POVO DE ARUANDA

ANUNCIE AQUI! povodearuanda@povodearuanda.com.br

Posts de outubro \28\UTC 2009

Corações unidos pela fé

Publicado por Administrador em outubro 28, 2009

Juiz e promotora se casam na umbanda para agradecer a guias e reduzir preconceito

23/04/2009

fotos: iris roberto

Juiz Andrey Máximo, 33, e promotora Fabiana Cândido, 27, se casam após 3 meses de namoro

Já passavam das 20 horas do último dia 18 de abril, todos aguardavam ansiosos. A noiva surgiu adiante em beleza e felicidade. A decoração do ambiente, e, principalmente, do altar, mostrava a grandiosidade e importância do evento; afinal, casamento é o primeiro o passo na vida de um casal, o início de um longo caminho que ambos decidiram trilhar juntos. O juiz de Direito Andrey Máximo Formiga, 33, e a promotora de Justiça Fabiana Cândido, 27, se conheceram há apenas três meses, mas têm a certeza de que o amor que os une é para a vida toda e contam com a aprovação das famílias.
A Chácara Recanto do Dragão, próximo ao município de Caldazinha/GO, foi o local escolhido para a cerimônia, ministrada por Luiz Fernando de Sales, diretor do Conselho Deliberativo da Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de Goiás, e o advogado João Batista Jacob. O evento contou com a participação de aproximadamente 150 pessoas, entre amigos e parentes do casal. Também casados no civil, os noivos, que se conheceram graças à religião, afirmam que a opção pelo casamento na umbanda é uma forma de agradecer aos guias espirituais que os aproximaram. Histórias de vida diferentes, sofrimento e solidão que se transformam em alívio na Tenda Pai Joaquim de Minas.

A cerimônia é semelhante à realizada por católicos e evangélicos apenas na oratória. Outra diferença foi a presença dos guias espirituais Dragão das Águas e Pai Joaquim de Arruda, escolhidos para padrinhos, que incorporaram no início do enlace para abençoá-los. A divulgação do evento e a exposição dos noivos ao julgamento de terceiros, ainda que isso interfira em suas carreiras, é uma tentativa de reduzir o preconceito e mostrar a mais pessoas a possibilidade de encontrar auxílio espiritual e alívio para seus males na religião. “Uma religião que só faz o bem e não cobra nada de volta. Onde todos são iguais e se ajudam, não há disputa por poder, não há vaidades ou inveja. Isso é o que me atrai na umbanda”, afirma Andrey.

Ele explica que a mãe sempre foi kardecista e criou os filhos de acordo com a doutrina espírita. Todos frequentavam a Irradiação Espírita, menos o pai, que é católico. O juiz foi apresentado à religião pela mãe, que ficou sabendo dos trabalhos de caridade e prece feitos na Tenda Pai Joaquim de Minas por uma irmã que frequentava o local. Andrey destaca um fator que distingue a umbanda e o kardecismo – já que as duas vertentes primam pela caridade, ética, amor a Deus e ao próximo além crer na reencarnação. “No kardecismo, as pessoas encontram alívio para suas dores e equilíbrio espiritual a médio e longo prazo, enquanto na umbanda isso ocorre de forma mais rápida.” Andrey observa que, enquanto uma tenta doutrinar os espíritos que perturbam uma pessoa para que eles a deixem em paz, a outra simplesmente os afasta.

O desconhecimento da religião e o preconceito são fatores que afastam as pessoas. Andrey e Fabiana querem que outros tenham a oportunidade de encontrar a paz e a felicidade que eles desfrutam na companhia um do outro e na caridade ao próximo sob a orientação dos guias na Tenda Pai Joaquim de Minas. O casal diz que muitas pessoas frequentam o centro espírita no anonimato, por medo do julgamento social ou até da família. “Na umbanda não se faz “macumba” ou trabalhos para prejudicar quem quer que seja. A religião, genuinamente brasileira, se diferencia do kardecismo apenas na forma da manifestação espiritual e só visa o bem. Quem chega ao centro com outras intenções é orientado a mudar seus princípios.

Vida nova, sem medo ou solidão

Tristeza, depressão, solidão e um pouco de rebeldia. Essa era personalidade de Fabiana durante a adolescência e parte da juventude. Ela frisa que o pior momento de sua vida foi no último semestre do ano passado, no auge da depressão. A família católica desconhecia o espiritismo. A mãe levava os filhos numa benzedeira amiga da família. O local onde eram recebidos parecia mesmo uma capela, mas quem benzia era Pai João, incorporado naquela senhora.

Mesmo sem saber que se tratava de uma casa espírita, a família encontrava paz no que, para eles, era mais uma capela. Fabiana, envolta a problemas mediúnicos que desconhecia, buscava orientação com Pai João. “Ele (o médium) sabia que eu não estava preparada para conhecer e aceitar o espiritismo; então, me ajudava sem entrar em detalhes sobre o que me atormentava e dizia que a caridade era caminho para eu amenizar os problemas e encontrar cura.” Quando a depressão se agravou, uma amiga de Fabiana a levou a um centro espírita; lá, disseram que uma conhecida dela tinha feito um trabalho para prejudicá-la e pediram dinheiro para que pudessem desmanchá-lo. “Conheci o espiritismo de uma maneira deturpada”, observa.

Sem saber o motivo, desde criança a jovem se apegou à imagem de Iemanjá. Todos os anos, quando se comemora o dia do orixá, oferecia uma rosa branca, fazia pedidos e era atendida. Por lembrar a imagem de Nossa Senhora da Conceição, a família também passou a gostar daquela “santa” que fazia tanto bem a Fabiana. No final do ano passado, em profunda depressão, ela recorreu à Iemanjá e pediu que colocasse em seu caminho um amor que apaziguasse seu coração e apresentasse as respostas para tantas perguntas.

Após quatro anos no Ministério Público, insatisfeita com o trabalho e a vida, a promotora, natural de Guaxupé/MG, atuava na comarca de Barra do Garças/MT, quando, no dia 26 de janeiro de 2009, conheceu Andrey. Ela, que até pouco tempo pensava em abandonar a carreira, pedindo exoneração do cargo, foi influenciada pelas amigas a continuar, já que um juiz seria transferido para o local.

A afinidade entre os dois foi imediata. Um dia os amigos combinaram de se encontrar num restaurante após o expediente, mas só os dois compareceram. Na ocasião, os dois conversaram sobre muitas coisas, falaram sobre suas vidas, os problemas até chegar à religião. “Andrey me disse que era espírita, falou sobre a umbanda, respondeu várias das minhas perguntas, me trouxe paz de espírito. Perto dele, eu sou feliz. Quando estou na tenda espírita Pai Joaquim não sinto medo de nada, fico tranquila, me sinto segura”, alegra-se Fabiana.

A realização do casamento espírita umbandista, no Recanto do Dragão, junto aos médiuns, familiares e amigos, é a maneira encontrada para agradecer àqueles que ajudaram no encontro dos dois. Afastando a solidão dos seus corações solitários e depressivos. Andrey lembra quena festa de réveillon/09, no mesmo local, seu guia espiritual lhe disse que até o meio do novo ano ele teria seu desejo realizado. Dizendo que não havia feito nenhum pedido, a resposta foi: “Você não pediu, mas eu sei o que você quer. Você quer companheira e filhos, quer uma família e você vai ter.”

 

Reportagem e Foto Retirado do Diário da Manhã

Enviado em NOTICIAS, UMBANDA | Etiquetado: | Deixar um comentário »

Aulas de História afro na Justiça

Publicado por Administrador em outubro 28, 2009

Perícia no currículo das escolas de todo o estado vai fiscalizar presença de disciplina obrigatória sobre cultura negra

POR RICARDO ALBUQUERQUE, RIO DE JANEIRO

Rio – A ‘guerra santa’ entre evangélicos e umbandistas causada pela leitura em sala de aula do livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, está longe do fim. Medida cautelar na 2ª Vara de Fazenda Pública exige perícia no currículo das escolas públicas e privadas do Estado do Rio para saber como a disciplina ‘História e Cultura Afro-Brasileira’, obrigatória nas redes de ensino desde 2003, está sendo aplicada.

