POVO DE ARUANDA

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Posts de julho \28\UTC 2010

O ARCO E A FLECHA

Publicado por Administrador em julho 28, 2010

Segundo consta, o arco e flecha vem sendo utilizado desde a Idade da Pedra Lascada, há cerca de 12.000 anos.

Achados arqueológicos mostraram que os egípcios o utilizavam há cerca de 5.000 anos atrás para caça e também nas guerras.

O mais inusitado é que arcos e flechas foram encontrados em todas as partes do mundo. Histórias mitológicas dos gregos, dos romanos, dos vikings e druidas possuem sempre seus deuses e heróis utilizando arco e flecha.

Muito utilizado como arma de guerra, adaptado pelo homem de acordo com a necessidade, se o guerreiro estivesse a cavalo, ou a pé, ou ainda em carruagens, leves e rápidas ou pesadas e lentas. Também muito utilizado em torneios, na época em que os guerreiros descansavam entre uma batalha e outra, e nos nossos dias, como esporte olímpico.

Na China, o arco e flecha data da dinastia Shang ( 1766-1027 a.C.) e depois, no século VI, apareceu no Japão, logo sendo assimilado entre as artes marciais.

O arco e flecha se tornou obsoleto como arma de guerra com a introdução do fogo de artilharia, o que ocorreu na Guerra de 30 anos, no início de 1600 da era cristã, que envolveu vários países da Europa a começar pelo que é hoje Alemanha.

Mas se continuarmos a estudar, verificaremos que o índio norte-americano sempre foi exímio no uso do arco e flecha, do mesmo modo que o nosso índio brasileiro, com ligeiras diferenças de tribo para tribo, como ainda os pigmeus, que até hoje o utilizam. Sobre estes últimos é interessante comentar que há pigmeus com arcos e flechas muito semelhantes, em diferentes partes do mundo, como o Sudeste da África, Sul da Ásia, Oceania, Brasil e Bolívia.

Enfim, há muito o que se pensar, nestas “coincidências” que ocorreram durante a evolução humana ao longo dos séculos, com continentes e oceanos a separar os diferentes povos.

Partindo desta introspecção no campo material, vamos refletir também o uso do arco e flecha no Mundo Espiritual. Frequentemente os caboclos de Umbanda se apresentam como flecheiros, sob o comando da Linha de Oxóssi. Ora, se eles precisarem agir, lutarão contra outros espíritos desencarnados. De que então serviriam suas armas? Eles se apresentam como índios que defendem uma linha de frente de demanda. Isto necessariamente não significa que todo caboclos flecheiro foi índio em sua última encarnação. Mas tem aptidão para confrontos e firmeza suficiente para enfrentar ataques das sombras e de entidades voltadas a prejudicar que se dedica ao caminho do Bem.

Enquanto que na Terra material, o arco e flecha ajudava na obtenção de alimento e nos confrontos, no astral, é uma arma usada com maestria de outras formas. Por exemplo, nos lugares muito sombrios, onde equipes de resgate de espíritos sofredores têm de encontrar alguém específico, os caboclos flecheiros lançam suas flechas para o alto, e como elas, no mundo astral, são confeccionadas de ectoplasma, elas são plasmadas, neste momento para irradiarem luz e clarearem o ambiente das sombras a fim de que sejam encontrados os espíritos que serão resgatados. Suas flechas, com seu poder magístico podem também se transformar em cordas de luz isolando áreas restritas a entidades trevosas, ou mesmo enrolar-se ao redor de um espírito para que ele não prossiga em seu intento de prejudicar alguém.

É sabido que toda grande descoberta no plano físico da Terra, já existia antes no Astral Superior, e depois surge na mente de um encarnado, como se fosse sonho ou inspiração, para que ela possa ser materializada na terra, colaborando com o Progresso da Humanidade. Quanto ao arco e flecha, feito de pura energia e utilizado no astral, ainda é um mistério para nós, mas nos basta saber que quem os utiliza, quando na vibração do Bem, conhece profundamente seus mistérios e fundamentos, sempre nos mantendo em segurança. Quem sabe um dia, também nós conseguiremos partilhar desses conhecimentos e outros, se obtivermos o merecimento.

Salve todos os Caboclos!

Salve nosso Pai Oxossi!

Alex de Oxóssi

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SOBRE O IBGE

Publicado por Administrador em julho 27, 2010

ETIENE SALES

“…Atualmente a Umbanda surge como um fenômeno social de maior importância, dado se “mysteriu” (conjunto de doutrinas e cerimônias religiosas que só eram conhecidas e praticadas pelos iniciados. Objeto de fé ou dogma religioso que é impenetrável à razão humana, sendo somente explicado pela). Ninguém sabe quantos são os umbandistas na realidade. No censo de 2000 foram levantados que existem (declarados) 432.001 umbandistas no país. Porém, em contato com o Sr. Pedro Miranda, presidente da UEUB ( uma das Federações de Umbanda da Cidade do Rio de Janeiro) nos foi informado que existem associados a essa federação cerca de 5500 terreiros. Se formos fazer uma especulação e multiplicarmos por 30, levando em consideração que trinta poderia ser a média de médiuns de cada terreiro de Umbanda, teríamos em torno de 165.000 pessoas só em uma federação da cidade do Rio de Janeiro (existem cerca de 5 Federações, só na Cidade do Rio de Janeiro). Então, a conclusão que poderíamos chegar, é que existem muito mais umbandistas do que foi declarado no censo de 2000.

Mas onde eles estão?

Em 2001 auxiliei os pesquisadores que estavam fazendo a compilação dos dados do censo de 2000 do IBGE, no item religião.

