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Posts de julho \29\UTC 2009

Saiba como a morte é vista em diferentes religiões e doutrinas

Publicado por Administrador em julho 29, 2009

Carolina Nascimento

Revista Época: 05/08/2004 – Edição nº 325
OBS.: Afigura não é parte da reportagem

morteDe maneira geral, cristãos, islâmicos e judeus acreditam que após a morte há a ressurreição. Já os espíritas crêem na reencarnação: o espírito retorna à vida material através de um novo corpo humano para continuar o processo de evolução. Algumas doutrinas acreditam que as pessoas podem renascer no corpo de algum animal ou vegetal. Em algumas religiões orientais, o conceito de reencarnação ganha outro sentido: é a continuação de um processo de purificação. Nas diversas religiões, o homem encara a morte como uma passagem ou viagem de um mundo para outro.

Filosofia

A sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico e a crença na vida e no julgamento após a morte já era encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino. Já Sartre, filósofo francês, defendia que o indivíduo tem uma única existência. Para ele, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte.

Doutrina niilista

Sendo a matéria a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo

Doutrina panteísta

O Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal. Individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, com a morte, à massa comum

Dogmatismo Religioso

A alma, independente da matéria, sobrevive e conserva a individualidade após a morte. Os que morreram em ‘pecado’ irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso.

Budismo

O Budismo prega o renascimento ou reencarnação. Após a morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos (homens ou animais), de acordo com a sua própria conduta. O ciclo de mortes e renascimentos permanece até que o espírito liberte-se do carma (ações que deixam marcas e que estabelece uma lei de causas e efeitos). A depender do seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos distintos: reinos celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos insaciáveis e reinos infernais. Estes determinam a Roda de Samsara, ou seja, o transmigrar incessante de um mundo a outro, ora feliz e angelical, ora sofrendo terríveis torturas, brigando e reclamando. Em qualquer um destes estágios as pessoas estão sujeitas a transformações.

De acordo com o Livro Tibetano da Morte, existem 49 etapas, ou 49 dias, após a morte. Os monges oram para que as pessoas atinjam a Terra Pura – lugar de paz, tranqüilidade e sabedoria iluminada – ou renasçam em níveis superiores.

Para libertar-se do carma e alcançar a iluminação ou o Nirvana, o ciclo ignorância, sede de viver e o apego às coisas materiais deve ser abolido da mente dos homens. Para isso, a doutrina budista ensina a evitar o mal, praticar o bem e purificar o pensamento. O leigo deve praticar três virtudes: fé, moral e benevolência. Para eles, todo ser humano é iluminado, embora não tenha consciência disso.

Hinduísmo

A visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de reencarnação.

Para os hinduístas, a alma se liga a este mundo por meio de pensamentos, palavras e atitudes. Quando o corpo morre ocorre a transmigração. A alma passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a depender das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação – Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final – chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.

No hinduísmo, a alma pode habitar 14 níveis planetários distintos (chamadosa Bhuvanas) dentro da existência material, de acordo com seu nível de consciência. Quando se liberta, a alma retorna ao verdadeiro lar, um mundo onde inexistem nascimentos e mortes.

Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos.

Islamismo (Religião Muçulmana)

Para o islamismo, Alá (Deus) criou o mundo e trará de volta a vida todos os mortos no último dia. As pessoas serão julgadas e uma nova vida começará depois da avaliação divina. Esta vida seria então uma preparação para outra existência, seja no céu ou no inferno.

Quando a pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade. Ao morrer, a alma fica aguardando o dia da ressurreição (juízo final) para ser julgado pelo criador. O inferno está reservado para as almas ‘desobedientes’, que foram desviadas por Satanás. No Alcorão, livro sagrado, ele é descrito como um lugar preto com fogo ardente, onde as pessoas são castigadas permanentemente. Para o paraíso, vão as almas que obedeceram e seguiram a mensagem de Alah e as tradições dos profetas (entre eles, os cinco principais: Noé, Abrão, Moisés, Jesus filho de Maria e Mohammed). No Alcorão, o paraíso é descrito como um lugar com rios de leite, córregos de mel e outras belezas jamais vistas pelo homem.

Espiritismo

Defende a continuação da vida após a morte num novo plano espiritual ou pela reencarnação em outro corpo. Aqueles que praticam o bem, evoluem mais rapidamente. Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria através das inúmeras encarnações. Crêem na eternidade da alma e na existência de Deus, mas não como criador de pessoas boas ou más. Deus criou os espíritos simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do mal. Quem constrói o céu e o inferno é o próprio homem.

Pela teoria, todos os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra para evoluir. A morte seria apenas a passagem da alma do mundo físico para a sua verdadeira vida no mundo espiritual. E mesmo no paraíso, acredita-se que o espírito esteja em constante evolução para o seu aperfeiçoamento moral.

As almas dos mortos ligam-se umas às outras, em famílias espirituais, guiadas pela sintonia entre elas. Consequentemente, os lugares onde vivem possuem níveis vibratórios diferentes, sendo uns mais infelizes e sofredores, e outros mais felizes e plenos.

Muitas escolas espiritualistas – não todas – defendem a idéia da sobrevivência da individualidade humana, chamada espírito, ao processo da morte biológica, mantendo suas faculdades psicológicas intelectuais e morais.

#Q#

Igreja evangélica

Como no catolicismo, os evangélicos acreditam no julgamento, na condenação (céu ou inferno) e na eternidade da alma. A diferença é que o morto faz uma grande viagem e a ressurreição só acontecerá quando Jesus voltar à Terra, na chamada ‘Ressurreição dos Justos’, ou, então, aqueles que forem condenados terão uma nova chance de ressurreição no ‘Julgamento Final’. Os que morrerem sem Cristo como seu Deus também receberão um corpo especial para passar a eternidade no lago de fogo e enxofre.

Igreja Adventista do Sétimo Dia

Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, os mortos dormem profundamente até o momento da ressurreição. Quem cumpriu seu papel na Terra recebe a graça da vida eterna, do contrário desaparece.

Igreja Batista

Crêem na morte física (separação da alma do corpo físico) e na morte espiritual (separação da pessoa de Deus). Os que, após a morte física, acreditam ou passam a confiar em Jesus Cristo, vão para o Paraíso onde terão uma vida de paz e felicidade. Com a morte espiritual, a alma vai para o Inferno para uma vida de angústia, sofrimento, dor e tormentos.

Catolicismo

A vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório. Dependendo de seus atos, a alma se dirige para cada um desses lugares.