Quatro ONGs do movimento negro impetraram a ação, há um ano e quatro meses, por desconfiar que os colégios desrespeitam a Lei 10.690/03, que incluiu a matéria no currículo escolar oficial. O Centro de Articulação de Populações Marginalizadas e a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa estimam que menos de 50% das escolas no Estado do Rio seguem a determinação.

Adilson Martins já escreveu quatro livros inspirados na cultura afro. Foto Carlo Wrede/Agência O Dia

A discussão sobre a inclusão da disciplina voltou depois que a professora Maria Cristina Marques usou o livro ‘Lendas de Exu’ com alunos do 7º ano da Escola Municipal Pedro Adami, em Macaé. A leitura provocou desentendimento com os diretores da escola Mery Lice da Silva Oliveira e Sebastião Carlos Menezes. Segundo a professora, ela foi impedida de dar aula.

Os vereadores Luís Sérgio (PMDB) e Ronaldo Gomes (PT do B) repudiaram, ontem, a atitude dos diretores no plenário da Câmara de Macaé. Hoje, eles se encontram com a secretária municipal de Educação, Marilene Garcia.

“Quando a cultura afro-brasileira invadir as escolas, nós teremos a redescoberta da República Brasileira, encontrando personagens que sequer foram citados em livros e não tiveram suas histórias contadas”, analisou Humberto Adami, ouvidor do Ministério da Igualdade Racial e ex-presidente da ONG Instituto Iara, uma das que impetraram a ação.

“Intolerância religiosa é inaceitável! Não vamos manter esta postura em nossas escolas”, comentou a secretária municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin. Sua pasta informou que as 1.063 escolas da rede carioca são orientadas a abordar História e Cultura Afro-Brasileira nas aulas de História, Língua Portuguesa e Artes.

Autor do livro lamenta intolerância

Autor do livro recomendado pelo MEC ‘Lendas de Exu’, o escritor Adilson Martins, 70 anos, lamentou que a publicação esteja envolvida em questão religiosa. “Qualquer tipo de intolerância é desagradável. É apenas um trabalho infanto-juvenil que busca propagar a cultura afro-brasileira e romper a imagem de demônio de Exu”, explicou. Adilson tem mais dois livros com o aval do MEC: ‘O papagaio que não gostava de mentiras’ e ‘Erinlé, o caçador’, publicações voltadas para o público infantil.

Reportagem e Foto retirados do O DIA ONLINE

Enviado em NOTICIAS | Deixar um comentário »

Livro sobre Exu causa guerra santa em escola municipal

Publicado por Administrador em outubro 28, 2009

Professora umbandista diz que foi proibida de dar aulas em unidade de Macaé, dirigida por diretora evangélica

POR RICARDO ALBUQUERQUE, RIO DE JANEIRO

Rio – As aulas de Literatura Brasileira sobre o livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, se transformaram em batalha religiosa, travada dentro de uma escola pública. A professora Maria Cristina Marques, 48 anos, conta que foi proibida de dar aulas após usar a obra, recomendada pelo Ministério da Educação (MEC). Ela entrou com notícia-crime no Ministério Público, por se sentir vítima de intolerância religiosa. Maria é umbandista e a diretora da escola, evangélica.

A professora Maria Cristina mostra desenhos feitos por alunos após a leitura: mães evangélicas se rebelaram. Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia

A polêmica arde na Escola Municipal Pedro Adami, em Macaé, a 192 km do Rio, onde Maria Cristina dá aulas de Literatura Brasileira e Redação. A Secretaria de Educação de lá abriu sindicância e, como não houve acordo entre as partes, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral de Macaé, que tem até sexta-feira para emitir parecer. Em nota, a secretaria informou que “a professora envolvida está em seu ambiente de trabalho, lecionando junto aos alunos de sua instituição”.

A professora confirmou ontem que voltou a lecionar. “Voltei, mas fui proibida até por mães de alunos, que são evangélicas, de dar aula sobre a África. Algumas disseram que estava usando a religião para fazer magia negra e comercializar os órgãos das crianças. Me acusaram de fazer apologia do diabo!”, contou Maria Cristina.

Sacerdotisa de Umbanda, a professora se disse vítima de perseguição: “Há sete anos trabalho na escola e nunca passei por tanta humilhação. Até um provérbio bíblico foi colocado na sala de professores, me acusando de mentirosa”.

Negro, pós-graduado em ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, o diretor-adjunto Sebastião Carlos Menezes aguardará a conclusão da procuradoria para opinar. “Só posso lhe adiantar que a verdade vai prevalecer”, comentou. Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Sebastião contou que a diretora Mery Lice da Silva Oliveira é evangélica da Igreja Batista.

ATÉ CINCO ANOS DE PRISÃO

“Se houver preconceito de religião, acredito que deva ser aplicado todo o rigor da lei”, afirmou o coordenador de Direitos Humanos do Ministério Público (MP), Marcos Kac. O crime de intolerância religiosa prevê reclusão de até 5 anos. Em caso de injúria, a pena varia de 3 meses a 2 anos de prisão. O MP poderá entrar com ação pública penal se comprovar a intolerância religiosa. “Caso contrário envia à delegacia para inquérito”, explicou Kac.

Alunos do 7º ano leram a obra: referências ao folclore

Em 180 páginas, o livro ‘Lendas de Exu’, da Editora Pallas, traz informações sobre uma das principais divindades da cultura afro-brasileira. O autor da obra, Adilson Martins, remete ao folclórico Saci Pererê para explicar as traquinagens e armações de Exu.

Na introdução, Martins diz que ele é “um herói como tantos outros que você conhece”. Em Macaé, 35 alunos do 7º ano do Ensino Fundamental leram o livro.

Nas religiões afro-brasileiras, Exu é o mensageiro entre o céu e a terra, com liberdade para circular nas duas esferas. Por isso, algumas pessoas acabam o relacionando a Lúcifer.

O presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, garantiu que outros autores de livros, como Jorge Amado e Machado de Assis, sofrem discriminação nas escolas: “As ideias neopentecostais vêm crescendo muito, desrespeitando a lei”.

Ivanir explicou que o avanço da discriminação religiosa provocou o agendamento de um encontro, dia 12 de novembro, com a CNBB: “Objetivo é formar uma mesa histórica sobre os cultos afro e estabelecer uma agenda comum”.

VIVA VOZ
Até mães de alunos me proibiram de falar sobre a África

“Acusam-me de dar aula de religião. Não é verdade. No livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, há histórias interessantes, são ótimas para trabalhar com os alunos. Li os contos, como se fosse uma contadora de histórias, dramatizando cada uma delas. Praticamos Gramática, e os alunos ilustraram as histórias de acordo com a imaginação deles. Não dá para entender por que fui tão humilhada. Até mães de alunos, evangélicas, me proibiram de falar sobre a África”.

MARIA CRISTINA MARQUES, professora, 48 anos

Fotos e reportagem retirados do O DIA ONLINE

Enviado em NOTICIAS, UMBANDA | Etiquetado: , , | Deixar um comentário »

Fábio Assunção casa na Umbanda

Publicado por Administrador em outubro 28, 2009

Fábio Assunção casa na Umbanda em minissérie

POR REGINA RITO, RIO DE JANEIRO

Rio – Adriana Esteves e Fábio Assunção gravaram o casamento na umbanda de Herivelto Martins e Dalva de Oliveira, segunda-feira à noite, na Praia Vermelha, Urca. Na trama da minissérie que leva o nome dos protagonistas, Dalva se casa grávida do segundo filho deles, Bily. A cerimônia é celebrada pelo Pai de Santo Herculano (Jackson Costa), personagem inspirado no Pai de Santo Zé Barbosa, que aconselhou Herivelto durante toda sua vida. O sambista era espírita e, depois de se separar de Dalva, fundou um centro chamado Cabana.
“Estou entre amigos, pessoas que adoro. Adriana é minha comadre, madrinha do meu filho (João). Conheci o Dennis Carvalho (diretor) no começo dos anos 90 e para ele também é uma realização enorme fazer esse trabalho com a F-35, que é uma novidade, e traz essa coisa do cinema”, contou o ator, referindo-se ao uso da câmera de última geração da Sony, usada pela primeira vez na Globo para a minissérie, que estreia em janeiro.



