POVO DE ARUANDA

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Posts de janeiro \26\UTC 2009

CABOCLO DAS 7 ENCRUZILHADAS

Publicado por Administrador em janeiro 26, 2009

oxossi-08
Gravação cedida por D Lilian, sobre palestras, entrevistas e tese a respeito do Caboclo das 7 Encruzilhadas.

DEMÉTRIO

Muitas pessoas põem uma placa, Tenda de Umbanda, e a federação aceita. O cidadão joga Búzios, Umbanda não tem Búzios, joga baralho, Umbanda não tem baralho, lê no copo d’água, Umbanda não lê em copo d’água, lê em bola de cristal, Umbanda não lê em bola de cristal. Umbanda não faz nada disto, mas a casa do cidadão é tenda de Umbanda.

Então estamos aqui defendendo a Umbanda na tese do Pina.

Um dos maiores escritores sobre ramificações religiosas africanas, dentro do Brasil, foi Nina Rodrigues, escreveu até 1906 vários compêndios, discriminando determinadas nações africanas que viriam como escravos para o Brasil e dentro desta discriminação procurou sintetizar a parte religiosa de cada tribo, ou de cada nação, ou de cada dialeto. Então até 1908, eu quero que os senhores atentem bem para isto, porque é uma pesquisa que foi realizada por nós, pelo superior órgão de Umbanda do estado de São Paulo, foi uma tese apresentada em nosso congresso paulista e foi uma tese definida no próprio Rio de Janeiro entre todos os presidentes de federações, que ninguém, nenhum presidente de federação, nenhum chefe de terreiro dos mais antigos, vivo como Beijamim, Tancredo e outros mais,conheceram qualquer elemento que praticasse Umbanda antes de Zélio de Moraes.

Então em 1908, exatamente em 15 de novembro, o ano que vem nós estaremos comemorando 70 anos de Umbanda no Brasil, apareceu umCaboclo que, agora vamos ver aqui a questão do Osvaldo que classificou-o em duas posições; Primeiro como Caboclo de mesa branca e segundo como Exú, gostaria que você desse está explanação em público para que pudéssemos dar a definição dela.

OSVALDO

Demétrio, ocorre que conforme foi explicado, uma explicação que eu ouço de 10 em 10 dias, é a explicação da manifestação deste Caboclo, que foi justamente em 15 de novembro de 1908 no Rio de Janeiro. Então você veja, ele se manifestou numa mesa Kardecista por auto confirmação, para mostrar justamente aos membros da mesa que ele existia e que tinha que ser respeitado como tal.

Utilizou uma criatura que não andava, que era um instrumento de auto confirmação, para fazer-se respeitar, já que ele não tinha o poder da linguagem, em termos que não fosse de concreto, para fazer-se respeitar. Eu o classifico como se fosse um Caboclo sensacional, fora de série. Agora no meu posicionamento, na minha nação, eu o posicionaria como sendo um Orixá ou seja Exú Orixá ou em Bará, por 7 encruzilhadas.

Bem está é a definição do Osvaldo, agora vamos a nossa definição.

Eu digo nossa e sou obrigado a defender o Caboclo das 7 Encruzilhadas aqui, porque tive a oportunidade de conviver com ele por algumas sessões em São Paulo, e tive a oportunidade de conviver com ele por alguns trabalhos na Cachoeira de Macacu no Rio de Janeiro.

Nós não poderíamos de maneira alguma, aceitar a definição de Caboclo de mesa branca (grifo nosso), porque a própria mesa branca não o aceitou na sua manifestação.

Qual a explicação para que tenha se manifestado primeiro numa mesa Kardecista?

Bem, se você pegar um médium que esteja atuado, mas que não houve possibilidade da manifestação por vários motivos, ou o médium não estava capacitado, ou não tivesse condição ou coisa que o valha, este médium tanto pode bater no Candomblé, como pode bater na Umbanda, como pode bater às portas da Igreja Católica, como poderá bater nos Kardecistas.

Então vamos que um destes médiuns bata a sua casa de nação, ele tem a mediunidade, você vai recebê-lo, ele se manifesta em sua mediunidade em sua casa porque encontrou campo propício certo?

Vamos notar que Zélio de Moraes, aos 17 anos, descendente de uma família cujos membros eram médicos e sacerdotes, estava inclusive sendo levado para um Instituto Psiquiátrico para poder fazer tratamento de sanidade mental, então ele não tinha campo para agir.

Zélio foi levado a uma sessão Kardecista, então o Caboclo encontrou campo para se manifestar não foi aceito.

Sendo assim o Caboclo das 7 Encruzilhadas, com sua Luz, com sua magnitude, porque eu tive a oportunidade de conviver com ele e sei, conheci a sua força espiritual, ele poderia talvez prever o que seria a Umbanda, o que é a Umbanda hoje, e o que vai ser daqui a 10, 20, 50 anos, mais jamais até aquela data ouviu-se falar o termo Umbanda, isto eu discuto, não há comprovação escrita, então foi ali que nasceu o termo Umbanda, mas também o Caboclo das 7 Encruzilhadas na sua terminologia, não demonstrou Umbanda religião isto ou aquilo, ou Umbanda quer dizer um juntamento de grupo, não fechou a questão em si, ele deu nome e dali pra frente se passou usar Umbanda para aquele sistema de trabalhoespiritualista que não fosse africanista, que não fosse de mesa branca, mas que fosse diferente, com Caboclo nato.

Então se trabalhou com Caboclo, com algum tempo é que começou a manifestar o Preto-Velho e depois a criança.

Mas a Umbanda, o termo Umbanda registrado, pertence ao Caboclo das 7 Encruzilhadas, registrado porque a 1ª tenda de Umbanda registrada em cartório público foi a tenda de Nossa Senhora da Piedade, no Rio de Janeiro, em 16 de novembro de l908.

