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DO CARVÃO AO DIAMANTE

Posted by Administrador em julho 2, 2010


O diamante, a pedra preciosa cobiçada por muitos, de uma dureza ímpar e cuja capacidade de decomposição da Luz branca só é comparável ao Zircônio, é proveniente do carvão vegetal fossilizado, após ter recebido pressões altíssimas e em determinadas condições. Em outras, transforma-se em grafita ou grafite, sendo que este hoje em sua maioria, é sintetizado nas indústrias, assim como os diamantes.

O carvão, o diamante e o grafite, são substâncias à base de carbono. O carbono está em toda parte na natureza, é o responsável pela sustentação material dos seres vivos e dos “inanimados” (os seres ditos inanimados são matéria para muitas páginas no olhar de um umbandista).

O carbono está presente no dióxido de carbono, fundamental para as plantas, no monóxido de carbono, mortal para o homem e animais. Pode ser encontrado como nanotubos, e aproveitado na nanotecnologia.

O diamante se apresenta fulgurante somente se lapidado adequadamente, mas sua fluorescência na ausência de Luz, lhe é própria. Somente o diamante branco (incolor), consegue decompor a Luz em todas as cores do arco Iris. E o diamante negro, tão raro, caríssimo, não é original de nosso planeta, mas de meteoros que vieram do espaço em alguma época do passado.

Voltemos ao carvão, substância escura que não deixa passar a Luz, que se esfarela com facilidade, isto devido a disposição caótica de suas moléculas. Associando-se ao fogo, é excelente fonte de energia para muitos e essa é sua maior missão. Em determinada condição de pressão o carvão se torna grafite, mineral usado como lubrificante, presente em baterias e pilhas, ainda na indústria nuclear,metalurgia, agricultura e na confecção de mina para lápis e lapiseiras.

Ao refletir sobre estes aspectos, pensei na importância de nos revestirmos da matéria para nosso aprendizado espiritual. Iniciamos como um carvão, ainda desestabilizados, com polaridades instáveis. Soltamos a fuligem de nossas emoções desgovernadas, manchando o nosso caminho e o daqueles que convivem conosco, muitas vezes involuntariamente, mas outras devido ao ressentimento e mágoa que não conseguimos conter. Também nos consumimos de forma irregular, irradiando calor na autocombustão, que pode ser útil, se utilizada para aquecer outros necessitados e esse calor podemos traduzir como generosidade, compreensão, calor, companheirismo. Ou simplesmente queimamos, na ânsia de buscas individuais que nada acrescentam.

Quando sofremos as pressões naturais das vivências, com diferentes graus de dificuldades, sofrimentos , vamos compreendendo melhor que somos nada mais que uma rede interligada ( como também o são molecularmente as cadeias de carbono), passamos a ansiar por transmitir de algum modo nossas experiências, tanto para compartilharmos com os outros, quanto para tentarmos entrar em contato com aqueles que também estão escrevendo no estado “grafite”, e também buscam respostas, conforto, um pouco de alegria e estabilidade.

Os “grafite” percorrem longos caminhos, erram, escrevem demais, de menos, quebram-se, gastam-se. Alguns, quando se esgotam, conseguem ter forças para buscar novas “minas” e voltam a escrever de forma cada vez mais eloqüente, coerente, pacificadora e agregam conhecimentos, emoções, sonhos, conseguem registrar para muitos seus achados importantes, aprendem a encontrar novas reservas, assim como deixam de consumir-se demais e inutilmente. Conseguem seguir melhor o objetivo de suas crenças e dedicam-se a desenvolver os temas que se refletem na sua vida física.

Porém, há aqueles cujas inúmeras vidas sucessivas foram lapidadas cuidadosamente, através de todo o tipo de vicissitudes, foram prosseguindo através dos séculos, livrando-se de todas as imperfeições, com certeza através de altíssimo preço por esse burilamento. Valor obtido pela redenção de muitos erros antigos, novos passos, dificuldades infinitas, dores acerbas, perdas, esquecimento de mágoas, lições extremas de tolerância, atingindo um estado de imperturbabilidade, estabilidade e esclarecimento, amor ideal, incondicional, para alguns chamado de “ágape”. Neste estágio, pode-se dizer que se atingiu algo muito perto da perfeição para os padrões da Terra, e ao contrário de buscar sofregamente a Luz, passa a REFLETIR a Luz, e da forma mais maravilhosa, pois reflete como um crisol mágico, dispersando-a em todas as cores do arco Iris e desta forma, tal como uma linguagem, todos podem compreende-lo, pois nem todos conseguem enxergar todos os matizes de luz, mas desta forma sempre conseguirão identificar aquela que conseguem enxergar.

Quando se têm a Luz Única, vinda do Espaço Cósmico e Perfeito, somente muito raramente nasce alguém que a compreenda. No entanto, aqueles que se tornam diamantes e abraçam a missão de exercerem esta alquimia (não estou falando sobre o que chamam de crianças diamante, mas sim de espíritos que alcançaram a redenção e um estado elevado de conhecimento e Luz) de refração de cores, representada por pensamentos, verdades e atitudes, permitem que muitos mais entendam e prossigam na senda iluminativa. Podem ser que se tornem diamantes negros ou de outras nuances, não importa. Mas adquiriram a chave de como refletir a Luz Maior de algum modo, abrindo trilhas e portais através das dimensões do Espírito.

Alex de Oxóssi

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