento da água e ervas, isto é, esquenta-se a água, até quase ferver, apague o fogo, deposite as ervas e abafe com uma tampa, mantenha esta imersão por uns 10 minutos antes de usar. Alguns dizem que a água quente não é eficiente para um banho, mas esquecem que o elemento Fogo, também faz parte dos rituais de Umbanda. A água aquecida “agita” a mistura, liberando o prana das ervas.

• Acender uma vela e manter-se em oração e concentração, já que se está realizando um ritual.

• Não se enxugar, esfregando a toalha no corpo, apenas, retire o excesso de umidade, já que o esfregar cria cargas elétricas (estática) que podem anular parte ou todo o banho.

• Embora todo o corpo será banhado, à parte da frente do corpo é que devemos dar maior atenção, já que estão as “portas” dos chacras, além da parte frontal possuir uma maior polaridade positiva, que tem propriedades elétricas de atrair as energias negativas e que são eliminadas com o banho, recebendo carga positiva e aceleradora.

ESSÊNCAIS SAGRADAS

As essências são perfumes ou voláteis odoríficos que harmonizam as vibrações do individuo.

Tudo no Universo está em movimento, ou seja, tem uma freqüência vibratória “ondas”, portanto o homem também vibra, e DEVE VIBRAR EM HARMONIA com a vibratória do Universo, para isso precisamos de ajuda !!!

As essências odoríficas e incensos, além de estimularem as sensações através do olfato, propiciam algumas coisas interessantes em termos de energias sutis, mas precisamente em relação ao nosso corpo duplo-etérico ou ao nosso aura, envolvendo reforço, proteção, enfim, funcionando também como um bálsamo às nossas necessidades.

Os perfumes, as essências queimadas (incensos, ou no difusor) HARMONIZAM, ESTABILIZAM as vibrações dos seres encarnados, predispondo-os :

 A vibrações mais elevadas;

 Renovação do campo mental;

 Melhores pensamentos;

 Raciocínio mais claro;

 Harmonização consigo mesmo.

BANHOS DE ESSÊNCIAS

 Pode ser usado em QUALQUER FASE LUNAR

 Qualquer horário

 DEVEM PASSAR PELA CABEÇA

 Coloca-se 3 gotas de uma essência ou combinação de 1 gota de 3 essências em 1 litro de água,

 O vasilhame deve ser um vidro escuro, para não precipitar os fluidos com a passagem total de luz.

 Agitar para misturar

 Mentalizar a cor do Orixá

 Respirar muito suavemente

 Esperar os 3 minutos p/ enxugar-se

Obs.: as essências podem ser utilizadas de diversas formas :

 Banhos

 Lenço umedecido

 Borrifador individual

 Em ambientes

 Difusores

 Pano úmido no chão e móveis

 Algodão umedecido em roupas, e etc

Tudo isso ajudará trazer bem estar, harmonia interior e aumento no magnetismo pessoal.

 No dia-a-dia, tanto em locais de trabalhos espirituais, materiais ou domésticos, para evitar aproximações indesejadas, coloque três tabletes de cânfora em combuquinha com álcool .

ESSÊNCIAS

Orixalá / Leão Heliotrópio / Sândalo / Flor de laranjeira
Ogum / Áries Cravo / Aloés / Tuberosa/ Ciclame
Ogum / Escorpião Aloés / Tuberosa/ Ciclame / Cravo
Oxossi / Touro Patchulli / Violeta / Orquídea / Narciso
Oxossi / Libra Jasmim /Violeta / Orquídea / Narciso
Xangô / Sagitário Sândalo / Mirra / Balsamo /Alecrim
Xangô / Peixes Verbena / Mirra / Balsamo /Alecrim
Yorimá / Capricórnio Violeta / Eucalipto / Alfazema
Yorimá / Aquário Junquilho / Eucalipto / Alfazema / Cidreira
Yori / Gêmeos Alfazema / Jasmim / Benjoim
Yori / Virgem Benjoim / Alfazema / Jasmim
Yemanjá / Câncer Rosa / Verbena / Açucena

Bibliografia :

• Umbanda- A Proto-Síntese Cósmica

• Umbanda – O Elo Perdido

• Umbanda – O Arcano dos Sete Orixás

• Fundamentos Herméticos de Umbanda

IMPORTANTE: Este texto foi baixado no E-mule, quem o montou eu desconheço

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O MISTÉRIO DAS FITAS NA UMBANDA

Publicado por Administrador em outubro 22, 2010

Por Rubens Saraceni

1. Existem na criação, irradiações Divinas que se assemelham a “FITAS” (a venda no comércio), devido a similaridade de largura, e usadas em trabalhos de magia. Ao se falar em Mistério das 7 Fitas Sagradas, referimo-nos a este tipo de irradiação Divina cujas faixas estreitas tem as mais variadas cores, e por trazerem dentro de si, vibrações das mais diversas possíveis, e por transportarem muitos fatores, quando são direcionadas magisticamente, realizam trabalhos importantíssimos tanto positivos quanto negativos. Estas “Fitas Divinas” são, na verdade, a fusão ou o entrelaçamento de ondas vibratórias que criam aos olhos dos seus observadores, a impressão de que estão vendo Fitas coloridas.

2. Estas irradiações Divinas semelhantes a Fitas, por transportarem vibrações desde o plano Divino da Criação até o plano espiritual e por imantação condensarem seus mistérios em Fitas feitas de tecido, dão a estes materiais todo um poder magístico. Fitas vem sendo usadas, na Umbanda, pelos guias espirituais que as cruzam e as amarram nos pulsos das pessoas como proteção ou repelidoras de vibrações negativas, assim como determinam aos seus médiuns que usem nas ao redor da cintura ou transversalmente à direita ou à esquerda, sempre como protetores. Mas também as usam para “amarrar” forças negativas fora de controle ou rebeladas visando contê-las, e esgotar os seus negativismos. Também costumam pedir que Fitas de determinada cor e quantidade (1,3,5,7) sejam colocadas dentro das oferendas, ainda que os seus médiuns ou quem for fazer a oferenda, nada saiba ou conheça sobre este poderosíssimo mistério simbólico da Umbanda.

3. As irradiações Divinas, na forma de Fitas, partem de mentais divinos identificados por nós e dentro da Umbanda como Orixás. Portanto, basta fazer uma associação entre as cores dos Orixás e as Fitas, que tanto temos o conhecimento de a quem pertencem quanto o que realizam.

4. A posição das Fitas colocadas ou amarradas no corpo do médium ou do consulente, indica o tipo de trabalho e qual linha está atuando.

Fitas colocadas ao redor da cabeça, indica trabalho envolvendo o mental.

Fitas amarradas a tira-colo ou transversalmente à esquerda, indicam trabalhos realizados por forças espirituais da esquerda.

Fitas amarradas transversalmente e à direita, indicam trabalhos realizados pelas forças da direita.

Fitas penduradas ao redor do pescoço e caídas sobre o peito, indicam campos protetores.

Fitas amarradas na linha da cintura, indicam campos de trabalho protetor permanentes.

Portanto, quando os guias espirituais recomendam aos médiuns que usem ou despachem (as Fitas), estes devem entender que por trás de cada cor e cada fita, está um poder divino que é atuante e cujas irradiações, na forma de “Fitas”, partem desde o plano mais elevado da criação e chegam até o lado espiritual, podendo ser condensado ou irradiado através de Fitas materiais cruzadas e imantadas pelos guias espirituais, uma vez que ao falarmos em um mistério das Sete Fitas Sagradas, estamos nos referindo a estas irradiações que são vivas, Divinas e capazes de realizarem poderosíssimos trabalho de magia.

5. Continuando com o que existe por trás de alguns elementos usados pelos guias espirituais da Umbanda, podemos fundamentá-los nos poderes desta forma:

• Existem irradiações divinas finíssimas e análogas a linhas. Estas irradiações penetram o mental das pessoas e alimentam suas faculdades e/ou dons mediúnicos, portanto, ao falarmos em 7 Linhas de Umbanda, estamos nos referindo a estas irradiações divinas provenientes diretamente dos mentais dos Orixás para os dos médiuns. Assim como fazer trabalho com o uso de linhas coloridas é trabalhar com este mistério divino.

6. Os cordões usados pelos guias, sejam eles feitos de fios enrolados ou trançados ou enfeixados e enlinhados por fora, com uma linha, também são reproduções de irradiações divinas provenientes dos mentais divinos que, por serem feixes de ondas vibratórias transportadoras e irradiadoras de fatores, e por serem vivas e realizadoras, então estes cordões usados pelos guias, e que são simbolizados por laços, chicotes, cipós, e por cordões propriamente ditos, assim que são cruzados e imantados por eles, adquirem poderes magísticos.

Portanto, todos estes elementos adquiridos e outros aqui não citados, não são adereços folclóricos e muito menos enfeites, porquê são reproduções simbólicas de irradiações divinas provenientes dos mentais divinos que fundamentam seus usos pelos guias espirituais da Umbanda.

Vamos citar alguns mistérios manipulados pelos guias, cujos fundamentos encontram-se nas irradiações divinas:

1. Mistério das Sete Fitas Sagradas

2. Mistério das Sete Faixas Sagradas

3. Mistério das Sete Estolas Sagradas

4. Mistério das Sete Toalhas Sagradas

5. Mistério das Sete Cordões Sagrados

6. Mistério das Sete Laços Sagrados

7. Mistério das Sete Linhas Sagradas

8. Mistério das Sete Cipós Sagrados

9. Mistério das Sete Correntes Sagradas

10. Mistério das Sete Nós Sagrados

NOTA EXPLICATIVA:

Os Sete Nós Sagrados referem-se a pólos magnéticos onde as ondas vibratórias se entrelaçam amarrando-se nos mais diversos tipos de nós, criando pólos eletromagnéticos recebedores de irradiações e redirecionadores delas.