A alma é eterna e única. Não retorna em outros corpos e muito menos em animais. Crê na imortalidade e na ressurreição e não na reencarnação da alma. A Bíblia ensina que morreremos só uma vez. E ao morrer, o homem católico é julgado pelos seus atos em vida. Se ele obtiver o perdão, alcançará o céu, onde a pessoa viverá em comunhão e participação com todos os outros seres humanos e, também, com Deus. Se for condenado, vai para o inferno. Algumas almas ganham uma chance para serem purificadas e vão para o purgatório, que não é um lugar, e sim uma experiência existencial da pessoa. Quem for para o céu ressuscitará para viver eternamente. Depois do Juízo Final, justos e pecadores serão separados para a eternidade. Deus julga os atos de cada pessoa em vida de acordo com a palavra que revelou através de Seu Filho, com os ideais de amor, fraternidade, justiça, paz, solidariedade e verdade.

Judaísmo

O judaísmo crê na sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se existe de fato.

O judaísmo é uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos. Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original.

Para os judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e fazer as pazes com Deus. A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição para o outro mundo.

Candomblé

Não existe uma concepção de céu ou inferno, nem de punição eterna. As almas que estão na terra devem apenas cumprir o seu destino, caso contrário vagarão entre céu e terra até se realizar plenamente como um ser consciente e eterno.

Os cultos afro-brasileiros acreditam que os mistérios da vida e da morte são regidos por uma Lei Maior, uma força divina que dá o equilíbrio divino ou eterno. O Candomblé vê o poder de Deus em todas as coisas e, principalmente, na natureza. Morrer é passar para outra dimensão e permanecer junto com os outros espíritos, orixás e guias. Trabalha com a força da natureza existente entre terra (Aìyê) e o céu (Òrun). Nos cultos afros, o assunto de vida após a morte não é bem definido.

Na Terra, o objetivo do homem é realizar o seu destino de maneira completa e satisfatória. Ao cumprir o seu destino na Terra, o ser humano está pronto para a morte. Após a morte, o espírito será encaminhado ao Òrun, para uma dimensão reservada aos seres ancestrais, ou seja, eternos. O ser humano pode ser divinizado e cultuado. Caso o seu destino não seja cumprido, os espíritos ficarão vagando entre os espaços do céu e da terra, onde podem influenciar negativamente os mortais. Como não se realizaram plenamente, estes espíritos estão sujeitos à reencarnação. Já as pessoas vivas que sofrem as suas influências negativas, precisam passar por rituais de limpeza espiritual para reencontrar o equilíbrio.

Umbanda

A Umbanda sofre influências de crenças cristãs, espíritas e de cultos afros e orientais. Como não existe uma unidade ou um ‘livro sagrado’, alguns umbandistas admitem o céu e o inferno dos cristãos, enquanto outros falam apenas em reencarnação e Carma.

Na Umbanda, morte e nascimento são momentos sagrados, que marcam a passagem de um estado a outro de manifestação espiritual, morremos para um lado e nascemos para outro lado da vida, o que nos aguarda do outro lado depende de nós mesmos.

A Umbanda explica o universo através de sete linhas, regidas por Orixás. Ao morrer, a pessoa será atraída por estes mundos espirituais. A matéria é apenas um dos caminhos para a evolução do espírito. Sendo assim, a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, sendo a reencarnação a base da evolução. O objetivo maior do nascimento e da morte é a harmonização e a evolução consciente do espírito. Após morte, o ser humano leva consigo suas alegrias, sua fé, suas crenças, suas mágoas e suas dores. E terá que lidar com elas, sempre contanto com o auxílio dos espíritos mais evoluídos que o recepcionarão no outro lado da vida e o ajudarão na sua adaptação no mundo espiritual.

Com a morte do corpo físico, os espíritos bons podem se tornar protetores, enquanto os maus (espíritos de pouca evolução, devido às poucas encarnações) podem virar perturbadores. Os mortos (desencarnados) podem ser contatados, ajudados ou afastados.


Revista Época: 05/08/2004 – Edição nº 325

OBS.: Afigura não é parte da reportagem

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Umbanda e Umbandas!

Publicado por Administrador em julho 22, 2009


Em informática se diz que o melhor software é aquele que o usuário consegue fazer tudo, ou quase tudo, que ele quer. Esse é o melhor software.

No caso da Umbanda podemos fazer uma analogia, ou seja, a melhor forma é aquela em que a pessoa consegue tudo ou quase tudo que quer. Aí os ensinamentos, a doutrina, os ritos e seja lá o que for a mais, são os ideais e essa pessoa ou essas pessoas sempre terão “arco reflexo psicológico” de repassar esse bem estar aos outros como se aquilo fosse a melhor coisa do mundo, o melhor, a melhor forma.

O ser humano tende, por esse “arco reflexo psicológico”, a propagar aos outros o que ele acha melhor para si, pois foi e é bom para ele, por que não será para os outros também? Então vamos passar adiante o nosso bom e criticar o que não faz parte desse ideal que “me faz tão bem” (a pessoa). Afinal, e “eu vejo os resultados” do que acredito no meu centro, tenda templo, terreiro…

O meu certo é o certo, assim que é a Umbanda; definida e fundamentada nessa prática, nessa lógica, nesse racional, rompendo as crendices, rompendo as tradições, inovando em uma modernidade espiritual, “na minha verdade como Umbandista”, em uma verdade universal(?), nos livros de Kardec, nos livros de outras religiões, nos ensinamentos de ????? ou de ?????, nas palavras do caboclo XYZ, o espírito evoluidíssimo ABCD,…

Parece que nós Umbandistas, ou uma parte considerável de nós, é desesperadamente carente de fé, necessitados de uma tábua de salvação que nos mostre um norte, um rumo… Quando encontramos, quando aquela vibração maravilhosa nos completa, onde resolvemos nossos problemas, onde escutamos palavras maravilhosas, onde encontramos o sacerdote/sacerdotisa que nos abraço e supre as nossas necessidades de filhos/filhas, chegamos ao nosso lugar ideal.

Só que existem vários lugares ideais, vários segmentos maravilhosos. Cada um deles adequado a uma forma de pensamento, a uma forma de encarar a espiritualidade e a vida material, com fundamentos que nós aceitamos como corretos ou mesmo que acabamos entendendo e absorvendo como tal, onde seguimos regras, outro que nos dão liberdade para pensar, ler acertar e errar, outros que são severos e o que vale é o que o sacerdote/sacerdotisa diz…

Um lugar para cada pessoa, uma pessoa para cada lugar. Talvez essa seja a maior contribuição que a Umbanda tenha dado como religião: sua diversidade e a caridade de se flexibilizar ao ponto de que cada pessoa que procura possa encontrar a Umbanda que mais a preencha, mais a complete.