Bem, outra dúvida é, a Umbanda adotou o sistema encruzilhada que o Caboclo está dizendo, esta encruzilhada é a que adotamos, de rua ou de cruz? (gifo nosso)

A título de esclarecimento, se nós formos a um trabalho de mata com um Caboclo, o que é que faz um Caboclo pra fazer uma oferenda de mata de cruzeiro, simplesmente pega a mão, puxa as folhas da árvore e abre uma encruzilhada, faz a oferenda aí, quer dizer, este é o símbolo da encruzilhada.

O Osvaldo chegou a conclusão que o Caboclo não poderia ser Kardecista pois não foi aceito pelos Kardecistas, não poderia ser Exú porque se manifestou como Caboclo. dando o nome de um Caboclo e métodos de Caboclo.

O Osvaldo foi defensor dos atabaques no Rio de Janeiro para tocar em horas que a polícia proibia.

Eu tive a oportunidade de conviver com o Caboclo das 7 Encruzilhadas.

Um dos terreiros que eu dirijo, tem 21 anos de porta aberta, Chama-se Tenda de Umbanda São Cipriano, eu tive a oportunidade neste terreiro de adotar tudo aquilo que eu aprendi com o Caboclo das 7 Encruzilhadas que em São Paulo estava sempre presente dentro da Tenda de Oxalá de São Benedito, que era dirigido pelo falecido Freitas e por um chefe de terreiro que recebia o Caboclo Pena Verde e que trouxe para São Paulo talvez até a década de 50 ou 55 o maior número de chefes de terreiro que foram feitos dentro da casa de Oxalá de São Benedito, que foi o maior terreiro de Umbanda já instalado em São Paulo pelo número de médiuns participantes.

Alí nós tivemos convivência com Zélio de Moraes.

Na minha tenda ,não se bate atabaques, não se bate palmas e se trabalha de acordo com o que eu aprendi com o Caboclo das 7 Encruzilhadas. (grifo nosso)

Eu sou presidente de uma Federação que tem 120 tendas federadas e estas tendas batem atabaques, batem palmas e fazem aquilo que elas acham que tem que fazer, eu aprendi de uma maneira, não vou impor em minha federação que ele vá fazer aquilo que eu faço em minha casa, eu faço o que aprendi e que para mim deu certo, pode ser que para outros não de certo.

Meu terreiro tem atabaques e só bate em dia de festa, ou em dia que vai para a mata, ou numa festividade em Santos, mas dentro do terreiro não se bate atabaques.

Bate-se atabaques nestes dias de festividade como uma vibração diferente da do trabalho espiritual que eu penso, quanto mais concentração se tiver dentro de um terreiro, melhor se pode trabalhar um médium, melhor pode ser fortalecida a corrente mediúnica para as exigências da hora, que é justamente o passe e a consulta, ninguém vai a um terreiro de Umbanda ver se o Caboclo é bonito, as pessoas vão para receber passe, para receber consulta, para receber uma palavra de amor, para receber mensagens, ninguém vai a terreiro de Umbanda porque o terreiro é bonito.

Os princípios da Umbanda os quais foram ditados pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas, o termo Umbanda, religiosamente falando, não tem atabaques, não tem palma, não tem dança, isto não quer dizer que a Umbanda não deve evoluir, não deva se adaptar como se adaptou o Caboclo das 7 Encruzilhadas com o Preto-Velho, e automaticamente com muitas raízes africanase muitas mirongas africanas. (grifo nosso)

A Umbanda deve evoluir porque senão cai na estagnação e aí perde adeptos.

Então a necessidade é que ela evolua, mas uma evolução com uma certa discriminação, uma evolução que vá puxar a evolução do ser humano, essa é a fase importante da Umbanda, é o que faz com que os terreiros estejam sempre cheios.

MOABI CALDAS

Salve o sol e salve a lua.

Em primeiro lugar quero lembrar a todos que não existe puríssimo religioso, todas as religiões são formadas de pedacinhos umas das outras, e mesmo assim, no seu crescimento, na sua Gênese, elas se modificam, por exemplo, em 1843 foi publicado na França o Livro dos Espíritos de Allan Kardec, e fundada naquela época a sociedade dos estudos Espíritas contando com a colaboração de notabilidades do mundo europeu, hoje o espiritismo não existe mais na França, existem círculos científicos que fazem experiências, mas como nós entendemos o espiritismo, como praticamos o espiritismo de Kardec, ele não mais existe ali.

A igreja de Roma não foi fundada por São Pedro porque ele nunca esteve em Roma, foi fundada 400 anos após a morte de Cristo pelo Imperador Constantino, que deu assim um tremendo golpe político, colocando a teara papal na cabeça criando um mecanismo completamente diferente do até então preconizado.

A palavra Umbanda é uma palavra milenar, ele é inserida no dialeto Kimbundo.

Há documentos neste sentido inclusive na biblioteca nacional, é uma palavra raramente utilizada, mas significa arte de curar.

O Caboclo das 7 Encruzilhadas não foi muito bem recebido em 1908 na sede da Federação Espírita Kardecista pelo seguinte, naquela época, os poucos Espíritas que existiam seguindo a orientação européia, admitiam que a alma depois de ultrapassar o estágio animal estava no campo do negro estando muito ligados ainda pela ancestralidade animal, seriam almas muito primárias ainda que não teriam nada a dar, atrasadas, rudimentares e por isso nas sessões não se manifestavam os pretos velhos e nem os Caboclos a não ser como exceção. Quando o presidente da mesa perguntou o nome, a entidade respondeu através de Zélio, que tinha 17 anos, era a primeira vez que se comunicavam, era a primeira vez que ostencivamente ele incorporava, porque até então não havia incorporado. Na véspera Zélio recebera em sonho a visão de um índio que dissera que ia curá-lo instantaneamente e ele ficou curado, e a cidade toda ficou em polvorosa, e queriam resolver a situação e apelaram para a Federação Espírita porque havia aparecido um índio, em sonho, para um rapaz paralítico.