Foto: Ag News

Matéria e foto retirados do O DIA ONLINE

Enviado em NOTICIAS, UMBANDA | Etiquetado: , , | Deixar um comentário »

Flor Mediúnica

Publicado por Administrador em outubro 24, 2009

paysages3d-16

Mediunidade é o trabalho do desapego, o trabalho feito com o coração no Todo, um reto-agir…

Mediunidade é darma em ação, resgatando carmas antigos e fazendo novas flores desabrocharem na atmosfera física e espiritual do mundo…

Mediunidade é oportunidade de evoluir acima de tudo, trabalho de assistência e autoconhecimento íntimo e espiritual. Mediunidade é uma porta aberta para o congraçamento entre irmãos, nessa grande jornada espiritual que é a Vida…

Mas Mediunidade não é culto desmedido as entidades espirituais, tampouco a negação das capacidades do ser pessoal (anímico). Em verdade, Mediunidade é um processo de mão-dupla, um processo anímico-mediúnico ou medianímico, onde a consciência encarnada dá as mãos a uma consciência desencarnada e AMBAS, JUNTAS, trabalham, sorriem, amam e aprendem mutuamente. Uma não é melhor que a outra, são simplesmente amigos, se completam.

A supervalorização da comunicação espiritual, do fenômeno e do trabalho mediúnico é uma barreira para o desenvolvimento das capacidades anímicas. Uma não substitui a outra, mas sim, se co-relacionam e completam-se integralmente.

Antes do desenvolvimento das capacidades mediúnicas, que tal o desenvolvimento pessoal, interno, da própria consciência. Essa será a base firme e amorosa que qualquer entidade comunicante poderá utilizar-se para um sadio e criativo contato mediúnico.

Vocês todos são o elo material da corrente. Como anda esse elo?

Não falamos de tolos moralismos, falamos de serenidade ao viver. Falamos de uma consciência com sintonia contínua com a espiritualidade superior, aberta as idéias de luz que brotam do mais alto. Pessoas tocadas pela grande mão de amor do Pai-Mãe de Tudo.

Percebam, observem mais. Um trabalho mediúnico antes de auxiliar o próximo, deve auxiliar vós mesmos. Deve ser capaz de abrir sua consciência, expandir seus horizontes, melhorar seus sentimentos mais nobres e equilibrar suas densas emoções. Um trabalho mediúnico deve ser também um trabalho de auto-conhecimento e auto-realização. Uma ferramenta, muito útil e valorosa, na grande jornada da Vida.

Caso contrário ela não florescerá, não te trará bem-aventurança, não se instalará em seu coração. Caso contrário, com o tempo, o brilho nos olhos diminuirá e não mais a Mediunidade exercerá seu brilho atrativo sobre você. Por fim, quando a hora do desencarne chegar, poucas portas você terá aberto, não aproveitando a oportunidade-semente que Deus te deu. Medite nisso!

Cuidado também com o ego de Médium. O ego de Médium não é, como dizem por aí, a vaidade de si mesmo como pessoa. O ego de Médium não se manifesta como uma auto-valorização de si mesmo, mas sim, da manifestação mediúnica. A sombra do ego é sorrateira, disfarçando-se sobre a pseudo-humildade de quem se diz apenas instrumento, mas no seu íntimo julga-se o grande e insubstituível instrumento. Esse é o ego de Médium. O ego de ser o melhor canalizador de todos, disfarçado em falsa humildade. O ego de julgar seus guias os melhores. Aquele ego que sempre encontramos nos julgadores, naqueles que sempre olham a comunicação mediúnica dos outros com o rabo dos olhos, contrariados, desconfiados, não por discernimento, mas por pura armadilha do ego. Esquecem que uma comunicação mediúnica deve ser sentida com o coração e discernida com os olhos da alma. Cuidar do argueiro nos olhos do outro sem olhar o entrave no seu, já dizia Jesus.

Também não se deve cair na desvalorização tola do próprio eu. Como dito acima, muitas vezes isso é uma armadilha do ego, principalmente no caso da Mediunidade, onde normalmente desvaloriza-se o eu (anímico) para supervalorizar o espiritual (mediúnico), com a falsa desculpa da humildade. Meio termo e equilíbrio na senda.
Anímico e espiritual. Você e seus amigos extrafísicos juntos, de mãos dadas, sorrindo e trabalhando. Construindo firmes atmosferas de luz nesse planeta, tão engolido pelas brumas da ilusão e da treva. Caso vocês acertem, o mérito é de TODOS. Caso vocês errem, o erro também é de TODOS. Assim a Mediunidade pode desenvolver-se de forma mais equilibrada. A responsabilidade é de TODAS as consciências que estão envolvidas no processo. Caso contrário, algo está errado, algum lado está sendo super valorizado.

Por último, pense bem quais são seus objetivos na senda mediúnica. Existem pessoas que buscam “poderes”, outros que buscam resolver todos seus problemas materiais.
Outros ainda querem apenas o título de médiuns, como um alto grau na hierarquia espiritual. Mas a Mediunidade não tem nada disso a te oferecer, a não ser a bem-aventurança interna que se instala no céu estrelado do seu coração, apenas por poder ser útil à existência. Pense nisso!

Trabalho desapegado, transformação interna,

Frutos lindos e belos da Mediunidade.

Tocar as estrelas, irmanados nas ondas da compaixão…

E de mãos dadas, com seus amigos espirituais,

Voar sobre a densa mata de brumas e mistérios da morte.

Ser flecha de luz

A trespassar e a levar o brilho do espírito

Para todos os lugares.

Sê luz, trabalhar com a Luz!

Sê coração, trabalhar com Amor!

Sê Deus, Trabalhar tocado por Deus…

Quando a sintonia acontece, o milagre surge

E a tristeza e a saudade desaparecem.

O Consolador brilha e sorri, bem-humorado,

Enquanto os Orixás dançam festivos;

Krishna toca sua flauta doce,

Fazendo Buda florescer no horizonte!

Fusão de egrégoras e almas;

Fusão de idéias e sentimentos;
Fusão de Energia!

O mundo não vê, mas o firmamento abençoa,

As reuniões onde as almas se fundem

E de Luz enchem a Terra…

Se todos somos UM

E o TODO está em TUDO

Quem fala para quem?

Quem escreve o quê?

O que é mais importante:

O mensageiro ou a mensagem?

Sim, a flor da Mediunidade é isso,

É poesia e canção…

Distante do julgamento tolo dos olhos raivosos

E imaturos pela mera competição.

Distante do ego sombrio, e da falsa humildade

Que tanto envolve na confusa ilusão.

Mas, tão perto do Eu,

Tão perto… Bem aqui, entre Eu e Você…

Lá está Ela, a Flor Mediúnica!

A ponte de luz que nos liga em espírito…

A nau dourada que desliza sobre o oceano da imortalidade…

Levanta a cabeça e contempla a imensidão.

Trabalho sem apego,

Autoconhecimento e transformação.

O gongo do eterno bateu

E finalmente a Flor Mediúnica desabrochou

No nosso coração!

Mensagem recebida por Fernando Sepe inspirado por um espírito amigo, que sabe que pouco importa o mensageiro, mas sim a mensagem.

