POVO DE ARUANDA

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Posts de maio \31\UTC 2010

O MARAFO

Publicado por Administrador em maio 31, 2010


Por: Adalberto Antônio Pernambuco Nogueira
Publicado em três edições do Jornal JOCAB meados 1994

Marafo ou Marafa, corruptela de Malafa, é uma palavra de origem kikongo, oriunda de Malavu, designativa de aguardente pura ou da infusão, esta de ervas maceradas, muito utilizada na Umbanda pelos Preto-Velhos e, principalmente, Exus, quer pela ingestão, quer pela distribuição entre os assistentes.

É um material dotado de grande força no campo da Magia, eis que simboliza a mais perfeita ligação entre dois elementos essencialmente antagônicos: água e fogo, por mais paradoxal possa isto acontecer, e concedendo-lhe a combustão uma vitalidade hermética. Daí a propriedade com os italianos a denominação “Acqua vita”, ou seja, água viva.

Seu poder magnético decorre exatamente desta conjugação de opostos, incomumente encontrada, o que torna assaz perigoso o seu uso pelos não iniciados.

Sua ingestão ritualística deve ser feita de molde a não conduzir à embriaguês,restringindo-se às giras de Exus e aos trabalhos de Preto-Velhos. Nas engiras das demais entidades, seu uso é limitado apenas às descargas e limpezas.

Destarte, um controle rigoroso e efetivo de ser exercido pelos cambonos no tocante à quantidade de bebida ingerida por um guia, isto se considerarmos que uma grande porção levar-nos-á, incontinentemente, a duas conclusões óbvias:

a) – encontra-se ali um quiumba, sedento de álcool; ou

b) – um médium, alcoólatra mistifica para satisfazer seu vício.
Baseamos nossa assertiva no fato de que, dentro da Magia Prática, o álcool é considerado – bem como todos os excedentes – um dos mais preciosos agentes de que o homem dispõe e, em contraposição, um dos que apresenta maior risco, quando impropriamente utilizado.

Seu emprego, sob a forma de aguardente, se caracteriza por uma ação assaz rápida, de pouca profundidade e com duração efêmera.

O principal efeito decorrente de sua ingestão é a grande quantidade de força nervosa que libera, proporcionando ao ingestor a recepção de intuições e vibrações que lhe passam pelo cérebro em quantidade e número surpreendentes, dada a rapidez com que se extingue sua ação energética.

Assim, a eficácia da aguardente se exerce por um lapso de tempo relativamente curto e – isto é o mais importante – nunca se lhe deve decorrer em uma segunda vez no período, exigindo-se repouso de pelo menos duas horas de sono a que o usou com estes fins específicos, para que as forças despendidas sejam integralmente refeitas.

E este é o maior risco que o álcool proporciona na sua utilização em fins de Magia.

Entidades pouco evoluídas, observando ou mesmo conhecedoras de seus efeitos positivos na transmissão de mensagens, mercê da vibração intensa que oferece, induzem o médium a repetir a dose tornando pernicioso o efeito, pois, não atingindo o mesmo elevado grau anteriormente obtido, buscam atingi-lo aumentando a dose e fazendo o aparelho pagar, destarte, com longas horas de embrutecimento, os poucos minutos de excitação inicial.

Ora, evidente se torna que indução dessa natureza jamais possa partir de uma entidade de Luz, face aos danos produzidos pelo excesso nos corpos físico e etérico do médium e este o principal argumento que nos leva a sustentar as duas opiniões já apontadas: quiumbas e mistificação.

Outro uso habitual da marafa é a da sua queima, a exemplo da tuia (pólvora), conquanto os propósitos sejam diametralmente opostos.

Assim, na combustão da pólvora, pela sua instabilidade e violência, busca-se a incineração de miasmas e larvas que perturbam e enegrecem as auras dos pacientes, ou o afastamento arbitrário das entidades obsedantes pela repercussão intensa provocada no baixo astral.

Já a aguardente, comburente moroso presta-se, graças à suavidade das chamas, de forma admirável para a destruição dos obstáculos projetados por pensamentos negativos, próprios ou alheios, que se acumulam na aura de cada um de nós, ocasionando transtornos os mais variados.

Essa dessemelhança de objetivos pressupõe, desde logo, uma substancial diferenciação entre a maneira por que se deva proceder à combustão de uma e outra, quer quanto ao elemento propiciador do evento. Num ponto, contudo, ambas as identificam: precisam ser individuais e com dosagem diretamente proporcional ao efeito que devem produzir para atingir o fim colimado.

Limitar-nos-emos, no caso, a tratar do marafo deixando a tuia para futuros estudos mais detalhados de conformidade com a complexidade do assunto.

Em princípio consideraremos um fator que se nos afigura básico jamais se acende marafo com charutos ou fósforos. Quer nos casos de incorporação, quer nos em que o aparelho se encontre apenas sob a vibração de sua entidade, deve ser utilizada a chama da vela.

As ocorrências mais suaves, onde o efeito seja mais brando e a limpeza mais amena, podemos fazer uso de pequenas vasilhas de barro – nunca de metal – colocarmos o consulente à porta de entrada, voltado para esta, e formar, com aquelas um triângulo eqüilátero, tendo o seu vértice voltado para o exterior.

A seguir, ater-se-á fogo à vasilha colocada à sua direita, pólo positivo, a seguir na esquerda, pólo negativo, e, finalmente, na do vértice, o neutro, produto da fusão ou soma antagônicas, isto se for homem e no sentido inverso, se mulher.
Esta é uma lei mágica da qual jamais poderemos nos afastar.

Em casos de maior gravidade, formar-se-á o mesmo triângulo em se derramando, contudo, a marafa no chão, iniciando-se o fogo da mesma maneira que na anterior.

Nos gravíssimos, o triângulo, símbolo do equilíbrio, deve ser substituído pelo círculo, representativo do infinito, e a combustão principiar pelas costas do paciente.

Em qualquer dessas hipóteses a descarga será sempre realizada em frente à porta, se houver uma só, ou à de saída, se a terreira possuir duas, a fim de que os resíduos da queima sejam expelidos para o exterior do Templo.

É evidente que, como toda a prática da Magia, estes trabalhos encerrem grandes riscos.

Outro emprego da marafa, bastante difundido na Umbanda, é o banho lustral, destinado à purificação de auras sobrecarregadas. É uma cerimônia que requer especiais cuidados pois há que se tomar precauções no sentido de não se atingir a cabeça da pessoa submetida ao banho, por isso que as vibrações etílicas na marafa poderão ocasionar violentos choques com as emanadas pelo chacra coronário, com seríssimos reflexos na parte espiritual sob seu controle.

Uma vez utilizado deve ser recolhido em um recipiente de vidro, barro ou ágata e jamais em metálico não isolado ou plástico para que não se produzam reações que, ao se evolarem, turbem novamente a aura do médium.

O corpo não deve ser enxugado e, sim, seco pela evaporação natural, eis que auxilia a eliminação dos resíduos que porventura hajam permanecido.

É evidente que os banhos lustrais tenham que ser acompanhados de pontos ou rezas – conforme o ritual em que estão sendo conduzidos – e que o líquido seja auxiliado em sua trajetória pelo corpo por passes longitudinais, dos ombros até os pés, numa mesma direção, com as mãos do executante tocando o corpo submetido à limpeza e, destarte, auxiliando a eliminação dos resíduos.

Desnecessário seria, então, dizer-se que a tarefa envolverá apenas pessoas de sexo idêntico e ao executante cumpre estar devidamente preparado no sentido espiritual, para que o trabalho surta o desejado efeito.

Destarte, jamais a um elemento utilizado, que haja ingerido substâncias tóxicas, inclusive carne, ou que esteja em desequilíbrio emocional, poderão ser entregues missões desta espécie sem o risco de contaminar o paciente, agravando seus males ou absorver, ele próprio, os miasmas desprendidos do corpo astral, submetido à limpeza.

As sobras do banho lustral devem ser lançados sobre um verde, de preferência num cruzeiro de mata, obedecida a orientação dos pontos cardeais, em concordância com o sexo do irmão em que foi realizada a limpeza.

Teremos, pois, de proceder à colocação dos resíduos na parte ocidental do cruzeiro, observando-se sempre o pólo correspondente, ou seja, Oeste para os homens e Norte para as mulheres.

Erro crasso é deixarmos correr em ralos e, ainda maior, derrama-los em locais calçados, fora de cruzeiros, admitindo-se excepcionalmente, em grandes metrópoles, onde as matas sejam distantes, que a façam sobre a terra nua.

A descarga deve ser efetuada individualmente, inconcebível nos sendo admitir a prática usada em muitos Centros de colocarem em um só vasilhame todo o material a ser despachado.

Este é um erro de gravidade idêntica aos dos pontos de pólvora ou marafo coletivos, pois todos os magistas conhecem, de sobejo, os riscos decorrentes da mistura indiscriminada de resíduos de trabalhos de Magia, especialmente para os que são incumbidos do seu transporte até os respectivos Reinos.

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SALVE SANTA SARA KALI

Publicado por Administrador em maio 24, 2010

Embaixo de uma árvore frondosa e afastada do acampamento, encontraram a cigana Soraya aos prantos com um bebê no colo. Naquela época fazia muito frio na Dinamarca, mas o neném parecia estar muito bem aquecido. Já não eram lágrimas de dor e talvez nem tudo estava perdido…

Casou-se bem cedo, possuindo todos os dotes que uma virgem cigana deveria ter. Como de costume, a noiva passou a pertencer à família do noivo, mas para a surpresa de todos, os dois clãs decidiram se unir, da mesma forma que se uniram Soraya e Karlon. No astral, iniciava-se mais uma jornada, onde oportunidades estavam sendo dadas a todos esses espíritos, pois para a misericórdia Divina nada se perde e tudo se transforma.

Até que, numa gélida e escura manhã de inverno, tiveram a confirmação através de umas das shuvanis do clã… Soraya tinha “ventre seco”. Logo ela, tão bela e formosa! – alguns falavam. Desgraça! – outros diziam. Ela foi amaldiçoada! – murmuravam. A única coisa que Soraya pensava era fugir dali, pois não existia mal pior do que esse para uma cigana. Sabia que iria ser repudiada, mas não suportaria ser condenada pelo marido também, o qual aprendeu amar e respeitar.