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Acho que chegou a hora de dar um basta

Publicado por Administrador em outubro 20, 2010

Existe canalhas em todas as religiões, esta semana tive o desprazer de saber da historia de um “pseudo” pai no santo, que dispensa todos os Filhos no Santo, para ficar com seu “baiano” só com sua Filha no Santo, longe dos olhos dos demais o tal baiano tenta de qualquer forma beijar e passar mão pelo corpo a filha no santo. Este Terreiro é o primeiro que a médium freqüenta e nem mesmo sabia que isso não é atitude de um espírito, segundo a pessoa quando este safado faz isso e ela não permite ele se diz estar incorporado com o Baiano e faz uso da possibilidade que a Filho no Santo não confiar nele (no Baiano).

Eu já respondi a nossa irmã que passou por este constrangimento por duas vezes e ainda a pedi que o denunciasse por assédio em uma delegacia, ou algo parecido, mas também pedi o nome deste canalha travestido de Pai no Santo, que eu irei divulgar aqui neste blog, lógico preservando o nome da médium e se ainda enviar o nome do Terreiro irei também deixar aqui explicito, só assim as médiuns mulheres não irão cair nesta armadilha com nome de Terreiro.

Estou enojado desse povo que usa o nome da Umbanda para suas mesquinharias e taras, pessoas assim tem que ser extirpados de nosso meio, bandido, safado, o que uma grande perda é não saber o nome deste meliante, necessitamos com urgência de uma autarquia que regule os exageros dentro dos Terreiros. Eu já vi safados(as) de todo jeito e maneira, até pessoas vendendo suas residências para encher o bolso destes safados(as).

Canalha que fiz esta aberração com nossa irmã, cuidado que se ela enviar o seu nome e o nome de “seu” Terreiro, irei fazer o maior estardalhaço aqui na internet sobre o seu ato covarde.

Acho que chegou a hora de dar um basta. 

Rogo desculpas aos leitores do Blog por meu desabafo…

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A estrutura íntima do perispírito

Publicado por Administrador em outubro 12, 2010

Rubens Policastro Meira

Perispírito: “…após a morte, é o corpo espiritual o veículo físico por excelência, com sua estrutura eletromagnética..
.
…é ele santuário vivo em que a consciência imortal prossegue em manifestação incessante, além do sepulcro, formação sutil, urdida em recursos dinâmicos… em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória… se distribuem… com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica…”

Do livro Evolução em Dois Mundos – André Luiz – Psic. Francisco Cândido Xavier, 7a Edição – FEB – Cap. II – 1a parte – Corpo Espiritual – Retrato do Corpo Mental.

Falar ou escrever sobre a estrutura íntima do perispírito, somente é possível se adentrarmos no campo das hipóteses, haja visto que a ciência ainda carece de meios para a sua pesquisa objetiva. Como nos ensina J. B. Rhine, in “O Novo Mundo da Mente”, de que não somente é a vida em si ainda um mistério, como todo o campo da ciência, e principalmente da biologia, está enredado com problemas básicos por resolver. Por exemplo, quais são as forças que organizam as substâncias que constituem os organismos vivos, criando-lhes as formas que apresentam? Como se originaram as características da espécie? Como são na realidade preservadas e mantidas em potencial durante todas as fases da reprodução? Muitas perguntas como estas continuam sem respostas. Mas as bases para as respostas, principalmente para nós espíritas, estão nas obras que compõem a Codificação da Doutrina dos Espíritos.

Respostas básicas, acenando para que a Ciência as investigue, a fim de, comprovando-as, contribuir para que o homem se liberte, conhecendo a verdade, e alce vôos mais altos. Em nosso estudo, iremos nos servir das Obras Básicas de Allan Kardec.

O termo perispírito, criado por Allan Kardec, serve para designar o envoltório, a roupagem, do Espírito. Não se há de confundir, portanto, perispírito com Espírito, assunto que abordaremos no momento oportuno.

Diremos que, sem o perispírito não poderíamos visualizar o Espírito em sua essência. O perispírito , individualiza-o. Verifica-se, assim, o importante papel que exerce o perispírito, acompanhando o Espírito desde sua criação, como necessidade, possibilitando ao mesmo, elementos de manifestação e progresso.

Como já tivemos oportunidade de dizer, em nosso modesto opúsculo, O perispírito, da série “Atualidade de Allan Kardec”, antropologicamente o perispírito está na raiz, na base , da formação de todo conteúdo filosófico de todas as religiões, pois é por seu intermédio que foi possível ao Espírito fazer-se presente, seja através de sonhos, visões, aparições tangíveis ou não, manifestando-se, desde tempos imemoriais, a partir da existência do homem. Verifica-se, então, ao longo das civilizações, a diversidade de denominações que tomou. No Egito, Ka; na Grécia, Ochéma; Pitágoras designava-o Eidolon; na Índia, Linga Sharira; e assim por diante.

Modernamente, André Luiz o denomina Psicossoma. No mundo da ciência, pesquisadores sérios, brasileiros, como Henrique Rodrigues e Hernani Guimarães Andrade, o denominam, respectivamente, de Corpo Estruturador da forma e Modelo Organizador Biológico. Na extinta União Soviética, cientistas sérios o denominavam de Corpo Bioplasmático, Corpo Energético.

Contudo, no que tange à sua estrutura íntima, a ciência caminha a passos lentos, quase parando, vacilante, receosa de assistir o desmoronamento das diversas bastilhas da incompreensão, da intolerância, do poder temporal, da exploração da fé.

É com pesar que assistimos a essas mesmas bastilhas, dentro do movimento espírita. Sobre o assunto, existem hipóteses de trabalho, de pesquisadores sérios, como Hernani Guimarães Andrade, mas como bem frisamos, hipóteses.

Para prosseguir nosso estudo e análise, como em nosso opúsculo já citado, focalizaremos três itens de relevância:

1- Natureza e origem do perispírito;
2- Propriedades do perispírito;
3- Funções do perispírito.

Allan Kardec, em “O Livro dos Espíritos, introdução VI, enfatiza o seguinte: “Existem no homem três coisas:

1) O corpo ou ser material;
2) A alma ou ser imaterial;
3) O laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito“. Continuando nos diz: “O laço ou perispírito… é uma espécie de envoltório semimaterial…” “…destruído o corpo material, o Espírito conserva o perispírito, que constitui para ele um corpo etéreo”.

Falamos anteriormente que não poderíamos confundir perispírito com Espírito. Situemo-nos bem, antes de caminharmos mais um pouco. É importante que fique bem claro que há Espírito e Espírito. Mas como? Daí a importância da pesquisa e da análise. Vejamos em “O Livro dos Espíritos”:

Perg. 23 – Que é o Espírito? O princípio inteligente do Universo.

Perg. 76 – Que definição se pode dar dos Espíritos? São os seres inteligentes da Criação. Allan Kardec introduz uma nota à resposta, esclarecendo que o vocábulo Espírito era empregado para designar as individualidades dos seres extracorpóreos e não mais o elemento inteligente universal.

Complementando a resposta à perg. 76, vemos a resposta que corrobora a nota de Kardec. “Perg. 79 – Resposta:…os Espíritos são individualizações do princípio inteligente…”

Da pesquisa e da análise, chegamos então a concluir que aquele princípio inteligente habita todas as formas e seres da criação; que para a sua manifestação no mundo material e consequente evolução, necessita de um corpo semimaterial que o ligue à matéria, possibilitando destarte, sua manifestação: o perispírito.

Conclui-se, então, que Espírito, princípio inteligente e perispírito, apesar de distintos, estão intimamente ligados desde a criação.

Com a compreensão da assertiva acima, prosseguiremos na análise do item 1 – Natureza e origem do perispírito. Neste tópico, tentaremos focalizar a estrutura íntima do perispírito.

Inicialmente, identificamos dois elementos gerais do Universo: Espírito e Matéria. Além dos elementos gerais citados, verifica-se a presença de um terceiro componente, intermediário entre Espírito e Matéria, denominado Fluido Universal (primitivo ou elementar) que se distingue do elemento material, por propriedades especiais (L.E. per. 27).
Estabelecemos, então, como ponto de partida que:

1- Os Espíritos são constituídos de substância espiritual, ou do elemento espiritual, como os corpos são constituídos de substância material, ou elemento material.

2- Os Espíritos são envolvidos por uma substância vaporosa, que constitui o seu invólucro semimaterial (L.E. perg. 93).

3- Este envoltório semimaterial o Espírito o retira do Fluido Universal (L.E. perg. 94).

4- A natureza desse envoltório é semimaterial, isto é, de natureza entre o Espírito e o corpo material (L.E. perg. 135-a).

5- Sendo a sua origem o Fluido Universal, o perispírito participa ao mesmo tempo da eletricidade, do fluido magnético e, até certo ponto, da matéria inerte. Seria a quintessência da matéria (L.E. perg.257).

6- O perispírito possui algumas propriedades da matéria (L.M. 1a parte, cap. I, item 3).

7- Embora sendo de natureza fluídica, o perispírito não deixa de ser uma espécie de matéria, sutil, que pode alternativamente passar do estado sólido ao fluídico, e vice-versa (L.M. 2a parte – cap. I, item 57).

8- Sendo o perispírito semimaterial, pertence à matéria pela sua origem e à Espiritualidade pela sua natureza etérea. Como toda matéria, é extraído do Fluido Cósmico Universal (A Gên. cap.XI, item 17).