Algo muito interessante nessa característica da Umbanda, sua diversidade, é que ela é o que fez com que a Umbanda sobrevivesse até hoje, pois cada grupamento se formou e se moldou dentro de seus próprios fundamentos e doutrina, absorvendo ou não ensinamentos de outros setores da espiritualidade (dentro da Umbanda ou fora dela), mas acabaram se formando e exercendo suas atividades de ajuda, caridade, práticas e formando ou não sacerdotes ou dirigentes de culto. Só que, essa mesma diversidade que permitiu que tantas formas existentes de Umbanda fossem criadas, é o que mais incomoda a muitas pessoas, muitos Umbandistas, devido a magnitude de sua abrangência.

Vejam bem, a abrangência que a diversidade que a Umbanda permite tanto pode criar boas e novas formas, adequadas ao A, B, C, D, … como também pode abrir espaço aos picaretas ou aquelas formas mais estranhas de culto em que existem procedimentos que são rejeitados por alguns, mas tidos como normais para outros, como:

Trabalhar com Orixás: uns criticam, outros fazem culto;

Trabalhar com sacrifício animal: uns criticam, outros fazem culto;

Trabalhar com fumo e bebida: uns criticam, outros utilizam como parte do culto;

Liberdade para ir em outras casas: uns criticam, outros fazem isso normalmente;

Trabalhar com atabaques: uns criticam, outros fazem culto;

Cobrar alguma forma pecuniária de retribuição (voluntária ou obrigatória): uns criticam, outros utilizam como um forma de manter suas casas abertas;

Formação de escolas doutrinárias: uns criticam, pois vêem a Umbanda como caridade e, pela caridade, se alcança uma evolução (não precisa de livros, sacerdócio, conhecimento…); outros utilizam a escola de doutrina como uma forma de orientação para os médiuns e asssitenciados (variando suas doutrinas e formas);

Conteúdo das escolas de doutrina: uns partem para o espiritismo, Kardecismo, pois vêem que lá existem respostas (que as completam – lembram do melhor software) e valores morais identificáveis (mas não levam em conta as diferenças existentes entre a Umbanda e o Espiritismo); outros vão para uma linha mais exotérica, onde absorveram da teosofia uma gênese para, a Umbanda que satisfaz àqueles que se identificam com essa forma, além de incorporarem diversos rituais tidos como emanados do astral superior (lembram do melhor software); outros adotaram uma postura racionalista, em uma prática de várias possibilidades, e até na formação de sacerdotes; outros mesclam o exotérico, o espírita, o africano, formam sacerdotes… Cada um procurou o seu melhor software…

Trabalhar com fundamentos africanistas: uns combatem dizendo que é algo supersticioso, crendices, valores antigos …; outros tentam a muito custo preservar raízes para que os mais novos tenham onde se sustentar no futuro.

Vendo tudo isso eu chego à conclusão de que nós somos os nossos piores inimigos. Os Umbandistas são os piores inimigos da própria Umbanda, pois ainda não sabemos respeitar a Umbanda dentro daquilo que ela se manifesta, dentro daquilo que ela apresenta: sua diversidade.

Uma vez Pai Cipriano me pegou e disse: “Meu filho, que direito você tem de dizer que aquilo que a pessoa pratica,é certo ou errado? Talvez o que você veja como errado possa ter salvo a vida de alguém, possa ter tirado uma pessoa do vício … Não existe o certo ou o errado, isso vai de cada um, de cada visão, de cada forma de pensar, de cada lugar com suas leis, em que em um lugar algo é condenado, mas em outro é louvado…”

Ele deixou isso na minha cabeça e passei a tentar ver as coisas de outra maneira. Posso deixar claro que aquilo (aquela forma de prática e pensamento), para mim, representa algo ou não, porém, sei que para outros é questão de fé, de encontro e de realização.

Existem questões que são muito complicadas, muito mesmo, mas grande parte vai de encontro à formação do sacerdote. O próprio preconceito que existe dentro da Umbanda, entre os Umbandistas, é algo que poderia ser erradicado se os sacerdotes tomassem outra postura em relação às outras formas de culto Umbandistas. Os problemas inerentes aos charlatões que vemos por aí também passa pela mão dos sacerdotes, pois são eles que formam e, se formam errado, não é culpa da pessoa que é formada.

Com relação a essa questão de diploma e curso de formação de sacerdotes, também acredito que passe pelas mãos dos sacerdotes que compõem as federações que se utilizam desse tipo de formação. Na realidade a, responsabilidade de formar é deles, mas não são responsáveis pelo que o formado irá fazer.

É o caso de uma faculdade de medicina. Ele forma o médico, mas se o cara irá ser uma bom ou mau médico é outra questão.

Algumas pessoas já levantaram bandeiras em relação a um conselho de ética para a Umbanda, em relação ao sacerdócio, só que é muito difícil formar um conselho para esse fim.

Ele teria que ter por base que a Umbanda é uma religião diversa e não submetida a uma única forma e sim a uma diversidade de formas. Teria que haver um consenso do que é errado e o que é certo, e isso é um peso muito grande.

Imaginem o caso de um conselho desses que estipula-se que em uma casa de Umbanda é proibido ter atabaques, por exemplo. Imaginem o impacto, que isso causaria. Ou que um conselho desses estipulasse que um gongá deva ser assim e assado, ou que a roupa de culta tem que ser azul, ou que é proibido dentro da Umbanda a utilização de livros Espíritas como forma de doutrina, ou que é proibido o uso d,e imagens de santos católicos… E aí, como fica a Umbanda?

Eu acredito que a complexidade em que chegamos, seja tal que é muito difícil definir, em termos de culto e práticas, o que é certo e o que é errado de uma forma precisa. A não ser nos casos, mais patentes como sacerdote que abusa sexualmente de filhos de santo e assistenciados, cometem extorsão, abusam do sacrifício animal, … Ou seja, o que está na lei dos homens e que é passível de punição.

Talvez o que ajudasse seria o que já acontece, dentro do próprio protestantismo, ou seja, a caracterização das formas de culto dentro do que elas professam como é o caso da IURD, da Assembléia de Deus, Igreja Prebisteriana, Igreja Metodista…

Embora todos sejam cristãos, existe uma individualização dentro de suas práticas. Ou seja, as práticas da IURD, são inerentes a IURD, e não a Igreja Metodista, assim como as práticas da Igreja Assembléia de Deus são inerentes a ela e não a Igreja Batista.