Ao indagar “Qual a sua religião”, o IBGE recebeu cerca de 35 mil respostas diferentes que buriladas resultaram em 5000…

Os pesquisadores estavam um pouco confusos, pois estavam encontrando respostas estranhas no item destinado a declaração de religião, principalmente em relação a Umbanda, ao Espiritismo e a outras religiões. Foram encontradas respostas para “Qual é a sua religião” como:

Espírita Umbandista;
Espírita Cristão;
Umbandista Cristão;
Umbandista Espírita;
Católico Umbandista;
Católico Espírita.

Como tudo na vida, mesmo na pesquisa, se acha uma maneira de resolver os problemas, foi o que aconteceu em relação ao censo de 2000. Porém, as declarações encontradas revelaram mais do que o tradicional sincretismo, muito badalado pelos sociólogos e antropólogos ao longo do tempo. Revelam que muitas pessoas se consideram membros, ou parte, de mais de uma religião ao mesmo tempo, evidenciando um fenômeno em que o sincretismo é só uma vertente, ou mesmo um sintoma. Podemos dizer que é um fenômeno de dupla religiosidade, pois as pessoas que se declaram como membros de duas religiões, por exemplo, como Espírita Umbandista, vivendo ao mesmo tempo duas realidades religiosas diferentes (com alguns pontos doutrinários em comum, mas muitos outros totalmente divergentes), porém, em sua manifestação de espiritualidade, em sua prática religiosa, se transformam em uma só manifestação de fé.

“Em uma pesquisa realizada pelo CERIS – Centro de Estatística Religiosa e
Investigações Sociais – nas seis maiores regiões metropolitanas brasileiras,
cerca de 25% dos entrevistados disseram freqüentar mais de uma religião e cerca
de metade deles (12,5% do total) o fazem sempre. O Censo não considera esses
fenômenos de dupla (ou mais…) religiões, de mistura de várias religiões.
Dificilmente um sociólogo ou um antropólogo reduzirá os adeptos de Umbanda
e Candomblé, em todo o Brasil, a pouco mais de 570.000 indivíduos (0,33% da
população), como faz o Censo 2000. Certamente há muitas pessoas freqüentando
estes cultos, ao menos ocasionalmente, mas que não se declaram umbandistas”.
(Pe . Alberto Antoniazzi, “As religiões do Brasil segundo o censo 2000” In
Rever, número 2-2003-pp. 75-80, ISSN 1677-1222).

Talvez aí esteja a resposta à pergunta que fizemos anteriormente: Onde estão os Umbandistas? Escondidos atrás de outras religiões como o Catolicismo e o Espiritismo. Em que a pessoa por ignorância, medo (do preconceito pessoal ou social), ou por se acharem mais Católicas ou Espíritas, do que Umbandistas, declarando como membros dessas religiões (ou misturam essas religiões com o ser Umbandista), mas que, no final das contas, têm suas vivências religiosas dentro dos terreiros de Umbanda.

De uma certa maneira, é o que constatamos em uma pequena pesquisa realizada com os médiuns do Centro espírita São João Batista, no ano de 2002, em decorrência do que notamos nas compilações iniciais do censo de 2000.

Embora o universo pesquisado fosse pequeno, 45 médiuns do centro, o resultado foi muito interessante, mostrando um reflexo do que havia acontecido no censo de 2000.

Ao perguntarmos aos médiuns do Centro Espírita São João Batista qual era a sua religião, obtivemos as seguintes respostas:

Espírita- 12
Católico e Umbandista- 10
Católico Espírita – 1
Espírita Umbandista – 7
Umbandista – 15

Dos 45 médiuns do Centro, apenas 15 médiuns (33% do total) se declararam umbandistas, ou seja, 30 médiuns (67% do total) não se acham Umbandistas ou colocaram a Umbanda como uma religião secundária em sua crença.

Não nos cabe tentar esgotar ou aprofundar esse assunto em nosso trabalho, mas deixamos registrado que o mesmo merece ser pesquisado com maior profundidade.

Em 2007, uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Folha publicada em um caderno especial na edição da Folha de 06 de maio, verificou que o número de Umbandistas estaria em torno de 1% da população brasileira. Algo entre 2 milhões e 2,1 milhões de pessoas. Algo bem maior do que a pesquisa realizada no senso de 2000.

Ou houve um aumento significativo do número de Umbandistas, ou uma parte dos Umbandistas começou a assumir sua religião, e a não mais se declarar como católicos ou espíritas.

Talvez a realidade atrás desses novos números seja uma soma de fatores, tais como: a difusão de informações através da Internet (sites, blogs, listas de discussão, chats e outros mecanismos de comunicação existentes na Internet) que começou a romper inúmeros tabus e preconceito entre os Umbandistas; um aumento no número de autores umbandistas que começaram a publicar seus livros; um maior contato entre as Federações de Umbanda, através de palestras, encontros e ritos públicos (giras) de confraternização; a criação da primeira Faculdade de Teologia Umbandista – FTU – trazendo para o meio acadêmico uma nova discussão sobre a realidade da Umbanda, enquanto religião plural e com embasamento teológico; a criação do CONUB, com o propósito de minimizar e de se fazer reconhecer o respeito e a diversidade existente entre as várias ramificações ou escolas filo-doutrinárias que existem dentro da religião de Umbanda.

Esses fatores mostram que a Umbanda começa a se estruturar dentro do respeito a sua pluralidade de cultos, doutrinas e ritos, e que os Umbandistas caminham para uma visão de união da diversidade.

Uma nova caminhada se mostra diante dos umbandistas, que não é a imposição doutrinária ou a unificação de cultos, como foi o objetivo do primeiro Congresso de Umbanda (1941), e que só motivou o conflito e a dispersão das pessoas. Mas, sim, uma nova visão de sustentação da religião, respeitando e entendendo sua diversidade, na busca concreta de alcançar objetivos comuns, que não passam mais pelas diferenças doutrinárias, mas por iniciativas que possam agregar a busca de uma união de interesses voltados, cada vez mais no sentido de melhorar a condição dos seres humanos e da nossa sociedade como um todo.