Então ele disse, se querem um nome então será este, Caboclo das 7 Encruzilhadas, porque não existiram encruzilhadas fechadas para mim, mas por favor, entendam uma coisa importantíssima, a linguagem simbólica que ele usou, a encruzilhada a que ele se refere não é a encruzilhada do chão, da terra batida, do mato, de cruzeiro é a encruzilhada do destino, a encruzilhada da vida psicológica de cada um de nós. (grifo nosso)

Quer dizer, a Umbanda a partir daquele momento não teria encruzilhada psicológicas porque o objetivo da Umbanda é nos libertar, nos esclarecer, nos orientar.

Foi isto que ele quis dizer quando afirmou ser o Caboclo das 7 Encruzilhadas. Preto-Velho, aquilo era apenas uma roupagem, ele foi assessorado depois nos trabalhos, pelos africanos, mas vamos nos vincular a roupagem porque não existe isto de preto, branco ou vermelho, o espírito na sua ascensão, no seu progresso, ele encarna na raça que melhor lhe convêm, na raça que melhor condiz com a sua situação.

Quanto aos rituais, estes, querem queiramos quer não, terá que se evoluir, que se libertar de uma série de primarismos.

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NOVO CÓDIGO DE UMBANDA

Publicado por Administrador em janeiro 23, 2009

Art. 1º – O presente código estabelece normas de condutas aos Umbandistas.

Art. 2º – Umbandista é todo aquele que seja por que caminho for, foi conduzido ao seio da Religião e lá permanece.

Parágrafo Único – Equipara-se à Umbanda, a coletividade de pessoas que de alguma maneira mantém vinculo com a Casa.

Art. 3º – Tratar-se-ão como Irmãos todos os Umbandistas.

Art. 4º – O primeiro Fundamento da Umbanda é a CARIDADE.

Caridade é um sentimento ou uma acção altruísta de ajudar o próximo sem buscar qualquer tipo de recompensa. Amor ao próximo; bondade;
benevolência; compaixão Caridade não tem custo (R$).

Art. 5º – O segundo Fundamento da Umbanda é o AMOR.

AMOR – Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda,
inclinação.

É tão divino que o ser encarnado tem dificuldade até na compreensão deste sentimento, é o caminhar na vida levando compaixão, compreensão, perdão, tolerância, desapego, é não ficar preso a palavras, gestos, fatos, eventos, situações emocionais; é relevar com compaixão as mágoas, as injustiças, as decepções vividas no nosso cotidiano, é compreender que tudo
isto é muito pequeno comparado com a grandeza do espírito , com a grandeza da vida.

É caminharmos fazendo a nossa parte, amando ao próximo como a nós mesmos, entregando ao CRIADOR, à vida, todas as situações conflitantes, dolorosas, que momentaneamente possamos estar incapacitados para darmos a melhor solução, a resposta mais adequada.

É a certeza de que tudo na Terra é ilusório, passageiro, transitório, é só uma pequena viagem.

Art. 6º – O terceiro Fundamento da Umbanda é a TOLERÂNCIA.

Art. 7º – O quarto Fundamento da Umbanda é a HUMILDADE.

Humildade vem do Latim humus que significa “filhos da terra”. Refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é a virtude que dá o sentimento exato da nossa fraqueza, modéstia, respeito, pobreza, reverência e
submissão.

Diz-se que a humildade é uma virtude de quem é humilde, quem se vangloria da sua mostra simplesmente que lhe falta.

Art. 8º – O quinto Fundamento da Umbanda é a HONESTIDADE.

Art. 9º – O sexto Fundamento da Umbanda é a DISCIPLINA.

Art. 10º – O sétimo Fundamento da Umbanda é a sua PLURALIDADE.

Art. 11º – Na Umbanda só existe um CRIADOR. Porem, com diversos nomes, tipos, denominações; que deverão ser aceitos respeitando-se o sétimo Fundamento (Art. 10º).

Art. 12º – Na Umbanda cultuaremos os Orixás. Porém com diversos nomes, tipos, denominações; que deverão ser aceitos respeitando-se o sétimo Fundamento (Art. 10º).

Art. 13º – A Umbanda é plural e livre, humilde desde sua anunciação, assim devendo ser praticada.

Art. 14º – Nenhuma corrente de pensamento será discriminada dentro da Umbanda, todas serão respeitadas e estudadas, cabendo aos Umbandistas escolherem qual o caminho que desejam seguir, sem que isso implique em discriminação, menosprezo, e muito menos ainda, seja motivo de discórdia, perseguição e embates.

Parágrafo Único – Aqueles que desrespeitarem este Artigo serão julgados apenas e tão somente por suas consciências.

Art. 15º – A nenhuma pessoa encarnada será dado o titulo de Mestre na Umbanda.

Art. 16º – Todos os Umbandistas são iguais perante o CRIADOR, tendo, porém cargos dentro das Casas, onde serão respeitados pela sua experiência e conhecimentos.

Art. 17º – Não haverá cobrança de nenhuma espécie pelos Trabalhos realizados.

Art. 18º – Não haverá discriminação, intolerância, de nenhuma espécie em relação às pessoas que buscam auxílios, a demais irmãos de outras Religiões.

Art. 19º – Não haverá discriminação em relação às Entidades que se apresentam para trabalhar.

Art. 20º – É obrigação do Umbandista procurar aprender sempre as coisas da Religião, através dos ensinamentos das Entidades pela Casa que freqüenta e dos estudos direcionados por essas Entidades e ou pelos Dirigentes das referidas Casas.