Sintetizando, veremos que:

1) O perispírito e o corpo material têm sua fonte de origem no mesmo fluido; um e outro são matéria, posto que sob dois estados diferentes (Rev. Esp. Ano IX – março 1866 – vol.3).

2) Sem a ALMA, princípio inteligente, o perispírito, assim como o corpo material, é uma matéria inerte, privado de vida e de sensações (Rev. Esp. Ano IX – março 1866 – vol.3).

Partindo dessa premissas, podemos concluir , no que tange a Origem e Natureza do perispírito, que:

- O perispírito sendo matéria é inerte, não pensa.

- Que as sensações, as percepções, a inteligência, o pensamento, não são atributos do perispírito, mas sim do Espírito.

- Que a idéia de forma é inseparável da de Espírito. Não há como conceber uma sem a outra. Assim, o perispírito faz parte integrante do Espírito, evidenciando que em qualquer grau de adiantamento em que se encontre o Espírito, sempre estará revestido de um envoltório , ou perispírito.

- Que o perispírito forma o corpo semimaterial dos Espíritos, quando no mundo espiritual, e serve de elo, de intermediário, com o corpo físico, quando encarnado.

Com as observações anotadas no tópico precedente, Natureza e origem do perispírito, abordaremos em seguida o item Propriedades do perispírito, que em síntese, são:

- Devido sua natureza fluídica, o perispírito é expansível e flexível.

- Forma em torno do corpo físico, uma atmosfera que o pensamento e a vontade podem dilatar para mais e para menos.

- Absorve e assimila os fluidos do ambiente.

- Possibilitando o Espírito de atuar sobre a matéria, constitui-se no princípio de todas as manifestações, sejam espíritas ou anímicas.

- É o intermediário nos processos de transferência dos fluidos, de energias, que se verificam nas curas e nos passes espíritas.

Para corroborar as conclusões elencadas, é importante a análise dos trechos das obras de Allan Kardec, a seguir:

1- O perispírito tem a forma que o Espírito queira (L.E. perg. 95) .

2 – A Alma não se acha encerrada no corpo, qual pássaro numa gaiola. Irradia e se manifesta exteriormente (L.E. perg. 141) .

3 – O Espírito não se acha encerrado no corpo como numa caixa. Irradia por todos os lados (L.E. perg. 420) .

4 – O pensamento é um dos atributos do Espírito; a possibilidade que ele tem de atuar sobre a matéria, de nos impressionar os sentidos, e, por conseguinte, de nos transmitir seus pensamentos, resulta da constituição fisiológica que lhe é própria (L.M. 1ª parte – cap.I, item 7) .

5 – O perispírito pode variar de aparência, modificar-se ao infinito; a alma é a inteligência, não muda sua natureza (L.M. Trad. LaKe – Herculano Pires – 1ª parte – cap. IV, item 51)
.
6- Por sua natureza semimaterial, o perispírito é flexível e expansível. Amolga-se à vontade do Espírito, que lhe pode dar a aparência que entenda. Pode dilatar ou contrair, prestando-se a todas as metamorfoses, de acordo com a vontade que sobre ele atua (L.M.2a parte – cap. II, item 56) .

7- Em virtude de sua natureza etérea, o Espírito propriamente dito não pode atuar sobre a matéria grosseira, sem intermediário, sem o elemento que o liga à matéria. Este elemento, que constitui o que chamais perispírito , vos faculta a chave de todos os fenômenos espíritas de ordem material (L.M. 2a parte – cap. IV, item 74, resposta à perg. IX) .

8- O perispírito é o princípio de todas as manifestações (L.M. 2a parte – cap. VI, item 109) .

9- … das propriedades do perispírito após a morte, aplica-se ao perispírito dos vivos… (L.M. 2a parte – cap. VII, item 114) .

10- Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica a dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade (A Gên. – cap. XIV, item 18) .

11- Sua ação fluídica se transmite de perispírito a perispírito, e deste ao corpo material (Rev. Esp. ano VIII – set. 1865, vol.9) .

Após o exame, estudo e análise dos itens Natureza e Origem e Propriedades do perispírito, de forma suscinta, vejamos as funções do perispírito, sinteticamente:

- Organismo que personaliza, individualiza e identifica o Espírito

- Órgão sensitivo do Espírito.

- Princípio das comunicações mediúnicas – Base angular dos fenômenos mediúnicos e anímicos.

A ciência, na atualidade, começa a adentrar no campo do Espírito, tendo em vista as necessidades de respostas consentâneas com o bom senso e a razão.

Verificamos que mesmo, ainda, sem as comprovações experimentais, de laboratório, algumas de suas teses e hipóteses vêm corroborar os ensinos dos Espíritos, codificados por Allan Kardec há mais de 140 anos. Percebe-se que as palavras, que os termos utilizados são outros, entrevendo apenas uma questão de forma, de apresentação. O fundo, a essência, dos princípios doutrinários permanece inalterado, confirmando a assertiva do Cristo: ”Na época oportuna, Eu enviarei o Consolador, que ficará convosco até o final dos tempos”.

As pesquisas de caráter científico no passado, que comprovaram os postulados Kardequianos, adentrando a Doutrina dos Espíritos portas a dentro das grandes universidades do mundo, e as Academias científicas, para discussões e análise, estas mesmas pesquisas, hoje estão esquecidas. Dizem que brasileiro não tem memória e isto inclui os espíritas, com raras exceções.

Se perguntarmos quem porventura já estudou “Animismo e Espiritismo” , de Aksakof; “Física Transcendental”, de Zollner; “Tratado de Metapsíquica”, de Richet; Crookes, Bozzano, Delanne, e tantos outros; “Revista Espírita”, de Kardec, e mesmo as Obras Básicas do Codificador, ficaremos estarrecidos ante a mediocridade das respostas positivas, ante o manancial de conhecimento e entendimento doutrinário-filosófico-científico que foi, está e estará sendo desprezado, em nosso próprio detrimento.

No entanto, vemos que as novidades, muitas plenamente acordes com a Doutrina dos Espíritos, e outras não, têm recebido atenção, estudo e discussão. Sentimos de há muito tempo, que parece existir um movimento, partindo de elementos arraigados a concepções terrenas, a posições de destaque político dentro do movimento espírita, de relegar a segundo e talvez mesmo a último plano, o estudo, a análise, a pesquisa, a discussão destes grandes valores da literatura espírita, verdadeiro manancial de luz, inclusive das obras de Kardec. Um exemplo: a Revista Espírita de Kardec teve sua edição encalhada por falta de incentivo. Outro exemplo: a FEB editou o livro de Zollner, Physica Transcendental (isto mesmo com PH) sabem quando? Em 1908, e nunca mais. Verificamos sim, edições e mais edições de livros com mensagens repetitivas, falando a mesma abordagem, com linguagem melíflua, subjetiva, padresca, praticamente sem conteúdo doutrinário, insinuosa a comportamento de bondade exterior, sem levar em conta a recomendação maior do Cristo: Conheça a Verdade e ela vos tornará livres. Tais comportamentos induzem a transformar as Casas Espíritas, os Centros Espíritas e o movimento em casas, centros e movimentos igrejeiros, místicos.

Na atualidade, são raras as pesquisas de laboratório, objetivas, com critério científico, em busca da verdade. A grande maioria das pesquisas são subjetivas, algumas de caráter científico, mas sem a comprovação real, tornando-se, portanto, hipóteses de trabalho. São válidas? Sim. Somente não trazem o selo da comprovação, e dessa forma não podem ser encaradas como doutrinárias, no contexto da Doutrina dos Espíritos.

No que tange ao assunto perispírito, a comprovação científica data do século passado, com as memoráveis experiências de Zollner, Crookes, e outros, já esquecidos. Com base naquelas mesmas experiências, comprovaram-se praticamente todos os princípios básicos da Doutrina Espírita, sendo que inúmeras foram de caráter laboratorial, cercada de todos os requisitos e rigores científicos.

Neste século, século de luzes, a objetividade de determinadas pesquisas, iniciadas por “simples acasos” , trouxeram mais conhecimentos e obviamente vieram alicerçar as comprovações do que já esta comprovado. E vieram exatamente dos cientistas materialistas.

As pesquisas iniciadas por Semyon Kirlian e prosseguidas por diversos cientistas da ex-URSS, alicerçaram aquelas comprovações, já mencionadas. É importante frisar que as pesquisas foram iniciadas em 1939 e o resultado comunicado ao mundo científico em 1968.

Constatou-se, experimentalmente:

1) A existência da Bioenergia. Ao anunciar esta constatação, informou-se de que a Bioenergia é:

a – responsável por todos os processos da vida;
b – que todos os fenômenos físicos, químicos e biológicos sofrem a interação da bioenergia;
c – que todo o Universo está mergulhado na bioenergia.
d – Fazendo uma correlação doutrinária, veremos:

- Kardec nos traz e nos ensina sobre a existência do Fluido Cósmico Universal.

- André Luiz , em “Evolução em dois mundos”, cap.I, Fluido Cósmico, in forma: “O fluido cósmico é o plasma divino, hausto do Criador… Nesse elemento primordial, vibram e vivem , constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano”.

Constata-se, assim, experimentalmente, a existência do Fluido Cósmico Universal, cientificamente denominado Bioenergia. Questão de forma, não de fundo.