Enquanto os mais velhos preparavam a Kris-Romani, uma espécie de tribunal onde julgava casos como esse, ela conseguiu fugir. Correu, correu, correu… Já não tinha mais fôlego quando se deixou cair aos pés daquela árvore. Vários ciganos foram atrás dela, mas não a encontraram… Estava tão desesperada e esgotada que nem percebeu quando uma carruagem parou ali perto. Uma senhora, que mais parecia uma serviçal desceu e atirou em seus braços aquela inocente e indefesa criança sem ao menos dizer uma palavra. Fitando aquele lindo bebê, Soraya compreendeu que a alma é muito mais importante do que o corpo, pois a alma é eterna e o corpo apodrece. Mergulhou no azul dos seus delicados olhos e voou. Voou como se estivesse na imensidão do céu… Olhou para a carruagem, a qual já se desmanchava no horizonte. Ainda pode ver o brasão, que parecia ser de família nobre, mas não se importava com mais nada. Algumas crianças do clã, que estavam acostumadas a brincar por ali, a encontraram e quando levou novamente seu olhar para a carruagem, aquietou seu coração… Não era uma carruagem, era Santa Sara Kali, a mãe dos ciganos…

Retornou para o acampamento com as crianças, que viram tudo que tinha acontecido ali. O julgamento já estava sendo finalizado, mesmo sem a presença dela, quando pediu licença para falar, ainda com o Felipe nos braços. As ciganas não conseguiram conter as crianças, pois começaram a relatar tudo que viram. Deram permissão para que ela falasse, até porque queriam saber de onde vinha aquela criança. Seu marido ficou feliz quando a viu, pois compreendia e aceitava aquela condição de esterilidade, não concordando com a decisão da Kris-Romani. Na verdade, já tinha aceitado até mesmo antes de reencarnar e trazia isso em seu inconsciente.

A fé em Santa Sara Kali atravessou os mares mesmo durante as tempestades, transformou a tradição e ensinou a amar acima de tudo…

Felipe cresceu e parecia ter sangue cigano nas veias… Com ele, todos aprenderam que liberdade é muito mais do que imaginavam; que a liberdade vai além da matéria e que a liberdade vem da alma!

Mudanças são necessárias para que possamos evoluir, mesmo que seja através da dor. Cada um é responsável pelo seu baji, ou seja, destino; sempre de acordo com a semeadura.

Espíritos que num passado remoto se uniram para disseminar a “raça pura”, ontem se uniram para celebrar a união, dos noivos e dos clãs… O cigano Felipe, porta voz da “purificação da raça” de outrora; ontem de pele clara e olhos azuis se destacava entre os ciganos de sangue e de peles avermelhadas, aprendendo e ensinando que todos são irmãos, filhos do mesmo Pai.

Soraya se conformou, compreendeu e lutou, aproveitando a oportunidade que lhe foi dada. Arrependeu-se e pediu perdão por que ainda trazia em seu perispírito os abortos provocados em outras vidas, juntamente com o seu antigo cúmplice, o cigano Karlon. Transformou-se em uma linda cigana, curandeira das crianças, sempre com o Karlon ao seu lado.

Como disse o Mestre Jesus, nenhuma ovelha irá se perder!
Optcha!

Cigano Artêmio
Médium Mãe Vanessa Cabral
Dirigente do Templo Universalista Pena Branca
(Terreiro Filiado ao Centro Espiritualista Caboclo Pery)

Retirado do Site Centro Espíritualista Caboclo Pery

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SANTA SARAH KALI

Publicado por Administrador em maio 24, 2010

(Obs: Este texto foi publicado pela primeira vez em 24 de maio de 2008.)

Caros Irmãos,

Hoje é um dia que eu não poderia deixar em branco em Povo de Aruanda, não sei se todos sabem mas trabalho com um espírito que afirma ter sido um Cigano quando encarnado, alguns sabem até mesmo o nome desse Cigano, mas como sempre digo não me importa muito o nome, quem ele foi em vida e sim o que ele vem fazer em Terra junto a Corrente Astral da Umbanda, eu sei que muitos não toleram nem mesmo ouvir falar que na Umbanda há uma Falange de Espíritos que dizem ter sido Ciganos quando encarnados, mas esta é a realidade querendo esses ou não, ninguém inventa espírito e se inventar difícil seria termos a presença desses amados espíritos na maioria dos Terreiros de Umbanda de nosso País, uns querem que eles falem em espanhol, outros em romani (romanês), mas a verdade é que espírito que chega dentro da corrente espiritual de Umbanda tem que falar a língua local, ou seja, em nosso caso o português, falo isso justamente porque já temos noticias de Terreiros na Venezuela, Itália, Japão, E.U.A e outros Países e como afirmei lá todos espíritos irão falar a língua compreendida por aquele país, ou ainda compreendida dentro do Terreiro.

Hoje é especial porque hoje é comemorado o dia de Santa Sarah Kali, para os médiuns que trabalham com os espíritos que afirmam terem sido ciganos em vida, Santa Sarah é saudada todos os dias, quando abrimos os olhos em nosso despertar e quando fechamos os olhos em nosso descanso merecido, pois vivemos em comunhão diária com esta Protetora do Povo Cigano.

Existe algumas Lendas a respeito da nossa amada Sarah que seria de suma importância relatar em nossa singela homenagem.

Dizem que as três Marias, Maria Madalena, Maria Jacobé e Maria Salomé (mãe dos apóstolos Tiago e João) seria jogadas ao mar numa canoa/barca sem remos e ou provisões, acompanhadas de uma das escravas de José de Arimatéia, Sara a Kali (romani/romanni/romanês, quer dizer negra).

Essa barca/canoa teria miraculosamente apostado numa praia próxima a foz do Rio Petit-Rhône, onde hoje se encontra hoje a igreja de Saintes-Maies-De-La-Mer ( Santa Marias Vindas do Mar), um lugar de peregrinação e de culto para Santa Sara Kali, que foi quem converteu os ciganos para o Cristianismo.
Das Marias, a história não guarda vestígios ou mesmo seus destinos, mas quanto a Sara, dizem que ela foi cuidada pelo povo cigano e o ajudou a tornar-se unido e a desenvolver-se como povo e como cultura.

Podemos notar que nesta lenda Santa Sarah Kali, não era uma cigana de nascimento, mesmo assim ela é aclamada pelo Povo Cigano como Rainha dos Ciganos, Protetora dos Ciganos e outros.

OUTRA

Outra lenda que achei aqui na internet e muito interessante por sinal é que Santa Sarah Kali seria serva e parteira de Maria e que Jesus a teria em alta estima por ela ter trazido Ele ao mundo.O que achei interessante que o site menciona este trecho:O texto apócrifo de Tiago mostra que os anjos trouxeram uma parteira, Sarah, que mal conseguia ver Maria, devido à luz que o espaço emitia. Sarah aproximou-se de Maria e observou que seus seios estavam cheios de leite, e que o nascimento de Jesus não tinha lhe tirado a virgindade. O bebé nasceu limpo, como se o parto tivesse sido dirigido pelos anjos e Sarah acompanhou a vida de Jesus com discrição. Provavelmente vivia com Maria, como escrava, Maria Madalena ou com José de Arimatéia, tio-avô de Jesus.

Após a morte de Jesus, os textos apócrifos relatam que as três Marias dirigiram-se para o sul da França, chegando entre 24 e 25 de Maio. Alguns relatos dizem que elas foram atiradas para um barco, sem remos ou provisões e que acabou por atracar na Praia de Maries-de-la-Mer, na foz do Rio Ródano.

OUTRA

Fala sobre o diklô (lenço) , que Sarah, a cigana escrava, foi jogada ao mar em uma barca/canoa sem remos e provisões em companhia das três Marias, José de Arimatéia e Trofino por perseguidores dos seguidores da Boa Nova, onde as três Marias puseram-se a rezar e a chorar, Sarah retira o diklô (lenço) da cabeça, clama por Jesus Cristo e faz a promessa que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito e como todos sabemos a barca/canoa atravessou o oceano e chegaram em Petit-Rhône, hoje Saintes-Maries-de-La-Mer, segundo Miriam Stanescon – Rorarni, princesa do clã Kalderash, há a possibilidade de ter nascido do gesto de Sara Kali a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço.

UMA LENDA ESPECIAL

Contam uma lenda que os restos mortais de Sara foram encontrados por um rei em 1448 e depositado na cripta da igreja de Saint-Michel, que também recebem em seu altar-mor um fragmento de sarcófago pagão do século III e uma pedra do altar do deu Mitra igualmente pagão, de origem oriental. No mesmo local em Saintes-Maries-de-La-Mer estão depositados os despojos de Maria jacobina e Maria Salomé.

O LENÇO

O lenço é um simbolismo forte entre os ciganos. Significa a aliança da mulher casada em sinal de respeito e fidelidade, eu quando criança lembro que muitas eram as mulheres que usavam os lenços e na maioria das vezes eram mulheres casadas, talvez o costume das mulheres não ciganas de usarem o lenço veio do Povo Cigano, hoje pouco são as mulheres que fazem uso do lenço. Na Cripta localizada em Saintes-Maries-de-La-Mer, são deixados milhares de lenços em sinal de graças de mulheres que engravidaram e tiveram seus filhos sadios. Os filhos para as mulheres ciganas são de suma importância, quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mas dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo. A pior praga para uma cigana é desejar que ela não tenha filhos, e a maior ofensa é chama-la de “Dy Chuço” (ventre seco).

OS MILAGRES DA SANTA SARAH KALI

Muitos são os milagres de cura realizado por esta Santa, as ciganas clamam muito a Santa Sarah para ajuda-las quando as mesma tem dificuldades para engravidar, também é de conhecimento de todos que muitos A clamam na hora do parto em dificuldade, ou ainda para os partos com risco de vida para a mãe ou a criança. Não podemos esquecer que muitos rogam a Santa Sarah pela prosperidade, a fartura em sua mesa.

CURIOSIDADES

KALI – Segundo alguns estudiosos esta palavra significa a negra, Sarah a Kali, Sarah a negra; também segundo outros a palavra Kali é a forma feminina da palavra kala, que significa “tempo”, outros ainda dizem que Kali (a negra) não seria correto e preferem usa a palavra com a letra “c” (Cali), pois acreditam que pode expressar preconceito racial.

SAINTES MARIES DE LA MER – é a denominação francesa “Santas Marias do Mar” que no dia de hoje recebe de braços abertos milhares de ciganos oriundos de toda parte do planeta, cidadezinha no litoral sul da França.

HOMENAGEM

Povo cigano
Povo errante, que vem do Oriente
Salve sua Força
Salve sua Luz
Povo que trilhou verdes penedos
Atravessou os cascalhos de rios cantantes
Coroados pela luz das fogueiras
Iluminados pela claridade do luar
Movidos pela antiga e mística Magia
Cuja sabedoria oculta
Traz a visão e os números
A arte de ler mãos e almas
Povo encantado
Povo marcado…….
Tens sob a alegria estes olhos tristes
Sob as vestes coloridas o coração dolorido
Quantos foram perseguidos e colocados sob grilhões…
Pois prender um cigano é decretar-lhes morte
Quanta superação, tanta riqueza de saber da alma humana
Ah, Povo cigano, com seu riso
Seu orgulho e altivez,
Elucida nossas mentes
Abra nossas almas
Desimpeça nossos atos
Livre-nos de todo o medo
Ensina-nos também
A dançar, cantar, viver de um amanhecer a outro
Da´-nos forças de cumprir nossos desígnios
Segue conosco nesta senda de incógnitas
Ajude-nos a desvendar estes mistérios
Resolver nossas próprias contendas
Termos fogo no olhar, vivacidade no sorriso
E Amor no coração
Salve Povo Cigano
Salve Sarah Khali!!!!!!!
OPTCHÁ!!!!!!!!