Do livro “Umbanda de Preto Velho” – Etiene Sales de Oliveira- pag. 60-63

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SER CIGANO DE CORAÇÃO

Publicado por Administrador em julho 26, 2010

Quando se fala da Linha de Trabalho dos Ciganos na Umbanda, em geral ocorre um frenesi. De alguma forma, o modo de ser e viver do cigano quando encarnado, mexe com o mental das pessoas, as remete aos arquétipos de imagens livres, altaneiras, seguras e auto-suficientes.

As mulheres são decididas, belas, sensuais, nada em seu porte denota fraqueza, e ao mesmo tempo, elas emitem emoção, devotamento aos seus pares, aos seus filhos, aos chefes do clã, demonstrando disciplina e respeito.

Os homens, da mesma forma, demonstram seus amos ao espaço, à liberdade, uma vivacidade interna que transborda, ligados à ação, mas também tendo o pensamento rápido. Justiceiros por natureza, cultuam a Lua, a noite, as fogueiras. Tanto quanto as mulheres, são místicos e mágicos Amam seus cavalos com os quais compartilham a liberdade de ir de um lado a outro, percorrer as grandes distâncias que seus corações ordenam, buscando novos conhecimentos. Ao mesmo tempo, dedicados à família, a valorizam como pedra fundamental e toda razão de ser do Povo Cigano.

Na Espiritualidade, os ciganos cada vez mais abrem fronteiras e suas fileiras têm aumentado, onde se prestam voluntariamente a trabalhar na Linha de Trabalho do Oriente, em especial na Cura, mas também como orientadores diletos, quando a vida dos encarnados está muito embaralhada.

O(a) cigano(a) é misterioso(a) também no Astral. Pode ficar anos próximo de uma pessoa, sem que a mesma perceba. E se percebido(a), só responderá a questionamentos e pedidos quando lhe aprouver. Sério quando está trabalhando em demandas, não dará muitas explicações, não oferecerá ajuda a não ser que solicitada, mas presta auxílio inestimável quando irradia sua Força e Lucidez. Clareia as idéias de quem pede, afasta as mazelas e sombras, mostra caminhos antes escondidos e invisíveis. Traz a alegria ao coração de quem lhe acredita a existência, mesmo quando ele(a) próprio(a) tenha a feição triste, de quem viveu muito e muitas injustiças e misérias presenciou.

Os ciganos que se tornaram espíritos de Luz, tem grande conhecimento da Alta Magia e desmanche de todo tipo de trabalho, que é diferenciado do modo de atuar dos pretos velhos e caboclos da Umbanda, embora a eles se aproximem para agir com a mesma finalidade de limpeza do ambiente, neutralização de toda e qualquer má intenção e enviar os espíritos ignorantes a seus lugares convenientes.

Quanto a nós, encarnados, muitos e muitos sentimos um chamado interno muito forte, que ultrapassa a simples admiração pela natureza cigana, seu modo de ser. Na verdade, os ciganos que nos acompanham na espiritualidade resolveram despertar-nos para sua existência, se fizerem visíveis à nossa alma, algo mágico ocorrerá, como mágicos eles são, de alguma forma passaremos a ser também, Ciganos de coração, pois o coração é a Morada da Alma e da Emoção, e não esquece da memória um dia termos sido de fato, Ciganos.

Alex de Oxóssi

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CENSO 2010

Publicado por Administrador em julho 24, 2010

Estamos próximos do Censo 2010, pesquisa de ordem nacional, de formato quantitativo. Acredito, no entanto, que o que faz um homem se sentir vivo são suas convicções. E estas estão ligadas a sua relação com o ambiente (consciência ecológica), em relação aos outros (social), em relação aos direitos, deveres e ao Estado (política), além da relação à suas crenças (religião). Não se pode mensurar quantitativamente o que forma o caráter, a consciência e as atitudes de um cidadão.

Um povo sem segurança em suas convicções (de ordem qualitativa e não quantitativa), terá também ações inconsistentes e desarticuladas. Mais cedo ou mais tarde, cada indivíduo, para se sentir integrado, útil, consciente de sua razão de ser, deve conectar-se ao lugar que vive, às pessoas que lhes são afins e aos movimentos sociais que constroem no dia a dia da cidade onde nasceu, cresceu e vive. O relacionamento entre cidadãos deve ser harmonioso e verdadeiro, independente de cor, credo, posição social, partidarismos políticos ou religião. Assim deve ser o comportamento de cada um, a partir de um embasamento desses conceitos, a partir do seio de sua própria família.

Uma cidade é o microcosmo de um país, e seus indivíduos, unidos, agregam-se uns aos outros até chegar ao macrocosmo que é o país. Partindo desse princípio, espera-se que a obtenção de dados seja fidedigna por partes de cada cidadão, ao ser argüido neste censo que se aproxima.

Por outro lado, espera-se que as questões levantadas brindem o âmbito mais extenso possível de informações, havendo entretanto uma dúvida. De modo geral, a base de amostragem de 10% em uma população costuma dar um panorama aceitável. No entanto, precisaria aqui estar um matemático ou estatístico para comprovar através de fórmulas que para determinados itens, como conjuntos pequenos, para se ter uma visibilidade real, teriam que ser obtidos através de uma margem de confiança além destes 10%.

E além disso, para que determinadas informações, para se ter as filigranas como por exemplo, o retrato das religiões de nosso pais, para ser obter uma resposta, teria que se ter a pergunta. No entanto, será que a visibilidade das religiões será fidedigna? Pois a coleta das informações a esse respeito estará no Questionário de Amostra, um em cada 10. Será que matematicamente irá compor um quadro real?