2) A existência de um Campo Bioplasmático, ou Energético, em todos os seres vivos, e igualmente na matéria inanimada. As fotografias, denominadas de Fotografia do Campo Bioplasmático, levaram os cientistas, inicialmente, à conclusão de que se tratava de um simples fenômeno elétrico. Com o prosseguimento das pesquisas, concluíram que o simples fenômeno elétrico sofria uma série de variantes, tais como:

a) poderia ser alterado;
b) poderia ser perturbado;
c) era orientado;
d) era dirigido;
e) poderia ser anulado.

Verificou-se que tais comportamentos eram devidos a:

3) Existência de um Corpo Bioplasmático

Teceremos comentários sobre sua estrutura, adiante.

No anúncio à comunidade científica, expôs-se que, “O homem é muito mais do que uma máquina, e a fotografia Kirliana demonstra mais dimensões que supúnhamos”. Todas as coisas vivas possuem não só um corpo físico, constituído de átomos e moléculas, mas também, um corpo energético equivalente.

- Perispírito – Corpo Bioplasmático

- Irradiação do perispírito – Campo Bioplasmático

Conforme estudamos, em uma das propriedades do perispírito, a de irradiação, Kardec nos informa que “o perispírito forma em torno do corpo físico uma atmosfera…” . Vejamos bem, atmosfera – campo. Comprovação científica, obtida experimentalmente. Questão de forma, não de fundo.

Demonstrou-se, experimentalmente, que o Campo Bioplasmático ou Bioenergético varia de pessoa para pessoa, dependendo de fatores fisiológicos, emocionais, psicológicos, mentais etc.

4) A Transferência de energia (fluidos).

As pesquisas evidenciaram que “a cura psíquica envolve uma transferência de energia do corpo bioplasmático do curador para o corpo bioplasmático do paciente. As mudanças ocorridas nesse nível finalmente se refletem no corpo físico, e curam-no, segundo se afirma”.

Estranha coincidência. Allan Kardec, na Revista Espírita, setembro de 1865, volume 9, pág. 258, ensina-nos que “o perispírito exerce papel fundamental na transferência de fluidos”, e diz: ”Sua ação fluídica se transmite de perispírito a perispírito, e deste ao corpo material”. Igualmente em A Gênese, cap. XIV, item 31, informa: “Pela identidade de sua natureza, esse fluido, condensado no perispírito, pode fornecer princípios reparadores ao corpo…”.

Novamente, comprovação científica, experimentalmente.

Novamente, questão de forma, não de fundo.

Abordamos, a seguir, o tema central: Estrutura Íntima do perispírito.

Não há, ainda, experimentalmente comprovado, qualquer estudo sobre a Estrutura Íntima do perispírito. Existem hipóteses, em decorrência das pesquisas levadas a efeito e em andamento, e algumas válidas, no âmbito doutrinário.

Vejamos uma delas.

Na Universidade de Kirov, em Alma-Alta, no Cazaquistão, ex-URSS, cientistas tomaram de uma folha de um vegetal, cortaram-na, extraindo-lhe uma parte. Iniciada a pesquisa de fotografia do Campo Bioenergético, o padrão de Energia de toda a folha ficou evidenciando, apareceu. A energia em torno do local secionado foi considerada uma espécie de Plasma. (Lembramos que em física, o plasma é o quarto estado da matéria – torrentes de massas de partículas ionizadas). Após várias pesquisas, constatou-se que se cortar mais de um terço da folha, ela “morre” e seu corpo energético desaparece. Verificou-se, também, que quando um ser humano perde um dedo, um braço, ou tem uma perna amputada, ainda conserva o Corpo Bioenergético, equivalente. Constatou-se que quando o corpo bioenergético desaparece, a planta, animal ou o ser morre. Que era esse Duplo?

Verificou-se que era uma espécie de constelação elementar, semelhante ao plasma, feito de elétrons e prótons ionizados, excitados, e possivelmente de outras partículas. Ao mesmo tempo, porém, o corpo energético não é apenas formado de partículas. Não é um sistema caótico. É por isso mesmo, todo um organismo unificado. Atua como unidade, e como unidade, emite os próprios campos eletromagnéticos e é a base de campos biológicos.

Um dos traços mais característicos é a sua organização espacial específica. Possui forma. No seu interior, os processos têm seu próprio movimento, absolutamente diverso do padrão de energia do corpo físico. O corpo energético também é polarizado. O plasma biológico do corpo energético é específico de cada organismo, de cada tecido, e possivelmente de cada biomolécula. A especialidade determina a forma do organismo.

Pesquisam-se, ainda, se este mesmo corpo energético, não seria uma espécie de Padrão Organizador, invisível, inerente aos seres vivos. Neste campo, o Dr. Alexandre Studitsky, do Instituto de Morfologia Animal de Moscou, picou um tecido muscular em pedaços ínfimos, e colocou-os na ferida feita no corpo de um rato. A partir daqueles pedaços, no corpo reconstituiu um músculo inteiramente novo, como se naquelas células existisse um padrão organizador.

Concluindo, vemos que não há, ainda, consenso científico sobre as pesquisas que estão se desenvolvendo no mundo.

Dessa forma, conclamamos a todos a atender a mensagem-apelo de Bezerra de Menezes: Jesus é a porta. Kardec a chave.

Bibliografia


1) O Livro dos Espíritos – Allan Kardec

2) A Gênese – Allan Kardec

3) Obras Póstumas – Allan Kardec

4) Antologia do Perispírito – José Jorge

5) Correnteza de Luz – José Raul Teixeira

6) Alma Humana – Antônio Freire

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Conversa de Preto Velho

Publicado por Administrador em outubro 12, 2010

Fernando Sepe

À noite, quando a maioria das pessoas estão dormindo, diversas falanges espirituais se desdobram em trabalhos socorristas de assistência à humanidade encarnada. Devido ao sono, a queda natural do metabolismo e das ondas cerebrais, o corpo espiritual desprende-se naturalmente do corpo físico.

Aproveitando-se desse fato natural e inerente a todo ser humano muitos amigos espirituais trabalham nessa hora da noite retirando essas pessoas do seu corpo físico, dando um toque sensato a elas diretamente em espírito, ou, simplesmente, trabalhando as energias do assistido com mais liberdade a partir do plano espiritual da vida.

Um dia desses, durante um trabalho de assistência, estava conversando com um Preto Velho, que responde nas lidas de Umbanda, pelo nome de pai José da Guiné. Segue o diálogo:

— Pai José, esse trabalho de assistência na madrugada é enorme, não? O médium umbandista muitas vezes nem imagina o tamanho dele, não é mesmo?

— É sim fio. trabalho grande, toda noite. Mas são poucos que lembram da espiritualidade dia-dia e mantém sintonia elevada antes de dormir. Isso acaba por barrar as possibilidades de trabalho em conjunto conosco, você sabe disso. A maioria dos médiuns por aí pensam que o único dia de trabalho espiritual é o dia de trabalho no terreiro. É uma pena.

— É verdade, as pessoas tendem a se preparar muito para o dia de trabalho no terreiro, mas esquecem dos outros dias.

_ Preparar? Muitas vezes eles nem se preparam fio. A maioria chega lá cheia de problemas e preocupações na cabeça. Dá um trabalhão danado acoplar na aura toda encardida de pensamentos e sentimentos estranhos deles. E nego num tá falando que preparação é tomar um banho de erva antes do trabalho, não…

— Ué, mas o banho de erva é importante, não é pai?

— É, claro que é. Mas num é tudo. Antes do banho de erva, seria melhor um banho de bom-humor, com folhas de tranqüilidade e flores de simplicidade, hehehe… Isso sim ajudaria. Num adianta colocar roupa branca, defumar, tomar banho, se o coração tá sujo, se a boca maldiz, se o rosto está sem alegria e o espírito apagado. Limpeza interna fio, antes de limpeza externa…

— Tá certo…

— Tá certo, mas você muitas vezes num faz isso né? Hehehe… Tudo bem, todo mundo tem lá seus dias ruins, o problema é quando isso se torna constante. Fio, a Umbanda é muito rica em rituais, em expressões exteriores de alegria e culto a divindade. Mas isso deve ser utilizado sempre como uma forma de exteriorizar o que de melhor trazemos dentro de nós. Não uma fuga do que carregamos aqui dentro. Volta seus olhos pra dentro e lá presta culto aos Orixás. Só depois disso, canta e dança…

— Quando estiver participando de um trabalho, esteja por inteiro, em corpo físico, coração e mente. Não faça das reuniões espirituais um encontro social. Antes de começar os trabalhos, medita, ora, entra em sintonia com o trabalho que já está acontecendo. Durante os cantos, busca a sintonia com os Orixás.
Nesse momento, você e Eles não estão separados pela ilusão da matéria. Tão juntos. Em espírito e verdade…

— Acompanha as batidas do atabaque e faz elas vibrarem em todo seu ser. Defuma seu corpo, mas defuma também sua alma, queimando naquela brasa seu ego, sua vaidade, seu individualismo, que lhe cega os sentidos.