Art. 21º – A nenhum Umbandista é dado o direito de julgar as outras Casas ou Religiões.

Art. 22º – Ao Dirigente de cada Casa é dada a responsabilidade sobre o desenvolvimento, preparação e ensinamentos aos novos Umbandistas, que passam a ser seus Filhos e Filhas, assim como também é de sua responsabilidade as conseqüências deste desenvolvimento, preparação e
ensinamentos.

Parágrafo Único – A consciência é o guia e o juiz do Umbandista, devendo ser sempre utilizada.

Art. 24º – Este Código entra em vigor na data de sua aceitação.

Art. 25º – Além de não revogar as disposições em contrário, obriga-se o uso do LIVRE ARBÍTRIO.

Aruanda, 15 de novembro de 2008.

Um espírito irmão e amigo,

Sarava Aruanda!
Sarava Umbanda!

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AS ERVAS E PLANTAS ASTRAIS

Publicado por Administrador em janeiro 23, 2009

PERGUNTA – Por que os pretos-velhos utilizam ervas?

VOVÓ MARIA CONGA – PERGUNTA – Por que os pretos-velhos utilizam ervas?

VOVÓ MARIA CONGA - Os princípios químicos emanados destes fitoterápicos são utilizados na magia para a cura das mais diversas moléstias. Tem grande repercussão etérica, como fiéis potencializadores das energias vinculadas ao plano físico-astral, que estão na natureza, que abundam em todo o planeta através de vibrações próprias, e que se apresentam na constituição energética de todos os filhos. Então manipulamos as ervas que contém as energias que estão faltantes nos filhos, refazendo o equilíbrio do corpo etérico com imediato alívio das mazelas que os afligem no campo fisiológico.

PERGUNTA – Pedimos maiores esclarecimentos sobre estas energias e manipulações.

VOVÓ MARIA CONGA - Se faz importante que os filhos entendam que as ervas utilizadas nestes casos são nucleos energéticos, agindo como acumuladores durante o crescimento das plantas que são originárias.
Estamos falando de energias eletromagnéticas e etéreo-físicas, em alguns casos mais potentes que as existentes na própria aura humana. Quando as ervas são queimadas ou maceradas obedecendo certos rituais da Umbanda, que impõe disciplina mental e concentração aos médiuns, conseguimos atrair energias afins e a cooperação dos espíritos da natureza que estão vinculados aos sítios vibratórios correspondentes. No caso de queima das ervas, seja através das defumações ou incensos, o potencial de energia emanado é potencializado com a egrégora mental que se cria; dos médiuns, Guias e Protetores, repercutindo vibratoriamente nos planos físico, etérico, astral e mental, elevando o psiquismo dos seres, equilibrando a emotividade e exaltando as qualidades que estão inconscientes. Há uma modificação energética e magnética do ambiente e dos seres, desintegrando-se morbos psíquicos, miasmas, larvas, vibriões e bacilos astrais que ficam estagnados em ambientes e auras enfermiças.

Nos comandos da apometria, aplicados no atendimento ao filho adoentado na frente do Congá, estes procedimentos são potencialmente aumentados pela força mental, através de pausadas contagens e leve estalar de dedos realizados pelo dirigente, associado aos pontos cantados, durante a manifestação do vovô, vovó, tia, tio, enfim, preto(a) velho(a) que vem de Aruanda ajudar os filhos precisados da Terra.

Retirado do Livro: Evolução no Planeta Azul – Ramatís – Noberto Peixoto Editora do Conhecimento

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YORI e YORIMÁ

Publicado por Administrador em janeiro 14, 2009

VIBRAÇÃO ORIGINAL DE YORI


CONCEITO

O termo sagrado YORI foi um dos raros termos sagrados que se manteve sem nenhuma alteração. O que aconteceu é que esse termo foi completamente esquecido e postergado. Mesmo os vários povos que foram conhecedores da Proto-Síntese Relígio-Científica, dentre eles os africanos, não guardaram o termo Yori, o qual representa uma Potestade Cósmica ou Orisha Ancestral.

Esse termo sagrado, assim como Yorimá, era de pleno conhecimento da pura Raça Vermelha, só se apagando do mental do Ser humano após a catástrofe da Atlântida. Ele ressurgiu através’ do Movimento Umbandista, em sua mais alta pureza e expressão.

Traduzindo-o segundo a Coroa da Palavra, através do alfabeto Adâmico, teríamos:

YORI -A POTÊNCIA EM AÇÃO PELO VERBO
A POTÊNCIA ESPLENDOROSA O PURO
O REINADO DA PUREZA A POTÊNCIA DOS PUROS

Traduzido silabicamente, ou por fonemas, teremos:

YO ou Y->A POTÊNCIA DIVINA MANIFESTANDO-SE; PRINCÍPIO
RI ->SER REI; REINAR; ILUMINADO
ORI ->LUZ; ESPLENDOR; PODEROSO

YORI: A Potência Divina Manifestando-se; a Potência dos Puros.


ATIVIDADE ESPIRITUAL KÁRMICA

A Vibração de Yori reflete o 3º Princípio, ou seja, o Princípio Espiritual Manifesto no Princípio Natural, isto é, o Princípio Manifestado na Forma. É o Princípio Criado, ou a Forma, sendo Princípio em Ação na Humanidade. A maioria das entidades que se apresentam na Umbanda usando a roupagem fluídica de Crianças são Seres Espirituais mestres nos conceitos do Bem e do Puro, oriundos de distantes Pátrias Siderais, embora alguns tenham encarnado no início dos tempos no planeta Terra, no seio da poderosíssima Raça Vermelha. (…)

Assim, Filho de Fé, procure um médium de verdade, que esteja mediunizado com uma criança e entenderá, embora de forma pura e singela, as profundas e sábias mensagens desses verdadeiros SÁBIOS — SENHORES DA PUREZA CÓSMICA.