P.S.: Esse amigo espiritual ainda deixa uma dica as pessoas que estão desenvolvendo a Mediunidade:

“A Mediunidade é como um rio. Ela flui do coração do espírito comunicante até o coração do Médium. No caminho, o leito, formado por seus sentimentos e pensamentos.
Cuide desse leito, para que a água verta mais límpida possível.

Não tenha pressa, aproveite. O começo do desenvolvimento mediúnico é como a infância, moldará o resto de sua vida. Ele deve ser trilhado como um caminho de surpresas e descobertas. De celebração e alegria. Não se apresse você deixará passar despercebidas lindas flores que ornam o caminho. Também não force não se preocupe.
Siga o fluxo do rio. Do coração do guia ao seu coração. Não tem segredo… As palavras básicas são: fluidez, intuição e serenidade…

Lembrem-se: cada um com seu tempo! Assim como o desabrochar daquela rosa é momento único na criação, e nunca mais se repetirá, assim é com a sua Mediunidade. É como uma flor que desabrochará no momento certo. Regue-a, cultive-a. Quando o momento chegar, os Anjos cantarão. Até lá, “curta seu próprio desenvolvimento e melhore como pessoa…”

P.S. (II): Finalizando esses escritos sobre Mediunidade e auto-realização, deixo um belíssimo texto sobre a jornada da vida, escrita por Sri Aurobindo, retirado do clássico: A Sabedoria de Sri Aurobindo – Edt. Shakti.

“Quando tivermos passado além dos conhecimentos, então teremos o Conhecimento;
a Razão foi o auxílio, a Razão é o entrave.

Quando tivermos passado além do querer, então teremos o Poder;
o Esforço foi o auxílio, o Esforço é o entrave.

Quando tivermos passado além dos prazeres, então teremos a felicidade;
o Desejo foi o auxílio, o Desejo é o entrave.

Quando tivermos passado além da indivualização, então seremos pessoas reais;
o Ego foi o auxílio, o Ego é o entrave.

Quando tivermos passado além da humanidade, então seremos o Homem;
o Animal foi o auxílio, o Animal é o entrave.

Então…

Transforma tua razão em intuição ordenada;
que tudo em ti seja luz. Este é teu alvo.

Transforma teu esforço em um conhecimento igual e soberano da força da alma;
que tudo em ti seja força consciente. Este é teu alvo.

Transforma teu prazer em êxtase igual e sem objetivo;
que tudo em ti seja felicidade. Este é teu alvo.

Transforma o indivíduo dividido na personalidade universal;
que tudo em ti seja divino. Este é teu alvo.

Transforma o animal no Pastor de rebanhos;
que tudo em ti seja Krishna (Cristo). Este é teu alvo.”

FERNANDO SEPE

Enviado em UMBANDA | Etiquetado: , , , , , , , , , | Deixar um comentário »

O QUE É OBSESSÃO

Publicado por Administrador em outubro 23, 2009

Caros irmãos de Umbanda,

Muitas das vezes temos que pegar da Doutrina Espírita para podermos ter explicações para nosso caminhar espiritual, mas este fato não é errado, pois a D.E. (Doutrina Espírita) surgiu para todas as religiões e não para pertencer a uma única religião, abaixo trago a vocês um texto enviado por nossa irmã Ângela ao Grupo Povo de Aruanda (clique e conheça o nosso grupo no Yahoo) em 24 de Março deste ano, este é um texto que devemos fazer uso, leve o mesmo para seu Terreiro e debatam com seus irmãos/filhos, infelizmente pouco é falado entre o meio Umbandista sobre a Obsessão, dificil encontrar um autor de livros Umbandistas que falam a respeito, talvez porque pensem que este assunto não gere vendas.

OBS.: Onde citar a D.E. dê um clique que você será direcionado a parte citada.

Alex de Oxóssi

O QUE É OBSESSÃO

Dr. Wilson Ferreira de Melo
Associação Médico-Espírita de São Paulo
http://www.ippb.org.br

O estudo das obsessões se faz cada vez mais necessário no meio espírita, para que não hajam distorções que prejudiquem os pacientes que procuram o espiritismo quase sempre em desespero.

Este é um estudo metódico das obsessões, capítulo novo da Psiquiatria, encarado do ponto do ponto de vista da doutrina espírita.

Diante das doenças nervosas e mentais, em franca expansão na atualidade, temos que diferenciar:

  • Doenças nervosas e mentais de causa orgânica, pertencentes ao campo da Neurologia.
  • As doenças nervosas e mentais de causa orgânica, pertencentes ao campo da Psiquiatria.
  • As doenças nervosas e mentais sem causa orgânica.

No campo da Neurologia temos os fatores que atingem a estrutura do sistema nervoso, tais como as infecções, as formações tumorais, os acidentes vasculares, os traumatismos etc.

Ao campo da Psiquiatria, os distúrbios provocados por agentes agressores do sistema nervoso, verificados na uremia, nos focos infecciosos, nas intoxicações de várias naturezas, nas toxicomanias, no alcoolismo, nos distúrbios metabólicos etc.

Às doenças nervosas e mentais sem causa orgânica damos o nome genérico de obsessão, que podemos dividir em auto e hetero-obsessão.

O paciente apresenta estado mental doentio, idéia fixa em alguma coisa, manias, cacoetes, atitudes estranhas, recalques, complexos diversos, delírios e alucinações. Aqui, é o paciente o responsável por toda a sintomatologia e as causas residem nas dificuldades da vida, na educação mal conduzida, nas influências do meio ambiente, nos estados de desnutrição, nos distúrbios emocionais e, sobretudo, nas causas anteriores, de vidas passadas, gravadas no arquétipo do paciente, que se acha lesado ou dessintonizado. O perispírito é o corpo do espírito, o que lhe dá a forma humana e que grava indelevelmente todos os atos e pensamentos do ser humano. Na união com o corpo, no processo da reencarnação, todas as falhas do perispírito tendem a exercer influência mais ou menos acentuada, tanto na área psíquica como física do paciente. Comumente agem como fatores desencadeantes o remorso ou a falta de ambientação á nova vida e a não-aceitação da personalidade atual. Inconscientemente há retorno ao passado, cujos acontecimentos se acham arquivados no perispírito e a vivência deste passado, que se torna presente, leva com freqüência ao isolamento, ao autismo e a um tipo de vida em desacordo com o habitual do paciente. Várias entidades nosológicas da Psiquiatria atual se acham enquadradas nesse item.

HETERO-OBSESSÃO

Caracterizada pela ação persistente que um espírito desequilibrado exerce sobre o indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até perturbação completa das faculdades mentais. Intimamente ligada à imperfeição moral, que facilita a ação do espírito, em geral, sequioso de vingança e cheio de ódio, devido a ação delituosa que sobre ele exerceu o paciente, no pretérito.

Há obsessores que atuam sem justa causa, pelo simples prazer em fazer o mal. Outros, procuram desviar as criaturas das grandes tarefas em prol da humanidade, desde que os seus interesses se acham ameaçados pela idéia que elas representam.

Na obsessão, há escravização do pensamento por parte do obsessor. Ele não se apossa do corpo do obssedado. Atua sutilmente sobre a sua vontade, usando técnicas semelhantes à dos hipnotizadores.

Apesar de não ter, de início, causa orgânica, a obsessão crônica pode ocasionar sérios distúrbios na área física, inclusive lesões irreparáveis. A sintomatologia apresentada pelos obsedados é a mesma descrita nos tratados de Psiquiatria e abrange grande parte das entidades nosológicas da classificação psiquiátrica. O espírito obsessor usa os elementos contidos na mente do obsedado e os desencadeia para que determinem um comportamento anômalo e ostensivo.

Para o estudo do mecanismo do processo obsessivo, ver A Gênese, de Allan Kardec, capítulo dos Fluidos.