Porque não foi inserida esta pesquisa no Questionário Básico? Não seria o caso de se providenciar isso para um próximo censo? Ou melhor ainda, será que não daria tempo, de providenciar que se fosse inserida essa simples pergunta nos questionários Básicos? Para se ter mais chances da contagem se aproximar do real?

Vejamos o resultado do último censo:

Distribuição percentual da população residente, por religião – Brasil – 1991/2000
Religiões ………………………………………. 1991 (%) ……….. 2000 (%)
Católica Apostólica Romana ……………….. 83,0 ……………….. 73,6
Evangélicas ………………………………………. 9,0 ………………… 15,4
Espíritas…………………………………………… .1,1 ………………….. 1,3
Umbanda e Candomblé ……………………… 0,4 ………………….. 0,3
Outras religiosidades …………………………. 1,4 ………………….. 1,8
Sem religião ……………………………………..  4,7 ………………….. 7,4

Fonte: IBGE, Censos Demográficos 1991/2000.

Sendo esta uma pesquisa quantitativa, o foco na obtenção dos dados está diretamente relacionado com o objetivo do pesquisador. De acordo com a investigação dos resultados, as referencias cruzadas dos dados gerais com as religiões, obtiveram informações quanto:

a ) escolaridade ( número de anos de estudo) X religião
b) poder aquisitivo X religião

Creio que fica faltando algo para nós, que queremos mostrar que há mais umbandistas do que aparecem nas estatísticas. Nós, que amamos nossa religião, legitimamente brasileira, pensamos que o FOCO enquanto obtenção deste quesito RELIGIÂO, deveria ser mudado. A pesquisa mostra que os espíritas são os de melhor poder aquisitivo e mais alta escolaridade. Então, eu “ganho pontos” se me colocar como espírita em vez de umbandista? Será que as pessoas escolhem a religião pensando nisto? Em se tornarem potencialmente mais cultas e ricas?

Ou deveríamos adicionar alguns subitens que fizessem entender PORQUE a pessoa faz parte de uma crença religiosa? Como por exemplo:

a) A religião melhorou sua vida?

b) A crença numa Lei de Ação e Reação reforça e corrige o caráter das pessoas

c) A religião proporciona mais equilíbrio e estabilidade emocional

d) A religiosidade é inerente ao ser humano, assim como o ateísmo e agnosticismo é uma atitude do intelecto contra esta tendência inata

Poderíamos fazer uma lista extensa de itens, mas o pouco mostrado acima, muda completamente o paradigma RELIGIÂO, dentro de um Censo demográfico , onde os pesquisadores estatísticos deveriam fazer um intercâmbio transdisciplinar com as Ciências Humanas e Ciências Sociais, fornecendo magnífico material para muitas e muitas pesquisas sobre a natureza humana, suas atitudes, relações com o meio e sobre sua natureza imaterial.

É preciso que mostremos que ultrapassamos a fase do cartesianismo, e a pesquisa qualitativa é necessária e tão digna de respeito e credibilidade quanto qualquer outra. O aspecto RELIGIÂO tem de ser mais enfatizado, pois muito das atuais atitudes da sociedade podem estar veiculados à presença ou ausência de uma FÉ.

Portanto, convido, através deste modesto texto, a todos os umbandistas, já que umbandista sou e minha religião é a que devo defender, a refletirem sobre os MOTIVOS que devemos expressar nossa religiosidade num Censo de proporções continentais como este, e solicitarmos de forma enfática, para que possamos no questionário básico assinalar ao menos nossa religião, e se possível acrescentar os porquês, com a certeza que as informações enriquecerão sobremaneira os dados de um, país rico de religiosidade em sua própria natureza e cujas peculiaridades são muitas vezes relacionadas à sua Fé e Crença em algo mais que um simples cotidiano material.

Tentando explicar:

O QUE É QUESTIONÁRIO BÁSICO E QUESTIONÁRIO DE AMOSTRA (segundo o IBGE)?

QUESTIONÁRIO BÁSICO: é o questionário com MENOR numero de quesitos, onde serão registradas as características do domicilio e de seus moradores na data de referencia, e será aplicado na MAIOR parte do Território Nacional.

QUESTIONÁRIO DE AMOSTRA: é o questionário com MAIOR numero de quesitos, onde serão registradas as características do domicilio e de seus moradores na data de referencia, e será aplicado APENAS nos domicílios selecionados para amostra.

PODEREI ESCOLHER O QUESTIONÁRIO A RESPONDER?

Não

O RECENSEADOR É QUE ESCOLHE O QUESTIONÁRIO QUE IREMOS RESPONDER?

Não

O IBGE É QUE ESCOLHE O QUESTIONÁRIO QUE IREMOS RESPONDER?

Não, é o programa do IBGE é que escolhe.

EM SUA RUA…

Caso em sua rua tenha 90 domicílios, apenas 9 irão responder a pergunta “QUAL É A SUA RELIGIÃO?”

COMO FIQUEI SABENDO DESTA INFORMAÇÃO?

Sou um dos possíveis Recenseadores do IBGE e digo possível, pois mesmo tendo passado no concurso ainda irei ter que passar em uma avaliação que irá acontecer nesta segunda-feira (26/07/2010).

Deixe aqui sua pergunta ou seu comentário…

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INIMIGOS DE FÉ

Publicado por Administrador em julho 24, 2010

Queridos irmãos,

o que venho acompanhando do Jornal Extra exatamente no blog Religião e Fé, é algo para agradecer e muito este veiculo de comunicação, muitos já sabem que um dos colaboradores deste blog é nosso irmão Etiene Sales e por parte do Candomblé a amada Valdina Pinto.