OS ORISHAS MENORES — OS GUIAS — OS PROTETORES

Os 7 Orishas Menores são os que representam, aqui no planeta Terra, em seu plano físico e astral, o Orisha Ancestral.

Os 7 Orishas Menores da Vibração de Yori são:

1. TUPANZINHO
2. YARIRI
3, ORI
4.YARI
5. DAMIÃO
6. DOUM
7. COSME

Abaixo dessas Entidades, temos os GUIAS.

São Guias da Vibratória de Yori:

MARIAZINHA, CHIQUINHO, PAULINHO, ANINHA, RICARDINHO, CRISPIM e outros.

Logo abaixo, dentro da Hierarquia Sagrada, temos os PROTETORES. Dentre eles, citaremos:

ESTRELINHA D’ANGOLA, DOMINGUINHO, DOUNZINHO, JUREMINHA, JOÃOZINHO DA PRAIA e outros.


RELAÇÕES DA VIBRATÓRIA DE YORI

A) Cor Vibratória Vermelho
B) Mantra Zaiatsa
C) Geometria Sagrada Triângulo
D) Número Sagrado 3
E) Signo Zodiacal Gêmeos; Virgem
F) Astro Regente Mercúrio
G) Dia Propício Quarta-feira
H) Força Sutil Aérea e Telúrica
I) Elemento — Energia Ar, Terra, Energia Etérica
J) Ponto Cardeal Leste/Norte/Nordeste/Centro
L) Metal Mercúrio
M) Mineral Esmeralda e granada
N) Neuma KAAÊÊ
O) Horário Vibratório Das 12 às 15 horas
P) Letra Sagrada associada ao Signo Zodiacal Z; Y
Q) Letra Sagrada associada ao Astro Regente Ts
R) Vogal Sagrada E
S) Essência Volátil Líquida Alfazema; benjoim
T) Flor Sagrada Crisântemo
U) Erva Sagrada Manjericão
V) Erva de Exu Pitanga
X) Arcanjo Tutor Yoriel
Y) Chefe de Legião Tupanzinho
Z) Exu Guardião Indiferenciado Exu Tiriri

VIBRAÇÃO ORIGINAL DE YORIMÁ

CONCEITO

O termo YORIMÁ foi um dos raros termos sagrados que se manteve sem nenhuma alteração. O que aconteceu é que esse termo foi completamente esquecido e postergado. Mesmo os vários povos que foram conhecedores da Proto-Síntese Relígio-Científica, dentre eles os africanos, não guardaram o termo YORIMÁ, o qual representa uma POTESTADE CÓSMICA ou Orisha Ancestral. Esse termo sagrado foi realmente revelado, ou relembrado, através do Movimento Umbandista em sua mais alta pureza e expressão. Traduzindo esse vocábulo segundo a Coroa da Palavra, através do alfabeto Adâmico, teríamos:

YORIMÁ: POTÊNCIA DO VERBO ILUMINADO POTÊNCIA DA LEI SAGRADA ORDEM ILUMINADA DA LEI

Traduzindo silabicamente, teremos:

YO POTÊNCIA; ORDEM; PRINCÍPIO
RI REINAR; ILUMINADO
MA LEI; REGRA
YORIMA portanto traduz: Princípio ou Potência Real da Lei.

ATIVIDADE ESPIRITUAL KÁRMICA

YORIMÁ é o Orisha Primaz do elemental terra, cuja corrente cósmica vem pelo cardeal norte. Manipula os éteres, e, dentre eles, o Éter Químico e Refletor.

A Vibração de Yorimá é composta por diversas Entidades que alcançaram a maturidade espiritual, através de experiências mil, sendo pois SENHORES DAS EXPERIÊNCIAS.

OS 7 ORISHAS MENORES — OS GUIAS — OS PROTETORES

Os 7 Orishas Menores são os que representam, aqui no Planeta Terra, em seu plano físico e astral, o Orisha Ancestral.

Os 7 Orishas Menores da Vibração de Yorimá são:

1. PAI GUINÉ
2. PAI CONGO DE ARUANDA
3. PAI ARRUDA
4. PAI TOMÉ
5. PAI BENEDITO
6. PAI JOAQUIM
7. VOVÓ MARIA CONGA

Abaixo dessas Entidades, temos os GUIAS. São Guias da Vibratória de Yorimá:
PAI CHICO DAS ALMAS, VOVÓ ANGOLÁ, PAI JOÃO D’ANGOLA, PAI CONGO DO MAR, VOVÓ CAMBINDA DE GUINÉ, etc.

Logo abaixo, dentro da Hierarquia Sagrada, temos os PROTETORES. Dentre eles, citaremos:

PAI TIBÚRCIO, PAI CELESTINO DO CONGO, PAI CIPRIANO, PAI JOÃO DA CARIDADE, PAI CHICO CARREIRO, VOVÓ BARBINA etc.

RELAÇÕES DA VIBRATÓRIA DE YORIMÁ

A) Cor Vibratória Violeta
B) Mantra Pakasha
C) Geometria Sagrada Pentágono ou pentagrama
D) Número Sagrado 5
E) Signo Zodiacal Capricórnio; Aquário
F) Astro Regente Saturno
G) Dia Propício Sábado
H) Força Sutil Telúrica e Aérea
I) Elemento — Energia Terra e Ar
J) Ponto Cardeal Norte e Leste
L) Metal Chumbo
M) Mineral Hematita; turquesa
N) Neuma HÂÂRIÊÊ
O) Horário Vibratório Das 21 à zero hora
P) Letra Sagrada associada ao Signo Zodiacal P; K
Q) Letra Sagrada associada ao Astro Regente X
R) Vogal Sagrada O
S) Essência Volátil Líquida Eucalipto; erva-cidreira
T) Flor Sagrada Dálias escuras
U) Erva Sagrada Eucalipto
V) Erva de Exu Vassoura-preta
X) Arcanjo Tutor Yramael
Y) Chefe de Legião Pai Guiné
Z) Exu Guardião Indiferenciado Exu Pinga-Fogo