Acredito que se nós assumíssemos isso, ou seja, se as ramificações dentro da Umbanda se assumissem, ficaria mais fácil de enxergar que essa ou aquela prática é inerente aquele seguimento especificamente (isso ia acabar com essa história de um dizer que o outro não pode, pois o meu é que é verdadeiro).,Só que o que vemos por aí é o cara fazendo isso ou aquilo e dizendo que é Umbanda (como se todas assim o fizessem: de bom e de ruim) e, em outros casos, existem aqueles que dizem que isso ou aquilo não faz parte da Umbanda (só a dele é que é boa). Não seria mais fácil dizer que essa prática é inerente a Umbanda X, ou que aquela prática é inerente a Umbanda Z … que essa formação sacerdotal é inerente a Umbanda ABC … que na Umbanda CBA o cara faz um curso de x meses ou anos e sai dali qualificado para se,r sacerdote…?

O que eu vejo é que hoje existem tantas formas inerentes à Umbanda, mas a grande parte se diz puramente Umbandista e que a Umbanda e assim e assado, que qualquer tipo de certo ou errado acaba ficando mascarado ou difícil de definir dentro do campo da fé.

É mais ou menos como se a IURD dissesse que o Cristianismo é o que ela pratica que a Igreja Batista dissesse que o Cristianismo é o que ela pratica, e assim por diante…

Por outro lado, parece que tem gente ainda tentando ser Papa da Umbanda e “obrigando” as pessoas a verem a Umbanda de uma maneira específica dentro de seus usos e costumes e, de uma forma ou de outra, o que irá acontecer, mais cedo ou mais tarde, é que a individualização das formas irá acontecer de uma maneira inevitável. Então, daqui há uns 10 ou 20 anos, talvez menos, o iniciado ou mesmo o assistenciado não irá se confundir e saberá que essa prática, essa forma, essa manifestação ou mesmo essa doutrina é inerente a essa ou aquela forma de Umbanda.

Será que um Cristão pode dizer que a sua forma é a correta?

Será que um Budista pode dizer que a sua forma é a correta?

Será que um Candomblecista pode dizer que a sua forma é a correta?

Por que será que o Umbandista tem a mania de dizer que aquilo que ele faz é o correto para o, todo religioso da Umbanda?

Autor: Etiene Sales

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PALESTRA – BAURU

Publicado por Administrador em julho 20, 2009

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Candomblé e Umbanda são declarados patrimônios do Estado do Rio

Publicado por Administrador em julho 17, 2009

O candomblé e a umbanda foram declarados patrimônios imateriais do Estado do Rio de Janeiro. A lei foi sancionada pelo governador em exercício Luiz Fernando de Souza Pezão e publicada ontem no Diário Oficial. O projeto foi proposto pelo deputado Gilberto Palmares (PT).

A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa comemorou a notícia nesta sexta. Para Jorge Mattoso, secretário da comissão, a lei vai ajudar a diminuir o preconceito.

- Para a gente foi muito importante. Vai significar um resgate da auto-estima e elevar o respeito frente a atos de intolerância religiosa. Isso vai abrir portas, pois vamos poder fechar convênios com várias entidades.

Mattoso espera que a lei estadual ajude na aprovação de uma lei federal. A comissão fez um encaminhamento do pedido, durante a 2ª Conferência de Igualdade Racial, realizada em junho, em Brasília.

Fonte: O Globo

Enviado por Sandro C. Mattos

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OBSESSÃO – PEQUENO ESTUDO

Publicado por Administrador em julho 8, 2009

Amados irmãos,

muitos do grupo Povo de Aruanda podem achar que eu não leio os textos enviados neste grupo, mas estes estão completamente enganados, pois além de ler eu os guardo e abaixo é um texto enviado por nossa irmã Ângela Garcia ao Grupo Povo de Aruanda (Yahoo) que eu comecei a ler e como já venho a algum tempo juntando textos sobre obsessões e desobsessões e estudando esta matéria com afinco e muita atenção, eu fiz alguns comentários do que eu penso conhecer sobre o assunto, onde houver comentários meus estará na cor azul apenas para não confundir com o texto original enviado por nossa irmã.

Alex de Oxóssi

1 – Obsessão:

“É o domínio que alguns espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticado senão por espíritos inferiores que procuram dominar” (Livro dos Médiuns, Cap. 23 item 237)

“É a ação persistente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.” ( O Evangelho Segundo o Espiritismo – cap. 25, item 81)

A obsessão é e sempre foi um dos maiores problemas da humanidade. Difícil de ser tratada por esbarrar na dureza do coração humano. Tratada pela medicina como problema puramente físico, ainda não tem encontrado através dela, um meio de alívio para milhares de seres que sofrem sua ação. É para a ciência, em muitos casos, problema insolúvel, catalogado como resultado da hereditariedade, apesar de a maioria dos casos contestar esta afirmação.

A par com a medicina, a religião oficial vem dando a sua contribuição no âmbito do terror quando diz, que quem sofre um mal deste tipo está endemoniado, tendo que ser exorcizado, o que leva a maioria das pessoas a se afastarem delas por medo de ridículo ou incompreensão, preferindo apesar dos pesares continuar sua peregrinação através dos consultórios.

A Doutrina Espírita, única a dar uma explicação racional sobre o problema, tem se desdobrado através de trabalhadores incansáveis, no sentido de aliviar aqueles que sofrem desse mau, de maneira tranqüila e os trazendo de volta a uma vida saudável.

A obsessão só pode ser racionalmente explicada sob o prisma da Doutrina Espírita. É uma faceta do relacionamento humano, que continua a se fazer sentir entre os seres, embora já tenham desencarnado alguns e outros continuarem encarnados.

Este relacionamento se mantém devido as ligações boas ou más existentes entre as partes envolvidas que prendem uns aos outros, até que a justiça e o aprendizado inerente a este acontecimento esteja assimilado.

Jesus, como profundo conhecedor da psiquê humana e seus defeitos, deixou escrito o ensinamento que se obedecido livraria o homem desse mau.

“Perdoa, o teu inimigo enquanto estais em caminho com ele, para que ele não te leve a juiz e não te condene, pois se isso vir a acontecer, ficará preso até que pagues o último cetil.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo) .

Nesta parábola ele nos dá o antídoto. O Amor é o caminho. O perdão, a paciência, tolerância, tudo o que leva as pessoas a um bom relacionamento. Não criando por isso motivos de represálias de ninguém.

Quando criarmos barreiras em nós mesmos, tirando do nosso coração o orgulho, a vaidade, o egoísmo, e vivenciarmos bem com todos em acordo com o evangelho, não existirão mais esses relacionamentos negativos e sim somente os positivos, onde todos serão amigos e ajudarão uns aos outros no caminho evolutivo.