(A meu pedido este foi enviado para ser publicado em Povo de Aruanda no dia de hoje e minha linda irmã apenas disse para eu colocar como autor as iniciais A.D., ou seja, Autor Desconhecido, mas posso dizer que saiu dos dedos de uma dedicada irmã que mora aqui próximo a minha cidade)

E como não poderia faltar:

CULINÁRIA CIGANA

DOCE DE OURO DOS CIGANOS

Duzentos gramas de açúcar finoUma xícara de chá com águaCasca de uma laranjaSeis cravos da ÍndiaDois pedaços de canela em pau.Seis ovos, retire as claras bate em neve depois coloque as gemas e volta a bater até ficar cremoso.

MODO DE PREPARAR:

Coloque em uma panela a água com a casca da laranja, os cravos da índia e a canela em pau.Deixar ferver bem.Depois coe em uma peneira.Volta para a panela só o liquido e coloque o açúcar para fazer uma calda branca.Quando esta calda estiver fervendo vai jogando as colheradas dos ovos batidos.
OBS: Sempre é bom jogar de uma a duas nunca demais para não se juntarem.Quando ficar na superfície desta calda retire com uma espumadeira uma a uma,vai colocando em uma compoteira grande e bonita.
Quando acabar a sobra da calda coloque em cima de tudo um pouco fria.
Esta ai o doce de ouro o melhor o doce de ouro em calda dos ciganos.

BISCOITO DE CANELA

2 ovos1 e ½ xícara de chá rasa de farinha de trigo4 colheres de sopa rasa de amido de milho2 colheres de sopa rasa do Multi-Adoçante Lowçucar, ou Stevia Plus Lowçucar2 colheres de sopa cheia de margarina light2 colheres de chá rasa de fermento em pó1 colher de chá rasa de canela.

Junte todos os ingredientes em um recipiente e misture-os formando uma massa homogênea. Unte uma forma com margarina e farinha. Faça bolinhas apertando-as com um garfo. Leve ao forno pré-aquecido por 20 minutos.

PÃO COM FRUTAS

1 kg de farinha de trigo integral2 tabletes de fermento biológico2 copos duplos de água morna1 xícara de óleo1 colher de chá de sal natural4 colheres de sopa de açúcar mascavo1 xícara de frutas cristalizadas cortadasem pedaços pequenos½ xícara de uva passa

MODO DE FAZER

Dissolver o fermento na água morna,acrescentar o açúcar, a farinha, o óleo e o sal.Amassar bastante. Misturar as frutase dividir a massa em 2 partes iguais.Untar 2 fôrmas e colocar a massaque deve atingir a metade daaltura da fôrma. Cobrire deixar crescer por 3 horas.Assar em forno quente.Este pão é uma delicia.
Autora: Cigana Ana Natasha

ARROZ CIGANO

3 xícaras de chá de arroz branco6 xícaras de chá de água2 maças-vermelhas grandes cortadas em pedaços sem casca.250 gramas de passas sem caroço250 gramas de queijo mussarela2 bananas sem casca, cortadas em vertical e fritas no azeite doce1 xícara de açúcar fino misturado com canela em pó.

MODO DE PREPARAR:

Cozinhe o arroz com as passas e açúcar agosto.

Depois deste arroz cozido e frio; coloque em uma forma, ou tabuleiro ou em um pirex.Em camadas a primeira de arroz, depois algumas fatias de banana frita e por cima das bananas um pouco de açúcar com canela em pó; em cima disso tudo algumas fatias de queijo mussarela.

A segunda camada coloque em cima do queijo mais um pouco de arroz, em cima do arroz algumas fatias fina de maçã, em cima das fatias de maça um pouco de açúcar misturado com canela e por cima algumas fatias de queijo.

Repita as camadas, terminando com o queijo mussarela.
Leve ao forno até derreter o queijo e está ai um delicia.

BOLO CIGANO (CIGANOS DE PORTUGAL)

INGREDIENTES:

6 ovos250 grs. de miolo de amêndoa, pelada e ralada250 grs. de açúcar100 grs. de chocolate em pó1 chávena de doce de gilaPara os ovos moles300 grs. de açúcar1,5 dl de água5 ovos inteiros1 gema de ovo1 colher de sobremesa cheia de maizena

CONFECÇÃO:

Unte uma forma redonda e lisa com manteiga, forre o fundo com papel vegetal e torne a untar.Bata muito bem os ovos com o açúcar até obter uma mistura fofa.Envolva bem sem bater, o chocolate, a amêndoa ralada e a gila.Deite o preparado na forma e leve ao forno moderado a cozer cerca de 45 a 50 minutos (este bolo não pode ficar demasiado seco, tem que ficar úmido).Depois de cozido, deixe arrefecer um pouco e desenforme.Depois de frio, barre todo o bolo com os ovos moles.

OVOS MOLES:

Leve ao lume numa caçarola, o açúcar misturado com a água.Deixe ferver cerca de 3 minutos.Retire do lume, e, deite em fio sobre os ovos previamente batidos com a maizena.Leve novamente a lume moderado, mexendo sempre até engrossar.
Sathya Mandir

RECEITA DO MANJAR DE SANTA SARA

Esse Manjar é servido durante a Slava de Sara Kali , no dia 24 de maio.

INGREDIENTES:

- Leite de coco- Açúcar- 1 fava de baunilha- Amido de milho- Coco ralado- Ameixas secas- Claras de ovos- Limão

MODO DE PREPARAR:

Faz-se a receita , misturando os ingredientes e levando ao fogo brando para cozinhar, até que se faça um mingau consistente.Depois disso , colocar numa forma de pudim, deixar esfriar e levar à geladeira até endurecer totalmente.Quando desenformar , bater algumas claras em neve, acrescentando açúcar, caldo e raspa de limão branco.Cobrir todo o manjar e levar rapidamente ao forno pré-aquecido para dourar.Serve-se em seguida.Para oferenda pessoal você deve acrescentar as claras em neve, cobrir com pétalas de flores brancas e levar ao mar, ascendendo as velas de virgem Sara, Santa Maria Salomé e Santa Maria Jacobé.

OBS: O manjar da oferenda deve ser recheado de pedidos de graça .

Sathya Mandir

KOLACO (Pão Cigano)

Como já sabemos o pão é um alimento sagrado.E este pão não deve ser cortado jamais com faca.Deve ser repartido com as mãos entre todos os presentes.Pois é servido pelos Romani nas Slavas ( festas comemorativas em louvor aos Santos) , batizados, casamentos e cerimõnias especiais.

A magia do pão é tão somente a intenção de quem o faz, a sua energia pessoal, por isso na hora de prepara-lo é bom estar com pensamentos bons e puros, pensando somente coisas boas.

É símbolo da vida, da harmonia e da amizade.

INGREDIENTES PARA 3 PÃES.

- 1 quilo de farinha de trigo- 1 litro de leite morno- 50 gramas de fermento para pão- 3 ovos inteiros- 1 colher e meia de manteiga- sal a gosto- manteiga derretida- 1 punhado de Erva-Doce- 1 pouco de Cravo da Índia- Canela em casca.

MODO DE PREPARAR.

Misture a farinha de trigo e o fermento dissolvido no leite morno.Acrescente os ovos e a manteiga, trabalhe a massa, sem sová-la.Acrescente um punhado de cravo da índia e sal a gosto.Deixe descansar coberta com um pano úmido, até crescer.Depois forme três ou mais pães redondos, e coloque para assar em um tabuleiro untado e polvilhado com farinha de trigo. Decore os pães com gravos e canela em casca.Derreta 3 colheres de manteiga e regue os pães. Deixe assar em forno pré aquecido a 250 graus, por 40 minutos.Caso ao final deste tempo ainda não estejam dourados e crescidos, mantenha-os no forno até que fiquem prontos.

Sathya Mandir

BOLO LIBANITZA (CIGANO)

INGREDIENTES:

* 3 e ½ xícaras de farinha de trigo com fermento (controlar)* 2 xícaras de amido de milho* 1 xícara de açúcar refinado* 1 colherinha de essência de baunilha* 3 ovos batidos* 1 xícara de leite* 100g de manteiga em temperatura ambiente

RECHEIO:

* 1 lata de leite condensado* ½ xícara de açúcar* 1 colher de sopa de manteiga* 3 ovos* 1 colherinha de essência de baunilha* 50g de queijo parmesão ralado* 200g de ricota picada* 50g de coco ralado desidratado
Veja a tabela de conversão de medidas.(gramas para xícaras, colheres, etc.)1h 00min 20 porções

BOLOS E TORTAS DOCES

MODO DE PREPARO:

1. Em uma vasilha misture farinha , amido, açúcar, baunilha e abra uma cova, junte a manteiga, ovos batidos e o leite, amasse inicialmente com a colher e depois com a mão até obter uma massa muito macia.

2. Junte mais farinha aos poucos, para ficar com consistência de massa de modelar, meio úmida, levemente grudenta.

3. Coloque em forma de abrir pequena (uns 30 cm de diâmetro).

4. Espalhe a massa no fundo e laterais da forma, até o topo da borda, passe a mão pela farinha que ajuda a espalhar bem.

5. Bata todos os ingredientes do recheio no liquidificador aos poucos.

6. Coloque o recheio na forma sobre a massa.

7. Asse em forno pré-aquecido para dourar, temperatura média/baixa cerca de 40 minutos, vai sair líquida e só depois de fria é que fica em ponto de cortar desenformar e cortar.

Rosaura Fraga

ALCACHOFRAS CIGANAS

INGREDIENTES:

• 7 alcachofras grandes• 2 colheres de sopa de suco de limão• sal

MOLHO VINAGRETE:

• 1 /2 xícara de chá de vinagre• 3 colheres de sopa de azeite de oliva• sal e pimenta do reino• 1 xícara de chá de cogumelos em conserva picados• 1 pimentão grande em tiras• , 3 tomates picados• folhas de alface para decorar

MODO DE PREPARO:

Lave as alcachofras e corte o talo rente à base. Cozinhe em água com limão e sal por 40 minutos. Retire as folhas e a parte fibrosa, conservando apenas o fundo. Misture o vinagre ao azeite, sal e pimenta. Junte, à metade, os cogumelos, pimentão e tomates.

Forre uma travessa com as folhas de alface. Disponha por cima os fundos da alcachofra.
Cubra com o molho misturado aos cogumelos, tomates e pimentão. Regue tudo com o restante do molho vinagrete. Sirva depois de 30 minutos.

RIGO JANCSI

Esta famosa tortilha leva o nome do cigano húngaro Rigo Jancsi que raptara uma princesa por amor. No casamento dos dois, serviu-se a torta em homenagem aos noivos, pois era o doce predileto de Rigo, com o qual presenteava sua amada. O nome Rigo Jancsi significa João Canário.

INGREDIENTES

8 colheres de sopa de manteiga
13 colheres de sopa de açúcar4 ovos1 xícara de chá de farinha de trigo3 colheres de sopa de cacau em pó100 gramas de chocolate em barra4 xícaras de chá de creme de leite sem soro30 gramas de geléia de damasco150 gramas de chocolate meio amargo derretido

MODO DE FAZER

Misture 8 colheres de manteiga e três colheres de sopa da açúcar, até formar um creme.
Bata as quatro claras em neve, com 5 colheres de sopa de açúcar, e junte ao creme.
Depois, acrescente 1 xícara de farinha de trigo e 3 colheres de sopa de cacau em pó.
Estenda a massa numa espessura de cerca de 2 cm e coloque numa assadeira redonda média, coberta com papel manteiga. Leve ao forno pré-aquecido a 220º C. Quando a massa estiver assada, polvilhe sua superfície com farinha de trigo e vire-a, retirando o papel e deixando-a esfriar. Agora, derreta o chocolate em banho-maria. Ferva o creme de leite e espere esfriar. Depois bata-o com 5 colheres de açúcar até o ponto de chantili.