O resultado é tão expressivo que é o prêmio de Excelência Jornalística 2010 da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), pela infografia “Candomblé”. O trabalho foi publicado no EXTRA do dia 25 a 31 de janeiro de 2009, durante a série de reportagens “Inimigos de fé”, que ganharam o infografista Ary Moraes e a repórter Clarissa Monteagudo.

Leia a infografia premiada da série Inimigos de fé, abaixo está a série completa, está em PDF e todos direitos pertencem ao Jornal Extra.

INÍCIO DA SÉRIE: A INTOLERÂNCIA NAS ESCOLAS

SEGUNDO CAPÍTULO: AS DIFICULDADE PARA DENUNCIAR

TERCEIRO CAPÍTULO: O SOFRIMENTO NAS FAMÍLIAS

QUARTO CAPÍTULO: INVISÍVEIS NO MERCADO DE TRABALHO

QUINTO CAPÍTULO: PRECONCEITO E VIOLÊNCIA

SEXTO CAPÍTULO: O PRECONCEITO NAS RUAS

SÉTIMO CAPÍTULO: A PAZ É POSSÍVEL

CONHEÇA:

BLOG: RELIGIÃO E FÉ

Um Blog pela Liberdade Religiosa

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QUAL É A SUA RELIGIÃO? (CENSO 2010 – IBGE)

Publicado por Administrador em julho 22, 2010

Amados irmãos de Umbanda e demais Religiões deste amado País,

eu sou um dos recenseadores e a pergunta: QUAL É A SUA RELIGIÃO, só será respondida por 10% da população deste País segundo informação dos instrutores do IBGE, eu darei maiores explicações na próxima semana, aqui mesmo neste POST ou em outro se for necessário.

IMPORTANTE: Eu passando pela ultima avaliação irei abrir aqui um tópico sobre o CENSO 2010, onde irei comprometer em responder as duvidas de cada um de vocês, só farei isso se eu estiver habilitado, caso eu não saiba uma pergunta eu perguntarei aos supervisores, se eles não souberem responder, perguntarei a quem possa responder-me, pois mesmo não concordando com o percentual de pessoas a responder a pergunta sobre Religião, eu acredito e muito no IBGE, pois este instituto é a espinha dorsal de qualquer Municipio Brasileiro, é o ar que iremos respirar por no máximo 10 anos, se o mesmo não tiver o apoio da população quem sofre amanhã é a própria população, pois é o CENSO que destina verbas estaduais, Federais aos Municipios, que identifica as necessidades de cada localidade, bairro, distrito, municipio e por que não dizer nossa rua…

Falo mais depois… Tenho que dormir para aprender um pouco mais amanhã, até está pronto para tentar repassar a vocês…

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O MÉDIUM E O XAMÃ

Publicado por Administrador em julho 18, 2010

Diz-se que todos somos médiuns, mas apenas alguns desenvolvem esta propriedade do espírito, de ser intermediário entre os planos astrais, de entidades humanas não encarnadas. Algumas poucas vezes mesmo, o médium pode trazer mensagens de encarnados em condições especiais, de sono, desdobramento ou coma. E é necessário sempre muito estudo quanto ao animismo, ao manifestar-se parte de sua própria história, enredando-se na própria história através das barreiras do tempo/espaço, hoje vistas de outra maneira pela física quântica. Mas, não estamos falando disso aqui.

Voltemos aos médiuns. Alguns desenvolvem sua mediunidade por missão, outros, a maioria, por obrigação, para resgatar antigos erros, atrasos, contingências várias, que ao compreender sua importância na atual encarnação, assumem a tarefa na medida do possível, desdobrando-se entre a luta diária no mundo físico, com seus percalços, alegrias, deveres, acontecimentos inesperados, mais ou menos bons, tentando sobejamente equilibrar-se no humor, nos ímpetos, nos pensamentos, treinando a cada instante a compreensão, a humildade, a persistência, a força individual e também dedicando-se ao mundo espiritual, quer no centro espírita, no terreiro de Umbanda, ou apenas no seu lar, onde estabelece um pequeno santuário para esta comunicação entre mundos, “pilotando” seu instrumento de trabalho, o corpo físico, e sob as influências diversas que vêm do Mundo Maior, de acordo com sua escala vibratória, suas afinidades, necessidades, intenções. Em geral, o médium , findas as manifestações em parceria com os espíritos, dá-se por satisfeito e vai cuidar de outras lides.

Porém, o ser humano encarnado é um dínamo acumulador, produtor e emissor de energia em tempo integral, independente de estar irradiado ou dando passagem às entidades de Luz que vem trabalhar na Caridade. Esta energia poderá ser manipulada com foco e objetivo, naqueles que percebem que possuem uma missão ainda mais extensa, onde é preciso adequar a vontade e direcionar a mente. Esse trabalho, realizado a partir das próprias forças, poderá ser usado também em prol do auxílio ao próximo, com finalidades curativas, de reequilíbrio. Pode ir a grandes alturas e distâncias, levar amparo e conforto, ou mesmo uma mensagem, ou fazer companhia apenas, dar proteção. Estas práticas já não estão inclusas nas características do médium, mas podem ser consideradas artes xamânicas, usadas milenarmente, mas mais conhecidas culturas, como a dos celtas, rosacruzes, ameríndios como os navajos, sioux (ou índios Lakota), dakotas, entre as lendas africanas, e também em nossos indígenas, os guaranis e os tupinambás.

Os xamãs estão em contato com as Forças da Natureza e as suas próprias, harmonizando-se com os quatro elementos (ar, terra, fogo, água), captando, emanando, trocando, e essa nada mais é que a Magia que tanto falam.