Povo de Aruanda – muitos Umbandistas preferem afastar esses espíritos, esquecem de avisar as vitimas (se é que possamos assim chamá-los) que terão que seguir os estudos, orações e principalmente fazer uma grande reforma intima, quanto ao estudo realmente a Umbanda nos traz muito pouco ou quase nada a respeito deste assunto, então devemos beber na fonte da Doutrina espírita, que nos traduz os obsessores melhor sobre o assunto.

Interessante é perceber que muitos Pais, Mães no Santo ainda são arredios quanto ao uso da Doutrina espírita, daí trocam os pés pelas mãos, cuidam de seus filhos de forma equivocada e daqui a pouco pensam que são espíritos de Luz e na verdade são verdadeiros quiumbas servindo a seus assistentes, confiam em uma Tronqueira onde acham que por ela nada passa de errado, esperam tudo do “santo” e nem mesmo fazem uso de leitura, ou ainda permitem seus filhos fazerem. Infelizmente ainda temos muitos assim em nosso meio. Então viram Pais e Mães de verdadeiros quiumbas e o pior ainda dão margens para que o individuo A ou B, difame a nossa religião, pois com toda certeza não irão cuidar dos problemas desses da forma que deveria, pois não tem a noção de que estes tratamentos são longos e duradouros, fazem por lá uma oferenda em determinado local, ou apenas banho de ervas, ou ainda o uso da tuia (pólvora) e pronto o individuo está curado da obsessão, ainda se gabam que resolvem esses problemas mais rápido que nos C.E.s (Centros espíritas). Tolos, só assim podemos descrever estes Pais e Mães no Santo, tolos e ignorantes do saber, esquecem que quando estes espíritos conseguem retornar a perturbar a vitima (se é que possamos assim chamá-los) eles chegam mais irados do que antes, daí o individuo dificilmente irá retorna a aquele Terreiro, ou ainda a outro Terreiro, com sorte irá parar em um C.E. (Centro espírita), mas na maioria das vezes estes vão parar nas Igrejas, principalmente naquelas onde adoram falar da nossa Religião.

Concordo plenamente com Doutrina espírita, estes precisam ser orientados, precisam serem educados espiritualmente e moralmente, precisam conhecer a si próprio e conviver, conhecer e entender que o maior culpado é ele mesmo, que deve deixar fluir em sua vida o amor incondicional, aprender o que realmente é a Palavra do Cristo Jesus. Pais, Mães, Filhos no Santo a Doutrina espírita não nasceu para uma Religião e sim para a humanidade, não quer dizer que o seu uso o irá transformar em um “espírita Kardecista” (eu não gosto de escrever este termo, pois o nome correto é espírita, mas infelizmente assim tenho que fazer para o entendimento), a Doutrina nasceu para todas as Religiões.

2 – Classificação da Obsessão

Allan Kardec, através dos seus estudos classificou a obsessão por seus estágios, sendo que por isso mesmo, não tem um caráter definitivo, servindo apenas como parâmetro para estudo, uma vez que a obsessão é muito variada em seus aspectos, sendo difícil estabelecer onde uma fase começa e termina a outra.

SIMPLES – É a influência sutil na atitude do espírito, encarnado ou desencarnado.

FASCINAÇÃO – É a ação direta de um espírito sobre o pensamento de outro.

SUBJUGAÇÃO – É a paralisação através da ação mental, que um espírito determina sobre a vontade de outro.

Povo de Aruanda – Concordo que não há mesmo um caráter definitivo, cada obsessão é diferente da outra.

Participantes:

Encarnado para encarnado

Desencarnado para desencarnado

Encarnado para desencarnado

Desencarnado para encarnado

Auto – Obsessão

Povo de Aruanda - Aqui eles não explicaram cada um, mas irei tentar falar a respeito dentro das minhas limitações.

ENCARNADO PARA ENCARNADO

Nada mais é que pessoa obsidiando pessoa, este com toda certeza é em grande número, estranhamente para uns e normal a outros é entender que existe esse tipo de obsessão, percebam que entre nós há indivíduos que são verdadeiros obsessores, que dominam outros indivíduos com sua a capacidade mental.

Ainda não acreditam? Então o que diria vocês se eu afirmasse que este processo obsessivo é o mesmo ciúme, inveja, paixão, desejo de poder, orgulho, ódio que vemos em diversos indivíduos?

A sutilidade é tamanha que a vitima até pensa estar sendo amada ou protegida.

Vocês já perceberam aqueles amores possessíveis, que um tenta comandar toda a vontade do outro, onde o outro nem mesmo pode respirar que lá estará sendo cobrado pelo companheiro(a), sufocando a liberdade do outro, obsidiando totalmente a sua vitima.

É mais este vai mais um pouco além, os pais que querem governar os filhos, não o permitindo viver sua vida livremente, pois os espíritos aqui estão para serem livre, dentro da normas de uma sociedade e das normas de Deus, mas mesmo assim alguns Pais ainda cerceiam os filhos, podemos aqui ainda salientar os Pais e Mães no Santo que acham que tem total controle de seus filhos no Santo, esquecem esses que estão obsidiando os coitados.

Ainda estes chegam de via de fato por uma paixão não correspondida e totalmente desiquilibrado emocionalmente, pode tirar a própria vida ou ainda assassinar ou mutilar sua vitima.

DESENCARNADO PARA DESENCARNADO

Facil saber que tipo é este, ou seja, espíritos que obsidiam espíritos, poderemos perceber em muitos livros romanceados da Umbanda que nos revelam tais fatos, em o Guardião da Meia Noite do Rubens Saraceni há um grande exemplo desse tipo de obsessão, infelizmente a obsessão acontece aqui em Terra como no Plano Espiritual inferior também, muitos esquecem que há no Plano Espiritual, uma verdadeira guerra e que este se subdivide em superior e inferior ou luz e treva como outros preferem falar e ainda esquecem que os espíritos carragam consigo os seus vicios, paixões, conquistas, esperiências e apenas por este fato há no além-tumulo obsessões entre espíritos.