Acrescente ao chocolate quente, aos poucos, batendo sempre para não encaroçar. A seguir, corte a massa em duas partes iguais e uma delas cubra com geléia de damasco e depois com o chocolate derretido. Cubra a outra metade da massa com o chantili misturado ao chocolate. Em seguida, junte as duas metades e cubra a torta com chocolate derretido em creme de leite e guarde na geladeira

ALEX DE OXÓSSI
24 de maio de 2008.
alexdeoxossi@povodearuanda.com.br

Fontes pesquisada, fragmentos de textos, fotos, imagens e receitas:

Livro: Ciganos os Filhos Mágicos da Natureza – Rosaly Mariza Schepis
Livro: Rituais e Mistérios do Povo Cigano – Nelson Pires Filho
Revista Espiritual de Umbanda

http://www.google.com.br

http://www.soreceitas.com.br

http://www.espiritogitano.net/

http://portal.portugalmistico.com

http://alma-cigana.blogspot.com/

http://www.freewebs.com/imar_lopes/santasarahkali.htm

Ouça os Ciganos em Peregrinação (clique)

Orações a Santa Sarah (clique)

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HÁ EXATOS 30 ANOS, NA TV GLOBO…

Publicado por Administrador em maio 23, 2010

No dia 23 de maio de 1980, às 21 horas, a TV Globo levou ao ar para todo o Brasil, dirigido pelo uberabense e espírita Augusto César Vannucci, um dos mais belos programas já produzidos na televisão em homenagem a alguém. UM HOMEM CHAMADO AMOR, o nome do programa que surgia como apoio e divulgação à campanha do Prêmio Nobel da Paz para Chico Xavier.

O Especial emocionou o povo brasileiro.

Artistas dos mais expressivos do Teatro e da Música participaram com grande brilhantismo e, entre eles, destacamos Tony Ramos, Elis Regina, Lady Francisco, Nair Bello, Glória Menezes, Lima Duarte, Paulo Figueiredo, Vanusa, Eva Vilma, Felipe Carone, Roberto Carlos…

Gilberto Gil compôs em homenagem ao Chico a música No Céu da Vibração, que Elis Regina interpretou como só ela poderia ter feito.

Ao final, Chico psicografou diante das câmeras belíssima página de Emmanuel, aqui inserida, sintetizando o tema abordado ao longo de todo o programa, que, diga-se de passagem, alcançou altíssimos índices de audiência.

Eis a mensagem de Emmanuel:

Amigos, Jesus nos abençoe.

A inteligência humana conseguirá atingir as maiores realizações.

Poderá conhecer a estrutura de outros mundos.

Construir no piso dos mares.

Escalar os mais altos montes.

Interferir no código genético das criaturas.

Decifrar os segredos da vida cósmica.

Penetrar os domínios da mente e controlá-los.

Inventar os mais sofisticados aparelhos que propiciem o reconforto.

Criar estatutos para o relacionamento social e transformá-los, segundo suas próprias conveniências.

Levantar arranhacéus ou materializar as mais arrojadas fantasias.

Entretanto, nunca poderá alterar as leis fundamentais de Deus e nem viver sem amor.

O jornalista Arthur da Távola, sob a inspiração da Campanha do Prêmio Nobel a Chico Xavier, escreveu nas páginas do jornal O Globo, em 26 de maio de 1980, o que consideramos um dos melhores artigos produzidos sobre o médium na imprensa leiga.

A FIGURA DE COMUNICAÇÃO DE FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Independente de qualquer posição pessoal, crença ou conviccção, a figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier percorre décadas da vida brasileira, operando um fenômeno (refiro-me à comunicação terrena mesmo) de validade única, peculiar, originalíssima. Não vou, portanto, por falta de autoridade para tal, analisá-lo do ângulo religioso e, sim, as relações de sua figura de comunicação com o público.

Com todos os significantes necessários a já ter desaparecido ou ter-se isolado como um fenômeno passageiro, a figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier, no entanto, ganha um significado profundo, duradouro, acima e além de paixões religiosas, doutrinas científicas ou interpretações metafísicas.

A inexistência de um tipo físico favorecedor funciona como outro curioso paradoxo a emergir da figura de comunicação de Chico Xavier. Aquele homem de fala mansa, peruca, acentuado estrabismo, pessoa de humildade e tolerância, não configura o tipo físico idealizado do líder religioso, do chefe de seita, do místico impressionante.

A clássica barba dos místicos ou a cabeleira descuidada ou olhar penetrante e agudo dos líderes inexistem no visual de Chico Xavier, Acrescente-se a inexistência, em seu modo de vestir, de qualquer originalidade ou definição de estilo próprio, ainda que contestador dos estilos formais e burgueses.

Não tem, portanto, Chico Xavier, nos aspectos externos e formais de sua figura de comunicação, nenhum dos elementos habitualmente consagrados como funcionais ou impressionantes dos aspectos externos do grande público, elementos de comunicação incorporados consciente ou inconscientemente por figuras importantes nas religiões. Até a figura do Papa líder de uma comunidade religiosa, é envolta em pompa e festa, estratégia visual destinada à maior pregnância de sua mensagem e à definição de sua posição como símbolo. Nem mesmo a mais decidida modéstia e humildade pessoal de vários papas são suficientes para que a figura papal se desvista da pompa e simbologia relativas ao reinado que representa. Até nas religiões orientais, menos pomposas, as figuras líderes são cercadas da visão carismática do líder.

Francisco Cândido Xavier, porém, representa uma espécie de antítese vitoriosa da figura carismática. Não tem, do ponto de vista externo ou visual, nenhum elemento característico. Até ao contrário. Pessoalmente, é o anticarisma. Funciona como símbolo de negação de qualquer pompa ou formalidade, um retorno talvez à pureza primitiva dos movimentos religiosos.

E no entanto emerge da figura dele uma das mais poderosas forças de identificação da vida brasileira. Ele é uma espécie de líder desvalido dos desvalidos, dos carentes, dos sofredores, dos não onipotentes, dos despretensiosos, dos modestos, dos dispostos a perder para ganhar.

Curiosamente, tal posição é conquistada naturalmente e sem qualquer traço político direto de tomada de posição ao lado dos fracos num século em que a revolução social aparece como a tônica e como a grande aglutinadora dos movimentos humanos, inclusive os religiosos. Sem qualquer formulação política, sem qualquer mensagem diretamente relacionada com a exploração do homem, sem qualquer revolta direta e institucionalizada contra a miséria ou a injustiça, Francisco Cândido Xavier emerge com a força do perdão, da tolerância, da fraternidade real, da fraqueza forte, da fé, da humildade e do despojamento erigidos como regra de vida, como trabalho efetivo da caridade; da não pompa; da não hierarquia; da não violência em qualquer de suas manifestações, mesmo as disfarçadas em poder, glória, secretismo, hermetismo, iniciação, poder temporal ou promessa de vida eterna.

A figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier emerge, portanto, de uma relação profunda e misteriosa com um certo modo de sentir do homem brasileiro, relação esta ainda insuficientemente estudada ou conhecida até mesmo pelos que a vivem, comandam ou exercem. Até mesmo para ele, Francisco, deve haver muita coisa envolta em mistério, um mistério que os seguidores dele tentam definir e enchem-se de explicações científicas ou cientificizantes, religiosas ou religiosizantes, psicológicas, parapsicológicas ou parapsicologizantes.

Para tal contribui, além do aspecto misterioso da psicografia e da relação com os que morreram, a igualmente misteriosa aura de paz e pacificação que domina os que com ele se relacionam pessoalmente ou via meios de comunicação, na relação cuidada e cautelosa, equilibrada e pouco frequente por ele mantida com a televisão, na qual aparece muito pouco, uma vez por ano no máximo e sempre para grandes públicos.

Além da aura de paz e pacificação que parte dele, há um outro elemento poderoso a explicar o fascínio e a durabilidade da impressionante figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier: a grande seriedade pessoal do médium, a dedicação integral de sua vida aos que sofrem e o desinteresse material absoluto. A canalização de todo o dinheiro levantado em direitos autorais para as variadíssimas atividades assistenciais espíritas dão a Chico Xavier uma autoridade moral – tanto maior porque não reivindicada por ele – que o coloca entre os grandes líderes religiosos do nosso tempo.

Quem se aproximar da atividade real de assistência material e espiritual da comunidade espiritualista brasileira verificará que ela é íntegra e heróica, tal e qual o que há e sempre houve de melhor em assistência de religiões como a católica e a protestante (entre nós), prodígios de dedicação, silêncio e humildade que justificam as vidas dos que delas participam.

Síntese final:

A integridade pessoal; a íntima relação entre a pregação e a própria vida; a honestidade de seus seguidores; a ausência completa de significantes externos; o contato com o mistério; a ausência de qualquer forma de violência em sua figura e pregação; a nenhuma subordinação a hierarquias aprisionantes; a discrição pessoal; a nenhuma procura de poder político, temporal ou econômico para o desempenho da própria missão; as formas originais de organização interna do seu movimento, sem personalismos ou autoritarismos – tudo isso gera uma figura de comunicação de alta força, mistério, empatia e grandeza moral, principalmente se considerarmos que enfrentou e ultrapassou tempos diferentes do atual (no qual o ecumenismo felizmente impôs-se). Antes, manifestações como as dele eram removidas como bruxaria ou perigosa, ou bárbaras ou alucinantes quaisquer manifestações místico-religiosas diferentes ou discrepantes da religião da classe dominante.

Livro: 100 Anos de Chico Xavier – Fenômeno Humano e Mediúnico

Carlos A. Baccelli

LEEPP – Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo

Para mudar o mundo é preciso mudar a si mesmo.

Projeto Saber e Mudar
Aos poucos e sempre.

Estudar e conhecer.
Agir e transformar.

Desconheço autoria do texto acima, o mesmo foi enviado pelo irmão Manoel Lopes do Núcleo Mata Verde.

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HOMENAGEM A SANTA SARA KALI

Publicado por Administrador em maio 23, 2010

Caros Irmãos abaixo vocês poderão ouvir áudio dos Cigano em peregrinação a Saintes-Marie-de-La Mer infelizmente quem tem o Internet Explore (pelo menos algumas versões) as vezes não conseguem ouvir, mas no Firefox (Mozila) funciona perfeitamente, para baixar este navegado CLIQUE AQUI.

Este CD foi enviado por Sarah Crow, criadora do Grupo Santa Sara Kali (Yahoo) e a agradeço por sua gentileza.