— Trabalha, aprende, louva, cresce meu fio. Mas o mais importante: Leva isso pra fora do terreiro! Lá dentro, todo mundo é filho de pemba, todo mundo tá de branco, todo mundo ama os Orixás…

— Mas aqui fora, logo na primeira dificuldade, duvidam e esquecem dos ensinamentos lá recebidos. Aqui fora, num tem caridade, fraternidade, Orixá, espiritualidade. Mas a Lei de Umbanda não é pra ficar contida no terreiro. A Lei de Umbanda é pra estar presente em cada ato nosso. Em cada palavra, em cada expressão de nosso ser…

— Percebe fio? Você é médium o tempo todo, não só no dia de trabalho, mas todo dia. Você é médium até quando tá dormindo…hehehe
Pai José fez uma pausa e eu fiquei a pensar a respeito da responsabilidade do trabalho mediúnico. De quantos médiuns por aí nem tinham idéia do trabalho espiritual que as muitas correntes de Umbanda desenvolvem. De como, a vivência de terreiro, demandava uma mudança interior, uma postura diferente em relação à vida. Enquanto pensava a respeito, pai José disse:

— É por aí mesmo fio. A partir do momento que a pessoa internaliza os valores espirituais, um novo mundo, cheio de novas perspectivas surge. Novas idéias, novos ideais. Uma forma diferente de encarar a vida. Esse é o resultado do trabalho. A caridade não é mais uma obrigação, mas torna-se natural e inerente ao próprio ser, assim como a respiração. A sintonia acontece esteja onde ele estiver, carregando consigo a Lei da Sagrada Umbanda em seu coração…

— Lembre-se: Aruanda não é um lugar! Aruanda é um estado de espírito… Você a carrega para onde for. Isso é trabalho. Isso é sacerdócio. Isso é viver buscando a espiritualização…

— Por isso, meu fio, faz de cada trabalho espiritual que você participar um passo em direção a esse caminho. Um passo em direção a unidade com o Orixá. Cada reunião, um passo… Sempre!
Notas do médium: Pai José de Guiné é um espírito que há muito tempo eu conheço, trabalhador incansável nas lidas da cura espiritual. Apresenta-se como um negro, com cerca de 50 anos, sempre com seu chapéu de palha a cobrir-lhe a cabeça e seu olhar firme e determinado. Tem um jeito muito direto e reto de falar as coisas sempre nos alertando a respeito de posturas incompatíveis com o trabalho espiritual. É um espírito muito bondoso com quem já aprendi muitas coisas.

Fica aí o toque dele, que muito me serviu, a respeito de levar o terreiro para o nosso dia-dia.

Fernando Sepe

Retirado do Blog Orun Ananda

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As quatro Correntes de Umbanda

Publicado por Administrador em outubro 10, 2010

Rubens Saraceni

Se a Umbanda é uma religião nova, seus valores religiosos fundamentais são ancestrais e foram herdados de culturas religiosas anteriores ao Cristianismo.

A Umbanda tem na sua base de informação os cultos afros, os cultos nativos, a doutrina espírita kardecista, a religião católica e um pouco da religião oriental (budismo e hinduísmo) e também da magia, pois é uma religião magística por excelência o que a distingue e a honra, porque dentro dos seus templos a magia é combatida e anulada pelos espíritos que neles se manifestam incorporando nos seus médiuns.

Dos elementos formadores das bases da Umbanda surgiram as sua principais Correntes religiosas, as quais interpretamos assim:

Corrente: Formada pelos espíritos nativos que aqui viviam antes da chegada dos estrangeiros conquistadores. Esses espíritos já conheciam o fenômeno da mediunidade de incorporação, pois o xamanismo multimilenar já era praticado pelos seus pajés em suas cerimônias. Eles já acreditavam na imortalidade do espírito, na existência do mundo sobrenatural e na capacidade de “os mortos” interferirem na vida dos encarnados. Também acreditavam na existência de divindades associadas a aspectos da natureza e da Criação Divina. Tinham um panteão ao qual temiam, respeitavam e recorriam sempre que se sentiam ameaçados pela natureza, pelos inimigos ou pelo mundo sobrenatural. Também acreditavam na existência de espíritos malignos e de demônios infernais, mas sem a elaboração da religião cristã que aqui se estabeleceu.

Corrente: Os cultos de nação africana, sem contato com os nativos brasileiros, tinham essas mesmas crenças, só que mais elaboradas e muito bem definidas. Seus sacerdotes praticavam rituais e magias para equilibrar as influências do mundo sobrenatural sobre o mundo terreno e também para equilibrar as pessoas.

Acreditavam na imortalidade dos espíritos e no poder deles sobre os encarnados, chegando mesmo a criar um culto para eles (o culto de egungum dos povos nigerianos).

Também cultuavam os ancestrais por meios de ritos elaboradíssimos e que perduram até hoje, pois são um dos pilares de suas crenças religiosas.

Sua cultura era transmitida oralmente de pai para filho, na forma de lendas, preservando conhecimentos muito antigos, como a criação do mundo, dos homens e até eventos análogos ao dilúvio bíblico.

A Umbanda herdou dos cultos de nação afro o seu vasto panteão Divino e tem no culto às divindades de Deus um dos seus fundamentos religiosos, tendo desenvolvido rituais próprios do religamento do encarnado com sua divindade.

O panteão Divino dos cultos afros era pontificado por um Ser Supremo e povoado por divindades quês são os executores e manifestadores Dele junto aos seres humanos, assim como são seus auxiliares Divinos que o ajudaram na concretização do mundo material, demonstrando-nos que, de forma simples, tinham uma noção exata, ainda que limitada por fatores culturais, da forma como se nos mostra Deus e seu universo Divino.

Corrente: Formada pelos kardecistas de mesa, que incorporavam espíritos de índios, de ex-excravos negros, de orientais, etc. Criaram a Corrente denominada “Umbanda Branca”, nos moldes espíritas, mas na qual aceitavam a manifestação de caboclos, pretos-velhos e crianças.

Esta Corrente pode ser descrita como um meio termo entre o espiritismo, os cultos nativos e os afros, pois se fundamenta na doutrina cristã, mas cultua valores religiosos herdados dos índios e negros.

Não abre seus cultos com cantos e atabaques, mas sim com orações a Jesus Cristo. As suas sessões são mais próximas dos kardecistas que das umbandistas genuínas, que usam cantos, palmas e atabaques. Seus membros se identificam como Espíritas de Umbanda.

Corrente: A magia é comum a toda a humanidade e as pessoas recorrem a ela sempre que se sentem ameaçadas por fatores desconhecidos ou pelo mundo sobrenatural, principalmente pela atuação de espíritos malignos e por processos de magia negra ou negativa.

Dentro da Umbanda, o uso da magia branca ou magia positiva se disseminou de forma tão abrangente que se tornou parte da religião, sendo impossível separar os trabalhos religiosos espirituais puros dos trabalhos espirituais mágicos. Muitas pessoas desconhecem a magia classificada como magia religiosa.

Mas esta nada mais é que a fusão da religião com a magia.

Estas são as principais Correntes religiosas e doutrinarias que formam as bases da Umbanda. E isso sem falarmos do sincretismo religioso, pela qual a religião católica nos forneceu as suas imagens que, colocadas em nossos altares, facilitaram o processo de transição de católicos para a Umbanda.

A estrutura religiosa espiritual da Umbanda já está pronta e só falta ser estruturada aqui, no plano material, para dar-lhe uma feição uniforme, quando seus valores religiosos e seus fundamentos Divinos serão definitivos, deixando de mudar ao sabor das suas Correntes mais expressivas.

Os mensageiros espirituais nos alertam que esta estruturação deve ser feita de forma lenta e muito bem pensada. Nós temos certeza de que no futuro a Umbanda terá uma feição religiosa muito bem definida, pois suas Correntes formadoras se unificarão e se uniformizarão, fortalecendo a Umbanda como religião.

Texto extraído do livro “ Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada – A Religião dos mistérios – Um hino de amor à vida”. – Editora Madras – Rubens Saraceni

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PRINCIPAIS SINTOMAS DA MEDIUNIDADE

Publicado por Administrador em outubro 9, 2010

A Mediunidade é a capacidade que todos nós temos, em maior ou menor grau e tipos diferentes, de servirmos de veículo de comunicação entre o plano físico e o plano espiritual.

A Mediunidade é a principal ferramenta utilizada no umbanda em seus trabalhos, pois através desta, os médiuns (pessoas que fazem uso direto da Mediunidade) exercem poder de cura, aconselhamento e de realização espiritual para aqueles que buscam auxílio. Através dela, ocorre o contato com os mestres espirituais; e também através dela, sanamos as nossas deficiências, nos evoluindo pela prática da caridade que ela nos oferece, no intuito de diminuir as nossas dívidas para com a humanidade. Um dom. Uma missão.

A Mediunidade pode ficar latente durante toda a vida e não causar maiores problemas, ou pode “explodir”, causando transtornos na saúde, na vida sentimental e na vida profissional, dependendo da sensibilidade do Médium, o que varia de pessoa para pessoa.

Devemos esclarecer, entretanto, que não é a Mediunidade que causa esses transtornos e sim o comportamento irregular que a pessoa passa a ter, uma vez que fica sem autocontrole, instável emocionalmente, e captando vibrações nem sempre boas, das pessoas com quem convive e dos ambientes que freqüenta. Tudo isso contribui para que a pessoa se indisponha com seus entes mais queridos, se indisponha no seu ambiente de trabalho e, muitas vezes, perca a sua boa saúde anterior, já que normalmente assumirá um estado mental negativo.

A Mediunidade é um dom que precisamos aprender a controlar e que precisa ser disciplinada. E para controlarmos esse processo, fazemos muitas vezes uso do “Desenvolvimento Mediúnico”.