Fontes: Textos retirados do Livro Umbanda – A Proto-Síntese CósmicaRivas Neto (nada mais é que uma atualização  da obra de Matta e Silva , “Umbanda de Todos Nós “)

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ATITUDES QUE DRENAM ENERGIA

Publicado por Administrador em janeiro 9, 2009

shenandoah-colors-virginia

1. Pensamentos obsessivos – Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos – mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2. Sentimentos tóxicos – Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo – Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4. Fugir do presente – As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5. Falta de perdão – Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

6. Mentira pessoal -Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7. Viver a vida do outro – Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8. Bagunça e projetos inacabados – A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9. Afastamento da natureza – A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.

Novamente – posicionar os móveis de maneira correta, usar espelhos para proteger a entrada da casa, colocar sinos de vento para elevar a energia ou ter fontes d’água para acalmar o ambiente são medidas que se tornarão ineficientes se quem vive neste espaço não cuidar da própria energia. Portanto, os efeitos positivos da aplicação do Feng Shui nos ambientes estão diretamente relacionados à contenção da perda de energia das pessoas que moram ou trabalham no local.
O ambiente faz a pessoa, e vice-versa.

FONTE DESCONHECIDA

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MARINHEIROS

Publicado por Administrador em janeiro 5, 2009

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Autor: Etiene Sales

O Céu está claro e a noite estrelada se descortina revelando a lua, cheia e brilhante.

O mar reflete a doce forma ondulada do astro mãe que parece uma grande pérola na imensidão do Céu.

O marujo, do alto de seu mastro, olha a Lua e se embriaga com seus raios de prata e no convés, o capitão olha sobre seu leme e vê a Terra se aproximar.

Ao longe, o som dos atabaques repinicando faz ouvir o reto da marujada que vêm chegando.

No Terreiro, o voz da preta-velha comanda: – ” Ah, mano”! E o Ogam canta:

Ôh Marinheiro, é hora

É hora de vir trabalhar

Ôh Marinheiro, é hora

É hora de vir trabalhar

É Céu

É Mar

São os Marinheiros que vêm nas ondas do mar

É Céu

É Mar

São os Marinheiros que vêm nas ondas do mar

Mano meu, Mano meu

Aonde estás que não me responde

Mano meu, Mano meu

Aonde estás que não me responde

Ah, Mano meu

Nunca fiz mau a ninguém

Ah, Mano meu

Eu só sei fazer o bem

Ah, Mano meu

Nunca fiz mau a ninguém

Ah, Mano meu

Eu só sei fazer o bem

Leia o Texto Completo (clique)

Autor: Etiene Sales

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BOIADEIROS

Publicado por Administrador em janeiro 3, 2009

boia

Autor: Etiene Sales

 

No decorrer da gira de Caboclo, o chefe do terreiro diz: – “Getuá Boiadeiro!”.

O Ogam prepara a mão e a solta no couro do atabaque e canta:

Me Chamam Boiadeiro
Boiadeiro eu não sou não
Eu sou laçador de gado
Boiadeiro é meu patrão
Getuê, getuá
Corda de laçar meu boi
Getuê, getuá
Corda de meu boi laçar

Alguns Caboclos, também chefes de terreiro, continuam em Terra para ajudar no desenvolvimento dos médiuns e a gira de Boiadeiro começa dentro da gira de Caboclos.

Os Boiadeiros vêm dentro da corrente de Oxosse, dos Caboclos. Eles são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai.

Sofreram preconceitos, como os “sem raça”, sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro, sincretismo) e sua língua, entre outras coisas.

Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.

O Terreiro os Boiadeiros vêm “descendo em seus aparelhos” como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração.

Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.

Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros ”e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exus.

Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande.

Os Boiadeiros em seus trabalhos bebem vinho ou marafó (aguardente) e fumam cigarro, cigarro de palha e charutos.

Quando o médium é mulher e o Boiadeiro (entidade) é homem, freqüentemente, a entidade pede para que seja colocado um pano e cor, bem apertado, cobrindo o formato os seios. Estes panos acabam, por vezes, como um identificador da entidade, e até a sua linha mais forte de atuação, pela sua cor ou composição de cores.

Autor: Etiene Sales – 1998

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Um Preto-Velho na Casa Espírita

Publicado por Administrador em janeiro 2, 2009

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Agnaldo Cardoso

Eu fui fazer uma palestra em uma determinada Casa Espírita e após cumprimentar a todos, eu disse alto e em bom-tom:

– Eu não posso aceitar que uma Casa Espírita que se diz Kardecista, em conseqüência, uma guardiã dos mais diversos valores morais, possa aceitar como seus trabalhadores efetivos, a homossexuais, alcoólatras, dependentes químicos, mães solteiras, fumantes, casais não casados oficialmente, analfabetos, etc. E também não aceito que nas reuniões mediúnicas, os trabalhadores permitam que qualquer tipo de espírito possa vir se comunicar, inclusive um tal de preto-velho! Casa espírita não pode servir de refúgio ou abrigo para cegos e aleijados morais! E isso é preservar a pureza dos postulados espíritas e não preconceito!

As pessoas arregalaram os olhos e ficaram absolutamente surpresas com aquela declaração inesperada, sem acreditar que um palestrante espírita, ainda mais um escritor, pensasse e externasse na tribuna de uma Casa Espírita, uma atitude tão preconceituosa. Após uma pausa proposital, com o objetivo de atrair a atenção dos presentes, eu expliquei.