FAIXA – 01

Download: 01%20Faixa%201.mp3?w=8536a696&sjid=96

FAIXA – 02

Download: 02%20Faixa%202.mp3?w=9cc0ffa7&sjid=98

FAIXA – 03

Download: 03%20Faixa%203.mp3?w=2a03a319&sjid=100

FAIXA – 04

Download: 04%20Faixa%204.mp3?w=527eddda&sjid=102

FAIXA – 05

Download: 05%20Faixa%205.mp3?w=eb1c295d&sjid=104

FAIXA – 06

Download: 06%20Faixa%206.mp3?w=8c31840e&sjid=106

FAIXA – 07

Download: 07%20Faixa%207.mp3?w=dca11edb&sjid=108

FAIXA – 08

Download: 08%20Faixa%208.mp3?w=1757e3f2&sjid=110

FAIXA – 09

Download: 09%20Faixa%209.mp3?w=9ee43cc2&sjid=112

FAIXA – 10

Download: 10%20Faixa%2010.mp3?w=e731d0bf&sjid=114

FAIXA – 11

Download: 11%20Faixa%2011.mp3?w=15a0fb29&sjid=116

FAIXA – 12

Download: 12%20Faixa%2012.mp3?w=1326a24e&sjid=118

FAIXA – 13

Download: 13%20Faixa%2013.mp3?w=1da81f45&sjid=120

FAIXA – 14

Download: 14%20Faixa%2014.mp3?w=c52193cd&sjid=122

FAIXA – 15

Download: 15%20Faixa%2015.mp3?w=f63695c7&sjid=124

FAIXA – 16

Download: 16%20Faixa%2016.mp3?w=bb47fd2e&sjid=126

FAIXA – 17

Download: 17%20Faixa%2017.mp3?w=4fad5e4c&sjid=128

FAIXA – 18

Download: 18%20Faixa%2018.mp3?w=122e2c93&sjid=130

FAIXA – 19

Download: 19%20Faixa%2019.mp3?w=70640a60&sjid=132

FAIXA – 20

Download: 20%20Faixa%2020.mp3?w=4e70e497&sjid=134

FAIXA – 21

Download: 21%20Faixa%2021.mp3?w=3afc75cc&sjid=136

Salve Santa Sara Kali!!!

P.S.: Esta Santa é tão especial que rendemos homenagem a ela por dois dias, pois um unico dia é pouco, 24 e 25 de maio.

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MÚSICA DA MINHA “TERRINHA”

Publicado por Administrador em maio 22, 2010

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Igualdade e diversidade: um exercício de alteridade e de religiosidade, em um mundo plural.

Publicado por Administrador em maio 19, 2010

Pai Etiene Sales

Eu sou igual a você?

Como você definiria um ser humano?

Começaria pela estrutura óssea, pela muscular, pele, pelos tipos e cores dos cabelos, pela forma e cores dos olhos, pelas cores dos dentes e suas formas … Talvez pelo temperamento, comportamento, hábitos, línguas … Ou seria pelas crenças, culturas religiosas, expressões de fé, formas de sentir e manifestar Deus ou os Deuses?

Parece fácil, mas não é facil definir o que é o ser humano, seja no biológico, no psicológico ou no espiritual. Isso porque somos da mesma espécie, Homo sapiens, mas somos tão diversos, tão plurais em nosso ser, pensar, manifestar e crer.

Vamos tentar fazer algo mais fácil: vamos definir Deus, já que a criatura é tão complexa, vamos ao criador… Piorou? Tá difícil? Complicou?

Bem, vamos então para a religião. Qual é a verdadeira religião feita por Deus? Ummmmm … bem … qual é a verdadeira verdade de fé, única e absoluta para esse nosso planeta chamado Terra?

Interessante, pois as pessoas tentam definir ou chegar perto de uma definição de religião, mas é tão difícil quanto definir o que é um ser humano, ou definir o que é ou como é Deus. Isso porque é complexo, e é uma visão que nunca abrange a tudo e a todos. Sejam da mesma espécie, sejam aqueles que creem em um mesmo Deus ou que fazem parte de um mesmo conjunto religioso.

Particularmente no caso da Umbanda, existem tentativas de especificar ou generalizar o que ela é, mas pelas prática de um ou de outro, naquilo que aquele setor, aquela ramificação, aquela forma de Umbanda pratica, ritualiza, doutrina, acredita, como se ela fosse o todo.

Alguns até dizem: foi Zélio, o C7E que fundou a Umbanda e a ele todos devem seguir em cada palavra, em sua forma de culto, mas nem no Cristianismo isso acontece, tendo mais de 150 vertentes do Cristianismo no mundo, sendo que uma é diferente da outra, embora cada uma acredite em Jesus ou em interpretações de Jesus ou em coisas que disseram de Jesus ou em re-interpretações de Jesus … Até com Jesus existem várias formas de vê-lo, senti-lo, adorá-lo, segui-lo … de acreditar. Porém, cada uma das formas de crença em Jesus, se diz a verdadeira, seja na palavra de salvação, seja na sua forma de rito e culto.

É diferente com a Umbanda? Existe a Umbanda verdadeira? Quem ela é? Existe uma única forma de culto, rito, doutrina, manifestação e adoração ‘a divindade?

Ao meu ver todas as formas de Umbanda são verdadeiras. Não se pode desqualificá-las por ter ou deixar de ter ritos, formas, doutrinas, fundamentos … Na realidade, o que irá dizer a sua verdade é o que ela faz de maneira digna, honesta, caridosa, na fé, na crença, nas atitudes, na preocupação e no zelo com o próximo, em sua moral e na manifestação
dessa moral, compromissada com uma ética de conduta, que não machuque o ser humano e, sua mente, fé, corpo, moral ou espiritualidade. Onde haja compromisso seguro e farto com o outro, no cuidado e educação do outro dentro daquela fé, onde haja respeito pelo que é feito em termos de religiosidade, seja para e com os guias, seja para e com os Orixás. Onde existe respeito pelo que o outro faz como Umbanda, sem vaidades, medos, arrogância, sem tentar denegrir o outro, só porque não se entende o que ele faz ou por ser diferente do que fazemos, mas que haja amor fraterno ‘as diferenças e, acima de tudo respeito a essas diferenças.

É fácil desqualificar, denegrir e diferenciar o outro, mas é tão difícil ser irmão, solidário, ter pensamento plural e reconhecer o outro como seu igual, pois existem pontos de referência e igualdade, mas é mais fácil ver o diferente e recriminá-lo.

Nisso perdemos a união, o respeito, a capacidade de nos juntar nas dificuldades, agindo pior do que aqueles que nos aviltam, nos denigrem, sejam em palavra, ou na depredação de nossas casas, pois pior do que o preconceito inter-religioso, entre religiões, é o preconceito intra-religioso, dentro da religião. Porque esse maltrata mais, dói mais, e é sentido muito mais profundamente, pois é um preconceito oriundo da ignorância, do desconhecimento do outro ou sobre o que o outra faz e é, como ente religioso, como casa religiosa, como membro de uma espiritualidade.

Na nossa ignorância e vaidade pelo todo, em nos ver como o todo, geramos o preconceito sobre o que nos fere os olhos, só porque não o aceitamos, só porque não o reconhecemos como um igual, porque não queremos aceitá-lo como um igual.
Queremos ser únicos, verdadeiros, evoluídos, perfeitos em nome e espiritualidade com Deus.

Só que Deus fez o diverso, o desigual, a pluralidade no e entre os seres humanos, e entre as religiões e dentro das religiões.

Negar o diverso, o plural, as diferenças, é negar a Deus a sua obra, é negar ao próprio Deus.

Só seremos fortes e unidos, se nos aceitarmos uns aos outros; só conseguiremos atingir a sociedade (mais diversa e plural que a própria Umbanda) se respeitarmos as nossas diferenças e aprendermos a conviver, harmonicamente, com essas diferenças; só cresceremos se deixarmos de querer ser praia, e nos contentarmos em ser pequenas pedras de uma grande praia chama Umbanda.

Que Yemanjá, senhora das cabeças, possa iluminar nossas cabeças e nossas mentes, para que haja menos preconceito entre os Umbandistas e entre as diversas Umbandas, e mais diálogo, mais entendimento e mais união.

Axé a todos.

Pai Etiene Sales

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VAMOS FAZER UMA REFLEXÃO?

Publicado por Administrador em maio 19, 2010

Muitas vezes as pessoas acham que a Umbanda, mais precisamente os Guias Espirituais, estão a disposição para adivinhações, para dizer se as coisas que almejam, como marido, negócios estão para acontecer, e detalhe, muitas vezes tem que acontecer do jeito que foi planejado, saber de amores que sumiram, e por ai vai…! Claro que os Guias têm a permissão de falar algumas coisas, como: “tem tudo para dar certo, mas faça a sua parte”, “a pessoa que você almeja está próximo, mas olhe para os lados”, “estamos ajudando para que tudo aconteça, mas não vacile nos caminhos”, “orai e vigiai”, alguns trabalhos de ajuda como mandalas, magias, descarrego, desobsessão… Mas, seguramente, nunca adivinhações ou previsões, se assim fosse não precisaria mais ter pessoas desaparecidas, era só ir a um Terreiro de Umbanda. Também não precisaríamos mais de remédios e nem de médicos encarnados, estaríamos famosos pelos nossos milagres… O que existe meus irmãos é força, determinação, fé, vontade, aliados aos trabalhos espirituais que nossos queridos Guias, através de Jesus, nos oferecem, e assim podermos alcançar o merecimento de sermos curados, de recebermos os bens materiais que lutamos para obter, mas o maior de todos, o de receber os bens espirituais para crescermos e evoluirmos.

A vida é feita de escolhas, diariamente podemos escolher qual caminho seguir e nesta escolha podemos mudar acontecimentos, como por exemplo, posso ir a uma festa e conhecer uma pessoa legal ou decidir ficar em casa assistindo novela, também posso acordar pela manhã e sair para trabalhar, mas não sem antes xingar São Pedro pela chuva, ou posso acordar e aceitar a previsão do tempo, colocar sapatos mais fechados e chegar no meu trabalho dando bom dia a todos, pois graças Deus tenho um trabalho, tenho meu ganha pão.

Eu escolho meus caminhos, eu escolho como cumprir meu carma, ou eu cumpro da melhor maneira possível, ou da pior maneira possível, isso se chama livre arbítrio. Ao reencarnamos nós escolhemos as dívidas a serem pagas, então escolhemos a família, condição social, pessoas que nos cercam e os grandes acontecimentos onde iremos ser testados, são as provas terrenas. Concordam que aqui é a grande escola da vida da qual precisamos fazer provas para ver se passaremos de ano, ou permaneceremos na mesma série? Assim é a grande roda da vida, e como diz Caboclo Baiano Zé do Coco “ Oxente, o tempo de encarnado é tão curto que deve ser aproveitado a todo instante”. É verdade, nós vivemos como se essa encarnação fosse eterna e acabamos vivendo o amanhã, esquecendo de viver o presente que nos fortalece para o dia seguinte…

Então você pode perguntar: se eu faço meus caminhos pra que vou a um terreiro para ser ajudado? Eu pergunto: Porque uma pessoa precisa ir à escola? Para aprender, não é verdade? Nossos amados Guias são nossos professores, psicólogos, pais, irmãos, amigos, profundos conhecedores das Leis de Deus e vêm nos ensinar a andar, ensinar qual o melhor caminho a trilhar… Como diz Emmanuel: “ O pastor conduz seu rebanho, mas quem tem que caminhar são as ovelhas”. Eu adoro essa frase, ela representa bem o que devemos fazer e a quem seguir. Jesus sempre ao curar dizia: “vai que tua fé te curou”. A doutrina espírita nos explica as enfermidades e curas, e qual a atuação para se chegar a uma cura, que depende de pensamentos e vontade da pessoa. Os espíritos benevolentes trabalham nos fluidos, já impregnados das qualidades dos pensamentos e sentimentos que os fazem vibrar, essa atuação se dá no perispirito da pessoa, pois nas perturbações vibratórias do perispirito se originam as doenças orgânicas e psíquicas dessa ou de outras vivências… Mas não vamos entrar nesse assunto, pois para isso, precisaríamos algumas aulas, a intenção é entendermos como temos as rédeas de nossos passos e atos.