Eu quero deixar claro que aqui eu quero apenas fazer comentários, mas seria de bom exemplo lerem o livro que mencionei que mesmo que seja uma visão romanceada ele irá ajudar muito a entender a obsessão, volto a repetir leiam o livro Guardião da Meia Noite que alguns poderão até se assustar, mas acredito que o Rubens Saraceni, no livro ainda pegou leve, outro livro do mesmo autor que fala de forma romanceada, mas traz ensinamentos da obsessão é o Cavaleiro da Estrela Guia

ENCARNADO PARA DESENCARNADO

Esta aqui muitos achama até mesmo não acontecer, mas podemos olhar nossos umbigos e iremos perceber que o Umbandista em seu inicio de desenvolvimento (muitos dirão eu não, eu nunca fiz isso) é na verdade um obsessor para com os guias, falam deles o tempo todo, tudo recorre ao mesmo, mas tudo isso é entendido e controlado pelo próprios guias, mas muitos estrapolam e chegam as raias da obsessão e até da loucura, eu já vi muitos assistentes, médiuns assim infelizmente, ou seja, são verdadeiros obsessores.

Mas vamos ao que mais acontece realmente neste tipo de obsessão, que é quando perdemos um ente querido ficamos fixando nossos pensamentos no mesmo, mas nem sempre este pensamentos são benéficos a nossos entes queridos, a dor, a revolta, paixões e até sentimento de raivas, remorso e desequilibrio com toda certeza irá prejudicar muito o recem desencarnado.

Quando envolve dinheiro, terras, bens de um modo geral, ou seja, quando o desencarnado não deixa pronto um testamento, ou ainda em vida faz a partilha de seus bens de acordo com a vontade geral, isso pesa mais ainda para o coitado, as disputas de heranças irão afetá-lo muito, será para este recém desencarnado um verdadeiro martirio o que irá atrasar e muito sua caminhada espiritual e sua evolução.

DESENCARNADO PARA ENCARNADO

Muitos podem até afirmarem que esta é uma ação maléfica de um espírito sobre um encarnado, mas esquecem que muitos espíritos nem mesmo sabem que suas ações podem estar prejudicando o encarnado, então devemos estudar um pouco mais sobre os espíritos e suas ações para podermos entender um pouco melhor a respeito do assunto. Os médiuns são sabedores que os espíritos se aproximam de nós por afinidades, então para um espirito aproximar de nós não é tão dificil, pelo contrário é o que mais acontece e este pode não saber que suas vibrações poderão causar dano a determinado individuo.

Quanto aos marginais do astral inferior, isso a Doutrina Espírita explica muito bem e aqui no inicio deste texto já algumas esplicações a respeito.

AUTO – OBSESSÃO

Em Obras Póstumas (Allan Kardec, Primeira Parte, “Manifestações dos Espíritos”, Item 58, 17.a cd. FEB ) diz assim: “O homem não raramente é o obsessor de si mesmo”, é o que assevera o Codificador. Interessante que muitos Umbandistas preferem colocar a culpa nos espíritos do que em sí próprio Allan Kardec ainda explica: “Alguns estados doentios e certas aberrações que se lançam à conta de uma causa oculta, deri¬vam do Espírito do próprio indivíduo.”

Infelizmente podemos chamá-los de doentes do espírito, são obsessores de si mesmos, vivem de algo que não conseguem se livrar, corroem-se de seus matirios passados e arrumam outros atuais para lhe corroerem futuramente, são inimigos de sí próprios, estes não só precisam de ajuda espiritual e sim de ajuda de um profissional da area psiquica, são atormentados por si próprio, são doentes imaginários. Abrem um grande campo para que espíritos maléficos possam intervir em seu dia-a-dia, abram a guarda para os mesmos, então conciliando a auto obsessão, junto a obsessão desses infelizes espíritos, estes individuos chegam as raias da loucura, um perigo para si e futuramente para a sociedade. Esta obsessão é muito comum entre nós e devemos nos preocupar muito com a mesma, de dificil cura e que é preciso de muito tempo de estudo, oração e principalmente de amor próprio e a Deus.

UMA HISTÓRIA

Tempos atrás eu conheci uma pessoa que sofria de uma obsessão assim, um ex namorado havia tirado a vida por um possível “amor” que ela não sentia e sim ele, daí ele não teve a coragem de tirar a vida dela, mas tirou a dele e sinceramente era algo triste de se ver, a menina muito bonita e não conseguia de forma alguma manter um namoro ou relacionamento, mas esta pessoa era Umbandista e achava que tudo poderia ser resolvido e pronto, sem qualquer reforma intima, estudo, orações, ainda xingava muito o espírito que a atormentava, achava que daquela forma poderia afastá-lo, sempre tomando os banhos, fazia algumas oferendas, até mesmo giras especiais para cuidar do problema dela, uso de tuia (pólvora) perderam a conta, até nos conhecermos e eu explicar a ela o que acontecia, que sempre ele, o espírito, voltava com mais força e com tampo abrandava, aquela obsessão até parecia uma verdadeira possessão, ela ficou assustada porque eu nem mesmo a conhecia e já falava tudo que estava acontecendo, sem nem mesmo estas “incorporado”, ela ainda afirmou que no terreiro levaram algum tempo para saberem sobre a obsessão e até então nunca haviam falado do porque do retorno daquele espírito.

Ela conseguiu falar com o espírito que se diz ter sido Cigano em vida que trabalha com este médium, então ele confirmou tudo o que eu havia falado e pediu a ela que mudasse seus sentimentos para com aquele espírito e quando ela conseguisse mudar os sentimentos iria mudar a ação do mesmo, ela disse que não iria conseguir, então como o Cigano disse Pai Benedito de Aruanda também afirmou, começou ela mesmo a se interessar a mudar seus sentimentos para com aquele espírito que a atormentava, não entendia o porque de uma obsessão tão rápida, então foi explicada por Pai Benedito de Aruanda que aquela obsessão já vinha da carne e antes da carne já havia tido eles um contato anterior em vidas passadas que de forma alguma valeria relembrar. disse apenas que se ela não fizesse uma força ele não poderia ajudá-la, insistiu ainda que ela fizesse uso do estudo sobre a mediunidade, espíritos e espiritualidade, para poder entender o que estava havendo com ela, então ela deixou o terreiro que estava e começou a visitar no inicio a irdes no terreiro que eu era filho e sempre a conversar com Ela começou a entender o porquê daquele espírito a atormentá-la e reconheceu que ela mesmo havia cometido um grande erro com ele, rogou ao mesmo desculpas e afirmava que não guardava por ele qualquer rancor, o amava apenas como irmão, sempre estava em orações para iluminar a estrada daquele espírito, ela conduziu a este o amor, a caridade e compaixão.

Foram quase dois anos e hoje aquele espírito foi encaminhado a Luz a irmãzinha está casada e feliz com seu rebento de um amor sólido e coerente, onde ela é livre e deixa seu amor livre.