Os xamãs também usam com freqüência, animais de Poder, espíritos não humanos protetores e guardiões. A mitologia dos índios brasileiros e ameríndios, absorvida pela Umbanda, cita a pantera, o lobo, o tigre, a cobra, a águia, entre outros, e isto nada mais é que uma forma de Força, instrumentos de auxílio que trabalham com as entidades da Umbanda. Cada animal de Poder traz sua essência espiritual, e através dela, cada um com seu próprio modo de vida, sua forma de curar. Menos frequentemente, teremos também espíritas citando esta referência, mas na verdade, é que isto tudo não é fantasia, pois tem a comprovação, através dos depoimentos de médiuns clarividentes.

Nem todo médium se tornará um xamã, se não quiser, mas ele só o será, médium e xamã, e junto de si seus animais de Poder, se tiver uma herança ancestral, o que facilitará os vôos de mente e espírito, quê serão idealmente cumpridos se forem em prol do Amor e Caridade.

Alex de Oxóssi

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Condomínio Espiritual

Publicado por Administrador em julho 17, 2010

A expressão “Condomínio espiritual” tem sido utilizada dentro do Espiritismo por autores diversos, e que a ciência oficial diagnostica como um distúrbio psíquico denominado “Personalidades Múltiplas”, condenando por certo muitas pessoas a pesados tratamentos, mesmo internações em hospitais psiquiátricos. Foi muito comentado na década de 60, devido ao filme “As três faces de Eva”, e anos depois, na década de 80, Hermínio Miranda se aprofundou mais, nos livros “Condomínio Espiritual” e “Diversidade dos carismas” (I e II), onde relata a mediunidade de Rita, desde seus primeiros passos, com as dificuldades, suas experiências, evolução e esclarecimentos.

Significa que o médium, por algum motivo, permite abrigar uma variedade de espíritos desencarnados, ou dá a eles passividade inconsciente. O fato é considerado uma obsessão complexa, em muitos casos, difícil de ser resolvida, pois se aproxima da possessão, onde o encarnado que vivencia o processo, altera alternadamente de comportamento, mudando seu jeito de ser, sua personalidade, o que prejudica sua vida cotidiana. Diz-se então que são numerosos seus obsessores, e que eles devem ser afastados da pessoa o quanto antes, e hoje grandes escritores sob o tema obsessão têm escrito, entre eles Robson Pinheiro, abordando o fato que são instalados aparelhos no perispírito do médium, aparelhos estes cada vez mais sofisticados, chegando em alguns casos, não ser mais possível desatrelar espírito e encarnado, sob risco de morte para este último.

Não são poucos os casos, e na verdade, dificilmente um ser humano encarnado no nosso orbe, tão cheio de miasmas e poluição mental, não está cercado de obsessores, assediado a todo instante por desvios e interferências várias.

Porém, se observarmos sob o viés da Umbanda, vemos médiuns iniciando seus passos, trazendo em sua coroa, não obsessores, mas espíritos desalinhados com a atualidade, caboclos do fundo da mata, exus sofredores começando sua caminhada de Luz, orientais pouco afeitos a nossa linguagem, espíritos familiares ainda sofrendo as saudades… Não podem absolutamente ser considerados obsessores, não querem mal algum ao médium. São humanos como nós, prosseguindo na caminhada, despidos de seus envoltórios físicos. Que podem não ter tanto esclarecimento quanto outros, já no Saber e na Luz, e que vão caminhar ao caminharmos, vão cair quando cairmos, vão nos sustentar na dor, mas precisarão também ser sustentados. Serão amigos, nunca inimigos, ás vezes com ações parvas, no início, rudes, talvez, mas com orientação e nossa atenção e esmero, prosseguirão, mesmo nos superando por estarem mais libertos.

Devemos então estar atentos, pois o joio nem sempre será joio, nem o trigo será sempre trigo. Precisamos nos conhecer profundamente, reconhecer sinais de perigo, influências, imposições, desvencilharmo-nos quando houver tentativa de engano e perturbação, reposicionando nossos pensamentos. Se temos conosco, em nossa coroa, aqueles que ainda precisam de equilíbrio, não é esconjurando e exorcizando que conseguiremos ajudá-los. Não é tendo medo, aversão, fingindo que não existem, pois ele se manifestarão de qualquer modo, em condições melhores ou piores. Temos de assumir a responsabilidade, buscar o equilíbrio. O equilíbrio não é estar parado, imóvel, é ser flexível, buscando sempre novos pontos de apoio, num eterno movimento ao galgar a enorme montanha da evolução.

Para finalizar, um pensamento da grande espiritualista que foi Annie Besant

“Quem quer que se determine a levar uma vida espiritual, tem que dedicar diariamente algum tempo a meditação. Antes, se poderia manter a vida física sem alimento do que a espiritual sem meditação. Os que não possam dispor de meia hora por dia durante a qual se abstenham do mundo e sua mente receba uma corrente de vida dos planos espirituais, estão incapacitados para levar uma vida espiritual “.

Alex de Oxóssi

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Etimologia do Vocábulo Umbanda

Publicado por Administrador em julho 14, 2010

Retirado do livro “O que é Umbanda”- Dr.º Armando Cavalcanti Bandeira- Ed. Eco – 1970

O desenvolvimento etimológico do vocábulo UMBANDA, por parte de muitos no Brasil, e as falhas da maioria dos nossos dicionários, geraram confusões e controvérsias, pretendendo cada um dar a sua explicação, sem haver base concreta real. Entretanto, o termo sempre existiu e faz parte integrante da língua Quimbundo, como de muitos dialetos bantos, falados em Angola, Congo, Guiné, entre outros; basta consultar qualquer gramática ou dicionário relativo a essa língua, ou verificar as muitas citações na literatura.

O Quimbundo é uma das línguas com predominância em grande área da áfrica, como se pode verificar pelos estudos do Prof. Malcom Guthrie, da Universidade de Oxford, em seu livro editado em 1948, “The classifications of the Bantu Languages”, que delimitou precisamente a área geográfica e a influência local de cada grupo lingüístico banto, particularizando a zona inglesa no livro “The Bantu Languages of Western Equatorial África”, 1953, permitindo um melhor agrupamento da distribuição geográfica em Angola.