Clinicamente é difícil o diagnóstico diferencial entre auto e hetero-obsessão, mesmo porque a atuação do espírito do obsedado é sempre existente e continua mesmo após a cessação do processo obsessivo. A não ser que o médico ou o encarregado do atendimento ao paciente tenha mediunidade intuitiva ou vidência bem desenvolvida, mister se faz uma consulta ao plano espiritual, através de um médium de confiança. O dr. Inácio Ferreira, diretor do Sanatório Espírita de Uberaba, em sua obra Novos Rumos à Medicina, 1° volume, traz comovente dedicatória a Maria Modesto Cravo, a grande médium que o auxiliou durante vários anos, no diagnóstico e tratamento das obsessões.

O processo obsessivo, sendo sobretudo, processo hipnótico, não guarda estrita relação com a mediunidade. Sendo porém, esta mal orientada e em pessoas de maus costumes e de baixa moral, o campo de ação do obsessor se acha facilitado (Ver KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns, cap. XXIII, item 243).
O estado de saúde física e psíquica faz com que o paciente ceda ao ataque da entidade obsessora. Os desequilíbrios orgânicos ou de ordem moral ou emocional, quebram as barreiras defensivas. Daí a necessidade de acompanhamento médico e psicológico durante todo o decurso da obsessão, quer auto ou hetero-obsessão.

A hetero-obsessão, segundo o grau de constrangimento e a natureza dos efeitos que produz, pode ser dividida em obsessão simples, fascinação e subjugação.

OS TIPOS DE OBSESSÃO

Caracterizada pela tenacidade de um espírito que exerce ação sobre uma pessoa que dele não consegue desembaraçar-se. Na fascinação, há ação direta do espírito sobre o pensamento do paciente, paralisando-lhe o raciocínio e impondo-lhe a sua vontade. Na subjugação, o domínio sobre a vontade é completa,. constritiva e o paciente age a seu mau grado.

Costuma-se chamar hetero-obsessão a ação dominadora que os mortos exercem sobre os vivos. Temos observado, no entanto, que a ação também se pode fazer dos vivos sobre os vivos, dos vivos sobre os mortos, dos mortos sobre os mortos e também reciprocamente, isto é do obsessor sobre o obsedado e sobre o obsessor.

O estudo das obsessões se faz cada vez mais necessário no meio espírita, para que não hajam distorções que prejudiquem os pacientes que procuram o espiritismo quase sempre em desespero de causa. O médico deve sempre ser procurado para julgar os distúrbios orgânicos, ou de ordem emocional, que atingem os pacientes durante todo o processo obsessivo. O que não deve o médico, é se opor formalmente à nova interpretação das doenças mentais e à terapêutica espiritual que vem sendo empregada.

Lembremos o que fala o dr. Inácio Ferreira à pág. 62 do primeiro volume de Novos Rumos à Medicina. “Nós, como médico e como espírita que investiga, dizemos que ela, a medicina, é a missionária oficial de um poder Supremo para amparar o espírito; porém, não aceitando o oferecimento que lhe faz, oferecimento baseado em milhares de provas e documentações, jamais estará apta a galgar os obstáculos que constantemente se opõem no seu caminho. O maior erro da medicina oficial terrena é julgar que o túmulo é a última etapa dos seus esforços”.

Do plano espiritual, através da sábia palavra de Emmanuel, aprendemos que “a medicina humana, compreendida e aplicada dentro de suas finalidades superiores, constitui nobre missão espiritual”.

“O médico honesto e sincero, amigo da verdade e dedicado ao bem, é um Apóstolo da Providência Divina, da qual recebe a devida assistência e inspiração, sejam quais forem os princípios religiosos por ele esposados na vida”.- (Emmanuel, O Consolador, item 94).

Se a medicina moderna, que é psicossomática, admite a interferência dos estados nervosos em todas as latitudes da organização física do indivíduo, porque não admitir, mesmo como hipótese, que por trás de todas as manifestações do pensamento humano está o espírito imortal.- Só então ela compreenderá o grande ensinamento: “As chagas da alma se manifestam através do envoltório humano. O corpo doente reflete o panorama interior do espírito enfermo. A patogenia é um conjunto de inferioridades do aparelho psíquico” (Emmanuel, O Consolador, item 96).

A lei da reencarnação, das vidas sucessivas, coloca os seres humanos a par de sua real situação e lhes faz antever um futuro melhor, mais promissor, apesar de todas as suas angústias e desesperos. “Se a medicina lança mão dos recursos terapêuticos para levar o alimento necessário à matéria que se consome e se tortura, o espiritismo se ampara numa terapêutica muito mais sublime que é a terapêutica da esperança em dias melhores, do perdão que eleva, da certeza que consola, e da resignação que ampara e fortalece o espírito na trajetória que é obrigado a palmilhar”. (FERREIRA, Inácio dr., Espiritismo e Medicina, pág. 28).

No futuro, na era da medicina espiritualista e espiritualizada, o lema será o mesmo de Miguel Couto, o inolvidável mestre: “Clinicar é sinônimo de sofrer. Onde estiver o homem padecendo, está ao lado a medicina aliviando, consolando, mitigando… e padecendo, como mãe carinhosa”.

OBSESSÃO

“Cobrança que bate às portas da alma, é um processo bilateral. Faz-se presente porque existe de um lado o cobrador, sequioso de vingança, sentindo-se ferido e injustiçado, e de outro o devedor, trazendo impressas no seu perispírito as matrizes da ; culpa, do remorso ou do ódio que não se extinguiu”.
(SCHUBERT, Sueli Caldas. Obsessão, Desobsessão, pág. 31).

TRATAMENTO DAS AUTO-OBSESSÕES

Aqui, todo o arsenal terapêutico é dirigido diretamente ao paciente, que é autor dos seus desequilíbrios. Ao lado das medidas de ordem clínica, visando o equilíbrio orgânico, são empregados, segundo as características racionais e sintomatológicas dos pacientes:

Quimioterapia: uso de sedativos, antidepressivos e medicamentos de ação central.

Eletrochoques: muito raramente, nos casos de difícil remissão (estados catatônicos) ou de extrema resistência à quimioterapia.

Psicoterapia: segundo as técnicas usuais, de escolha do terapeuta, aliada sempre que possível à noção de reencarnação.

Psicanálise profunda: calcada na reencarnação.

Hipnose médica: com regressão da memória, se possível, às vidas anteriores.

Fluidoterapia: passes magnéticos e água fluidificada.

Prece: como elemento regularizador das vibrações perispíriticas, ao mesmo tempo que cria um ambiente harmônico em tomo do paciente.

Terapia ocupacional: manter o paciente ocupado em um trabalho que o atraia, de modo a mantê-lo afastado de seus pensamentos doentios.

Ludoterapia: divertimentos sadios e cultivo de ginástica, natação e outros tipos de exercício.

Musicoterapia: o senso musical talvez seja o último que o doente mental perde e deve ser cultivado com muito carinho (audições musicais, bandas nas clínicas ou hospitais, deixar que o paciente toque o instrumento que lhe agrade e incentivá-lo nesse sentido).

Reeducação: através de contatos freqüentes com assistentes sociais, palestras educativas, convivência com outras pessoas, evangelização etc.

Medidas gerais: incentivar o paciente a imprimir uma direção construtiva ao seu pensamento, para isto empregando a sua força de vontade, que aos poucos vai se desenvolvendo. Dar-lhe noções de caridade, no seu verdadeiro sentido evangélico, isto é, ser benevolente, indulgente para com as imperfeições dos outros e perdoar as ofensas que lhe forem feitas, principalmente no ambiente familiar. Orientar a família do paciente, no sentido de lhe dar toda a cobertura possível, dentro das suas reais necessidades. Aconselhar o Culto do Evangelho no Lar, que servirá de força unificadora e harmonizadora.

TRATAMENTO DAS HETERO-OBSESSÕES

Ao lado de toda a terapia usada nas auto-obsessões, empregar a desobsessão, que é a doutrinação da entidade ou entidades espirituais que estão atuando como obsessoras.