Não se assustem meus irmãos pelo tempo que levou esta desobsessão, mas cada caso é um caso, e neste caso foi preciso de quase dois anos, a bem da verdade lendo o relato, vocês irão perceber que ela nutria um sentimento de raiva para com o referido espírito, então foi ela que não conseguiu livrar-se deste sentimento antes dos referidos dois anos.

3 – Fatores que levam à Obsessão:

O que predispõe um espírito (encarnado ou desencarnado) à Obsessão, são as imperfeições morais. Na medida que o espírito se aperfeiçoa moralmente, ele não se predispõe à obsessão.

4 – Quando podemos reconhecer a Obsessão:

Quando sentimos idéias torturantes a se fixar.

Quando sentimos forças interferindo no processo mental.

Quando se verifica a vontade sendo dominada.

Quando se experimenta inquietação constante.

Quando se sinta desequilíbrio espiritual.

5 – Acessos à Obsessão:

Idéias profundamente negativas

Depressão / Desânimo

Revolta

Medo

Irritação / Cólera

Vícios / fumo / tóxicos / álcool

Desregramento sexual

Maledicência

Ciúme

Avareza/Egoísmo

Ociosidade

Remorso

Povo de Aruanda – Vou deixar claro que há outros itens para identificar uma obsessão, acima colocaram apenas o principal, mas irei citar uma que muito vemos nos Terreiros de Umbanda que é o orgulho e a vaidade em exagero pode ser um identificador de uma obsessão.

6 – Processo Obsessivo:

O que rege o processo obsessivo é o atendimento à “lei de sintonia”, que é a predisposição de atração recíproca, através da emissão e recepção de ondas mentais. A obsessão prolongada pode causar:

Desordens patológicas (doenças)

Loucura

Morte Física

Povo de Aruanda – Concordo plenamente

7 – Obsessor e Obsediado:

O estudo da obsessão tem levado à compreensão de que as criaturas encontram-se na grande maioria envolvidas por conflitos do passado.

São enfermos que reclamam tratamento à luz do esclarecimento, pois somente através do perdão das partes envolvidas, poderá desmanchar os liames doentios que os prendem. É preciso notar que os laços são modificados, nunca rompidos. Onde há ódio, passará a haver compreensão, entendimento, paciência. Em benefício desse objetivo deixarão pelo menos, de prejudicarem um ao outro, ganhando com isso, equilíbrio, que os conduzirão ao respeito e futuramente ao perdão total dos compromissos. Fazendo-os continuarem ligados, mas agora unidos pelos ideais de ajuda e quites com a justiça divina.

O Obsessor que guarda hoje sentimento de revolta e vingança, é alguém carente de amor e compreensão.

Povo de Aruanda – aqui está a explicação da história que trouxe a vocês logo acima, com toda certeza poderão obsessor e obsediado caminharem na mesma estrada, lembro que logo assim que cheguei na Umbanda o mentor espiritual da Casa que eu era filho, disse-me que andava comigo 5 Eguns (espíritos desencarnados) dois ele iria afastar de mim e os outros três ele achava que não deveria assim o fazer, eu fiquei muito intrigado com aquele fato, então recebi uma verdadeira aula de amor e caridade e entendi que aqueles eguns não iriam me prejudicar e o mentor foi mais além, disse que um deles ainda iria trabalhar comigo na Umbanda e de fato ele tinha toda razão, ainda não trabalho com ele, mas sinto que a hora é chegada, estes três mais trabalham como meus defensores do que como obsessor, a mania que Pais e Mães no Santo tem de dizer que tem que tirar este ou aquele obsessor é que me preocupa, pois esquecem estes que os obsessores são espíritos que atrapalham o ser, mas nem todos que chegam nesta qualidade querem prejudicar o individuo, falta ao obsessor e ao obsediado apenas explicações, estudo, amor, caridade e orações.

8 – Desobsessão:

No sentido amplo da palavra significa o ato de curar alguém da obsessão.

A cura espírita da obsessão baseia-se na conscientização do enfermo e do espírito agressor, posto que o paciente, é o agente da própria cura.

Para isso a Doutrina propõe:

O esclarecimento através do estudo

Renovação interior por intermédio da ação do pensamento e da vontade.

9 – Como evitá-la:

( Conheça a ti mesmo)

Através do exercício constante da análise de si mesmo, o ser humano passa a se conhecer, colocando parâmetros entre o que pode e o que não pode realizar. Com isso passa a perceber as induções mentais que não se coadunam com seu modo natural de ser. Quando se conhece, se vigia, não aceitando idéias diferentes das suas. Vivendo de acordo com o preceito de Jesus; “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação” Paulo de Tarso diz: “Tudo me é possível, mas nem tudo me é permitido”. Nos alerta através dessas palavras que tudo podemos fazer com o nosso livre arbítrio, mas nem tudo que fazemos se reverterá em nosso proveito espiritual. A sabedoria do espírito é saber discernir entre o que traz felicidade momentânea ou a felicidade eterna. A opção da escolha é sua, não podendo a ninguém imputar culpa posterior.

Povo de Aruanda – Concordo plenamente

10 – A família perante o enfermo:

Há que se destacar que no processo desobsessivo, a família assume papel preponderante, podendo colaborar sobremaneira para que o tratamento da equipe de desobssessão surta o efeito esperado.

Ela, na maioria das vezes é a mais afetada pelo problema, não sabendo como proceder com o enfermo.

Por esse motivo são feitas as seguintes recomendações à família:

Paciência com o enfermo;

Ausência de curiosidade sobre o obsessor;

Não atribuir-lhe (ao obsessor) os acontecimentos desastrosos que os visitem;

Não ter repulsa aos perseguidores;

Não desejar que eles (os perseguidores) sofram o reverso da medalha;

Esperar, sem pressa;

Confiar no tratamento dos bons espíritos;

Não buscar meios violentos ou aparentemente rápidos para desalojar o obsessor;

Orar sinceramente em favor do perseguidor.

11 – A desobsessão no Centro Espírita:

O Centro Espírita é a peça fundamental para o tratamento da obsessão. Para isso deve dispor de equipe experiente para proceder a recepção e o diálogo com os obsessores.

O seu ambiente é impregnado de fluidos salutares que influi positivamente na reforma moral tanto do desencarnado como do encarnado.

Mantendo reuniões evangélicas ou cursos doutrinários para onde devem ser encaminhados os necessitados encarnados. Também trazidos pelo plano espiritual que assiste a casa, os desencarnados envolvidos no processo receberão esclarecimentos.

Assim ambos terão bases sólidas para mudarem hábitos e atitudes, condicionando- se a atitudes mentais mais saudáveis.