A língua geral dos angolanos é conhecida, também como angolês e bundo, continuando com outras semelhantes como o Quicongo ao Norte, Quioco e Lunda no Leste, e Umbundu ao Sul, oferecendo dois tipos definidos: o tipo de Luanda e o tipo de Ambaca,a que se refere José L. Quintão,e por influências portuguesas na catequese, comércio e governamental como nação colonizadora, sempre foi estudada e vários livros foram publicados.

Surgiu em primeiro lugar um catecismo do Pe. Paconio em 1643, reeditado em 1661 e 1784, sendo a primeira gramática e vocabulário de autoria do Frei Bernardo Maria de Cannecatim publicados em 1859, referentes às línguas bundo e congolesa. Entre outros, seguiu-se Wilhem Bleck, com vocabulário e gramática nos anos de 1862 e 1869, adotando o nome geral de línguas bantos.

Frei Cannecatim, no seu livro constituído de três partes, sob o título genérico “Coleções de observações gramaticais sobre a língua bundo e congolesa” e os dicionários que as integram, registram apenas: “Quimbanda – o impotente na língua bundo e Umbanda – barrete, nas línguas bundo e congolesa. Entretanto, nos dá as classes e as derivações dos nomes, que se acham melhor explicados em livros atuais.

Ora, o nome é comum na áfrica centro e sul, zona banto, e até na Guiné Francesa, constando perfeitamente audível três vezes no disco: Afrique – musique dês revenants, Collection du Musée de l´homme, França.

Deve ser registrado que há cerca de 34 anos, Arthur Ramos já escrevera “Linha de Umbanda”, dizem ainda os negros e mestiços cariocas, no sentido de prática religiosa, embora outros nos afirmassem que Umbanda era uma nação, e alguns, um espírito poderoso da nação de Umbanda. Nada conseguimos esclarecer, nesse particular, como nação ou tribo nos dicionários corográficos portugueses e alguns livros sobre as colonias portuguesas na áfrica. É possível que o informante tenha feito confusão com Quimbanda, povoação classificada no conselho de Malange, situada na área do post Sede, pertencendo à Arquidiocese de Luanda e fazendo parte do Socabo, conhecido pelo nome do Soba respetivo – Mucajé-ia-Quimbanda. Como consta do livro Império Ultramarino português, 1952, volume III.

Não sendo de todo impossível, como alguns pensam, e outros opinaram no 1º Congresso Brasileiro de Espiritismo de Umbanda, em 1941, que a origem remota repouse no orientalismo iniciático oriental, no qual o “mantra” AUM – BHANDA representa alto significado em sentido divino.

Sabemos que pelos contatos havidos, através do Egito ou da Índia, não é inverossímel que tivesse penetrado nas terras africanas, e em aculturações posteriores sofresse modificações, tanto no sentido inicial como na prática, dando o surgimento do radical banto mbanda, na formação lingüística dom termo quimbundo Umbanda, ligado às práticas religiosas de ocultismo mágico e tratamento dos membros das tribos em seus padecimentos, sendo uma ponte para a sua continuidade em terras brasileiras, como um culto em parte africanizado, pelas modificações dos séculos que se sucederam.

Outro fato deve ser ressaltado; é que Edison carneiro no livro “Religiões Negras”, afirma que ouviu o vocábulo quimbanda na mais legítima pronúncia banto, também na Bahia, a que não constitui fato inédito, pois já tivemos oportunidade de ouvir cânticos religiosos do ritual gegê, na Bahia, o que não constitui fato inédito, pois já tivemos oportunidade de ouvir cânticos religiosos do ritual gegê , na Bahia, nos quais a palavra umbanda é perfeitamente pronunciada.

Tem havido, sim, muita confusão entre os termos umbanda e quimbanda, inclusive nos significados.

Não deve essa expressão, em Quimbundo, ser confundida com feiticeiro, pois designam funções diferentes, enquanto o curandeiro é o Kimbanda, o feiticeiro é o Muloji, e vale como uma precisosidade a palavra do Cônego Antonio Miranda de Magalhães, que viveu muitos anos em Angola e publicou o livro “Alma Negra”, editado em Lisboa, no qual afirma que o mezinheiro, preparador de ervas, não deve ser confundido com o feiticeiro.

Há uma expressão, em quimbundo, que define muito bem a diversidade funcional:
O KIMBAND ` EKI KI MULOJI É
Este curandeiro não é feiticeiro

Para ilustrar referimos outra frase interessante:
NGEJIAMI UMBANDA
Conheci a arte de curar.

Desde o século passado, em 1894, que Heli de Chatelain, sem seu livro “Folktales of Angola”, registrava o termo do mesmo que hoje escrevemos, e mostrava a sua derivação gramatical e significado, como encontramos em qualquer dicionário KIMBUNDO, como grafam os portugueses, assim, nada há de mais claro e positivo.

Etimologicamente do verbo KU BANDA deriva, pela substituição do ´prefixo Ki da 3ª classe, o substantivo KI MBANDA, o qual significa em Angola: curandeiro, médico ocultista.

Sendo este substituído pelo prefixo U, forma um nome abstrato o qual designa arte ou ofício: U MBANDA, arte de curar, ofício de ocultista.