Extremamente delicado, o processo desobsessivo exige a formação de grupos especializados, com médiuns bem desenvolvidos e moralizados e dirigentes capacitados. Uma equipe de desobsessão, além do doutrinador culto e moralizado, necessita de médiuns psicofônicos, videntes e passistas e a cobertura de assistentes doadores de fluidos, não devendo o número total ultrapassar 15 pessoas. Há também a reunião privativa, que só excepcionalmente receberá visitantes. Os pacientes obsedados estarão ausentes da reunião e a ela estarão presentes somente por ordem do plano espiritual.

O grupo ideal é aquele constituído de pessoas amigas, realmente fraternas e que exerçam as suas atribuições com amor e desvelo. Para os componentes do grupo, e principalmente para o doutrinador, é recomendado o estudo da obra de Hermínio C. Miranda, Diálogo com as Sombras.

Para que haja tratamento eficiente, são exigidas condições por parte do paciente, da família do paciente e do dirigente.

Por parte do paciente, é preciso que ele deseje a cura e siga o tratamento. As terapias de apoio são dirigidas no sentido de despertá-lo para as suas potencialidades. É preciso ter paciência e aguardar os resultados do tratamento, que via de regra é longo.

Por parte da família, faz-se necessário compreender os problemas do paciente, colaborar com o terapêuta, fazer executar os métodos indicados e aguardar com paciência os resultados. Não esquecer que a harmonização no lar é fator de suma importância.

Por parte do dirigente, são necessários conhecimentos técnicos, elevação moral e as seguintes qualidades imprescindíveis:

  • Imprimir direção sadia ao que faz, ao que pensa e ao que realiza.
  • Possuir elevação moral e de sentimentos, sabendo dominar as suas emoções.
  • Ver o paciente como companheiro.
  • Ter o desejo real de ajudar o paciente a resolver os seus problemas.
  • Envolver o paciente em seus fluidos.
  • Aprimorar o senso intuitivo e usá-lo com discernimento.
  • Não se descartar do paciente.

No grupo de desobsessão, além dos médiuns, do dirigente e dos doadores de fluidos, devemos acrescentar os orientadores espirituais, os eventuais manifestantes e o obsessor ou obsessores. As reuniões são sempre precedidas de leitura evangélica e de prece. Todos os assistentes devem levar vida sadia, tanto moral como fisicamente. Abster-se de carne, álcool, fumo, pelo menos no dia das reuniões. Usar a máxima vigilância no seu comportamento, para que não se vejam envolvidos nas mesmas tramas obsessivas dos pacientes obsedados.

Iniciada a reunião, com absoluto silêncio e concentração de todos os assistentes, começa a manifestação das entidades espirituais, primeiro o dirigente espiritual encarregado do trabalho, que orienta, o seguimento da reunião e dá os informes e conselhos necessários. Manifestando-se o obsessor, o dirigente encarnado trava diálogo com ele, doutrinando-o no sentido da compreensão dos seus deveres como filho de Deus e como espírito imortal sujeito às leis da evolução. Para que haja boa doutrinação, o dirigente precisa:

  • Ter profundo conhecimento da Doutrina Espírita.
  • Ter facilidade na condução da conversa, não demonstrando parcialidade no modo de encarar o obsessor e o obsedado.
  • Deixar o espírito falar sempre que possível.
  • Não perder a paciência
  • Usar compreensão e amor.
  • Conduzir a doutrinação de acordo com as características do obsessor, evitando do princípio a pregação moral.
  • Fazer-se amigo do obsessor, através da compreensão dos seus problemas.
  • Mostrar que, se ele é vítima, também é agressor.
  • Costuma ser de excelente resultado a reconstituição do passado do obsessor, desde que feito com muita delicadeza e oportunidade.
  • No decurso da doutrinação, as vezes se faz necessário dar passe reconfortador na entidade manifestante, o que é feito estendendo-se as mãos sobre a cabeça do médium.
  • A prece é de suma importância no decorrer da sessão e os assistentes deverão permanecer no que se pode chamar de estado de prece.

Doutrinado o obsessor, que reconheceu o seu erro e se propôs a mudar de procedimento, resta ainda o obsedado, que carrega dentro de si todo um passado de delinqüência e de desvios m orais. Ele é então submetido aos tratamentos indicados nas auto-obsessões.

Quando o paciente tem ardente desejo de modificação interior, para isso empregando todos os esforços, ele próprio vence a sua obsessor.

A própria reencarnação já é processo de desobsessão, dada a barreira vibratória existente entre os dois mundos, o material (terreno) e o espiritual e também – a barreira corpórea oposta ação dos Espíritos.

Para saber mais:
O Livros dos Médiuns
– Allan Kardec
Dramas da Obsessão – Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

Notas: (Extraído da Revista Cristã de Espiritismo nº 01, páginas 16-21)

Enviado em UMBANDA | Etiquetado: , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixar um comentário »

Reflexões Umbandistas

Publicado por Administrador em outubro 20, 2009

paysages3d-35

Etiene Sales – GhostMaster -

O que será que existe de errado conosco (nos Umbandistas)? Será que somos tão cegos na nossa própria Fe (de nossas casas, de todas as Ramificações) que esquecemos de ver que o outro, nosso próximo Umbandista, que também tem uma Fe?

Talvez sejamos egoístas em achar que o que encontramos como Umbanda seja a única verdade, o certo, o verdadeiro do verdadeiro que não nos envolvemos em conhecer o que o outro faz por achar que o que praticamos é puro, único, liquido e certo.

Ou sejam as circunstancias em que encontramos a nossa Umbanda? Muitos desestruturados mentalmente, espiritualmente, arrasados por circunstancias amorosas, arruinados por descaídas financeiras, perseguidos por bruxarias e feitiços, desacreditando em um DEUS, em uma Fe, pomados por um guia e acordando em paz diante de todos em uma sessão, por obrigação, por compromisso, por orgulho, por salvação, procurando elevação e achando que assim ou assado e o certo, … São tantos os motivos que nos levaram ate a Umbanda, mas não são motivos solitários, isolados, mas comuns a tantos outros, de tantas outras casas, de tantas outras Umbandas no Brasil e no Mundo.

Talvez sejamos soberbos pela graça alcançada: “vai la, que o velho, o caboclo, a criança, o exu, a pomba-gira vai resolver seu problema; o Pai/Mãe/Mestre/Cacique e forte e vai resolver seu problema; se você merecer ira conseguir; …” Conseguimos e ali ficamos em sentimento de elevação e achando o Maximo, mas e os outros, também não serão o Maximo? Também não conseguem?

Nossa distancia, nosso isolacionismo, nossa ancia pelo poder, por não ver o outro Umbandista como igual pode ser nossa ruína, nosso “tendão de Aquiles”, o furo no dique de nossa espiritualidade.

Talvez daqui a uns 20 ou 30 anos, quando a idéia de uma Umbanda agualitaria, unida na diversidade e aceita pela diversidade que o e, possa ser mais amiga, mais companheira no seio dos médiuns.

Razão, modernidade, consciência e Fe podem andar juntas com a tradição, com os ritos, com as doutrinas, com a evolução que cada um almeja; sem atritos, sem competições, sem quartéis, comandantes e generais que defendem e tentam influenciar outros com o que fazem como se fossem únicos e absolutos. Podemos caminhar juntos, unidos em propósitos e ações, e talvez essa união, essa irmandade, seja um ponto a mais em nossa evolução (um espelho que reflita o que somos, e aquilo que fazemos), pois para ela (a evolução) teremos que tirar os véus da soberba, do poder, da vaidade, da arrogância, da ambição, e trocar pela humildade, tolerância, irmandade, amor, conhecimento, franqueza, ajuda, proteção, carinho, compaixão, respeito, tolerância, informação, amizade.

Talvez um dia, um minuto, um momento … quem sabe?

Quem sabe se um dia poderemos sair da vida virtual e se atrever na vida real, unidos em razão de um propósito maior, de uma Fe maior, de nos mostrar, e mostrar a essa sociedade a essência de nossa Religião …

Sempre fica a possibilidade, uma Fe, um ideal a se alcançado, um propósito.