PRINCIPAIS SINTOMAS DA MEDIUNIDADE

a) Sintoma clássico: suor excessivo nas mãos e axilas, principalmente nas mãos. As mãos ficam molhadas, quase geladas. Os pés também podem ficar gelados; as maçãs do rosto muito vermelhas e quentes; as orelhas ardem.

b) Depressão psíquica: a pessoa fica totalmente instável, passando de uma grande alegria para uma profunda tristeza sem motivo aparente. Fica melancólica e sente uma profunda solidão. É como se o mundo todo estivesse voltado contra ela. É facilmente irritável e, nessa fase, ela vai ferir com palavras e gestos aqueles que mais gosta.

c) Alterações no sono: sono profundo ou insônia. A insônia é provocada pela aceleração no cérebro devida à vibração. Os pensamentos voam de um assunto para outro, incontroláveis, e a pessoa não consegue dormir. O sono profundo é devido à perda de ectoplasma, de força vital. Há um enfraquecimento geral do organismo e as vibrações da pessoa são reduzidas.

d) Perda de equilíbrio e sensação de desmaio: a perda de equilíbrio é uma sensação muito rápida. A pessoa pensa que vai cair e tenta se segurar em alguma coisa, mas a sensação termina antes que ela consiga fazer qualquer gesto. É extremamente desagradável. A sensação de desmaio normalmente ocorre quando a vibração abandona a pessoa bruscamente. Ela fica muito pálida e tem que sentar para não cair. Às vezes ocorre sensação de vômito ou de diarréia. Um copo de água com bastante açúcar e respiração pela narina direita normalmente bastam para contornar essa situação.

e) Taquicardia: comum em algumas pessoas. Há uma súbita alteração no ritmo dos batimentos cardíacos, fruto do aceleramento provocado pela vibração atuando.

f) Medos e Fobias: a pessoa fica com medo de sair sozinha, de se alimentar, de tomar remédios, pois acha que tudo lhe fará mal. Às vezes tem medo de dormir sozinha ou com a luz apagada. É muito comum, também, uma total insegurança em tudo o que vai fazer.

Todos esses sintomas tendem a desaparecer com a preparação espiritual e o desenvolvimento mediúnico, mas o tempo necessário ao desenvolvimento dependerá muito do grau de Mediunidade, do interesse e da preparação espiritual do Médium.

OS TIPOS MAIS COMUNS DE MEDIUNIDADE


Existem mais de 100 tipos de Mediunidade, mas os mais comuns são os seguintes:

a) Intuição: é um tipo de Mediunidade onde o Médium recebe em seu pensamento, sob a forma de uma sugestão, mensagens provindas de um espírito. A intuição nem sempre deve ser seguida, a não ser que o Médium consiga identificar a entidade que o está intuindo. Essa identificação, ele aprenderá a fazer no seu desenvolvimento pois cada entidade produz um sintonia diferente no organismo.

b) Incorporação: é a Mediunidade em que o Médium sintoniza a vibração da entidade e essa vibração toma conta de todo o seu corpo. A sintonia é mental e pode produzir uma incorporação parcial ou uma integral. Na incorporação parcial, o Médium fica consciente, isto é, ele sabe que está ali, sente, observa, mas não domina o corpo nem controla o raciocínio. Perde, também, a noção de tempo e, embora tenha sido espectador de si mesmo, perde a noção de muita coisa que se passou, ao desincorporar. Na incorporação parcial pode haver uma quebra de sintonia ocasional, o que permitirá ao Médium interferir na comunicação.

Na incorporação integral, o Médium fica totalmente inconsciente, pois há uma perfeita sintonia com a vibração da entidade. Nesse caso, não há possibilidade de interferência e, ao desincorporar, o Médium não vai se lembrar de nada do que se passou.

* Queremos esclarecer que a incorporação parcial é tão autêntica quanto a integral. O único problema é o Médium não interferir, procurando se isolar e deixar que a entidade atue livremente. A esmagadora maioria dos médiuns (mais de 95%) trabalha em incorporação parcial e uma pequeníssima minoria (menos de 5%), em incorporação integral.

c) Vidência: é o tipo de Mediunidade que permite, àquele que a possui desenvolvida, ver as entidades, as irradiações. Pode ser de três tipos: direta, intuitiva e focalizada.

Na vidência direta, o Médium pode ver as entidades de quatro maneiras diferentes:

1 – Na projeção, o Médium vê apenas um facho de luz, uma coloração que depende da vibração atuante. Não vê forma humana, nem identifica a entidade.

2 – na parcial, o Médium percebe uma forma humana ao lado de quem está trabalhando espiritualmente, mas ainda não dá uma perfeita identificação. Vê somente o contorno, a forma.

3 – No acavalamento, o Médium vê a entidade por cima dos ombros de outro Médium. Já percebe se é masculina ou feminina, se é caboclo ou preto velho ou outro falangeiro qualquer, se os cabelos são longos ou curtos, etc.

Muitos médiuns que tiveram esse tipo de vidência afirmam, por desconhecimento, que as entidades vistas possuíam mais de dois metros de altura, não percebendo que a entidade, vista acima dos ombros de outro Médium, produziu uma falsa impressão de altura.

4 – No encamisamento, o Médium vê a entidade toda, perfeita. Isso acontece na incorporação integral, quando a entidade toma conta do corpo de um outro Médium.

5 – Na vidência intuitiva, o Médium vê apenas com a mente. Ele se concentra e recebe a imagem mental, por intuição.

6 – Na vidência focalizada, o Médium utiliza algum objeto para a vidência, como um copo d’água ou um cristal. As imagens aparecem no objeto de vidência.

* Muitas vezes os médiuns videntes vêem claramente, como nós vemos uma árvore ou um carro, um espírito; sem utilizar ferramenta nenhuma, senão os olhos.

d) Clarividência: é o tipo de Mediunidade que permite ver fatos que ocorreram no passado e que ocorrerão no futuro. Os clarividentes podem ver os corpos astral e mental de outras pessoas, e tomar conhecimento da vida em outros planos espirituais. É um tipo de Mediunidade difícil de ser encontrado.

e) Audição: o Médium ouve uma voz clara e nítida nos seus ouvidos e dessa forma recebe as mensagens. Na audição, devemos ter o mesmo cuidado que temos na intuição, no que diz respeito à identificação de quem está dando a mensagem.

f) Transporte: é a capacidade de visitar espiritualmente outros lugares, enquanto o corpo físico permanece repousando tranqüilamente; o espírito se desliga do corpo e vai para o espaço. Esse transporte pode ser voluntário ou involuntário.

No transporte voluntário, o Médium se predispõe a realizá-lo. Ele se concentra e se projeta espiritualmente a outros lugares, tomando conhecimento do que vê e do que ouve.

O transporte involuntário ocorre durante o sono. Todos nós nos desligamos do corpo físico durante o sono e entramos em contato com pessoas e lugares dos quais não nos recordamos ao acordar. Às vezes, recebemos nesses transportes soluções para os nossos problemas que, mais tarde, nos parecerão idéias próprias. A respeito, diz um ditado popular: “Para a solução de um grande problema, nada melhor que uma boa noite de sono”.

g) Desdobramento: é um transporte em que o espírito do Médium fica visível à outra pessoa. O corpo físico fica repousando, o espírito do Médium se transporta a outro ambiente e, nesse ambiente, torna-se visível.

h) Psicografia: tipo de Mediunidade muito comum, podendo ser intuitiva, semimecânica ou mecânica. É a capacidade de receber comunicações pela escrita.

Na psicografia intuitiva, o Médium recebe as mensagens na mente e as passa para o papel. É pura intuição.

Na psicografia semi-mecânica, o Médium, à medida que vai escrevendo, vai também tomando conhecimento do que escreve. O espírito atua, simultaneamente, na mente e na mão do Médium.

Na psicografia mecânica, o espírito atua somente na mão do Médium, que escreve sem tomar conhecimento da mensagem recebida.

Quando, ao invés de escrever, o espírito utiliza a mão do Médium para pintar, esse tipo de Mediunidade é chamado de psicopictografia.

RECOMENDAÇÕES AOS MÉDIUNS

1. Orar, sempre que possível, a fim de ficar em contato com Deus, pedindo-lhe que fortaleça seus guias e protetores para a prática da caridade;

2. Ler, nas horas de folga, um livro ou jornal instrutivo sobre a Umbanda, Espiritismo ou o Evangelho, assim reeducando o próprio espírito;

3. Fazer tudo para ter um dia calmo, sem aborrecimentos, nem discussões, preparando-se durante o dia para realizar bons trabalhos à noite no terreiro;

4. Nos dias de sessões, abster-se de carne, pois esta diminui o magnetismo, enfraquece o teor vibratório e desgasta as energias vitais, dificultando as incorporações;

5. Não se fanatize pelos cultos afro-brasileiros, evitando discussões estéreis, violentas ou exageradamente apaixonadas ou falando a todo instante a respeito de fatos relacionados com a Umbanda. Troque idéias nos momentos certos, em conversas sérias, em que haja interesse em se aprender algo útil;

6. A força de seus trabalhos em benefícios dos irmãos, depende do seu amor por eles. O lema a ser adotado é: “Amar e perdoar; aprender e servir”;

Lembre-se: Trabalhar em prol do conceito da Umbanda é dever de todos nós.

A PREPARAÇÃO DO MÉDIUM ANTES DA REENCARNAÇÃO

Se o espírito ou ser desencarnado aceitou a faculdade mediúnica, faz-se necessário que se proceda ao preparo dele, afim de que possa manifestar ou revelar isso, no mundo dos encarnados, que provisoriamente vai ser o seu.

Esse preparo começa pela parte moral, quando lhe é feito sentir tudo o que terá de sofrer ou passar em relação a esse dom e até mesmo quais os seres irmãos desencarnados que vão agir através de sua Mediunidade.

Estando esta parte moral kármica bem situada, segue-se o outro preparo, de caráter puramente energético.

Sim, porque a condição moral-espiritual kármica quer probatória(que serve de prova), evolutiva ou missionária em que os seres forem situados, em relação com a dita Mediunidade, antes de ocuparem a forma humana, será posta em relevo, quanto ao esforço próprio, isto é, serão bem advertidos de que reajustes, benefícios e êxitos ficarão na dependência de seus esforços, da força de vontade que devem usar ou ter para vencer.