Sabendo de tudo isso, tenho mais certeza de que minha felicidade depende de mim e de minha fé, mas sei que preciso de ajuda, e essa ajuda eu busco na minha religião que me faz crescer dentro dos caminhos de Deus. Os sofrimentos, irmãos, são para a nossa evolução. Bendito aquele que aprende com suas dificuldades, eu aprendi a encarar cada obstáculo como degraus de luz, pois cada um deles me fortalece, me dando base para suportar a próxima tempestade…

Jesus nos ensina a construirmos nossa casa em cima de uma rocha para quando vierem as tempestades, enchentes, ventos, ela esteja sobre bases firmes. Para construirmos essa casa requer muito esforço e dedicação. A rocha representa Jesus e todo seu Evangelho, e a casa somos nós. Se construirmos nossa vivência em seus ensinamentos alcançaremos a felicidade, como diz Pai Reginaldo: “O evangelho é o único Manual que nos leva a Deus” e novamente como disse nosso Mestre: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim”.

Esses dias recebi um texto que tinha uma frase assim: “Para ser Umbandista, devemos saber lidar com a ingratidão”. Refletindo em cima dessa frase simples e curta, porém sábia e profunda, observamos nos Templos Umbandistas pessoas que o freqüentam e, realmente, com algum tempo fazem mudanças significativas, mas basta um NÃO do Guia ou do Pai da casa para essas pessoas (sem generalizar) dizerem que o centro é fraco ou o Guia é fraco. Isso me faz pensar na ingratidão ou como é simples esquecer as coisas que lhe aconteceram. Agora, saindo da ingratidão e indo para a construção, em que base essa pessoa construiu sua casa? Base de areia, pois basta a primeira dificuldade para a sua casa desabar , e pior, querer culpar os que lhe deram a mão. Para ser Umbandista temos que ter nossa casa bem construída, pois vamos nos deparar com essa situação por muitas vezes, e com outras piores, mas também vamos ver muitas pessoas crescerem e evoluírem.

A Umbanda é amor, caridade, seriedade, evolução, servir… Cada casa tem sua ritualística, mas dignas de respeito e como diz meu Pai Valdo, estruturado nas palavras sábias do fundador da Umbanda, Caboclo das Sete Encruzilhadas:

“A Umbanda cabe a cada pessoa em seu estágio evolutivo desde que tenha como base:

não matar;
não cobrar;
evangelizar;
vestir o branco e
utilizar as energias da natureza para o bem.”

Pensem nisso! Em vez de se lamentarem, de ter auto piedade, de criticarem, ou ter ingratidão, olhem para cima. Com certeza terá uma mão estendida lhe chamando para a sua evolução, para seu crescimento, para sua reforma interior, para sua auto análise como filho de Deus. E está mão, eu sei que é Deus, atua através de nossos queridos Guias Espirituais a nos conduzir nos caminhos de Nosso Pai Misericordioso.

Lembrem-se: “quem caminha são as ovelhas”


Mãe Kátia
(Mãe Pequena do T. E. Cruzeiro da Luz – Cabana do Caboclo Rompe Mato/SP)

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ANIMAIS TAMBÉM REENCARNAM

Publicado por Administrador em maio 17, 2010

O médium e escritor Eurípedes Kühl – Autor dos livros Animais, Nossos Irmãos (Petit Editora) E Animais, Amor e Respeito (LEB Editora) – Fala sobre o aspecto espiritual de nosso relacionamento com os animais e a possibilidade dos animais domésticos reencarnarem na mesma família.

Por Eurípedes Kühl

Hoje, quase todo mundo tem em casa um animal de estimação; dos mais tradicionais cachorros e gatos, até os mais exóticos, eles geralmente não são mais considerados apenas bichos sem alma, sem personalidade, mas praticamente fazem parte da família e, como tais, merecem toda a atenção e cuidado, inclusive no que diz respeito ao aspecto espiritual.

Após a edição do meu livro Animais, Nossos Irmãos, da Petit Editora, recebemos um número surpreendente de cartas de leitores, contendo perguntas instigantes, como:

- Se os animais não tem consciência, por que sofrem?;
- Animais podem reencarnar nos mesmo lares nos quais eram amados ao morrer?;
- Deve-se castrar animais para evitar a prole?.

Para responder adequadamente a essas questões, preciso falar sobre a dor nas plantas e nos animais. Em sua obra Depois da Morte (Ed. FEB, 1944), Léon Denis escreve: A dor é uma advertência necessária, um estimulante à vontade do homem, pois nos obriga a nos concentrar para refletir, e força-nos a domar as paixões . A dor é o caminho do aperfeiçoamento. Física ou moral, é um meio poderoso de desenvolvimento e de progresso. É purificação suprema, é a escola em que se aprendem a paciência, a resignação e todos os deveres austeros. É a fornalha onde se funde o egoísmo em que se dissolve o orgulho.

Em A Gênese, de Allan Kardec, no capítulo XVIII, nº 8, encontramos que plantas e animais são atingidos por enfermidades. Considerando que as plantas têm sensibilidade, podemos inferir que tal lhes causa sofrimento. Não temos condições de afirmar que “sentem dor”; apenas podemos constatar que:

- Uma árvore cortada perde seiva e morre;
- Galhos queimados definham rapidamente; antes, à simples aproximação do fogo, se retraem;
- Muitas são as pragas que atacam culturas, além de parasitas que lhes causam danos.

No caso dos animais, não há a menor dúvida que sentem dor tanto quanto nós. Mas aí , não poucas pessoas ponderam: “Se o homem resgata débitos contraídos por ações equivocadas, afastam das leis morais, como justificar que os animais e plantas também sofram? Que culpa lhes pode ser atribuída, se não têm, como nós, inteligência, livre arbítrio e consciência?”

Realmente, eis aqui um aparente contra – senso da natureza. Mas, na verdade, nada há de errado nisso.

Quanto aos homens não resta dúvida de que – para que cada ser galgue os degraus do progresso através de responsabilidade e esforço próprios – a Justiça Divina lhes proporciona o mecanismo das reencarnações, e engendrou o corpo físico suscetível a doenças e dor. Inicialmente, posicionou-se em mundos primitivos e dali os transfere para mundos apropriados ao progresso individual de cada um.

Doenças são próprias do patamar evolutivo dos planetas atrasados, como a Terra. Ajudam o homem a desenvolver a inteligência, para debelá-las. A dor funciona como poderoso alerta de que algo não vai bem, espiritual ou fisicamente falando.

Além do mais, a Lei de Causa e Efeito baliza o equilíbrio da Justiça, fazendo retornar à origem, o bem ou o mal. No caso do mal, ainda pela bondade suprema de Deus, o devedor pode ressarcir seu débito através de ações de auxílio ao próximo. Nesse caso, mesmo visitado por sofrimentos, estes já não lhe pesam tanto, eis que a esperança e a fé na justiça do Pai são poderosos anestésicos, além de potentes energéticos para suplantar dificuldades.

Muito bem. E a dor nos animais? Não tendo inteligência, livre-arbítrio ou consciência, suas ações, necessariamente instintivas, apenas visam à sobrevivência. E, sendo assim, como lhes imputar culpa e o respectivo resgate?

Partindo da premissa de que Deus é a Perfeição Suprema e o Amor Absoluto, em nenhuma hipótese poderíamos aventar a menor possibilidade de que isso consista injustiça ou equívoco da natureza. O enfoque tem de ser outro. Aqui, em cena a condição esclarecedora do Espiritismo.

Vamos nos demorar mais um pouco nas reflexões sobre a dor, de modo geral:

a) – Em A Gênese, capítulo III, Allan Kardec filosofa com grande profundidade sobre o bem e o mal, analisando detalhadamente sobre instinto e inteligência, e particularmente sobre a “destruição dos seres vivos uns pelos outros”. No item 21, esclarece que “a verdadeira vida, tanto do animal como do homem , não está no invólucro corporal, do mesmo modo que não está no vestuário. Está no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo”. Aqui, já temos conteúdo suficiente para refletir que danos físicos que destruam a matéria, isto é, dos quais resulte a morte, não destroem o espírito (naturalmente, revestido do perispírito, que os animais também os têm, embora de matéria mais rudimentar que a humana).

Kardec prossegue, agora no item 24: “Nos seres inferiores da criação, naqueles a quem ainda falta o senso moral, nos quais a inteligência ainda não substitui o instinto, a luta é pela satisfação da imperiosa necessidade – a alimentação; lutam unicamente para viver; é nesse primeiro período que a alma se elabora e ensaia para vida”.

b) – O Espírito Emmanuel nos esclarece, de forma a não deixar quaisquer dúvidas, que a dor representa aprendizado constante da trilha evolutiva de cada ser vivo, rumo à evolução; essa informação é textual, cristalina e não deixa margem a derivações filosóficas. Ei-la:

“Ninguém sofre, de um modo, tão somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se também, angariando os recursos preciosos para obtê-la”.

“Assim é que o animal atravessa longas eras de prova a fim de domesticar-se, tanto quanto o homem atravessa outras tantas longas eras para instruir-se”.

“Espiritismo algum obtém elevação ou cultura por osmose, mas sim através de trabalho paciente e intransferível”.

“O animal igualmente para atingir a auréola da razão deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-lo na posse definitiva do raciocínio”.

“Dor física no animal é passaporte para mais amplos recursos nos domínios da evolução”.

( O Reformador, junho, 1987. FEB).

Assim, mesmo que para muitos de nós tal seja penoso aceitar, prudente será refletir muito sobre o tema e sobre o quanto a ignoramos das coisas de Deus; alenta-nos considerar, com veemência, que o Pai jamais abandona qualquer dos Seus filhos. Com essa certeza, fica afastada, ab initio, que a crueldade que vitima animais seja indiferente à Vida e ao Amor de Deus, presente no infinitamente perfeito Plano de Criação.

c) – Juvanir Borges de Souza, em Tempo de Renovação, capítulo 20, página 164 (Ed. FEB, 1989), arremata: “Para bem compreendermos o papel da dor será necessário situá-la como a grande educadora dos seres vivos, com funções diferentes no vegetal, no animal e no homem, mas sempre como impulsionadora do processo evolutivo, uma das alavancas do progresso do princípio espiritual” (grifamos).