Etiene Sales – GhostMaster -

Enviado em UMBANDA | 1 Comentário »

VINTE E DOIS TOQUES CONSCIENCIAIS

Publicado por Administrador em outubro 20, 2009

forets-06


Wagner Borges

(Ponderações Espiritualistas, Simples e Despretensiosas)

1. Tudo tem um duplo!

(A energia é a base de todas as coisas).

2. Emoções estagnadas bloqueiam a circulação sadia das energias.

(Má resolução afetiva = Bloqueios energéticos e Chacra cardíaco esmaecido).

3. As energias seguem os pensamentos.

(Cada um é o que pensa!)

4. Se a mágoa prende as energias, o oposto também é verdadeiro; o perdão libera as energias e faz o coração virar um sol.

(A compreensão enche a aura de luz).

5. Fios energéticos interligam as pessoas. Às vezes, espíritos densos se agarram nesses fios e interagem com as energias, conectando-se psiquicamente com aqueles que estão interligados. Muitas vezes, através dos acoplamentos áuricos negativos entre pessoas, espíritos densos interligam-se a elas e fazem um verdadeiro trampolim energético, pulando de uma para outra. O objetivo desse pessoal pesado é sempre o vampirismo psíquico e o rebaixamento espiritual de todos.

(Por isso o sábio Jesus ensinava que é preciso “orar e vigiar!”).

6. De que adianta uma vestimenta luxuosa, se, por dentro, o coração está miserável?

(A verdadeira roupa do Ser é sua aura, que reflete bem o que cada um pensa, sente e quer da vida e dos outros. Por isso, é essencial encher a aura de luz, diariamente, e lembrar-se da própria natureza espiritual).

7. Da mesma forma que é necessária e vital a higiene diária do corpo físico, assim também é em relação aos corpos sutis.

(Preces, meditações, mantras, contatos com a natureza, e estudos e práticas espirituais sadias renovam as energias dos corpos sutis e tornam a aura numa verdadeira “vestimenta de luz”).

8. Espíritos assediadores não ligam a mínima para a formação acadêmica de ninguém. Eles entram nas energias das pessoas por sintonia com o que elas pensam, sentem e fazem na vida. Não lhes interessa o diploma ou a cultura da vítima de seu vampirismo, pois, sempre procuram nela o clima psíquico interno adequado para suas atividades nefandas.

(Esse é um paradoxo curioso: espíritos infelizes, sem formação alguma, conseguem infligir grandes danos psíquicos em técnicos e doutores de várias áreas humanas, simplesmente explorando neles o mais básico: suas emoções mal-resolvidas e seus pensamentos estranhos).

10. Outros paradoxos estranhos: médiuns com medo de espíritos desencarnados; iogues que trabalham com práticas respiratórias, mas que são escravos do fumo; doutrinadores de sessões de desobsessão, que, sequer doutrinaram a si mesmos e jamais fazem o que dizem aos espíritos, principalmente perdoar a alguém; passistas, curadores prânicos e reikianos andando no mundo com os chacras das mãos apagados; projetores extrafisicos com medo das saídas do corpo; e espiritualistas variados que sempre falam de vida após a morte, mas não deixam de chorar e visitar tumbas no cemitério no dia de finados.

(E, mais um paradoxo, que nunca consegui entender: estudantes espirituais, de várias linhas, que estudam sobre carma e reencarnação, mas ainda padecem da doença do racismo e do preconceito em seus corações).

11. Ninguém é dono da verdade, mas tem gente que acha que sabe tudo!

E isso só revela o seguinte: dentro da magnitude da vida, em todos os níveis, planos e dimensões, quanto mais se estuda, mais dúvidas aparecem, pois se percebe, claramente, que o que se sabe é bem pouco diante do infinito. Logo, quem estuda a sério e com discernimento das coisas, descobre o óbvio: nunca saberá o bastante, nem em mil vidas…

Em contrapartida, pode descobrir a si mesmo e admirar-se com a grandeza da vida, e isso é mais importante do que os segredos do universo.

(Conhecer a si mesmo é o grande desafio do ser humano).

12. Alguém pode comprar o amor verdadeiro de outro? E que coisa da Terra poderá preencher o vazio existencial do coração?

(Nem bebida ou drogas são capazes de dar o que o próprio coração não descobriu: a arte de ser feliz).

13. Nenhum ser no universo pode dar discernimento a outro. Isso é tarefa íntima e intransferível. É fruto da própria experiência de ousar raciocinar e se erguer para além dos limites sensoriais e dos convencionalismos humanos. Não há nenhuma técnica de despertar da consciência que seja baseada na preguiça e no comodismo.

(Seres de luz podem dar toques conscienciais profundos, mas não podem viver a vida por ninguém).

14. A morte não muda ninguém, só joga a consciência definitivamente para fora do corpo físico, do jeitinho dela mesma, com todas as suas qualidades e defeitos.

(Não, não é a morte que muda a consciência. É a vida. E quem já descobriu isso, não espera a morte chegar para pensar, pois valoriza o tempo de seu viver para aprender o que for possível).

15. A cor da pele dos corpos humanos pode ser amarela, negra, branca ou vermelha, mas, a raça do espírito é da luz.

(Qual seria o povo escolhido de Deus, senão, todos os seres vivos?).

16. Mais do que ocidental ou oriental, cada ser humano é filho das estrelas.

(Ninguém é estranho. Todo ser vivo é cidadão do universo!).

17. Dizem que “Deus escreve certo por linhas tortas”. Isso é verdade. Ele é muito criativo. Mas, bem que o próprio homem poderia escrever melhor nas páginas de sua vida…

(Também dizem por aí que, “pau que nasce torto, vive e morre torto”. Isso não é verdade. Uma das grandezas do homem é poder mudar as coisas e transcender os seus parâmetros limitados. Muitas pessoas mudam de vida e se erguem das cinzas de si mesmas, desentortando a própria consciência e melhorando suas jornadas de sua vida).

18. Amar não é só fantasiar, mas construir e realizar.

(Igual a uma plantinha, um relacionamento precisa ser regado com amor e atenção, senão, seca e morre).

19. Envelhecer não é um problema, faz parte do jogo de viver na Terra. É natural.

Porém, ver o tempo passar e somente ganhar rugas na cara, mas sem amadurecer, isso sim é encrenca!

(Há pessoas de idade com expressões joviais no rosto e cheias de vida e de interesse por coisas novas. Em contrapartida, há jovens com expressões envelhecidas e sem tesão de viver. Então, qual é a idade real de alguém? Aquela que se conta no corpo? Ou aquela outra, bem mais linda, que não se conta nas rugas ou nos cabelos brancos, mas no interesse pela vida e no sorriso franco, como a aurora iluminando a cara?

Ah, tem tanta gente de idade que parece criança arteira e, por isso, não parecem ter idade alguma, a não ser aquela que sua consciência feliz diz.

E tem tanta gente, supostamente jovem, mais parecendo “fim de feira”, chupados e jogados de lado, sem sonhos e sem vida, só ganhando rugas e sem aurora na cara.

Quem é o velho? Quem é o novo?

Ou, melhor dizendo, quem tem brilho na cara?).

20. A melhor fogueira é a do discernimento, que queima as tolices de dentro do próprio coração.

(Talvez, por isso, Jesus tenha ensinado o seguinte: “De que vale a uma pessoa ganhar o mundo, se ela perder sua alma?”).

21. Séculos antes de Buda e Jesus, Krishna já ensinava que o espírito é eterno, não nasce e nem morre, só entra e sai dos corpos perecíveis. Ele dizia para Arjuna, o seu discípulo-arqueiro: “O espírito é imperecível! O fogo não pode queimá-lo; a água não pode molhá-lo; e que arma feita pelo homem poderia destruir o princípio imperecível, que veio da Luz do Infinito?”