– Não, meus queridos irmãos. Eu não perdi o juízo e não penso da forma que acabei de expor. Graças a Deus, não! Mas muita gente pensa e não tem coragem de externar publicamente. A discriminação a que acabei de me referir, infelizmente existe sim, em maior ou menor grau, na imensa maioria das Casas Espíritas.

Entre os que se arvoram de censores da vida alheia, detentores por certo, de ilibada reputação moral e impressionante elevação espiritual, acharemos os que pensam da forma como eu disse há pouco e em um grau tão alto de atitude preconceituosa, que chegam a pensar mesmo, que não se trata de preconceito, mas necessidade de preservar a pureza doutrinária. Este é o pretexto utilizado.

Agnaldo Cardoso

Retirado da Comunidade Estudos Espiritismo e Umbanda

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Espiritismo, Umbanda, Candomblé – ORIGENS

Publicado por Administrador em janeiro 1, 2009

Sérgio Renan

Origens do Espiritismo, do Candomblé e da Umbanda

A idéia deste tópico seria traçar diferenças entre as origens do Espiritismo, da Umbanda e do Candomblé – três religiões, a meu ver, DIFERENTES entre si.

O Espiritismo, dentre os três, é o mais fácil, disparadamente, de verificar suas origens. Remete-se ao ano de 1857 quando do lançamento, por Allan Kardec, do livro “O Livro dos Espíritos” (LE) – o ‘pontapé inicial’’ da Doutrina Espírita (DE), na França. Portanto, possui origem francesa. Aliás, o próprio termo ‘Espiritismo’ fora cunhado por Kardec,

Kardec juntou uma quantidade considerável de comunicações mediúnicas, submeteu-as a uma rigorosa análise pela razão, e chegou a algumas “conclusões” (entre aspas, pois o próprio Kardec coloca, logo no início do LE, que “nada de novo ali trazia”).

Verdade que muitos colocam que o que se conhece por Espiritismo atualmente, no Brasil, não estaria “de acordo” com o Espiritismo “que deveria ser” …. mas não vou entrar neste ‘caminho’ – o que interessa aqui é falar sobre as ORIGENS das três religiões/doutrinas.

Ainda em relação ao Espiritismo, tem-se nele uma BASE (uma doutrina) ESCRITA, coisa que NÃO ocorre com o Candomblé nem com a Umbanda

Já no Candomblé, suas origens são bastante diferentes. Como já foi dito, seus conhecimentos (doutrinas, ritualísticas, etc) são passados VERBALMENTE, e dentro dos barracões (apelido dado a centros candomblecistas, por os mesmo – via de regra – funcionarem am grandes barracões). Escrita no Candomblé NÃO existe, de forma alguma – o máximo que se pode encontrar de livros sobre o mesmo, são de autores CURIOSOS, e não de (verdadeiros) candomblecistas.

Na África, à época do descobrimento e colonização do Brasil (e desde há muito antes), não existiam países como hoje concebemos, O que existiam eram ‘aldeias’, ‘tribos’ – algumas bastantes numerosas. Os africanos as chamavam (as tribos ou aldeias) de NAÇÕES. Analogamente às nações Apache, Sioux, ertc nos Estados Unidos. Cada uma dessas nações possuía sua própria cultura, suas “maneiras específicas” de manifestações religiosas, sendo até as línguas diferentes em cada nação. Muitas vezes duas pessoas de nações diferentes não se entendiam verbalmente, tamanhas as diferenças culturais entre elas.

Assim, resumidamente, tem-se diversas nações, cada uma delas com um “sistema de culto” específico. Algumas dessas nações deram origens a países, como Congo, Angola, etc.

Em cada uma dessas nações, existia o que se chama de “Culto de Nação” – a manifestação religiosa DAQUELA nação. Por exemplo, se compararmos duas nações quaisquer, dentre todas que existiam à época, não encontraremos os mesmos orixás (aqui basta entender orixás como “conceitos primordiais dos Cultos de Nações”) sendo cultuados nas duas. Inversamente, a ‘estória’ de cada orixá será algo diferente em cada nação.

Com a trazida de escravos da África para Brasil (tráfego negreiro), e também (principalmente) pela seleção (**) de escravos de origens diferentes (de nações diferentes) nas senzalas chegou-se a uma “grande salada cultural” dentro de cada senzala pelo país afora. Numa mesma senzala, era comum encontrar-se indivíduos oriundos de várias nações diferentes, com CULTOS diferentes entre si. Com o tempo (séculos de escravidão), essa “grande salada” de diversos ‘Cultos de Nações’ (diferentes entre si à princípio) foi-se “se amoldando”, chegando-se ao que chamamos atualmente de Candomblé.

(**) Esta seleção era feita pelos compradores de escravos, os fazendeiros, procurando com isso dificultar a inter-comunicação entre os escravos nas senzalas, evitando-se assim a organização de revoltas e motins.

Portanto, o Candomblé, em termos de origens, é brasileiríssimo – resultado de uma “mistura” de diversos (e diferentes) ‘Cultos de Nações’ (estes sim, africanos). Como curiosidade, não há – hoje nem há 500 anos atrás – um único Culto de alguma Nação, na África, sequer semelhante, em termos de ritualísticas, conceitos e doutrinas, com o Candomblé exercido no Brasil.

Chegamos à Umbanda, e aqui ‘complica”. pois nem mesmo dentro do “movimento umbandista” existe um consenso 100%. Não existe um movimento especificamente (pelo menos no plano físico, entre os encarnados) – apenas falo genericamente em relação ao conjunto de todos os umbandistas.

Antes de adentrar nas origens propriamente da Umbanda, colocarei que a Umbanda (assim como o Candomblé) NÃO possui UMA doutrina ESCRITA – seus conhecimentos (ritualísticas, doutrinas, etc) são passados oralmente dentro dos terreiros.