DIANTE DAS ASSERTIVAS ACIMA, REFLETIMOS:

- animais sofrem para que registrem em sua memória espiritual, eterna, que a dor dói, é ruim; assim, ao evoluírem, alcançando a inteligência, já trarão na bagagem cognitiva que a dor deve ser evitada – a própria, por autopreservação, e a do próximo, por ser esse um dos conselhos de Jesus para a evolução espiritual;

- nada nos impede de considerar que a dor, nos animais, completado e aprendizado, não mais se repetirá, sendo muito provável que, ao desencarnarem, sejam quais forem as condições, o sofrimento é interrompido no ato da desencarnação e sob patrocínio caridoso dos Missionários do Amor Eterno;

- aliás, não cremos que seja necessária mais de uma experiência dolorosa para fixação do aprendizado; como existem milhares de espécies e milhões de moradas no universo, há grande probabilidade de que os animais percorram muito desses mundos, em corpos adequados, acumulando experiências;

- com a restauração perispirítica é uma realidade do Plano Maior, nada nos impede também de imaginar que os perispírito dos animais, se danificados, ali serão recompostos por Geneticistas Siderais, os mesmos que promovem as modificações tendentes à escala evolutiva da espécie (vide A Caminho da Luz, capítulo, A Grande Transição);

- se os animais forem “anestesiados” por Espíritos Protetores na hora do abate, para evitar a dor, ali não ocorreria fixação do aprendizado evolutivo; contudo, nada nos abjeta raciocinar que em muitos, muitos casos mesmo, isso ocorra, porém em outras circunstâncias; por exemplo, quando a crueldade humana esteja presente, infligindo sofrimento a animais cujo programa reencarnatório não o previa;

- aos espíritos que amam os animais provavelmente é delegada a função de orientar as espécies animais quando no plano espiritual e de os proteger, quando no material; neste, fazem-no com abnegação e amor, criando habitats e mantendo os ecossistemas; assistindo-os nos momentos difíceis pelos quais passam. Consideramos por exemplo, que quando um predador de grande potencial ofensivo (nunca se esquecer que foram os Promotores da Vida que disso o equiparam) ataca uma presa indefesa (também de organismo engendrado pelos Guardiões da Vida Eterna), Deus está presente num e noutro animal; pela Lei do Progresso, certamente, no avançar do tempo, os papéis talvez sejam invertidos, após o quê ambos já terão em sua memória espiritual tal lembrança (automatismo biológico – espiritual); atingindo a razão/inteligência, só cometerão violência por decisão própria, a bordo do livre arbítrio; e, a partir do livre – arbítrio, a evolução passa a ser balizada pela Lei de Causa e Efeito – Ação e Reação.

Por ser oportuno, vejamos alguns trechos das sempre elucidativas instruções de Allan Kardec, Espírito, clareando o assunto através de mensagem contida em O Diário dos Invisíveis, psicografada por Zilda Gama ( páginas 73 a 75 da 1º edição, 1927, Editora O Pensamento):

“[...] Bem sabeis que a dor, física e moral é a lixívia que alveja a alma enodoada do ser consciente e responsável por seus atos; é a lâmpada que a inunda de luz, tornando-a eternamente radiosa”.

“[...] Se só o homem fosse suscetível à dor e às enfermidades e os irracionais os organismos imunes ao sofrimento, insensíveis como ao aço, romper-se-ia o elo que os vincula pela matéria, que é semelhante em todos os animais”.

“[...] Os animais, quer os de constituição semelhante à do homem, quer os de organismos imperfeitos, não padecem, como os racionais, unicamente para progredir espiritualmente, pois são inconscientes e irresponsáveis, mas Deus, que tudo prevê, não os fez insensíveis à própria defesa e conservação, como meio de serem domesticados, tornando-os úteis às coletividades”.

“Um cavalo que fosse indiferente à dor seria capaz de precipitar-se, com o cavaleiro, ao primeiro abismo que se lhe deparasse, tentando livrar-se da sela e da carga importuna que lhe tolhem os movimentos, privando-o de viver às soltas pela vastidão dos prados ou à sombra das florestas. Por que recuam, temerosos, ante a ameaça de um calhau ou de uma farpa, um cão ou um touro enfurecido? Com receio do sofrimento que teriam se fossem por eles atingidos”.

“[...] Os irracionais necessitam da dor para que possam, em estado de liberdade, defender a própria liberdade, defender a própria vida, temer as sevícias, sofrear os impulsos ferozes, procurar repouso e alimento, torna-se menos perigosos ao homem, manter o instinto de conservação, que não teriam se seus corpos fossem desprovidos de sensibilidade. O homem progride mais pelos padecimentos morais que pelos físicos; nos irracionais predominam estes sobre aqueles”.

“[...] A dor é útil aos animais para que os fracos e pequenos se defendam dos fortes e cruéis, procurando esconderijos inacessíveis a seus adversários nas furnas ou nas mais altas frondes”.

REENCARNAÇÃO DE ANIMAIS

Reflitamos:

- a reencarnação, como nós espíritas sabemos, é uma das sublimes bênçãos de Deus aos seus filhos – os seres vivos, todos; tal é o ciclo da Evolução, Lei Divina, amplamente exposta por Kardec em O Livro dos Espíritos e praticamente em todos os livros da Doutrina Espírita;

- um dos postulados da reencarnação, para seres humanos, é justamente o esquecimento do passado. Esquecimento, mas jamais perda da individualidade, da personalidade, do caráter;

- os animais, após a desencarnação, segundo Kardec (questão 600 de O Livro dos Espíritos), embora mantendo também sua individualidade, são agrupados e mantidos sob cuidados de Espíritos especializados; neles, a reencarnação não se demora;

- no livro Evolução em Dois Mundos, do autor espiritual André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, encontramos:

“A girencefalia (características do cérebros com circunvoluções, o que se possibilita uma maior área cortical – córtex. Exemplo: o cérebro dos primatas) e a lissencefalia (condição de cérebro sem circunvoluções, o que resulta em uma pequena área cortical), obedecem a tipificações traçadas pelos Orientadores Maiores, no extenso domínio dos vertebrados, preparando o cérebro humano com a estratificação de lentas e múltiplas experiências sobre a vasta classe dos seres vivos.

“À maneira de crianças tenras, internadas em jardim de infância para aprendizes rudimentares, animais nobres desencarnados, a se destacarem dos núcleos de evolução fisiopsíquica em que se agrupam por simbiose, acolhem a intervenção de instrutores celestes em regiões especiais, exercitando os centros nervosos” (capítulo IX, Evolução e Cérebro, páginas 67-68).

“(…) Nomearemos o cão e o macaco, o gato e o elefante, o muar e o cavalo, como elementos de vossa experiência usual mais amplamente dotados de riqueza mental, como introdução ao pensamento contínuo” (capítulo XVIII. Evolução e Destino, página 212).

- quanto aos seres mais evoluídos no reino animal, dentre os quais os cães, símios, bovinos, eqüinos, felinos (gatos, em particular), golfinhos e outros, embora não possamos afirmar com inteira convicção, é muito provável, mas muito tempo, que os criados em ambiente doméstico e que foram amados por seus donos talvez retornem ao convívio deles, num breve tempo após a desencarnação;

- o Amor é a mais sublime vertente do universo; foi por isso que o apóstolo João recitou: “Deus é Amor”! (I João, 4:8).

- Amor é a linguagem universal, entre todos os seres vivos. Fazemos essa citação para analisar que é muito provável que animais recém-desencarnados, embora não tenham condições de se manifestar, certamente recebem as boas vibrações de amor daqueles que os amaram, quando desencarnados;

- registramos, como simples suposição: em casa, temos 99% de suspeitas de que alguns dos nossos gatos(somos “gateiros de carteirinha”, embora minha esposa e meus dois filhos amemos a todos os animais)são a reencarnação de alguns que, conquanto tenham feito a Grande Viagem, deixando profundas marcas de saudade em nossos corações, são sim os mesmos. Pois só quem convive com gatos há 26 anos, como nós, por exemplo, pode perfeitamente avaliar os costumes dos felinos, cada qual tendo seu canto próprio, suas manias, sua linguagem, sua forma de demostrar gratidão, medo, carinho, fome etc.

Em casa, tivemos gatos que conviveram conosco por 14, 15 e até 16 anos. Atualmente (2005), só gatos “jovens” – “Baixinha” com 14 anos, a “Ventania”, com 8, e o “Dominó”, com 6.

Ora, quando um gato, dentre tantos, repete os mesmos gestos e apresenta os mesmos costumes, permitimo-nos conjeturar que pode ser a reencarnação de um daqueles que já havia morado conosco e que procedia exatamente assim.

- assim, dentro do quadro de animais domésticos desencarnados que foram amados por seus donos, sabendo que por pouco tempo permanecem no plano espiritual, embora não possamos afirmar com inteira convicção, é muito provável, mas muito mesmo, que retornem àquele convívio terreno, num breve tempo após a desencarnação. Não sendo improvável, da mesma forma, que se nossa desencarnação for próxima, à deles, talvez possamos encontrá-los no plano espiritual, considerado nosso patamar evolutivo e principalmente nosso merecimento.

- É uma esperança!

CASTRAÇÃO DE ANIMAIS

A resposta está em O Livro dos Espíritos, questão 693, com trechos que reproduzimos:
“693. São contrários à lei da Natureza as leis e os costumes humanos que têm por fim ou por efeito criar obstáculos à reprodução?”

“R: Tudo o que embaraça a Natureza em sua marcha é contrário à lei geral.”

“a) Entretanto, há espécies de seres vivos, animais e plantas, cuja reprodução indefinida seria nociva a outras espécies e das quais o próprio homem acabaria por ser vítima. Pratica ele ato repreensível, impedindo essa reprodução?”

“R: Deus concedeu ao homem, sobre todos os seres vivos, um poder de que ele deve usar, sem abusar. Pode, pois, regular a reprodução, de acordo com sua necessidades[..]”.

De nossa parte, consideramos a castração “mil” vezes preferível ao cruel do abandono, ou, mais grave ainda (se possível for), o abate das crias, dos filhotes.

Fonte: Revista Espiritismo e Ciência Nº38
Mithos Editora

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ESPÍRITO ORIXÁ MALLET E AS ENTIDADES DO SR.ZÉLIO

Publicado por Administrador em maio 16, 2010

Muito se tem escrito sobre o espírito Orixá Mallet, palavras orquestradas por grandes estudiosos, mas ainda notam-se lacunas que induzem ao raciocínio.

No cenário da estruturação da Umbanda no Brasil, o espírito Orixá Mallet foi um dos importantes espíritos designados para esta missão, e desceu em terra pela Umbanda em 1913, cinco anos após o Caboclo Sete Encruzilhadas ter se manifestado, e por sua vez, o Caboclo Canguruçu, de quem pouco se tem noticia, mas sabe-se que era um caboclo curador, manifestava-se no seculo XIX , na região norte do país, ladrilhando os caminhos que dali em diante seriam traçados.