(Será por isso que, toda vez que passo em frente a um cemitério e olho os grandes mausoléus, começo a rir e a lembrar-me de Krishna tocando sua flauta, namorando as gopis e dizendo para Arjuna, o seu discípulo-arqueiro?: “O espírito é imperecível! O fogo não pode queimá-lo; a água não pode molhá-lo; e que arma feita pelo homem poderia destruir o princípio imperecível, que veio da Luz do Infinito?”

22. A missão de todo homem é uma só: viver! E, se puder, fazer o melhor possível.

(Talvez, por isso, o grande sábio chinês Lao-Tzé ensinou o seguinte: “O sábio pode até andar vestido em andrajos, mas ele carrega uma jóia dentro do seu coração”).

P.S.: Escrevi esses toques conscienciais de forma despretensiosa e informal, de improviso mesmo, enquanto preparava o material de um curso aqui em casa. Fui escrevendo… E deu nisso!

Oxalá, os leitores possam peneirar algo bom nessas ponderações conscienciais.

E eu desejo que a cara de cada um vire sol, na aurora de um sorriso…

E que um Grande Amor possa preencher seus corações…

Compreensão e discernimento.

Amor e alegria.

Energias lindas na jornada.

Paz e Luz.


Wagner Borges

Enviado em UMBANDA | Deixar um comentário »

Elevação e proteção do ser

Publicado por Administrador em outubro 20, 2009

001

Texto escrito por: Paulo Lourenço “Ramiro de Kali”

O ser humano possui naturalmente além do corpo físico (material), pelo menos mais seis corpos, sendo eles, o corpo áurico, telúrico ou duplo etérico, astral, emocional inferior, e emocional superior, totalizando sete corpos, sendo que cada um por si possui também sete camadas de proteção.

Em relação ao corpo áurico, sabe-se que quanto maior a sua energia vital, maior será a proteção contra invasão de energias negativas de qualquer tipo, resultantes de magias negras, encantamentos, obsessores, inveja, ciúme, ódio, etc.

Quando uma pessoa se encontra enfraquecida em consequência de uma depressão, seja ela resultante de qualquer tipo de problema emocional, mental, espiritual ou mesmo material, os campos magnéticos e energéticos que envolvem os seus corpos, ficam com menos força vital. O que se traduz numa menor proteção dos corpos vibracionais, permitindo a entrada de energias negativas, enfraquecendo por consequência o sistema imunológico, permitindo assim condições favoráveis para que a doença se instale.

Por isso, é de extrema importância a sintonização emocional de cada pessoa. Ou seja, pela lei das afinidades, ou mesmo falando em ressonância energética, ou mesmo magnética como chamam alguns, a pessoa que entra em baixos padrões de energia, acaba por atrair também campos de energias negativas e obsessores que se vão alimentando do seu ectoplasma, e vai perdendo assim a proteção de suas camadas áuricas. Portanto quanto melhor for o estado anímico e energético de uma pessoa, mais difícil é a energia negativa afetá-la, mesmo sendo resultante de algum trabalho de magia negra contra essa pessoa.

O corpo humano é o templo de cada um, e por isso, cada um é responsável pelo seu corpo, e tem a obrigação de o cuidar e manter o mais saudável possível, de forma a que possa concluir a sua missão aqui na terra com êxito.

Quando uma pessoa entra em contacto com o mundo oculto da espiritualidade e do magismo, seu campo áurico entra em contacto com novas energias que envolvem essa nova realidade. Com o tempo, essa pessoa começa a enxergar a vida de uma forma diferente, e o seu comportamento perante a sociedade acaba também por mudar. Os conhecimentos obtidos em outras jornadas encarnacionais, e os que vai aprendendo nesta, fazem de cada pessoa um universo próprio. E sem se aperceber, todos os conhecimentos vão-se misturando, e a sua intuição começa a manifestar-se de uma forma natural e instintiva, permitindo assim uma liberdade de expressão sem limites.
Mas cada um tem a sua própria responsabilidade, e neste caso é enorme.

Há necessidade de cada um meditar bem no caminho a seguir, de forma a se libertar de seu carma negativo acumulado, ao invés de o aumentar ainda mais. Cada um responde por si, no encontro com o Conselho Cármico que alguns tanto temem.

Existem diversas técnicas para regenerar e cuidar da protecção dos corpos subtis e das camadas do corpo áurico, tais como: os mantras, os merkabah, a meditação, o reiki, a radiestesia, rituais espirituais (na linha da luz), etc.

Estas técnicas e métodos, permitem que cada um dos chacras de cada pessoa, seja regenerado e colocado em posição de rotação positiva e repulsão de energias negativas, o que faz com que cada camada vibracional seja gradualmente regenerada e aumentado o seu nível energético.

É também necessário elevar a níveis superiores, os padrões de energia mental, o cultivo de bons sentimentos, o reto viver, o pensar racional. Isto não é nunca um processo fácil, e exige de cada um, um enorme esforço, pois por vezes tem de se transmutar dependências do passado que são complicadas, e envolvem sequelas cármicas com muitas pessoas, normalmente dos próprios familiares com que se convive.

A transmutação dos sentimentos é de extrema importância, pois a pessoa com maus sentimentos, além de afetar os outros, corrói-se a si própria numa espiral descendente de energia negativa, criando novos carmas negativos, e atraindo um sem fim de obsessores que a vão vampirizando e drenando a sua energia, podendo também gerar o inicio de todo o tipo de doenças.

Especialmente, o ódio e a inveja, são energias negativas muito fortes. São energias que corrompem e perfuram as camadas subtis de cada corpo subtil, podendo chegar ao corpo físico e criar uma disfunção que pode vir a gerar uma doença.

A força dessas energias é proporcional á capacidade mental de quem as projeta. No caso de ser uma pessoa com conhecimentos da espiritualidade e ligada a magias negras, pode muito bem ser letal.

A inveja e o ódio (sem esquecer o ciúme) são dos mais potentes causadores de problemas de relacionamento humano. São delitos graves, pois afastam cada um dos planos superiores, e do caminho da evolução e ascensão. São sentimentos que precisam de ser prioritariamente trabalhados e eliminados definitivamente, pois atrapalham a vida das pessoas, e quem os emite, entra em padrões e realidades muito negativas, e geralmente acaba por ficar aprisionado nessas realidades, sendo muito difícil de conseguir depois sair. Na maior parte das vezes, só com a ajuda e amor de quem tem conhecimento, é que a pessoa em questão consegue modificar esses sentimentos, e ter consciência do padrão negativo em que estava.

Até mesmo nos centros espíritas, terreiros de umbanda, candomblé, ordens esotéricas e afins, existem esses sentimentos entre os ditos discípulos da busca da espiritualidade, gerando conflitos e competividade dentro das diversas etapas do aprendizado, que acabam por atrasar a evolução de cada um. Muitas vezes aparentemente parecem pessoas amigas, mas atacam-se mutuamente em silêncio.

Toda a energia que qualquer ser emite sempre retornará a ele, da mesma forma que nós, seres energéticos que somos projetados pelo Criador, teremos de um dia retornar a ele.

Cada ser tem de procurar em si próprio a sua verdadeira identidade, transmutar o seu intimo negativo, e elevar o seu padrão de energia vibracional. O mundo é um emaranhado energético, e quanto mais puro e luminoso estiver cada ser, mais proteção e defesa terá na lida diária com as baixas vibrações, ataques de obsessores e energias  negativas mentais, espirituais ou magisticas.

Texto escrito por: Paulo Lourenço “Ramiro de Kali”

Enviado em UMBANDA | Deixar um comentário »

EXÚ

Publicado por Administrador em outubro 16, 2009

Exu2

Exu, temos com alegria

Que luta a nossa dor

Se invocamos sua hierarquia

Com Verdade, Justiça e Amor

Leia o resto deste post »

Enviado em UMBANDA | Etiquetado: , | Deixar um comentário »

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 587 other followers