É lhes mostrado, também, como essa faculdade medianímica, se revelando em benefícios, em caridade sobre os outros, trará a seus karmas, pela lei do é dando que se recebe, os elementos que se incorporarão às aquisições positivas, no caminho da evolução.

Assim, essa dupla condição de ser veículo dos espíritos, dada a forma de um dom, é, em primeiro lugar, uma condição espiritual especial, dotada ao ser, antes de encarnar e que se afirma durante a gestação.

Isso, de modo geral, mas, excepcionalmente, pode ser conferido depois, no encarnado já adulto.

Acreditamos que o ser não encarnado trava conhecimento com os espíritos que através de sua Mediunidade obterão a evolução, firmando desta forma, antes mesmo do seu nascimento, um pacto de ajuda mútua.


DESCONHEÇO O AUTOR E PRINCIPALMENTE AS FONTES PESQUEISADAS

(Este texto foi baixado no e-mule e quem conhecer o autor e as fontes pesquisadas nos avise via e-mail: povodearuanda@povodearuanda.com.br)

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Jardim das Folhas Sagradas

Publicado por Administrador em outubro 8, 2010

“Temos que quebrar o sigilo em que vive o cinema brasileiro”, diz diretor de “Jardim das Folhas Sagradas”

EDU FERNANDES
Colaboração para o UOL, do Rio

  • O ator Harildo Deda interpreta pai de santo no  filme Jardim das Folhas Sagradas(O ator Harildo Deda interpreta pai de santo no filme “Jardim das Folhas Sagradas”)

O cinema baiano, que já deu ao Brasil nomes como Glauber Rocha, tem três representantes no Festival do Rio 2010. Entre eles está o veterano Póla Ribeiro, que trouxe seu filme “Jardim das Folhas Sagradas” para a Cidade Maravilhosa.

O filme conta a história de um homem que deve fundar um novo terreiro de candomblé, mas tem que lidar com várias formas de preconceito: sexual, racial e religioso. O UOL Cinema falou com o diretor sobre “Jardim das Folhas Sagradas”, ainda sem data de estreia definida.

UOL Cinema – “Jardim das Folhas Sagradas” aborda temas muito típicos da Bahia, com referência a fatos locais. Como você acha que o filme dialoga com públicos de outros estados?

Póla Ribeiro - Mais do que uma temática regional, o filme se construiu a partir das discussões de movimentos negros e ecologistas da Bahia e de alguns outros cantos do país. Com muita alegria percebo que o longa é a materialização deste debate, que está ocorrendo nos principais centros urbanos do mundo, onde é forte a presença dos negros.

Em “Jardim…”, falamos de convivência social, política e religiosa, do respeito à diversidade e da questão da sustentabilidade. Debatemos como uma religião ancestral se estruturou no Brasil após uma viagem de trágicas consequências, se enraizou em nossa cultura e hoje nos oferece caminhos para nos relacionarmos com a modernidade em desenvolvimento ao mesmo tempo que com a natureza.

Tenho certeza que existem muitas pessoas que querem ver o filme, mas que precisam saber que ele existe e onde será exibido. Precisamos quebrar o sigilo e a clandestinidade na qual vive o cinema brasileiro. Temos de dar visibilidade aos produtos e romper o gargalo da distribuição. A exibição no Festival do Rio consolidou o potencial do filme e a gana que os espectadores tiveram de vê-lo em mais de uma sessão contribuirá para a sua difusão.

UOL Cinema – Como foi o processo de criação do roteiro?

Póla Ribeiro - Minha meta era trabalhar acerca do mistério que envolve a cidade de Salvador e o Recôncavo baiano, falar da cultura da sua gente negra que, infelizmente, sempre foi vista e tratada com superficialidade.

A base inicial foi a leitura de um oriki (poema, música ou rezas em Yorubá) de Xangô que vi de diversas maneiras e me deixou impregnado desse conhecimento. Queria quebrar um paradigma na Bahia: de que os negros não gostavam de filmes sobre negros. Eu compreendia que os negros não se sentiam representados naquelas imagens, e passei a frequentar de fato os encontros, as festas, os lugares e os seminários organizados pelo ‘povo de santo’ (os adeptos do candomblé).

  • (Póla Ribeiro dirige e roteiriza “Jardim das Folhas Sagradas”)

UOL Cinema – Como são esses eventos?

Póla Ribeiro – Na Bahia acontecem eventos como a Jornada das Folhas, do Ferro ou do Barro e durante dois ou três dias as pessoas debatem e trocam experiências sobre estes elementos, utilizações, significados, questões operacionais do como encontrá-los, poluição ambiental, substituição de matérias primas extintas, além de se posicionarem politicamente diante das coisas.

Discutem a questão do registro da sua tradição, que tem por definição um traço oral, questões de transformação, permanência e o significado atual dos seus rituais. Debatem a questão do sincretismo, do poder, da mídia, cotas, violência e visibilidade. Tudo ao mesmo tempo agora.

UOL Cinema – Como você trabalhou com todo esse material?

Póla Ribeiro – Ouvi, registrei, ordenei e coloquei a história que me pareceu mais recorrente como trama central do filme. Me coloquei bem mais como veículo de uma história que precisava vir à tona, não esgotando o tema, já que não tenho a intenção de exaurí-lo.

Ouvi de uma importante Yalorixá (espécie de sacerdotisa no candomblé) que quanto mais eu me informava, mais ignorante eu ficava, e era justamente este o meu sentimento diante da grande complexidade que envolve o mundo cultural, religioso e afetivo dos negros.

UOL Cinema – E outros filmes sobre candomblé? Eles entraram na sua pesquisa?

Póla Ribeiro - Conhecia os filmes acerca do tema e suas interdições. Filmes que mostram tudo, mas ao mesmo tempo não mostram nada sobre a temática. Obras como o filme umbandista “Amuleto de Ogum”, de Nelson Pereira dos Santos, ou o candomblé de ‘Tenda dos Milagres”, do mesmo diretor, contribuíram para minha pesquisa e formação.

Reproduzi na ficção textos do filme “Yaô”, de Geraldo Sarno, e desenvolvi um diálogo constante com “Barravento”, de Glauber Rocha, mas depois cortei esta parte do roteiro final. Penso que fiz um filme coletivo porque é assim que entendo o cinema.

Fonte: UOL CINEMA

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SALVE A JUREMA SAGRADA!

Publicado por Administrador em outubro 8, 2010

(O culto da Jurema na Paraíba)


Marinaldo José da Silva e Maria Ignez Novais Ayala
- Universidade Federal da Paraíba


Seu Zé de Nana meu nêgo
Você não é camarada
No meio de tanta moça
Roubou minha namorada

O que é que eu faço da vida
Par Paraíba eu não vou
A namorada que eu tinha
Seu Zé de Nana roubou



“Salve a Jurema Sagrada, salve eu, salve vói, salve minha tronqueira e salve minha cachaça, salve meu cachimbo e salve minhas encruza! E quem pode mais do que Deus? Só Deus e mais ninguém, né nêgo? Agora me daí meu chapéu, meu cachimbo e minha cachaça par eu molhar a guela e dançar aquele coco com uma nêga bem boa!”


O pau pendeu não caiu
Zé de Nana chegou
E ninguém viu

É característico dos Mestres juremeiros quando chegam em terra saudarem a Jurema Sagrada, a sua tronqueria1, e tudo que a eles pertence e a Deus. E pedem para cantar o seu ponto, que pode ser um coco ou não.

No universo da literatura oral, a própria criação se nutre da imaginação que se ancora na realidade daqueles que fazem da cultura popular uma circundante poética onde transitam mitos, narrativas, religiões e vários costumes afro-brasileiros. São evidentes as marcas da diáspora negra nessas variações populares, cabendo à Jurema e ao coco, elementos de estudo deste trabalho, a contemplação do afro-brasileiro-mágico-religioso, considerados fazedores de cultura. É no sentido de “trânsito” entre as atividades diversas pertencentes ao mundo da oralidade que nos propusemos a mostrar os vários pontos em comum da Jurema Sagrada e do coco de roda.

O caráter religioso desta dança tem despertado nossa atenção, levando-nos, inicialmente, a reunir os cocos que se referem a santos católicos e às práticas do catolicismo popular. Recentemente, em meio a uma das religiões brasileiras, que tem muitos adeptos na Paraíba – a Jurema Sagrada ” encontramos vários cocos, que aparecem como pontos de gira. A Jurema Sagrada é um dos vários cultos com fortes marcas indígenas que se mesclam com traços do catolicismo popular, do espiritismo e das religiões negras do Brasil ” candomblé e Umbanda.

Difícil dizer hoje a origem ou o que predomina nesse culto afro-brasileiro, fundamentado em ervas, raízes e casacas de árvore usadas com função mágica para acura ou para afastar males e recuperar as energias dos fiéis e de todos aqueles que procuram o auxílio dos Mestres juremeiros. Muitas vezes essas ervas são utilizadas em forma de fumo, que serve para a defumação da casa, e de amaci, fusão de ervas que serve para o batismo do iniciado na Jurema, além da semente e do vinho extraído da árvore sagrada num sentido mágico-religioso.

Nos estudos que compõem a bibliografia sobre as religiões afro-brasileiras, são muitos os títulos dedicados ao candomblé, ao catimbó, ao xangô e à Umbanda; aparecem referências à Jurema como uma linha da Umbanda. O culto da Jurema era elemento principal do catimbó, conforme os estudos de Câmara Cascudo, Roger Bastide e Oneyda Alvarenga. Essa última publicou em 1949 Catimbó, a partir da bibliografia então existente e da farta documentação reunida em 1938, pela Missão de Pesquisas Folclóricas, da Discoteca Municipal de São Paulo, por meio da pesquisa de campo no Nordeste.