A Umbanda trazida pelo Sr. Zélio, foi como uma nova versão da 3ª Revelação, uma estratégia da espiritualidade nos despertar para a mensagem de Amor e Paz como caminho iluminativo. O Espiritismo havia descambado para o intelectualismo excessivo e a Espiritualidade tinha pressa em promover o saneamento das almas e a pacificação dos sofrimentos e desigualdades seculares, trazidos pelas guerras, atrocidades, escravidão.

Veio a Umbanda, diferente do Espiritismo, por ter um vigor atuante, chamar à razão e à responsabilidade de cada um, sem sombra de paternalismo, sem dogmas de processos infernais ou paradisíacos, senão um cumprimento da Lei Maior.

Com o surgimento do espírito Orixá Mallet, rapidamente ele alcançou lugar destacado no panteão da Umbanda, passando trabalhar nos trabalhos de desmanche e magia, e sendo respeitado pelas outras entidades do Sr. Zélio, o Pai Antônio e o próprio Caboclo das Sete Encruzilhadas. Trabalhava com animais em seus trabalhos, mas os mantinham vivos. De um “temperamento” forte, tanto podia promover materializações de borboletas, proteger pombas, como atirar pedras em médiuns, como o fez na cachoeira e inusitadamente carregar por meio quilometro até a linha da água do mar, o Sr. Benjamim Figueiredo, que depois disso abriu a Tenda Mirim.

O Irmão Cláudio Zeus, explica em um estudo sobre a Umbanda Branca e Demanda, da época onde são relatados os feitos do espírito Orixá Mallet, que considerava-se orixá uma entidade de hierarquia superior e que representava, em missões especiais, de prazo variável, o alto chefe de sua linha. Continuando, Zeus relata que na linha de pensamento desta Umbanda Original, os Orixás eram espíritos humanos com certas peculiaridades em essência e não elementos ou elementais da Natureza, e sequer ancestrais divinizados, conceito este que se estende até hoje em boa parte das Umbandas não africanizadas. Mas essas considerações poderão ser desenvolvidas em um outro estudo, tão extenso se tornou, devido as nuances variadas que a Umbanda hoje manifesta, tanto pela evolução do pensamento, como pelas vivencias ocorridas, consequentemente à sua constante expansão, desde estas primeiras histórias aqui relatadas.

Leal de Souza, em seu livro, relata que em uma reunião fechada, com cerca de 20 pessoas, o espírito Orixá Mallet começou a traçar pontos no chão, e levou a mão até eles, e dali se materializaram duas borboletas amarelas, em seguida tocou a mão do próprio Leal de Souza depositando ali a terceira borboleta, dizendo que ele veria a borboleta ao chegar em sua casa, e também em seu trabalho. E assim foi, chegando tarde da noite dos trabalhos mediúnicos, encontrou a borboleta amarela ao chegar em casa, e no dia seguinte, dentro do local onde trabalhava, seus colegas, surpresos, constataram que uma borboleta amarela pousava sobre sua cabeça.

Mais adiante, na mesma obra, há o relato que o autor se dirigiu ao Rio Macacu, no município de Cachoeiras de Macacu, levando duas pombas brancas, segundo fora solicitado, ao chegar lá, o espírito Orixá Mallet riscou um ponto no chão e as aves ficaram como que imantadas ao local. Depois disso, o espírito comentou que os animais não suportariam a carga que estavam sendo movimentadas, e enviou as pombas até a outra margem, e lá elas ficaram, até o final do trabalho, quando então voltaram por sua vontade, são e salvas.

Sobre o episódio da pedra o que ocorreu foi o seguinte:

“João Severino Ramos, dirigente da Tenda São Jorge, mais uma das tendas fundadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, ao fazer sua primeira visita a Zélio em Cachoeiras de Macacu, se mostrava cético e incrédulo, pedindo provas para crer.

O Orixá Malet (da vibração de Ogun) pegou uma pedra à beira do rio e acertou bem no meio da testa de Severino que caiu dentro das águas. A entidade proibiu os amigos de socorrê-lo e pediu que esperassem minutos depois Severino atravessou as margens do Rio Macacu já incorporado de Ogun Timbiri, com quem trabalharia à gente da tenda citada. ”

(Fonte: Revista Espiritual de Umbanda – Nº 08)

Muito se fala sobre a oferenda utilizando carne de porco, o que parece ir contra os princípios trazidos pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas. E entrevista para esclarecer este assunto, a neta do Sr. Zélio, a Sra. Lygia nos esclarece no Blog do nosso irmão Cláudio Zeus (Umbanda Sem Medo):

“O ritual para elaboração da comida de Ogum foi trazido por Orixá Mallet (uma das entidades que atuavam junto ao Caboclo das Sete Encruzilhadas, também através de meu avô) que seria obrigatoriamente um sarapatel. O sarapatel era feito com os miúdos de um porco castrado, por isso usava-se o animal com esta característica. Ele era morto por uma pessoa de fora do terreiro, fora da TENSP, habilitado e contratado para tal. A carne era usada como alimento para qualquer refeição.”

Este relato afasta completamente a afirmação de alguns, quanto ao sacrifício de animais, que não era fato, em relação a esta oferenda. Ela ainda afirma que nos dias atuais, tal oferenda é comprada em mercados, junto com os ingredientes que são utilizados nas demais oferendas.

A respeito de Benjamim Figueiredo e sua iniciação de forma um tanto diferente, pois carregado por meio quilometro pelo espírito Orixá Mallet, foi lançado ao mar, quando o espírito afirmou então que ele estava apto para trabalhar e ser dirigente da tenda que foi depois chamada Tenda Espírita Mirim (TEM). Abaixo, o relato citado por Pedro Kritiski (Blog Registro de Umbanda), que por sua vez extraiu de antigo site da TEM:

“O Kardecismo veio para o Brasil através da família Figueiredo. Em 1920, esta família realizava sessões de Kardec na Rua Henrique Dias nº 26, na Estação do Rocha, Rio de Janeiro.

No dia 12 de Março de 1920, o Médium Benjamim Gonçalves Figueiredo, teve a primazia de incorporar, pela primeira vez, o Caboclo Mirim, Grande Mestre que veio para nos ensinar a Escola da Vida, que poucos conheciam na época.

Após a sua chegada, O Caboclo Mirim anunciou que aquela seria a última Sessão de Kardec e que as próximas Sessões passariam a ser de Umbanda. Em uma de suas mensagens ele disse que a partir daquele momento a TENDA ESPÍRITA MIRIM seria reconhecida mundialmente e advertia que a mesma seria uma Organização única no gênero em todo o Brasil, cujo método seria adotado por outras Tendas, até mesmo em outros Estados da Federação, o que, mais tarde, teríamos a oportunidade de comprovar.

O Caboclo Mirim, Espírito Missionário, preparou a antena receptiva daquele que seria o intermediário do seu programa, de suas ordens e de suas mensagens, ou seja, o seu Médium, que preservaria a sua missão e que cumpriria, religiosamente, a sua tarefa.”

Chamado de “Capitão de Demanda’, de acordo com Leal de Souza, era emissário de Ogum, trouxe dois auxiliares, dois malaios como ele, e alem de cinco falanges do Povo da Costa ,diz-se que haviam seis falanges do Oriente e arqueiros de Oxóssi, muitos da falange de Seu Ubirajara. Nas tendas fundadas sob a inspiração do Caboclo das Sete Encruzihadas seguia-se a aceitação de médiuns da casa somente após o ritual da fita vermelha , ritual este comandado pelo Orixa Mallet.

Leal de Souza ainda relatou em “O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda” que espírito Orixá Mallet foi um malaio na sua última encarnação e veio de formosa ilha do Oriente, tendo sido ali príncipe reinante. Por coincidência ou não, a Malásia tem como limite ao norte, a ilha Formosa, ou Tawain, e a região era rota de comércio, onde passavam naus portuguesas, e inclusive há construções portuguesas no local, datando dos primeiros anos de 1600. Era uma região onde predominantemente seguiam o Alcorão, mas também havia influência de budistas e tibetanos.

O interessante é que não se sabe muito do trabalho do Povo da Costa e o Povo do Oriente que trabalhou com o espírito Orixá Mallet. Pressupõe-se que eles tinham uma missão naquele momento de implantação das tendas, e prosseguem no astral, irradiando sua luz, porém no anonimato.

Sob a irradiação de Ogum, coincidentemente com a atuação e influência do espírito Orixá Mallet, também em terra se manifestou o Sr Marabaroô, exu da coroa do Sr. Zélio, que era cuidado por dona Zilca , irmã do Sr. Zélio e daí em diante a linha de trabalho dos Exus se efetivou de maneira discreta na Tendas, e aos poucos foram se manifestando mais entidades desta linha chamada de esquerda, até que hoje há giras só para seu trabalho, mas isso não ocorre na T.E.N.S.P. Nesta Tenda, independentemente de que gira esteja e precise do trabalho de Exu, estes espíritos descem (sempre em médiuns mais antigos da Tenda) fazem o que tem que fazer e nem mesmo o assistente percebe que foi cuidado por um Exu, quanto mais o publico presente. Diferente que muitos falam na T.E.N.S.P. existe sim giras de Exus, mas estas são fechadas para o publico.

A história não registra quando estes espíritos que tanto atuaram nos primórdios da Umbanda desceram em terra pela última vez. Sabe-se que o espírito Orixá Mallet era um espírito que exauria as forças do franzino corpo de seu médium. Falava pouco, quase somente por gestos, ou era Pai Antônio que trazia suas ordens e ensinamentos nos trabalhos de demanda e estabelecimento de disciplina. Foi a última entidade a se manifestar e a primeira a parar, através do Sr. Zélio. Contam os estudiosos que assim foi devido a sua grande elevação, de alta escala vibratória. Seria o espírito Orixá Mallet mais iluminado que o Caboclo das Sete Encruzilhadas? Ou apenas suas missões já eram previstas pela Espiritualidade, o Caboclo com sua tendência a anunciar, organizar e evangelhizar, enquanto que o espírito Orixá Mallet agiria disciplinarmente, na proteção, segurança, combatendo o mal e as demandas, ações estas que se refletem em cada terreiro de Umbanda, em cada filho de Banda, até os dias de hoje?

E Pai Antônio, que demonstrou desde logo a humildade e candidez característica da Linha de trabalho dos Pretos Velhos, seguiria sua missão de sábio curador, além de encantar a todos e mostrar ao mundo do início de 1900 que as correntes estavam verdadeiramente quebradas, que um mundo novo, livre e igualitário tinha de surgir por toda parte, e que a vibração de um preto velho tinha também direito e Luz suficientes para estar presente tanto qualquer outra, nas searas da manifestação do espírito para a Caridade.

Sabe-se que Zélio poderia trabalhar com 147 orixás, dentro das 7 linhas, mas apenas dois se manifestaram pelo que se tem notícia. Não Orixá como Força, mas como representantes das linhas, 21 orixás para cada uma das Sete Linhas, de acordo com a UBD (Umbanda de Linha Branca e Demanda). Certamente o que não chega até nós, não é porque não exista, mas porque não estamos preparados para conhecer a chave destes mistérios, levantar o Véu destes portais.

Alex de Oxóssi

Fontes Pesquisadas:

Comunidade Povo de Aruanda

Blog Umbanda Sem Medo

Blog Registros de Umbanda

Souza, Leal. “O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda”

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