Existem sim alguns autores umbandistas, que escrevem que seria (no entendimento DELES) uma ‘doutrina umbandista’, mas tais livros estão longe de serem considerados uma ‘unaminidade’ dentre os umbandistas. Portanto, prefiro considerar (pelo menos por enquanto, e – acredito eu – ainda por muito tempo) que não existe uma “doutrina umbandista escrita”.

E, para ‘complicar’ um pouco mais, existe uma comparação que (simbolicamente) coloca a Umbanda como um grande edifício, com vários apartamentos. Cada um desses apartamentos possui sua ‘decoração’ específica, mas – observe a ‘sutileza’ – todos os apartamentos são “suportados” pela estrutura do edifício (seus alicerces, suas vigas, etc). Essa estrutura (do edifício) seria a “doutrina umbandista” ….. existem diversas características próprias entre dois (quaisquer) terreiros umbandistas, e os dois SÃO ‘pertencentes” à Umbanda !

Quanto às origens da Umbanda, bem … conheço pelo menos três “propostas” (ou ‘hipóteses’) diferentes. Da “menos aceita” à “mais aceita”, SEM entrar no mérito de qual delas é a ‘correta’, são elas:

Uma primeira diz ser a Umbanda, ou melhor, os conhecimentos umbandistas, trazidos de extra-terrestres (não especificam exatamente em que época, nem quais ET´s). Existem grupos (umbandistas) no Planalto Central que sustentam esta hipótese. Nesta ‘hipótese’ as origens da Umbanda seriam extra-terrestres.

Uma segunda ‘hipótese’ para a origem da Umbanda, diz que ela, ou melhor, SEUS CONHECIMENTOS (de magia, inclusive), existiam já na Lemúria (raças antiqüíssimas, anteriores mesmos à Atlântida, de há centenas de milhares de anos atrás – as primeiras raças de corpos físicos ‘humanóides’ disponíveis para encarne de espíritos aqui na Terra).

Esses conhecimentos teriam sido aviltados, dilapidados, mal utilizados mesmo (surgindo então a “magia negra”, que significaria, neste contexto, “mau uso da magia”) ao longo dos eons. Aliás, uma curiosidade: nesta ‘hipótese’, a mediunidade é colocada como conseqüência dessa má utilização do intercâmbio com o astral (que era até então ‘livre’), ou seja: a mediunidade surgiria a partir daí.

Esses conhecimentos foram então ‘guardados’ (escondidos mesmo) em algumas linhas esotéricas (notadamente no Oriente – Tibet, Egito e Índia).

No final do século XIX e início do XX, a “organização da alta espiritualidade” (entenda-se como “cúpula dirigente da evolução dos ‘encarnantes’ na Terra”) achou que já chegara a hora de se “retomar” tais conhecimentos, com muita parcimônia e calma. Assim, “instituiu-se” a Umbanda na pessoa do Caboclo Sete Encruzilhadas (de quem falarei mais na terceira hipótese, a seguir). Claro está que logo chamaram a essa interpretação (da Umbanda) de “Umbanda Esotérica” – sem nenhum demérito na utilização do termo “esoterismo”, pois o mesmo possui significado bastante diferente de “superstição”.

Essa interpretação – quanto às “reais” origens da Umbanda – apareceu aqui no Rio (“berço da Umbanda”), e vem se desenvolvendo (bastante) também na região Sul do país. Existem centros de “Umbanda Esotérica” espalhados pelo país – tenho notícias de locais sérios em São Paulo – mas os ‘principais’ seriam daqui do Rio e do Sul.

Nesta ‘hipótese’ (“Umbanda Esotérica”), as origens da Umbanda seriam ‘divididas’ segundo dois aspectos:

Enquanto PRÁTICA, relativo ao que se pratica HOJE, suas origens são brasileiras (a partir da manifestação doCaboclo Sete Encruzilhadas).

Enquanto CONHECIMENTO (as bases de suas ritualísticas, seus conceitos “mais profundos’ ou ‘teóricos’ etc), suas origens seriam daqui mesmo do planeta Terra, mas ancestrais, de vários eons atrás – estaria acontecendo, hoje, um ‘resgate paulatino’ dos conhecimentos antiqüíssimos (alguns dizem que brasileiro também – “Baratzil “– mas teria que entrar em assuntos muito ´obtusos’, como “onde ‘ficava’ a Lemúria, para comentar algo …)

Finalmente chego à terceira ‘hipótese’ – a mais amplamente aceita pela imensa maioria dos umbandistas. A Umbanda surgiu com a manifestação mediúnica do espírito que se denominou “Caboclo Sete Encruzilhadas”, em um Centro Espírita (então filiado a FEB), no ano de 1908, em Niterói (próximo ao Rio). Tudo, seja o aspecto prático seja o aspecto de conhecimentos, fora introduzido A PARTIR dessa manifestação.

O próprio caboclo, na citada manifestação, disse claramente que ali se iniciava uma NOVA religião, e logo colocou alguns ‘princípios’ (para a então nova religião que estava sendo ‘oficializada’).

Dentre outros, alguns desses ‘princípios’:

- a NÃO cobrança, em hipótese alguma;

- o uso de roupa branca, com a conseqüente nivelação’ dos mediuns, já colocando em prática a humildade – verdadeira “viga-mestra’ da Umbanda – e a não-hierarquização dentre os mediuns encarnados;

- a aceitação de quaisquer pessoas, independentemente de credos, raças ou quaisquer outros ‘atributos pessoais’;

- a NÃO utilização de sacrifícios de animais;

- a ritualística, ou seja, a MANIPULAÇÃO energética objetivando determinados finalidades (formação da egrégora do terreiro, limpeza áurica, etc)

Bem, está aí uma ‘panorâmica geral’ (bem geral .. rs) das origens diferentes do Espiritismo, do Candomblé e da Umbanda.

 

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