Na década de 30 houve grande perseguição policial aos catimbós e aos catimbozeiros, com prisões, fechamento, destruição das casas e apreensão de objetos utilizados no culto. Até hoje, os termos catimbó e catimbozeiro têm conotação pejorativa no Nordeste, comportando forte carga de preconceito.

Na Paraíba, atualmente, o culto da Jurema se encontra ajustado à Umbanda. Nas casas por nós visitadas, as cerimônias ocorrem no mesmo salão em que são desenvolvidos os cultos aos orixás da Umbanda, diferindo apenas os pejis e as camarinhas, ou em espaço contíguo, dedicado exclusivamente à Jurema.

Como linha da Umbanda ou como culto independente que se abriga no mesmo teto, mas que reconhece Alhandra como a cidade da Paraíba tida como local de onde se irradiou o ritual religioso, a Jurema tem muitos adeptos que ressaltam os poderes de cura dos Mestres juremeiros.

Além da cidade de Alhandra, existe a “cidade encantada de Tambaba”, local de muitos mistérios dos senhores Mestres encantados. Citando René Vandezande:

“A tradição diz unanimemente que no alto da praia de Tambaba houve uma Cidade da Jurema de igual nome, anos passados: porém, esta cidade foi “devorada” pelo mar, e de lá teria origem o culto que ainda hoje os juremeiros prestam ocasionalmente nesta praia. Una juremeiros que foram lá em nossa companhia demonstraram o máximo respeito para o lugar. Diversas vezes fomos a essa praia solitária, encontrando, cada vez, objetos de culto e velas. O barulho que as ondas produzem nas rochas de formas fantásticas é interpretado como a voz dos Mestres.” 2

E hoje Tambaba é uma praia de nudismo muito visitada pelos turistas.

Mestres são as entidades principais desse culto que aparecem nas sessões semanais das casas destinadas à Jurema e nas festas periódicas dedicadas a eles. São Exus, índios, caboclos, reis de iorubá, caboquinhas de pena, boiadeiros, baianas, pretos velhos, marinheiros, pescadores e também ciganas, Pomba-gira, Zé Pelintra, Maria Padilha e toda sua companhia. E como se não bastasse, a Cumade Fulozinha e a figura do cangaceiro, Também personagens das narrativas e contos populares, transitando na Jurema Sagrada. Segundo a fala de um dos depoentes umbandistas: “Cumade Fulozinha é uma identidade muito perigosa: ela tanto trabalha pro bem, como trabalha pro mal.”

Todos animadíssimos com seus pontos cantados e com o som dos elus, gaitas e maracás, a cachaça, o vinho da Jurema e a fumaça dos cachimbos de Jurema ou de angico, de um ou de sete canudos de fumaça (e em raros casos de charutos), constantemente fumados ao contrário, com o lado da brasa dentro da boca.

A Jurema tem vários tipos de ritual: Jurema de chão, Jurema traçada, Jurema de meia-noite armada.

A Jurema de chão é um ritual em que os juremeiros ficam sentados no chão em frente ao gongá (altar de Jurema) com imagens de Mestres , índios, pretos-velhos, caboclos e até mesmo Padre Cícero. A tronqueira do mestre da casa com um cachimbo de sete-fumaças, uma cumbuca com fumo de várias ervas: alecrim do campo, liamba, erva-doce, fumo-de-rolo, abre-caminho; e muitos cachimbos. Invocam as entidades para darem passes e fazerem consultas. Nessa sessão também são invocadas, sem obedecer a uma seqüência, todas as entidades ao mesmo tempo e pode Ter batuque dos elus (tambores) ou não. Há ponto cantado. A Jurema de meia-noite armada ocorre realmente à meia-noite, também no chão; é arriada no centro do terreiro a tronqueira do mestre da casa, que é responsável pela sessão; jarros com ervas da Jurema (pinhão roxo, comigo-ninguém-pode, pé da felicidade, aroeira), sete qualidades de cachaça, champanha, vinho tinto, vinho branco, cerveja, mel, uma garrafada de Jurema “preparada”, um cruzeiro de velas brancas, alguidares com frutas, três alguidares com fumos preparados (fumo de queda, fumo de descarrego e fumo de levanta), cachimbos cruzados, charutos e cigarros, palitos de fósforo cruzados, velas coloridas cruzadas e uma garrafa de plástico com Jurema para passar no corpo como descarrego.

Nessa Jurema não há elu, pois é apenas cantada para a realização de “trabalhos” em hora grande, horário especial dos Mestres fazerem as coisas funcionarem melhor, com mais força, pois só com o canto e a concentração no silêncio da madrugada fazem render resultados positivos, trabalhando com o que eles mais gostam: cachaça, cachimbo e os cocos ” daqui e de lá do outro mundo.


Mas eu pisei na rama
A rama estremeceu
Não beba dessa água, oi morena
Quem bebeu morreu

Esse coco é meu
É da Paraíba
É de Catolé
É de macaíba

Meu avião de alumínio
Que voa de norte a sul
Mulher que rapa o cangote
Do céu não vê o azul

Ô Lili, minha Lili
A mulher que eu mais amava
Nas tranças dos seus cabelos
Aonde eu me balançava

Ganham sentido de pontos cantados, louvações e orações. Cocos que remetem a vários sentidos além do “sagrado” e da “brincadeira”, que se fundem independentemente de temas específicos para prenunciar a alegria e a força do trabalho na Jurema encantada.

Nos próprios pontos cantados de Jurema, podemos perceber vários elementos informativos do culto, encontrados em uma das Juremas da Torre:


Era uma mesa branca
Toda enfeitada de flores
E hoje é uma tenda de Jurema
De paz, de luz e de amor
(…)3

Zum, zum, zum ô Jurema
Vamo trabalhar ô Jurema
Desmanchar macumba ô Jurema
Catimbó e azar ô Jurema4

Jurema minha Jurema
Meu tesouro rico
E olha o tombo da Jurema
Que ela vale ouro
(…)5

A Jurema é minha madrinha
Jesus é o meu protetor
A Jurema é pau sagrado
Deu sombra a Nosso Senhor6


NA PANCADA DOS COCOS

Os instrumentos da Jurema são basicamente os mesmos da brincadeira do coco. Os instrumentos utilizados são todos de percussão. Na brincadeira é usado um zabumba e na Jurema um elu, tocado pelo ogã. Ambos são cobertos por um couro de bode, existindo uma pequena diferença no zabumba, que é coberto por dois couros: um couro de bode e outro de “boda”.

Nos rituais de Jurema, o mestre aceita qualquer batida do elu; o mais importante é o coco cantado, que tem força para “seus trabalho”, com sua cachaça e com suas namoradas. Ainda temos o ganzá, que está presente nas duas manifestações, muitas vezes improvisado com uma lata vazia, com pedrinhas ou sementes dentro. Maracás, espécie de chocalho, com som semelhante ao do ganzá, também fazem parte. O triângulo, instrumento apenas da Jurema tem o formato correspondente ao nome, feito artesanalmente, a partir de restos de ferros utilizados na construção civil, batido com um bastão do mesmo material. Também pode aparecer gaitas feitas de bambu, semelhantes a uma pequena flauta, como asa tocadas pelos participantes das tribos indígenas do carnaval.

Os pontos são acompanhados por palmas e batidas de pés. O espaço para o ritual tanto pode ser fechado (o interior dos terreiros), quanto aberto (a rua, a encruzilhada, o mato).

Os cocos cantados como pontos de Jurema foram encontrados em espaços abertos e fechados, nos diferentes tipos de ritual. Também encontramos o que parece ser ponto de Umbanda ou Jurema, cantado como coco em festas de São João nas ruas do bairro da Torre. Os limites da cultura popular são muito tênues.

No bairro da Torre, em João Pessoa (PB), são encontradas muitas casa de Umbanda e Jurema. O bairro também se caracteriza pela riqueza de manifestações populares, dentre as quais a malhação de Judas em várias ruas, palhoças e quadrilhas, cocos e cirandas, blocos de carnaval, tribos (o nome que se dá na Paraíba à dança conhecida como caboclinhos em Pernambuco), escolas de samba.

Em 1938, integrantes da MPF (Missão de Pesquisas Folclóricas), fizeram diferentes registros da cultuar popular na então Torrelândia: narrativas populares, sessões de catimbó, tribo dos índios africanos, barca.

Em vista desses argumentos mencionados, vimos através das manifestações populares afro-brasileiras, a presença de vários cocos de roda cantados como canto religioso no sentido de trânsito entre atividades diversas pertencentes ao grande universo da literatura oral.

E salve a Jurema Sagrada!


NOTAS

1. Parte de um tronco de Jurema aonde fica “assentado” o mestre. Morada do mestre.

2. VANDEZANDE, René. Catimbó. Pesquisa exploratória sobre uma forma de religião mediúnica. Recife: PIMES do IFCH da UFPE, 1975, p.44. Apud CABRAL, Elisa Maria. A Jurema Sagrada. João Pessoa: PPGS-UFPB, 1997, p.23-24.

3. Lembranças da mesa branca do espiritismo

4. Desfeitura de trabalhos pesados

5. Mistérios e encantos da Jurema

6. Sobre a árvore sagrada

DESCONHEÇO O AUTOR E AS FONTES PESQUISADAS

(Este texto foi baixado no e-mule)

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