Está assim esclarecida a origem etimológica, embora haja controvérsias entre os estudiosos do Quimbundo, quanto ao significado do termo KUBANDA, pois, conforme as diferenças de pronúncias, altera o conceito original, em Angola, mas podemos afirmar em síntese:

UMBANDA –
TERMO DA LINGUA QUIMBUNDO, COMUM A VÁRIAS TRIBOS E DIALETOS ESPECIALMENTE ENTRE OS Umbundos, e segundo o etnólogo PE. Carlos Estermann (Etnografia do Sudoeste de Angola) “é bastante usado entre os Nhaneka-Umbi e igualmente conhecido pelos Cunhamas embora nestes com menos freqüência em seus cultos; entretanto não se restringe a Angola, pois, é encontrado na Guiné nos cânticos de invocação espiritual. Abrange alguns significados semelhantes; arte de curar, magia, (Pe. Domingos V. Balão- O Kimbundo sem mestre) e J. Cordeiro da Mata – dicionário Kimbundo- Português).
…bruxaria, magia, arte ou magia de encantar (A. de Assis Junior- Dicionário Kimbundo Português)
…ciência médica ou ciências médicas; originando-se de KIMBANDA médico (Pe Antônio da Silva Maia – Lições de Gramática de Quimbundo).
….arte de curar originando-se do verbo KUBANDA, subir de onde deriva o vocábulo KIMBANDA, curandeiro, do qual resulta o substantivo UMBANDA (José L. Quintão- gramática KIMBUNDO).

O etnólogo e historiador Oscar Ribas ( do Museu de Angola, em “Ilundu”, “Missosso”), define como ciência de quimbanda, referindo sobre a origem quanto ao termo KUBANDA, suponho tratar-se do verbo “subir” pois o espírito segundo a concepção local, vem de baixo para cima, e não de cima para baixo, como os espíritas.

A etnologista Ana de Souza Santos, do Instituto de Investigação Científica de Angola, em estudo detalhado sobre esse vocábulo, refere: “ Se na combinação de regras gramaticais se pode aceitar o modo como se articula o prefixo e radical de “Kubanda” para resultar “KIMBANDA” , e a relação desses vocábulos com “umbanda” tal como apresenta Cavalcante Bandeira, de acordo com o que preceitua José L. Quintão , a verdade é que em razão funcional e etimológica do termo “Kubanda” tal ligação deve ser rejeitada. Por isso, diz muito bem o autor: “Não podemos entender a modificação de sentido por falta de relação direta ou indireta da palavra “banda” que hoje na concepção usada não tem qualquer relação com o Quimbanda. De fato, o termo “kimbanda”(quimbanda), a nosso ver não derivou de “Kubanda”, subir, galgar, mas certamente de “kubanda” (note-se que há variações e pronúncia) consertar, remendar. Ora, visto uma das funções do curandeiro ser exatamente a de consertar os males físicos dos mortais, e muito natural que dali proviessse sua origem, ou então de “Kubanda”, sinônimo de prescrever, visto que receita, aconselha, prescreve, etc….mas há mais.também ao verbo “kubanda” é atribuído o significado de desvendar. Outorgando-se à missão do “kimbanda” cuidar do mistério das enfermidades psíquicas que, como se sabe, para isso, esse agente recorre às cerimônias de adivinhação, assim se estabelece mais uma relação entre “Kubanda” e “Kimbanda”. Quanto à “kubanda” ( ou banda) com o significado de subir, só aparece em toda a atividade de “kimbanda” e em práticas religiosas ou mágicas religiosas ( pelo menos dentro do que temos conhecimento durante as sessões dos “ilundu” (espíritos), quando o médium começa a entrar em transe, mas só no sentido de incitamento e aplauso. Com respeito ao vocábulo “umbanda”, se ele não pode servir para rotular um culto africano, como muito bem salienta Cavalvanti Bandeira, pode-se admitir que entre os bantos ele seja como que uma convergência de elementos culturais religiosos. Em Luanda, tem a “umbanda” ainda hoje uma feição característica apreciável como expressão de um processo ritualista orientado por uma entidade – a mãe de umbanda – (Many ia umbanda)- ou pai de umbanda (Pai ia umbanda), conforme for osexo feminino ou masculino . Modernamente há nesta sociedade quem traduza essa expressão por madrinha ou padrinho.

Podemos, assim, no Brasil, tentar uma definição : A UMBANDA É UM NOVO CULTO BRASILEIRO DO SÉCULO XX, PROVIDO DO SINCRETISMO RELIGIOSO DE PRÁTICAS E FUNDAMENTOS CATÓLICO-BANTO-SUDANESES, APRESENTANDO ALGUMAS FUSÕES AMERÍNDIAS E ORIENTAIS, COM OBSERVÂNCIA DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, CONSTIRUÍDO DOS PLANOS ESPIRITUAIS EVOLUTIVOS PELA REENCARNAÇÃO.

Em síntese: A UMBANDA É UM CULTO ESPÍRITA BRASILEIRO, COM RITUAL AFRO-AMERÍNDIO, ENRIQUECIDO COM ALGUMA LITURGIA CATÓLICA.

Como aliás, definia poéticamente o profundo conhecedor dos cultos, Fabico de Orunmilá:
“A UMBANDA É UM CULTO ESPÍRITA RITMADO E RITUALIZADO”

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SBT Repórter investiga cura espiritual nesta segunda

Publicado por Administrador em julho 10, 2010

Você acredita em cura espiritual?

O SBT Repórter desta segunda-feira, 12 de julho, viaja ao interior de Goiás para acompanhar as cirurgias de João de Deus, considerado o sucessor do Doutor Fritz. Quem é o homem que diz ser o enviado de Deus para curar pessoas?

Você vai conhecer histórias de pessoas que vêm do mundo todo atrás da cura pela fé. O que será que os cientistas acham disso?

Veja histórias do antes e o depois de quem se submeteu às mãos de João de Deus. Exclusivo: o bilhete que Chico Xavier deixou para ele.

SBT Repórter, nesta segunda, às 23h10, no SBT!

Fonte: Sistema Brasileiro de Televisão

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