12 – A equipe

Deverá ser constituída de pessoas totalmente empenhadas no trabalho, para isso superando todos os obstáculos. Com bases doutrinárias sólidas, não se deixaram abater por impedimentos nem da vida social, nem também ligado a querelas do personalismo, nem tampouco os causados por influências espirituais no decorrer do trabalho.

O ideal é que a equipe seja pequena, porque isso favorece a harmonia entre os seus integrantes, mas esse fato não impede uma equipe grande, desde que se tenha um clima de respeito e fraterno entre todos.

A equipe deverá ser constituída por:

Dirigente

Médiuns de Incorporação Doutrinadores

Médiuns de Sustentação

Todo o êxito da reunião dependerá da equipe, que se não encarar com seriedade o trabalho, poderá sim atrair muitos problemas para si. Com claros prejuízos a todos.

Por isso enumeramos alguns requisitos básicos para se fazer parte de uma dessas equipes:

Interesse pelo estudo

Disciplina

Pontualidade

Assiduidade

Vivência com os postulados Cristãos

Fraternidade

Amor pelo semelhante, etc.

Povo de Aruanda – Acima (item 11 e 12)é como acontece em um Centro Espírita que pode e deve ser adaptado para o Terreiro, com o uso da Doutrina Espírita e explicações da mesma, isso deveria continuo nos Terreiros e não só quando houver um obsediado, mas infelizmente não é assim que acontece.

13 – Escala Espírita:

A classificação dos espíritos funda-se no seu grau de desenvolvimento, nas qualidades por eles adquiridas e nas imperfeições das quais ainda não se livraram. Esta classificação nada tem de absoluta. Neste parâmetro Kardec classificou os espíritos em 3 (três) ordens.

a) PRIMEIRA ORDEM – ESPÍRITOS PUROS

Caracteres Gerais – Predominância do espírito sobre a matéria; superioridade intelectual e moral absoluta.

Classe Única – Espíritos que percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria.

b) SEGUNDA ORDEM / ESPÍRITOS BONS

Caracteres Gerais – Predominância do espírito sobre a matéria, desejo do bem.

Quatro Classes:

Espíritos Benévolos;

Espíritos Sábios;

Espíritos Prudentes;

Espíritos Superiores

c) TERCEIRA ORDEM / ESPÍRITOS IMPERFEITOS

Caracteres Gerais – Predominância da matéria sobre o espírito, propensão ao mal.

Cinco Classes:

Espíritos Impuros;

Espíritos Levianos;

Espíritos pseudo-sábios;

Espíritos Neutros;

Espíritos Batedores e Perturbadores.

NOTA: Enquanto o homem não incorporar em seu comportamento e hábitos as lições de Jesus, a obsessão continuará a existir no meio humano. Com ela, resgatamos os erros do passado, e aprendemos a modificar o nosso relacionamento humano para melhor. Quando superarmos a maldade em nossos corações, saberemos respeitar os direitos do próximo, e a nossa querida terra não mais será habitat de espíritos vingativos e dominadores, que serão banidos por falta de sintonia, da psicosfera. Teremos nos libertado do mal, caminhando rápido para a era do espírito.

Por isso, a vivência das palavras do Cristo, assume caráter imediato e imperativo, para felicidade nossa e do nosso mundo.

Povo de Aruanda – Comentários finais – Finais apenas neste texto, pois este assunto dá para escrever diversos livros e ainda assim não conseguirmos findar o assunto, com os estudos eu fui percebendo que somos vitimas de nossos próprios pensamentos, ou seja, de nosso mental, já sabemos que os espíritos aproximam de nós por afinidades, por vibrações mentais e outros, mas na maioria das vezes é pelas vibrações mentais e se vibrarmos de modo A teremos ao nosso redor espíritos que são atraídos pela vibração A, se vibrarmos de modo B teremos ao nosso redor espíritos que são atraídos pela vibração B e assim sucessivamente. Nenhum Guia de Umbanda poderá ajudar um individuo sozinho, ele irá depender do individuo para poder ajudá-lo a ajudar, na história que contei acima isso fica muito nítido e o tempo só irá depender do individuo, como disse no final da história muitos podem pensar que 2 anos é muito, mas acho que foi pouco, a pessoa pode passar por esta encarnação sem ao menos conseguir nutrir por outrem amor, compaixão, isso é o que mais encontrarmos por aí.

O amor, compaixão, estudo e a reforma intima são os remédios para a obsessão, o difícil é o individuo aceitar ou entender que está obsediado, na Umbanda não é comum falarmos com os espíritos obsessores, mas já vi muitos Terreiros assim agirem nas seções de desobsessão, ou seja, o mesmo trabalho que é feito nos C.E.s. Também vi trabalhos de desobsessão com Exus que mais parecia de expulsão e não desobsessão, isso também é alarmante pois estes espíritos (Exus) não estão preparados para trabalhar com desobsessão e sim expulsão, melhor para isso seria os Pretos Velhos que iria orientá-los e orientar também o individuo obsediado.

O Exus fazem o que sabem fazer o erro não são deles e sim de quem decidiu que eles que irão fazer tais trabalhos, então eles agem da forma que sabem, mas sabem que estes espíritos irão retornar a oportunar os indivíduos, e irão voltar ainda mais descontrolados que antes, então tem que haver dentro do terreiro o entendimento que eles precisam do estudo da Doutrina Espírita e realizar o que nela explica, assim terão filhos com mais conhecimento da espiritualidade e preparados para esta grande batalha que é a desobsessão e levar o individuo a reforma intima.

Bibliografia:

Apostila de “Obsessão e Desobssessão” – Milton Felipelli e Rubens P. Meira.

Nos Bastidores da Obssessão – Hermínio C. Miranda

Diálogo com as Sombras – Hermínio C. Miranda

Ação e Reação – André Luiz

Missionários da luz – André Luiz

Vampirismo – Herculano Pires Hermínio C. Miranda

O Evangelho Segundo o EspiritismoAllan Kardec

O Livro dos Médiuns – Allan Kardec

O Livro dos EspíritosAllan Kardec

By Grupo Espírita Rio de Luz

Comentários (em azul) : Alex de Oxossi – Rio Bonito – RJ

Comentário (em verde): Acredito que seja da irmã Ângela Garcia

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LIVRO DOS ESPÍRITOS – AUDIOBOOK

Publicado por Administrador em julho 3, 2009

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* Livro 1 – Causas Primeiras
* Livro 2 – Mundo Espiritual ou dos Espíritos
* Livro 3 -Leis Morais
* Livro 4 – Esperanças e Consolações

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